sexta-feira, 21 de julho de 2017

Usuários reclamam de água que entra nos trens do subúrbio de Salvador (BA) quando chove.


Portas e janelas dos veículos estão com defeito e não fecham direito.
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Usuários dos trens do Subúrbio, em Salvador, reclamam da entrada de água da chuva no local, devido às condições precárias dos veículos. A situação ocorre porque as portas e janelas dos trens apresentam defeitos e não fecham direito. Os trens transportam cerca de 11 mil passageiros por dia.
Um vídeo mostra que, em dia de chuva, a água entra nos trens, já que as janelas não ficam bem fechadas. “Olha a condição dessa 'cachoeira' dentro do trem do Subúrbio. A gente paga prá andar de trem e anda de piscina e cachoeira”, reclama o autor do vídeo.
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), responsável pelos trens, disse que lançou a licitação de empresas que vão participar do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Subúrbio, que têm até o dia 28 de agosto para se cadastrar.
A Sedur diz ainda que irá ampliar a malha ferroviária, que terá mais estações, e o tempo de deslocamento dos passageiros será menor. Uma decisão judicial liminar, no entanto, suspendeu o edital de licitação no dia 27 de junho deste ano. Procurada pelo G1, nesta quinta-feira, a Casa Civil informou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) "está trabalhando na elaboração da peça recursal cabível para derrubar a liminar".
G1 – 20/07/2017

Crise econômica tira passageiros de trem e metrô do Rio


A crise econômica, apontam concessionárias e especialistas, foi a responsável pela queda no número de passageiros dos trens e do metrô do Rio. Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostram que, entre janeiro e junho de 2016, 90 milhões de pessoas usaram os trens. Nesse mesmo período de 2017, o número caiu para 79 milhões. Já o metrô teve uma queda de 122 milhões para 121 milhões — mesmo com a implantação da Linha 4, extensão da Linha 2 que liga a Zona Sul à Barra da Tijuca.
— Como o Rio reduziu sua atividade econômica, é razoável que o transporte tenha reduzido também. Há uma correlação entre eles. Livros de transporte e economia falam que isso é um comportamento esperado — afirma o especialista em transportes e professor da Uerj Alexandre Rojas.
As concessionárias confirmam o diagnóstico. A SuperVia alegou que registrou diminuição de cerca de 100 mil passageiros por dia no primeiro semestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano passado. Isso, ainda segundo a empresa, causou uma perda de R$ 100 milhões na receita.
Já o Metrô Rio afirmou que perdeu 15 mil passageiros por dia: “A entrada em operação das 5 novas estações da Linha 4, em setembro de 2016, compensou parte da redução”.
Extra – 21/07/2017

Comentário  do SINFERP

Também em São Paulo.


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Estado vai reduzir desapropriações para implantar VLT de Cuiabá


Menos imóveis serão desapropriados pelo Estado para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos em Cuiabá e Várzea Grande. Este é um dos apontamentos feitos pelos Ministérios Públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF) em relação ao acordo firmado pelo governo com o Consórcio VLT e que o secretário de Estado de Cidades Wilson Santos (PSDB) garante que será acatado pelo governo do Estado.
Conforme o secretário, a equipe técnica da Secretaria de Cidades (Secid) já está trabalhando em um novo plano de desapropriações desde o último final de semana. “Nós vamos reduzir drasticamente o número de desapropriações e de demolições, em torno de 30% a 50%. Os Ministérios Públicos exigem que esse plano esteja pronto antes da assinatura do acordo. Então, também estamos acatando essa orientação”, disse na manhã desta terça-feira (18).
Wilson Santos explicou que a Secid concordou com a alteração após constatar em outros lugares do mundo que o VLT circula a poucos metros de construções urbanas. “Com a inauguração do VLT no Rio de Janeiro, nós pudemos observar in loco que é possível ter o VLT passando a um metro e meio, dois metros de paredes, como acontece no Rio, em Lion, em várias capitais do mundo porque ele é um veículo leve, que não causa quase nenhum impacto na estrutura arquitetônica e de engenharia dos imóveis”, disse.
Trazendo o exemplo para Cuiabá, o secretário apontou que na Avenida Tenente Coronel Duarte, região da Prainha, será possível impedir a desapropriação de dezenas de imóveis. “É possível ter esse veículo leve mais próximo e evitando, por exemplo, aonde tem a papelaria Dunorte, praticamente todos aqueles sobrados estavam condenados. Nessa nova concepção, nós entendemos que é possível preservar todos aqueles sobrados”.

Outras adequações

Segundo o secretário de Cidades, outros pontos de discordância com o Ministério Público que já foram superados são a cláusula de compliance no contrato do VLT e os incentivos fiscais, que não constarão mais no contrato com o consórcio VLT.
Compliance é um conjunto de disciplinas que servem para garantir que as normas e regulamentações constantes em um contrato sejam cumpridas, além de ser uma forma de prevenir qualquer inconformidade dentro de uma empresa.
Com relação à retirada deste ponto do acordo, Wilson Santos se mostrou insatisfeito, porém, resignado. “Nós não vamos discutir, nós vamos acatar o pedidos dos Ministérios Públicos. Eu acho que é uma modernidade, é algo que protege os contratos. E nós vamos acatar o pedido do MP e retirar a cláusula do compliance”, disse.
Em relação à retirada de incentivos fiscais, Wilson Santos explicou que a desoneração havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa em 2012, ainda na gestão passada, e que na primeira etapa das obras com VLT, foram concedidos R$ 106 milhões. “Os MP’s exigem fiscalizar, o que nós concordamos”. Segundo Wilson, outra alternativa do governo é pagar diretamente o tributo. “Ao invés de darmos a desoneração, nós pagarmos o tributo. Nós temos duas alternativas para atender aos MP’s, então, este ponto não é mais polêmica, está resolvido”.

