sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Governo estadual diz que monotrilho que ligará São Paulo ao ABC não será ‘esqueleto’

Em resposta à afirmação do secretário nacional de Mobilidade Urbana, Dario Rais Lopes, secretário de Alckmin, Clodoaldo Pelissioni, diz que Linha 18-Bronze depende do governo federal para sair do papel.

São Paulo – Uma das obras metroferroviárias mais importantes da Grande São Paulo, a Linha 18-Bronze do Metrô de São Paulo, que vai ligar a capital paulista à região do ABC, continua no papel. Em reunião da Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa, realizada para esclarecer o atraso no início das obras, o secretário dos Transportes Metropolitanos do governo de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, atribuiu o atraso ao governo federal. Segundo ele, para fechar a “equação” da Parceria Público Privada e dar início às obras, faltam apenas R$ 500 milhões necessários às desapropriações. A liberação do montante depende da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), órgão colegiado do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Já o secretário Nacional de Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, Dario Rais Lopes, deixou claro de que a Linha 18, na verdade, um monotrilho, e não metrô, não é prioridade do governo federal. “Nos causa preocupação a forma pela qual se trabalha a solução. Não estamos convencidos de que  a solução será a mais adequada”, disse. “Isso não quer dizer que nós boicotemos”, ressalvou. Segundo Lopes, a preocupação é que o governo estadual termine antes as linhas já previstas ou em andamento, para evitar obras que se transformem em “esqueletos”.
Lopes disse haver “desconforto", porque o governo acompanha a Linha 17-Ouro, que também tem financiamento federal”. A Linha 17, que ligaria o Morumbi ao Aeroporto, prometida para a Copa do Mundo, até hoje não foi entregue.
O secretário do governador Geraldo Alckmin nega que haja “esqueletos”, como são chamadas obras iniciadas que nunca terminam. “São Paulo não tem esqueleto. Na linha 17 temos 1.500 empregados trabalhando e na linha 15, 1.900.” Clodoaldo Pelissioni diz que “fazer obra pública no Brasil é uma maratona de obstáculos”.

No momento, o grande obstáculo para as obras da Linha 18-Bronze começarem, segundo Pelissioni, é o fato de a Caixa Econômica Federal, diante do ajuste fiscal, ter recuado, este ano, depois de haver acertado o empréstimo para as desapropriações no ano passado. Sem o financiamento da Caixa, o governo conseguiu autorização da Assembleia Legislativa, em março passado, para obter os recursos necessários às desapropriações por meio de empréstimo externo. Porém, a autorização para captar os R$ 500 milhões no mercado financeiro internacional depende do Cofiex.
O contrato da Linha 18-Bronze, que ligaria São Paulo a São Bernardo, Santo André e São Caetano, foi assinado em agosto de 2014 e previa prazo para ser efetivado em fevereiro de 2015. Como as obras não se iniciaram, o governo e o consórcio responsável pelas obras fizeram um acordo e introduziram aditamentos prevendo prorrogar o prazo, que se esgota em fevereiro de 2016. Se tudo der certo e o comitê ligado ao Ministério do Planejamento liberar o valor necessário às desapropriações (o que parece improvável), as obras poderão ser iniciadas no final de 2016. Nesse cenário otimista, a Linha 18-Bronze só seria concluída em 2020.

O governo federal não se posiciona se o Cofiex vai ou não liberar os R$ 500 milhões para as desapropriações. “Se não for confirmado, podemos ter mais seis meses de prorrogação, o que não queremos”, diz Pelissioni, explicando o “Plano B”.  Segundo o governo de São Paulo, a “equação” financeira para atingir o custo da Linha 18, orçada em mais de R$ 4 bilhões, conta com R$ 1,276 bilhão do BNDES (ainda não liberado), R$ 252 milhões do governo estadual e R$ 400 milhões do governo federal por meio do PAC. O restante seria da iniciativa privada.
O deputado Luis Fernando Teixeira (PT) disse, na audiência pública, também estar preocupado com a possibilidade de a Linha 18 “virar um esqueleto”. Segundo ele, o governo do estado tem a responsabilidade contratual de levantar os recursos necessários às desapropriações e não se preparou para cumprir tal obrigação. “É necessário que o governo estadual tenha a responsabilidade de fazer as desapropriações”, disse.
Para o presidente da Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia, Orlando Morando (PSDB), a audiência deixou claro que a principal responsabilidade pelo atraso é do governo Dilma Rousseff. Além das desapropriações, que dependem da autorização do Cofiex, “há uma dificuldade nova: a dificuldade econômica do país”, disse o tucano.

