sábado, 28 de fevereiro de 2015

Trem de passageiros da Vale paralisa atividades novamente no Maranhão (MA)

Bloqueio na Ferrovia Carajás no Estado do Pará impede serviço.  Trem que sairia de Parauapebas para São Luís não circulará.

O trem de passageiros da Vale voltou a paralisar as atividades no Maranhão. Desta vez, indígenas bloqueiam a Estrada de Ferro Carajás (EFC) em Bom Jesus do Tocantins, no Pará. Com o protesto, o trem de passageiros que partiria do município de Parauapebas com destino a São Luís não circulará. As remarcações de passagens deverão ser feitas nas estações a partir desta sexta-feira (27).

Em nota, a Vale informou que está tomando providências necessárias para a desobstrução da ferrovia e, consequentemente, para a retomada do tráfego ferroviário na região. Cerca de 1.300 pessoas viajam por dia pelo trem de passageiros fazendo o percurso de Parauapebas, no Pará, até São Luís, no Maranhão.

No último dia 18, um trem da Vale descarrilou na madrugada no trecho da Estrada de Ferro Carajás (EFC) próximo a Miranda do Norte, a 124 km de São Luís. Com o acidente a estrada foi interditada e as viagens de passageiros foram canceladas por dois dias.

Em nota, A Vale informa que os indígenas do Povo Gavião, da Terra Mãe Maria desocuparam no início da tarde desta quinta-feira (26) a Estrada de Ferro Carajás, em cumprimento a um mandado judicial.


G1 – 28/02/2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

CPTM estima prejuízo de R$ 250 mil após depredações em estação e trens

Paralisação na Linha 7-Rubi por causa de temporal causou quebra-quebra. Um suspeito do vandalismo foi detido na noite desta quinta-feira (26).

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou nesta quinta-feira (26) que os atos de depredação na Estação Palmeiras-Barra Funda na noite desta quarta (25) geraram um prejuízo de cerca de R$ 250 mil ao patrimônio público.

O quebra-quebra começou por conta da paralisação da Linha - 7 Rubi, após forte temporal atingir a cidade. Ainda de acordo com a CPTM, um dos suspeitos de vandalismo foi preso na noite desta quinta, e encaminhado para a  Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom).

Três trens foram vandalizados com danos no painel de controle, portas, janelas, 24 extintores de incêndio e vidros quebrados e assentos retirados. Dois desses trens já entraram em circulação nesta quinta após os reparos durante a madrugada. O terceiro trem entrará em operação novamente em 30 dias.

Na Estação Palmeiras-Barra Funda, foram destruídas 10 câmeras de segurança, três vidros blindados da bilheteria, três vidros da central de operação no local, 113 lâmpadas, espelhos e mapas de linha, além de lixeiras e um banco de oito assentos.

Câmeras de segurança

Imagens do circuito de segurança da CPTM exibidas pelo SPTV mostram o momento em que os vândalos pegam placas e batem no trem. Também é possível notar a ação dos seguranças durante o tumulto.

No vídeo, um rapaz aciona um extintor nas costas de um funcionário da Companhia. No meio da confusão, estão três homens de uniforme, dois usam capacetes e capas com símbolo da CPTM e levam armas nas mãos. Os vândalos jogam objetos contra eles. As imagens não têm som. Um dos homens de uniforme parece dar tiros contra um rapaz de camiseta branca. O homem atingido senta no chão.

Em uma outra imagem, um dos homens parece atirar mais duas vezes.  Alguns passageiros pedem calma. E um levanta a camiseta como quem mostra que foi atingido. Em um vídeo feito por um celular, um rapaz que estava no meio da confusão diz que foi ferido.

A polícia vai usar as imagens das câmeras de segurança e as gravadas por passageiros dentro dos trens pra identificar os vândalos. Em nota, a CPTM disse que usa lançadores de projétil de tinta não letal, com o objetivo de marcar os infratores e depois identificá-los pelas câmeras de segurança.

Na tarde desta quarta, um raio interrompeu a circulação na linha, no trecho entre Luz e Pirituba, por volta das 17h45. A descarga elétrica atingiu o cabo de energia de alimentação dos trens entre as estações Lapa e Piqueri. Os trens voltaram a circular, mas com velocidade reduzida, às 21h06.

