sábado, 30 de maio de 2015

Estudante de 19 anos é esfaqueado em trem da SuperVia (RJ)

Um estudante de 19 anos foi esfaqueado na manhã deste sábado (30) enquanto ia para a escola em um dos trens da SuperVia. Segundo a reportagem do jornal o Globo, a tia do jovem informou que nenhum funcionário prestou socorro ao rapaz. Ele foi levado para o Hospital Salgado Filho, no Méier e após cirurgia passa bem.
Pedro Arthur Britto Santa Cruz, que é morador de Marechal Hermes, Zona Norte, ia para o Colégio Pedro II ouvindo música em seu celular quando foi abordado por dois homens na altura de Quintino. Pedro reagiu ao anúncio do assalto e levou duas facadas no braço. 
O jovem chegou ao hospital consciente, no entanto, os médicos decidiram pela operação para saber a gravidade dos ferimentos à faca. A tia da vítima, Vanessa Monteiro, também informou que o sobrinho sangrava muito e que além do assalto deste final de semana, o jovem já havia sido assaltado outras duas vezes.
A SuperVia confirmou o ataque dentro de um de seus trens, mas afirmou, no entanto, que os agentes haviam sido enviados para chamar os bombeiros para prestar socorro ao jovem. 

Jornal do Brasil – 30/05/2015

Comentário do SINFERP

Ah, os agentes foram chamar os bombeiros. Interessante é que fica parecendo que a responsabilidade da SuperVia para por ai.

Testes com VLT em Santos (SP) começarão em 10 de junho

Obras no túnel do José Menino, para ligação com São Vicente, terminam neste sábado.
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) chegará a Santos em junho. As obras no túnel do José Menino, para a ligação com São Vicente, acabarão neste sábado (30). Em duas semanas, ficarão prontas as instalações elétricas e serão feitos testes, diz o gerente de Implantação de Sistemas da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Carlos Romão Martins.
A previsão da empresa é de que a partir do próximo dia 10 o trem rode até as estações Nossa Senhora de Lourdes, no José Menino, e Pinheiro Machado, no cruzamento com o Canal 1, já em Santos.
Até agora, o VLT estava passando apenas por estações de São Vicente, mas a operação de testes foi suspensa por uma semana, justamente para fazer a interligação com Santos. Dois veículos rodavam, um em cada sentido, de segunda a sexta-feira, por sete das estações 15 previstas para o trecho Barreiros.
Para abrigar o VLT, o túnel do José Menino foi alargado. Serão dois pares de trilhos, para o trem fazer o trajeto de ida e volta por dentro da estrutura. A largura do túnel passou de 3,5 metros para oito metros. No comprimento, foram acrescidos mais 40 metros de cobertura na entrada e na saída. De 90 metros, a galeria tem agora 120 metros de comprimento.
Os trabalhadores contratados para as obras do VLT estão atuando quase que somente no túnel do José Menino, pois o trecho de São Vicente já está pronto, e o da Avenida Francisco Glicério, em Santos, paralisado pela Justiça.