Rede Brasil Atual -  Eduardo Maretti – 23/11/2015

Comentário do Sinferp

Pois é. Tudo o que o governo do PSDB prometeu, e que não sai da gaveta (e não sairia mesmo), está parado por falta de dinheiro do governo federal. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Justiça desbloqueia R$ 74 milhões da Bombardier, citada no cartel de trens de SP

São Paulo - O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3) desbloqueou R$ 74 milhões da Bombardier - multinacional canadense citada no inquérito sobre o cartel dos trens que, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público, operou em São Paulo entre 1998 e 2008 (Governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB).

A decisão foi tomada na quinta-feira, 19, pela Quarta Sessão da Corte. Por quatro votos a dois, os desembargadores acolheram mandado de segurança da Bombardier. Na mesma audiência, os magistrados liberaram também ativos congelados da CAF, igualmente citada no inquérito do cartel dos trens.
Os desembargadores entenderam que a via penal não é apropriada para o bloqueio de valores de pessoa jurídica. O confisco havia sido decretado em dezembro de 2014 pela 6.ª Vara Criminal Federal de São Paulo alcançando a soma de R$ 614,3 milhões das contas de cinco multinacionais e de uma empresa brasileira, todas sob investigação por suposto envolvimento em conluio para assumir o monopólio de contratos bilionários da rede metroferroviária de São Paulo naquele período.
A ordem da 6.ª Vara Criminal Federal pegou ativos e investimentos que as multinacionais mantêm no Brasil. Ela atendeu pedido da Polícia Federal que, na ocasião, concluiu o inquérito do cartel e indiciou 33 investigados, entre executivos das multinacionais, lobistas e também ex-dirigentes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A PF indiciou os alvos por corrupção passiva, formação de cartel, corrupção ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crime licitatório. O inquérito foi enviado à Justiça Federal no dia 1.º de dezembro de 2014. O relatório final foi acompanhado do pedido cautelar para congelamento de valores das empresas. O sequestro recebeu manifestação favorável do Ministério Público Federal.
Contra a ordem judicial, insurgiu-se a defesa da Bombardier, representada pelo advogado Maurício Zanoide de Moraes. O caminho por ele escolhido foi o mandado de segurança, acolhido por quatro votos a dois pelo TRF3.
A Corte federal considerou que a pessoa jurídica não tinha a finalidade de ocultar patrimônio de eventuais acusados, ou seja, não foi usada para abrigar bens dos investigados por cartel.
Maurício Zanoide de Moraes argumentou que na Justiça estadual (São Paulo) estão em curso duas ações no âmbito cível referentes aos mesmos fatos, ambas propostas pelo Ministério Público Estadual. Nessas ações contra as pessoas jurídicas, destaca o advogado, não foi pedida nenhuma cautelar de bloqueio.
"A Corte decidiu que não é possível se utilizar de medidas penais para atingir objetivos que são essencialmente civis", destacou Zanoide. "Não se trata de empresa fictícia, utilizada para operações ilícitas. A Bombardier é uma empresa sólida, tradicional."

Folha Vitória – 26/11/2015

Comentário do SINFERP

Mais um capítulo da novela "Os caminhos da pizzaria".

