sexta-feira, 29 de julho de 2016

Estudos sobre Trem de Alta Velocidade são apresentados na EPL


Com o objetivo de dar continuidade ao projeto de implantação do Trem de Alta Velocidade no Brasil, representantes da China Railway Construction Corporation (CRCC) se reuniram com a diretoria da EPL para mais uma debate sobre o tema.  

Dessa vez, a proposta elaborada pelos chineses também foi apresentada para os secretários do Programa de Parcerias de Investimentos, Adalberto Vasconcelos e Marcelo Allain, bem como para representantes da Valec e do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

Para Adalberto Vasconcelos, o projeto apresentado pela empresa chinesa ainda precisa ser aprofundado para que se tenha um melhor embasamento sobre a rentabilidade e viabilidade do empreendimento.

O gerente de passageiros da EPL, Roberto David, expôs aos participantes da reunião um breve histórico do projeto e medidas tomadas pela EPL após o adiamento da licitação em 2012, como o aprimoramento da base de dados e estudos para melhoria do traçado.

Para o diretor-presidente da EPL, Eduardo de Castro, a EPL tem plenas condições de estar à frente do projeto. “A EPL já tem um trabalho de qualidade sendo desenvolvido e com certeza pode contribuir para que o projeto esteja de acordo com as necessidades e anseios do Governo Federal”, disse.

Histórico

Em reunião realizada com a diretoria da EPL no dia 7 de junho, o diretor-geral da CRCC no Brasil, Zhao Jianping, ressaltou a importância da região para o PIB do Brasil e o papel do país na economia global.

“O trecho contempla duas das cidades mais populosas da América Latina. O Trem de Alta Velocidade Rio de Janeiro – Campinas é um dos mais viáveis do mundo”, afirmou.

Na ocasião, Eduardo de Castro sugeriu um termo de cooperação técnica entre as duas empresas com a finalidade de aprimorar o desenvolvimento do projeto.  

EPL - 26/07/2016

Comentário do SINFERP

Outra vez essa empresa fantasma (EPL) e a história do trem bala?

Funcionários do metrô do Rio ameaçam fazer greve durante Olimpíadas


O SIMERJ reclamou da oferta insuficiente do empregador através de um comunicado: "5%, vergonha olímpica", indicou em grandes letras verdes e amarelas


Os funcionários do metrô do Rio de Janeiro ameaçaram entrar em greve em 4 de agosto, véspera da abertura dos Jogos Olímpicos se não receberem um aumento salarial.


"Se não houver progresso nas negociações, haverá uma greve do metrô a partir da meia-noite do dia 4 de agosto por tempo indefinido", afirmou nesta quinta-feira à AFP Eliel Vieira Santos Filho, membro do sindicato dos empregados do metrô do Rio (SIMERJ).


A organização reclamou da oferta insuficiente do empregador através de um comunicado: "5%, vergonha olímpica", indicou em grandes letras verdes e amarelas.


Os funcionários exigem um aumento mínimo de 9,83%, o equivalente ao ajuste da inflação, segundo o líder sindical.


As negociações continuam, supervisionadas pela justiça trabalhista. A assembleia geral dos funcionários permanece aberta até quarta-feira, dia 3, quando a votação pela greve será realizada se não houver nenhum acordo.


Antes da Copa do Mundo de 2014, os trabalhadores do metrô de São Paulo entraram em greve e paralisaram o serviço por cinco dias, até que chegaram a um acordo por um aumento de salário.


No Rio de Janeiro, os funcionários dos dois aeroportos também declararam greves parciais em um momento em que milhares de turistas chegavam ao Rio para assistir aos jogos da Copa do Mundo.


Diário de Pernambuco – 27/07/2016

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Trem apresenta problema e afeta circulação de ramais no RJ


Ramais de Saracuruna, Vila Inhomirim e Guapimirim são afetados. Trem parou entre Campos Elíseos e Gramacho na manhã desta quinta.

Um tem do ramal Saracuruna apresentou problemas entre as estações de Campos Elíseos e Gramacho, na manhã desta quinta-feira (28), na Baixada Fluminense. Em função disso, as composições só estão operando entre Gramacho e a Central do Brasil. O trem teve problema no pantógrafo e os passageiros foram obrigados a desembarcar e percorrer a linha até a estação.

As estações Saracuruna, Campos Elíseos e Jardim Primavera estão fechadas para embarque e desembarque. O problema afetou também os ramais de Vila Inhomirim e Guapimirim, que estão com as operações suspensas. Por volta das 6h50, técnicos faziam reparos na linha aérea.

G1 – 28/07/2016

Passageiros assaltados dentro do metrô de Recife (PE) nesta terça


Renata Riccelly estava dentro do trem e teve celular e bolsa roubados na altura da estação Monte dos Guararapes.


Eram 8h da manhã e a representante comercial Renata Riccelly, 29, nem levou a sério quando dois homens anunciaram um assalto dentro do metrô, nesta terça-feira. A abordagem aconteceu na altura da estação Monte dos Guararapes e depois de roubar celulares e bolsas dos cerca de 10 passageiros, os assaltantes desceram tranquilamente. Renata registrou um Boletim de Ocorrência, mas diz que sabe que o problema é comum e que a situação não mudará. 


“Depois do assalto eu desci na estação Porta Larga e procurei os agentes do próprio metrô. Eles me atenderam muito bem, mas disseram que aquilo ali era comum, que as câmeras de segurança não podiam ajudar porque não estavam funcionando nem o rádio para se comunicar internamente eles conseguiram usar, porque estava quebrado”, relata a representante comercial, que ficou bastante nervosa com o episódio e precisou ser medicada. 


Da estação Renata seguiu numa viatura da Polícia Militar até a Delegacia de Prazeres, onde registrou a ocorrência. “Todos foram muito atenciosos e preocupados comigo, mas percebi que eles não tinha estrutura para me ajudar realmente”, conta. 


