terça-feira, 31 de maio de 2016

Metrô-SP gastou R$ 193 mil em 2015 para manter obras paradas da Linha 4

Obras de quatro estações da Linha 4-Amarela estão paradas há um ano. Expansão da Linha 2-Verde já custou R$ 494 milhões em desapropriações.


Há 12 anos o Metrô de São Paulo começou a Linha 4-Amarela, mas quatro estações ainda não estão prontas. As obras estão paradas, à espera de uma nova empresa que acabe o serviço. Enquanto isso, os vizinhos sofrem não só com a falta de alternativa de transporte, mas com a insegurança e a desvalorização dos imóveis. De agosto do ano passado até fevereiro desse ano, o Metrô gastou R$ 193 mil com segurança e manutenção das estações que não estão prontas na Linha 2-Amarela. As informações são do SPTV.

Além disso, a Linha 2-Verde, que começa na Vila Madalena, passa pela Avenida Paulista, seria estendida até Guarulhos, se tornando a primeira linha de metrô a chegar em uma cidade fora da capital. As desapropriações e até algumas demolições dos futuros canteiros de obras foram feitas, no último ano, mas ninguém bateu um prego sequer para levantar as estações. Agora tem um monte de terreno e imóveis vazios na Zona Leste. Só com as desapropriações já foram gastos R$ 494 milhões.

O SPTV faz esta semana uma série de reportagens sobre mobilidade urbana. É o Anda SP, que vau falar das obras do Metrô, corredores e terminais de ônibus que estão atrasadas, paradas ou suspensas na Grande São Paulo.

A obra da Estação Vila Sônia da Linha 4-Amarela está parada desde o começo do ano passado. A obra começou em 2004. Muita gente que morava no entorno não aguentou ser vizinho de uma estação fantasma e foi embora. O preço do aluguel caiu pela metade e mesmo assim os imóveis continuam vazios.

“Nós temos imóveis nessa rua que estão desalugados há 4 anos”, diz a diretora de vendas de uma imobiliária Luiza Pinheiro. “A gente vê o descaso dessa situação, dessa obra aqui, que eles prometiam entregar em 2012, 2013, depois 2016 não passaria e os proprietário estão assim. Não só os proprietários, como nós, os corretores, administradores, que cada vez o prejuízo é maior.”

Por causa das obras do Metrô, a rua Heitor dos Prazeres virou uma rua sem saída. Antes ela ia para a avenida Francisco Morato, só que agora ela tem um portão bem em uma das entradas da obra. Para os moradores não ficarem sem nenhuma passagem, o Metrô fez um corredor.

Em um relatório feito pelo metro a pedido do tribunal de contas do estado, a companhia explicou que só pra estação Vila Sônia foram feitos dois contratos em 2012. 

Um de R$ 386 milhões para a estação do Metrô e o outro de R$ 172 milhões para o terminal de ônibus. As duas obras deveriam ter acabado em 2014, mas não estão prontas e a obra ainda ficou mais cara. Ainda em 2014, o Metrô assinou um aditivo e aumentou o valor da obra do terminal em 10%.

Outras três estações da Linha 4-Amarela também não estão prontas: São Paulo-Morumbi, Oscar Freire e Mackenzie Higienópoilis.

Outra obra de expansão que está parada é a da Linha 2-Verde.  O prolongamento previsto sai da Vila Prudente e vai até Guarulhos. Seria a primeira linha de Metrô a ir além da capital.
Era para as obras terem começado neste semestre. A expansão custaria mais de seis vírgula sete bilhões de reais. Muitas desapropriações foram feitas. Mas a construção já foi suspensa.

“Muitos moradores foram desapropriados às pressas para a obra. “Eles chegaram, mandaram as cartas pra todos, simplesmente desapropriaram, e logo na sequência fizeram a demolição. E nunca mais apareceram”, relata o morador Fabiano Marcelo Lourenço.

O pai dele, Dirceu Lourenço pegou dengue. Ficou 18 dias doente e continua com o pé atrás com o terreno vazio ao lado da casa. “Não tem segurança nenhuma. Muitos pichadores sobem na laje à luz do dia.”

Nas esquinas das avenidas Conselheiro Carrão e Guilherme Jorge vai ser construída uma estação desse novo trecho do metrô, que é a estação Nova Manchester. O  Metrô já desapropriou vários imóveis. Virou um quarteirão fantasma.