terça-feira, 24 de novembro de 2015

O lento trem do PSDB

Rodrigo de Grandis
Diante da celeridade com que transcorreram investigações do mensalão e do petrolão, causa espécie a modorra com que são apuradas as alegadas fraudes em serviços ferroviários metropolitanos no Estado de São Paulo.
Como estas atingem governos do PSDB, se cristaliza em parte da opinião pública a suspeita de que os processos andam mais rápido quando na mira se acha o PT.
A Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça têm a obrigação de demonstrar que esse não é o caso. Os sinais, no entanto, não são alentadores.
Completou-se um ano, afinal, desde que a PF concluiu o alentado inquérito criminal sobre o cartel que manipulou licitações de trens nas administrações dos tucanos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, de 1998 a 2008. O processo, contudo, estacionou no MPF.
Ao todo, 33 pessoas foram indiciadas pela PF por diversos crimes, como corrupção ativa e passiva, formação de cartel e fraude a licitações. Entre elas figuram ex-dirigentes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e das suas fornecedoras Siemens, Alstom, CAF, Bombardier, Daimler-Chrysler, Mitsui e TTrans.
Para o procurador da República encarregado do caso, Rodrigo de Grandis, a demora em apresentar denúncia à Justiça decorre da necessidade de aguardar documentos de países estrangeiros que comprovem lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Faltariam provas para fechar o cerco a contas bancárias no exterior e empresas offshore.
O procurador, evidentemente, não deve atropelar procedimentos. O problema é que Grandis já esteve na berlinda, inclusive com processo disciplinar na corregedoria do MPF depois suspenso pelo Supremo Tribunal Federal, por atrasar por quase três anos resposta a pedido da Suíça para colaborar na investigação da companhia Alstom.
Para a PF, já há indícios suficientes para uma ação penal. A inclinação da Justiça a instaurá-la já teria sido evidenciada com sua decisão de decretar o bloqueio de R$ 600 milhões das empresas envolvidas.
A precipitação nunca garantiu – ao contrário – que um processo será bem instruído e levará à condenação dos culpados e ao ressarcimento dos prejuízos. O mesmo, ou ainda mais, se deve dizer da morosidade na investigação, sobretudo quando pode ser entendida como proteção a certo partido político.

Folha de São Paulo – 24/11/2015

Linha 5 fica R$ 1 bilhão mais cara e Metrô de SP culpa o subsolo

Entre o início das obras (em 2011) e este mês, o Estado deve gastar quase R$ 1 bilhão a mais para construir o trecho de 11,5 quilômetros da extensão da linha 5-lilás do metrô.

Planejada para ser finalizada em 2014 e a 650 dias sem ter uma estação entregue, a linha 5-lilás do metrô de São Paulo ficou mais de R$ 1 milhão mais cara por dia só entre maio e novembro deste ano. Entre o início das obras (em 2011) e este mês, o Estado deve gastar quase R$ 1 bilhão a mais para construir o trecho de 11,5 quilômetros da extensão da linha 5-lilás do metrô, na zona sul da capital. A companhia culpa o solo, imprevistos e até investigações.

O custo previsto inicialmente era de R$ 4,2 bilhões apenas com a parte de engenharia civil. Agora está em R$ 5,1 bilhões, por causa de uma série de aditivos contratuais entre o governo Geraldo Alckmin (PSDB) e os consórcios responsáveis pela construção do ramal entre as estações Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin.
Foram 60 somente os relatados no Diário Oficial do Estado nesses quase cinco anos. Só neste ano, entre maio e novembro, a companhia fez revisões de contratos que chegam a R$ 450,8 milhões.
O investimento total, contando outros contratos para a instalação de sinalização e compra de trens, é de R$ 9 bilhões. A última expansão da linha para os passageiros foi concluída em 12 de fevereiro de 2014, quando a estação Adolfo Pinheiro, na zona sul, foi inaugurada.
Adutora 'invisível'