Procurado pelo Diario, o MetrôRec confirmou o assalto relato por Renata. Segundo a assessoria de imprensa, o fato das pessoas não registrarem as ocorrências na policia dificulta as investigações e a identificação dos assaltantes. A assessoria esclareceu ainda que os trens antigos não possuem câmeras. 


Diário de Pernambuco - 26/07/2016

quarta-feira, 27 de julho de 2016

CPTM pode pagar R$ 1 bilhão em indenizações


Decisão do STF deu ganho de causa para empresário prejudicado.

Empresários e comerciantes de duas cidades da Grande São Paulo foram despejados há sete anos sem nenhuma indenização por causa de obras de expansão em estações de trem. Depois de um longo processo, o Supremo Tribunal Federal decidiu que eles têm direito a uma reparação financeira pela CPTM, que pode passar de R$ 1 bilhão. 
Uma das pessoas é o empresário Artur Palice. O drama dele começou em 2009, quando a Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM) resolveu expandir as estações de Francisco Morato e Franco da Rocha, na Grande São Paulo.
A estatal afirmava que era dona das terras em volta e que, por isso, poderia fazer as obras. Já Artur alegava que o local pertencia à empresa dele. Artur deixou de receber os aluguéis, e as obras foram feitas. “Venho enfrentando, desde então, dissabores financeiros até o dia de hoje” disse. 
Teve início, então, uma batalha judicial para definir quem realmente era o dono das terras. A CPTM diz que, no entendimento da Justiça, as áreas são de propriedade e posse da estatal, e que, portanto, não é obrigada a pagar indenização. Mas não é o que mostram as decisões das instâncias superiores do país.
A sentença do STF detalha que o imóvel pertence à empresa de Artur desde 1922, uma circunstância que, embora explícita, é insistentemente ignorada pela CPTM. O caso então chegou a Suprema Corte, onde o ministro Marco Aurélio Mello também deu ganho de causa ao empresário. 
Em 2009, os imóveis da empresa de Artur eram avaliados em R$ 500 milhões. Isso sem falar das centenas de comerciantes afetados na região. Se todos pedirem indenização para a companhia de trens, a estatal pode ter de pagar uma multa bilionária.
Band – 12/07/2016
Comentário do Sinferp
A exemplo do governo do Estado de São Paulo, a diretoria da CPTM brinca com o dinheiro público, pois os contribuintes irão pagar essa indenização.

Sexta estação olímpica de trem é inaugurada nesta quarta, no Rio


Estação de São Cristóvão foi reformada e ampliada. Secretário diz que acessibilidade foi o foco das obras.

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Está pronta a sexta e última estação olímpica de trem que irá levar o público aos locais de competição. Nesta quarta-feira (27), é inaugurada a estação de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio.

A reforma começou em 2014 e faz parte do pacote de intervenções para a Olimpíada. As obras deixaram a entrada da estação mais ampla, com o mezanino que passou de 600 metros quadrados para três mil metros quadrados e mais iluminado.

O secretário estadual de Transportes Rodrigo Vieira conta que outras obras de melhoramento e modernização da estação foram realizadas, com a instalação de mais três escadas rolantes, três elevadores, piso tátil e banheiros. As plataformas de embarque e desembarque foram ampliadas e ganharam cobertura, iluminação de LED e captação de água da chuva.

“A acessibilidade está sendo incluída nas estações da SuperVia desde 2011. E antes da inauguração desta última e sexta estação olímpica, outras 16 já estão acessíveis, à disposição da população. Em todas as seis estações olímpicas o foco foi a melhoria da acessibilidade e aumentar a qualidade do serviço para a população”, disse o secretário.

Fazem parte das estações que atenderão o público que irá aos jogos da Rio 2016 a estação de São Cristóvão, Deodoro, Engenho de Dentro, Vila Militar, Magalhães Bastos e Ricardo de Albuquerque.

G1 – 27/07/2016

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Alckmin perdoa dívidas de R$ 116 mi de acusada de cartel


Num contrato em que o Metrô apontou perdas de mais de R$ 300 milhões, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) fez um acordo com a multinacional francesa Alstom no qual perdoou dívidas que somam R$ 116 milhões e aceitou que o produto contratado seja entregue até 2021, com dez anos de atraso.

A medida foi adotada em janeiro este ano, período em que o Metrô passa por uma grave crise financeira.

O produto é um sistema digital que visa diminuir o intervalo entre os trens, de modo a agilizar o transporte dos passageiros, reduzir a superlotação e aumentar o número de usuários. É conhecido nos meios técnicos como CTBC (Controle de Trens Baseado em Comunicação).

As relações da Alstom com tucanos são investigadas desde 2008, quando surgiram indícios de que a multinacional francesa teria pago propina entre 1998 e 2003 para fechar contrato com estatais de energia, no governo de Mário Covas. Oito anos depois, o processo ainda não foi julgado.

ARBITRAGEM

O acordo foi fechado em uma câmara arbitral, sistema que substitui a Justiça e é recomendado pelo Banco Mundial, por gerar decisões mais rápidas. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE), órgão de defesa do Executivo, representou o governo Alckmin.

A arbitragem teve início em 2013 sob sigilo, como previa o contrato, mas a Folha obteve acesso ao acordo pois uma lei de 2015 passou a obrigar os governos a dar publicidade às arbitragens que envolvam recursos públicos.

O sistema da Alstom foi contratado em 2008, no governo de José Serra (PSDB), por R$ 780 milhões, para melhorar a eficiência das linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha.

A entrega estava prevista para 2011, foi adiada para o ano seguinte e, após a assinatura do acordo, funciona em tempo integral só na linha 2-verde. Nas outras duas linhas, o cronograma de entrega se estende até 2021.

