quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Lei garante vagão exclusivo para mulheres em trens e metrô do Rio de Janeiro


Virou lei um pedido antigo das mulheres de garantia de vagão exclusivo no sistema de trens e metrô do Rio. A medida foi regulamentada pelo governo do Estado nesta quarta-feira (30), pelo Decreto 46.072/17. A norma está em vigor desde abril do ano passado, mas precisava do decreto para ser efetivada.

De acordo com a regulamentação, caberá à Polícia Militar fazer a fiscalização. Os infratores serão notificados da primeira vez, ficando sujeitos a multa a partir da segunda infração. O valor vai de R$ 184,70 a R$ 1.152,77, variando em caso de reincidência.

Segundo a lei, os vagões exclusivos somente podem ser usados por mulheres ou por pessoas que se identificam com o gênero feminino, como transexuais. A fiscalização será feita em dias úteis, nos intervalos de 6h às 9h e de 17h às 20h.

Do total arrecado com as multas, 70% serão destinados ao Fundo Especial da Polícia Militar do Rio e 30% ao Fundo Especial da Polícia Civil, para ser direcionado às Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher.

Ao comentar a regulamentação, a deputada Martha Rocha, uma das autoras da lei, lembrou que o governo demorou um ano e quatro meses para regulamentar, mas disse acreditar que agora, "pesando no bolso, os homens vão respeitar os vagões femininos". Ela destacou que as concessionárias também serão multadas, caso não promovam as campanhas educativas e usem avisos sonoros, e que os valores arrecadados serão destinados aos fundos das Polícias Civil e Militar.

Campanha educativa

A regulamentação também obriga as concessionárias a treinar os funcionários para orientar corretamente os passageiros e intensificar os avisos sonoros e vídeos educativos nos trens e estações. As concessionárias terão prazo de seis meses para se adaptar às determinações.

EBC – 30/08/2017

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

PSDB blindado: Trens sem manutenção podem provocar tragédia em SP


O deputado estadual José Américo (PT-SP) entrou nesta segunda-feira (28) com representação no Ministério Público Estadual (MPE) contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o presidente da CPTM, Paulo Magalhães Bento Gonçalves, devido à falta de manutenção nos trilhos e trens de passageiros, que agravam a possibilidade de ocorrência de acidentes.

Segundo o deputado, as falhas na circulação dos trens são frequentes nos últimos dois anos, mas vem se agravando em 2017. Ele conta que visitou diversas linhas e constatou o mais grave cenário na linha 7-Rubi, em especial no trecho final entre as estações Baltazar Fidélis e Jundiaí, "em que o trem simplesmente dança nos trilhos", devido a um desalinhamento.

Esse é o trecho em que ocorreu o descarrilamento de cinco locomotivas de carga, em meados de agosto. Segundo Américo, o risco de descarrilamento é maior nos trens de carga por causa do peso, mas não afasta a possibilidade de o mesmo problema ocorrer com os trens de passageiros.

Américo afirmou que, em 2016, o governo Alckmin cortou quase R$ 500 milhões em verbas para a manutenção dos trilhos e trens da CPTM. "Essa irresponsabilidade precisa ter um fim, senão vamos ter tragédias em São Paulo", afirmou o deputado à Rádio Brasil Atual nesta quarta-feira (30).

Para Américo, com investimentos adequados em manutenção e gestão, a CPTM, que hoje transporta cerca de 3 milhões de passageiros por dia, poderia praticamente dobrar esse número, desafogando o Metrô e até mesmo os ônibus da região metropolitana de São Paulo.

Além dos problemas de gestão, o deputado José Américo cobra investigações sobre casos de corrupção. Em julho, o MPE denunciou à Justiça cinco contratos firmados pela CPTM que teriam acarretado desvios de até R$ 500 milhões. Ele deve ser reunir, ainda nesta quarta-feira, para cobrar do procurador-geral do estado, Gianpaolo Smanio, para cobrar celeridade no andamento desses processos.

O deputado afirma, ainda, que a base do governo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) atua para barrar a apuração dos problemas de má gestão e corrupção que atingem a CPTM. Américo, que é presidente da comissão de Infraestrutura da Alesp, conta que tenta, há semanas, convocar para esclarecimento o presidente da companhia, mas as reuniões da comissão não se realizam por falta de quórum.

Vermelho – 30/08/2017
Comentário do SINFERP
Mais uma crítica generalista das chamadas "oposições", e a conversa de sempre, isto é, que não podem atuar pois falta quórum, etc. Ah, se ao menos andassem de trem descobririam tantas coisas...  Se ao menos conversassem com usuários... Qualquer leitor de São Paulo TREM Jeito sabe mais sobre CPTM do que todas as oposições juntas.

Metrô descumpre novo prazo e prevê novas estações da Linha 5-Lilás apenas em setembro


O Metrô de São Paulo vai descumprir mais uma vez o prazo de inauguração de estações. Desta vez, não serão abertas ainda em agosto as estações Brooklin, Alto da Boa Vista e Borba Gato. A informação foi dada pelo presidente da companhia, Paulo Menezes, ao Bom Dia São Paulo nesta quarta-feira (30).

A linha 15-Lilás ligará o Capão Redondo às Estações Santa Cruz, da linha 1-Azul, e Chácara Klabin, da Linha 2-Verde. No caminho, passa por bairros como Santo Amaro e Brooklin.

A linha foi prevista pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para 2015. Atrasou e ficou para 2016 e depois para julho de 2017. Vendo que não conseguiria cumprir o prazo, o governo alterou o prazo para agosto, e agora, afirma que a operação de novas estações começa em setembro.

