sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Estações da CPTM têm lixo no chão e lixeiras transbordando

Foto Tamiris Gomes
Estações da linha 11-Coral da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) acumulam grande quantidade de lixo no saguão de embarque, próximo às catracas de baldeação e também nas plataformas. As lixeiras, além disso, estão transbordando, o que mostra a falta de limpeza regular nos últimos dias.

A reportagem do Mural esteve nas estações Luz e Tatuapé, na última terça-feira (27), e fotografou a situação. O problema se estendeu durante pelo menos uma semana. A página Diário da CPTM postou no Facebook, dia 24 de outubro, fotos de dentro dos trens com embalagens e sacos plásticos no chão.

A assessoria de imprensa da CPTM informou que já restabeleceu a limpeza das estações. A limpeza foi interrompida pelo seguinte motivo, explica a companhia: durante a transição do contrato, algumas empresas participantes da licitação promoveram medidas judiciais, ocasionando o atraso no início da prestação de serviço da nova empresa.


Folha de São Paulo – 28/10/2015

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Trem de Guararema é a nova opção turística em São Paulo

Passeio conta com a maior locomotiva movida a vapor em operação no País, a Maria-Fumaça 353, recentemente restaurada.

A região metropolitana de São Paulo conta com uma nova atração turística. É o “Trem de Guararema”, com a maior locomotiva movida a vapor em operação no País, a Maria-Fumaça 353, recentemente restaurada. O passeio inaugural cumpriu um trajeto de 5,5 km, no final da semana passada, iniciando as operações do projeto. A autorização foi emitida este ano pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), vinculada ao Ministério dos Transportes. 
Conhecida como “Velha Senhora”, a locomotiva conta com três carros de passageiros da década de 1930 que comportam, ao todo, 150 passageiros. O projeto de restauração envolveu a Prefeitura de Guararema, órgãos públicos federais, iniciativa privada e entidade de preservação da memória ferroviária.
Completamente revitalizada, a locomotiva atende objetivos de preservação ferroviária, resgate histórico, além de fomento ao turismo cultural. Atualmente no trecho de Guararema circulam diariamente dois pares de trens de celulose operados pela MRS Logística, oriundos da Votorantim. O passeio turístico com a locomotiva será realizado nos finais de semana e feriados.
“Velha Senhora”

Fabricada nos Estados Unidos em 1927 e completamente restaurada para rodar em Guararema, a Maria-Fumaça 353 percorre a estação Central e Luís Carlos, em um trecho de aproximadamente 5,5 quilômetros. O projeto “Trem de Guararema” será utilizado como um projeto piloto para outros municípios que tenham viabilidade técnica para a implantação do passeio. A Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) ficará responsável pela operação e manutenção do serviço turístico da locomotiva. Estão previstas também atividades pedagógicas e artísticas voltadas à história do município e do transporte ferroviário.

O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, participou da inauguração. Durante pronunciamento, ele destacou que desde 2003, há o Plano de Revitalização das Ferrovias, que tinha entre os seus objetivos resgatar o transporte ferroviário de passageiros e, a partir de então, foram criadas as condições para o funcionamento de trens turísticos. “A Maria Fumaça de Guararema é fruto desse esforço, ao mesmo tempo em que estimula o turismo e a conservação do patrimônio histórico e cultural do Vale do Paraíba”, afirmou.
O ministro lembrou ainda que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já autorizou entre 2004 e 2015 a implantação de 24 trens turísticos em oito Estados (MG, RS, SC, PR, MS, SP, ES e RJ). Atualmente, 14 estão em operação em cinco estados (MG, RS, SC, SP e ES). “Projetos como este, em outros países, atraem muitos turistas. Por isso, é de grande importância a sua implantação em outros locais”

Portal Brasil - 21/10/2015

sábado, 24 de outubro de 2015

Alckmin impõe sigilo e só vai expor falhas no metrô de SP após 25 anos

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) tornou sigilosos por 25 anos centenas de documentos do transporte público metropolitano de São Paulo – que inclui os trens do Metrô e da CPTM e os ônibus intermunicipais da EMTU.

Devido ao carimbo de ultrassecreto no material, os paulistas só poderão saber os motivos exatos de atrasos em obras de linhas e estações, por exemplo, um quarto de século após a elaboração de relatórios sobre os problemas.

Quase todas as obras do governo Alckmin estão atrasadas. A promessa de deixar a rede de metrô com 100 km, até 2014, feita no mandato passado, só deve ser atingida no final desta nova gestão – atualmente há só 78 km.

O carimbo de ultrassecreto se refere ao grau máximo de sigilo previsto na Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor em 2012 e permite a qualquer cidadão requisitar documentos do setor público. Os demais são secreto (dez anos) e reservado (por cinco anos) – os prazos de sigilo ainda podem ser prorrogados.

A restrição às informações foi feita sem alarde pelo governo, que publicou uma resolução em 2014, a menos de quatro meses da eleição que reelegeria Alckmin e em meio às investigações sobre um cartel para fornecer obras e equipamentos ao Metrô e à CPTM em gestões tucanas.

A medida tornou sigilosos 157 conjuntos de documentos – cada um deles pode conter até milhares de páginas.

A lista inclui informações como estudos de viabilidade, relatórios de acompanhamento de obras, projetos, boletins de ocorrência da polícia e até vídeos do programa "Arte no Metrô" –que expõe obras de arte nas estações.

