quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Congresso do Labour aprova reestatização dos trens britânicos

Resolução é mais um sinal de que a hegemonia neoliberal na União Europeia e na Zona do Euro vem sendo crescentemente contestada, ampliando dificuldades para os conservadores ortodoxos.

O Partido Trabalhista britânico está realizando seu congresso na cidade de Brighton. É a primeira oportunidade de grande monta para Jeremy Corbyn, o novo líder eleito, que pode enterrar o "New Labour" consagrado por Tony Blair e sua inclinação para a direita, mostrar a que veio.
Em seu primeiro discurso, Corbyn procurou mostrar um novo estilo de contato com seus partidários e com o público em geral, mais direto, mais comunicativo, menos "de cima para baixo".
Mas não é só isto. A eleição de Corbyn colocou na pauta das revisões questões em todos os campos de atuação dos partido, como na defesa nacional, nas intervenções armadas britânicas pelo mundo afora e também no sensível campo das privatizações.
Uma primeira vitória para Corbyn, em tema que já vinha impulsionado pelo menos desde a liderança de Ed Milliband, se deu pela aprovação formal pelo Congresso da proposta de reestatização, em grande parte, do sistema ferroviário britânico, privatizado desde 1994, ainda que com retornos parciais ao controle do Estado.
O processo de privatização começou ainda durante o governo de Margareth Thatcher, quando várias empresas colaterais do setor foram vendidas a corporações privadas. O núcleo central - a British Railway - foi privatizado entre 1994 e 1997. O resultado foi uma completa fragmentação do sistema, com uma divisão nebulosa de responsabilidades.
A British Railway foi literalmente fatiada. Em si, ela foi cedida a um consórcio, Railtrack, que quebrou em 2001, sendo substituído em parte por uma nova empresa estatal, a Network Rail, que também assumiu o setor de manutenção da rede de trilhos. Esta fora fatiada entre 13 empresas; os trens de passageiros, entre três e os de carga, entre duas.
Os argumentos a favor da privatização eram:
1. diminuição de custos para o setor público e para os contribuintes; 2. redução no custo das passagens; 3. melhores serviços; 3. mais investimentos. Nada disto ficou muito claro, entretanto. Em alguns casos a fragmentação do setor foi apontada como uma das possíveis causas de acidentes, como o de Hatfield, em 17 de outubro de 2000. O número de vítimas fatais não foi grande (4), mas o inquérito mostrou falta de coordenação entre os setores operacionais como um dos fatores que levaram ao acidente.
Hoje, há indicadores muito contraditórios sobre a questão. Pesquisas de uma organização para-governamental (Transport Focus) apontam um alto grau de satisfação com o serviço, atingindo, em 2015, 80% de aprovação geral, 75% em pontualidade, mas 45% em relação ao custo das passagens.
Por outro lado, pesquisa de 2014, feita pela empresa internacional YouGov, mostrava que 60% do público era favorável a reestatização do setor, com apenas 20% contra. Mesmo os Conservadores estavam divididos na matéria: 42% para cada lado. Pesquisa mais recente, deste ano, aponta 52% como favoráveis à reestatização. Uma olhada nos motivos apontados em defesa de seu ponto de vista por cada um dos lados pode dar uma ideia da polarização ideológica que há.
Para os favoráveis à reestatização, os motivos seriam:
1. o serviço ferroviário deve prestar contas aos cidadãos, não apenas aos acionistas; 2. o preço das passagens cairia; 3. a relação custo-benefício melhoraria; 4. o padrão de vida dos trabalhadores do setor se elevaria; 5. a qualidade dos serviços seria melhorada; 6. idem a pontualidade; 7. os trens seriam mais limpos e mais confortáveis.
Os motivos apontados pelos contrários são na prática diametralmente opostos:
1. haveria mais greves no setor; 2. os passageiros devem pagar pelo transporte, não os contribuintes; 3. a relação custo-benefício seria pior; 4. os serviços teriam pior qualidade; 5. a pontualidade cairia; 6. piorariam a limpeza e o conforto.
Olhando-se para alguns dos últimos acontecimentos na Europa:
1. a vitoria da Syriza nas ultimas eleições gregas, apesar da chamada "capitulação" diante dos credores internacionais, com Bruxelas, Frankfurt, Berlim e o FMI à frente; 2. a fragorosa derrota do Partido Popular de Mariano Rajoy na recente eleição catalã, com a maioria dos votos indo para os partidos separatistas e o crescimento do direitista Ciudadanos, confirmando o derretimento do sistema bipartidário (PSOE x PP) em favor de um sistema tetra-partidário (PP, PSOE, Ciudadanos e Podemos); 3. o crescimento do Podemos em outras eleições regionais recentes na mesma Espanha, participando de frentes que elegeram, inclusive, as prefeitas em Madri e Barcelona; 4. o tema em tela, a eleição de Corbyn e a inclinação do Labour britânico para a esquerda;
pode-se ver que a hegemonia neo-liberal na União Europeia e na Zona do Euro vem sendo crescentemente contestada. Juntem-se a isto:
1. as atitudes do Papa Francisco I em relação a causas sociais; 2. as recentes atitudes do governo dos Estados Unidos em relação a Cuba e o Irã; 3. o novo posicionamento mais incisivo da Rússia em relação à Síria, ao ISIS e o Oriente Médio; 4. o continuo fracasso das oposições de direita aos governos de esquerda ou centro-esquerda na América Latina em apresentar políticas alternativas consistentes, apesar das tentativas de golpes as mais variadas, inclusive no plano judicial e da barulheira da mídia tradicional junto com irrupções de atitudes e palavras de ordem violentas nas manifestações; e se terá uma medida das crescentes dificuldades dos conservadores ortodoxos na cena internacional.
RBA – Flávio Aguiar – 30/09/2015

