sábado, 31 de dezembro de 2016

Alckmin e Doria aumentam em 14,8% bilhete de integração de ônibus e metrô


Se lasca ai, povão!
Após congelamento da tarifa unitária em R$ 3,80, tucanos anunciam reajuste do bilhete único mensal em 35,7% e do mensal integrado em 30%; cerca de 4,7 milhões de passageiros que usam transporte público devem ser atingidos pelos aumentos
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SÃO PAULO - Após congelarem em R$ 3,80 a tarifa básica de ônibus, trem e metrô na Grande São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito eleito da capital, João Doria (PSDB), decidiram aumentar em 14,8% o preço do bilhete integrado de ônibus com trilhos (metrô ou trem), que subirá de R$ 5,92 para R$ 6,80. O reajuste passa a valer a partir do dia 8 de janeiro.
Tarifa básica foi congelada em R$ 3,80. Foto: Daniel Teixeira/ Estadão
O aumento corresponde a mais do que o dobro do índice oficial de inflação projetado para 2016 pelo Banco Central, de 6,4%. O último reajuste do bilhete integrado ocorreu em janeiro deste ano (8,6%), junto com o aumento da tarifa comum, que era de R$ 3,50. Com a mudança, o desconto para quem usa dois transportes públicos diferentes no intervalo de até duas horas caiu de 22,1% para 10,5%, o mais baixo desde o início da integração, há dez anos.
Ao todo, seis modalidades de pagamento sofrerão algum reajuste a partir do dia 8, afetando cerca de 25% dos usuários de ônibus da capital (cerca de 1,5 milhão de passageiros por dia) e 48% dos passageiros de metrô (cerca de 2,2 milhões de usuários). No caso da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), os reajustes atingem 38% dos passageiros (cerca de 1 milhão de usuários).
O aumento mais significativo ocorrerá no bilhete único mensal, que passará dos atuais R$ 140 para R$ 190, alta de 35,7%, ou R$ 50 mais caro. Com isso, essa opção só passa a ser vantajosa para o passageiro que fizer mais de 50 viagens por mês – antes valia a pena para quem fizesse ao menos 37 viagens.
Já o bilhete mensal integrado (ônibus e trilhos) terá aumento de 30%, passando de R$ 230 para R$ 300, o que o torna vantajoso somente para quem fizer mais de 44 viagens por mês – e não mais 39. Juntos, eles são usados por cerca de 3% dos usuários do Metrô e da CPTM, ou 250 mil passageiros. Já o bilhete 24 horas comum (indicado para mais de 4 viagens por dia) subiu de R$ 10 para R$ 15 e o integrado de R$ 16 para R$ 20. 
Em decisão conjunta, Alckmin e Doria resolveram também extinguir o bilhete único semanal, que foi criado pela gestão Fernando Haddad (PT) em 2013 junto com o bilhete mensal, por causa da baixa adesão (menos de 0,05% dos usuários da rede).</IP> Todos esses bilhetes temporais não eram reajustados havia três anos.
Alckmin disse ontem que o objetivo das alterações nas tarifas era beneficiar o maior número de usuários sem comprometer a saúde financeira do Metrô e da CPTM, que têm sofrido com queda de passageiros e de receita. Segundo o governo paulista, os aumentos da integração e dos bilhetes temporais cobrem o prejuízo financeiro provocado pelo congelamento da tarifa básica. No caso dos ônibus, a equipe de Doria afirma que mesmo com as alterações tarifárias ainda será preciso buscar mais recursos para subsidiar o preço da passagem congelado. Estima-se que sejam necessários R$ 3 bilhões para cobrir o déficit em 2017. O orçamento é de R$ 1,7 bilhão.
O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que parte dos aumentos afeta usuários de vale-transporte, cujo custo recairá sobre o empregador. “Com isso, entre 2/3 e 3/4 não precisarão tirar nenhum dinheiro a mais do bolso para pagar as passagens”, disse. 
O secretário descartou alterar as gratuidades concedidas a idosos e estudantes “neste momento”, mas sugeriu que o benefício pode ser cortado dos passageiros com idade entre 60 e 64 anos que ainda trabalham. “Com a melhoria da qualidade de vida, tem muito jovem de 60 anos que trabalha. Esse nós consideramos que talvez não merecesse a gratuidade.”
Novos preços 
Tarifa básica - R$ 3,80 (sem mudança)
Bilhete Integrado Ônibus Municipal - Metrô/Trem - R$ 5,92 a R$ 6,80
Bilhete 24 horas Comum - R$| 10 para R$ 15
Bilhete 24 horas Integrado - R$ 16 para R$ 20
Bilhete Único Mensal Comum - R$ 140 para R$ 190
Bilhete Único Mensal Integrado - R$ 230 para R$ 300
Bilhete Semanal – Extinto

O Estado de São Paulo – Fábio Leite – 30/12/2016

Comentário do S INFERP

Ué? Pensávamos que tudo ficaria congelado? Pois é: picolé e engomadinho...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Alckmin decide congelar tarifas de trem e metrô em R$ 3,80


SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) bateu o martelo e decidiu congelar em R$ 3,80 o valor das tarifas de trem e metrô na Grande São Paulo em 2017. Assim, o tucano encampa a promessa de campanha feita pelo prefeito eleito da capital e seu afilhado político, João Doria (PSDB), de não subir o preço da passagem de ônibus na cidade no ano que vem.