Mesmo sem construir nada, somando os números de 2013, 2014, 2015 e 2016 o Metrô já gastou R$ 494 milhões com projetos e desapropriações para a expansão da Linha 2-Verde, que  está suspensa.

O taxista Leo, que trabalha em um ponto na Avenida Conselheiro Carrão há 30 anos, diz que o número de passageiros caiu muito desde que as desapropriações foram feitas. Ele torce pra que a expansão da linha verde não demore tanto pra ficar pronta. “O progresso só vai ter quando o Metrô chegar. Eu não sei se eu vou ver o Metrô passar, espero que sim, porque eu já estou com 82 anos. Quando eu tiver com 100 anos é capaz que ele chegue.”

Sobre a Linha 4-Amarela, no ano passado, a empresa Isolux Corsan Corviam não cumpriu o contrato, que foi desfeito. Agora, em junho, mais de um ano depois, uma nova empresa deve assumir a construção dessas quatro estações que faltam.

Já a Linha 2-Verde não tem prazo. No segundo semestre, o governo vai avaliar o caso.  O diretor de engenharia do Metrô, Paulo Sérgio Amalfi Meca, diz que a culpa é da crise econômica. "Suspendemos os oito contratos de obra civil que estão assinados até o final desse ano. Tínhamos financiamento de R$ 1,5 bilhão junto ao BNDES. Em função do cenário econômico decidimos distribuir os recursos em outras linhas que eram prioritárias."

Ele diz que a Linha Amarela não ficou pronta porque a empresa Isolux tinha problemas e não conseguia tocar as obras. "Pelo fato da construtora não ter cumprido contrato tivemos de fazer uma nova licitação e os prazos foram estendidos."


G1 – 31/05/2016

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Gotardo, o túnel mais longo do mundo

Quarta-feira, primeiro de junho, a Suíça inaugurará o mais longo túnel do mundo de 57 quilômetros, o Túnel Ferroviário de Base de São Gotardo, 17 anos depois de terem começado os primeiros trabalhos de perfuração. A prioridade é para o transporte dos caminhões ou contentores, mas haverá também trens de passageiros que atravessarão o túnel em 20 minutos a 200 km por hora. O destino principal é o porto de Gênova, em plena expansão,  dependendo de um prolongamento das linhas férreas do lado italiano, em construção.
O maciço de São Gotardo faz parte dos Alpes suíços e pode ser considerado como a espinha dorsal europeia. O novo túnel levará o tráfego dos países do norte da Europa (Holanda, Bélgica, Alemanha, Polônia) ao sul, desembocando perto da Itália para seguir para a região do Mediterrâneo.
Em termos de inovações e tecnologia, a Suíça, única financiadora do túnel, utilizou a engenharia mais moderna, permitindo aos trens de passageiros rodarem a 200 km por hora e os de carga entre 100 e 120 km por hora.
Em termos ambientalistas, o túnel foi a opção dos suíços contra a passagem por suas estradas de rodagem das jamantas europeias de 28 a 40 toneladas, que, em princípio deverão atravessar a Suíça embarcadas por trens até o Ticino, perto da fronteira com a Itália. Esse desafogamento das estradas, livres dos caminhões holandeses, belgas, alemães, poloneses e ucranianos terá uma enorme importância ecológica e revolucionará os transportes europeus. O risco será a pressão do lobbyeuropeu dos transportes rodoviários, mas a Suíça poderá aumentar o pedágio e facilitar o frete ferroviário.
Para se ter uma ideia da importância da obra, o túnel rodoviário do Gotardo, inaugurado em 1980, com apenas 17 km de comprimento, tem um movimento anual de mais de oito milhões de veículos. Com a transposição dos caminhões para os trens do novo túnel ferroviário, esse túnel rodoviário deverá deixar de ter os habituais engarrafamentos.
A comissária dos Transportes da União Europeia, a eslovena Violeta Bulc, elogiou a Suíça pela construção do túnel dentro do prazo previsto e com poucos reajustes no custo final de 20,5 bilhões de euros, tornando o tráfego norte-sul europeu mais fluido e menos poluente.
Ao contrário do Brasil, onde as ligações ferroviárias continuam sendo precárias e onde teria sido sabotado o projeto do trem-bala Rio-São Paulo, o transporte ferroviário é incentivado e ampliado na Europa. Certas linhas de trens-bala chegam a concorrer com os aviões, dada sua velocidade e o fato de levarem os passageiros diretamente ao centro da cidade.
Por Rui Martins, de Genebra. Convidado pelo governo suíço estará presente na inauguração e viajará no primeiro trem que atravessará os 57 km do túnel, em vinte minutos.


