quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Obra do monotrilho (SP) desvaloriza e danifica imóveis

Foto Marcelo D. Sants
Na esquina da rua Vieira de Morais com a avenida Washington Luís, no Campo Belo, zona sul, repousa há um ano e meio uma viga de 90 toneladas que despencou sobre operários da obra da Linha 17-ouro do monotrilho, matando Juraci Cunha dos Santos, de 25 anos, e deixando outros dois feridos. A cena simboliza uma obra que, até agora, só degradou a região e irrita comerciantes e moradores.
No Hotel Blue Tree, a obra deixou infiltrações e rachaduras em uma sala. A coordenadora de serviços exclusivos, Camila Damiani, de 28 anos, afirma que a obra "desvaloriza" o imóvel. "Ter uma sala de eventos que fica fechada é prejuízo", diz. Ela conta que os hóspedes não gostam de ficar em quartos voltados para o monotrilho.
Logo depois do hotel, há mais um canteiro de obras. Em vez de operários no local, homens cortavam o mato que cresce entre estruturas metálicas já enferrujadas. Os tratores e outros veículos usados pela construção civil estavam estacionados no dia 18, quando a reportagem visitou o local.
Frustração

Na rua Xavier Gouveia, moradores se mostram insatisfeitos com a poluição visual da linha, o atraso na entrega e os danos nos imóveis.
A gerontóloga Beth Macedo, de 52 anos, demonstrava felicidade de saber que o monotrilho que é visto da sala e da cozinha de seu sobrado poderia chegar até a Linha 1-Azul, até saber que os planos tinham mudado e que não há mais prazo para a obra. "Isso é inacreditável. Vamos ter uma obra dessa no quintal de casa, fazendo barulho, com gente olhando para dentro da minha residência, de uma obra que leva do nada para lugar nenhum", diz.
Vizinha de Beth, a aposentada Maria Eugênia, de 67 anos, conta que seu sobrado, antes avaliado em R$ 1,2 milhão, teve o preço reduzido para R$ 800 mil. Ela tem vontade de sair, mas teme o prejuízo. "Agora eu nem sei mais o que fazer. Parece que não vai ficar pronto nunca. Só espero estar viva para ver a linha funcionando e valorizar novamente meu imóvel."
Para o diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, Valter Caldana, as queixas são pertinentes. "Os monotrilhos, à medida em que geram uma agressão à paisagem, acabam refletindo na sociedade um sentido de rejeição", diz.
Em nota, o Metrô informa que a empresa e o consórcio "monitoram todas as interferências relativas às obras, fazendo os reparos necessários nos imóveis". O consórcio já foi notificado para que "providencie melhorias nas condições dos canteiros" e a viga não foi retirada porque a Superintendência Regional do Trabalho "ainda não liberou o lançamento das vigas curvas". As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

UOL – 31/12/-2015

Tarifas de trens e barcas do RJ aumentam em 2016

Valor do bilhete das barcas passa para R$ 5,60 e trens para R$ 3,70. Tarifas dos ônibus intermunicipais também vão sofrer reajuste.

As tarifas das barcas e dos trens do Rio de Janeiro vão sofre reajuste contratual no início de 2016. Nesta quarta-feira (30), a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) autorizou as concessionárias CCR Barcas e Supervia a aumentarem o valor dos bilhetes de embarque das barcas e trens. Desta forma, o valor da tarifa das barcas passa de R$ 5 para R$ 5,60 e dos trens de R$ 3,30 para R$ 3,70.

De acordo com a  Agetransp, a decisão entra em vigor em 2 de fevereiro para os passageiros dos trens e em 12 de fevereiro para aqueles que utilizam as barcas. Os usuários devem ser informados pelas concessionárias com 30 dias de antecedência.

Ainda segundo a Agetransp, para a base do reajuste da tarifa aquaviária de equilíbrio, foi considerado o valor real de R$ 5,1218 - atualizado em relação ao índice de inflação projetado - referente ao reajuste anterior, sobre o qual foi aplicado o índice referente à variação do IPCA (índice de inflação calculado pelo IBGE) entre fevereiro de 2015 e fevereiro de 2016, conforme previsto em contrato.