Pendências

Ainda restam pontos ainda sem consenso por parte do Estado e dos MP’s, como a definição do valor a ser pago pelo término do modal e do prazo para que isso aconteça. No caso do prazo, o acordo com o consórcio prevê 24 meses de obras, enquanto os procuradores e promotores sugerem 19 meses, mesmo prazo que, segundo Wilson Santos, foi apontado pela consultoria da empresa KPMG.
“Só que nós sabemos onde o VLT vai passar. As avenidas, o transtorno, a complexidade. Agora, pode ter certeza que a questão de prazo não será impeditivo para o acordo. Havendo necessidade de reduzir o prazo, o governo está aberto à discussão”, amenizou.
A questão do valor a ser pago pela obra é a principal preocupação da Secid. “Os valores é o item que nós mais queremos que os nossos técnicos conversem com os peritos do Ministério Público, porque o MPE fez um relatório contábil e chegou a R$ 920,79 milhões. Nós temos documento em mãos assinado pelo MPE. E o nosso é R$ 922 milhões, ou seja, nós estamos muito próximos do preço do MPE. Estamos dispostos a superar todos os problemas”, ressaltou.
JornalMax – 18/07/2017

terça-feira, 18 de julho de 2017

“Se os MPs [de Cuiabá] entenderem que não vai ter VLT, vendemos os vagões”


O governador Pedro Taques (PSDB) demonstrou certa irritação ao ser questionado sobre o novo parecer do Ministério Público Federal (MPF) e Estadual (MPE) em relação ao acordo firmado entre o Poder Executivo e o Consórcio VLT para a retomada das obras do modal de transporte.
No documento, MPE e MPF afirmam que o Estado não saneou ou deu resposta adequada às irregularidades comprovadas na ação judicial para retomada da obra.
“O secretário de Cidades Wilson Santos, o procurador-geral do Estado, Rogério Gallo, o controlador-geral, Ciro Rodolpho, e todas as equipes destas secretarias estão trabalhando para resolver isso”, disse Taques.
“Ora, se o Ministério Público Federal e Estadual entenderem que não vai ter o VLT, a gente vai ter que vender os vagões do VLT e buscar outra coisa”, afirmou.
Perguntado se os MPs estariam atrapalhando o andamento da obra, ele disse que não.
“Em absoluto. O MP é uma instituição séria que ajuda muito. O que estamos aqui debatendo é: o que é melhor para o Vale do Rio Cuiabá. Não podemos ficar com essa cicatriz rasgando Cuiabá e Várzea Grande. Cuiabá vai atingir 300 anos. Uma cidade moderna não pode ficar dessa forma”, disse.
O governador afirmou também que o acordo firmado com o consórcio para a retomada da obra ao custo de R$ 922 milhões é o caminho mais fácil, mais econômico e mais rápido.
“O acordo foi feito, estamos superando algumas fases e precisamos entender que é muito mais caro fazermos outra licitação. Outra licitação será uma licitação internacional, vai demorar e o valor será bem maior”, disse.
“O MPF e MPE não têm posição final ainda. Isso [parecer] vai ao juiz federal Ciro Arapiraca e o juiz vai fazer, me parece, uma audiência de conciliação. O MP não está pondo pau na frente do VLT. Eles estão cumprindo seu papel constitucional”, concluiu Taques.
O VLT
A obra do VLT foi iniciada em agosto de 2012 e deveria ter sido entregue em junho de 2014, antes mesmo do início dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá.
Entretanto, os sucessivos atrasos levaram a gestão anterior do Executivo a fazer um aditivo, prevendo o término para 31 de dezembro daquele ano.
Porém, as obras foram paralisadas antes deste prazo, já que o Estado não realizou os pagamentos solicitados pelo consórcio.
Desde então, a gestão Taques vem travando uma batalha judicial por conta de erros encontrados nas obras e até mesmo no contrato.
Midia News – 18/07/2017
Comentário do SINFERP
Novela ridícula, escandalosa e cara, muito cara.

Atrasos provocados por defeitos no metrô de Recife (PE) geram reclamações de usuários


O metrô é um meio de transporte utilizado por 400 mil pessoas por dia na Região Metropolitana do Recife (RMR). São duas linhas elétricas: a Sul e a Centro, e uma a diesel, que liga o Cabo de Santo Agostinho a Jaboatão dos Guararapes. Pelo menos na teoria, um meio de transporte rápido e barato, cuja tarifa custa R$ 1,60, mas nem sempre é fácil de utilizar.

Na última semana, duas paralisações no sistema tumultuaram a vida de milhares de pessoas que tiveram que atravessar de um lado para outro da Estação Cajueiro Seco, pelos trilhos, e enfrentaram plataformas mais lotadas que o normal. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o número de falhas nos trens é pequeno.