Os engenheiros da companhia dizem que o custo maior envolve dificuldades no subsolo que não foram detectadas na fase de projeto básico, anterior à licitação, por falta de sondagem em terrenos que não haviam sido desapropriados. Isso ocorreu, por exemplo, em uma área com 355 imóveis comerciais e residenciais.
"Não é porque o projeto básico não estava bom, é que se usou como premissa o conhecimento que ele tinha da obra. Depois que desapropria, demole as casas e o Metrô entra é que termina a sondagem", alega o engenheiro da companhia responsável pela extensão, Luís Bastos.
Ele liga os aditivos a imprevistos e observa que sondagens mais precisas após a fase de desapropriação revelaram interferências como tubulações de serviço telefônico e de abastecimento de água.
No projeto básico, não se sabia, por exemplo, da existência de uma adutora de 200 metros. Dessa forma, ao mexer na estrutura, a empresa precisou substituir 800 metros de tubos e comprar novos equipamentos, o que encareceu o trecho, provocando atualização no valor.
O presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô de São Paulo (Aeamesp), Emiliano Affonso, afirma que atrasos e encarecimento das obras são decorrentes de falhas nos projetos. "As obras são contratadas em cima de um projeto básico que deveria quantificar a obra", diz.
Ele explica que os projetos básicos fazem apenas algumas sondagens no terreno e o projeto executivo, mais detalhado, é feito com a obra. "No caso da linha 5, sabemos que o projeto executivo é de uma empresa de fora do Brasil, que não tem conhecimento prévio do solo nem das técnicas e equipamentos aos quais estamos mais acostumados. Assim, conforme são feitas exigências que precisam de aumento de eficiência por parte das empresas, vão sendo feitos os aditivos."
Ele afirma que obras de metrô, no Brasil, estão sujeitas às mesmas regras de licenciamento de shoppings. E o atendimento dessas exigências, segundo o engenheiro, não entra no começo das contas.
De acordo com Paulo Sérgio Meca, diretor de Engenharia e Obras do Metrô, os contratos não devem mais receber aditivos porque "os projetos executivos estão se consolidando" no decorrer das obras.
"O projeto executivo está sendo finalizado. Isso nos permite fazer um levantamento adequado de todos os materiais e quantitativos de materiais e serviços que não faziam parte do contrato, fazendo os aditamentos correspondentes", disse.
Investigação

Além dos problemas com o subsolo, o Metrô culpa uma investigação do Ministério Público Estadual (MPE) para apurar um suposto conluio entre as empreiteiras contratadas pelo atraso. A suspeita dos promotores é de que as empresas tenham combinado propostas na fase de licitação para nenhuma delas deixar de receber pela construção.
Monotrilho

O secretário Nacional de Mobilidade do Ministério das Cidades, Dario Rais Lopes, disse nesta segunda-feira (23) durante audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), temer que as linhas de monotrilho virem "esqueletos" e o modal não seja a "solução mais adequada" para a capital e a região metropolitana.
Ele é o responsável por destinar recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para as obras de mobilidade da gestão Alckmin (PSDB).
"Em São Paulo não temos esqueletos, mas duas obras em andamento", rebateu o secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni. Segundo ele, ainda neste ano a linha 15-prata terá o horário de atendimento expandido e, em 2016, funcionará como o metrô. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Uol Notícias – 24/11/2015

Inquérito que investiga cartel de trens está parado há um ano no MPF

Jornal GGN - O inquérito criminal que investiga o cartel acusado de fraudes em licitações dos trens em São Paulo está parado no Ministério Público Federal, um ano após ser concluído pela Polícia Federal.
A investigação vai de 1998 a 2008, em sucessivos gestões do PSDB no Estado de São Paulo. Rodrigo de Grandis, procurador da República responsável pelo caso, não decidiu se vai apresentar denúncia criminal contra os suspeitos. De acordo com a Folha de S. Paulo, o procurador disse que não protolocou a acusação formal porque espera pelo envio de documentos bancários por autoridades estrangeiras, que comprovariam crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal acredita que indícios reunidos eram suficientes para iniciar uma ação penal.
Da Folha

Um ano após ser concluído pela Polícia Federal, o principal inquérito criminal que investigou o cartel acusado de fraudar licitações de trens em São Paulo entre 1998 e 2008, em sucessivos governos do PSDB, está parado no Ministério Público Federal.

Responsável pelo caso, o procurador da República Rodrigo de Grandis ainda não decidiu se apresenta à Justiça denúncia criminal contra os suspeitos do caso, o que deflagraria uma ação penal após a PF ter indiciado 33 pessoas.

Grandis disse à Folha que ainda não protocolou a acusação formal porque aguarda o envio de documentos bancários por autoridades estrangeiras para comprovar crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Os indiciados são suspeitas de praticar os crimes de corrupção ativa e passiva, formação de cartel, fraude a licitações, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, segundo o inquérito finalizado pela PF em 28 de novembro de 2014.