Em razão dos atrasos, o Metrô aplicou a partir de 2012 multas de R$ 78 milhões e ameaçava romper o contrato.

A multinacional francesa, por sua vez, alegava que o Metrô não fizera as obras físicas nas três linhas para que o sistema digital fosse implantado. Afirmava também que a companhia queria um produto muito mais sofisticado do que estava previsto no contrato.

A Alstom então solicitou que a disputa fosse resolvida por meio de arbitragem. O caso foi para a Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional em janeiro de 2013.

O Metrô defendia que os atrasos provocaram perdas de R$ 289,1 milhões para a companhia. Já a Alstom argumentava que os atrasos e a exigência de novas funções aumentara o valor do contrato em R$ 173,1 milhões.

Em agosto do ano passado, as empresas pediram a suspensão da arbitragem porque discutiam um acordo, que acabou homologado em 27 de janeiro deste ano.

No acordo, o Metrô e a Alstom desistem dos valores que reivindicavam, inclusive da multa de R$ 78 milhões.

Ao ser questionado sobre o que ocorreu com a diferença de R$ 116 milhões entre os valores que as empresas pediam, a Secretaria de Transportes Metropolitanos, à qual o Metrô é subordinado, limitou-se a afirmar que "os valores foram tratados como referência para discussão em arbitragem, algo natural nesse tipo de litígio".

Já a Alstom não quis se pronunciar sobre o acordo.

A arbitragem custou US$ 536.785 (o equivalente a R$ 2,17 milhões, quando se corrige o valor pela cotação do dia da homologação) para as duas empresas.

VALORES DIFERENTES

O caso do sistema de controle digital também foi levado pelo Metrô ao Tribunal de Contas do Estado, que atualmente analisa o contrato.

Em manifestação protocolada no tribunal em junho do ano passado, o Metrô alegou que teve perdas de R$ 315 milhões -R$ 26 milhões a mais em relação ao montante apresentado na arbitragem.

Só com a receita perdida com a "demanda de usuários reprimida e prejuízo decorrente de trens parados" a companhia afirmou ter verificado um prejuízo de R$ 307,7 milhões.

Segundo o ofício do Metrô, à época a Alstom pleiteava valores que somavam R$ 245,9 milhões -um aumento de R$ 72,8 milhões em relação ao montante discutido na corte de arbitragem.

O maior valor da conta da Alstom informada pelo Metrô ao Tribunal de Contas referia-se a novas funções para o sistema: R$ 167 milhões.

O Metrô e a Alstom não responderam por que os valores discutidos na corte de arbitragem são diferentes daqueles apresentados ao Tribunal de Contas.

Folha de São Paulo – 25/07/2016

sábado, 23 de julho de 2016

Trem do VLT carioca tem problema mecânico


Em 6 de junho, primeiro dia útil de operação do VLT, o trem enguiçou a 50 metros do aeroporto Santos Dumont
Um trem do VLT Carioca, que circula pelo centro do Rio de Janeiro, parou por volta das 8h40 deste sábado (23), quando seguia rumo ao aeroporto Santos Dumont, devido a um problema mecânico.
A interrupção aconteceu quando a composição estava entre as paradas Cinelândia e Antônio Carlos e suspendeu parcialmente o sistema até as 11h20. Os passageiros precisaram desembarcar e seguir de outra forma até seus destinos.
Nesse intervalo de 2 horas e 40 minutos, os demais trens circularam apenas entre a Cinelândia e a Parada dos Navios.
Segundo a Secretaria Municipal de Transportes do Rio, o trem deixou de funcionar devido a um dano no suporte que se conecta com o sistema de transmissão de energia.
A composição foi rebocada até o terminal Santos Dumont, de onde seria levada para o centro de manutenção. Às 11h20 a operação foi retomada do Aeroporto Santos Dumont até a Parada dos Navios.
UOL 23/07/2016
Comentário do Sinferp
Outra vez? Ainda bem que esses caras não fabricam e não operam aviões...

Recuperação dos trens do Rio (RJ) é deixada de lado na Olimpíada


Melhorias no ramal de Deodoro, onde há estações perto dos locais de competição, beneficiariam os 330 mil usuários por dia e atrairiam mais passageiros.
O questionamento do legado da Olimpíada, rebatido com vigor pelo prefeito Eduardo Paes, precisa incluir os investimentos nos trens do Grande Rio. Não só devido ao público que vai a Deodoro, Engenhão, Maracanã e Sambódromo, mas principalmente porque melhorias nos trens da Central beneficiariam os 330 mil usuários por dia do ramal de Deodoro, onde há estações próximas dos locais de competição.