Na linha Sul de 1 de junho a 13 de julho, foram realizadas 7.294 viagens e registradas falhas em apenas 43 delas, o que significa cerca de 0,58% das viagens. Um número que isolado parece insignificante, mas que na vida dos usuários acarreta uma série de transtornos.

Relatos

A jornalista Tereza Moura já viveu a experiência de estar em um vagão quando o trem quebrou. De acordo com ela, era um dia de muita chuva e todos os passageiros, inclusive idosos, tiveram que descer e caminhar em meio aos trilhos, de volta a uma estação, para pegar outra composição.

A maioria das pessoas reclama que os trens são velhos e desconfortáveis. Além disso, apresentam goteiras, e em muitos o ar condicionado não funciona. Os atrasos provocados pelos defeitos são de longe a principal reclamação, o que revela que a percepção dos usuários sobre as falhas no sistema é bem diferente dos números da CBTU.

TV Jornal – 17/07/2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Novos trens para Linha 10 da CPTM só em 2020


Usuários da Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) devem receber novos trens em meados de 2020. O ramal que liga cinco cidades do ABC à região central de São Paulo é o último a ser contemplado com as mais recentes composições do sistema ferroviário. A estatal também não tem previsão pelas reformas das estações do trecho.
No momento, a CPTM trabalha como prioridade a renovação das frotas da Linha 7-Rubi (trecho Luz-Francisco Morato) e Linha 11-Coral (Luz-Estudantes), além de transferir modelos recentes, antes adquiridos, para Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana). A Linha 8-Diamante (trecho Júlio Prestes-Itapevi) e Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) já foram contempladas pelas novas composições.
Hoje, a Linha 10 conta com trens da década de 1970 de origem espanhola, porém, modernizados no fim dos anos de 1990 para operação na CPTM. “Temos um lote de trens a receber em três anos e, gradativamente, vamos realocar os trens. A expectativa nossa é a substituição total desses trens (espanhóis)”, projeta o gerente de Relacionamento e Marketing da companhia, Sérgio Carvalho Júnior.

Estações

Das 13 estações que compõem o traçado da Linha 10, apenas duas têm acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida: Brás e Tamanduateí. Atualmente, o ramal conta com estruturas antigas, a exemplo das estações Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo, cujos prédios são da década de 1880.
Carvalho aponta uma projeção tímida de que até 2020, os usuários do ABC terão as modernizações das estações. “A gente infelizmente não consegue fazer todas as reformas de estações ao mesmo tempo. Temos um elenco de estações que já receberam o novo padrão de acessibilidade e a Linha 10 não fugirá à regra. Apenas não posso dizer se as reformas começam em 2018 ou 2019”, discorre. A Linha 10 atende São Paulo, São Caetano, Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Expresso ABC

De acordo com Carvalho, a implantação do Expresso ABC, que funciona nas estações Santo André, São Caetano e Tamanduateí, em uma via central de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 16h às 19h, demonstra desempenho positivo e serve para atenuar o fim do acesso da Linha 10 à Estação Luz, interrompido desde 2011. “A Estação da Luz não comporta mais (três linhas de trens)”, finaliza.

Reporter Diário – 15/07/2017

domingo, 16 de julho de 2017

VLT é solução inteligente para mobilidade


Ainda na fase imperial do Brasil, os primeiros veículos sobre trilhos se instalavam na zona urbana do Rio de Janeiro, movidos por tração animal. Aos poucos, novas tecnologias foram inovando até que, no início do século 20, com a implementação da rede aérea, bondes já circulavam com grande expansão nas principais cidades, período este que se prolongou até meados de 1968, quando foram retirados de circulação devido aos subsídios oferecidos para a indústria automobilística, que incentivaram o transporte individual.

Ao final desse mesmo século, já com os reflexos de grandes congestionamentos e poluição ambiental, as atenções se voltaram novamente para o transporte coletivo. Soluções de mobilidade foram implementadas, principalmente no setor metro ferroviário, mas alternativas inovadoras que complementem a mobilidade com eficiência e curto prazo se fazem cada vez mais necessárias.

Veículo Leve sobre Trilhos, como uma solução de mobilidade que vem alcançando sucessivos sucessos de implantação nos mais diversos países. Hoje, quando se fala em cidades inteligentes, não se consegue desvincular a contribuição da mobilidade urbana para tornar a vida dos usuários de transporte público menos estressante, dinamizar deslocamentos e melhorar a qualidade de vida da população.

O VLT compartilha com o que há de mais moderno nos sistemas de transporte, associa recursos e tecnologias que disponibilizam viagens dentro de padrões de horário e qualidade. Wi-Fi, rádio, GPS, redes ópticas e dispositivos inteligentes de localização, interligados a sistemas computacionais de controle, formam uma complexa rede que permite a movimentação do veículo dentro de padrões de regularidade e de atendimento eficiente à demanda de transporte.

Como este modal normalmente interage com o ambiente urbano, é típico o seu compartilhamento com veículos, principalmente em cruzamentos viários. No tocante ao conceito de Cidade Inteligente, o veículo VLT utiliza-se de sistemas semafóricos que lhe oferecem prioridade de passagem, o que permite fluidez e pontualidade em sua movimentação.