A Agetransp também analisou o pleito de reajuste tarifário relativo ao ano de 2016 para a linha Charitas do transporte aquaviário. A agência autorizou a concessionária a praticar a tarifa de R$ 15,40, equivalente à variação do IPCA entre novembro de 2014 e novembro de 2015 sobre o valor de R$ 13,90, autorizado no reajuste anterior.

Já para a base do reajuste da tarifa ferroviária de equilíbrio, a Agetransp informou que foi considerado o valor de R$ 3,2948, homologado no reajuste anterior, sobre o qual foi utilizado como base o índice de inflação calculado pela Fundação Getúlio Vargas (IGP-M) entre novembro de 2014 e novembro de 2015, conforme previsto em contrato.

Tarifa dos ônibus intermunicipais também aumenta

O Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) informou que foi autorizado o reajuste das tarifas para o sistema rodoviário intermunicipal de passageiros do Estado do Rio de Janeiro. A tarifa intermunicipal básica passa de R$ 3,15 para R$ 3,50. A informação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (30).

De acordo com o Detro, o índice de reajuste, determinado pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses, é de 10,48%. As novas tarifas intermunicipais entram em vigor a partir do dia 10 de janeiro.

Ainda segundo o Detro, o aviso sobre o novo valor dessas tarifas deve ser afixado pelas empresas nos ônibus, guichês e pontos de vendas de passagens.

Bilhete Único Intermunicipal

O governo do estado também informou que autorizou o reajuste do valor do Bilhete Único Intermunicipal, conforme decreto firmado nesta quarta pelo governador Luiz Fernando Pezão, que será publicado do Diário Oficial da quinta-feira (31). A tarifa do Bilhete Único Intermunicipal passará dos atuais R$ 5,90 para R$ 6,50.

O governo explica que, segundo a legislação em vigor, o reajuste foi fixado pelo mesmo índice das tarifas de ônibus intermunicipais que, de acordo com portaria publicada pelo Detro.

Firjan contesta aumento de carga tributária

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) contestou nesta quarta-feira o aumento da carga tributária ocorrido no Estado do Rio com a publicação no Diário Oficial de leis que criam a Taxa de Fiscalização de Petróleo e Gás e promovem o aumento do Fundo Estadual de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP), do IPVA e do ITD. Também foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a criação da Taxa de Fiscalização de Energia Elétrica, que deverá ser sancionada nas primeiras semanas de janeiro.

Conforme estudo feito pela Firjan, os custos com esses aumentos de impostos e criação de taxas podem chegar a R$ 4,4 bilhões em 2016. Isso significa que cada cidadão fluminense terá que pagar, em média, R$ 269 a mais em tributos por ano.

Para a Firjan, a solução para a crise econômica não está em novos aumentos da carga tributária, que há anos supera 45% do PIB. "Nesse ambiente, aumentos e criação de novos tributos têm o potencial de agravar ainda mais a situação das empresas e do próprio governo, produzindo efeitos contrários aos desejados, podendo levar inclusive à queda da arrecadação e a um desestímulo às atividades formais, gerando até mesmo uma perda de receita para o estado", diz a nota da entidade.


G1 – 30/12/2015

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A reabertura da estação Luz (SP) nesta quinta-feira

Foto Antônio Cícero
Alguns acessos e plataformas estarão fechados por causa de obras de reparo.

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) reabrirá a Estação da Luz nesta quinta-feira (31), a partir das 4h. A reabertura ocorre dez dias após incêndio que atingiu o Museu da Língua Portuguesa (o incidente deixou um brigadista morto). A população deve ficar atenta porque nem todas as entradas nem todas as plataformas estarão em funcionamento (confira ao final).

Após nova vistoria realizada nesta quarta-feira (30) pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a Defesa Civil do município liberou a estação para operação dos trens.
Serão utilizadas três plataformas e os acessos à estação serão realizados pela avenida Cásper Líbero e pela calçada da Pinacoteca, na Praça da Luz.