Correio do Brasil – 28/05/2016

domingo, 29 de maio de 2016

Veja como VLT vai operar no Rio de Janeiro

RIO - O VLT começará a circular a partir do próximo domingo, entre a Praça Mauá e o Aeroporto Santos Dumont. Do meio-dia às 15h, dois trens farão o percurso em intervalos de meia hora. E, da estreia do novo modal até 1º de julho, nos dias úteis, ninguém precisará ficar pendurado nos estribos, como nos velhos tempos: passageiros poderão viajar de graça. Os horários de funcionamento, assim como o trajeto até a Rodoviária Novo Rio, serão ampliados a cada semana, em oito etapas. De acordo com o planejamento da prefeitura, em agosto, durante os Jogos, a primeira linha funcionará das 6h à meia-noite, inclusive nos fins de semana, com oito VLTs, que circularão em intervalos de 15 minutos.

Como comprar a passagem?

Nas primeiras quatro semanas de operação, os passageiros poderão andar de VLT gratuitamente. No dia 1º de julho, começará a cobrança da passagem. Em cada uma das estações, haverá máquinas para aquisição do Bilhete Único Carioca, Bilhete Único Intermunicipal e cartão VLT, únicas formas de pagamento. Pelos equipamentos no lado de fora das estações, serão aceitos dinheiro e cartão de débito. Dentro do VLT, de forma voluntária, os passageiros terão que validar o cartão em máquinas semelhantes às já existentes nos ônibus municipais. Não haverá roletas, mas fiscais e guardas municipais vão monitorar o pagamento e poderão intervir em quem tentar burlar o sistema de validação.
Qual será o valor da tarifa?

A tarifa custará R$ 3,80, o mesmo valor dos ônibus municipais, que serão integrados ao novo sistema. Pelo Bilhete Único Carioca, será possível fazer duas viagens ao custo de uma só. Caso o VLT seja usado numa terceira viagem, o passageiro pagará mais R$ 2,10. A integração tarifária com trens, metrô e barcas ainda está sendo negociada pela Secretaria estadual de Transportes.
Como será feita a fiscalização?

A fiscalização será feita por meio de agentes da concessionária que circularão uniformizados nos trens, junto a equipes da Guarda Municipal. A fiscalização se dará por amostragem, com um equipamento similar a máquinas de cartão de crédito que indicará se a validação foi ou não realizada no VLT.
Os trilhos podem dar choque?

O sistema de alimentação elétrica do VLT é dotado de um mecanismo de segurança que impede que o trilho condutor de energia permaneça energizado fora da área de captação de energia do trem, eliminando o risco de choque elétrico mesmo em caso de trilhos molhados. O abastecimento de energia será feito pelo sistema APS (alimentação pelo solo), que é uma espécie de terceiro trilho, já implantado com sucesso em diversas cidades europeias. Na prática, trata-se de um princípio de alimentação de energia pelo solo combinado com um supercapacitor (uma fonte de energia embarcada).
O que acontece se faltar luz?

O sistema de alimentação é conectado a dois pontos de fornecimento da concessionária de energia elétrica. Em caso de falha de um dos dois, o circuito continuará sendo alimentado, mas de forma parcial – intervalos maiores, velocidades reduzidas ou operação somente em alguns trechos das linhas. O Centro de Comando e Controle (CCO) do VLT faz o monitoramento permanente do sistema e será responsável pela avaliação técnica, tomada de decisão e controle do sistema.

O VLT vai parar em sinais, como os carros?

O VLT vai dispor de sinalização própria, com prioridade de circulação e alinhada à semaforização de veículos e pedestres.
E o trânsito nos cruzamentos?

Para garantir a segurança enquanto a população se acostuma a conviver com o VLT, operadores de trânsito vão auxiliar a operação nos cruzamentos para garantir a fluidez tanto ao VLT quanto ao trânsito.
Se chover, o VLT vai diminuir a velocidade?

A chuva não interfere na circulação do veículo, pois ele opera com baixas velocidades. Existe o controle absoluto para evitar escorregamentos, mesmo com trilhos molhados. Caso as chuvas torrenciais provoquem alagamento momentâneo em determinadas áreas de circulação do VLT, o sistema de energia será desligado por segurança. Isso irá provocar a paralisação do veículo nas áreas afetadas.
E se alguém passar na frente do VLT?
Em caso de obstrução na via por pessoas ou objetos, o condutor irá imediatamente interromper o percurso e entrar em contato com o Centro de Comando e Controle (CCO) para avaliar se a questão pode ser resolvida diretamente ou se haverá necessidade de alguma intervenção.
Em caso de acidentes, o que deverá ser feito?