Entre os indiciados estão o ex-presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) Mario Bandeira, o ex-gerente de Operações José Luiz Lavorente (os dois apenas por fraude a licitações) e os ex-diretores da estatal João Roberto Zaniboni e Ademir Venâncio de Araújo.

Na lista dos acusados pela PF estão ainda ex-diretores das empresas Siemens, Alstom, CAF, Bombardier, Daimler-Chrysler, Mitsui e TTrans, além do consultor Arthur Gomes Teixeira, apontado como intermediário de suborno.

Na ocasião da conclusão do inquérito, os indiciados negaram a prática dos crimes.

A investigação refere-se aos governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

Para a PF, os indícios reunidos eram suficientes para iniciar uma ação penal, uma vez que, junto ao relatório, representou pelo sequestro de valores de sete empresas, o que a Justiça acatou.

A decisão de bloquear R$ 600 milhões das empresas sinalizou, no entendimento da polícia, que a Justiça reconheceu a existência de indícios e provas da autoria e da materialidade dos crimes.

Porém, para Grandis, ainda faltam provas sobre algumas contas bancárias e empresas localizadas no exterior. "Esses elementos são essenciais para a verificação do crime de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas", afirmou Grandis, por e-mail.

Questionado sobre documentos bancários já enviados pela Suíça, o procurador disse que a existência de depósitos no exterior pode indicar apenas a evasão de divisas.

"Se a denúncia fosse oferecida 'em partes', sem a documentação relativa a cada país, haveria oportunidade para aditamentos da denúncia originária, o que acarretaria atraso na marcha do processo", disse o procurador.

A demora na entrega da denúncia pode beneficiar os indiciados. Os crimes de corrupção prescrevem em 16 anos - delitos do caso dessa natureza praticados em 1998 e 1999 (até novembro) já prescreveram. Em 2016, prescreverão os cometidos em 2000, e assim por diante.

DEMORA

Em 2013, Grandis foi alvo de duas apurações, no Ministério Público Federal e no Conselho Nacional da classe, por ter levado cerca de três anos para atender um pedido da Suíça, que investigava pagamento de suborno pela Alstom a servidores paulistas.

À época, Grandis disse que o pedido fora arquivado numa pasta errada e por isso não teve andamento. Uma das apurações contra ele foi arquivada e a outra, suspensa pelo Supremo Tribunal Federal.

Em outubro, Grandis passou a integrar uma força-tarefa que vai assumir parte da Operação Lava Jato desmembrou pelo STF para a Justiça em São Paulo.

ENTENDA O CASO

1 Em 2013, a Folha revelou que a multinacional Siemens delatou a existência de um cartel que atuava nos contratos de trens e metrô de SP e DF

2 O Cade (órgão de defesa econômica) assinou um acordo de delação com a Siemens para abrandar sua pena, caso o cartel fosse punido

3 Pela documentação apresentada, o conluio ocorreu de 1998 a 2008, nos governos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB

4 O esquema gerou vários inquéritos que resultaram em denúncias do Ministério Público de São Paulo nas áreas cível (pedidos de ressarcimento) e criminal

5 Em 2013, Grandis foi investigado por ter engavetado pedido de cooperação da Justiça suíça, que apurava pagamento de propina pela empresa Alstom a políticos e servidores de SP. Uma apuração foi arquivada e a outra, suspensa

6 Em nov.2014, inquérito da Polícia Federal indiciou 33 pessoas por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, cartel e crime em licitação

7 O inquérito da PF foi remetido ao Ministério Público Federal em São Paulo, que, um ano depois, não ofereceu denúncia à Justiça nem arquivou o caso

8 O procurador da República Rodrigo De Grandis afirma estar esperando informações solicitadas a autoridades estrangeiras 

GGN – 23/11/2015

Comentário do SINFERP


Vejam quem está cuidando do caso no MPF: Rodrigo de Grandis. Ai, ai....

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

CPTM terá de indenizar idoso que se machucou dentro de estação de trem

Foto Marcos Santos
Homem de 71 anos foi empurrado e não teve atendimento dos funcionários da companhia; vítima vai receber R$ 10 mil.