De acordo com nota divulgada pela assessoria da CPTM, as alterações são necessárias devido à continuidade das obras de reparo do museu.

Os trens da Linha 11-Coral Expresso Leste farão o trajeto Luz-Guaianases e Brás-Guaianases, alternadamente. Já os trens da Linha 7-Rubi farão o trajeto Brás-Francisco Morato, passando pela Luz, como reforço na oferta de lugares do trecho Brás - Luz.
Segundo a CPTM, as alterações foram feitas para garantir a reabertura da estação e permitir a continuidade das obras. O objetivo principal é liberar “o mais rápido possível o acesso principal e a plataforma 4, utilizada pelos trens da Linha 11-Coral”.
Confira as mudanças:

Acessos

Os usuários acessarão a estação pela avenida Cásper Líbero e pelo acesso da calçada da Pinacoteca, na Praça da Luz.
Os acessos pelo saguão principal lado Jardim da Luz, pela Rua Mauá e pela calçada do Museu da Língua Portuguesa permanecerão fechados.
Linha 7-Rubi – Brás-Francisco Morato

Os trens da Linha 7-Rubi farão o trajeto Brás-Francisco Morato, passando pela estação da Luz nas plataformas 1 e 2.
Na estação Brás, a Linha 7 utilizará a plataforma 1.
Linha 11-Coral – Expresso Leste – Luz-Guaianases

Os trens da Linha 11-Coral farão o trajeto Luz-Guaianases e Brás-Guaianases, alternadamente. Os trens que seguirem até a Luz utilizarão a plataforma 3 para embarque e desembarque.
Linha 10-Turquesa – Brás-Rio Grande da Serra
Para operar a Linha 7-Rubi até o Brás, os trens da Linha 10-Turquesa farão embarque e desembarque pela plataforma 2.

R7 – 30/12/2015

Prefeitura e Governo de SP aumentam tarifas do transporte

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o governador do estado,  Geraldo Alckmin (PSDB), devem reajustar as tarifas do transporte público em São Paulo.
De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, o aumento das passagens de R$ 3,50 para R$3,80 entrará em vigor a partir de 9 de janeiro de 2016.
O reajuste de 8,57% não altera os valores cobrados pelos bilhetes mensais, semanais, diários e o madrugador, diz o jornal.
O último aumento aconteceu em janeiro deste ano, quando o valor das passagens de ônibus, trem e metrô subiu de R$ 3,00 para R$ 3,50 — até então, o preço não tinha sido alterado desde 2011 no caso dos ônibus, e desde 2012 no caso dos trens e metrô.
Na época, uma série de manifestações foi organizada na capital paulista pelo Movimento Passe Livre (MPL). Segundo a Polícia Militar (PM), foram presas 51 das mais de 3 mil pessoas que participaram do principal ato contra a mudança nas tarifas. 
Como ficam os novos valores
Passagem unitária de ônibus: R$ 3,80
Passagem unitária de metrô: R$ 3,80
Passagem unitária de trem: R$ 3,80
Bilhete semanal de ônibus: mantido em R$ 38
Bilhete mensal de ônibus: mantido em R$ 140
Valor da integração entre o  ônibus e os trilhos: R$ 5,92
*Procurados pela reportagem de EXAME.com, a prefeitura e o governo de São Paulo ainda não confirmaram a informação.