A Tribuna – Fernanda Haddad - 29/05/2015

Desativação da ferrovia é um retrocesso para o desenvolvimento do MS

Recentemente fomos surpreendidos com a notícia de que a malha ferroviária de Mato Grosso do Sul será desativada. A interrupção do serviço vem causando grande indignação de boa parte da população, que cresceu vendo os trens correrem pelos trilhos transportando as riquezas do nosso Estado.
Economicamente mais barato, o transporte de mercadorias pelos trens é uma tradição em nosso País, pois as locomotivas foram as grandes responsáveis pelo carregamento de produtos nos séculos passados. O desenvolvimento do Brasil passou pelos trilhos das principais ferrovias brasileiras.
Com enorme capacidade para carregamento de produtos, o custo do transporte pela malha ferroviária é muito mais barato do que o realizado por carretas. Além disso, sem ele, aumentaria em muito o tráfego de veículos pesados nas estradas brasileiras, o que, consequentemente, deixaria as rodovias mais perigosas, crescendo, com isso, o risco de acidentes automobilísticos.
Outro fator muito importante que precisa ser levado em consideração é relacionado à preservação do Meio Ambiente; uma locomotiva é movida com carvão natural. Já os veículos pesados utilizam diesel, muito mais poluente que a matéria-prima usada nos trens.
Nos últimos oito anos foram investidos milhões na construção de um Terminal Intermodal de Cargas em Campo Grande, com objetivo de facilitar o escoamento da produção estadual via ferrovia, rodovia e acesso a hidrovia. Porém, com os indícios do fim das atividades da Rumo/ALL no Estado, esse projeto milionário também pode ser comprometido.
Com o fechamento da malha ferroviária, deixarão de ser atendidas pelas ferrovias as cidades de Três Lagoas, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Aquidauana, Miranda e Corumbá. Após o anúncio, a concessionária responsável já demitiu mais de 100 trabalhadores, gerando dessa forma desemprego no setor.
Além disso, a empresa responsável pela conservação da malha ferroviária recebeu incentivos fiscais para manutenção dos serviços, e não pode parar as atividades simplesmente de uma hora para a outra.
Fizemos uma audiência pública na Assembleia Legislativa com a presença do presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, o qual anunciou na ocasião que o Governo Federal investiria R$ 91 bilhões em 25 anos em linhas férreas por meio do Programa de Investimento e Logística.
Diante de toda essa situação, defendo que seja criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para apurar a desativação da malha ferroviária em Mato Grosso do Sul. Essa investigação já deveria ter acontecido. Os deputados têm o dever de se manifestar e cobrar do Governo Federal e das autoridades competentes como uma malha ferroviária vem sendo sucateada desde a sua privatização.
As autoridades competentes pouco fazem para fiscalizar, por isso todos nós temos a responsabilidade de cobrar e exigir explicações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Rumo/ALL, empresa que não vem cumprindo as condicionantes previstas no contrato de concessão. É inadmissível que nesse momento, quando é discutida a implantação da malha ferroviária ligando o Pacífico ao Atlântico, uma malha ferroviária já implantada, possa ser desativada em nosso Estado.
Tenho certeza que outros estados estão lutando para que essa malha ferroviária seja introduzida na sua extensão territorial, e Mato Grosso do Sul não pode ficar fora desse contexto.
(*) Amarildo Cruz é deputado estadual e Fiscal Tributário Estadual

A Crítica – 29/05/2015

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Extinto há 50 anos, trem da Cantareira atendia zona norte e Guarulhos (SP)

31 de maio de 1965. Nas bancas, a Folha anunciava: “Corre hoje o último trem de Tucuruvi a Guarulhos”. Era o fim do Trenzinho da Cantareira, o principal meio de transporte da região norte de São Paulo durante seis décadas.

O Tramway ligava o centro da cidade à Serra da Cantareira e a Guarulhos. A linha chegou a ter 45 estações e paradas e um ramal para a base aérea de Cumbica. No auge do movimento, em 1941, transportou 4 milhões de passageiros.

A ferrovia foi inaugurada em 1894 apenas para viabilizar a construção de reservatórios de água na Serra da Cantareira, mas logo a população pediu que o trem substituísse o transporte público de bondes puxados a burro. No início, a linha foi usada para passeios nos domingos e feriados. Com o tempo, as viagens passaram a ser diárias.

Considerada obsoleta e deficitária, a ferrovia foi desativada aos poucos, os trilhos e dormentes retirados ou cobertos com asfalto e todas as estações demolidas, inclusive a do Jaçanã, famosa pela música “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa.

O fundador do Museu Memória do Jaçanã, Sylvio Bittencourt, 84, diz que o cantor acompanhou pessoalmente a demolição. “O povo chorou quando ele cantou o trecho de ‘Saudosa Maloca’ – ‘Que tristeza que nóis sentia. Cada táuba que caía, doía no coração'”, revela.

Hoje, apenas uma parte da estrutura da estação Guarulhos permanece, abrigando uma unidade da Guarda Civil local.