domingo, 27 de setembro de 2015

Prefeito de Santos (SP) visita garagem de restauração de bondes da CET

O objetivo foi verificar o andamento do processo de restauração dos veículos, realizado por funcionários da companhia.
O prefeito Paulo Alexandre Barbosa visitou, na manhã de quinta-feira (24), a garagem dos bondes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos). O objetivo foi verificar o andamento do processo de restauração dos veículos, realizado por funcionários da companhia. 
Acompanharam a visita o presidente da CET, Antonio Carlos Silva Gonçalves, e o secretário de Turismo, Luiz Dias Guimarães. Os trabalhos têm supervisão do engenheiro Marcos Rogério Nascimento, da CET.
Os futuros Bondes Restaurante e Gilda (Gala) já estão desmontados e aguardando a conclusão de licitações para integrar a frota de elétricos. O primeiro será o Restaurante, que servirá refeições no próximo ano. Já foram adquiridos os inversores de frequência, geladeiras, sanitários adaptados, elevadores para acessibilidade e cozinha planejada.
Os veículos aguardam a conclusão das licitações para aquisição de ar condicionado e sistema de adaptação da largura entre as rodas (bitola). Em processo avançado de reforma está o bonde 193, primeiro dos três recebidos da cidade de Porto, Portugal.
O veículo já rodava na linha há dez anos e precisou de nova reforma. Está completamente restaurado na parte interna, restando apenas detalhes das rodas e parte elétrica. A previsão é de retornar à Linha Turística dentro de seis meses.

A Tribuna – 25/09/2015

Sindicato recusa erro de maquinista em descarrilamento no metro de Lisboa

O Sindicato dos Trabalhadores da Tração do Metropolitano (STTM) de Lisboa recusou hoje que um descarrilamento na linha Verde, entre as estações de Telheiras e do Campo Grande, tenha sido provocado pelo desrespeito de sinalização.
"Não se pode afirmar que a situação hoje ocorrida se deva ao desrespeito por parte do maquinista da sinalização, visto que temos conhecimento que a mesma foi alterada na altura do arranque do comboio", afirmou a direção do STTM, em comunicado, a que a Lusa teve acesso.

A circulação na linha Verde do Metropolitano de Lisboa esteve interrompida desde as 10h20, entre as estações de Telheiras e do Campo Grande, devido ao descarrilamento de um comboio sem passageiros que realizava manobras.

Segundo a Transportes de Lisboa (TdL), que gere o metropolitano, o acidente não causou danos pessoais, teve "o mínimo de danos materiais" e "deveu-se ao eventual desrespeito da sinalização luminosa, tendo o comboio apanhado uma agulha fechada e, assim, descarrilado".

"Sendo necessário desativar o terceiro carril, para proceder ao devido carrilamento do carro, o trecho Telheiras-Campo Grande estará temporariamente fechado à circulação", informa a TdL, prevendo que o serviço "seja retomado pelas 17:00".

Lusa/SOL – 08/09/2015

MP vai apurar danos ambientais causados por trens em Rio Preto (SP)

Pátio de manobras de locomotivas no Jardim Canaã causa transtornos. Governo Federal vai estudar retirada da ferrovia da área urbana. 

Um pátio de manobras de locomotivas no Jardim Canaã, em São José do Rio Preto  (SP), tem causado transtornos a moradores do bairro. O problema é que barulho, mau cheiro e poluição chegaram a níveis extremos.