É perto da metade dos 700 mil passageiros de todo o sistema, com malha de 270 quilômetros, 102 estações e presença em 12 municípios do Grande Rio, onde há nove milhões de habitantes.
A SuperVia gastou R$ 250 milhões com a modernização de seis estações para os Jogos. Enquanto isso, a extensão da Linha 1 do metrô Ipanema-Jardim Oceânico consumiu mais de R$ 8 bilhões do estado — um exemplo do quanto a expansão da cidade rumo à Zona Oeste, em vez do investimento na revitalização do Centro, é onerosa para um poder público sufocado pela crise fiscal e, portanto, sem capacidade de investimento.
A recuperação da malha ferroviária tem relação custo-benefício mais vantajosa, com um investimento bem menor do que o de instalar metrô. Além disso, o contingente de potenciais passageiros no entorno das estações supera em muito os 700 mil usuários atuais. São trabalhadores que ignoram o trem perto de casa devido à precariedade do serviço.
Se as linhas de trem do Grande Rio já tivessem sido “metrolizadas” (aumento da capacidade de tráfego com o fim da grade de horário), seguindo o bom exemplo de metrópoles de outros países, milhares de passageiros deixariam de lado ônibus e carros, fazendo fluir melhor o trânsito na metrópole castigada por engarrafamentos. E a extensão do metrô é sempre uma obra que traz transtorno, enquanto a recuperação da malha ferroviária seria incentivo para que regiões da cidade desocupadas servissem de alternativa às favelas, por já terem infraestrutura e serem atraentes pela facilidade de chegar ao trabalho.
O gasto com a extensão do metrô, assim como com a implantação dos 123 quilômetros de BRTs (sendo R$ 6,4 bilhões apenas da prefeitura, sem contar o trecho do Caju ao Centro), no entanto, não pode justificar o adiamento dos planos de revitalização da malha ferroviária. Pelo contrário, deve servir de incentivo, já que, sem a recuperação dos trens, o sistema de transporte do Grande Rio estará incompleto, porque não haverá efetivamente uma integração — conceito elementar, sem o qual não se pode sequer falar em planejamento urbano. Apenas a recuperação dos trens urbanos — que contam com sete estações conectadas ao BRT e cinco ao metrô — permitirá dizer que o legado da Olimpíada no transporte público é acessível, como deve ser, à grande maioria dos moradores do Grande Rio.
O Globo – 23/07/2016

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Às vésperas da Olimpíada, Metrô de SP ganha placas com destino à Arena Corinthians


O torcedor corinthiano que utiliza diariamente o transporte público na cidade de São Paulo já pode notar uma importante novidade: placas indicando o trajeto à Arena Corinthians, uma das sedes do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, foram instaladas nas estações de trem e metrô da capital paulista.

A ideia é que torcedores e turistas que irão assistir a algum dos dez jogos da Olimpíada em Itaquera sejam informados por placas e avisos dentro do sistema metroferroviário da Região Metropolitana de São Paulo. O guia, também em inglês, foi avistado por corinthianos na estação Fradique Coutinho, da Linha 4-Amarela (iniciativa privada).

O sucesso obtido na Copa do Mundo de 2014 fez da Arena Corinthians grande candidata a receber a Olimpíada do Rio de Janeiro, que terá início no próximo dia 5.  A confirmação do estádio como sede dos torneis de futebol masculino e feminino foi anunciada pelo Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 em abril do ano passado.

A casa do Timão abrigará dez duelos, incluindo a disputa pela medalha de bronze no feminino e uma semifinal do masculino. O primeiro embate será entre as atletas de Canadá e Austrália, dia 03 de agosto, às 15h (de Brasília). Na mesma data, às 18h, Zimbábue e Alemanha fazem o segundo jogo no estádio alvinegro.

De acordo com o secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) têm a capacidade necessária de garantir o acesso do público esperado no maior evento esportivo do planeta sem dificuldades.

“A experiência que tivemos na Copa do Mundo foi muito bem-sucedida, ao transportar as pessoas para sete jogos na Copa. Agora, teremos dez jogos de futebol, entre masculino e feminino”, afirmou o secretário em entrevista coletiva na última terça-feira.

“Teremos o Expresso da Luz até Itaquera, que vai levar 19 minutos. A linha 3 (vermelha) do Metrô funcionará normalmente, com mais trens para poder oferecer o serviço ao usuário e, para quem chega do Rio de Janeiro ou de qualquer outra parte do país, teremos um ônibus especial (do aeroporto) de Guarulhos até Itaquera e também um ônibus regular do aeroporto até o metrô Tatuapé”, concluiu.

Veja as melhores opções para chegar à Arena Corinthians durante a Olimpíada

CPTM

- disponibilizará o Via Expresso da linha 11 - Coral, que seguirá da Estação da Luz até a Estação Corinthians-Itaquera sem paradas intermediárias. O serviço terá início 3 horas antes dos jogos. O trem sairá da plataforma 4. O percurso será feito em cerca de 19 minutos. Nos dias 10 e 12 de agosto (quarta e sexta-feiras, respectivamente), em que os jogos começarão às 19h, o Via Expresso funcionará das 14h às 17h.
- Também será mantido o serviço Expresso Leste na Linha 11-Coral, com trens que partem da Estação da Luz com paradas no Brás, Tatuapé e Corinthians-Itaquera.

Metrô

- pela Linha 3-Vermelha, com trens operando entre as estações Palmeiras-Barra Funda até a estação Corinthians-Itaquera, com paradas nas estações intermediárias.

Linha 4

- pela Linha 4-Amarela, operada pela concessionária ViaQuatro, é possível fazer integrações na Estação da Luz para o Via Expresso, na Linha 11-Coral da CPTM, e na Estação República para a Linha 3-Vermelha, do Metrô.

A tarifa unitária no sistema metroferroviário (CPTM e Metrô) é de R$ 3,80. Para os usuários do Bilhete Único (sistema metroferroviário+ônibus da Capital/SPTrans) a tarifa é de R$ 5,92.

Confira o calendário da Arena na Rio-2016

Futebol feminino

3 de agosto - 15h - Canadá x Austrália

18h - Zimbábue x Alemanha

6 de agosto - 15h - Canadá x Zimbábue

18h - Alemanha x Australia

12 de agosto - 19h - Quartas de final - (F1xG2)

19 de agosto - 13h - Disputa de bronze

Futebol masculino

10 de agosto - 19h - Colômbia x Nigéria

22h - África do Sul x Iraque

13 de agosto - 22h - Quartas de final - (A1xB2)

17 de agosto - 13h - Semifinal


Meu Timão - 22/07/2016

Trens da Linha-11 Coral circulam com velocidade reduzida, diz CPTM


Motivo é o furto de cabos que aconteceu em Ferraz de Vasconcelos. Serviço deve ser normalizado após o horário de pico da manhã.
O furto de cabos na Linha 11 – Coral faz com que os trens operem com velocidade reduzida na manhã desta sexta-feira (22). De acordo com as primeiras informações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) o furto foi entre as estações Antônio Gianetti Neto e Ferraz de Vasconcelos.
A CPTM disse que, além dos trens operarem com velocidade reduzida, o intervalo da partida de trens também é maior. Ainda de acordo com a CPTM, o reparo deverá ser feito ainda nesta sexta, depois do horário de pico da manhã.
A CPTM reforça que não foi preciso reduzir o número de trens. As composições apenas passam mais devagar entre essas estações para não sobrecarregar o sistema.
G1 – 22/07/2016
Comentário do Sinferp
Interessante... Os roubos naquela linha acontecem quase sempre no mesmo local...