Aproveitando o traçado ferroviário, a prefeitura paulistana construiu a ponte Cruzeiro do Sul, sobre o ainda limpo rio Tietê, e implantou vias para o trânsito de veículos. O custo do transporte público na zona norte subiu. As novas linhas de ônibus cobravam o dobro do preço do bilhete do trem.

Para substituir o Trenzinho, em 1975 a linha 1-azul do metrô chegou a Santana, enquanto a extensão ao Tucuruvi foi entregue em 1998. Já as obras da ligação férrea entre São Paulo e o aeroporto de Guarulhos, pela zona leste da cidade, começaram no final de 2013. Segundo a CPTM, ao custo de R$ 1,788 bilhão, “a previsão é que a linha 13-Jade entre em operação a partir de 2017”, 52 anos após a última viagem do trem da Cantareira.

O maquinista aposentado Joaquim dos Santos, 87, trabalhador na ferrovia até 1964, afirma que “interesses econômicos para construir avenidas e implantar linhas de ônibus” causaram o fim da linha.

Antes de chegar a maquinista, Joaquim foi limpador de locomotiva e foguista, alimentando a fornalha do trem. Rindo, ele explica o apelido de Maria Fumaça dado às composições: “além da fumaceira, o trem soltava fagulhas que faziam furinhos nas roupas das pessoas. Era cheiro de queimado a viagem toda”.

O aposentado diz que o Trenzinho também tinha a fama de casamenteiro. Ele mesmo foi vítima do “cupido ferroviário”. Numa tarde ensolarada, próximo à estação Tucuruvi, o maquinista avistou uma “simpática moça” no quintal de uma casa vizinha aos trilhos.

Dos primeiros acenos tímidos, ele passou a acionar o apito sempre que o trem se aproximava daquela casa. “No começo, o irmão dela se opôs ao namoro, mas os pais consentiram e logo casamos”, relembra. O casal, Joaquim e Josefa, está junto há 65 anos.

Sidney Pereira, 59, é correspondente de Vila Maria


Folha de São Paulo – 29/05/2015

Repórter do R7 sofre abuso no metrô: “Minha calça vai para máquina de lavar, mas e a minha dignidade?”

Usuário ejaculou na calça da jornalista durante viagem da linha 3-Vermelha em vagão lotado. Abuso aconteceu por volta das 19h30 desta quarta-feira (27).
Tarado no metrô comigo nunca teve vez. Já protagonizei escândalo, já fui responsável pela retirada de um ser desse da estação e calejei meu cotovelo e meu olhar fulminante para encostadas suspeitas, mas, mesmo assim, hoje fui vítima: um usuário do Metrô ejaculou na minha calça.
O metrô lotado. Quando cheguei à estação Brás, sentido Corinthians-Itaquera, às 19h30, muitas pessoas saíram e algumas entraram. Entre essas pessoas que entraram no vagão estava esse homem que se achou no direito de se aliviar em mim.

No trajeto de 30 segundos entre a estação Brás e Bresser-Mooca, esse homem se masturbou. Não notei nada até a porta estar prestes a se abrir e o barulho da movimentação intercalar com a respiração ofegante dele atrás de mim.