Conforme o Estado revelou nesta quinta-feira, 29, as análises sobre a viabilidade econômica e a forma de implantação do congelamento das tarifas estavam em fase de conclusão por técnicos da Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos. A medida será anunciada nesta sexta-feira, 30, em evento de entrega de uma composição para a Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na Estação Brás, centro de São Paulo.

Alckmin e Doria devem detalhar no evento possíveis alterações nos preços de bilhetes especiais, como o diário, semanal e mensal de ônibus, que não foram reajustados neste ano, e a revisão das gratuidades para idosos com menos de 65 anos e estudantes para reduzir os danos financeiros provocados pelo congelamento.

Historicamente, os reajustes nas tarifas do transporte público são feitos em conjunto no início de cada ano. O último aumento (8,57%) ocorreu em 9 de janeiro deste ano, quando o valor das passagens subiu de R$ 3,50 para R$ 3,80. Em 2013, Estado e Prefeitura aumentaram o valor da tarifa de R$ 3,00 para R$ 3,20, mas se viram obrigados revogar o reajuste após os protestos de junho.

Crise. A promessa de congelar a tarifa de ônibus foi feita por Doria durante a campanha eleitoral e acabou sendo mal recebida pela direção da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), que tem sofrido com queda dos repasses feitos pelo governo Alckmin e redução do número de passageiros por causa da crise econômica.

Somente neste ano, a companhia registrou um calote de R$ 332,7 milhões do Estado, que deixou de repassar valores referentes à compensação tarifária à estatal para quitar obrigações contratuais com a concessionária privada que opera a Linha 4-Amarela, e já fez acordo para parcelar cerca de R$ 150 milhões em dívidas com fornecedores por causa da redução de suas receitas.

No caso dos ônibus, estimativas feitas por técnicos da Comissão de Transportes da Câmara Municipal apontam que o congelamento da tarifa de ônibus deve custar cerca de R$ 750 milhões a mais em subsídios pagos pela Prefeitura para a operação do sistema de transporte público municipal. A equipe de Doria prevê custos adicionais de R$ 550 milhões.

Neste ano, a previsão é de que os subsídios superem os R$ 2,5 bilhões. Doria tem dito que vai usar a economia gerada nos cortes de 15% dos contratos com fornecedores da Prefeitura, de 30% dos cargos comissionados e de 35% nas verbas de custeio das secretarias (exceto Saúde, Educação e Segurança) para conseguir cumprir a promessa de campanha.

O Estado de São Paulo – 29/12/2016

Trens e barcas do Rio de Janeiro ficam mais caros a partir de fevereiro de 2017


Reajustes nas tarifas foram autorizados pela agência reguladora do setor. Passagem do trem vai subir para R$ 4,20 e a das barcas passará para R$ 5,90.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transportes (Agetransp) autorizou na terça-feira (27) que as concessionárias SuperVia e CCR Barcas, responsáveis pelos trens de passageiros e pelas barcas, reajustem suas tarifas a partir de fevereiro de 2017. Os usuários terão que desembolsar R$ 4,20 para embarcar em um trem - hoje a passagem custa R$ 3,70 - e R$ 5,90 por uma viagem entre o Rio e Niterói de barca, contra os atuais R$ 5,60.

No caso das barcas, o aumento será de 4,39%, relativo à variação do IPCA, enquanto nos trens os conselheiros da Agetransp consideraram a variação de outro índice de inflação, o IGP-M, e o desequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão. Com isso, o reajuste da tarifa ferroviária ficou em 13,51%.

Ainda segundo a agência reguladora, os novos valores poderão ser cobrados a partir do dia 2 de fevereiro, no caso dos trens. Já a passagem das barcas ficará mais cara a partir do dia 12 do mesmo mês.

G1 – 29/12/2016

Comentário do SINFERP

Vamos ver se em Sampa o governador picolé mantém a promessa do prefeito engomadinho, e afiliado dele, de manter a tarifa no valor atual.

Alckmin estuda congelar tarifa de trem e metrô em 2017


Fiador político da eleição de João Doria (PSDB) à Prefeitura da capital, o governador Geraldo Alckmin estuda encampar promessa de campanha feita pelo prefeito eleito e também congelar as tarifas de metrô e trem a R$ 3,80 na Grande São Paulo em 2017. As análises sobre a viabilidade econômica e a forma de implementação da medida estão em fase de conclusão por técnicos da Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos e é possível que a manutenção conjunta do preço das passagens seja anunciada até esta sexta-feira, 29.

Entre as possibilidades estudadas em conjunto pelo governo Alckmin e pela equipe de Doria para manter o preço da tarifa comum sem provocar grandes impactos nas receitas da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da São Paulo Transportes (SPTrans) estão reajustes nos bilhetes diário, semanal ou mensal de ônibus, vale-transporte, passe escolar e revisão das gratuidades a idosos com mais de 60 anos, pessoas com deficiência e estudantes de baixa renda.

“Os técnicos ainda estão estudando os últimos detalhes e devemos ter isso (definição) nos próximos dias”, disse o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni. “Há diversas possibilidades que estão sendo analisadas, mas precisamos aprovar com os nossos chefes ainda, o governador e o prefeito”, completou o titular da pasta, sem dar mais detalhes sobre o estudo.

Historicamente, o reajuste das tarifas de ônibus, trem e metrô é feito de forma conjunta pela Prefeitura e pelo governo do Estado no início de cada ano. O último aumento (8,57%) ocorreu em 9 de janeiro deste ano, quando o valor das passagens subiu de R$ 3,50 para R$ 3,80.