A poluição vem dos milhares de litros de óleo diesel queimados. Já o mau cheiro é decorrente das toneladas de soja que escorrem dos vagões e apodrecem a poucos metros das casas. O Ministério Público (MP) abriu inquérito para apurar os danos ambientais e quais os prejuízos causados à população pelos trens na área urbana da cidade.

O Jardim Canaã foi loteado na década de 1980 e só depois disso é que o pátio de manobras foi criado no local. Atualmente, há três linhas que ficam ocupadas praticamente 24 horas por dia. A troca de locomotivas tem causado transtorno para mais de 500 famílias que moram no bairro.

O aposentado Vanderlei Bilac diz que o barulho dos trens ocorre por 24 horas. "Além do barulho, há poluição. Isso é incabível, não há mais convivência. Isso está acabando com a minha saúde e minha vida." Para a dona de casa Ana Maria Peruca o cheiro do petróleo queimado é muito ruim. "Ninguém segura esta poluição, o cheiro incomoda, dá mal estar", lamenta. 

Os moradores reclamam que a soja que cai dos vagões fica acumulada no trilho e com o passar dos dias, com chuva e sol, os grãos fermentam e o mau cheiro incomoda. O aposentado Elias da Silva Gonçalves reclama que fica com os olhos ardendo. "É impossível conviver com isso. Cadê a nossa Justiça?", questiona. A dona de casa Maria Aparecida Freitas diz que para comer é muito difícil porque o mau cheiro é insuportável. "É uma carniça."

A concessionária que administra a ferrovia informou que limpou o local, mas, segundo os moradores, na verdade, a ALL jogou cal em cima da soja e abafou o cheiro. Com a volta das chuvas, a cal escorreu e o mau cheiro veio à tona de novo.

O promotor Sergio Clementino diz que há evidências de problemas ambientais como fumaça, barulho, poluição atmosférica e sonora. "Há até a questão da saúde pública, há o apodrecimento da soja derramada lá, que causa mau cheiro, a possibilidade de causar doenças. Há problemas graves que precisam ser melhor analisados para se encontrar uma solução." Cabe ao MP uma investigação para apurar exatamente o tamanho desses danos ambientais e à saúde pública. "Não é o caso de impedir o trabalho da concessionária, mas ela tem de adotar medidas para atuar de forma adequada para não causar esse prejuízo à população."

A Prefeitura de Rio Preto disse, por meio de nota, que não pode fazer nada no local porque a concessão para o pátio é um contrato federal. Já a concessionária informa que mudanças na linha são de responsabilidade da União. O Governo Federal disse que estuda os projetos de retirada da ferrovia da área urbana, mas ninguém tem prazo para que isso aconteça. O inquérito do MP pode se tornar um 'processo' contra a concessionária e até contra o Governo Federal.


G1 – 27/09/2015

A cada 48 horas, uma mulher é assediada nos trens de SP

A cada dois dias, uma mulher registra um boletim de ocorrência por assédio na Companhia do Metropolitano (Metrô) e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Dois em cada três casos (69%) ocorreram nos horários de pico. Dados obtidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo", por meio da Lei de Acesso à Informação, mostram que de janeiro a agosto deste ano foram registrados cem casos de assédio sexual. No mesmo período do ano passado, foram 65. Apesar do aumento de 53%, os números podem até ser menores que a realidade, pois muitas não denunciam o assédio.

Entre as vítimas que procuraram a polícia, há mulheres de 11 a 57 anos que relataram ter sido perseguidas, ameaçadas, agredidas apalpadas e filmadas. Há ainda registro de homens que se masturbaram e ejacularam na roupa das vítimas e até um caso de estupro.

Além de ocorrer em horários de maior circulação e nas linhas com o maior número de passageiros - Azul e Vermelha concentram 84% dos registros -, mesmo acompanhadas, as mulheres não estão seguras. Há relatos de crimes sexuais em que as vítimas estavam com a mãe ou com o marido.

Assediada no dia 15, às 6h30 em uma linha da CPTM, Paula Sionti, de 18 anos, tem o perfil da maioria das vítimas - 65% das mulheres assediadas têm entre 18 e 29 anos. “O vagão estava muito lotado, mal conseguia me mexer e comecei a sentir um homem se esfregando em mim. Ele chegou a passar a mão na minha genitália. Na hora eu travei, não consegui gritar, xingar ou fazer qualquer coisa. Tive medo da reação dele e das outras pessoas”, contou. O agressor não foi identificado.