Exame.com – Valéria Bretas - 30/12/2015

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

DF recebe R$ 103 milhões para expandir metrô e VLT

Desde 2003 investimentos do governo federal na mobilidade urbana em Brasília ultrapassa R$ 4 bilhões.
O Ministério das Cidades vai liberar repasses na ordem R$ 103 milhões para que sejam desenvolvidos projetos de expansão da malha ferroviária destinada à locomoção dos passageiros do Distrito Federal. 
Os aportes integram o Pacto da Modalidade Urbana, iniciativa do governo federal para melhorar o transporte público brasileiro e conceder mais qualidade de vida à população. Do total, serão R$ 77 milhões para a elaboração da Linha 2 do metrô e R$ 26 milhões para a construção da Linha 1 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
A previsão é de que a Linha 2 do metrô possua aproximadamente 8 km de comprimento, interligando a área central à Asa Norte. A Linha 1 do VLT, por sua vez, está estimada em 16 km de extensão, ao longo da avenida W3, e vai beneficiar 115 mil passageiros por dia.
 Segundo a pasta, os projetos requerem estudos e avaliações da rede na área central de Brasília, em especial, do Eixo Monumental. Compreende também Pesquisa de Mobilidade Urbana; Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental; Estudo de Impacto Ambiental; bem como análises topográficas e geotécnicas complementares e o anteprojeto de engenharia.
Desde 2003, o governo federal possui uma carteira de investimentos, em Brasília, de R$ 9,55 bilhões. No DF, o total de investimentos é de R$ 9,437 bilhões, sendo R$ 4,221 bilhões para mobilidade urbana. Em todo o Brasil, o valor da carteira de investimentos ultrapassa R$ 566,4 bilhões, com R$ 159,6 bilhões somente para o transporte de passageiros.


Portal Brasil – 16/12/2015

Trens da Luz (SP) ficarão fechados por mais dois dias para colocação de cinco vigas

Foto Marlene Bergamo
Parte do entulho retirado do terceiro andar no fim de semana ainda permanece em frente ao prédio.

Uma semana após o incêndio de grande proporção que atingiu o Museu da Língua Portuguesa, parte do prédio da Luz no centro de São Paulo, que abriga também a tradicional estação de trem, permanece interditada.
Técnicos que retiraram escombros neste fim de semana calculam que são necessários ainda dois dias para obras de escoramento de estruturas e paredes. Então, o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) fará nova vistoria no local a fim de liberar o acesso às linhas 7-Rubi e 11-Coral da CPTM, que funcionam apenas até as estações Palmeiras Barra Funda e Brás, respectivamente. As linhas do metrô que passam pela Luz, entretanto, operam normalmente.
As obras serão retomadas nesta segunda-feira (28). Um guindaste é esperado no local novamente para auxiliar nos trabalhos. Parte do material danificado pelas chamas retirado nos últimos dias ainda se encontra em frente ao prédio da Luz.

Uma viga de escoramento foi colocada neste fim de semana numa obra de engenharia de atirantamento. No processo de atirantamento, é colocada uma viga junto a cabos de aço para que uma parede sirva de contrapeso para outra, evitando assim, desabamentos.
Os especialistas verificaram, após cinco horas de vistoria no domingo, que devem ser colocadas ainda mais cinco vigas para a segurança das paredes do local. O IPT vistoriou o local após a retirada do entulho do terceiro andar da edificação, atingido pelo fogo. Após a limpeza do local, foram verificados mais pontos instáveis.
"O prazo é necessário porque a gente precisa fazer um trabalho com calma", explica Eduardo de Faria, técnico de metalurgia da Concrejato, empresa responsável pelas obras. "A gente não pode tensionar muito as paredes, pois isso causaria um efeito contrário, gerando tração e podendo derrubá-las".


Jovem Pan – 28/12/2015

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Bonde de Santa Teresa volta a operar até o Largo dos Guimarães, no Rio

Foto Gabriel Barreiro
A informação é da Setrans; teste operacional acontecerá nesta quinta (24). Na segunda (28), começam as viagens com passageiros.

Os testes operacionais com os bondes de Santa Teresa, no trecho dos largos do Curvelo e do Guimarães, serão realizados nesta quinta-feira (24) entre 10h e 13h, informou a Secretaria de Estado de Transportes (Setrans). A partir da segunda-feira (28), começam as viagens com passageiros.

A operação dos bondes de Santa Teresa manterá o horário das 11h às 16h e, durante a fase de pré-operação, permanece gratuito, informou a secretaria.