Segundo estimativas feitas por técnicos da Comissão de Transportes da Câmara Municipal, o congelamento da tarifa de ônibus deve custar cerca de R$ 750 milhões a mais em subsídios pagos pela Prefeitura para a operação do sistema de transporte público municipal. Somente neste ano, a previsão é de que os subsídios superem os R$ 2,5 bilhões. Doria tem dito que vai usar a economia gerada nos cortes de 15% dos contratos com fornecedores da Prefeitura, de 30% dos cargos comissionados e de 35% nas verbas de custeio das secretarias (exceto Saúde, Educação e Segurança) para conseguir cumprir a promessa de campanha.

O anúncio de congelamento da tarifa feito por Doria durante a disputa eleitoral foi mal recebido pelo corpo técnico do Metrô, que tem sofrido com queda dos repasses feitos pelo governo Alckmin e redução do número de passageiros por causa da crise econômica. Somente neste ano, a companhia registrou um calote de R$ 332,7 milhões do Estado, que deixou de repassar valores referentes à compensação tarifária à estatal para quitar obrigações contratuais com a concessionária privada que opera a Linha 4-Amarela, e já fez acordo para parcelar cerca de R$ 150 milhões em dívidas com fornecedores por causa da redução de suas receitas.

Atualmente, apenas 35% dos usuários do metrô, por exemplo, pagam a tarifa cheia, de R$ 3,80, enquanto 65% pagam valores diferentes à companhia por causa de benefícios como meia-entrada a estudantes e descontos nas integrações entre as linhas, quando o passageiro usa mais de uma linha da rede mas paga apenas uma tarifa ou quando faz integração com o ônibus, quando a segunda tarifa fica R$ 1,68 mais barata.

Aumentos

Caso seja confirmado, o congelamento das tarifas de trem e metrô não deve servir de estímulo para as demais cidades da Grande São Paulo. O município de Guarulhos, o segundo maior da região metropolitana, reajustou a tarifa em 18,42% a partir de hoje. Com isso, o preço da passagem sobe de R$ 3,80 para R$ 4,50.

Em Osasco, o prefeito Jorge Lapas (PDT) publicou nesta semana decreto elevando o valor da tarifa do transporte municipal para R$ 4,20 a partir de amanhã. As prefeituras de São Bernardo e Santo André, ambas administradas pelo PT, informaram que ainda estão estudando se reajustam as passagens. É possível que a definição fique para os sucessores que tomam posse no domingo. Nos dois casos, os eleitos são do PSDB, mesmo partido de Doria e Alckmin.

Veja – 29/12/2016

Comentários do Sinferp

O prefeito engomadinho assumiu vários compromissos (promessas) que dependem do governo do padrinho Alckmin. Começa a ficar gozado.

Nova estação do VLT é inaugurada nesta quarta-feira em Santos, SP


Dez estações já estão em funcionamento na região. Expectativa é que tudo seja entregue até março.

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Uma nova estação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foi inaugurada na manhã desta quarta-feira (28), em Santos, no litoral de São Paulo. Com a implantação da Estação Bernardino, no Canal 2, já são dez em funcionamento.

De acordo com Rogério Plácido, gerente regional da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), responsável pelo VLT na Baixada Santista, a estação já havia sido entregue para testes e operava no período de 7h às 9h.

 “A partir de hoje, a estação funcionará como as outras, operando em um período estendido, das 7h às 19h”, revelou o gerente.

De acordo com a EMTU, o VLT atende cerca de 5 mil usuários por dia. Porém, muitos moradores da região pedem agilidade para que as outras estações sejam entregues o mais rápido possível, já que são anos de espera pelo serviço. A dona de casa Célia Regina da Silva afirma que a inauguração das estações vem demorando muito para acontecer.

“Estão há muitos anos falando sobre o VLT, quase 15 anos, é muita coisa. Eu moro na última estação e minha mãe mora na primeira, agora rapidinho eu chego na casa dela, ajudou muito”, contou.

A estimativa da EMTU é que, até o fim de janeiro, o percurso se estenda para testes até a Avenida Conselheiro Nébias; e que, até o fim de março, o trajeto esteja concluído, com a Estação Porto, na Avenida Senador Dantas.

G1 – 28/12/2016

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Polícia prende 2º suspeito por morte de ambulante no Metrô de SP


SÃO PAULO - A Polícia Civil prendeu o segundo suspeito de ter agredido e matado a pancadas o ambulante Luiz Carlos Ruas, de 54 anos, na tarde desta quarta-feira, 28, na zona leste de São Paulo. Alípio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos, é primo de Ricardo Martins do Nascimento, de 21 anos, primeiro preso na noite de terça pelo crime. Ambos foram flagrados por imagens do circuito de segurança do Metrô, na estação Pedro 2º, durante o ataque. Eles tiveram a prisão temporária (por 30 dias) decretada na terça-feira, 27.
Na tarde desta quarta, a Polícia realiza o reconhecimento dos suspeitos. Nascimento já foi reconhecido por 14 testemunhas, seis delas pessoalmente e as outras por foto. As informações foram confirmadas pelo delegado Osvaldo Nico Gonçalves, diretor do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade).
Segundo o delegado, um dos suspeitos estava urinando próximo da Estação d. Pedro 2º quando foi repreendido por uma travesti. “Começou uma discussão e logo os dois suspeitos começaram com as agressões”, disse. Gonçalves contou que Ruas tentou apartar a briga, mas acabou agredido.
Já o advogado de defesa de Nascimento, o 1º detido, diz que a briga começou quando a travesti teria roubado o celular de Santos. O ambulante, por sua vez, teria entrado na briga e "dado uma garrafada" na cabeça do homem.
O Estado de São Paulo – 28/12/2016
Comentário do SINFERP
“Suspeito” o cacete. “Acusado”, sendo que o primeiro já confessou.