Segurança da Linha Azul há 13 anos e um dos diretores do sindicato dos metroviários, Caio Peretti estima que a cada dez mulheres que relatam assédio sexual, oito desistem de registrar boletim de ocorrência por não acreditar que o agressor será preso. “Se não conseguimos identificar e localizar o autor para fazer o flagrante, a vítima não registra. É comum as pessoas serem assediadas e nós não conseguirmos (fazer o flagrante) porque falta efetivo”, afirmou. “Acaba não entrando na estatística, mas o número de casos de assédio é muito maior.”

Paula, por exemplo, não entrou para as estatísticas porque não se sentiu segura em procurar ajuda. “Estava com uma calça legging na hora e achei que poderiam dizer que eu era culpada por isso. Lembrei dos casos em que os próprios guardas assediaram as meninas e não me senti segura.” Neste ano, dois agentes da CPTM foram demitidos por assediar passageiras.

Segundo o Metrô, dos 1.200 seguranças, 156 são mulheres, o que é “mais do que suficiente”, segundo a companhia, que assegura haver pelo menos uma mulher em cada estação. Também disse ter 3.900 câmeras espalhadas em 70% dos vagões e em todas as estações, com exceção da Conceição e Jabaquara, da Linha Azul, a mais antiga.

Campeã de registros, a Sé concentrou 19% dos casos deste ano. De acordo com o Metrô, não significa que a estação seja a que tem mais assédios, mas a que concentra o maior número de desembarques.

Luzia Margareth Rago, historiadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), diz que os assédios são sustentados por uma cultura machista, que torna a mulher objeto, e pelo fato de que o autor dificilmente será punido. “Quem assedia dessa forma não quer lisonjear, quer intimidar.”

Em um dos casos registrados neste ano, um homem mostrou o pênis para uma estudante de 23 anos. Ele foi detido por seguranças e se constatou que já tinha outros dois boletins de ocorrência por importunação ofensiva ao pudor - que é a tipificação mais comum, registrada em 86% dos casos. Mesmo assim, o homem foi liberado.

JCNet – 27/09/2015

sábado, 26 de setembro de 2015

Maquinista morre atropelado por trem na Linha 7-Rubi da CPTM, em SP

Acidente aconteceu na madrugada deste sábado. Companhia não informou a causa do atropelamento.

Um maquinista da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos  (CPTM) morreu atropelado por um trem da Linha 7-Rubi por volta da 0h30 deste sábado (26), perto da Estação Palmeiras-Barra Funda.

O maquinista atingido é Daniel Mendes Marcelino, de 36 anos, funcionário da companhia há 5 anos. A assessoria de imprensa da CPTM informou em nota que "lamenta" o ocorrido, "está dando todo apoio aos familiares e apura as condições do acidente". O caso deve ser registrado na Delegacia do Metropolitano (Delpom).

A Linha 7-Rubi liga a cidade de Jundiaí, no interior paulista, à Estação da Luz, no Centro de São Paulo. O ramal operava