O VLT conta com equipe e procedimentos específicos para situações de emergência, com profissionais prontos para atendimento a partir de pontos estratégicos do trajeto. Em caso de incidente, há a possibilidade de reboque por outra composição vazia do VLT até o ponto adequado para a manutenção. Outra alternativa é o veículo de reboque, com condições de circulação tanto pelos trilhos quanto pelas ruas, para transportar a composição até o local de reparo.

O Globo – 18/05/2016

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Passageiros abandonam trem e caminham pelos trilhos no Recife

Composição apresentou falha mecânica e parou entre duas estações. Problema aumentou o tempo de espera e gerou transtornos no local.

Uma falha mecânica em um dos trens do metrô do Recife causou uma confusão na manhã desta quinta-feira (26), na capital pernambucana. Centenas de pessoas resolveram descer dos vagões e caminhar pelos trilhos entre as estações Barro e Werneck. O problema na composição ainda aumentou o tempo de espera no sistema metroviário de cinco para dez minutos. 

O trem apresentou a falha por volta das 7h30. No momento, cerca de 40 mil pessoas estavam circulando pelo sistema gerenciado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), de acordo com o assessor do órgão, Salvino Gomes.

O problema foi agravado porque, no hora da falha, um passageiro acionou a alavanca de emergência que, além de abrir todas as portas, trava todo o sistema do trem. Sendo assim, a Companhia precisou reiniciar o sistema, o que levou muito mais tempo. O trem parou, justamente, numa área de manobra, o que dificultou a passagem dos outros veículos. Por volta das 10h, o serviço foi normalizado e os trens voltaram a circular.

Durante a manhã de transtornos, alguns passageiros protestaram nos trilhos e a Polícia Militar foi chamada para conter o tumulto. Entretanto, o destaque maior foi para a preocupação dos muitos passageiros que se atrasaram para o trabalho ou para outros compromissos.

De acordo com o superintendente interino do metrô, Leonardo Vilar Beltrão, o problema aconteceu devido a um vazamento numa bolsa de ar de um trem, responsável pelo sistema de frenagem do veículo. Segundo ele, esse é um problema que se agrava devido à falta de investimentos no modal. "O metrô tem deixado de receber o orçamento há anos. Estão faltando recursos e nós temos tentado reverter essa situação", explica.

Ainda segundo Beltrão, é difícil estimar a verba necessária para fazer com que o metrô funcione com qualidade. Ainda assim, o órgão planeja detalhar os setores em que os investimentos são necessários para, assim, executar as mudanças necessárias. "Diante desse detalhamento, a gente vai planejar a curto, médio e longo prazo para reverter essa trajetória de degradação do metrô", assegura o superintendente.


G1 – 26/05/2016

quinta-feira, 26 de maio de 2016

EMTU tem 15 dias para prestar esclarecimentos sobre VLT de Santos (SP)

Foto Rodrigo Montaldi
Tribunal de Contas do Estado pediu informações sobre atraso na obra e aditamentos em contrato.
A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) tem o prazo de quinze dias para prestar informações e esclarecimentos sobre possível irregularidade na obra do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), em trecho compreendido entre 50 metros antes da Avenida Conselheiro Nébias até o pátio Porto, em Santos. A decisão foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial do Estado.