Polícia prende um dos acusados de matar ambulante no metrô de SP


A polícia de São Paulo prendeu na noite desta terça-feira (27) um dos acusados de espancar até a morte um comerciante no metrô Pedro II, região central da cidade.

Ricardo Nascimento Martins, de 20 anos, foi preso na cidade de Vinhedo, no interior de São Paulo. O outro suspeito, Alipio Rogério Belo dos Santos, de 26, continua foragido.

A dupla surrou até matar Luiz Carlos Ruas, de 54 anos, no último domingo de Natal (25). Ruas tentava defender uma travesti em situação de rua quando foi agredido com socos e chutes na cabeça. Levado ao hospital, Ruas não resistiu.

A polícia identificou os suspeitos da agressão como os primos Alipio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos, e Ricardo Nascimento Martins, de 20 anos. Uma testemunha reconheceu Santos com absoluta certeza. Um familiar dos agressores também reconheceu a dupla.

Os investigadores esperavam que eles se entregassem na tarde desta terça (27), mas nenhum dos dois se apresentou.

Recompensa

A Secretaria da Segurança Pública divulgou, na tarde desta terça-feira (27), que pagará recompensa de R$ 50 mil por informações que contribuam com a polícia para a prisão dos responsáveis pela morte do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, de 54 anos. A resolução será publicada no Diário Oficial.

Apesar da prisão de Ricardo Nascimento Martins, o pagamento da recompensa continua valendo para quem fizer denúncias que levem à captura de Alipio Rogério Belo dos Santos.

Como denunciar

De acordo com a Secretaria da Segurança, o interessado em denunciar o outro foragido precisa acessar o WebDenúncia e seguir as instruções. Ao final do processo, a pessoa recebe um número de protocolo e uma senha para acompanhar anonimamente o andamento da denúncia. É um processo semelhante a uma compra feita online.

Concluída a denúncia, a pessoa passa a ter acesso no site a uma seção para acompanhar o andamento do resultado das informações fornecidas e checar se receberá a recompensa.

Para receber a recompensa, o site fornecerá, na seção de acompanhamento, um número de cartão bancário virtual com o qual poderá fazer o resgate total ou em parcelas do valor em qualquer caixa eletrônico do Banco do Brasil, sem a necessidade de que ele se identifique.

 R7 – 27/12/2016

Comentário do Sinferp.

Por que a polícia não divulga com intensidade a foto do desaparecido? Denúncia mediante recompensa? Está parecendo a Polícia Federal na Lava Jato: vive as custas dos denunciadores, pois não descobre nada por si mesma. Esse crime bárbaro não pode ficar nesse joguinho pirotécnico das autoridades policiais e nem do Metrô, que não souberam impedi-lo, embora tenha gente no Judiciário dando força para a omissão de segurança.

Paris terá transporte público gratuito no Réveillon


Ao todo, dez linhas de trem, seis de metrô e várias de ônibus não cobrarão passagem das 17h de sábado (31) até as 12h de domingo (1º)
Paris – O transporte público em Paris, uma das cidades mais visitadas do mundo, será gratuito de 31 de dezembro a 1º de janeiro por ocasião das comemorações de fim de ano, informou nesta terça-feira o Sindicato de Transportes da capital francesa (Stif).
Ao todo, dez linhas de trem, seis de metrô e várias de ônibus não cobrarão passagem dos usuários das 17h de sábado (31) até as 12h de domingo (1º).
Entre as atividades que Paris oferece no Réveillon se destaca uma festa ao ar livre nas imediações do célebre Arco do Triunfo, na avenida Champs-Elysées.
Esta não é a primeira vez que os transportes parisienses funcionam de graça nas últimas semanas, embora por outros motivos.
No mês passado, a gratuidade foi oferecida como forma de promover o transporte público e diminuir a circulação de veículos na cidade devido aos altos níveis de poluição no ar.
Exame – 28/12/2016

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Projeto de lei de filho de RR Soares quer rebatizar estação Vila Mariana do metrô de S. Paulo, em homenagem a pastor


A estação Vila Mariana, na linha 1-azul do Metrô de São Paulo, na zona sul da capital paulista, pode ser rebatizada pela primeira vez desde sua inauguração há 43 anos. Se um projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa sair do papel, a parada ganhará uma designação em homenagem a um pastor evangélico, passando a se chamar Enéas Tognini-Vila Mariana.

A proposta aguarda sanção ou veto do governador Geraldo Alckmin (PSDB): o prazo constitucional para a decisão do Executivo paulista é sexta, dia 30 de dezembro. Mesmo com a possível obstrução do tucano, o projeto ainda poderá ser promulgado à revelia pelos legisladores, como já aconteceu, por exemplo, em 2011, com a estação Jardim São Paulo-Ayrton Senna.

A medida é criticada por quem frequenta a estação e também pelo Metrô, pois a mudança implicaria em gastos em um momento em que a empresa, controlada pelo governo estadual, enfrenta uma crise orçamentária.