“Os ajustes finais continuam. Nós estamos finalizando os testes de equipamentos de via. A obra civil, em 24, 48 horas termina. Acredito que fica difícil entregar até amanhã, mas é questão de dias”, diz Menezes.

Segundo o presidente do Metrô, ainda são analisados resultados de testes para que seja liberada a operação com passageiros. “Todos os protocolos de segurança foram cumpridos. Nós aguardamos a liberação dos fabricantes para poder utilizar os trens e os equipamentos de via com o usuário”, afirma.

As estações Brooklin, Alto da Boa Vista e Borba Gato começarão a funcionar em horário parcial, fora dos picos, e com entrada gratuita para os passageiros.

Prazos

Menezes disse ainda que, desde que assumiu a presidência do Metrô, em março de 2015, o prazo de conclusão dado pela empresa foi julho de 2017. “Considero 30 dias de atraso numa obra do porte de um metrô, perfeitamente possível”.

A companhia mantém para dezembro a previsão de entrega de outras seis estações: Eucalipto, Moema, ACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin.

G1 – 30/08/2017

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Fumaceira assusta passageiros de trem da CPTM em Jundiaí (SP)


Uma composição ferroviária que faz a linha para São Paulo teve superaquecimento nesta segunda-feira, dia 28, na Estação de Jundiaí e os passageiros tiveram de desocupar os vagões.

A leitora Márcia Pará enviou vídeo do momento em que tudo começou. Os funcionários da CPTM pegaram extintores. Os passageiros correram, assustados.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou que não houve feridos. A composição foi retirada de circulação para averiguar a origem da falha.

Os trens circulam com maior intervalo para São Paulo, devido, a ausência dessa composição, que deverá ser substituída durante o dia.

Jornal da Região – Ivan Machado – 29/08/2017

Usuários do Bilhete Único, no Rio, criticam falhas no sistema


Falta da integração com outros modais e sistema de recarga falho estão entre os problemas

RIO - Apressada, a recepcionista Dayse saiu irritada da loja do RioCard que funciona na estação Siqueira Campos do metrô, em Copacabana, na tarde da última quinta-feira. Ela só tinha uma nota de R$ 20 e precisava recarregar dois cartões, cada um com crédito de R$ 10. Dayse precisava do dinheiro trocado para usar na máquina de autoatendimento — pois a fila do guichê estava longa — e tentou trocar a cédula numa loja ao lado, em vão. Como não podia aguardar, ela foi embora com os bilhetes sem os créditos necessários para usar nos dois meios de transporte com desconto.

— É um absurdo que essas maquininhas não deem troco. Preciso carregar os cartões, mas não consigo. Dei uma fugida, mas tenho que voltar rápido para o trabalho — reclamou Dayse, que não informou o sobrenome.

A falta de troco no autoatendimento está longe de ser o único problema do nada funcional sistema de bilhetagem eletrônica, operado pela RioCard, empresa criada pela Fetranspor e que faz parte da holding Riopar. Usuários se queixam de filas, de serem obrigados a ir a lojas até mesmo para desbloquear um cartão, do confisco de créditos não utilizados durante um ano e do pagamento de R$ 26,60 pela segunda via de um cartão de gratuidade. Também lamentam que os bilhetes não permitam uma integração, de fato, com outros meios de transporte, o que, na avaliação do professor Paulo Cezar Ribeiro, da Coppe/UFRJ, é o mais grave:

— Estamos mal. Chamam de bilhete único, mas existem vários cartões e não há integração. Agora, só quem ganha até R$ 3 mil pode ter os benefícios do cartão intermunicipal. O bilhete carioca não tem integração com o metrô e deixou de ter com a SuperVia. O RioCard tem que ser repensado. Está mais do que na hora de as autoridades estaduais e municipais darem uma reviravolta no sistema.

A promotora de vendas Célia Regina Viggiani foi surpreendida ao tentar recarregar seu RioCard no autoatendimento que funcionava na calçada em frente ao prédio da Secretaria estadual de Transportes, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana 493. Um papel informava que o serviço foi transferido, dia 11, para a estação Siqueira Campos do metrô.

— Estava acostumada a recarregar aqui. Podiam facilitar, não é? Que transtorno. Agora, vou ter que ir até a Siqueira Campos — reclamou.

É na Siqueira Campos que Zenaide Moraes passou a recarregar o cartão. Moradora de Caxias, ela desistiu da loja da Central por causa das filas.

— Já perdi mais de uma hora na Central. São quilométricas — conta Zenaide, que trabalha em uma lavanderia em Copacabana. — Na Siqueira Campos, as filas são um pouco menores. O grande problema é que, nas máquinas, não conseguimos troco.

Na Central, no subsolo e no térreo, usuários encontram máquinas de autoatendimento, todas com filas. No entanto, se precisarem de troco, são obrigados a aguardar, numa fila grande e única, vaga em um dos quatro guichês instalados no térreo, disputados por pessoas que precisam de outros serviços que não podem ser feitos pelo site ou por telefone.

‘Nunca vi dinheiro caducar’

Mesmo tendo sido roubada num ônibus em 5 de agosto, a estudante de comunicação Jéssica Moura, cotista da UFRJ e moradora de Triagem, precisou pagar R$ 26,60 para conseguir a segunda via de seu bilhete:

— Erraram no registro policial. Na delegacia, escreveram que perdi o comum, e não o universitário. Não prestei atenção. Cheguei ao posto e não aceitaram. Estou sem dinheiro e precisei chamar um amigo para me ajudar. Não posso estudar se não tiver o bilhete. Não posso pagar.