O TCE julga a licitação e o contrato com o Consórcio Expresso VLT Baixada Santista II, firmado em julho de 2014 no valor inicial de R$ 90.804.746,42, cujo prazo de conclusão da obra era de oito meses (fevereiro de 2015). O processo foi aditado e o valor do contrato alterado para R$ 112.796.488,31, com término do empreendimento previsto para 20 de março deste ano. O órgão afirma, no despacho de ontem, que já havia feito questionamentos à EMTU, porém as justificativas apresentadas pela empresa não foram integralmente aceitas sendo proposto o julgamento de irregularidades da licitação e do contrato.
Entre as possíveis irregularidades apontadas pelo TCE, e não respondidas de forma suficiente pela EMTU, estão os valores orçados para o canteiro de obras, que apresentam diferenças acentuadas entre o orçamento e a contratação (os valores contratados representam 25% do valor orçado); o fornecimento de trilhos, que apresentou cotação de apenas um fornecedor; a aquisição de equipamento de pátio, que totaliza mais de R$ 12,8 milhões e o fato da EMTU não ter apresentado pesquisas e cotações requisitadas (neste quesito a companhia se limitou a responder que o Termo de Referência continha as informações e que se tratando de equipamento metroviário não necessitaria de especificações minuciosas).
Com relação ao aditamento do contrato, o TCE questiona que o mesmo foi feito após dois meses do prazo estipulado inicialmente para a conclusão da obra. Além disso, a alteração do valor do contrato - 26,98% de acréscimo - mesmo com a exclusão de 2,80% dos serviços (existentes e novos), representariam 24,21% no valor. A EMTU respondeu ao órgão que a prorrogação do prazo foi necessária devido “à morosidade de liberação de áreas da Companhia de Engenharia de Trânsito de Santos (CET)”, no entanto não apresentou documento que comprovasse o atraso debitado à mesma.
Questiona o TCE ainda a divergência entre valores licitados e contratados para serviços de acabamento entre trilho, passagem de nível e terraplanagem. Segundo o órgão, as justificativas apresentadas pela EMTU somadas às irregularidades encontradas no processo demonstram falta de planejamento adequado das obras. Procurada, a EMTU não se manifestou sobre o assunto.
Prazo para entrega da obra comemora ‘aniversário’ de dois anos neste domingo

No próximo domingo (29) completa mais um ano do prazo estabelecido para entrega da primeira fase do VLT. No total, o término da obra está atrasado em 24 meses, o triplo do tempo inicialmente estabelecido para a construção. O TCE questiona se a obra foi, de fato, concluída em 20 de março de 2016, como previsto na prorrogação contida no Termo Aditivo, além de pedir esclarecimentos sobre os acréscimos nos serviços, o que pode ter gerado prejuízos financeiros para a Administração.

Iniciada em 29 de maio de 2013, o prazo inicial para execução dos serviços era de 12 meses. De acordo com a EMTU, a nova previsão para término da obra civil é outubro deste ano.
Parte do atraso (oito meses) se deve, de acordo com a EMTU, às paralisações solicitadas pelo Ministério Público nas obras civis no trecho da Avenida Francisco Glicério, entre as proximidades do Canal 1 e Avenida Conselheiro Nébias. O assunto foi encerrado em última instância jurídica com a constatação de que não houve alteração no projeto.
Outros entraves foram relacionados às questões de engenharia na construção do Viaduto Antonio Emmerich, em São Vicente, e no Túnel José Menino, em Santos, além de interferências de solo não cadastradas nas Prefeituras de Santos e São Vicente.
De acordo com EMTU, o valor das obras civis é de R$ 591 milhões, sendo parte desse valor referentes as obras em São Vicente; parte para obras complementares e parte destinada para as obras civis da Avenida Conselheiro Nébias/Rua Campos Mello até o Pátio do Porto, fase que está sendo questionada pelo Tribunal de Contas do Estado.
Integração

O início da integração do VLT com as linhas intermunicipais está previsto para começar no próximo mês de junho. Preliminarmente serão 37 linhas gerenciadas pela EMTU/SP e que circulam no raio de 400 metros ao longo da linha do VLT. No primeiro momento a integração será voluntária, ou seja, o usuário poderá optar em continuar a sua viagem na linha de ônibus ou fazer a integração com o VLT.  A integração com as linhas municipais deve ocorrer a partir de dezembro de 2016. A EMTU/SP já iniciou tratativas com as prefeituras de São Vicente e Santos sobre o assunto.
Diário do Litoral – 25/05/2016

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Governo do Piaui avalia implantar novo metrô por meio de parceria público-privada

O governo do Piauí já iniciou os estudos do projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos em Teresina, o VLT. O gerenciamento do sistema será feito através de uma Parceria Público-Privada (PPP). Os trabalhos serão feitos pela Superintendência de Parcerias e Concessões (Suparc). 

Segundo a superintendente do órgão, Viviane Moura, todo o sistema ferroviário da capital passará por uma modernização. "Começamos estudar agora o VLT. Queremos estruturar as 4 linhas, já que a viabilidade econômica e financeira dele depende dessas 4 linhas funcionando", afirmou.

O estudo vai contemplar ainda a necessidade de  integração do VLT com outros meios de transporte. Cerca de R$ 400 milhões serão investidos. "O Estado tem um recurso de quase R$ 440 milhões e que, para a implantação da linha 1, ainda vai precisar mais R$ 250 milhões, ou seja, precisa de investimento da iniciativa privada", explica.