Os conceitos aqui apresentados não se restringem apenas aos aspectos tecnológicos, mas na grande contribuição pelo bem-estar do cidadão e o VLT faz sua parte. Leitos gramados, que embelezam e valorizam a região e seu entorno, acessibilidade quanto à comodidade e facilidades para usuários de mobilidade reduzida, design futurista, normalmente adequado às características da cidade que se destina forte incentivo à urbanização, se traduzem em oferecer qualidade de vida para os usuários e pedestres.

O VLT contribui com a revitalização das zonas urbanas por onde circula e incentiva o comércio local e os setores de lazer, com suas janelas panorâmicas e locais de paradas estratégicos. Assim, permite uma interação maior do usuário com seu entorno e colabora com o conceito de shoppings a céu aberto.

É também importante cooperador com o meio ambiente, visto que utiliza energia elétrica para seu deslocamento, colaborando com a não emissão de gases poluentes ao longo de seu trajeto.

Em complemento à nova tendência de utilização de energia limpa e de maiores avanços tecnológicos no setor de mobilidade, as tecnologias de baterias e supercapacitores substituem as redes aéreas por outras opções, e elimina a poluição visual proporcionada pelos postes e catenárias, como pode ser visto no VLT em operação no Rio de Janeiro.

Os sistemas de comunicação permitem que usuários possam usufruir das mais novas tecnologias em dados, voz e imagem interna aos veículos, e os mantêm conectados às redes da Internet no interior do veículo e nas plataformas de embarque.

As implantações de VLT no Rio de Janeiro e na Baixada Santista, em São Paulo, demonstram a viabilidade desse meio de transporte no Brasil. Espera-se que a experiência vivida com esta solução traga mais oportunidades e melhorias a inúmeras cidades brasileiras, onde o problema de transporte público já é presente e agravante.

Cabe aos gestores do setor de transporte avaliarem com bastante atenção as oportunidades de integrar suas cidades a esses novos conceitos, de oferecer bem-estar a seus cidadãos e visualizar um futuro promissor que marcará uma geração que não mais consegue se deslocar sem que a tecnologia a acompanhe.

Segs – Afonso Arroyo - 16/07/2017

sábado, 15 de julho de 2017

Bondinho sai dos trilhos e causa acidente próximo a Santo Antônio do Pinhal (SP)


Foto Leandro Miranda
Um bondinho de turismo da EFCJ (Estrada de Ferro Campos do Jordão), automotriz A1, descarrilhou na tarde desta sexta-feira (14) próximo a cidade de Santo Antônio do Pinhal. O acidente aconteceu entre os quilômetros 27 e 28 da ferrovia. Segundo informações, ninguém se feriu no acidente.

A EFCJ informou que o bondinho fazia trajeto de volta, sentido Campos do Jordão, quando descarrilhou e bateu em um poste. Havia 40 turistas no trem, eles foram transportados de ônibus de volta a estação. O acidente não irá prejudicar o itinerário do bondinho, que funcionará normalmente neste final de semana.

As causas do acidente devem ser apuradas pela Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos
AgoraVale – 14/07/2017
Comentário do SINFERP
Ah! A Secretaria dos Transportes Metropolitanos irá apurar as causas? Fácil saber o resultado: foi o maquinista.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Mudança de monotrilho para BRT na Linha 18 é descartada


Sugerida pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, a mudança do modal da Linha 18-Bronze do Metrô (Tamanduateí-Djalma Dutra), que ligará o ABC a São Paulo, de monotrilho para BRT (Bus Rapid Transit) está descartada pelo governo estadual. A proposta também sofre ressalvas da concessionária VemABC, responsável pela obra e pela operação do ramal, pois o contrato não prevê a alteração no projeto.
Em nota, a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos informa que a mudança de modal não consta na PPP (Parceria Público-Privada) com a VemABC, firmada em agosto de 2014. A proposta oficializada pelo colegiado de prefeitos da região é que o traçado fosse mantido, com partida de São Paulo e passagem por São Caetano, Santo André e São Bernardo, mas em vez de monotrilho, o atendimento seria por ônibus que, na visão da entidade, seria mais barato em meio à crise econômica.
No entanto, a ideia anunciada pelo prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio Intermunicipal, Orlando Morando (PSDB), esbarra no contrato, nas diferenças estruturais e também com relação aos impactos ambientais entre os tipos de vias elevadas de um monotrilho e de um BRT. Um exemplo é o comparativo de sombreamento perante a luz solar, maior na estrutura para ônibus ao projeto original.
Diretor-presidente da VemABC, Maciel Paiva diz que o formato do modal da Linha 18 é uma discussão que compete apenas aos entes do poder público, ou seja, entre Estado e municípios. Mesmo assim, o executivo ratifica a informação da Secretaria de Transportes Metropolitanos. “A mudança de modal não faz parte do contrato, que prevê a construção e operação do monotrilho”, afirma.
Para o diretor de Engenharia e Construções do Metrô, Paulo Meca, a alteração para o BRT traria maior impacto ambiental e classificou a ideia como “judiação” por parte do Consórcio Intermunicipal. “A Linha 15 (Prata do Metrô, também em formato de monotrilho), nasceu no lugar do que seria o Expresso Tiradentes, sistema de ônibus que colaboraria na emissão de CO2 (dióxido de carbono) e que não teria a mesma capacidade de transporte do monotrilho. Então o ABC merece coisa melhor”, aponta.
Entre os argumentos favoráveis ao monotrilho, estão a baixa emissão de agentes poluentes e de ruídos sonoros, além da capacidade de transportar de 20 mil a 40 mil passageiros por hora. Outro ponto é que esse tipo de estrutura não sofre interferência de chuvas em relação à velocidade do veículo e tampouco não enfrenta problemas quanto às enchentes.
A ideia de mudança de modal da Linha 18 de monotrilho para BRT foi dada inicialmente pelo deputado federal Alex Manente (PPS), em entrevista ao RDtv. Em junho, Morando também adotou a sugestão, em decorrência da demora do início das obras da linha metroviária. Inclusive, o tucano foi procurado pela reportagem para comentar a nota do Estado, porém, informou que não houve qualquer informação oficial sobre o assunto e optou por não comentá-lo.