O designer Roberto de Albuquerque diz que o maior dos absurdos é os créditos expirarem em um ano, se os cartões não forem utilizados:

— Isso é roubo. O dinheiro é de quem o coloca no cartão.

O professor Paulo Cezar Ribeiro concorda com o usuário:

— Nunca vi dinheiro caducar.

Uma lei de abril deste ano estabeleceu que, no caso do bilhete inativo por um ano, os créditos devem ser repassados para o Fundo Estadual de Transportes. Mas a Fetranspor, federação que congrega as empresas de ônibus, foi à Justiça. Com a questão sub judice, as sobras continuam indo para a entidade que representa os donos de empresas de ônibus.

Criado em 2010, o Bilhete Único Carioca, de R$ 3,80, prevê a utilização de dois ônibus municipais, um ônibus e um BRT, um ônibus e um VLT ou dois trens do VLT num período de 2h30m. Desde 16 de junho, a SuperVia deixou de fornecer o desconto na integração com ônibus municipais (a tarifa integrada era R$ 6,60), alegando razões econômicas. A Secretaria municipal de Transportes se limita a dizer que “há interesse da prefeitura em concretizar a integração tarifária”, mas que ainda são necessários estudos de viabilidade e o processo envolve modais estaduais.

Por e-mail, a RioCard diz que realiza estudos para melhorar o sistema de pagamento eletrônico, inclusive no autoatendimento. O uso de máquinas que dão troco, de acordo com a RioCard, “exigiria uma outra estrutura com novos investimentos que ainda estão sendo avaliados”. A empresa alega que as máquinas aceitam cartão de débito.

Com lei sub judice, sobras de cartão vão para Fetranspor

Uma lei de abril deste ano estabeleceu que, no caso do bilhete inativo por um ano, os créditos devem ser repassados para o Fundo Estadual de Transportes. Mas a Fetranspor, federação que congrega as empresas de ônibus, foi à Justiça. Com a questão sub judice, as sobras continuam indo para a entidade que representa os donos de empresas de ônibus.

A bilhetagem eletrônica no estado nasceu em 2004, mas a implementação do sistema foi gradativa. O serviço do Bilhete Único Intermunicipal começou há sete anos. Desde a última quinta-feira, no entanto, para ter direito ao desconto do cartão, o usuário tem de se recadastrar e declarar que tem uma renda mensal de até R$ 3 mil. Quem ganha acima desse valor, perde o benefício de pagar R$ 8 para embarcar, num espaço de três horas, em dois ônibus; ou em um ônibus e no metrô, no trem ou na barca. Também tem de pagar R$ 8,10 em vez de R$ 7 para continuar usando o metrô e o BRT (embarques só nas estações Jardim Oceânico e Vicente de Carvalho).

Criado em 2010, o Bilhete Único Carioca, hoje de R$ 3,80, prevê a utilização de dois ônibus municipais, um ônibus e um BRT, um ônibus e um VLT ou dois trens do VLT, num período de 2h30m. Desde 16 de junho, a SuperVia deixou de fornecer o desconto na integração com ônibus municipais (a tarifa integrada era de R$ 6,60), alegando razões de conjuntura econômica. A Secretaria municipal de Transportes se limita a dizer que “há interesse da prefeitura em concretizar a integração tarifária”, mas que ainda são necessários estudos de viabilidade e que o processo envolve modais estaduais.

Por e-mail, a RioCard garante que realiza estudos para melhorar o sistema de pagamento eletrônico, inclusive no autoatendimento. O uso de máquinas que dão troco, no entanto, de acordo com a RioCard, “exigiria uma outra estrutura com novos investimentos que ainda estão sendo avaliados”. Mas a empresa lembra que as máquinas aceitam cartões de débito.

A empresa confirma que alguns serviços só podem ser realizados em uma das suas 26 lojas físicas. É de recadastramento de gratuidades; pedido e retirada de segunda via de cartões com defeito; devolução do cartão para ressarcimento; e impossibilidade de acesso ao site em casos de perda de login e senha. As demais operações e solicitadas podem ser feitas através do site ou pela Central de Atendimento.

Além dos postos, a recarga dos cartões pode ser feita em cerca de 1.900 pontos em todo o estado e pela internet. Ao todo, há sete milhões de cartões (municipais e intermunicipais) ativos, sendo dois milhões de gratuidades, que realizaram 157 milhões de transações eletrônicas em julho.

ENQUANTO ISSO...

Na Argentina, tarifa social para pobres

JANAINA FIGUEIREDO, DE BUENOS AIRES. Em 2011, o então governo da ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner criou o Sistema Único de Passagem Eletrônica (Sube, na sigla em espanhol), que continua vigente até hoje e permite aos usuários do transporte público pagar com seu cartão pessoal pedágios e passagens de ônibus, metrô e trem na capital do país e nas cidades de Mar del Plata, Villa Gesell, Partido do Litoral, Pinamar, Bahia Blanca, Corrientes, Neuquén, Rio Grande, Ushuaia, Formosa, Paraná, Santa Fe e Jujuy.

Em outras cidades e estados, como Mendoza e Córdoba, foram criados sistemas similares ao Sube. O cartão é carregado pelos usuários em lojas, pagando em dinheiro, cartão de débito ou crédito. No ano passado, o governo do presidente Mauricio Macri lançou a tarifa social do Sube, com desconto de 55% para aposentados, veteranos da Guerra das Malvinas (1982), beneficiários de programas sociais do governo, empregadas domésticas e trabalhadores independentes. A tarifa social representa um importante alívio para as classes baixas argentinas, em meio a uma recessão econômica.