Saí do vagão olhando para trás, desconfiada, e ele também saiu e me olhou. Foi quando meus pés tocaram a escada rolante que senti parte da minha calça esquentar. Quando coloquei a mão nela, notei que ela estava molhada. A palavra era nojo. Não dava mais tempo de descer, mesmo que minha vontade fosse pular da escada rolante que subia. Chamei um funcionário do Metrô e aí que tudo ficou ainda mais estranho.
Ele me acompanhou, procurando o tal homem que eu sabia que tinha embarcado no vagão do lado. Enquanto isso, ele me dizia que não tinha o que fazer. Que EU deveria ter gritado, que EU deveria ter feito alguma coisa e se EU tivesse me manifestado, os próprios passageiros me ajudariam. Fiquei pensando em que momento o Metrô faria alguma coisa. Nada mais aconteceu. O funcionário perguntou se eu morava perto, eu disse que sim. E só. Nada de registro, nada de boletim de ocorrência, como se nada tivesse acontecido.
Não sou funcionária do Metrô para pensar em soluções para essa situação corriqueira, não sou paga para isso, mas pago a passagem, nada barata, para ir para minha casa ou trabalho tão apertada a ponto de um homem se masturbar, ejacular e ninguém ver.
Minha calça vai para máquina de lavar, mas e a minha dignidade? 
O Metrô declara, em nota, que a repórter do R7 fez o correto em procurar um dos agentes para fazer a denúncia, mas explica que a informação de que um dos funcionários disse que "nada poderia ser feito" "é totalmente contrária à orientação do Metrô de amparar as vítimas e auxiliá-las para a realização de um Boletim de Ocorrência. O Metrô lamenta a conduta errada relatada e informa que o empregado já foi identificado e será reorientado".

R7 - 28/05/2015

Metroviários desrespeitam decisão da Justiça e metrô não funciona em Belo Horizonte (MG)

Categoria protesta contra Lei da Terceirização e Medidas Provisórias. TRT-MG determinou funcionamento de escala mínima de 50% dos trens.

O metrô que faz viagens entre Belo Horizonte e Contagem não está em funcionamento na manhã desta sexta-feira (29). Mesmo com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) que determina uma escola mínima de 50%, os metroviários aderiram à paralisação de 24 horas. Segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), 220 mil pessoas usam o metrô diariamente na capital.

Os metroviários decidiram aderir à paralisação nacional, convocada pelas centrais sindicais, para protestar contra o Projeto de Lei da Terceirização e às Medidas Provisórias 664 e 665 que retiram direitos dos trabalhadores em relação ao seguro-desemprego, ao auxílio doença e às pensões por morte.

De acordo com o Sindicato dos Metroviários (Sindimetro-MG), os funcionários do metrô decidiram em assembleia paralisar as atividades porque não aceitam as leis que estão sendo votadas na Câmara dos Deputados e no Senado, que, segundo a categoria, precarizam as relações de trabalho e que provocam o aumento da exploração dos patrões sobre os trabalhadores.

Q liminar do TRT-MG determina que os metroviários cumpram escala mínima com 50% dos trens circulando durante a durante todo o período da paralisação anunciada pela categoria nesta sexta-feira, a partir da 0h. A decisão impõe ainda multa de R$ 100 mil, a ser paga pelo Sindimetro-MG, em caso de descumprimento da liminar.

O despacho do desembargador José Murilo de Morais, 1º vice-presidente do TRT-MG, ordena que as composições circulem das 5h30 às 10h e das 16h às 20h, permanecendo em atividade quantos trabalhadores sejam necessários para o cumprimento de tal determinação.

A decisão do TRT-MG atende ao pedido ajuizado pela CBTU Belo Horizonte, na última quarta-feira (27), e estabelece ainda o funcionamento, durante quatro horas e 30 minutos, das áreas de manutenção de rede aérea, via permanente, sistemas fixos, oficina de manutenção, entre outras. Havendo serviço inadiável e essencial para o funcionamento seguro dos trens, os trabalhadores deverão cumprir a carga horária necessária para a execução do serviço.

G1 – 29/05/2015

Funcionamento de ônibus e trens é afetado por greve pela manhã no RS

Foto Paulo Ledur
Carros da maioria das empresas não saíram às ruas nos primeiros horários. Trensurb informa que não há condições de manter serviço pela manhã.

Cumprindo com o que haviam anunciado, rodoviários e metroviários fizeram paralisação na manhã desta sexta-feira (29) em Porto Alegre e na Região Metropolitana. Linhas de ônibus da maioria das empresas da capital gaúcha não saíram das garagens nas primeiras horas. As estações de trem estão fechadas.