Fabricante é da Malásia

A empresa contratada para fabricação dos 32 monotrilhos que estarão à disposição da Linha 18 é a Scomi, da Malásia (foto), também responsável pelas 14 composições da futura Linha 17-Ouro (São Paulo Morumbi-Jabaquara). Todos os modelos para o ramal do ABC serão produzidos no Brasil, pela fábrica a ser construída em Taubaté, interior paulista.
Vice-presidente da Brasell, empresa sócia da Scomi no Brasil, Halan Moreira também destaca os problemas de uma eventual mudança de monotrilho para BRT. “Seria necessário fazer tudo de novo (licitação e contrato) e demoraria mais tempo. E as dificuldades que ocorrem no ABC (devido às burocracias na disponibilização de verbas) é de todo o Brasil”, pontua.
A Linha 18 terá 13 estações numa extensão de 15,7 km e partirá da região central de São Bernardo, próximo ao Paço, com passagens em Santo André e São Caetano, à Estação Tamanduateí, em São Paulo, onde haverá a conexão com a Linha 2-Verde (Vila Prudente-Vila Madalena) do Metrô e a Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Obras ficarão mais caras

Orçado em R$ 4,6 bilhões em julho de 2014, com R$ 2,3 bilhões dotados pelo Poder Público e a outra metade levantada pelos sócios da VemABC, a Linha 18 ficará mais cara devido ao atraso do projeto. Segundo Paiva, o valor previsto pela iniciativa privada já está em R$ 3,5 bilhões, por meio de financiamento pela Caixa Econômica Federal na linha Pró-Transporte e por recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
De acordo com a Pasta de Transportes Metropolitanos, os valores investidos são corrigidos anualmente com base em índices oficiais, conforme estabelecido no próprio contrato. A destinação de verbas públicas está dividida em R$ 1,2 bilhão por meio de financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), R$ 400 milhões de repasse do Orçamento Geral da União e R$ 252,4 milhões oriundos do Tesouro do Estado. Além do aporte, o projeto prevê R$ 406,9 milhões para as desapropriações.
O Estado prorrogou por mais seis meses o prazo para que a concessionária VemABC dê início às obras do monotrilho, em publicação no Diário Oficial no dia 14 de junho. Nesse período, o governo paulista espera que a Secretaria do Tesouro Nacional revise classificação de categoria “C”, dada pela Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos), vinculada ao Ministério do Planejamento, às condições de pagamento a um possível financiamento externo, a fim de receber as verbas pelas desapropriações.
Repórter Diário – 14/07/2017
Comentário do SINFERP
Ah, cogita-se substituir o monomico por buzão, por papa-fila moderno, é?

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Jovem denuncia assédio em trem da CPTM


Vítima relata à polícia que homem ejaculou e conseguiu fugir do local.

Uma jovem de 26 anos foi assediada dentro de um trem da CPTM por volta das 8h30 da última sexta-feira (7). O trem que seguia para a estação Tatuapé.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima embarcou na estação Guaianases da CPTM, com destino ao seu trabalho. Devido ao horário de pico, o vagão estava lotado e a vítima estava no corredor do trem.

Com o deslocamento da composição da estação Dom Bosco, a mulher percebeu que um rapaz se posicionou atrás dela. Quando as portas se abriram na estação Itaquera, a moça sentiu algo quente em sua nádega esquerda, e ao passar a mão, percebeu que tratava-se de esperma.

A mulher viu que o rapaz estava com a mão no órgão genital fechando o zíper da calça. Ela então segurou o homem pelas roupas e desembarcou com ele.

A vítima pediu ajuda para vigilantes que estavam na plataforma. O suspeito, ao perceber a presença dos vigilantes, se desvencilhou dela e deixou-a no local.

Após o ocorrido, ela foi até um sanitário e limpou a sua calça, o que, segundo a polícia, prejudicou a perícia. Foi determinado o encaminhamento de ofício à CPTM, requisitando mídia contendo imagens gravadas dos fatos.

A ocorrência foi registrada como importunação ofensiva ao pudor no 65° Distrito Policial e encaminhado ao 6° DP Metropolitano.

