sábado, 6 de maio de 2017

Justiça Federal aceita denúncia contra envolvidos no cartel dos trens em SP


Todos os nove acusados agora são considerados réus do caso; entre os envolvidos
A Justiça Federal em São Paulo aceitou a denúncia sobre o chamado cartel dos trens, feita pelo Ministério Público, em fevereiro deste ano.
Ao todo, nove pessoas – dentre elas, ex-executivos, consultores, e ex-dirigentes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) – são acusados de usar empresas falsas de consultoria e contas no exterior em um esquema de lavagem de dinheiro.
Todos agora são considerados réus do caso, que, se condenados, podem pegar penas de 4 a 16 anos de prisão.
De acordo com o Ministério Público, o dinheiro envolvido no esquema de corrupção vinha da contratação do primeiro trecho (Capão Redondo – Largo Treze) da linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo. 
Os beneficiários foram um cartel de multinacionais que levaram contratos de R$ 527 milhões pagando propina de R$ 26 milhões entre 1999 e 2011, durante as gestões do PSDB – Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.
O juiz decretou sigilo de documentos. Assim que forem intimados, os réus terão dez dias para se defender.
Os documentos que levaram à ação do MP foram obtidos com colaboração com o Uruguai.
Demora
De acordo com o Ministério Público Federal, o caso deve ser concluído ainda em 2017. No entanto, os investigados não devem ser enquadrados em crime de formação de quadrilha, porque a pena já prescreveu.
Durante o período em que o inquérito ficou nas mãos do procurador Rodrigo de Grandis, a maior parte dos R$ 600 milhões sequestrados pela Justiça junto a ex-agentes públicos e empresas envolvidas no esquema foi desbloqueado.
Segundo o MPF, a demora para a conclusão do caso se deve ao fato de a PF ter concluído o inquérito sem o resultado das colaborações internacionais com autoridades de Suíça, Alemanha e Uruguai.
Os países europeus liberaram documentos sobre o cartel dos trens no primeiro semestre de 2016, mas o governo do Uruguai só enviou os dados em outubro. Sem estes documentos, afirma a Procuradoria, não haveria provas para embasar as denúncias.
IG – 05/05/2017
Comentário do Sinferp
E o pedido de documentos feito pelo governo suíço que esse tal Rodrigo de Grandis deixou mofando em gaveta, hein? E agora deixa a pena prescrever?

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