quarta-feira, 14 de junho de 2017

CPTM, uma rotina de muitos problemas


Enquanto o Governo do Estado vai adiando o término da nova Estação de Suzano – que continua recebendo obras, mesmo depois de inaugurada –, o que possibilitaria a chegada até aquela Cidade de todos os horários do Expresso Leste, os passageiros da CPTM continuam enfrentando os dramas causados pela superlotação dos trens, geralmente agravada por problemas técnicos, como os que ocorreram na manhã de sexta-feira passada e relatados à coluna pela nossa leitora, Terezinha de Jesus Silva Too. Aos 75 anos, ela acordou mais cedo naquele dia para acompanhar a filha de 47 anos numa consulta no Hospital do Servidor, em São Paulo. Para isso, ingressou no trem da CPTM que saiu às 6h35 da Estação de Braz Cubas. A composição já estava lotada quando, ao parar na estação de Poá, veio o aviso: devido a problemas técnicos, o trem não teria condições de seguir até a Capital. Todos tiveram de descer e aguardar, na plataforma, a chegada de um novo trem, vindo de Mogi das Cruzes.

Já em outra composição, os passageiros viram os vagões superlotarem de maneira impressionante, logo que o trem chegou em Ferraz de Vasconcelos. “Tinha gente gritando iria morrer sufocada dentro do vagão”, relatou dona Terezinha de Jesus à coluna. A superlotação era tanta que ela e a filha não conseguiram descer em Itaquera, onde pretendiam tomar o metrô para terem acesso direto à Linha Azul, que ofereceria maior facilidade para chegar ao Hospital do Servidor. As duas, por pouco não chegaram atrasadas à consulta, marcada para as 11 horas. “Sempre que o governador visita Mogi, ele fala de investimentos na estação de Suzano para facilitar a vinda do Expresso Leste até aquele ponto.

Para nós, mogianos, interessante seria o trem chegar a Mogi, em todos os horários, mas apesar das muitas promessas, nem até Suzano o Expresso consegue chegar”, diz a moradora do Distrito de Braz Cubas, que cobra do governador Geraldo Alckmin (PSDB) uma solução rápida para a questão do Expresso Leste, que poderia oferecer mais conforto aos usuários, se ampliasse seus horários até Mogi, ou transferisse a baldeação para trens comuns de Guaianazes para Suzano. Isso porque o Estado continua insistindo em não trazer todos seus horários até a Estação dos Estudantes por falta de viadutos na Cidade. E também porque não reformou nenhuma das quatro estações de Mogi (Estudantes, Centro, Braz Cubas e Jundiapeba), apesar das muitas promessas já efetuadas.

Condenada

A propósito da reclamação da leitora, uma notícia alentadora: a CPTM foi condenada a indenizar em R$ 15 mil um passageiro – o advogado Felipe Mendonça – por danos morais provocados pela superlotação de trem em São Paulo. Em 2012, ele embarcou na estação de Pinheiro e, algumas estações à frente, o trem já estava abarrotado. Ele fotografou o vagão e gravou vídeos de funcionários empurrando passageiros para dentro do trem. Em primeira instância, a Justiça não acolheu sua ação. Ele recorreu ao TJ que lhe deu ganho de causa, decisão confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça.

O Diário – 13/06/2017

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