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) foi condenada pela Justiça de São Paulo por danos morais contra um idoso que foi empurrado e que se machucou dentro de uma estação em 2013. Praxedes Ortega Castillo, de 71 anos, pediu R$ 30 mil alegando que houve omissão dos funcionários da companhia. No acidente, ele foi resgatado por passageiros. A 37ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça, porém, fixou a indenização em R$ 10 mil, com correção monetária.

A decisão de 1º grau havia condenado a CPTM a pagar R$ 5 mil ao idoso. Praxedes apelou. A companhia, por sua vez, também interpôs recurso e alegou que autor não atendeu as regras de segurança e que outros usuários “desrespeitaram as regras mínimas de convivência”. Para o desembargador Israel Góes dos Anjos, “ficou demonstrada nos autos a falha na prestação do serviço de transporte, que deve ser feito de forma segura e com qualidade, seja com maior fiscalização, seja com implantação de equipamentos de segurança”. 

Sobre o aumento do valor da indenização, o magistrado afirmou que é providência necessária para compensar a vítima e punir a ré para que não reincida. “Ressalte-se que o acontecido extrapola o mero aborrecimento ou dissabor do cotidiano. O autor estava com 71 anos de idade na data do acidente, tendo sido encaminhado ao hospital por conta das lesões que sofreu.”


Rede TV – Luis Adorno - 21/11/2015

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Confira 6 motivos para viajar de trem pela Alemanha

O trem é um dos principais meios de transporte na Alemanha, sendo o sexto país com mais ferrovias (mais de 41000 km). Não é à toa que a grande maioria dos viajantes opta por ele para seus deslocamentos.
Nesse artigo iremos mostrar a você 6 vantagens que todo turista tem ao viajar de trem por este lindo país!
1 – Praticidade e conforto a bordo
Viajando de trem sua bagagem vai com você – esqueça as filas para despachar as malas no aeroporto – e não há burocracia para o embarque, o que significa mais tempo livre para aproveitar sua viagem o máximo possível, já que não há a necessidade de chegar horas antes.
Já a bordo, você encontrará conforto, modernidade e rapidez, principalmente se estiver em um trem de alta velocidade.
Além disso, você também pode aproveitar o tempo de viagem para fazer uma refeição no vagão-restaurante, ou em seu próprio assento se estiver na primeira classe do ICE (ainda nesse artigo falaremos mais sobre esse incrível trem).
2 – Preços acessíveis
Comprando com antecedência, você certamente conseguirá ótimos valores, especialmente se decidir investir no German Rail Pass, que permite viagens ilimitadas de trem na rede ferroviária alemã de acordo com a quantidade de dias escolhidos, em primeira e segunda classe. Há descontos para crianças e jovens de até 25 anos e para grupos de duas ou mais pessoas viajando juntas.
É possível escolher várias opções de passe envolvendo Alemanha, dependendo do país(es) que pretende visitar:
Somente Alemanha
– German Rail Pass (só Alemanha)

Alemanha + 1 país vizinho;
– Eurail Austria-Germany Pass (Áustria e Alemanha)
– Eurail Benelux-Germany Pass (Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Alemanha)
– Eurail Czech Republic-Germany Pass (República Tcheca e Alemanha)
– Eurail Denmark-Germany Pass (Dinamarca e Alemanha)
– Eurail France-Germany Pass (França e Alemanha)
– Eurail Germany-Poland Pass (Alemanha e Polônia)
– Eurail Germany-Switzerland Pass (Alemanha e Suíça)
Alemanha + 3 países vizinhos;
– Eurail Select Pass (4 países)