O Sube funciona bem e deu bons resultados na Argentina. É um sistema simples, que não traz grandes complicações aos usuários, nem ao setor de transportes. Hoje, a grande maioria dos argentinos e estrangeiros (para obter o cartão é preciso ter um documento de residência local) que vivem nas regiões onde o sistema foi implementado têm o Sube.

Em Nova York, R$ 1,3 Bi para mudar sistema

HENRIQUE GOMES BATISTA, DE WASHINGTON. Em Nova York, o tradicional Metrocard, sucesso desde 1993, está em vias de ser extinto: a Autoridade Metropolitana de Transporte (MTA) anunciou que pretende renovar completamente o sistema de cobrança, buscando um método em que não seja preciso passar a tarjeta magnética nas roletas, ou seja, um sistema sem “contato físico” e que permita, inclusive, o pagamento com celulares. O objetivo é tornar mais rápida a entrada das pessoas nos ônibus, metrôs e trens de Nova York. O governo espera gastar US$ 419 milhões (R$ 1,34 bilhão) com a mudança, que deverá começar a ser testada no próximo ano. O sistema será a única forma de pagamento dos transportes públicos de Nova York até 2022.

O sistema unificado — que permite uma baldeação em duas horas sem cobrança de outra tarifa — também pode ser ampliado, para incluir os ferry boats. Mas a maior polêmica do ano foi o aumento da passagem: a viagem individual continua sendo US$ 2,75 (R$ 8,80), mas os tíquetes semanais e mensais subiram, e agora custam US$ 32 para o período de sete dias (R$ 102) e US$ 121 para 30 dias (R$ 387).

Já em Washington, há um sistema semelhante, o Smartrip, que integra metrô com ônibus. Mas o valor é outro problema: a cobrança é feita com base na distância percorrida, e uma viagem de metrô pode custar até US$ 6 (R$ 19,20). Além de caro, o sistema está muito instável, devido às reformas feitas aos poucos em trens e estações, causando atrasos e bloqueios.

O Globo – Selma Schmidt - 28/08/2017

Vagão Rosa fracassa no metrô do Recife



Durou pouco. Menos de seis meses. O Vagão Rosa, projeto que limita o uso de um trem exclusivamente para as mulheres e que rendeu ampla cobertura da mídia, não está mais funcionando no metrô do Recife. O adesivo cor de rosa continua em duas das composições que operam na Linha Centro do sistema, mas na prática não há mais respeito às regras porque não existe mais fiscalização. Faltam seguranças para rodar dentro dos trens, impedindo a entrada de homens e adolescentes no espaço que deveria ser exclusivo para o uso feminino. Desde sempre, aliás, a fiscalização do uso dos vagões era o grande desafio do projeto, que também existe nos metrôs do Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, com aceitação e rejeição dos passageiros.
Eles fizeram só para aparecer na mídia. Durou muito pouco. Muitos homens deixaram de respeitar e, sem os seguranças para proibir, quem ia conseguir barrá-los? Continuamos andando assim, nessa situação constrangedora para chegar ao trabalho ou em casa. Muitos respeitam as mulheres, mas outros se aproveitam”,
Lenira Gomes, que usa o metrô todos os dias
O vagão seletivo começou a ser testado em janeiro com cinco seguranças, posicionados nas quatro portas e na ligação com o carro vizinho, para impedir a entrada dos homens e adolescentes. Mesmo sendo apenas em dois horários do dia (pico da manhã e da noite), e apenas de segunda à sexta, o metrô não conseguiu disponibilizar a segurança como deveria e, lentamente, a restrição foi sendo esquecida. O lençol é curto na CBTU Recife e há muitos outros problemas que exigem a presença dos seguranças, insuficientes para atender à demanda. E não é de hoje. Em 2015, o metrô do Recife precisaria de 756 seguranças. Possuía apenas 350, mesmo número, em média, dos dias atuais.
De fato, foi uma promessa não cumprida. Estamos em busca de parceiros para envelopar os trens e vendo como solucionar a oferta de seguranças porque não temos como usar cinco por vagão. Representa um efetivo muito grande, que não contamos”,
Leonardo Villar Beltrão, superintendente do metrô Recife

O fracasso do projeto Vagão Rosa é lamentável porque as mulheres têm participação forte no sistema. Segundo levantamento da CBTU ainda de 2007 – ou seja, desatualizado –, as mulheres representam 56% dos passageiros. Isso significam 224 mulheres usando o serviço metroviário diariamente e passando pelas mais variadas situações constrangedoras nos trens superlotados. O metrô do Recife chega a andar, no pico, com uma média de 8 a 9 pessoas por metro quadrado. Quando o razoável seriam, no máximo, quatro pessoas por metro quadrado.
A promessa da CBTU Recife, inclusive, era ousada. Planejava ampliar o projeto para todo o sistema, ou seja, para cada uma das 27 composições que, geralmente, rodam por dia. E isso deveria ter acontecido desde abril. Mas nada aconteceu. “De fato, foi uma promessa não cumprida. Estamos em busca de parceiros para envelopar os trens e vendo como solucionar a oferta de seguranças porque não temos como usar cinco por vagão. Representa um efetivo muito grande, que não contamos. Com a ampliação do projeto, seriam necessários mais de 200 homens, o que é inviável. Outra medida para garantir o bom uso do vagão exclusivo sem necessidade do uso de seguranças é fechar a passagem que interliga os vagões dos trens novos”, diz o superintendente do metrô Recife, Leonardo Villar Beltrão.