Após negociação com a Brigada Militar, os ônibus da Carris voltaram a circular às 8h29 desta sexta-feira (29) em Porto Alegre. Os veículos da Unibus e Conorte também voltaram às ruas por volta do mesmo horário. Policiais do Batalhão de Operações Especiais fizeram a escolta.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) estima que por volta das 10h todas as linhas de ônibus já estejam normalizadas. As estações de trem seguem fechadas.

Em Canoas, na Região Metropolitana, os ônibus das empresas Vicasa e Sodal foram liberados por volta das 8h40. As garagens estavam bloqueadas por manifestantes e sindicalistas.

Piquetes são montados em frente a garagens com integrantes de movimentos sindicais. Pouco antes das 7h, policiais militares iniciaram uma negociação em frente à garagem da Carris, na Zona Leste de Porto Alegre, com os manifestantes, para que liberassem a saída dos coletivos. O pedido dos manifestantes é para que a liberação ocorra a partir das 8h30.

Mesmo sabendo da greve, passageiros se deslocaram a pontos de ônibus para tentar se deslocar aos locais de trabalho. Foi o que fez o metalúrgico Julio Silva, de 40 anos, que às 6h já aguardava algum ônibus na rua: "Sabia da greve, mas achei que iam liberar os ônibus por agora, mas não apareceu nenhum. Liguei para o meu chefe, e ele vai me buscar", contou ao G1 por volta das 7h20, já atrasado para o trabalho.

Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB-RS), Guimar Vidor disse em entrevista à Rádio Gaúcha antes das 6h desta sexta que "o objetivo está sendo atingido em Porto Alegre e na Região Metropolitana, com movimentos também nas principais regiões (do estado)". Ele está em frente à garagem da empresa de ônibus Carris.

A EPTC liberou o transporte de passageiros em pé em lotações durante a greve, e esses veículos estão autorizados a trafegarem em corredores de ônibus.

Já as estações da Trensurb estão fechadas neste começo de manhã. Conforme a empresa, "não há condições de manter o serviço", em função da greve dos metroviários, que aderem à paralisação. "Sindicato manteve a greve, mesmo com decisão judicial de manter serviço no horário do pico", destacou a Trensurb.

O trânsito na Região Metropolitana de Porto Alegre ficou complicado no começo da manhã, com filas de carros na BR-116, em Canoas.

Embora seja difícil prever quantas pessoas irão aderir ao movimento e não comparecer ao trabalho, sindicatos de várias categorias confirmaram participação, entre eles, rodoviários, metroviários, bancários e professores de escolas e universidades, públicas e privadas.

Pelo interior do estado

Outras cidades também enfrentam problemas pela manhã. Em Caxias do Sul, na Serra, um protesto se iniciou na BR-116 por volta das 6h30, com integrantes do Sindicato dos Metalúrgicos. O trânsito é bloqueado em frente a uma empresa de transporte rodoviário de cargas. Ônibus circulam na cidade.

Com a paralisação nacional contra a lei de terceirizações e medidas fiscais, a Rodoviária de Porto Alegre amanheceu sem ônibus com destino a Pelotas. Segundo o terminal, a empresa Expresso Embaixador informou que a suspensão deve ocorrer até 11h. A mesma companhia registra adesão de funcionários ao movimento em Pelotas.

Na Região Metropolitana, moradores de Canoas reclamam que ônibus não circulam nesta manhã.

Sobre o dia de greve

Além de paralisar atividades, os servidores devem se reunir em pontos diferentes da cidade, conforme cada categoria, e fazer uma caminhada até o Palácio Piratini, como forma de protesto. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), a concentração será às 12h, em frente à Fecomércio (Rua Alberto Bins, 665). Depois, os manifestantes seguiram em caminhada até a Praça da Matriz, onde fica a sede do governo do estado.

A data foi convocada por centrais sindicais e movimentos sociais como o Dia Nacional de Paralisações e Manifestações, contra o projeto de lei da terceirização e as medidas provisórias 664 e 665 — que, respectivamente, altera os critérios de duração da pensão por morte, concessão do auxílio-doença e auxílio-reclusão e muda as regras da concessão do seguro-desemprego, abono salarial e seguro-defeso.