Questionado por telefone ou por e-mail pela reportagem a respeito de quanto custaria e de quanto tempo levariam as mudanças, o Metrô informou, por meio de sua assessoria, que não se pronunciaria. Indagada também sobre quanto tempo e quanto custou a última mudança, a empresa também não se manifestou.

O deputado que propôs a alteração, André Soares (DEM), justificou a ideia argumentando que o homenageado, um pastor batista nascido em Avaré (SP) em 1914 e morto no ano passado, foi, nos anos 1960, "um dos grandes líderes do avivamento espiritual, que originou a Convenção Batista Nacional (CBN)".

Soares, que é filho do pastor neopentecostal Romildo Ribeiro Soares, conhecido na TV como missionário R. R. Soares, alega ainda que Tognini "tem especial relação com a região objeto da homenagem", afinal, a Igreja Batista do Povo, fundada por ele, fica na rua Domingos de Morais, perto da estação Vila Mariana. 

Passageiros contrariados

"A mudança não vai melhorar nada para nós, fora que o nome atual já é um ponto de referência conhecido por muita gente", disse a doméstica Marinês Santos, 49. Já o microempresário Wilson Alves Junior, 33, afirmou que as prioridades dos deputados deveriam ser outras. "Moro em Francisco Morato (município ao noroeste da capital paulista) e a linha que serve a cidade precisa de muitas melhorias, porque os trens são umas sucatas que quebram sempre. Por que eles não se preocupam com esse tipo de coisa em vez de ficar mudando nome de estação?"

"Sou contra dar nomes de pessoas para lugares públicos assim", disse o técnico em contabilidade Jorge Takashi, 75.

No fim, nós é que pagamos as placas novas e a mão de obra necessária para uma mudança que é política."

A estagiária em Direito Simone Soares, 52, também criticou: "Mesmo sendo evangélica, eu não apoio, porque a glória vai só para a família do homenageado."

A reportagem entrou em contato por telefone e e-mail com a assessoria do deputado André Soares, mas não obteve resposta ao questionamento que fez sobre a relevância social de seu projeto de lei. Já o Palácio dos Bandeirantes limitou-se a responder que o projeto de lei "foi encaminhado pela Assembleia no dia 9 de dezembro e está em análise na Procuradoria-Geral do Estado" e que o prazo para a manifestação do governo é de 15 dias úteis. Procurado, o presidente da Assembleia, Fernando Capez (PSDB), para cujo gabinete a proposta retornará após a apreciação de Alckmin, não se manifestou sobre o assunto.

"Gastos significativos"

A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, responsável pelo Metrô e pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), informou, por meio de nota, que qualquer "alteração no nome das estações do Metrô e da CPTM implica em gastos significativos para a substituição da comunicação visual de todas as estações e trens, mapas dos arredores, além da adaptação das estruturas de sinalização do nome da estação, que foram projetadas para atender a uma determinada quantidade de caracteres". 

A pasta sustenta ainda que os nomes das estações já estão "consolidados e se tornaram referências da cidade, de modo que os mapas urbanos veiculados pelas mídias também precisam ser alterados, incluindo os mapas de trólebus, ônibus municipais e intermunicipais". O texto informa também que a nomeação das estações "é precedida de estudos histórico-geográficos e pesquisas junto à população local, além de considerar critérios de fácil leitura, pronúncia e memorização".

Troca-troca

Não é a primeira vez que uma estação corre o risco de ter o seu nome mudado, mesmo depois de veto do Executivo. Em 2011, o Metrô foi obrigado a alterar o nome da estação Jardim São Paulo, também na linha 1-azul, para Jardim São Paulo-Ayrton Senna, após a Assembleia derrubar o veto governamental a um projeto de lei apresentado em 2009 pelo deputado Campos Machado (PTB).

Na época, a troca gerou críticas, posto que além de acarretar custos para o sistema, o nome do piloto já denomina outros logradouros na cidade, como uma rodovia e um túnel sob o parque do Ibirapuera, na zona sul, o que pode provocar confusões de toponímia.

Em 2008, o próprio governo do Estado, então administrado por José Serra (PSDB), decidiu alterar o nome da estação Imigrantes, na linha 2-verde, para Santos-Imigrantes, em homenagem ao time de futebol da Baixada Santista. Dois anos antes, a estação Bresser, na linha 3-vermelha, passou a se chamar Bresser-Mooca, após um projeto apresentado pelo ex-deputado estadual Romeu Tuma (PMDB).

Naquele mesmo ano, a estação no extremo oeste da linha 3, Barra Funda, já havia ganhado um acréscimo ao seu nome para condecorar outro time, o Palmeiras. A mudança ocorreu depois de uma canetada do então governador Cláudio Lembo (PFL), que era vice de Alckmin.

Desde 2013, três estações da CPTM tiveram seus nomes modificados em função de projetos apresentados, defendidos e aprovados por deputados estaduais. A estação Ribeirão Pires, na linha 10-turquesa, se tornou Ribeirão Pires-Antônio Bespalec, em homenagem a um político e arquiteto da região. No mesmo ramal, a estação São Caetano passou a ser designada São Caetano-Prefeito Walter Braido. No ano passado, a estação Mooca virou Juventus-Mooca, para homenagear o time de futebol.

Somente nos últimos dois anos, dez projetos de lei foram apresentados na Assembleia Legislativa com o intuito de modificar nomes de estações de metrô e trem.