Com a modernização, o atual metrô de Teresina deixará de existir. "O projeto é de modernização da linha existente. O metrô vai sair e vai entrar o VLT", destaca.

Com os estudos concluídos, o governo libera o VLT para licitação e escolha da empresa que vai gerenciar o sistema e construir a obra.

"Na PPP a gente vai licitar a  obra, operação e manutenção do sistema, ou seja, vai entrar na licitação uma empresa que vai  ser responsável pela construção - modernização e reforma -, além da entrega do VLT funcionando junto com a operação e manutenção", explica Viviane Moura.


 Cidadeverde.com – 25/05/2016

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Em crise, Metrô de SP mantém pelo menos 109 funcionários com 'supersalários'

Em meio a uma crise de arrecadação e com prejuízo de quase R$ 100 milhões no ano passado, a Companhia do Metrô de São Paulo (Metrô) mantém ao menos 109 funcionários em cargos administrativos com salários maiores do que o Estado determina para os próprios diretores da empresa. A companhia confirma a existência dos "supersalários", mas nega irregularidades na prática e diz que pretende abrir um Plano de Demissão Voluntária (PDV).

Os 109 funcionários com salário acima do teto exercem cargos como "assessor técnico 3", "especialista 3", "chefe de departamento" e "gerente". Os vencimentos variam entre R$ 21,7 mil a R$ 35 mil. Por ano, esse grupo resulta em um custo de R$ 35 milhões à empresa - a folha de pagamento total é de R$ 1,7 bilhão.
O Conselho de Defesa de Capitais do governo do Estado (Codec), órgão ligado à Secretaria de Estado da Fazenda, tem um parecer de 2012 que estabelece um teto para diretores de empresas públicas. É de R$ 20,5 mil, atualmente. Mas o documento não estabelece limite para os subordinados dos diretores. Na prática, eles ganhariam mais do que o chefe, de acordo com as políticas da empresa.
Em campanha salarial, com assembleia da categoria marcada para esta segunda-feira (23) e proposta de paralisação para amanhã, o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Filho, afirma que as ações salariais da empresa são forma de "legislar em causa própria". "O Metrô não precisa dessas pessoas, nesses cargos e ganhando esse salário. Se eles não trabalhassem, ninguém iria notar. O que falta são seguranças, agentes de estação, condutores. Há deficit de pessoal na empresa." Ainda segundo o sindicalista, "esses salários não correspondem às argumentações de dificuldade financeira".
O secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirma que os salários iniciais mais altos no Metrô hoje estão em R$ 25 mil. Mas observa que a empresa tem muitos funcionários antigos, que ao longo da carreira receberam vários benefícios, e assim foram acumulando vencimentos maiores. "A gente é obrigado a reajustar os salários", diz.
Segundo Pelissioni, quando esses servidores são alçados ao cargo de diretores da empresa, têm a opção de manter os vencimentos originais. Assim, contrariando a prática da empresa, acabam ganhando mais do que determina a Secretaria de Estado da Fazenda. "No Metrô, é uma prática nossa: todos os cargos de confiança são preenchidos por funcionários de carreira", explica. "O teto valeria se trouxéssemos uma pessoa de fora. Aí teríamos de pagar dentro desse limite. É o que chamamos de 'salário Codec'", argumenta Pelissioni.
Teto

O parecer da secretaria que terminou um limite para diretores de empresas tentou trazer para as empresas de economia mista, que não dependem de receitas diretas do Estado, os mesmo limites de pagamento admitidos no setor público: no caso do Poder Executivo, o salário do governador Geraldo Alckmin (PSDB) - R$ 21,6 mil. O processo cita manifestação do Comitê de Qualidade da Gestão Pública (CQGP) do governo nesse sentido.
No caso do Metrô, entretanto, a empresa entende que não precisa respeitar o teto do funcionalismo, uma vez que sua receita não depende do governo do Estado - a companhia é estruturada para ter sua operação custeada 100% pela venda de passagens. "A empresa não é dependente do Tesouro do Estado e tem seu regime de contratações regido pela CLT", argumenta, em nota.
A empresa lembra ainda que, neste ano, passou-se a estabelecer limites de pagamento para os casos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) - empresa que depende de financiamento do governo para operar, uma vez que a receita tarifária não cobre o custo de operação de seus quase 260 km de linhas.
Greve