Saiba quais serviços podem ser afetados:
Transporte público

A previsão do Sindicato dos Rodoviários era paralisar as atividades desde as 4h, o que está se cumprindo na maioria das empresas.

Uma liminar obtida na Justiça do Trabalho determina a circulação de 30% da frota durante todo o dia e 50% no horário de pico. A medida vale só para Porto Alegre. O descumprimento prevê pagamento de multa R$ 50 mil. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Adair da Silva, disse que a entidade vai acatar a decisão.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) afirmou que equipes irão monitorar a circulação do transporte coletivo desde a madrugada, junto às garagens, nas vias e pelas câmeras da Central de Monitoramento.

Os metroviários também aprovaram a paralisação dos trens, e ao menos no começo da manhã não trabalham. Também foi obtida uma liminar para que as composições circulem com 100% de sua capacidade nos horários de pico, sob pena de multa diária no valor de R$ 30 mil.

Para tentar amenizar o impacto da mobilização de rodoviários e metroviários, a Metroplan informou que haverá reforço entre os coletivos metropolitanos. Autorizou ainda que as empresas permitam a circulação dos ônibus com passageiros em pé, tanto nos executivos como nos seletivos. Também estão autorizadas as paradas para embarque de passageiros nos pontos da capital. Haverá ainda funcionamento normal do sistema de lotações, com atendimento de 437 veículos. Se for necessário, serão liberados passageiros em pé.

Bancos

Além de Porto Alegre, onde a categoria aprovou a paralisação em assembleia, bancários de Camaquã e Pelotas, no Sul, além de cidades do Vale do Caí e Vale do Paranhama também irão parar as atividades.

Escolas e universidades

Professores de escolas e universidades, públicas e privadas, também devem aderir ao movimento. Em relação à rede pública estadual, o Cpers deve realizar uma série de atos, entre eles a caminhada junto à CUT-RS. A ADUFRGS, entidade sindical que representa os professores federais de ensino superior de Porto Alegre também confirmaram adesão, com um ato ao lado da Faculdade de Educação da UFRGS.

O Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro-RS) também aprovou a adesão à paralisação e a orientação aos filiados é que participem dos atos. Já o indicativo do Sindicato do Ensino Privado (Sinepe) é que as instituições de ensino avaliem as condições de sua localidade para decidir sobre o funcionamento das aulas ou não.

Saúde

Em assembleia, o SindiSaúde aprovou participação da categoria na paralisação. Parte das atividades no Hospital de Clínicas deve ser afetada. Uma manifestação está marcada para acontecer em frente à casa de saúde.


G1 – 29/05/2015

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Metrô do Recife (PE) só vai funcionar em horários de pico nesta sexta. Dia Nacional de Paralisação.

Trens vão circular das 5h às 9h e das 16h às 20h; metroviários fazem ato. Grande Recife montou esquema emergencial de ônibus para passageiros.

O metrô do Recife  terá operação parcial nesta sexta-feira (29), informou a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Nota divulgada nesta quinta (28) comunica que o transporte só vai funcionar nos horários de pico (das 5h às 9h e das 16h às 20h) devido a uma paralisação dos metroviários. A categoria cruza os braços em adesão ao Dia Nacional de Paralisação, organizado por centrais sindicais. A mobilização, marcada para todo o país, protesta contra a lei de terceirizações, o arrocho fiscal e mudanças nos direitos trabalhistas.

Segundo a CBTU, os VLTs com destino Cabo/Cajueiro e Cajueiro Seco/Curado não irão funcionar nesta sexta. Para minimizar os transtornos, o Grande Recife Consórcio de Transporte montou esquema emergencial de ônibus. A operação prevê reforço e a ativação de linhas especiais em áreas atendidas pelo metrô (Centro e Sul).