Uma solução para esse problema seria montar uma estrutura de triagem nas estações, selecionando que entraria no Vagão Rosa ainda nas plataformas. Planejava-se, ainda, fechar a ligação interna que os trens mais novos do sistema possuem. A sinalização dos vagões rosa também seria mudada. Passaria a ser mais ostensiva para ser melhor percebida pelos passageiros. De fato, é muito muito discreta. A ideia da CBTU era colocar uma grande faixa rosa no vagão exclusivo.
Jornal do Commercio – Roberta  Soares - 27/08/2017

sábado, 26 de agosto de 2017

Escada rolante para e passageiros da linha 3 do Metrô ficam feridos


As pessoas se desequilibraram com o movimento brusco.
Uma das escadas rolantes da estação Corinthians—Itaquera, da linha 3—vermelha, do Metrô, parou de funcionar e deixou alguns passageiros feridos, por volta das 7h desta sexta-feira (25).
De acordo com o Metrô, com o movimento brusco da parada, as pessoas que estavam na escada se desequilibraram e caíram.
Os passageiros se feriram levemente e estão sendo atendidos no local.
R7 – 25/08/2017

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Produtos apreendidos de camelôs em trens e metrô do Rio serão entregues a PM e Guarda Municipal


Portaria da Secretaria de Transportes autoriza recolhimento de mercadorias vendidas por ambulantes em vagões.

RIO - Na tentativa de coibir o crescimento do comércio irregular de ambulantes dentro dos vagões dos trens da SuperVia e do metrô, a Secretaria estadual de Transportes vai permitir que agentes de segurança das concessionárias recolham as mercadorias e as entreguem à Guarda Municipal ou à Polícia Militar. Essa medida já vinha sendo estudada pelo governo desde o mês passado, como foi antecipado pelo GLOBO. Antes, os funcionários só podiam retirar os ambulantes dos vagões, quando houvesse flagrante.

A resolução, assinada nesta quinta-feira pelo secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira, e que deve ser publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial, determina que as apreensões deverão ser feitas mediante a emissão de um termo de retenção em três vias, que serão entregues ao infrator, ao destinatário final do material apreendido e à concessionária. O documento deverá conter as identificações do agente responsável e do ambulante, além da descrição detalhada dos objetos recolhidos.

- Além de coibir a venda de produtos duvidosos dentro dos trens da SuperVia e do metrô, queremos preservar a segurança dos passageiros - afirmou Rodrigo Vieira.

A resolução se baseia no artigo artigo 60 do decreto estadual nº 2.522/79, que institui as atribuições das equipes de segurança nas áreas de serviços do transporte metroviário.

Apesar de a resolução entrar em vigor a partir desta sexta-feira, ainda não há um prazo para que as equipes de segurança comecem a agir. Em nota, a SuperVia informou que não está preparada para executar a tarefa e que vai avaliar a portaria. Já a concessionária Metrô Rio disse que vai seguir o que determina a portaria, assim que ela for publicada.

Há duas semanas, a concessionária iniciou uma campanha educacional contra a venda de produtos, espalhando cartazes pelas estações e composições. "Não colabore com o comércio ilegal dentro do metrô. Você pode estar comprando mercadoria falsa, vencida ou de origem irregular. Seja consciente. Não financie o que é ilegal. Para sua conveniência, o metrô dispõe de lojas e quiosques nas estações", diz a mensagem.

Como O GLOBO mostrou no início do mês, os ambulantes já ocupam até a Linha 4 do metrô, inaugurada no ano passado. De chocolates a eletrônicos, tudo era comercializado livremente dentro dos vagões.

A portaria diz que as mercadorias retidas deverão ser "entregues pela concessionária à autoridade competente em prazo razoável", mas nem a Guarda Municipal nem a Polícia Militar foram avisadas sobre a nova medida. A Guarda informou, em nota, que não se pronunciaria porque ainda não foi comunicada. Já a Polícia Militar destacou que vai analisar a nova medida.

O Globo – Guilherme Ramalho – 25/08/2017

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Jovem que foi esfaqueado no Metrô SP recebe alta de hospital


Adolescente de 15 anos teve o estômago perfurado em discussão.

O adolescente que foi esfaqueado na estação Sé do Metrô no último dia 15 teve alta nesta quarta-feira (23). A informação foi confirmada pela Santa Casa.

O jovem de 15 anos teve o estômago perfurado durante uma discussão após ser golpeado por Everton Lima dos Santos, que usava um canivete dentro da estação.

O jovem estava com o irmão na plataforma do metrô Barra Funda, esperando na fila para embarque, quando Everton, que já tem passagem por roubo, tráfico de drogas e uso de entorpecentes, furou a fila, mostrando um documento pessoal como se fosse um policial.

Durante o embarque, o irmão do adolescente perguntou a Everton o porque ele estava furando fila, e a partir deste momento, o agressor seguiu os irmãos dentro do vagão, os ameaçando e começando uma discussão.

Na estação Sé, Everton começou a exigir que os dois saíssem do trem e fossem para a plataforma, porém os irmãos se recusaram e o jovem foi golpeado na barriga.