Alemanha + 27 países vizinhos.
– Eurail Global Pass (28 países)
Caso queira fazer poucas viagens de trem na Alemanha, a passagem de trem pode ser muito mais vantajosa em termos de preço se comparada a um passe de trem. Comprado com antecedência, você poderá encontrar passagens promocionais com valores a partir de 19 Euros.
3 – Economia de tempo
Optando pelo trem sobra mais tempo para a diversão. Além da facilidade com as bagagens e o embarque já mencionados, a taxa de atrasos é baixíssima, o que facilita também na hora de organizar a programação, que dessa forma se torna muito mais confiável e com menos imprevistos.
4 – Trem de alta velocidade ICE
O ICE (Intercity Express) é o trem de alta velocidade alemão, operado pela rede ferroviária Deutsche Bahn (DB). Vale a pena conhecer, e na verdade será quase impossível não viajar a bordo dele pelo menos algumas vezes caso escolha o trem como meio de transporte principal em sua viagem. Isso porque o ICE é o trem mais popular da Alemanha, ligando as principais cidades e também outros países da Europa.
5 – Paisagens deslumbrantes
Não há discussão de que na Alemanha se encontram algumas das mais belas paisagens da Europa. E poder admirar tudo isso a bordo de um confortável trem é inesquecível.
No trem não existe a preocupação com as multas e o trânsito que se tem ao alugar um carro, nem o desgaste de longas esperas no aeroporto. É apenas relaxar e tirar muitas fotos para guardar para sempre as lindas imagens que surgem a cada curva.
Há muitos roteiros bacanas de trem para escolher na Alemanha, para isto veja nosso post sobre as 7 mais belas rotas de trem na Alemanha.
6 – Boas aventuras
Viajar de trem na Alemanha é sempre uma experiência muito diferente, onde é possível conhecer novas culturas e fazer amizades interessantes, além de provar pratos saborosos e inesperados a cada parada.

Embarque na Viagem – 19/11/2015

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Secretário expõe planos sobre trens regionais de passageiros em São Paulo

Supervia (RJ) é desautorizada de alterar grades de horário dos trens

Foto Gabriela Santana
A Secretaria de Estado de Transportes (Setrans) informou nesta quarta-feira (18), que a concessionária Supervia está desautorizada de alterar a grade de horário da linha circular Honório Gurgel – Deodoro.
De acordo com a Setrans, a SuperVia deverá manter o horário de segunda a sexta-feira, das 5h25 às 22h, possibilitando a integração com os quatro ramais Deodoro, Belford Roxo, Japeri e Santa Cruz.
O secretário de Estado de Transportes, Carlos Roberto Osorio considerou inadequada a alteração, sem o devido aviso prévio à população e sem apresentação à Setrans de justificativas técnicas que respaldem a decisão.
Além disso, Setrans expedirá ofício solicitando que a Agetransp fiscalize o cumprimento da grade de horário e, se houver necessidade, aplique as penalidades cabíveis.

Manchete Online – 18/11/2015

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Estação improvisada da CPTM completa cinco anos na Grande SP


Há 5 anos uma inauguração é motivo de lamentação para os quase 170 mil habitantes de Francisco Morato, uma das cidades mais dependentes do transporte sobre trilhos na região metropolitana de São Paulo.

Desde 7 de novembro de 2010, os moradores convivem com uma estação improvisada para acessar os trens da Linha 7 Rubi, no lugar da antiga estrutura que atendia à região.

Prometida há mais de 5 anos pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), a construção da nova estação no centro está longe de ser realidade. O local foi apelidado pelos moradores de “estação de lata”. Usuários que vão ou voltam da Estação da Luz, em São Paulo, dividem a mesma plataforma com os que seguem viagem para Jundiaí.

“Temos uma estação insegura e que não comporta a quantidade de pessoas que a utilizam. A estação anterior não era boa, mas era muito maior. Para nossa população, que é trabalhadora, sai cedo e volta tarde de outras cidades, é uma vergonha”, afirma o funcionário público Dalmir Ferreira, 19.


Folha de São Paulo – 18/11/2015

Novo trem de luxo que faz passeio pela Serra do Mar é inaugurado no PR

Foto Thais Kaniak
Terceira litorina de luxo começou a rodar pela ferrovia neste fim de semana. Vagões glamourosos fazem o trajeto entre Curitiba e Morretes, ida e volta.

Interessados em fazer uma viagem pela Mata Atlântica a bordo de um trem de luxo têm mais uma opção a partir deste fim de semana. O trajeto que leva os passageiros de Curitiba à cidade histórica de Morretes, no litoral do Paraná, agora conta com três vagões – considerados os únicos de luxo do país.