G1 – 26/09/2015

População aprova viagem em novos trens do metrô de BH, mas ainda cobra melhorias

Foto Beto Novaes
Dez novas composições vão se unir à frota de 25 trens que circulam diariamente na capital; ar-condicionado e maior espaço interno são itens mais elogiados por passageiros, mas ainda há reclamações sobre a velocidade baixa e a existência de apenas uma linha.
A primeira das dez composições que vão se unir à frota de 25 trens do Metrô de Belo Horizonte foi bem recebida pelos usuários do transporte público sobre trilhos da capital. Esta quinta-feira foi o segundo dia operação com passageiros, feita no intervalo fora do horário de pico. Mais moderno, espaçoso, climatizado com ar-condicionado e com os quatro vagões interligados, o novo trem chamou a atenção de quem embarcou ontem entre as estações Vilarinho e Eldorado, da Linha 1. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), os nove demais trens vão começar a operar nos próximos dias e, a longo prazo, devem aumentar em cerca de 50% a capacidade de transporte do metrô. Atualmente, 230 mil pessoas se deslocam todos os dias usando o metrô em BH. Com mais dez composições, a expectativa é alcançar entre 330 mil e 350 mil passageiros, diariamente.
Novidade nas estações por onde passava, o novo trem despertou a curiosidade. As pessoas entravam, olhavam para os lados, tentando entender as diferenças entre os novos e antigos vagões. “Estou encantada com esse novo leiaute, mais moderno e bonito. Além de todos os vagões serem integrados, o ar condicionado vai fazer muita diferença. Tomara que o investimento com essa compra amenize os problemas que enfrentamos diariamente com a superlotação e o calor”, afirmou a gerente de vendas Lilian Cristina Cassimiro Gonçalves, de 30 anos. 
Usuária do transporte público, ela deixa o carro em casa para ir trabalhar. Confessa que de metrô é mais rápido, mas ainda há o que melhorar. “Ando todos os dias de metrô, entre Venda Nova e o Centro, e sempre questiono por que aqui não temos trens com a qualidade que outras capitais brasileiras ou cidades fora do país têm”, diz, ressaltando que a velocidade das composições é baixa e os trajetos atendidos são insuficientes. 
A nova frota chegou em Belo Horizonte no ano passado, mas passou por testes obrigatórios e atualizações antes da começar a rodar. As primeiras viagens começaram à noite e, no início de setembro, durante o dia, com sacos de areia para simulação de carga. Ontem teve início o funcionamento para transporte de passageiros. 
De acordo com a CBTU, os novos trens têm capacidade para até 1.300 passageiros, contra 1.026 nos antigos. Além de ter portas e janelas mais largas, os veículos contam ainda com circuito fechado de vídeo, com câmeras interna e externa; sonorização digital das informações nas chegadas e saídas das estações, além de 32 monitores por trem para facilitar a comunicação visual e a divulgação de campanhas. Contornos arredondados e futuristas dão mais visibilidade e leveza aos carros.
Telas touchscreen instaladas no console do maquinista, garantem a visualização de dados e parâmetros funcionais e operacionais, em tempo real, de toda a composição. No quesito acessibilidade, o trem conta com assentos preferenciais para gestantes, idosos, obesos e passageiros com mobilidade reduzida, além de área reservada a usuário com cadeira de roda, que tem um sistema de comunicação direta com a cabine do maquinista. Painéis de LED exibem data, horário, a próxima estação e o lado de desembarque. Na abertura de portas, além da campainha, uma indicação luminosa, simultânea, orienta os deficientes auditivos, reforçando as mensagens educativas veiculadas pelo sistema.

Estado de Minas – 17/09/2015

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Falha na CPTM complica vida de passageiros em horário de pico

Problema no sistema de energia afeta circulação de trens na Linha 9; companhia não tem previsão para resolver a falha.
Após uma semana, os passageiros que utilizam a linha 9-Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) voltam a ter problemas durante o horário de pico. Devido a queda no sistema de energia, alguns trens começaram a parar por volta das 18h55 e complicou a vida dos usuários.
No momento, as composições estão circulando velocidade reduzida e maior tempo de parada entre as estações Osasco e Pinheiros. O problema afeta a circulação nos dois sentidos.
Na última quinta-feira (17), a CPTM também teve sistema de energia e passageiros chegaram a caminhar sobre os trilhos.
Segundo a companhia, técnicos da empresa estão atuando para solucionar o problema, mas ainda não há previsão para a normalização dos serviços.
Por causa da falha e do horário de rush, as plataformas estão abarrotadas. Alguns passageiros reclamaram na internet da difícil volta para casa.
IG – 24/09/2015

Para quem acompanha os bastidores de trens e metrô em Sampa....

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Desafogo para 'pinguins': ligação entre estações de metrô ganhará novo túnel


Passinho pra cá, passinho pra lá. Anda devagarinho, para, anda de novo. Arruma a bolsa, olha a tela do celular. Esbarra na pessoa da frente, encosta na pessoa de trás.

Quem usa a ligação entre as estações Paulista e Consolação do metrô paulista sabe como é um sufoco andar por aquele túnel na hora do rush.

São tantas pessoas tentando passar pela ligação de 195 metros entre as linhas 4-amarela e 2-verde que esse caminho já foi apelidado por usuários de "marcha dos pinguins" -ave de pernas curtas e andar desengonçado que já foi citada até por um ex-presidente do Metrô para se referir a uma estação superlotada.

Para contornar esse aperto na ligação projetada para receber 263 mil pessoas por dia e que opera no limite desde a inauguração da estação Paulista, em 2010, engenheiros do Metrô concluíram que será preciso um novo túnel.

Por isso, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do governo Alckmin (PSDB) decidiu autorizar a concessionária ViaQuatro, que opera a linha 4-amarela, a preparar um projeto básico dessa obra, segundo a Folha apurou.

A decisão saiu após estudo que analisou 12 alternativas. A opção escolhida foi a construção de um novo túnel embaixo do atual, para deixar cada um com sentido único.

Dessa forma, a nova ligação será usada pelos passageiros que saem da estação Paulista e vão para a Consolação. Pelo projeto preliminar, esse novo túnel será conectado ao atual um pouco antes do início das esteiras.