O Consórcio garantiu que vai reforçar sete linhas, que em sua maioria têm como destino o Centro da capital e circulam por grandes vias como a Mascarenhas de Morais e José Rufino. Além disso, duas linhas especiais serão criadas – TI Jaboatão/TI Barro e TI Barro/TI Afogados/TI Joana Bezerra – para suprir as demandas dos terminais de Jaboatão, Barro, Joana Bezerra, Santa Rita, Aeroporto, Tancredo Neves e Cajueiro Seco. Já a linha 140-TI Cajueiro Seco/Shopping Recife vai atender ao TI Aeroporto.


G1 – 28/05/2015

Trens do subúrbio de Salvador (BA) não irão funcionar nesta sexta-feira (29): Dia Nacional de Paralisação

Trabalhadores do CTB vão participar do Dia Nacional da Paralisação
 Os trens do subúrbio ferroviário de Salvador, que operam o trajeto da Calçada a Paripe, não irão funcionar na sexta-feira (29). O Sindiferro (Sindicato dos Ferroviários e Metroviários da Bahia e Sergipe) confirmou a participação dos trabalhadores da CTB (Companhia de Transportes da Bahia) no Dia Nacional da Paralisação.

Já os ônibus circulam normalmente na sexta-feira, segundo o Sindicato dos Rodoviários da Bahia. De acordo com o diretor Daniel Mota, após sair de uma campanha salariasl complicada, o sindicato avaliou que não deveria paralisar as atividades.
A manifestação é contra o projeto de terceirização sem limites, aprovado na Câmara dos Deputados como Projeto de Lei 4330 e que agora tramita no Senado como PLC 30; as Medidas Provisórias 664 e 665, que restringem o acesso ao abono salarial, auxílio-doença e seguro-desemprego e o ajuste fiscal.
O Dia Nacional de Luta em defesa dos direitos e da democracia é organizado pelas Centrais Sindicais CUT (Central Única dos Trabalhadores), CTB (Código de Trânsito Brasileiro), Intersindical, Conlutas, Nova Central, UGT (União Geral de Trabalhadores) e CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros).

R7 – 28/05/2015

O Dia Nacional de Paralisação em Porto Alegre (RS)

Foto Adriana Franciosi
Multa em caso de descumprimento nesta sexta-feira, dia de paralisação nacional, foi fixada em R$ 30 mil.
Das 5h30min às 8h30min e das 17h30min às 20h30min, 100% dos trens de Porto Alegre devem estar funcionando nesta sexta-feira — dia em que está marcada uma paralisação de trabalhadores. A determinação de caráter liminar, divulgada nesta quinta-feira, é do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RS), e a multa, em caso de descumprimento, é de R$ 30 mil por dia.

Pela decisão, o sindicato que representa os metroviários (Sindimetrô) deve manter toda a frota de trens circulando nos horários de pico e não há obrigação de funcionamento no restante do dia

Segundo o vice-presidente do Sindimetrô, Clóvis Pinheiro, a categoria vai se reunir a partir das 23h30min, no pátio da empresa, para decidir se obedecerá a determinação judicial.

Já a Trensurb informou, em nota, que "vai disponibilizar sua estrutura e equipamentos para o funcionamento do metrô" e que a direção espera que o sindicato "garanta a operação do sistema pelo menos nos horários de pico".
A Justiça também determinou que o Sindicato dos Rodoviários da Capital mantenha 50% dois ônibus circulando entre 6h e 9h e das 16h30min às 19h30min, além de 30% nos demais horários.

Os rodoviários estariam em reunião com o Tribunal na tarde desta quinta-feira, para debater a paralisação, e ZH não conseguiu contato com os representantes.
Chamada de Dia Nacional de Paralisações e Manifestações, a manifestação de sexta-feira foi convocada por centrais sindicais do país todo e tem como objetivo protestar contra o projeto de lei da terceirização (PL 4.330) e as medidas provisórias 664 e 665 — que criam novos critérios de acesso ao seguro-desemprego, à pensão por morte, à concessão de auxílio-doença e ao abono salarial.

Confira quais serviços devem paralisar nesta sexta-feira:

Educação: o Cpers aderiu à paralisação, orientando que as escolas do Estado não tenham aula nesta sexta-feira. Após aprovação da participação em assembleia, o Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro) também está convocando a categoria para participar da paralisação.