De acordo com a assessoria de imprensa da CPTM, por volta das 18h, cerca de seis pessoas tentaram atear fogo no vagão de um dos trens paralisados na estação Palmeiras-Barra Funda.

A Polícia Militar foi chamada para reforçar a segurança. Ainda de acordo com a CPTM, não houve confronto. Por volta das 21h50, a situação era mais tranquila, mas era possível ver muitos estragos na estação. Uma plataforma estava bloqueada porque várias luminárias e lixeiras tinham sido quebradas. Extintores e divisórias de metal foram jogados nos trilhos.

Por conta do temporal, também foram afetadas as Linhas 10-Turquesa e 8-Diamante, mas a circulação foi retomada ao fim da tarde em ambas. A Linha10 ficou paralisada entre 15h e 18h30. A Linha 8 deixou de circular entre 17h10 e 17h35. As Linhas 1- Azul, 2-Verde, e 3-Vermelha do Metrô funcionaram com velocidade reduzida.

G! – 26/02/2015

Comentário do Sinferp


Qual será o custo das depredações que essas sucessivas falhas promovem na vida dos usuários, dos cidadãos usuários? Quando alguém irá NOTAR o imenso vandalismo que é praticado contra a segurança e a qualidade de vida dos usuários, dos cidadãos usuários? 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Após chuvas, estação em SP tem quebra-quebra e fogo

São Paulo - Durante o período em que as estações de metrô ficaram lotadas por causa da chuva nesta quarta-feira, 25, foi registrado um quebra-quebra na Estação Barra Funda da CPTM, na zona oeste de São Paulo.
Cerca de 50 manifestantes, com rosto coberto, como os adeptos da tática black bloc, percorriam todo o terminal na noite de hoje depredando trens, lojas e catracas.
Quatro policiais tentavam conter os manifestantes, que destruíram máquinas de recarga de bilhetes, lâmpadas da estação e uma moto da Polícia Militar. Por volta das 20h, era possível ver lixo espalhado pelo chão e pessoas feridas. Um corre-corre foi provocado pela confusão.
Os manifestantes chegaram a colocar fogo em parte da estação, que foi apagado pelos funcionários. Trens tiveram bancos retirados e vidros quebrados. Barulho semelhante ao de disparo de arma de fogo foi ouvido na Estação. Seguranças do Metrô estavam acuados em um canto do terminal e, até as 20h, a Polícia Militar não havia chegado para conter a confusão.

Exame.com – Edgar Maciel – 25/02/2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Alckmin troca comando da CPTM