"O retorno dos bondes de Santa Teresa ao Largo dos Guimarães é um marco importante para o restabelecimento deste tradicional serviço de transporte. O Largo dos Guimarães é o coração do bairro de Santa Teresa e a volta dos bondes atenderá não somente aos moradores, mas também àqueles que visitam o bairro", disse o secretário de Estado de Transportes, Carlos Roberto Osorio, em nota.

Testes nesta quinta

A operação desta quinta-feira, que não terá passageiros, será acompanhada por técnicos de Setrans, da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central) e do consórcio construtor.

O trecho de 500 metros recebeu novos trilhos e rede aérea. “Com isso, o serviço dos bondes passará a ser feito no trajeto do Largo da Carioca até o Largo dos Guimarães, com parada no Largo do Curvelo”, concluiu a secretaria.


G1 – 24/12/2015

domingo, 27 de dezembro de 2015

Monotrilho de SP foi licitado sem projeto básico e orçamento, diz TCU

A auditoria do (Tribunal de Contas da União (TCU), aprovada nesta quarta-feira (30), constatou que a obra da linha 17-ouro, um dos monotrilhos de São Paulo, não tinha projeto básico e nem orçamento quando foi licitada, o que contraria a lei.
As informações foram publicadas nesta quarta-feira (30/9) no jornal “Folha de S. Paulo”.
De acordo com o jornal, o custo total do projeto de 18 quilômetros, que era de R$ 3 bilhões já passou para R$ 5 bilhões. Um trecho da obra, de oito quilômetros, deveria ficar pronto para a Copa de 2014. Mas o projeto só estará terminado entre 2016 e 2017.
Analisando uma representação do Ministério Público, o TCU apontou que a concorrência para a obra poderia ser realizada num regime especial, em que o projeto final é feito depois da contratação.
Mas segundo o TCU, isso não permitia que a disputa fosse realizada sem um projeto básico e um orçamento, como determina a lei. O Metrô de São Paulo enviou documentos e planilhas ao TCU para tentar comprovar que tinha um projeto básico e orçamento da linha 17. Mas o tribunal entendeu que "as informações disponibilizadas junto ao edital de licitação, constantes dos autos, não atenderiam às exigências necessárias para sua caracterização como um Projeto Básico adequado. Logo, a Administração não teria condições concretas para aferir os preços praticados (...)".
Segundo a ‘Folha”, em outro trecho, o relatório afirmou que "verifica-se que as planilhas estimativas apresentadas pelo Metrô não atendem à definição de orçamento detalhado, parte integrante do Projeto Básico".
O relator do processo, ministro José Múcio, considerou que o TCU não pode atuar para identificar e punir possíveis responsáveis pelas irregularidades, tarefas que seriam do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), para onde foram remetidas as conclusões do tribunal.
Quando for entregue, a linha 17 vai ligar a estação Morumbi ao aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital.
Em nota, o metrô afirmou que prestará todos os esclarecimentos aos TCU. "O relator do TCU reconheceu a limitação de competência do tribunal para análise dos procedimentos licitatórios da Linha 17-ouro, considerando, em seu voto, a representação improcedente", informou a companhia.
Em outro processo, também analisado nesta quarta-feira (30), o TCU encontrou falhas do governo federal na aprovação de projetos financiados com recursos federais no setor de Mobilidade Urbana, entre eles a linha 17-ouro.
De acordo com o trabalho, o governo prevê gastar mais de R$ 100 bilhões no setor nos próximos anos, mas não tem sistemas adequados para verificar a qualidade dos projetos feitos por Estados e municípios, que ficam responsáveis pelas obras.
De acordo com relatório do ministro Augusto Nardes, ao analisar projetos com custos superiores a R$ 1 bilhão em que Estados e municípios pediram recursos federais para realizar obras de transporte público, os técnicos apontaram que o Ministério das Cidades apenas referenda o que as cidades e estados querem, sem analisar se a proposta se adequa às políticas públicas do setor.
De acordo com o jornal, além disso, o TCU apontou que as políticas públicas de incentivo à compra de carro, com subsídios aos preços dos combustíveis e dos carros particulares, não levaram em conta a priorização ao transporte público, piorando a qualidade do serviço principalmente nas regiões metropolitanas.