R7 – 24/08/2017

6 anos após acidentes, China vai relançar os trens mais rápidos do mundo


Serviço voltará a atingir velocidades de até 350 km/h; 40 pessoas morreram após falhas em 2011
A frota de trens de alta velocidade da China se tornará, mais uma vez, a mais rápida do mundo.
Seis anos após duas falhas deixarem 40 pessoas mortas, a velocidade máxima do Fuxing - "rejuvenescimento" em chinês - novamente poderá superar os 300 km/h, limite estabelecido após as tragédias.
A partir da próxima semana, alguns desses trens serão autorizados a correr cerca de 350 km/h. Com a velocidade máxima mais alta, o tempo de viagem entre Pequim e Xangai deve diminuir em cerca de uma hora.
Até 21 de setembro, sete dos trens-bala chineses poderão viajar com o novo limite.
Sistema de monitoramento
Para marcar o retorno do serviço de trens de alta velocidade, as composições foram batizadas de Fuxing, um nome em linha com um slogan do governo nacional e de seu plano de desenvolvimento.
Todas as composições foram equipadas com um sistema de monitoramento melhorado, que irá diminuir a velocidade e parar os trens automaticamente em caso de emergência.
Acredita-se que o operador nacional de ferrovias chinesas esteja buscando formas de modernizar os trilhos para permitir que os motores funcionem ainda mais rápido - talvez a velocidades de até 400 km/h.
A estimativa é que a China tenha cerca de 19.960 km de trilhos de alta velocidade.
As falhas de 2011 envolvendo trens de alta velocidade levaram a uma investigação estatal sobre o ministério responsável, o que levou à descoberta de um esquema de corrupção generalizada.
Muitos funcionários acabaram acusados ??de corrupção e abuso de poder. Duas pessoas em altos cargos acabaram condenadas à morte, mas sua sentença foi suspensa - na China, muitas penas desse tipo são convertidas em prisão perpétua.

Tribuna Hoje – 23/08/2017

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Acidente de trem deixa ao menos 74 feridos no norte da Índia


Acidente ocorreu por volta das 2h40 locais, quando um trem de passageiros colidiu parcialmente contra um vagão de carga no distrito de Auraiya. O acidente é o segundo em quatro dias no estado de Uttar Pradesh, depois que dez vagões de um trem de passageiros descarrilaram no sábado.

Nova Délhi – Pelo menos 74 pessoas ficaram feridas em um acidente de trem em Uttar Pradesh, no norte da Índia, o mesmo estado onde há menos de uma semana ocorreu um descarrilamento que resultou em 21 mortes.

O acidente ocorreu por volta das 2h40 locais (18h10 de Brasília da terça-feira), quando um trem de passageiros colidiu parcialmente contra um vagão de carga no distrito de Auraiya, informou em um comunicado a autoridade nacional de Defesa Civil (NDMA, sigla em inglês).

Após a colisão, um dos vagões do trem tombou e outros três descarrilaram, deixando 74 pessoas feridas, das quais quatro estão em estado crítico e foram levadas para hospitais próximos, informou a polícia regional em outro comunicado.

“A operação de resgate terminou”, afirmou a polícia de Uttar Pradesh.

O ministro de Ferrovias da Índia, Suresh Prabhu, confirmou através do Twitter as causas do acidente e detalhou que solicitou aos funcionários de seu ministério que compareçam ao local do mesmo para acompanhar de perto o ocorrido.

O acidente é o segundo em quatro dias no estado de Uttar Pradesh, depois que dez vagões de um trem de passageiros descarrilaram no sábado, o que deixou um balanço de 21 mortos e 123 feridos.

A rede ferroviária indiana tem 65 mil quilômetros de vias e é a quarta maior do mundo, atrás de Estados Unidos, Rússia e China. A rede conta com 1,3 milhão de funcionários e 12.500 composições que transportam diariamente cerca de 23 milhões de passageiros.

Segundo um estudo divulgado pelo Ministério de Ferrovias, o investimento em segurança é urgente para o sistema ferroviário indiano, onde ocorreram 1.522 acidentes com 2.331 mortes nos últimos dez anos.

Exame – 23/08/2017

Metrô faz trecho em alta velocidade com porta aberta no DF

Não houve sirene ou freio de emergência, diz passageiro que filmou incidente; ninguém ficou ferido. Metrô recolheu trem, e vai analisar câmeras para identificar problema.

Um vagão do Metrô do Distrito Federal percorreu cerca de 1 km, no fim da tarde desta terça-feira (22), com uma das portas abertas. Imagens feitas por um passageiro mostram que o espaço era suficiente para causar um acidente grave.
O problema aconteceu por volta das 18h30 – horário de pico –, entre as estações 112 e 114 Sul. No vídeo, é possível perceber que o trem roda em alta velocidade e que os passageiros fazem esforço para se afastar da abertura.
Em nota ao G1 e à TV Globo, o Metrô diz que esse trem foi recolhido e passará por análise e manutenção. Imagens das câmeras de segurança também serão analisadas, para ver se a falha se repetiu e se o trem chegou a "arrancar" com a porta aberta.
A administração do Metrô também informou que esse trem é da frota antiga (Série 1000). Quando uma falha desse tipo acontece, o sistema de segurança deveria impedir a aceleração do veículo, justamente para não gerar riscos. Nesta quarta, os técnicos do Metrô devem avaliar todos esses sistemas.
Susto
Autor das imagens, o estudante Guilherme Jesus Gaspar, de 18 anos, diz que nunca tinha visto algo parecido nos trens. Diariamente, neste mesmo horário, ele usa o Metrô para sair do estágio, no centro de Brasília, e voltar para casa, em Samambaia.
"Ele saiu da estação assim, com a porta meio aberta, a gente ficou até assustado. Não soou nenhuma sirene, nenhum alarme, não veio ninguém. O pessoal tentou fechar a porta com a mão, mas não deu."
Ao chegar na 114 Sul, segundo ele, as portas voltaram a funcionar normalmente, sem a intervenção de funcionários do Metrô. Na nota ao G1, a administração do serviço confirma que houve falha no trecho, mas diz que ainda vai investigar se o problema se repetiu em outros momentos.
G1 – 22/08/2017