Quem estiver indo para a avenida Paulista usará uma nova saída -segundo técnicos, cerca de 10% das pessoas usam esse túnel só por conveniência, pois não fazem integração com a linha 2-verde.
Já quem seguir para embarcar continuará pelas esteiras.

A intervenção deve demorar ao menos dois anos para ficar pronta depois que começar - ainda não há data de início porque, embora tenha dado aval ao projeto, a gestão tucana ainda estuda se será o próprio Estado ou a concessionária quem vai cuidar da execução da obra.

Mesmo que decida pela empresa, o governo terá que reembolsá-la de algum modo depois, pois é um custo não previsto no contrato.

A intenção de alterar a ligação chegou a ser anunciada pelo Metrô em 2013, com custo estimado, à época, em R$ 25 milhões e previsão de abertura até o final de 2015.

'NÃO TEM JEITO'

Em 2013, um problema em uma esteira chegou a deixar 20 feridos e causar tumulto entre os passageiros.

"Nossa, é muito lotado isso aqui, o fluxo é intenso o dia todo. Mesmo depois das 22h, quando volto para casa, fica cheio com o pessoal que sai da faculdade", diz a bancária Gláucia Fernanda, 28.

"Eu até mudo o horário para não ter que passar no túnel, espero ficar mais vazio. Das 17h30 às 18h30 é o inferno, então eu fico de boa e só volto para casa mais tarde. Acho que a solução é fazerem outro túnel mesmo, não tem jeito", afirma o estudante Renan de Oliveira, 17.

Além do novo túnel, também deve ser autorizada em breve uma outra saída da estação Paulista pela rua Bela Cintra - que chegou a ser anunciada para 2014.

A avaliação dos técnicos é que ela pode atender uma parte dos usuários do túnel, mas será insuficiente para resolver a superlotação.

Folha de São Paulo – André Monteiro – 24/09/2015

Comentário do SINFERP

O governo não dá conta nem das obras em andamento, e aparece com mais essa conversa? E para variar que será realizada nos próximos dois anos.


Transporte público precisa de R$ 235 bi em investimento, estima BNDES

Criada em 2012, com o objetivo de estimular tanto o transporte público como o transporte não motorizado (bicicletas), a Lei de Mobilidade Urbana é considerada um avanço para especialistas no tema, mas com limitações.

"A lei não resolve, em si, o problema. Ela coloca mais recursos, acelera investimentos, mas o que vai resolver mesmo é a solução de mobilidade que cada cidade vai adotar", diz o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, que foi prefeito de Curitiba três vezes e implementou o sistema de transporte público do município -exportado para mais de 300 cidades no mundo.

Aos poucos, no entanto, a lei (que deu três anos para municípios apresentarem seus planos de mobilidade) começa a surtir efeito no cotidiano de quem mora nas grandes cidades brasileiras.

As faixas e corredores exclusivos de ônibus e as ciclofaixas, em São Paulo, ou o BRT, em Belo Horizonte, são alguns exemplos de transporte coletivo que começam a ser incentivados em capitais, como prevê a norma.

"Nos últimos cinco anos, houve avanços nas obras de mobilidade pública mais preocupadas com o transporte de massa. O conceitual já foi resolvido, agora vêm os investimentos", afirma o pesquisador do Ipea Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho.
A crise pode ter causado reflexo na liberação de recursos. A estimativa do BNDES é que seja necessário investir R$ 234,78 bilhões em transporte público para resolver os problemas de mobilidade urbana nas 15 principais regiões metropolitanas do país.

Apesar dos recursos escassos, o chefe do departamento de mobilidade urbana do BNDES, Rodolfo Torres, considera que este é o momento de planejar. "São Paulo e Rio estão mais avançados. No caso do Rio, também por causa da Olimpíada. Mas outros casos começam a sair do papel, como o metrô de Salvador."

AINDA FALTA MUITO

Mesmo com os avanços, o transporte público no Brasil está longe do que seria considerado razoável.

Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, Gilberto Belleza, é necessário investir mais em metrô, em ônibus e em vias públicas.
"Não podemos pensar só na quantidade de veículos. É preciso pensar a mobilidade urbana de forma geral, com sistemas de acesso, calçadas, pontos de ônibus adequados, identificação das linhas que passam naquele ponto. Enfim, pensar a mobilidade urbana integrada ao desenvolvimento da cidade."

Coordenador de engenharia do Mackenzie Campinas, Luiz Vicente Figueira de Mello considera que é necessário reduzir o deslocamento das pessoas pela cidade e sugere a diminuição do ISS (tributo municipal) para empresas que mudarem o horário de entrada e saída de funcionários.