Neste mês, a norma foi usada em resposta a pedido da Folha para ter acesso aos projetos básico e executivo do monotrilho da linha 15-prata (zona leste), que acumula atrasos por falhas – entre elas, um erro no projeto que obrigou a mudança em galerias para construir as estações.

A entrega da linha, inicialmente anunciada para 2012, foi postergada para 2015, mas por enquanto só duas estações funcionam. A nova promessa é para 2018, com a conclusão de nove estações. O resto da linha foi congelado, sem previsão se será executado.

O sigilo dos documentos também foi a justificativa para negar dados de relatórios de medição de obras do monotrilho da linha 17-ouro (que passará por Congonhas), prometido para a Copa de 2014.

A resolução justifica a decisão por motivos como risco à segurança da população e de "altas autoridades". À Folha o governo Alckmin afirmou que pessoas "mal-intencionadas" poderiam ter acesso.


No plano federal são classificados como ultrassecretos, por exemplo, documentos como relatórios das Forças Armadas e dados sobre a venda de material bélico.

A restrição está desalinhada com a legislação estadual que regulamentou a lei federal de Acesso à Informação. Ele prevê sigilo de documentos só com a "análise de caso concreto" e quando houver "imprescindibilidade à segurança da sociedade e do Estado ou à proteção da intimidade, da vida privada, da honra e imagem das pessoas".

"Diminui a transparência em áreas estratégicas. Obras do Metrô atrasam, há um grau de ineficiência, e a sociedade precisa ter informações para saber por que isso ocorre", diz Fernando Abrucio, cientista político da FGV.


"Exageraram na dose de sigilo, especialmente no caso do Metrô. Alguns documentos realmente podem e precisam ter acesso restrito, mas o grau ultrassecreto é extremo e deveria ser usado com moderação", afirma Marina Atoji, secretária-executiva do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas (que reúne ONGs e entidades).

OUTRO LADO

A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) diz que os documentos do transporte metropolitano foram classificados como sigilosos com a intenção de impedir que fossem acessados por pessoas "mal-intencionadas" ou "inabilitadas".

O eventual acesso, segundo a administração estadual, possibilitaria "danos aos sistemas operacionais das empresas, colocando em risco a população usuária", além do "sistema metroferroviário como um todo".

Entre os documentos tornados sigilosos por 25 anos estão relatórios de acompanhamento de obras e sobre incidentes notáveis – termo técnico usado para designar panes no metrô que duram, no mínimo, seis minutos para serem resolvidas.

Segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, esses documentos "contêm informações técnicas que expõem a segurança de sistemas e estratégias operacionais além de informações pessoais de usuários".

A secretaria afirma que a classificação de sigilo, feita diretamente pelas empresas subordinadas à pasta, levou em conta entendimento de que documentos técnicos de engenharia contêm detalhes que podem oferecer riscos.

Entre as informações declaradas sigilosas estão projetos civis e de sistemas com desenhos técnicos detalhando edificações, apontando salas técnicas, salas de equipamentos, acessos a túneis e programas usados nos sistemas de controle de trens.

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da pasta, todas as informações disponíveis para consulta pública e não cadastradas como sigilosas ou ultrassecretas podem ser encontradas no Portal da Transparência do governo.

Na nota encaminhada pelo governo não foram detalhados os motivos específicos das negativas a pedidos feitos pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação sobre as linhas 17-ouro (de Congonhas) e 15-prata (zona leste) do metrô.

Folha de São Paulo – ANDRÉ MONTEIRO e ARTUR RODRIGUES - 24/05/2015

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Falha em trem da CPTM paralisa trecho da Linha 11-Coral

Passageiros desceram na via e caminharam pelos trilhos. Segundo a companhia, a circulação foi totalmente normalizada às 21h.

Um trem que circulava perto da estação Corinthians-Itaquera da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) parou por causa de uma queda de energia às 17h30 desta terça-feira (20) na Linha 11-Coral (Luz-Estudantes). Passageiros que estavam nos vagões desceram na via e seguiram pelos trilhos, o que paralisou um trecho da linha. Segundo a companhia, a circulação foi normalizada às 21h.

A circulação chegou a ficar totalmente interrompida entre as estações Tatuapé e Guaianases no início da noite desta terça-feira. Às 20h18, os trens circulavam com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre as estações Luz e Guaianases, ainda por causa da presença de usuários na via.

A energia foi restabelecida às 17h40, segundo a companhia. A CPTM diz que esperou que os passageiros saíssem dos trilhos para retomar o funcionamento da linha. Por volta das 18h50, ainda havia muitos passageiros caminhando perto da estação Tatuapé.

Passageiros

A dona de casa Teresa Cristina de Paiva disse que os passageiros começaram a quebrar as portas quando o trem parou. “O ar-condicionado parou, virou um calor que ninguém aguentava e começaram a quebrar as portas. Começaram a pular e nós pulamos também”, contou.

Segundo levantamento do Jornal Nacional, houve 310 falhas no sistema em 2015 que de alguma forma prejudicaram quem depende dos trens. 

A operadora de caixa Bruna Cristina Santos tinha um ferimento no braço. “Ficamos mais de uma hora dentro do trem. A gente teve que pular aqui, o pessoal caindo, se machucando, todo mundo empurrando, e eles não davam nenhuma informação”, reclamou.

Um passageiro discutiu com os seguranças da companhia no meio dos trilhos. Um trem se aproximou e até buzinou. O homem resistiu, mas acabou dominado.


G1 – 20/10/2015