Em 11 dias, tiroteios no Jacarezinho (RJ) paralisaram trens por mais de 34 horas


Em apenas onze dias de agosto, os trens da Supervia do Ramal Belford Roxo, que cortam o Complexo do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, tiveram o serviço suspenso por 34 horas e 5 minutos. Foram seis interrupções, motivadas pela guerra promovida por traficantes contra policiais. O conflito começou em 11 de agosto, dia da morte do policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) Bruno Guimarães. Desde então, a polícia promove uma caçada aos responsáveis pelo assassinato.
De 1º de janeiro a 10 de agosto, os trens do ramal pararam outras 11 vezes, nove delas na região do Jacarezinho. Quando se compara o tempo de serviço suspenso, as interrupções atuais equivalem a mais do que triplo das horas sem circulação de trens do restante do ano. No total, desde o início de 2017, o ramal sofreu 22 suspensões de serviço por causa de tiroteios. Dessas, 15 foram somente nas proximidades do Jacarezinho.
Na última quarta-feira, criminosos mandaram que os portões da estação do Jacarezinho fossem fechados e, com medo, funcionários deixaram o local. Nesse dia, porém, o serviço não chegou a ser suspenso. No entanto, na estação, quem embarcava no trem não pagava passagem por falta de gente nas bilheterias.
De acordo com o diretor de operações da Supervia, João Gouveia, a necessidade de interromper o serviço tantas vezes e por longos períodos é algo nunca antes visto no Ramal.
— Nunca vimos uma situação dessa como estamos vendo no Ramal de Belford Roxo. É uma situação em que todos nós perdemos. Toda vez que tem tiroteio a gente tem que parar o trem para não colocar em risco a integridade de nossos passageiros e funcionários. Quando essas interrupções acontecem, acaba causando um distúrbio e um impacto muito grande na operação — disse.
Ainda de acordo com a Supervia, os tiroteios provocaram uma queda de 35 mil embarques no ramal, que costuma ter uma média de 20 mil passageiros diariamente. Por causa disso, o prejuízo já chega a R$ 140 mil. Usuários que já estavam nas estações ou haviam comprado o bilhete antes das suspensões puderam solicitar a restituição da passagem. Cerca de 2 mil pessoas fizeram o pedido nas bilheterias das estações próximas nos últimos 11 dias.
Com as interrupções, na maioria dos casos, o ramal passa a circular somente das estações de Belford Roxo até a Pilares. Quem sairia da Central do Brasil e passaria pelo Jacarezinho precisou pegar outra condução ou fazer baldeação em outras estações. O alerta para que o serviço seja interrompido é feito diretamente pelos funcionários nas estações.
— Nós temos agentes de controle que ficam na plataforma e os bilheteiros. Tem uma comunicação direta com nosso sistema de controle. Eles ligam e avisam que está havendo tiroteio e nos passam a gravidade da situação. A gente, então, dá um auxílio para que as pessoas peguem um ônibus. São medidas necessárias para garantir a segurança das pessoas. Por exemplo: Antes de recomeçar a circulação, toda a malha férrea precisa ser analisada para saber se há algum dano. É um custo adicional que você tem que ter toda vez que acontece isso. Mas é um problema de segurança pública. O sistema é impactado por isso — disse João Gouveia.
Operação no Jacarezinho já tem seis mortos
Os recentes confrontos no Jacarezinho já fizeram, ao menos, seis vítimas fatais. Entre elas há dois suspeitos. A primeira delas foi o policial civil da CORE, Bruno Guimarães, de 36 anos, que morreu ao ser atingido por um tiro no pescoço. O tiroteio havia começado após uma operação da Polícia Civil na comunidade. Criminosos haviam atacado à UPP Jacarezinho e a Core retornou para dar apoio no local. Bruno, então, foi baleado e morreu no Hospital Federal de Bonsucesso horas depois.
No mesmo dia, o mototaxista André Luis Medeiros foi baleado no Jacarezinho. André morreu seis dias depois, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, onde estava internado. Ele havia sido baleado na perna e foi socorrido por moradores da comunidade.
Na quarta-feira, os tiroteios fizeram mais uma vítima. O feirnte Sebastião Sabino da Silva, de 46, foi atingido por um disparo na comunidade. Tião, como era conhecido na comunidade, morreu a caminho da UPA enquanto era socorrido por moradores. A família acusa a polícia de atirar no homem.
Na tarde deste sábado, cinco moradores foram baleados durante a troca de tiros. Georgina de Maria Ferreira, de 60 anos, foi atingia na cabeça e morreu antes de chegar na UPA de Manguinhos, também na Zona Norte. Outras três pessoas chegaram a ser atingidas. Uma delas, Adriane Silva, de 22 anos, levou um tiro na cabeça e permanece em estado grave no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier.
Na última quinta-feira, a Polícia Civil informou que agentes da Delegacia de Combate à Droga (DCOD) identificaram quatro homens suspeitos de participarem da troca de tiros que causou a morte de Bruno. Nesta segunda-feira, um outro suspeito foi preso em um motel em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.
Extra – 22/08/2017

Apresentador da TV Globo se emociona com problema de idoso, na CPTM, e se exalta.


O apresentador Rodrigo Bocardi quebrou o protocolo no “Bom Dia São Paulo” desta sexta-feira (18/8). Após ver um idoso identificado como “seu João” reclamar que se sente abandonado pelo governo, o âncora se exaltou e criticou a forma como os políticos tratam os cidadãos.