Bancos: o SindBancários aprovou a adesão à paralisação, mas a decisão sobre o fechamento das agências será tomada nesta quinta.

Ônibus: de acordo com o Sindicato dos Rodoviários da Capital, as atividades serão paralisadas a partir da madrugada de sexta-feira. O presidente Adair da Silva afirma que a intenção é realizar mobilizações em frente às garagens das empresas Conorte, STS, Unibus e Carris. O sindicato pretende acatar determinação judicial e manter 30% da frota circulando durante o dia.

Aeroporto Salgado Filho: funcionários da aviação civil devem definir nesta quinta se aderem à paralisação, mas, de acordo com informações preliminares do Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre, os serviços não devem ser afetados.

Saúde: o SindiSaúde afirma que parte das atividades no Hospital de Clínicas deve ser afetada. Uma manifestação está marcada para acontecer em frente à casa de saúde.

Trensurb: metroviários vão paralisar o trensurb a partir de 0h de sexta-feira. Não há decisão sobre cumprimento da determinação judicial de 100% dos trens funcionando em horários de pico.

Comércio: não há, por parte do Sindicato dos Empregados no Comércio da Capital, orientação para que as lojas fechem nesta sexta-feira.


Zero Hora – 29/05/2015

Ônibus, trens e bancos paralisam atividades em Porto Alegre (RS)

Entretanto, liminares da Justiça garantem circulação mínima de três e ônibus na sexta-feira.

A cidade de Porto Alegre deve viver um dia de paralisações e protestos nesta sexta-feira. Sindicatos de diferentes categorias organizam atos contra o projeto de lei das terceirizações (PL 4330) e as Medias Provisórias 644 (sobre o fator previdenciário) e 665 (que muda as regras do seguro desemprego). Trata-se de uma forma de pressionar o Congresso por mudanças nas propostas, mas que pode caminhar para uma futura greve geral.

Por conta da paralisação de sexta, serviços de transporte público (ônibus e trens) e bancos devem ser afetados. Se uniram à paralisação ainda servidores municipais (em greve há mais de uma semana), estaduais, do judiciário e professores. No entanto o Tribunal Regional do Trabalho concedeu liminares nesta quinta-feira que garante a circulação de 30% dos ônibus e 50% dos trens nos horários de pico, sob risco da aplicação de multas que variam entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.

Em Porto Alegre a mobilização é organizada pelo Sindicato dos Rodoviários, que apesar de ser ligado à Força Sindical, aderiu à mobilização nacional que é encabeçada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Até agora: rodoviários, metroviários, professores, bancários, servidores municipais, estaduais e do judiciário aderiram à paralisação.

Trensurb

Os trens deixam de circular a partir da meia noite e não deve operar nem durante os horários de pico. No entanto, a direção da Trensurb tenta negociação com a categoria com ajuda do Ministério Público do Trabalho para manter a circulação mínima em casos de greve.

Ônibus

Já as empresas de ônibus entraram com uma ação na Justiça e conseguiram uma liminar que proíbe os bloqueios em frente as garagens das empresas de ônibus. A Polícia Militar foi notificada da decisão, e a multa em caso de descumprimento é de R$ 20 mil. Na paralisação ocorrida no dia 15 de abril foi montado um plano de emergência para garantir a circulação de veículos nas ruas.

Bancos

Não é possível determinar qual deve ser o impacto da paralisação, até mesmo porque não se trata de um serviço considerado essencial. No dia 15 de abril a adesão foi de 75%.

Servidores municipais, estaduais e do judiciário

Aderem à mobilização os servidores municipais que há mais de uma semana estão em greve por conta da falta de acordo com a prefeitura de Porto Alegre. Os funcionários públicos estaduais se unem à paralisação por conta da medidas e projeto em tramitação.

Já os servidores do judiciário organizam uma assembleia na manhã de sexta-feira para definir se a categoria entrará em greve.


Terra -  Daniel Favero- 28/05/2015