A CPTM se posicionou por meio de nota. Leia a íntegra:

“Na manhã do dia 7 de julho, uma usuária solicitou auxílio a equipe de segurança após ter sido importunada durante a viagem de trem. O infrator fugiu e as imagens do circuito interno serão encaminhadas para a Delpom, onde o Boletim de Ocorrência foi registrado.
                                                       
A CPTM ressalta que o abuso sexual é um crime que deve ser combatido dentro e fora do transporte público. A Companhia tem intensificado suas campanhas de cidadania e conscientização e as ações de combate ao crime.  Isso tem estimulado mulheres que passam por este constrangimento a registrarem denúncia e BO em delegacias de polícia.

Em casos de ocorrência, a usuária importunada deve informar o fato imediatamente a um funcionário, apontando o autor, a fim de que o mesmo seja conduzido à Delegacia de Polícia para o registro do BO. Lembrando que, de acordo com a legislação vigente, essa é a única forma de obter êxito na ação, visto que, para a prisão do assediador, é exigido flagrante e testemunha.

A colaboração dos usuários, acompanhando a vítima para servir como testemunha e o registro da ocorrência na polícia são fatores fundamentais para que todos os passageiros tenham seus direitos respeitados e os abusadores sejam punidos.


Os usuários também podem contribuir com a segurança do sistema, denunciando eventuais irregularidades pelo serviço do SMS-Denúncia. Em caso de abuso sexual é importante que seja apontada as características e roupas do autor do crime para que o mesmo seja localizado e detido. O serviço garante total anonimato ao denunciante e a mensagem é recebida no Centro de Controle de Segurança, que destaca os agentes mais próximos para verificação imediata e providências.

As estratégias de segurança contam com agentes uniformizados, em todas as estações do sistema, trajando coletes específicos que facilitam sua localização em meio aos usuários, além de rondas com agentes descaracterizados (sem uniforme) e com o uso de sistema de segurança monitorado com mais de 5 mil câmeras de vigilância em trens e estações de toda a rede. Os denunciados apreendidos pelas equipes de Segurança e as vítimas são encaminhados às autoridades policiais, responsáveis pelos registros legais (Boletim de Ocorrência e Inquérito Policial)”.

R7 – 10/07/2017

Comentário do SINFERP

CPTM e a conversa fiada de sempre, transferindo ao usuário a responsabilidade de denunciar, de identificar, etc. Grande coisa as 5 mil câmeras, se não servem para flagrar e nem prevenir nada.

Trem da CPTM descarrila na Linha 8


Acidente, entre as estações Engenheiro Cardoso e Itapevi, não deixou feridos, mas causa lentidão no ramal. Descarrilamento aconteceu entre as estações Engenheiro Cardoso e Itapevi.

O descarrilamento de um trem interfere na operação da Linha 8 da CPTM nesta quarta-feira.  O acidente, que não deixou feridos, aconteceu por volta das 9 horas, no trecho entre as estações Itapevi e Engenheiro Cardoso. Mas há reflexo, com trens operando em velocidade reduzida e maiores intervalos, em todo o ramal, que vai de Itapevi até a Barra Funda. Não há previsão para normalização dos serviços.

Web Diário – 12/07/2016

terça-feira, 11 de julho de 2017

Vereadores mostram o ‘descaso do governo’ com trens do Subúrbio de Salvador (BA)


“O quadro é triste e lamentável, e retrata o descaso do governo estadual com os trens dos subúrbios, prejudicando o deslocamento da população mais pobre da cidade”, avaliou Kiki Bispo (PTB), um dos vereadores do bloco governista que inspecionaram o sistema ferroviário do Subúrbio, na manhã desta segunda-feira (10).
Além de Kiki Bispo, J. Carlos Filho (SD), Ricardo Almeida (PSC) e Felipe Lucas (PMDB) viajaram desde a Estação Paripe até a Calçada. “Nossa intenção foi verificar as condições de funcionamento deste modal de transportes que está com muitas falhas e abandonado pelo Governo do Estado”, disse Bispo.
A periodicidade da partida das viagens foi um dos problemas apontados pelos vereadores. “Um trem partiu às 6h de Paripe e o próximo, num horário de pico como este, tem previsão de saída somente às 6h40”, observou Ricardo Almeida.
Para Almeida, existem duas cidades: a do Centro, que tem o metrô, e a do Subúrbio, com trens abandonados, sujos, sucateados e sem janelas. “Hoje é um dia de chuva e o trem ficou molhado, porque está cheio de goteiras. E o governo do estado prometeu à população trens com ar condicionado”, lembrou, lamentando o sofrimento do cidadão suburbano.
Também presente à inspeção, J. Carlos Filho ressaltou que “o Governo do Estado não tem responsabilidade com a população do Subúrbio. São degradantes as condições deste sistema de transportes. As pessoas com deficiência também sofrem nos trens, pois não há acessibilidade para cadeirantes. São coisas simples, mas que não são resolvidas”.
Segundo estatística da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), neste ano (até 30 de junho) os trens do Subúrbio foram utilizados por 1.535.279 pessoas.
Jornal da Mídia – 10/07/2017