Neste sentido, o plano diretor pode ser um grande aliado. Incentivar que as pessoas possam trabalhar mais perto das suas casas é também uma maneira de tornar a mobilidade melhor e evitar que mais moradores queiram deixar os grandes centros urbanos.

Pesquisa da Liberty Seguros mostra que 82% gostariam de morar em uma cidade onde moradia, trabalho e lazer estivessem a apenas 20 minutos a pé ou de bicicleta.

"Os grandes problemas da política nacional de mobilidade urbana são inércia e falta de recursos. A norma entrou em vigor em abril, mas até agora poucos municípios conseguiram concluir seus planos, simplesmente porque não sabem por onde começar", dizem Marcos de Sousa e Regina Rocha, representantes do site Mobilize-se (dedicado à mobilidade urbana). 


Folha de São Paulo – Gilmara Santos - 24/09/2015

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Deveríamos fazer o mesmo em Sampa



VEJA O QUE JESUS FAZ COM QUEM USA O ASSENTO PREFERENCIAL DO METRÔ Só Jesus!Jesus cura as pessoas sem educação que ocupam lugares reservados.
Posted by Bar do Seu Zé on Quinta, 26 de março de 2015

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Metrô abre licitação para contratar empresas de manutenção no DF

Medida obedece determinação do TJ para evitar 5º contrato emergencial. Serviço será licitado em lotes; recebimento de propostas será em novembro.

O Metrô do Distrito Federal lançou nesta segunda-feira (21) edital de licitação para contratação de empresas para prestação de serviços de manutenção preventiva e corretiva dos trens. A medida cumpre decisão liminar pelo Tribunal de Justiça em 9 de setembro, que deu dez dias para o Metrô iniciar o processo de licitação.

O consórcio Metroman, que atualmente presta o serviço, vinha sendo contratado de forma emergencial há mais de 18 meses, segundo o Ministério Público. O Metrô informou que a contratação em regime emergencial foi necessária porque o Tribunal de Contas não havia aprovado os projetos de licitação anteriores.

O novo edital foi dividido em quatro lotes, conforme recomendação do Tribunal de Contas e do Ministério Público de Contas do DF. As áreas a serem licitadas são material rodante e sinalização embarcada; sinalização e controle, telecomunicações e ventilação primária; energia; e via permanente. Peças sobressalentes e serviços de reparações também estão previstas no edital.

O recebimento da documentação de habilitação, bem como a abertura das propostas, será realizado em sessão pública, na sede da empresa em Águas Claras, no dia 5 de novembro, às 10h. O edital pode ser acessado na página do Metrô. O contrato a ser firmado terá duração de dois anos e poderá ser renovado por igual período.

Licitação

Em agosto, o MP ajuizou uma ação para grantir na Justiça a realização de um pregão para impedir que o Metrô contratasse sem licitação pela quinta vez consecutiva o mesmo consórcio responsável pelo setor de manutenção. A lei 8.666, que regula os processos de licitação, veta a prorrogação de contratos emergenciais.

O documento a que o G1 teve acesso recomendava à Vara de Fazenda do DF que o presidente da companhia pagasse multa diária de R$ 2 mil caso não inicasse o processo de licitação em até dez dias, contados a partir da decisão do juiz. O Tribunal de Justiça manteve a cobrança de multa pedido pelo MP.

A companhia informou que fez as adequações necessárias nos projetos e no edital, seguindo recomendações do tribunal, e que aguardava a aprovação da Corte para lançar uma nova licitação – sem precisar mais assinar contrato em caráter emergencial. Sobre o fato de contratar o mesmo consórcio repetidas vezes, a companhia disse em nota que “várias empresas foram consultadas pelo Metrô, mas todas declinaram”.

Na visão do promotor Fábio Nascimento, devido à urgência do assunto, um novo procedimento licitatório “deveria ser lançado amanhã mesmo” para que dê tempo de firmar contrato ainda para o ano que vem, quando termina o vínculo com a Metroman. A tendência é de que os valores sejam menores se houver espaço para outras empresas, diz. Em dezembro do ano passado, o Metrô previa gastar R$ 48 milhões com serviços de manutenção.

Suspeita de irregularidades

O consórcio que hoje faz manutenção no Metrô, formado pelas empresas Serveng-Civilsan e MGE, é investigado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por suspeita de formação de cartel com a Alstom para as obras de manutenção do Metrô de São Paulo e do DF. Até o início de 2013, o consórcio era formado pelas empresas Siemens e Serveng-Civilsan. Para fornecer o serviço no DF, a Metroman montou uma estrutura dentro da sede do Metrô, em Águas Claras.