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Linha 5 do Metrô fica R$ 260,8 milhões mais cara


Alvo de questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e de ação judicial do Ministério Público Estadual (MPE), a Linha 5-Lilás do Metrô vai ficar R$ 260,8 milhões mais cara. A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) assinou dois novos contratos para obras de “acabamento” e “acessos” em duas estações e no pátio de manutenção e estacionamento de trens que estão em construção na zona sul da capital.
Somente no Pátio Guido Caloi, no Jardim São Luís, o custo das obras, que tiveram início em janeiro de 2013, subirão 54%, de R$ 297,1 milhões para R$ 457 milhões. O novo contrato, no valor de R$ 159,9 milhões, foi assinado com o consórcio Via-Planova, com prazo de 21 meses de execução. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) havia prometido entregar esse pátio em 2015. Agora, a previsão é para o final de 2017.
O Metrô afirma que “no decorrer da obra” sua equipe de engenheiros “constatou a necessidade de reforçar as fundações do Pátio Guido Caloi” e que “as lajes de sustentação das paredes do estacionamento subterrâneo de trens (a 25 metros de profundidade) também sofreram alterações no método construtivo por causa das características arenosas do solo”.
Já o segundo contrato, no valor de R$ 100,1 milhões, foi assinado com a construtora Construcap para a execução de instalações hidráulicas, paisagismo, urbanismo e requalificação do entorno nas estações AACDServidor e Hospital São Paulo, que chegaram a ser prometidas para 2014 e também devem ser entregues até o fim de 2017. Esse trecho já está em construção pelo consórcio Carioca-Cetenco por R$ 458,5 milhões.
“Houve a necessidade de contratação complementar por conta de intercorrências inerentes à complexidade do empreendimento”, afirma o Metrô, que nega ter havido aumento de custos. Segundo a estatal, houve economia de 30%, ou US$ 134 milhões, no contrato de financiamento da obra com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “O Metrô negocia com o agente financiador o remanejamento para custear obras complementares.”
O aumento de custos da Linha 5-Lilás, que fará a conexão com as Linhas 1-Azul e 2-Verde e terá 11,5 km de extensão e mais dez estações (só Adolfo Pinheiro foi entregue), já é alvo de investigação do TCE. O tribunal apura diferenças entre orçamentos e quantidade de material consumido na construção, que fizeram o orçamento da obra saltar de R$ 3,4 bilhões para R$ 4,5 bilhões. Em junho, o conselheiro Antonio Roque Citadini deu prazo de 60 dias para o Metrô explicar uma série de alterações feitas nos contratos.
Na semana passada, o MPE moveu ação judicial pedindo a condenação do Metrô e oito agentes públicos, entre os quais cinco ex-presidentes da companhia e o atual secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, pelo suposto abandono de 26 trens da Linha 5. As composições foram compradas em 2011 por R$ 615 milhões e estão paradas porque a conclusão da linha atrasou. O Metrô nega prejuízo. Cumbica. Já a Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), entre São Paulo e Guarulhos, deve entrar em operação em 2018 sem a conclusão do monotrilho que levará passageiros da estação de trem até os terminais do Aeroporto de Cumbica. A GRU Airport, responsável pelo aeroporto, anunciou que faria o modal até 2014, mas o projeto não saiu do papel. Agora, afirma que “está avaliando as alternativas técnicas para conectar os terminais à estação” e que “o cronograma do projeto está em linha com o prazo de entrega das obras da Linha 13-Jade”.
O Estado de São Paulo – 21/07/2016

terça-feira, 19 de julho de 2016

Cinco trens do metrô são apedrejados na Linha Sul do Recife.


Entre 17h e 21h desta segunda-feira (18), cinco trens do metrô do Recife foram apedrejados entre a Estação Antônio Falcão e a Estação Imbiribeira, na Linha Sul do Metrô do Recife. 



De acordo com a Assessoria de Comunicação da CBTU, uma criança foi atingida com estilhaços dos vidros quebrados, mas só apresentou ferimentos leves e o tempo de espera entre cada viagem aumentou de seis para dez minutos. Ainda de acordo com a CBTU, há suspeitas de que os ataques estejam vinculados ao fim do comércio de ambulantes dentro dos trens.

Ações para coibir o comércio informal foram realizadas nas Estações Largo da Paz e Afogados, que também fazem parte da Linha Sul do Sistema do Metrô do Recife.

No vídeo, o passageiro Doug Melo retratou o estado do trem do metrô após o apedrejamento:

NE10 – 18/07/2016

segunda-feira, 18 de julho de 2016

VLT Olímpico (RJ) amanhece pichado menos de 2 meses após inauguração


Ao menos dois vagões do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) construído no Rio de Janeiro para servir de legado da Olimpíada de 2016 amanheceram pichados nesta segunda-feira (18). O veículo estava estacionado na região portuária da capital fluminense quando foi alvo do ato de vandalismo.

Na pichação, estão escritas frases de protesto sobre a situação dos hospitais e da segurança do Rio de Janeiro. “Transporte de luxo, hospitais de lixo”, diz uma pichação.