VLT do Rio passa a ter intervalos mais curtos nos horários de pico


O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) tem desde esta terça-feira intervalos mais curtos. Na linha 1 (Rodoviária-Santos Dumont), o tempo de espera cai quase à metade entre 8h e 18h, que é o período de maior procura. A média, que era de 13 minutos, passa para 7 minutos ao longo de todo o trecho. Com o intervalo unificado, os VLTs que saem do Santos Dumont ao longo do dia vão até a Rodoviária, sem a necessidade da linha auxiliar que circulava somente até a Parada dos Navios.
Segundo a VLT Carioca, a redução ocorre pouco mais de um mês após o início de operação das paradas Providência e Harmonia, na Gamboa. A concessionária diz que circulação do VLT em via única nos dois sentidos e a rápida adaptação da população às mudanças de trajeto possibilitaram a redução do tempo de viagem e o avanço da operação.
Já na linha 2 (Saara-Praça Quinze), a queda maior na espera é nos horários de pico (das 7h às 9h30 e das 17h às 19h30), quando o intervalo entre as composições diminui de 13 para 8 minutos. Para a concessionária, melhora a integração com a linha 1 e a conexão com as barcas.
As alterações representam uma redução de 40% no tempo de intervalo entre Rodoviária e Parada dos Navios. Aumenta também a oferta diária de viagens. São cerca de 80 viagens a mais por dia integrando Centro e Região Portuária, além de outras 40 na linha 2, cortando o Centro Histórico.
O Globo – 11/07/2017

terça-feira, 4 de julho de 2017

Linha 6 do Metrô: Governo de SP dá mais prazo para Consórcio obter financiamento para retomada das obras


As obras da linha 6-Laranja do Metrô estão paradas desde setembro de 2016. Também chamada de Linha das Universidades, a Linha 6-laranja deve ligar a Vila Brasilândia, na região noroeste de São Paulo, ao centro da capital paulista. Considerada a linha das universidades, por atender regiões onde estão vários estabelecimentos de ensino, a linha 6-Laranja deve ter integração com a linha 1-Azul e 4-Amarela do metrô e 7-Rubi e 8-Diamante, da CPTM.
O Consórcio Move SP, responsável pelas intervenções e vencedor da licitação ocorrida em 2013, desde setembro vem postergando prazos para resolver o problema de dinheiro, motivo principal que paralisou a obra.
Conforme noticiou o Diário do Transporte, em primeira mão, no dia 08 de março de 2017, o prazo final dado pelo Governo do Estado foi 15 de junho, podendo assim, haver nova licitação. O Move São Paulo solicitou empréstimo de R$ 5,5 bilhões. Por causa da paralisação das obras, o Governo do Estado de São Paulo pediu anuência da Assembleia Legislativa e levará a solicitação ao BNDES de remanejamento de R$ 200 milhões, que estavam previstos para linha 6-Laranja, para linha 5- Lilás, prevista para se prolongar até a Chácara Klabin. A linha 5 já opera entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro.
Em 15 de junho deste ano, por exemplo, expirou o prazo dado pelo governo estadual para o Consórcio encontrar uma solução para conseguir financiamento do BNDES. O consórcio é formado pela Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia, toda citadas na Operação Lava Jato.
Na data o governo do Estado publicou uma nota, ampliando o prazo para as empreiteiras se regularizarem junto ao BNDES até o dia 30 de junho, sexta-feira passada. E na mesma nota fez uma ameaça ao Consórcio: “Caso o atual concessionário não consiga obter financiamento junto ao BNDES, o Governo do Estado poderá ser impelido a iniciar o processo de decretação da caducidade do contrato e iniciar um novo processo licitatório respeitando os devidos prazos legais”.
Hoje (dia 3) a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Governo do Estado de SP anunciou que está analisando informações fornecidas pelo consórcio Move SP para a retomada das obras da linha 6-laranja. Ou seja, um novo prazo foi concedido ao Consórcio, que informou ao governo que está buscando financiamento de longo prazo para retomar e finalizar a obra paralisada desde setembro de 2016.
A linha 6-laranja é uma dentre as seis obras de expansão do Metrô, sendo que todas estão atrasadas.
HISTÓRICO:

A ligação entre a região de Brasilândia, na zona noroeste, e a estação São Joaquim, na região central de São Paulo, deve atender a mais de 630 mil pessoas por dia. Quando assinado em dezembro de 2013, a linha 6-Laranja foi comemorada por ser a primeira PPP – Parceria Público Privada plena do país. O consórcio Move faria a obra e seria também o responsável pela operação da linha por 25 anos. O custo total do empreendimento era de R$ 9,6 bilhões, sendo que deste valor R$ 8,9 bilhões seriam divididos entre governo e consórcio.
A previsão inicial para inauguração da linha 6 era 2020. A data agora é uma incerteza.
Considerada a linha das universidades, por atender regiões onde estão vários estabelecimentos de ensino, a linha 6-Laranja deve ter integração com a linha 1-Azul e 4-Amarela do metrô e 7-Rubi e 8-Diamante, da CPTM.
Até o momento, foram gastos R$ 1,7 bilhão no empreendimento.