Ex-presidente Mário Bandeira foi indiciado pela PF no inquérito que apura cartel de trens. Ele foi substituído por Paulo de Magalhães Bento Gonçalves
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) escolheu Paulo de Magalhães Bento Gonçalves para presidir a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O engenheiro vai substituir Mário Bandeira, indiciado pela Polícia Federal em dezembro do ano passado no inquérito que apura cartel de trens. O esquema, segundo a PF, operou entre 1998 e 2008, governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.
Em janeiro, Bandeira já havia dito que deixaria o cargo. Ele nega a prática de irregularidades e foi indiciado pela PF por fraude. Em 2005, ele fez um aditamento a um contrato, assinado pela gestão Covas dez anos antes, com o Consórcio Ferroviário Espanhol-Brasileiro (Cofesbra) - integrado por Alstom Brasil, Bombardier e CAF Brasil Indústria e Comércio -, para aquisição de doze trens ao preço de 223,5 milhões de reais, segundo valores da época. Segundo a PF, Bandeira deveria ter aberto nova licitação, em função do tempo decorrido desde a celebração do contrato inicial.
A Polícia Federal afirma que o sexto aditivo foi firmado "muito tempo após o contrato original, cerca de dez anos, encerrado em 1º de novembro de 2000 com o fornecimento e o pagamento dos trens licitados, o que configurou fraude no sentido de se evitar licitação". O relatório final do inquérito da PF atribui a Bandeira "ilicitude flagrante pela modificação ilegal do contrato, não se observando a necessidade de um novo processo licitatório para uma nova compra de trens". A PF também aponta intermediação do engenheiro Arthur Teixeira, suposto lobista do cartel - seu advogado, Eduardo Carnelós, afirma que Teixeira é consultor e nunca pagou propinas.
O indício do envolvimento de Teixeira consta de documentação encaminhada pela Inglaterra, segundo a PF, onde a Alstom foi alvo de investigação. "Um e-mail apreendido pelas autoridades inglesas revela a intermediação dele (Teixeira) com os empresários e, ainda, que Bandeira foi o principal idealizador do aditivo, com a manifesta intenção de evitar o que seria a devida licitação", aponta.
O e-mail foi redigido por Teixeira, diz a Polícia Federal. "Fomos chamados pelo sr. Mário Bandeira, presidente da CPTM, para nos comunicar a decisão de ampliar, no menor prazo possível, a frota de trens que serve atualmente o Expresso Leste. A CPTM considera que a melhor solução para implementar rapidamente essa expansão será através de aditivo ao contrato Cofesbra, até 25% do valor do contrato original, que permitiria, além de manter a padronização do material rodante dessa linha, reduzir bastante os prazos de contratação e entrega devido à ausência do processo de licitação."
A PF afirma que Teixeira pagou propinas por meio da GHT Consulting, do Uruguai. O delegado Milton Fornazari Junior indiciou Bandeira e o diretor de Operações da CPTM, José Luiz Lavorente, por violação ao artigo 92 da Lei 8666/93 (Lei de Licitações) - quando há mudança contratual. O governo paulista ainda estuda quadros para assumir a presidência do Metrô. Há a possibilidade de o cargo ser concentrado pelo próprio secretário de Transportes, Clodoaldo Pelissioni.

Veja – 23/02/2015

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Consórcio pagará R$ 400 mil por morte no Monotrilho de São Paulo

O Consórcio AG/CR, que executa a construção de um trecho do futuro Monotrilho (Linha 17-Ouro do Metrô), em São Paulo, pagará R$ 400 mil por falhas de segurança. A indenização por dano moral coletivo foi fixada em termo de ajuste de conduta (TAC) assinado com o Ministério Público do Trabalho no estado (MPT-SP), em 29 de janeiro, após a empresa ser alvo de inquérito civil pela morte do operário Juraci Cunha dos Santos, em junho de 2014. O acordo foi proposto para regularizar as condições de segurança nas obras do consórcio e evitar novos acidentes.

O trabalhador atuava em equipe no ajuste de uma viga de 90 toneladas a 25 metros de altura. Por não estar presa em um guindaste (que foi utilizado apenas para colocar, e não para segurar a estrutura durante o ajuste), a viga se soltou e desabou, arrastando e esmagando o trabalhador.

O inquérito verificou também que o equipamento de segurança dos operários estava fixado na própria estrutura que ajustavam, contrariando normas de segurança no trabalho. “O sistema de ancoragem deles deveria ser ligado a uma estrutura independente, para não serem levados em caso de queda. Um dos trabalhadores conseguiu se soltar a tempo, mas Juraci não”, afirmou a perita do MPT-SP Patrícia Lopes das Neves. “Além disso, se o guindaste estivesse segurando a viga, provavelmente o acidente não teria acontecido”, completou.

Obrigações – O acordo obriga a empresa a realizar análises de risco para adequar-se às normas de segurança. “O objetivo é assegurar que as atividades só serão desenvolvidas com completa segurança, com isolamento de área, sinalização, projetos de proteção coletiva, projeto de ancoragem e programas de movimentação de cargas”, afirma a procuradora Tatiana Simonetti, à frente do TAC. 

O consórcio também deverá capacitar os operários que exercem atividades em altura e garantir que a equipe de lançamento e ajuste de vigas seja composta por profissionais qualificados, com treinamento específico para a função. Em caso de descumprimento, será cobrada multa de R$ 20 mil por infração constatada.


Olhar Jurídico – 11/02/2015

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Estação de trem abandonada será revitalizada em Taubaté (SP)

Imóvel deve ser tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico. Projeto prevê construção de café, auditório e sala de exposições.