Essa é a segunda fez que o VLT é alvo de protestos. No fim de junho, durante uma manifestação de servidores estaduais, o trem também foi pichado.

O VLT do Rio foi inaugurado no início de junho e ainda está em fase de testes. Os trens urbanos circulam em horário reduzido. A passagem ainda é grátis.

A implantação do VLT custou cerca de R$ 1,2 bilhão e foi executada por um grupo de empresas do qual faz parte a Odebrecht. Governo federal e iniciativa privada pagaram a obra, que foi executada sob coordenação do município.

A Prefeitura do Rio informou nesta tarde que os trens já foram limpos e o operam normalmente. A operadora VLT Carioca registrou queixa:

"A Prefeitura do Rio informa que a concessionária que opera o VLT Carioca vai registrar na Polícia o ato de vandalismo que resultou na pichação de dois novos trens do sistema. As composições já foram limpas e o serviço opera normalmente, desde as primeiras horas da manhã. A Prefeitura vai acompanhar de perto as investigações policiais e informa que lamenta profundamente a tentativa de depredação de um patrimônio da cidade, cuja função é melhorar a mobilidade urbana na região central, onde o VLT já atende a milhares de cidadãos."

Uol – 18/07/2016

Obra de metrô do Rio usou contratos do século passado


O Ministério Público do Rio investiga o caso.
A construção da linha 4 do metrô do Rio, que está sob suspeita de corrupção, usou dois contratos do século passado para sair do papel. Um deles foi firmado em 1987, antes da lei de licitações e com os valores originais em cruzados.
A concessão da linha 4 foi feita em 1998, no governo Marcello Alencar. O projeto previa ligar Botafogo à Barra e custaria R$ 2,9 bilhões, com a atualização dos valores. Após o Rio ser escolhido sede da Olimpíada, sem licitação, o governo de Sérgio Cabral decidiu construir a linha com outro trajeto, de Ipanema à Barra, usando o mesmo contrato.
A reativação de contratos antigos fez com que o Estado iniciasse a obra sem saber quanto ela custaria. Estimado em R$ 5,4 bilhões em 2012, o projeto deve consumir quase o dobro: R$ 10,4 bilhões. 
Documentos da Operação Lava Jato indicaram que a Odebrecht pagou ao ex-governador Sérgio Cabral 2,5 milhões pela obra. A informação é negada por ele, segundo a Folha de S. Paulo.
O Ministério Público do Rio investiga o caso.
Brasil ao Minuto – 18/07/2016

Funcionário da CPTM reclama de falta de segurança para coibir fraudes


Ele afirma que trabalhadores são ameaçados pelos fraudadores. Um homem foi preso com equipamentos usados para carregar os cartões.
  • Globo Playe
  • Um funcionário da CPTM afirmou que nada é feito para coibir a venda ilegal de passagens nas estações por causa da falta de segurança. A informação é do SPTV.
O comércio ilegal de passagens de trens acontece na porta das estações da CPTM. Um mesmo cartão ou bilhete é passado diversas vezes na catraca pelas pessoas envolvidas nos esquemas.
Um funcionário da linha 8 da CPTM afirma que ele e os colegas são constantemente ameaçados pelos fraudadores e não podem agir, porque faltam seguranças nas estações.  Ele conta que as pessoas envolvidas no esquema agem livremente todos os dias na porta das estações, carregando vários cartões, cerca de 20 ou 30.
A SPTrans cancelou 19 mil cartões do bilhete único para tentar conter as fraudes no sistema de integração com a CPTM.
São pelo menos dois tipos de fraudes: os golpistas compram vários bilhetes semanais, que dão desconto na passagem e permitem dez embarques por dia. Depois, os criminosos vendem, por um preço abaixo da tarifa oficial, os embarques que seriam gratuitos. É por isso que eles precisam de vários cartões. A outra fraude é um pouco mais sofisticada: usa equipamentos eletrônicos para carregar o cartão.
No sábado (9), a reportagem flagrou o comércio de passagens na Estação Jaraguá, na Zona Norte. O vendedor oferece por R$ 3 a passagem que custa R$ 3,80, e recebe ali mesmo.
Prisão
Leonardo Bonafé dos Santos Pereira, de 25 anos, foi preso em flagrante com um computador e  outros equipamento utilizados para carregar os cartões de forma ilegal. A SPTrans, que administra o bilhete único, diz que está trabalhando com a CPTM e com a polícia para tentar acabar com as fraudes. Uma das medidas foi limitar o número de bilhetes por pessoa.
“Uma parte dessa quadrilha inclusive chegava a ameaçar funcionários de bilheterias dos terminais para vender grandes volumes de cartão. Então, nós fizemos uma medida que é de entregar um cartão apenas por usuário”, afirmou Adalto Farias, diretor financeiro da SPTrans.
A CPTM disse que já solicitou à SPTrans alterações no sistema do bilhete único para combater as fraudes e afirmou que está colaborando com a polícia nas investigações.
A CPTM também informou que equipes de segurança fazem rondas no interior das estações e nas catracas para tentar evitar fraudes. E que promove campanhas de conscientização alertando sobre os riscos da compra de bilhetes fora dos postos oficiais.
G1 – 11/07/2016

sábado, 16 de julho de 2016

Ato terrorista é simulado em exercício de preparação para Olimpíada no Rio


Foto Paulo Vitor
Cerca de 500 pessoas participaram da ação que simulou possível ataque. Bomba foi colocada dentro de vagões de trem em Deodoro.
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Forças da segurança fazem exercício integrado de enfrentamento a ameaças externas na estação de Deodoro, na Zona Oeste do Rio, neste sábado (16). A ação, que simula um possível ataque terrorista com explosão de uma bomba, tem 500 pessoas envolvidas. O objetivo é saber se as equipes estão preparadas para agir em casos extremos.