OBRAS PROMETIDAS E ATRASADAS:

Linha 2 (Extensão até a Rodovia Dutra) – prometida para 2020, está sem prazo de conclusão
Linha 4 (Trecho até Vila Sônia) – prometida para 2014, com prazo de conclusão previsto para o  2º semestre de 2019
Linha 5 (Extensão até Chácara Klabin + 11 estações) – prometida para 2014, com prazo de conclusão para o 2º semestre de 2018
Linha 6 (Brasilândia a São Joaquim) – prometida para 2020; obra paralisada, sem previsão de conclusão
Linha 15 (Trecho até São Mateus) – prometida para 2016, com prazo de conclusão para o 1º semestre de 2018
Linha 17 (Congonhas ao Morumbi) – prometida para 2014, com prazo de conclusão para o 2º semestre de 2019
Linha 18 (Tamanduateí ao ABC) – prometida para 2018, sem prazo
Diário do Transporte – 03/07/2017

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Mulher é assediada e agredida com soco no rosto no Metrô de SP


Caso ocorreu em trem da Linha 3-Vermelha. Metrô diz que campanha publicitária tem encorajado mulheres a fazerem mais denúncias.
Uma assistente de laboratório foi assediada e agredida em um trem do Metrô na manhã do dia 31 de maio. O agressor tentou apoiar-se nos seios dela e teria acertado um soco em seu rosto após empurra-empurra na saída do trem, na estação da Sé.
A jovem de 31 anos seguia na Linha 3-Vermelha, no sentido Palmeiras-Barra Funda, quando um homem entrou na estação Brás e tentou apoiar-se nos seios dela enquanto segurava nas barras de ferro do trem e a moça afastou o braço do rapaz de perto de si.
Quando o trem chegou à estação da Sé, ela diz ter sido empurrada pelo homem e devolvido o tranco na tentativa de descer. Ela relata que, em resposta, ele teria dado soco em seu rosto que chegou até a fraturar o nariz. Na confusão, o agressor teria sido segurado pelos passageiros do trem até a chegada de funcionários do Metrô.
A vítima foi acompanhada por uma funcionária até a Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), na estação Palmeiras-Barra Funda, responsável por registrar e investigar os casos ocorridos nas linhas do Metrô e da CPTM. A moça registrou um boletim de ocorrência no local e, em seguida, foi submetida a um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Segundo ela, o agressor foi encaminhado para a Delpom por um outro funcionário do Metrô.
A moça, que não quis se identificar, disse ao G1 que já sofreu outros casos de assédio e que eles são muito recorrentes no Metrô, mas ela nunca havia sofrido uma agressão dessas proporções. "Eu nunca tinha sido agredida assim de tomar um soco no olho, sabe?", pontua. Para ela, a ação do Metrô de encaminhar vítima e agressor para a delegacia foi rápida.
No entanto, a vítima diz sido deixada sozinha enquanto o agressor permanecia acompanhado pelo funcionário do Metrô que o encaminhou até lá. "Ela (funcionária que a acompanhou) me deixou um tempão lá sozinha enquanto o agressor falava um monte de absurdos na minha frente, falou para a filha dele que 'deu na minha cara mesmo' e que acha que não tinha cometido nenhum erro", reclama. Ela ainda relata ter sido advertida por seguranças do Metrô para que não fizesse confusão dentro da delegacia. "Eu senti que o tratamento para o agressor foi melhor do que para a vítima", disse.
Assédios no Metrô
Na última quarta-feira (28), a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) convocou Clodoaldo Pelissioni, Secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, e diretores do Metrô para prestar esclarecimentos sobre os assédios nas linhas.
Na reunião, Pelissioni que o Metrô consegue encontrar o agressor e encaminhá-lo à autoridade policial em mais de 80% dos casos de abuso sexual. Segundo ele, o Metrô conta com mais de 3 mil câmeras de segurança e todos os trens terão câmeras até o final de 2018.
O secretário informou ainda que ocorreu um aumento efetivo no número de denúncias de abuso sexual no Metrô com o apoio das campanhas publicitárias, que teriam encorajado as mulheres a denunciarem os casos ocorridos. Feitas com o apoio de entidades civis, as campanhas estão no ar desde 2015 e fazem parte de um plano que contou, inclusive, com o treinamento dos funcionários do Metrô sobre como encaminhar essas denúncias e prestar assistência às vítimas.
Uma nova campanha deverá ser lançada em agosto para coibir o abuso sexual no transporte público, em parceria com a Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo, a OAB, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público. "Agora nós temos que fazer um trabalho para que esse número diminua e o agressor tem que ficar certificado de que se ele fizer ele vai ser preso", declara Pelissioni. "A comunicação rápida, a internet, o celular e as redes sociais podem nos ajudar muito a ser mais rápidos na ação".
O Metrô informou na reunião que a segurança trabalha com um tempo máximo de 6 minutos para que um agente chegue até o local de algum evento no Metrô. A rede conta 1.100 agentes de segurança, sendo 250 mulheres. O secretário acredita que esse seja um número suficiente de agentes mulheres. "Em toda estação do Metrô tem uma funcionária que pode atender a vítima", declara. "Não precisa ser uma segurança, pode ser uma funcionária operacional disposta a fazer o primeiro atendimento da mulher assediada".
Casos de assédio sexual em trens do Metrô e da CPTM dobram em 4 anos
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou ao G1 que, com base nos relatos das partes envolvidas, o boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Polícia do Metropolitano. A vítima foi orientada quanto ao prazo de seis meses para fazer a representação criminal contra o agressor, que não foi feita até agora. Cabe ressaltar ainda que a delegacia possui duas salas para as partes permanecerem em ambientes distintos durante a elaboração do BO. A Delpom está à disposição da vítima para fazer novo registro relatando eventuais fatos que não foram inseridos no boletim elaborado em 31 de maio.
G1 – 02/07/2017