Há 35 anos sem receber passageiros, a estação de trem de Taubaté, no Vale do Paraíba, está em ruínas e agora deve ser reformada.

O Instituto de Desenvolvimento e Sustentabilidade Humana, em parceria com a Prefeitura de Taubaté, conseguiu a concessão do imóvel, que está em fase de tombamento pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephat). Além do armazém, com uma área de 400 metros quadrados, a expectativa é que a estação seja um centro de cultura e educação.

“Esperamos construir um memorial da estação, com salas, um café e auditório que possa receber espetáculos com uma interação com a própria estação e a praça que fica em frente”, esclareceu o diretor-presidente do instituto, Rodrigo França.

A estação está localizada em uma região movimentada da cidade. O prédio foi erguido em 1866 e está em ruínas por falta de manutenção. A pintura que restou da fachada divide espaço com pichações. Na parte de dentro, o forro está desabando e a sujeira está por todo lado. Mas nos cômodos abandonados ainda são encontrados móveis, uma máquina de escrever, uma poltrona e um cofre.

Antigamente, os passageiros que vinham de São Paulo com destino ao Rio de Janeiro paravam na estação de Taubaté. Havia uma diferença na largura dos trilhos, por isso os passageiros eram obrigados a descer dos vagões e fazer a baldeação, por isso esta era uma das estações mais movimentadas do eixo Rio-São Paulo.

“Era uma das mais importantes estações ao lado da estação de Cachoeira Paulista, as principais do trecho”, contou França.

Há mais de 35 anos não é feito o transporte de passageiros. O prédio era usado como escritório pela empresa MRS Logística, concessionária que opera a malha ferroviária de carga nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Mas há anos o prédio estava abandonado.

Com a revitalização, a expectativa dos moradores e comerciantes da região é poder desfrutar de um espaço que preserve a história e promova a cultura.


G1 – 22/02/2015

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Dois trens colidem na Suíça e deixam cinco feridos

Foto Arnd Wiegmann
Uma das vítimas está em estado grave, de acordo com a polícia local. Equipes de resgate e bombeiros foram deslocados para local da colisão.

Dois trens de passageiros colidiram nesta sexta-feira (20) em Rafz, localidade ao norte de Zurique, na Suíça, deixando feridos, informaram a polícia e a SBB, a operadora ferroviária. O acidente, que ocorreu às 6h45 (local) parou as rotas que cruzam a região.

De acordo com a polícia local, cinco pessoas ficaram feridas, sendo que uma, possivelmente o condutor, está em estado grave. De acordo com uma testemunha entrevistada pelo jornal "Blick", alguns vagões tombaram e as equipes de emergência e os bombeiros foram enviados ao local.

As imagens da colisão mostram a cabine de uma das composições completamente destruída.

Um dos trens descarrilou e o tráfego na linha ferroviária entre Bülach e Schaffhouse foi suspenso.

Um jovem de 18 anos, que estava em um dos trens, afirmou que sua composição seguia de Rafz para Schaffhouse, quando parou de repente. "Um trem rápido procedente de Zurique chegou por trás e bateu no nosso trem. O Intercity descarrilou", afirmou o passageiro.

O jovem informou que os dois trens ficaram danificados e que os técnicos permitiram a saída rápida dos passageiros.


G1 – 20/02/2015

Cenas do último "incidente" na CPTM

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Incêndio atinge vagão de trem da CPTM em Ribeirão Pires, no ABC

Três pessoas foram socorridas após inalação de fumaça, segundo a CPTM.  Trens circulam com maiores intervalos entre Mauá e Rio Grande da Serra.

Um incêndio atingiu a parte superior de um trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em Ribeirão Pires, no ABC, por volta das 17h15 desta quinta-feira (19). O fogo foi combatido pelo Corpo de Bombeiros, que enviou cinco equipes para o local. Unidades de resgate dos bombeiros e do Samu socorreram vítimas a hospitais da região.  A CPTM diz que três pessoas foram socorridas.

Duas mulheres, de 24 e 44 anos, foram levadas pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital Nardini, em Mauá, com sintomas de intoxicação. Por volta das 20h50 elas já tinham sido medicadas e permaneciam em observação, acompanhadas por parentes, de acordo com o plantonista administrativo do hospital, Thiago Portela.