A repórter Jacqueline Brazil estava ao vivo da estação Francisco Morato (SP), ouvindo o depoimento do idoso, que queria pegar o trem para Jundiaí, mas não conseguia. “Eu acho que esses administradores do nosso país…”, começou seu João a falar quando foi interrompido pela repórter, afirmando que o tempo era curto.

Nesse momento, Bocardi interveio. “Jacque, deixa ele. Eu quero ouvir a palavra do seu João.” O trabalhador aproveitou e desabafou. “Tudo de ruim acontece nessa linha de trem. Está faltando um pouco de respeito com a gente, é revoltante o que fazem com a população de Francisco Morato. Um pessoal digno, mas carente de tudo. De respeito, de saúde, de educação, de condução. Estamos largados, abandonados, só servimos na época da eleição. Minha vida só vale um título [de eleitor]”, disse.

No estúdio, Bocardi, inconformado, se manifestou. “O que o seu João disse é a mais pura verdade. Quando é furto de cabos, que a culpa é da população, a CPTM manda foto na hora, querendo se exibir, para se eximir. Aí tem um descarrilamento desses e os ônibus do Paese [Plano de Atendimento de Empresas de Transporte em Situação de Emergência] não chegam, porque as empresas não se falam”, criticou. “Elas são incapazes de botar um serviço de emergência para monitorar, para resolver aquilo na hora. E tratam o descarrilamento como se fosse um problema de ar-condicionado quebrado. Até quando?”, finalizou o âncora.

Nas redes sociais, a postura de Bocardi virou assunto. “Parabéns pela iniciativa em deixá-lo desabafar”, disse um internauta. ”Rodrigo Bocardi, duro nas críticas aos prefeitos das regionais. Gostei”, escreveu outro.

Metrópoles – 19/08/2017

SP registra cinco descarrilamentos de trens em 2017


Levantamento aponta 136 falhas neste ano, principalmente nas linhas 10-Turquesa e 7-Rubi.
Um levantamento feito pelo SP1 aponta que, em 2017, pelo menos cinco trens descarrilaram em São Paulo. O balanço aponta 136 falhas nos trens, principalmente nas linhas 10-Turquesa e 7-Rubi da CPTM.
  • Com falhas em trilhos, CPTM reduz velocidade de trens em SP em até 77%.
Veja os descarrilamentos registrados
Fevereiro: Itaim Paulista, na linha 12-Safira;

Março: Entre as estações Jandira e Itapevi, na linha 8-Diamante e na estação Barueri;

Julho: entre as estações Engenheiro Cardoso e Itapevi, na linha 8-Diamante
Na quinta-feira (17), um comboio com cinco locomotivas de carga da empresa MRS descarrilou entre as estações Baltazar Fidelis e Francisco Morato, na Grande São Paulo. O trecho entre as estações Luz e Franco da Rocha ficou interditado até o início da tarde, quando foi liberada uma via dos trilhos.
Segundo a CPTM, mais de 360 metros de cabos foram furtados na madrugada de quinta. Isso, aliado ao descarrilamento, contribui para que a circulação da Linha 7-Rubi fosse comprometida.
Falhas
Em março, o SP1 informou que os tens da CPTM fazem trajeto com velocidade máxima reduzida em até 77% na Grande São Paulo. A lentidão se deve a falhas nos trilhos, serviço de manutenção e obras. A redução mais brusca ocorre em trechos da linha 7 e da linha 10- Rubi, entre Perus e Caieiras, onde a velocidade máxima cai de 90 para 20 quilômetros por hora.
A linha 12-Safira é a campeã de lentidão. Ao todo, em 18 quilômetros de trilhos os trens rodam mais devagar, o que corresponde a quase 24% da linha. Entre as estações Tatuapé e USP Leste, por exemplo, a travessia do córrego Tiquatira está danificada, o que provoca o desnivelamento das vias na curva. A falha persiste desde março de 2015 e não tem data para mudar.
O que mais atrapalha a viagem de quem pega essa linha é a construção da linha 13-Jade, que vai para o Aeroporto de Guarulhos. A nova linha vai ter integração com a 12 e, por causa disso, desde julho de 2013, a Safira sofre com interferências das obras, que estão atrasadas há três anos.
Na linha 7-Rubi, parte do trecho entre Perus e Caieiras está com a via desnivelada desde 2001 e continua sem previsão de conserto. O desgaste dos trilhos faz os trens reduzirem a velocidade de 90 km/h para 20 km/h.
Na mesma linha, tem infiltração de água que desnivelou a pista entre a Vila Aurora e Perus, problema de 2013 ainda sem data de solução. Há velocidade reduzida também por causa da obra de construção da estação de Francisco Morato, que está atrasada, e trilho gasto que precisa ser trocado desde novembro do ano passado.

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G1 – 19/08/2017

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Colisão de trens na Filadélfia deixa 42 feridos


Autoridades iniciaram uma investigação para determinar as causas do acidente.
WASHINGTON - Ao menos 42 pessoas ficaram feridas na madrugada desta terça-feira, 22, em uma colisão entre dois trens na Filadélfia, leste dos EUA.
O choque aconteceu às 0h15 (1h15 em Brasília) entre um trem de grande velocidade e outro que estava parado e sem passageiros no Terminal da Rua 69, explicou Heather Redfern, porta-voz da Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia.
Choque aconteceu às 0h15 (1h15 em Brasília) entre um trem de grande velocidade e outro que estava parado e sem passageiros no Terminal da Rua 69.
"As 42 pessoas que estavam a bordo do trem em circulação ficaram feridas, mas suas vidas não correm perigo", disse.
 O Estado de São Paulo – 22/08/2017