Jornal do Brasil – 27/12/2015

Estação da Luz (SP) receberá vistoria até segunda para avaliar reabertura para trens

Desde quarta (23), uma empresa de engenharia, a Concrejato, faz obras emergenciais para estabilizar uma parede interna do edifício.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) visitou a estação da Luz na manhã deste sábado (26) e disse que o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) fará uma vistoria no domingo (27) ou na segunda (28) para avaliar se é possível reabrir as plataformas para trens.

O local foi atingido por um incêndio na segunda (21), destruindo completamente o Museu da Língua Portuguesa, em seu interior.

Desde quarta (23), uma empresa de engenharia, a Concrejato, faz obras emergenciais para estabilizar uma parede interna do edifício. A empresa deve estabilizar uma viga que dilatou com o fogo, estender cabos de aço de um lado para o outro para reforçar a estabilidade do prédio e retirar partes carbonizadas do telhado de madeira com guindastes.

As ações estão sendo pagas pela Organização Social IDBrasil Cultura, Educação e Esporte, que gere o museu, e foram recomendadas pelo IPT após uma análise preliminar. O valor das obras não foi divulgado.

Segundo o governador, as obras emergenciais devem terminar no domingo (27) ou na segunda (28). "Se o IPT disser que está liberado, está liberado. Se não, ele vai dar as outras orientações e o trabalho continua", afirmou.

Caso a avaliação seja positiva, três de quatro vias serão abertas, normalizando as linhas 7-rubi e 11-coral. Com uma via a menos, o embarque e desembarque da linha 11-coral seria feito em apenas uma plataforma, aumentando o intervalo de circulação.

O acesso seria feito pela rua Mauá. O outro lado da estação, em frente à praça da Luz, seguiria interditado.

Segundo o secretário de Estado da Cultura, Marcelo Araújo, os órgãos de preservação municipal, estadual e federal aprovaram as obras.

Alckmin disse que o incêndio foi uma "grande tragédia", e que a situação é "desoladora". Ele também destacou a bravura do bombeiro civil Ronaldo P. da Cruz, 39, que morreu tentando combater o fogo, e o "grande empenho do corpo de bombeiros".

Segundo o tucano, o laudo que explicará a origem do incêndio ficará pronto em 15 dias. Não há prazo para a restauração do museu.

Usuário 

Enquanto a estação da Luz segue interditada para a CPTM, o usuário do serviço de trens precisa encerrar sua viagem um ponto antes.

No caso de quem se desloca pela linha 7-rubi, os trens de Francisco Morato e Jundiaí param na estação Palmeiras-Barra Funda, onde é possível fazer a integração com a linha 3-vermelha do metrô.

Já quem usa a linha 11-coral, que liga o centro da cidade à zona leste, deve encerrar a jornada na estação Brás, que também está integrada à linha 3 do metrô.

Segundo a CPTM, os serviços do metrô são suficientes para suprir a demanda de deslocamentos.

A linha 1-azul e a linha 4-amarela seguem em operação normal na estação da Luz, que costuma receber 300 mil passageiros por dia.


Diário do Litoral – 27/11/2015

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Estação Luz da CPTM permanece sem previsão de reabertura

Decisão partiu da Defesa Civil da Prefeitura de São Paulo
Dentro dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), os alto-falantes trazem o aviso: “por motivo de incêndio na estação Luz, os trens da linha 11-Coral estão circulando somente até a estação Brás”. Na linha 7-Rubi, que também fazia final na Luz, os passageiros devem desembarcam em Palmeiras-Barra Funda.
Agora, as quase 400 mil pessoas que viajavam até a Luz todos os dias terão de fazer um trajeto bem mais tortuoso para chegar ao trabalho ou em casa. De acordo com a CPTM, a estação permanecerá fechada por tempo indeterminado. A decisão partiu da Defesa Civil da Prefeitura de São Paulo.
A interrupção aconteceu na última segunda-feira, dia 21, quando um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu da Língua Portuguesa, dentro da estrutura da estação. Como alternativa, há integração gratuita com a linha 3-Vermelha do metrô nas estações Brás e Barra Funda. As estações Luz da linha 1-Azul e linha 4-Amarela da ViaQuatro estão operando normalmente.
Após avaliação do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a estrutura afetada receberá obras de contenção para garantir a segurança dos passageiros, além da retirada total dos escombros. Há riscos de desabamento sobre as plataformas de embarque, alerta a Prefeitura, segundo o Estadão.