Os dois primeiros circulam pela Serra do Mar paranaense desde 2008. O mais novo foi reformado neste ano e fez a viagem inaugural na sexta-feira (13). A experiência garante aos usuários uma viagem mais confortável – com pequenos sofás, poltronas e mesas – regada a espumante ao longo do caminho. O trajeto leva cerca de quatro horas para ser concluído.

Um dos diferenciais do passeio é o serviço: comissários da litorina oferecem café da manhã aos passageiros, com bebidas servidas à vontade durante toda a viagem.

O novo vagão de luxo foi batizado de "Curitiba", enquanto os mais antigos se chamam "Foz de Iguaçu" e "Copacabana". A novidade é o espaço mais clean, permitindo uma capacidade para 40 pessoas. Os outros dois levam 22 passageiros, em cada um deles.

Apesar do glamour oferecido nas litorinas, sem dúvida, o principal atrativo da viagem é o visual. Estar no meio de um dos trechos de Mata Atlântica mais preservados do país numa estrada de ferro com 130 anos de idade é um privilégio.

Mesmo em uma manhã nublada, como foi o caso da sexta-feira, o roteiro vale muito a pena. Saindo da Estação Ferroviária de Curitiba, o trem passa por belos pontos até chegar ao destino final. O conjunto montanhoso do Marumbi, a Cascata Véu da Noiva e a Ponte São João, que foi inaugurada em 1885 e tem 110 metros de altura, enchem os olhos dos turistas.

O passeio foi classificado pelo jornal americano The Wall Street Journal como uma das três viagens ferroviárias de luxo mais bonitas do mundo. Já o britânico The Guardian colocou o trajeto entre os dez mais interessantes do planeta.

É comum a presença de grupos estrangeiros entre os passageiros. Por isso, as litorinas de luxo oferecem guias bilíngues. Brasileiros também apreciam a viagem. O modelo Gilson Fraante, de 29 anos, natural de Recife (PE) e morador do Rio de Janeiro (RJ), ficou impressionado: "Tudo está sendo maravilhoso". Durante os quatro dias em que esteve na capital do Paraná, fez questão de descer a Serra do Mar de trem, e no vagão de luxo. "É perfeito. Pagaria até mais caro pelo passeio", disse.

O trecho da viagem no trem de luxo custa R$ 296 para adultos e R$ 225 para crianças. Porém, é possível fazer o trajeto em outras classes, com preços mais em conta, que variam de R$ 79 a R$ 144,50 para adultos. Quem mora em Curitiba, pode comprar o ticket com 40% de desconto nas categorias turística e executiva ao apresentar um comprovante de residência. Mas a promoção só e válida para as quartas-feiras.

Os passeios na litorina de luxo ocorrem apenas nos sábados, domingos e feriados, sempre às 9h15. Já a viagem no trem comum é diária, com saída às 8h15 todos os dias. Para o retorno, não é necessário voltar pela ferrovia. Como a viagem pelos trilhos é mais demorada, há quem prefira fazer o regresso à capital paranaense de carro, ônibus ou van.

A psicóloga Ana Maria Tolentino, de 53 anos, e o aposentado Miguel Ângelo Ribeiro, de 62 anos, são de Porto Alegre (RS) e já no primeiro dia em Curitiba foram fazer o trajeto no trem de luxo, junto com o afilhado Rodrigo Zoares, de 21 anos. “É muito legal. Já tinha feito uma viagem de trem pela costa de Buenos Aires [Argentina]. Mas este vagão [de luxo] é bem diferenciado”, afirmou a gaúcha.

Depois do passeio de trem, ainda é possível curtir os encantos e sabores de Morretes. Considerado o prato típico da região, o barreado é uma das graças do município e pode ser encontrado em praticamente todos os restaurantes. Feito à base da carne e de farinha da mandioca, leva de 10 a 12 horas para ser preparado em uma panela de barro. O modo de fazer inclusive é um ritual essencial para garantir o sabor do prato de sucesso da gastronomia local.

G1 – 15/11/2015

Comentário do SINFERP


Até onde de nosso conhecimento, as condições da via nesse trecho não são das dez mais.