A paralisação prevista para esta terça-feira (24) depende do resultado de uma assembleia que deve ocorrer às 17h na sede do sindicato, no Tatuapé, zona leste. Prazeres diz que a paralisação foi decidida quando havia expectativa de que motoristas de ônibus também parassem. "Agora, vamos ver se a categoria mantém a proposta." Em protesto, funcionários devem trabalhar hoje sem uniforme.
PDV

O Programa de Demissões Voluntárias da empresa vem sofrendo oposição do sindicato, mas é apontado pela companhia como forma de reduzir o número de funcionários que recebem supersalários. A proposta prevê pagamento de três anos de convênio médico para quem aderir, além dos benefícios regulares para quem é mandado embora sem justa causa.
O alvo são justamente os empregados mais antigos da empresa - há alguns deles com mais de 70 anos, segundo a companhia. A empresa estima que, em dois anos, é possível recuperar os custos das demissões e reduzir a folha de pagamento.

UOL -23/05/2016

CPTM diminui proposta de reajuste a funcionários e categoria pode parar

Os funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) não aceitaram a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa durante uma nova reunião de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) nesta segunda-feira (23).

Representantes da CPTM recuaram e fizeram uma nova proposta de reajuste de 7,5% sobre os salários e benefícios, retroativos a março de 2016. A nova proposta é inferior à oferta do encontro anterior, que previa reajuste de 10,44%, em duas parcelas, realizado no dia 17 de maio, e não equipara os benefícios aos valores pagos aos metroviários.

Os quatro sindicatos que representam os trabalhadores da CPTM vão realizar assembleias, em suas respectivas sedes, por volta das 18h desta segunda, para decidir se entram em greve nesta terça. A CPTM tem até o início das assembleias para se posicionar se volta a ofertar o reajuste de 10,44%.

O desembargador Wilson Fernandes, que mediou o encontro no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), determinou que, caso haja greve da categoria, 80% do efetivo de maquinistas deverá ser mantido.

O juiz também determinou que 60% dos funcionários trabalhem nos horários de pico (entre 4h e 10h e entre 16h e 21h) e de 50% nos demais horários e proibiu a liberação de catracas. Em caso de descumprimento, haverá pagamento de multa diária no valor de R$100 mil.

A ação no TRT foi impetrada pela CPTM. Com isso, Fernandes concedeu prazo de 24 horas para apresentação de defesa e documentos de todos os sindicatos. Na sequência, o processo segue para análise do Ministério Público do Trabalho e, depois, para a relatoria, quando será marcado o julgamento.

METRÔ

Representantes do Sindicato dos Metroviários e do Metrô participarão de uma audiência de conciliação às 16h desta segunda, na sede do TRT.

Os metroviários pedem 10,82% de reajuste mais 6,59% de aumento real e ainda acusam a companhia de querer retirar "vários direitos trabalhistas". Eles reclamavam da mudança das datas de pagamento, da participação nos lucros em duas vezes (era feito um único pagamento), do adiamento de férias e da redução do adicional de hora extra, de 100% para 50%.

Após o encontro no TRT, os funcionários vão se reunir na sede da categoria, na zona leste da cidade, para avaliar a proposta e deliberar se prosseguem com a greve. Eles pretendem paralisar as suas atividades durante 24 horas


Folha de São Paulo – 23/05/2016

Tentativa de assalto termina em morte e prisões no metrô do Recife

Uma tentativa de assalto terminou com uma morte e três prisões na manhã deste domingo no metrô do Recife. Por volta das 6h40, quatro suspeitos anunciaram um assalto dentro de uma composição da linha Sul que seguia da Estação Centro para a Estação Cajueiro Seco. Três homens ficaram no fundo do vagão, enquanto outro ameaçava os cerca de 25 passageiros com uma faca.

Um policial militar a paisana que estava no veículo deu voz de prisão ao grupo. Testemunhas contaram que o homem armado com uma faca teria reagido, sendo baleado e teria continuado seguindo em direção ao PM que efetuou mais dois disparos de arma de fogo. O suspeito, identificado como Robson Batista Saturnino, de 21 anos, morreu no local. Os outros foram presos. Eles foram identificados como Anderson Carlos Santana, de 26 anos, Leonardo Francisco Guilherme, 21 e William Silas Lima, de 19 anos.


O trem foi levado para a Estação Largo da Paz, para onde a polícia foi chamada para encaminhar os suspeitos à delegacia. O corpo será levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro.