Segundo a central de ambulância da Prefeitura de Ribeirão Pires, 15 pessoas foram atendidas com sintomas de intoxicação e levadas à Unidade de Pronto Atendimento Santa Luzia. Por volta das 20h40, funcionários da UPA informaram que não houve internações.

Por causa do incidente, os trens da Linha 10 - Turquesa da CPTM, que liga a estação Brás, no Centro de São Paulo, a Rio Grande da Serra, circulava com maiores intervalos. Os trens trafegavam  por via única entre Mauá e Rio Grande da Serra.


Um passageiro gravou a fumaça saindo da composição. Houve correria, choro e desmaios. Os passageiros tentaram sair ao mesmo tempo pela mesma porta e alguns caíram na plataforma.

 
G1 – 19/02/2015

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Alckmin sanciona lei da tarifa zero para estudantes em trens e Metrô

Alunos da rede pública e com renda baixa na rede privada têm direito. Passe livre também vale para ônibus da EMTU; ônibus municipais já têm.

O governador Geraldo Alckmin sancionou nesta quinta-feira (19) lei que garante tarifa zero aos estudantes nos transportes públicos metropolitanos. Os estudantes já circulam nos ônibus municipais sem pagar nada.

Alunos dos ensinos fundamental, médio e superior da rede pública terão direito ao passe livre no Metrô, nos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e nos ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Os estudantes da rede privada que tiverem renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa também terão direito ao passe livre.

Os estudantes poderão usar 48 passagens gratuitas por mês. Se não usarem, as passagens não ficam acumuladas para o mês seguinte. Cerca de 615 mil estudantes serão contemplados na região metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Campinas, Vale do Paraíba e Litoral Norte.


G1 – 19/02/2015

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Trem em Sertãozinho (SP) consome R$ 8 milhões fora dos trilhos

Foto Márcia Pinheiro
Vagão de passageiro cedido pelo Dnit virou sucata e está abandonado no pátio da Estação Ferroviária.
Após seis anos, o Trem da Cana - projeto turístico que prevê passeio da Estação de Sertãozinho até o Museu Engenho Central, numa distância de 10 quilômetros - já consumiu R$ 8 milhões e ainda não saiu do papel, em Sertãozinho.
Até o vagão de passageiros que foi cedido à prefeitura pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes), está abandonado no pátio da Estação Ferroviária da cidade e acabou virando sucata.
No começo de 2009, o então prefeito de Sertãozinho Nério Costa, hoje integrante do governo de Dárcy Vera em Ribeirão Preto, lançava a ideia de um trem turístico na cidade. E fez uma parceria com a antiga administradora da linha férrea de Sertãozinho a Pontal, a Ferrovia Centro Atlântica (FCA).
O projeto que previa o passeio turístico até o museu, tinha previsão de ser finalizado em dois anos.
A FCA cumpriu sua parte no acordo e investiu R$ 8 milhões para recuperar os 20 quilômetros da linha férrea Sertãozinho a Pontal. Já a prefeitura não reformou o vagão de passageiros e nem conseguiu as verbas necessárias para colocar o trem nos trilhos.
Em 2013, a FCA devolveu o trecho ao DNIT, que repassou a Prefeitura de Sertãozinho e a Associação de Preservação das Tradições Ferroviárias (APTF), entidade com sede em Pontal e que promete a conclusão do projeto em parceria com a iniciativa privada.
“Na época, era pré-requisito que as prefeituras participassem como parceiras, mas elas entraram com interesse político”, afirmou Sérgio Feijão Filho, superintende da APTF. O valor gasto até agora com o projeto, de acordo com o superintendente da empresa, é milionário, beira os R$ 8 milhões.
Em nota, a FCA confirmou a devolução do trecho. “Tanto a linha férrea quanto os imóveis e demais materiais pertencentes ao trecho passaram a ser geridos pelo DNIT.”
Vagão
Segundo Sérgio Feijão, a única colaboração da prefeitura de Sertãozinho neste período foi retirar do pátio do DNIT em Bauru um vagão de passageiros cedido pelo órgão e transportá-lo até o município.
“Foram obtidos cinco vagões junto ao DNIT. Porém, quatro destes estavam em Osasco, mas foram incendiados e perdidos”, ressaltou o superintendente que também afirmou o valor necessário para restaurar o vagão. 
“A recuperação, tanto externa quanto interna desses vagões, vai custar cerca de R$ 1 milhão de reais”, afirmou.
Futuro do trem será o ‘Expresso do açúcar’
A empresa pontalense que assumiu o projeto já realizou algumas alterações. O trem turístico agora foi denominado de Expresso do Açúcar. “É uma maneira de resgatar a história das ferrovias da região”, disse Sérgio Feijão, superintende da APTF.
Agora, o passeio previsto inicialmente para ser gratuito, será cobrado dos turistas. “A gente entende que o dinheiro para colocar o projeto em prática terá que vir de fontes privadas. Por isso, o trem será cobrado”, disse Feijão Filho.
Prefeitura quer vagões novos
A prefeitura de Sertãozinho negou que o projeto esteja parado, e afirmou que tem feitos estudos para concretizá-lo respeitando as prioridades do município.
“Considerando o alto custo de implantação, a etapa de desenvolvimento tem sido levada de maneira a respeitar as restrições econômicas a que os principais setores do município têm sido submetidos nos últimos anos”, explicou João André da Rocha, diretor de Cultura e Turismo.
Segundo ele, a intenção é a aquisição de vagões novos. “Considerando o valor de restauro e comparando com vagões prontos para uso, tem parecido mais viável financeiramente a viabilização de outros vagões para o transporte de passageiros, quando o projeto estiver implantado.”
Ele não descarta a possibilidade de utilizar o vagão recebido do Dnit no projeto. Em nota, o Dnit confirmou que repassou o ramal de Sertãozinho a APTF. “O trecho de Sertãozinho foi cedido para entidades que se propuseram a trabalhar em parceria para implantação do Trem da Cana”.
O órgão também relatou que “o financiamento desses projetos deve ser realizado no âmbito do Ministério do Turismo, com recursos próprios ou por meio de patrocinadores privados.”