O prédio tem mais de 100 anos é um importante patrimônio da cidade, tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico), pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) e também pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).


Catraca Livre – 23/12/2015

Feliz Natal aos amigos de São Paulo Trem Jeito

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Linha 15-Prata do Monotrilho (SP) tem horário de funcionamento ampliado

Foto Paulo Lopes
O transporte começa a circular entre 6h e 20h. 8 mil pessoas passam pelas estações Oratório e Vila Prudente.

A Linha 15-Prata do Monotrilho começa a circular das 6h às 20h entre as estações Oratório e Vila Prudente, onde há integração com a Linha 2-Verde do Metrô, a partir desta segunda-feira (21). Antes, o horário de funcionamento era das 7h às 19h.

O trecho de 2,9 km começou a operar em horário comercial em agosto deste ano. O projeto total da obra prevê 18 estações e 26,6 km de trilhos. Dez estações deveriam ter sido entregues em 2015, mas em maio a data foi alterada para 2017.

Quando estiver completa, ligando o Ipiranga a Cidade Tiradentes, a Linha 15-Prata deve transportar 500 mil pessoas diariamente. Atualmente, 8 mil pessoas utilizam o transporte.

Atrasos

Em 2009, o então governador José Serra (PSDB) disse que a expectativa era que a Linha 15-Prata chegasse da Vila Prudente a São Mateus até 2010, com a expansão até Cidade Tiradentes  concluída em 2012.

Depois, em julho de 2013, a entrega do primeiro trecho foi prometida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para janeiro de 2014. Quando o prazo chegou, a abertura foi adiada para março e, finalmente, a operação assistida começou em agosto do ano passado.

Em março deste ano, o secretário Estadual de Transportes, Clodoaldo Pelissioni, afirmou que o desvio do Córrego Mooca, essencial para a construção das próximas três estações da linha, começaria em abril e seria concluído em 15 meses.


G1 – 21/12/2015

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Novos trens (Salvador – BA) começam a ser entregues

Três dos 34 novos trens das linhas 1 e 2 chegaram este mês e passam por testes antes de entrar em operação. As demais 31 composições devem chegar até dezembro do próximo ano. Hoje, seis trens operam o sistema. Todas composições contam com quatro vagões, cada.

As novidades dos novos trens são passagem livre entre os carros, sem portas divisórias, para melhor distribuição dos usuários, além de 22 câmeras de monitoramento e sistema de transmissão de voz e dados, que serão interligados ao Centro de Controle Operacional (CCO).

Os trens trazem as cores da Bahia e dos dois principais times do estado (Bahia e Vitória). Com a operação plena das linhas, a estimativa é que o metrô transporte 500 mil pessoas/dia.

Segundo José Grecco, gestor de implantação de sistemas de material rodante da CCR, serão 84 dias de testes antes de os trens entrarem em operação: "São testes parado, em movimento, com e sem carga e devem durar até março". Segundo ele, as cinco primeiras novas composições devem entrar em operação em abril.

Outras novidades são  32 monitores informativos e publicitários, 32 dispositivos de emergência e 202 assentos anatômicos revestidos em tecido,  mais confortáveis. Cerca de 10% desses assentos são preferenciais, para pessoas com deficiência, idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo e obesos.

Com ar-condicionado e design moderno, os trens possuem 85 metros de comprimento e capacidade de transportar até mil passageiros de uma só vez, com conforto e segurança.


A Tarde – Luan Santos - 21/12/2015