UOL – Caio do Valle – 25/12/2016

Comentário do SINFERP

Bem, nessa hora não se encontra um eleitor do filho prodígio de RR Soares, não é? O que esperam os moradores de Vila Mariana para virar a mesa?

Morte por agressão em estação do Metrô de São Paulo

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Três anos depois, Justiça agora vai ouvir testemunhas em ações do cartel de trens de governos tucanos de São Paulo


Quase três anos depois da primeira leva de cinco denúncias contra executivos acusados de envolvimento no cartel do setor metroferroviário durante governos do PSDB em São Paulo, a Justiça deve começar a ouvir as primeiras testemunhas do caso em janeiro de 2017.


Das 12 ações penais em tramitação no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, foram marcadas audiências apenas em três ações. A primeira delas está prevista para o dia 11 de janeiro e deve ouvir testemunhas de acusação e defesa de um ex-executivo da Siemens acusado de fraudes envolvendo duas licitações internacionais da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em 2007 e 2008 sob suspeita de cartel para aquisição de 320 e 64 carros de trens, respectivamente, que juntas somaram R$ 1,4 bilhão. Ele foi denunciado em março de 2014.

Em outra ação, a audiência foi marcada para o dia 24 de janeiro para ouvir as testemunhas de acusação do Ministério Público de São Paulo, que arrolou o ex-presidente do Metrô e futuro secretário de Transportes da gestão João Doria (PSDB) em São Paulo, Sergio Avelleda.

Esta ação tem como alvo executivos de duas empresas e apura a suspeita de fraude e cartel na licitação de uma parceria-público-privada de 2009 no valor total de R$ 1,8 bilhão, que visava a aquisição de 288 carros novos para a frota da linha 8 - Diamante da CPTM, além da responsabilidade da empresa vencedora de realizar por 20 anos a manutenção preventiva, corretiva e revisão geral da frota.

Por fim, na terceira ação, que apura suspeita de fraude na extensão da Linha 2 - Verde do Metrô, foram marcadas audiências em 31 de janeiro para ouvir as testemunhas de defesa na Comarca de Campos do Jordão, e outra no dia 6 de abril, para ouvir as testemunhas restantes e os réus na ação.

Ao todo, o Grupo de Atuação Especial de Combate a Delitos Econômicos (Gedec) do Ministério Público paulista apresentou oito denúncias por cartel e fraudes a licitação contra executivos de grandes empresas nacionais e internacionais que teriam se envolvido no cartel que foi revelado pela multinacional alemã Siemens em seu acordo de leniência. As acusações acabaram sendo desmembradas, sobretudo as que envolvem executivos que moram no exterior, e hoje existem 12 ações penais tramitando em primeira instância.

O Ministério Público apontou suspeitas de fraudes em outras licitações além das reveladas pela Siemens, e as primeiras denúncias foram apresentadas em março de 2014. A última, referente a PPP da Linha 8, foi levada à Justiça em março de 2016.Até aqui não foi apresentada nenhuma denúncia criminal contra funcionários públicos por envolvimento com o esquema. A principal investigação do caso, que apura o envolvimento de ex-diretores e ex-presidente da CPTM, está a cargo da Procuradoria da República em São Paulo.

O Estado de São Paulo – Mateus Coutinho – 26/12/2016

Comentário do SINFERP

A cargo da Procuradoria da República em São Paulo? Do tal procurador Rodrigo de Grandis? Ah, legal”

sábado, 24 de dezembro de 2016

Feliz Natal a todos os amigos de São Paulo TREM Jeito.

Após três anos de investigação, ninguém foi preso por cartel dos trens em SP


Nenhum político foi citado nos oito processos sobre o esquema.

SÃO PAULO — Investigado há três anos, o esquema de formação de cartel em contratos de trem e metrô do governo do estado de São Paulo não levou ninguém para a prisão até agora. O Ministério Público denunciou cerca de 30 pessoas, entre empresários, lobistas e ex-funcionários das estatais paulistas que cuidam do transporte sobre trilhos em oito processos diferentes. Já as ações que investigam a participação de políticos no esquema não provocaram a acusação formal de nenhuma pessoa.

Em 2017, o cartel ainda deve render pelo menos mais uma ação na Justiça Estadual e outra na Justiça Federal, segundo investigadores ouvidos pelo GLOBO. Responsável por parte dos processos, o promotor Marcelo Mendroni, do Grupo de Atuação Especial de Repressão a Formação de Cartel e Lavagem de Dinheiro (Gedec), culpa medidas protelatórias de advogados dos acusados e a ausência de uma vara especializada em crimes financeiros pelo atraso no andamento dos casos.

Na Operação Lava-Jato, que apura a formação de cartel de empresas na Petrobras, dois anos foram tempo suficiente para o doleiro Alberto Youssef ser condenado, cumprir pena e progredir para o regime aberto. Em três anos, os processos são analisados até pela segunda instância. Ao contrário do que acontece em São Paulo, onde um único promotor investiga todos os casos do cartel, na Lava-Jato há uma força-tarefa de policiais e procuradores, além de um juiz especializado.

O cartel dos trens foi descoberto após uma mudança no comando da multinacional Siemens, que decidiu assinar um acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2013 denunciando as irregularidades que aconteceram desde 1995, durante os governos dos tucanos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. Assim como a Odebrecht fez na quarta-feira, a Siemens também fechou acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ). Em 2008, a empresa se comprometeu a pagar US$ 1,3 bilhão (R$ 4,2 bilhões).