A Cidade – Eliel Almeida - 12/02/2015

Bomba da Segunda Guerra paralisa trens em Paris

Uma bomba da Segunda Mundial encontrada nos trilhos da estação de trens Noisy le Sec, em Seine Saint Denis, na região parisiense, paralisou o tráfego nesta terça-feira (18) .
De acordo com um comunicado da companhia de trens francesa SNCF, o artefato inglês de 250 quilos foi descoberto por volta do 12h10, por acaso, em um canteiro de obras.
Por conta da descoberta, todos os trens que partem e chegam à estação Gare de l’est, uma das maiores centrais ferroviárias de Paris, situada a oito quilômetros, pararam de circular, por medidas de segurança. O motivo é que os trilhos de Noisy le Sec e Gare de l’est integram a mesma rede ferroviária. A polícia também estabeleceu um perímetro de segurança no local.
Bomba ainda pode explodir

Segundo a polícia francesa, a bomba ainda pode explodir. “Nesses casos, não arriscamos.” Uma equipe especializada da Secretaria de Segurança Pública chegou ao local por volta das 14h15 para neutralizar o artefato. Em seu comunicado, a SNCF pede que os passageiros adiem suas viagens.

A paralisação também atinge os trens de subúrbio, como o RER B, que liga Paris ao aeroporto Charles de Gaulle.


RFI – 17/02/2015

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Trens da Inglaterra terão Wi-Fi gratuito em 2017

Com investimento de cerca de 50 milhões de libras do governo britânico, os trens da Inglaterra terão redes Wi-Fi gratuitas em 2017.
Segundo a companhia Rail Minister Claire Perry, as negociações já começaram e envolvem as maiores empresas ferroviárias do país, como Thameslink, Southern and Great Northern, Southeastern, Chiltern e Arriva Trains Wales.
Como indica o Engadget, apesar de grande parte da Inglaterra contar com redes móveis velozes e confiáveis, o governo investe nessa medida para que os passageiros de trens também desfrutem de uma boa qualidade de conexão – uma vez que não há garantia de estabilidade do sinal de internet móvel nesse meio de transporte.
“Como alguém que viaja regularmente do norte da Escócia para todo o país, aprecio o valor de conexões de internet rápidas e baratas em trens, tanto para lazer quanto para negócios. É por isso que o governo está destinando cerca de 50 milhões de euros para fornecer acesso Wi-Fi em trens”, informou, em nota, Danny Alexander, secretário do tesouro da Inglaterra.

