quarta-feira, 19 de abril de 2017

Em Bruxelas, Metrô de SP apresenta edital de licitação do Monotrilho


O secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, e a subsecretária estadual de Parcerias e Inovações, Karla Bertocco Trindade, apresentaram nesta terça-feira (18) o edital de licitação de linhas de Monotrilho do Metrô de São Paulo. Os representantes do Governo Estadual participaram do road show sobre a concessão operacional das linhas 5-Lilás e 17-Ouro, realizado na sede da União Internacional de Transportes Públicos, em Bruxelas, Bélgica.

O evento contou com a presença de executivos de operadoras de transportes da alemã Arriva, das francesas Ratp e Keolis, das agências Codatu e Dealmaker, também da França, da japonesa JR East, da brasileira CCR e da instituição financeira Goldman Sachs. Os investidores internacionais acompanharam o detalhamento do projeto, que tem valor de contrato estimado em R$ 10,8 bilhões.

O edital de concessão das linhas 5-Lilás e 17-Ouro prevê recursos da ordem de R$ 88 milhões, em 20 anos de acordo. O lance mínimo esperado pelo Estado de São Paulo é de R$ 189,6 milhões. Os vencedores do leilão assumirão as operações das linhas, além de fazer investimentos permanentes em melhorias. O pregão está previsto para ocorrer em julho, na Bovespa.

Mais de um milhão de usuários

O trecho completo da Linha 5-Lilás terá 17 estações, ao longo de 20,1 quilômetros, entre o Capão Redondo e a Chácara Klabin, incluindo dois pátios para estacionamento e manutenção de trens. Com demanda estimada em 850 mil passageiros por dia, o ramal fará interligação com as linhas 1-Azul, 2-Verde e 17-Ouro, do Metrô, a Linha 9-Esmeralda, da CPTM, e três terminais integrados de ônibus.

A Linha 17-Ouro integrará o Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária da capital paulista, com tecnologia de Monotrilho. Além de um pátio de manutenção e estacionamento, o trecho de 7,7 quilômetros de extensão compreenderá as seguintes estações elevadas: Congonhas, Jardim Aeroporto, Brooklin, Vila Paulista, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi. O ramal terá integração com a linha 5-Lilás, do Metrô, e a Linha 9-Esmeralda, da CPTM. A demanda diária prevista será de 200 mil usuários.

Governo do Estado de São Paulo – 18/04/2017

Comentário do SINFERP

Vamos ver se algum “gringo” se interessa pelo Monomico, não é?  Quem sabe a CCR, já que lá estava? Por que não a Bombardier, já que as linhas foram construídas para suportar exclusivamente veículos de sua fabricação?

5 comentários:

Anônimo disse...

Só se alguma CCR se interessar pelo Monomico!

No estrangeiro , já é de conhecimento deles que tal "monomico" é furada. isto já é conhecido por eles há mais de 50 anos! Foram eles que criaram , o tal ALWEG!

Pelo Momomico será de brinde , pois vai dar zica , abrir o bico !

Tenho saudades da Engenharia de vinte anos atrás . Decisão técnica e não somente política !

SINFERP disse...

Não mais existe técnica sem política. Talvez nunca tenha existido. São interesses materializados pela técnica. Imagine, no caso da CCR, o pedágio que irá cobrar do governo (nosso, na verdade) para disfarçar o fiasco do Monomico. Brinde? Quanto levará a mais nas estradas pedagiadas para compensar a "forcinha" dos "parceiros" tucanos?

Anônimo disse...

ninguem está preocupado se é mico ou nao. o que importa é contrapartida finaceira que o estado dara ao vencedor do edital. o lucro garantido é de 10,8 bilhoes em 20 anos, contra um investimento de aproximadamente 2,5% desse valor. é só fazer as contas. olha o quanto a viaquatro fatura com a linha 4.

SINFERP disse...

O usuário estará preocupado com o mico, e isso reflete em votos nas eleições. Quanto ao parceiro privado, além do que irá faturar tem a vantagem de não inventado essa droga.

Anônimo disse...

quando eu digo que ninguem está preocupado com o mico, eu me refiro aos interessados na concessao. para eles, pouco importa se é trem, metro, monotrilho, vlt ou carroça, o que importa é usar a maquina publica para garantir o lucro. porque se for para assumir na raça, ninguem vai querer nenhuma linha do sistema metroferroviario de SP.