A Siemens combinava, com outras empresas, como a Alston, a Bombardier, a Mitsui e a Tejofran, o resultado das licitações de contratos para reformas de vagões e equipamentos utilizados na operação dos trens. Emails apreendidos com executivos dessas empresas mostram que valores, parcerias e contratações de empresas menores eram acertadas previamente. Executivos e funcionários públicos recebiam propina para garantir o funcionamento do esquema, segundo a investigação. Só nas cinco primeiras ações, estima-se que R$ 557 milhões foram desviados para pagar os acordos irregulares.

— É quase impossível que essas empresas tenham ganhado as licitações daquele jeito sem apoio político. Analisando os documentos dessas licitações fica claro que há uma combinação e acho pouco provável que quem trabalha diretamente com isso não perceba — afirma Mendroni.

O promotor diz acreditar que ainda existam carteis atuando no governo de São Paulo, de forma mais sofisticada do que fizeram nas últimas décadas. Para ele, a demora no julgamento dos casos é uma das causas para a reincidência.

— Hoje, cartel e lavagem de dinheiro são crimes que ainda compensam no Brasil pela falta de rigor nas punições.

Enquanto na Lava-Jato, o juiz Sérgio Moro chegou a aceitar uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal no dia seguinte, como aconteceu no caso do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, a Justiça paulista leva de seis meses a um ano para dizer se a acusação feita pelo MP deve ou não prosseguir.

Aceitar uma denúncia é apenas o primeiro passo de uma ação judicial. De acordo com a lei, todos os acusados devem ser avisados pessoalmente de que são réus. Ao menos cinco investigados estrangeiros que vivem fora do país ainda não foram encontrados pela Justiça, e seus advogados se recusam a receber a citação. Para Mendroni, como esse procedimento trava o processo, é motivo suficiente para pedir a prisão temporária dos acusados. Nenhum juiz, porém, aceitou seus pedidos.

O Globo – Thiago Dantas – 24/12/2016

Comentário do SINFERP

O governo tucano de São Paulo não é apenas blindado, mas hiper blindado.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Quadrilha faz arrastão em trem da CPTM e rouba passageiros na Grande SP


Foto Alex Galvão
Quatro pessoas, uma delas armada, assaltaram três passageiros que estavam num vagão em Jandira, na noite de quarta-feira (21). O trem estava parado; os criminosos fugiram.

Uma quadrilha fez um arrastão em um trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que estava parado em Jandira, Grande São Paulo, na noite de quarta-feira (21). De acordo com o Bom Dia São Paulo, quatro pessoas, uma delas armada, roubaram três passageiros que estavam no vagão parado na Estação Sagrado Coração.

De acordo com a Companhia, os criminosos fugiram após o assalto. A CPTM informou que irá encaminhar as imagens de câmeras de segurança para a Polícia Civil investigar o crime e tentar identificar os assaltantes.

G1 - 22/12/2016

Comentário do SINFERP

Como se interessasse a quem passou por essa violência se a polícia irá ou não identificar os bandidos. Quem está lá não quer passar por nada disso, mas a CPTM não está “nem ai”, principalmente se da agressão resultar a morrer de algum usuário, ainda mais depois de brilhante decisão de um juiz.

Justiça condena a SuperVia (RJ) por má prestação de serviço


Empresa terá que cumprir obrigações em benefício dos usuários, sob pena de multa de R$ 200 mil por dia.


RIO - A SuperVia terá que cumprir várias obrigações em benefício dos usuários, devido à má prestação de serviço, sob pena de multa de R$ 200 mil por dia. Isso porque o Ministério Público do Rio obteve decisão favorável condenando a concessionária, em Ação Civil Pública ajuizada pela 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital, sentença da 6ª Vara Empresarial.

Na decisão, a Justiça também condena a empresa a indenizar os consumidores, por danos patrimoniais e morais, individuais e coletivo. Foi fixado pelo juízo no montante de R$ 500 mil de indenização.

A Ação Civil Pública argumentava que o serviço público prestado pela SuperVia se mostra inadequado e prejudicial aos consumidores. No documento, a promotoria alegou ainda que a empresa desrespeita direitos básicos dos consumidores, colocando em risco suas vidas e integridade corporal em virtude de panes constantes nas composições ferroviárias.

A empresa também foi condenada a resolver todos os problemas técnicos decorrentes de panes e demais defeitos existentes nas composições ferroviárias, em até cinco dias, procedendo, de imediato, ao início dos reparos necessários; a retirar imediatamente de circulação toda e qualquer composição sem condições de trafegar, ou que não apresente condições seguras de trafegabilidade; a fazer os reparos necessários à prestação de serviços de qualidade, e a evitar a ocorrência de novas panes ou outras irregularidades semelhantes.

A SuperVia terá ainda que garantir à população a prestação de serviço público ferroviário eficiente, seguro, contínuo e adequado, sem colocar em risco a segurança e a vida das pessoas; adotar, de imediato, medidas de segurança quando as panes forem inevitáveis com previsão de equipes de resgate, instruindo os funcionários a agir de forma respeitar a integridade física e psicológica dos usuários, evitando que a vida dos mesmos seja colocada em risco. A empresa também deve adequadamente informar sobre os problemas técnicos ocorridos quando acontecer a paralisação inesperada de seus serviços, a fim de se evitar pânico entre os passageiros.