Info – Lucas Agrela – 13/02/2015

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Tumulto deixa três feridos em estação de trem no Rio de Janeiro

Rio, 14 - Um tumulto no fim da noite desta sexta-feira (13) deixou pelo menos três pessoas feridas na estação de trens da Central do Brasil, no centro do Rio. Às 23h55, alguns passageiros que estavam no local se irritaram com a demora para chegada dos trens e se envolveram em uma discussão com agentes da Supervia, a concessionária responsável pelo sistema de trens do Rio. Há relatos de disparos por armas de fogo. Os feridos foram encaminhados para o Hospital Municipal Souza Aguiar e liberados em seguida.

De acordo com a empresa, o Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) foi acionado para conter a confusão e os envolvidos foram levados para a 4ª Delegacia de Polícia (Centro), que investiga o caso.

Segundo a Polícia Civil, foi realizado um registro de ocorrência de lesão corporal e disparo por arma de fogo. Os policiais vão solicitar imagens de câmeras de segurança no local. A polícia civil também vai colher depoimentos de testemunhas que estavam na estação. O número de envolvidos na confusão não foi informado pela 4ª DP.


Estado de Minas – 14/02/2015

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

STF: delação 'não vale' no caso dos trens do PSDB

Ministro Luiz Fux
Ministro Luiz Fux descartou acusações em “delação premiada” do ex-diretor da divisão de transporte da Siemens, Everton Rheinheimer, que declarou que agentes públicos recebiam propinas de multinacionais.
Do site Jota, especializado em cobertura do Judiciário , agora à tarde, em reportagem de Luiz Orlando Carneiro:

“Com o “voto do Ministro Luiz Fux, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal arquivou, nesta terça-feira (10/2), o inquérito (INQ 3.815) relativo ao suposto esquema de formação de cartel em licitações do sistema do metrô de São Paulo, entre 1998 e 2008 (Caso Alstom-Simens).

O inquérito “subiu” ao STF porque tinha, entre os indiciados, o ex-deputado federal e atual suplente de senador José Aníbal (PSDB-SP) e o deputado Rodrigo Garcia (DEM-SP), no exercício do mandato.

No dia 25 de novembro último, o ministro Fux pedira vista dos autos, quando se verificou o empate de dois votos a dois (as turmas do STF têm cinco membros) no julgamento da questão de ordem levantada pelo relator do processo, ministro Marco Aurélio, sobre a continuidade das investigações que envolveram os dois políticos.

Os ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber tinham votado pelo prosseguimento do inquérito, por entenderem ser cabível a promoção de novas diligências, já que – embora frágeis – havia indícios de ligação dos parlamentares com os “fatos narrados”. Além disso, consideraram haver “interesse público” no prosseguimento da apuração.”

A base das acusações era a “delação premiada” do ex-diretor da divisão de transporte da Siemens, Everton Rheinheimer. Em depoimento à Polícia Federal, Rheinheimer declarou que parlamentares recebiam propinas de multinacionais, entre eles os dois com foro privilegiado.

Como Rheinheimer não tinha conta no exterior, não era condenado da Justiça e não acusou ninguém do PT o que ele diz não é tão crível quanto, é claro, o que diz o “bandido profissional” (palavras de seu juiz “particular” Sérgio Moro) Alberto Youssef.

O relatório de Fux diz que, apesar da citação feita pelo ex-diretor da multinacional alemã, não havia menção direta aos parlamentares do PSDB e do DEM. E, então, “matou no peito” e desempatou a votação, extinguindo o processo.


Tribuna Hoje – 11/02/2015

Assembleia de SP aprova passe livre estudantil no Metrô, trens e ônibus da EMTU

Terão o direito estudantes dos ensinos fundamental e médio da rede pública, além de universitários e alunos de cursos técnicos que comprovarem baixa renda.