O Complexo Esportivo de Deodoro vai receber cerca de 11 modalidades olímpicas: hipismo, mountain bike, ciclismo BMX, pentatlo moderno, tiro esportivo, canoagem slalom, hóquei sobre grama, rúgbi e basquete.

A estação é a parada final para quem vai assistir aos jogos no local. Ao todo, 47 mil homens das forças de segurança vão atuar na Olimpíada do Rio.

Nesta sexta-feira (15), tropas das Forças Armadas desembarcaram na Base Aérea do Galeão para atuar no esquema de segurança da  Olimpíada, que tem abertura oficial no dia 5 de agosto. O voo desta sexta reuniu cerca de 200 militares da Força Aérea e da Marinha em Roraima, Amazonas e Pará e foi o primeiro no novo Boeing 767 comprado para o transporte de tropas.

No mesmo dia, o presidente em exercício Michel Temer disse, em entrevista à GloboNews, que o país está "preparadíssimo" para enfrentar ameaças de terrorismo durante a Olimpíada do Rio de Janeiro.

Simulação

O treinamento aconteceu como se fosse em tempo real. Voluntários dentro de vagões de uma trem parado na estação simularam uma situação de feridos. Outros simularam um ataque a tiros contra passageiros, que saíram correndo. Uma bomba dentro de uma mochila foi colocada dentro dos vagões, e as pessoas que se passaram por feridos foram levados à plataforma.

Exército, Polícia Militar, Polícia Civil, Aeronáutica e Marinha, além de agentes da Guarda Municipal, Defesa Civil e CET-Rio participaram do exercício que simulou ainda os primeiros socorros e o trabalho de identificação dos possíveis terroristas.

O coordenador do exercício de segurança afirmou que o resultado foi positivo, mas que alguns detalhes, como a precisão dos tiros, serão avaliados pelas imagens gravadas.

O horário dos trens não sofreu alteração por causa do simulado.

G1 – 16/07/2016

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Trem quebrado e cavalo na linha férrea geram reclamações no metrô de Recife (PE)

Incidentes ocorridos na manhã desta sexta (15), já foram resolvidos.  Segundo CBTU, ocorrências não afetaram funcionamento do sistema.

Duas irregularidades no metrô do Recife causaram impaciência e reclamações dos passageiros na manhã desta sexta (15). A primeira delas, uma pane em um dos trens do metrô na Estação Imbiribeira, na Zona Sul, foi provocada por um problema elétrico. O outro problema aconteceu em virtude da presença de um cavalo que atravessava a linha férrea entre duas estações do VLT. O maquinista precisou frear o trem, mas o sistema não funcionou corretamente. Nas duas ocorrências, ninguém ficou ferido.

De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o primeiro incidente ocorreu por volta das 9h15 da manhã e provocou um intervalo maior entre as viagens dos trens da Linha Sul. Depois de cerca de 20 minutos, o trem foi retirado da linha férrea e as viagens foram normalizadas. 

A outra ocorrência foi registrada na linha a diesel do metrô, no momento em que um cavalo atravessava a linha férrea entre as Estações Ângelo de Souza e Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

Segundo relatos de alguns dos passageiros, o maquinista freou o trem e manteve os passageiros trancados no interior da composição. A CBTU, no entanto, esclareceu que o profissional responsável pela condução do trem é orientado a abrir as portas apenas nas estações, para evitar acidentes.

Ainda de acordo com o órgão, o problema no sistema de frenagem do trem foi normalizado cerca de 20 minutos depois7/2. O incidente não afetou os intervalos dos trens da linha a diesel, que iniciam as viagens a cada 40 minutos. 

G1 – 15/07/2016

Trens da Linha 5-Lilás estão em teste, diz Alckmin sobre denúncia do MP

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou, nesta quarta-feira (13) em São Paulo , que trens novos da Linha-5 Lilás do Metrô não estão parados, como denunciou o Ministério Público. De acordo com ele, as composições estão em testes e entrarão em operação a partir de setembro. Alckmin garantiu ainda que nove das dez estações em construção na linha estarão funcionando em 2017.

O MP denunciou por improbidade administrativa nove pessoas, entre elas o atual e o ex-secretário de Transportes Metropolitanos do governo estadual e seis ex-presidentes do Metrô de São Paulo, após constatar que 26 trens novos estão guardados em pátios sem serem utilizados. Alguns deles estariam parados há mais de dois anos, segundo o órgão.

A administração do Metrô já havia negado a informação e Alckmin voltou a dizer que a denúncia do MP apresenta "uma série de equívocos". O governador disse, por exemplo, que é "mentira" que o atraso nas obras acarretariam a perda de garantia dos trens. "A garantia só começa na hora que o trem começa a operar", explicou ele.

"Há uma série de equívocos que vão ser corrigidos. Primeiro, de que os trens estão parados. Não, os trens estão em testes e entrarão em operação a partir de setembro. Depois, que os trens estão abandonados. Não, eles estão nos pátios do Metrô e da Caf [empresa fabricante]. Depois, que a bitola [distância entre os trilhos] é diferente. Mentira. A bitola é igualzinha do Capão Redondo até a Chácara Klablin", completou Alckmin.

O MP de São Paulo pediu que os responsáveis pelo suposto descaso devolvam o valor de R$ 799 milhões aos cofres públicos. Ao todo, nove pessoas foram denunciadas por manterem os trens novos do Metrô guardados em pátios (confira lista de nomes abaixo).

Segundo as investigações, os 26 trens foram comprados por R$ 615 milhões durante o governo estadual, administrado pelo PSDB. Do total, 16 já foram entregues e dez estão na fabricante à espera de um local para serem guardados. Eles foram comprados para a Linha 5-Lilás, que vai ligar o extremo da Zona Sul com outras duas linhas e ainda está em expansão. A previsão inicial de entrega era de 2014 e já passou para 2018.