De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou por nota que lamenta o ocorrido, por volta das 6h deste domingo. "O sistema continuou atendendo a população de forma reduzida, pela via 2. entre Recife e Joana Bezerra e Largo da Paz e Imbiribeira, apenas uma via foi utilizada até a retirada do corpo e posteriormente do trem envolvido. O sistema normalizou às 8h30." Ainda de acordo com a CBTU, a Polícia Militar destacou que o morto era foragido do Complexo Prisional do Curado. "Aguardamos o posicionamento das autoridades competentes e informamos que estamos colaborando com a polícia".


Diário de Pernambuco -  22/05/2016

sábado, 21 de maio de 2016

Ministério Público RJ move ação para que VLT entre em operação após todos os riscos serem eliminados

Foto Rafael Moraes
O Ministério Público do Rio (MP-RJ) pediu na Justiça para que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) só comece a operar depois que o sistema de sinalização sobre passeio e vias públicas for plenamente instalado, testado e aprovado. A ação foi proposta na última segunda-feira pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Ordem Urbanística da Capital.

O serviço começaria a operar amanhã, mas a própria Prefeitura do Rio já havia decidido adiar para o dia 5 de junho. De acordo com a Secretaria municipal de Transportes, a decisão foi tomada para que os motoristas se acostumassem com as mudanças no trânsito do Rio enquanto o órgão intensificava ações de conscientização de pedestres e motoristas.

O MP do Rio requereu a apresentação, no prazo de 30 dias, de todos os documentos técnicos referentes à sinalização no trajeto dos futuros trechos de operação do VLT. Também pediu a apresentação do plano de alteração da circulação dos veículos nas regiões do Centro e Portuária do Rio, no prazo de dez dias, prevendo a relação dos modos de transporte sobre trilhos, rodoviário e cicloviário.


Extra – Bruno Alfano - 24/05/2016

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) indenizará pai de jovem atropelada em linha de trem

O valor da indenização por danos morais foi fixado em R$ 144 mil.
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi condenada a pagar R$ 144 mil de indenização por danos morais ao pai de uma adolescente, morta após ser atropelada por composição. A decisão é da 7ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O autor da ação alegava que o local em que sua filha foi atropelada pelo trem era comumente utilizado pelos pedestres como local de passagem, pois não havia cercas, passarela ou grades de segurança.

Para o relator do recurso, desembargador Rômulo Russo, as provas juntadas ao processo permitem constatar que a ré não adotou medidas de segurança hábeis a impedir o ingresso de transeuntes pela via férrea, tais como sinalização, construção de muros, passarelas ou passagens de níveis. “É inexorável, pois, o dever legal de reparação”. O magistrado também explicou que, para arbitrar o valor da indenização, “é preciso levar em consideração que se trata da morte de uma jovem adolescente, por homicídio culposo, aos 16 anos, no esplendor de suas forças vitais”, devendo ser fixada quantia que revele-se adequada “para compensar a gravíssima lesão moral infringida ao genitor da vítima, não proporcionando enriquecimento indevido e exagerado ao autor”.

Os magistrados Luiz Antonio Costa e Miguel Brandi também integraram a turma julgadora e acompanharam o voto do relator.

Apelação nº 0061464-80.2004.8.26.0100


Jornal Jurid – 20/05/2016

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Linha 4 (SP) informa tempo de chegada dos trens

A Linha 4 – Amarela, operada pela ViaQuatro, colocou em funcionamento um painel que informa aos usuários quantos segundos faltam para o trem chegar às estações intermediárias (Pinheiros, Faria Lima, Fradique Coutinho, Paulista e República). No caso das estações terminais, Butantã e Luz, o sistema informa o tempo de partida dos trens.
A ViaQuatro afirma que é pioneira neste tipo de tecnologia no Brasil. A previsão do tempo de chegada está ligada à sinalização CBTC, fornecida pela alemã Siemens.
“Precisamos sempre aprimorar nossos serviços com o emprego de tecnologias cada vez mais avançadas e inovadoras. Com isso é possível suprir as exigências crescentes da população por maior regularidade, conforto e eficiência no sistema de transporte público”, afirma o presidente da concessionária ViaQuatro, Harald Zwetkoff.
O tempo de chegada é baseado no intervalo real dos trens da linha, que nos horários de pico chegam a 2,5 minutos. O cronômetro zera quando o trem entra na plataforma e o monitor passa a exibir os vídeos educativos produzidos pela ViaQuatro e o status da operação de todas as linhas do Metrô e da CPTM.
A contagem recomeça quando o trem parte. Nas sete estações estão instalados oito monitores em cada plataforma.

Estação Ferroviária – 18/05/2016