São Paulo – A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou ontem (11) projeto de lei que garante passe livreaos estudantes do ensino fundamental, médio e superior do ensino público no Metrô, na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e nos ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).

Por emenda do deputado João Paulo Rillo, líder do PT, foram incluídos também alunos dos cursos técnicos, profissionalizantes e de pré-vestibular que tenham renda familiar per capita que não ultrapasse um salário mínimo e meio (R$ 1.185). Os universitários que comprovarem baixa renda também terão direito, assim como aqueles que participam de programas de inclusão, como o Prouni e o Fies.

O líder do PT afirmou que a conquista não foi completa, já que diversos estudantes ainda não serão beneficiados pela isenção do pagamento do transporte coletivo. Ele enfatizou que a aprovação decorre da luta dos estudantes, e não de iniciativa do governo.

O deputado Luiz Cláudio Marcolino (PT) criticou o fato de apenas os estudantes das regiões metropolitanas serem beneficiados pela norma. A líder do PCdoB, Leci Brandão, também elogiou o movimento estudantil em favor do passe livre: "As emendas que aperfeiçoaram o projeto foram trazidas prontas por eles".

Antes da votação, representantes da União Estadual de Estudantes (UEE), da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes), da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Fatec foram recebidos pelo presidente da Casa, deputado Chico Sardelli (PV).

O projeto segue para sanção do governador Geraldo Alckmin.


Rede Brasil Atual – 12/-2/2025

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Novos bondes de Santa Teresa, Rio, são penhorados por dívida trabalhista

foto André Gomes de Melo
Decisão foi publicada pelo Tribunal Regional do Trabalho. Secretaria diz que não foi notificada e que Procuradoria vai recorrer.

Os 14 novos bondes de Santa Teresa, previstos para voltar a circular na Copa de 2014, foram penhorados em decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1), publicada no fim de janeiro, por conta de dívidas trabalhistas.

A ação foi promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil para quitar dívidas com operários, que chegam a R$ 78 milhões. A ré, a Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central), ainda pode entrar com recurso para impedir a execução do leilão.

A decisão torna imprevisível a entrega do transporte, mais de três anos após o acidente que deixou seis mortos.

Secretaria vai recorrer

A Secretaria de Estado de Transportes informou que, até a noite desta terça-feira (10), não havia sido notificada pelo TRT sobre a decisão e que a Procuradoria Geral do Estado entrará com recurso. Segundo a secretaria, os bondes de Santa Teresa não são patrimônio da Central Logística, parte na ação. "Os bondes pertencem ao Estado do Rio de Janeiro, que não faz parte do processo em questão, e são destinados ao serviço público, portanto, impenhoráveis."

Os bondes, que chegaram a ser apresentados em uma solenidade polêmica, não podem passar por testes. Caso a determinação seja descumprida, a ré pode pagar multa diária de R$ 10 mil. Para tanto, os veículos precisam ser lacrados. A partir da ciência da penhora, a empresa tem 5 dias para entrar com recurso. Caso não recorra ou não pague a dívida, o leilão dos bens penhorados será marcado.

Apresentação polêmica

Da reforma dos 18 km previstos de traçado do bonde, apenas 1 km está concluído. Durante a apresentação dos veículos, em agosto passado, o subsecretário da Casa Civil, Rodrigo Vieira, disse que a Rua Joaquim Murtinho "está 100% pronta, faltando apenas colocar rejunte e acabamentos" e que faltam poucos ajustes na Rua Francisco Muratori, nos Arcos da Lapa e no Largo da Carioca. A solenidade, porém, foi marcada pela indignação.

Moradores realizaram um protesto, inclusive com ativistas fantasiados de palhaço, e apontaram buracos na via, calçadas danificadas e outros pontos que ainda demandam reparos. Sob vaias, gritos de "mentiroso" e outros insultos, o subsecretário foi hostilizado pelos moradores enquanto o bonde era puxado por um guincho ladeira acima. Policiais militares acompanharam o ato que, apesar de hostil, foi pacífico.


G1 – Gabriel Barreira - 10/02/2015