Alckmin também falou sobre o atraso nas obras nesta quarta-feira: "O que você teve é que a Linha 5, que fui eu quem assumi, já estava licitada e contratada em 2011. Havia uma denúncia feita no ano anterior e por isso foi suspensa a ordem de serviço. Nós fizemos toda a apuração e depois de meio do ano ela foi liberada".

Saiba quem são os denunciados, segundo o Ministério Público:

- Clodoaldo Pelissioni, atual secretário de Transportes Metropolitanos;
- Jurandir Fernandes, ex-secretário de Transportes Metropolitanos;
- Paulo Menezes Figueiredo, atual presidente do Metrô;
- Sergio Avelleda, ex-presidente do Metrô;
- Jorge Fagali, ex-presidente do Metrô;
- Peter Walker, ex-presidente do Metrô;
- Luiz Antônio Carvalho Pacheco, ex-presidente do Metrô;
- Laércio Biazzotti, ex-diretor do Metrô;
- David Turbuk, ex-gerente do Metrô.


Segundo o promotor de justiça do Patrimônio Público e Social do MP, Marcelo Milani, do valor total de R$ 799 milhões cobrado dos denunciados, R$ 615 milhões são referentes à compra dos trens e a diferença é uma multa por dano moral difuso e coletivo.

"O fato de o Metrô estar funcionando significa menos poluição, menos gente na rua, menos tempo de viagem. Essas questões podem ser mensuradas. A não utilização do Metrô gera um prejuízo social extremo, tremendo", disse o promotor.

A Justiça irá analisar o pedido do MP. O órgão ainda pede que os agentes públicos denunciados cumpram penas pela improbidade administrativa, como perda do cargo, multa civil e proibição de contratar no poder público.

Denúncia do MP

Em 2010, o governo de São Paulo determinou a paralisação das licitações depois de denúncias de irregularidades no processo. Segundo o MP, mesmo com as obras paradas, em 2011, o governo comprou os trens. Com a falta de planejamento, os trens acabaram "abandonados e vandalizados”, de acordo com o órgão.

“Esses trens já estão parados há dois anos, já estão perdendo a garantia. Tudo que está colocado naquele trem, principalmente em questão de eletrônica, de funcionamento não vai ter utilidade, perdeu a utilidade”, acrescentou o promotor Milani.

A investigação apontou ainda que os trens novos têm bitolas (distância entre os trilhos), de 1,37 metro, mas já existe um trecho da Linha-5 Lilás com trens com bitolas maiores.

“Os trens que ali não tem a mesma capacidade, tem que ser trocado no curso da mesma linha. Sem contar que tem sistema de operação completamente diferentes, por isso também os agentes públicos estão sendo responsabilizados”, afirmou Milani.

Defesa

As assessorias do governo de São Paulo, do PSDB, e do secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disseram que quem fala sobre a denúncia do Ministério Público é o Metrô. Em nota, a companhia diz que "prestará todos os esclarecimentos ao MP" e que a ação proposta contém uma série de equívocos" (leia a íntegra abaixo).

O atual presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, foi outro a dizer que os trens não estão parados. "Eles estão em testes. Existem oito trens que já estão testados aptos a entrar em operação”, afirmou à TV Globo. “Por aditivo contratual, a garantia começa a correr somente quando esses trens entrarem em operação.”

O ex-presidente do Metrô, Sergio Avelleda, disse que desconhece o teor da ação e que esse contrato não foi assinado por ele. Jurandir Fernandes afirmou que vai se inteirar do caso para prestar todos os esclarecimentos necessários. Já a fabricante dos trens, CAF Brasil, disse que não comenta contratos em andamento em razão das cláusulas de confidencialidade.
Os outros denunciados não foram localizados pelo G1.

Veja a íntegra da nota do Metrô:

"O Metrô de SP, como sempre fez, prestará todos os esclarecimentos ao MP. Embora não tenha conhecimento oficial, o Metrô informa que a ação proposta pelo MP contém uma série de equívocos:

1.         Não é verdade que os trens estejam parados. Os 26 novos trens adquiridos para a expansão de 11,5 km da Linha 5 estão sendo entregues e passam por testes, verificações e protocolos de desempenho e de segurança;
2.         Dos dezessete trens entregues, 8 já estão aptos a operar a partir de setembro no trecho de 9,3 km entre as estações Capão Redondo e Adolfo Pinheiro;
3.         A bitola da Linha 5 não é diferente em trechos da linha. A Linha 5 terá a mesma bitola em toda a sua extensão, da primeira à última estação;
4.         O Metrô não tem gastos extras com a manutenção desses novos trens;
5.         O Metrô não arca com nenhum custo de aluguel para estacionamento destes trens;
6.         O prazo de garantia só começará a valer após o início de operação de cada composição, conforme previsto em contrato;
7.         A expansão da Linha 5 é um empreendimento que incluiu os projetos, as obras civis e a implantação de sistemas, a implantação de um moderno sistema de sinalização em todo o trecho e a aquisição de novos trens para transporte da nova demanda de usuários;
8.         Todas essas ações foram executadas dentro de um detalhado cronograma, para que as etapas estivessem concluídas até a inauguração do novo ramal, a partir de 2017, beneficiando mais de 780 mil usuários por dia.
Todas estas informações já foram encaminhadas reiteradas vezes ao Ministério Público de São Paulo, que as desconsiderou para a abertura do inquérito."


Comentário do Sinferp


Puxa! Estaria o Ministério Público tão mal informado? Ou estamos apenas assistindo a mais um famoso “eu nego” e que é típico do governo tucano?  Não bastasse isso e mais uma pergunta: os trens estão todos parados, e imediatgamente  depois da denúncia entram em testes? Puxa... quanto coincidência...