O primeiro contrato sem licitação entre o Metrô e a Metroman foi fechado em novembro de 2013 por R$ 43 milhões. À época, a então presidente da companhia, Ivelise Longhi, justificou o contrato emergencial à falta de tempo hábil para conclusão do edital de licitação para contratação de outra empresa. A Metroman já era responsável pelo serviço de manutenção do sistema desde 2007. O primeiro contrato venceu em setembro do ano passado.

Em 2013, o Tribunal de Contas apontou problemas no edital de licitação do Metrô como sobrepreço de 40%, restrição à competitividade e falta de detalhes nos custos com pessoal. O MP disse que há investigações em curso para apurar fraudes em contratos. Caso sejam comprovadas irregularidades, o Metrô afirmou que “recorrerá aos seus direitos”.

O Metrô funciona entre 6h e 23h30 de segunda a sábado e 7h e 19h aos domingos e feriados. A média é de 140 mil passageiros por dia. O sistema tem 42 quilômetros de extensão e liga Ceilândia e Samambaia ao Plano Piloto. Ele opera com 24 vagões no horário de pico. A estação com maior fluxo é a da Rodoviária do Plano Piloto, por onde passam 20 mil pessoas por dia.

G1 – 21/09/2015

Comentário do SINFERP

Hummmmm.... Filme conhecido!

domingo, 20 de setembro de 2015

Aprosoja mostra potencial de MT a chineses que implantarão ferrovia

A comitiva da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) se reuniu com a China Railway Eryuan Engineering Group Corporation Ltda (CREEC), esta semana, em Pequim. A empresa é responsável pelo estudo de viabilidade da Ferrovia Transoceânica (ou Bioceânica), que vai ligar o Brasil ao Peru, ‘cortando’ Mato Grosso de Leste a Oeste, com cerca de 1,4 mil quilômetros de trilhos. O interesse dos chineses é saber se há demanda de produtos agrícolas para viabilizar a ferrovia. 

O presidente da Aprosoja, Ricardo Tomczyk, explicou que Mato Grosso tem capacidade de aumentar sua produção para 150 milhões de toneladas de grãos. Atualmente, a estimativa do Estado é produzir cerca de 60 milhões de toneladas na safra 2015/16 - sendo 29 mi/ton de soja e outros 20 mi/ton de milho. "Uma ferrovia seria muito importante para ajudar no escoamento da produção agrícola", afirma.

O diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, fez uma apresentação sobre os portos do Arco Norte e mostrou a necessidade dos investimentos em infraestrutura. Por meio da Ferrovia Transoceânica, os vagões com os produtos mato-grossenses poderiam chegar aos portos da região Norte do país acessando a Ferrovia Norte-Sul, em Goiás, que está em fase final de conclusão.

Entre as perguntas, os chineses quiseram saber sobre o tamanho dos navios que navegam no rio Amazonas e o preço de transbordo de cargas no país. O cronograma para a ferrovia é a entrega do estudo de viabilidade em maio de 2016 e, se aprovado, início da obra em 2018, com a conclusão sete anos depois.

Tomczyk lembrou aos diretores chineses os entraves na liberação de licenças ambientais para a obra. Segundo os diretores, o laudo da empresa leva as licenças em consideração e o plano é evitar os pontos sensíveis. Caso não seja possível, farão a compensação ambiental. "Nossa sugestão é que o governo chinês e a empresa deixem claro ao governo brasileiro a necessidade de agilidade neste ponto. Nenhum desafio de engenharia é maior que a emissão destas licenças", afirmou o presidente da Aprosoja.

A vice-presidente do Departamento de Negócios Internacionais da empresa, Jessica Jiang, acredita que este será um projeto multi benefício. "A ferrovia vai resolver parte da demanda por produtos agrícolas da Ásia e o escoamento dos produtos do Brasil".

Ferrovia - A ferrovia Transoceânica terá ao todo 4.200 km de extensão. No Brasil, terá 3.200 km e irá de Campinorte (GO) a Cruzeiro do Sul (AC). Em Mato Grosso, serão 1.400 km com terminais de cargas em pelo menos duas cidades, Lucas do Rio Verde e Água Boa.

Atualmente, são 120 pessoas que trabalham no projeto na China. Há um escritório em Brasília que, por enquanto, tem cinco funcionários chineses. Quando as obras começarem efetivamente, o número de colaboradores deve aumentar no Brasil. O investimento na ferrovia não foi divulgado pela empresa, mas os diretores informaram que esperam que o retorno financeiro ocorra em dez anos.


Agro Olhar – Alexandre Alves - 16/09/2015