"A empresa fica obrigada a informar, de imediato, quaisquer atrasos ocorridos bem como seus motivos aos passageiros tanto nas composições quanto nas estações de cada ramal ferroviário, fornecendo previsão mínima para o reestabelecimento do serviço", segundo a sentença judicial.

O Globo – 23/12/2016

Comentário do SINFERP

Bem, CPTM também não cumpre obrigações em benefício de seus usuários, e não dá em nada.

SuperVia (RJ) pagou R$ 600 mil a diretores da Agetransp para não ser multada, diz jornal


A concessionária SuperVia, que administra os trens do Rio, pagou R$ 600 mil para dois diretores da Agetransp (Agência Reguladora de Transportes do Rio) para não ser multada. A informação foi divulgada pelo jornal Extra nesta terça-feira (13). De acordo com a publicação, a afirmação foi feita por Paulo Cesana, ex-presidente da Odebrecht Transport, que controla a concessionária, durante sua delação premiada.

Segundo a publicação, o pagamento foi feito pelo setor de Operações Estruturadas, departamento de propinas criado pela empreiteira para administrar os repasses de recursos ilegais. Cesar Mastrângelo, atual presidente da Agetransp, e Arthur Bastos, diretor, receberam R$ 600 mil em nome do PMDB-RJ, segundo a delação.

Antes de dirigir a Agetransp, Bastos já havia sido tesoureiro do PMDB-RJ e chefe do gabinete do chefe da Casa Civil de Sérgio Cabral, Régis Fitcher. Já Mastrângelo foi diretor de relações institucionais do Metrô-Rio.

De acordo com Cesana, o pedido foi feito em 2014, em uma reunião na sede da Agetransp, na presença do presidente da SuperVia, Carlos José Cunha. No depoimento, Cesana diz que “Carlos José me informou que esses pagamentos poderiam levar a uma proximidade maior com os diretores da agência reguladora e, consequentemente, com o governo do PMDB”.

No departamento de propina, os pagamentos foram listados com o codinome de “Plataforma”, diz o jornal. Planilhas do setor foram entregues por Cesana como prova.

A Agetransp fiscaliza a atuação de trens – geridos pela Supervia –, metrô e barcas do Rio. Em nota, a agência informou que "Os conselheiros Cesar Mastrangelo e Arthur Bastos, da Agetransp, repudiam veementemente as informações atribuídas à suposta delação premiada de Paulo Cesena, que fazem menção a eles, publicadas na coluna de Lauro Jardim, em O Globo on line, na tarde desta segunda-feira (12). Os conselheiros negam com veemência qualquer pedido de recurso em nome de partido político ou para qualquer finalidade".

A nota diz ainda que "Arthur Bastos desfiliou-se do PMDB em 2013 e Cesar Mastrangelo nunca teve qualquer vinculação político-partidária, tendo trabalhado a maior parte da carreira na iniciativa privada. Os conselheiros se colocam à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos. Os conselheiros ressaltam que, desde que o atual conselho diretor tomou posse na agência reguladora, em 2014, houve total rigor na fiscalização dos sistemas de transportes e rodovias regulados. Em dois anos e dez meses, o atual conselho diretor foi responsável por 73 das 97 multas aplicadas à concessionária SuperVia desde o início da concessão, em 1998, o que representa 75% do total de penalidades já aplicadas à concessionária. Apenas entre 2014 e 2015, o atual conselho diretor havia aplicado 52 multas (R$ 5,3 milhões) à concessionária SuperVia. Em 2016, de janeiro a outubro, foram aplicadas 21 multas à SuperVia, em um total de R$ 1,3 milhão".

R7 - 13/12/2016

Comentário do SINFERP

Pois é, pois é... Uma agência REGULADORA. Alckmin quer criar algo igual em São Paulo para fiscalizar seus parceiros em futuras PPPs.

Moro ignora pedidos do governo de SP para ter acesso à Lava Jato



As obras do Metrô e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) foram citadas na Lava Jato, com suspeitas de pagamento de propina.

A Corregedoria Geral da Administração (CGA) solicitou, sem sucesso, o compartilhamento de informações a trechos da Operação Lava Jato com denúncias que envolvem o Estado de São Paulo. O pedido foi feito ao juiz Sergio Moro.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a CGA argumenta que necessita dos documentos para continuar as investigações na esfera administrativa sobre suspeitas de irregularidades com a participação de servidores, principalmente envolvimento de empresas com o cartel dos trens.

As obras do Metrô e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) foram citadas na Lava Jato, com suspeitas de pagamento de propina.

Apontado como o "santo" nas planilhas da Odebrecht, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) aparece em e-mail de 2004, ligado a repasse de R$ 500 mil. A empreiteira foi a responsável pelas obras do Metrô de SP.

De acordo com a publicação, Ivan Agostinho, presidente da CGA, já cogita ir até Curitiba para cobrar uma resposta.

Correio do Povo de Alagoas – 20/12/2016

Comentário do SINFERP

Pois tomara que continue ignorando a solicitação da CGA, uma vez que o motivo é evidente: sair limpando tudo que é rastro que eventualmente ainda exista.  CGA? De São Paulo? “Continuar” investigação que envolve o governo do Estado de São Paulo? Só pode ser piada. Que a Lava Jato não investigue e já era esperado, mas poderia ao menos não dar munição para o exército de blindadores do glorioso governador de São Paulo.