quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Tarifas das barcas e dos trens sobem no RJ a partir de fevereiro

O preço da passagem das barcas foi reajustado de R$ 4,80 para R$ 5. Trens também custarão mais caro — valor subiu de R$ 3,20 para R$ 3,30.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) autorizou, com base nos contratos de concessão, reajustes tarifários das barcas e trens. A CCR Barcas está autorizada a praticar a tarifa no valor de R$ 5. A Supervia poderá cobrar R$ 3,30 pela passagem. A decisão foi tomada na sessão regulatória realizada no dia 18 de dezembro.

O conselho diretor da agência reguladora homologou reajuste de 5,75% (IPCA) para tarifa das linhas sociais de barcas e de 3,66% (IGP-M) para a tarifa dos trens.

Segundo a Agetransp, para a base do reajuste da tarifa aquaviária de equilíbrio foi considerada a tarifa de R$ 4,7556, homologada no reajuste anterior, sobre a qual foi aplicado o índice de 5,75%, referente à variação do IPCA (índice de inflação calculado pelo IBGE) entre fevereiro de 2014 e fevereiro de 2015 (projetado), conforme previsto em contrato. O valor da tarifa reajustada chegou a R$ 5,0290.

De acordo com cláusulas contratuais de arredondamento, a concessionária ficou autorizada a passar o valor dos atuais R$ 4,80 para R$ 5,00. A nova tarifa pode ser praticada a partir do dia 12 de fevereiro, desde que os usuários sejam informados com pelo menos 30 dias de antecedência.

Para a base do reajuste da tarifa ferroviária de equilíbrio, foi considerada a tarifa de R$ 3,1785, homologada no reajuste anterior, sobre a qual foi aplicado o índice de 3,66%, referente à variação do IGP-M (índice de inflação calculado pela Fundação Getúlio Vargas) entre novembro de 2013 e novembro de 2014, conforme previsto em contrato. O valor da tarifa reajustada chegou a R$ 3,2948.

Segundo as cláusulas contratuais de arredondamento, a concessionária fica autorizada a passar o valor dos atuais R$ 3,20 para R$ 3,30. A nova tarifa pode ser praticada a partir do dia 2 de fevereiro, desde que os usuários sejam informados com pelo menos 30 dias de antecedência.

A Agetransp também analisou o pleito de reajuste tarifário relativo ao ano de 2015 para a linha Charitas de transporte aquaviário. Por se tratar de uma linha seletiva, cabe à Agetransp fiscalizar o eventual exercício abusivo na fixação, conforme contrato de concessão. Assim, a agência autorizou a concessionária CCR Barcas a praticar tarifa de R$ 13,90, equivalente à variação do IPCA nos últimos 12 meses (6,56%) sobre o valor de R$ 13, autorizado no reajuste anterior.


G1 – 30/12/2014

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Canoas (RS) pretende ter 15 aeromóveis a partir de 2016

Foto Ricardo Duarte
Obras devem começar no final do primeiro semestre do ano que vem.
Nas três linhas de aeromóvel que a prefeitura de Canoas pretende implantar na cidade a partir de 2016, 15 veículos funcionarão ao longo de 14 quilômetros e 25 estações. Será o maior pulo da tecnologia criada pelo engenheiro gaúcho Oskar Coester desde a criação da antiga linha do Gasômetro, em Porto Alegre, que nunca operou comercialmente, na década de 1980.
– Tiramos do papel aquilo que se dizia que era uma lenda urbana – afirmou o presidente da Trensurb, Humberto Casper.
O prefeito de Canoas, Jairo Jorge (PT), e o representante do grupo Coester, Marcus Coester, assinaram na manhã desta sexta-feira contrato para estudo das linhas 2 e 3 do aeromóvel de Canoas. O valor do acordo é de R$ 9 milhões, oriundos do governo federal. O Regime Diferenciado de Contratação (formato mais ágil do que a licitação comum) da linha 1 deve ser concretizado no início de 2015, e a previsão é de que as obras comecem no final do primeiro semestre do ano que vem, com duração de um ano e meio. O custo total das três linhas pode chegar a R$ 800 milhões.
A assinatura do contrato comemorou também a marca de 1 milhão de passageiros transportados na linha do aeromóvel que liga o Aeroporto Internacional Salgado Filho à Estação Aeroporto da Trensurb. O evento ocorreu na Estação Salgado Filho do aeromóvel, junto ao Terminal 1 do aeroporto, em meio aos passageiros que embarcavam e desembarcavam do veículo.

Os veículos de Canoas terão a mesma capacidade do aeromóvel maior que opera no aeroporto, de 300 passageiros. Mas serão mais largos. A linha 1, entre a Estação Mathias Velho da Trensurb e a Avenida 17 de Abril, no bairro Guajuviras, terá seis quilômetros. A dois, 4,8 quilômetros, ligando a Estação Mathias Velho da Trensurb ao final da Rua Rio Grande do Sul, no mesmo bairro. E a três, três quilômetros entre o entroncamento das avenidas Farroupilha e Boqueirão, no bairro Igara, à Praça do Avião, no Centro.
Será um novo desafio para a Aeromóvel do Brasil S.A. e o Grupo Coester. Mais próximo do transporte de massa, a tecnologia trará vantagens para quem depende dos ônibus em Canoas. Na linha 1, espera-se que o trajeto seja cumprido em 12 minutos, muito mais rapidamente do que com os ônibus, que em horários de pico chegam a demorar entre uma hora e uma hora e meia para ligar o Guajuviras ao Mathias Velho.
– Entendemos que o aeromóvel deve ser uma alternativa de transporte de massa, conectado com ônibus, metrô e outros modais. É um transporte não poluente e que não afeta a mobilidade urbana já existente. Vamos mostrar aos descrentes e céticos que é uma tecnologia inovadora – afirmou Jairo Jorge.


ZH Notícias – André Mags – 19/12/2014

domingo, 28 de dezembro de 2014

Em cidade do Rio de Janeiro, prefeitura cria empresa pública de transporte e zera tarifa

A prefeitura de Maricá (RJ), comandada por Washington Quaquá (PT), instituiu a Tarifa Zero no transporte público a partir da criação da Empresa Pública de Transportes (EPT). O transporte coletivo com tarifa zero iniciou a sua operação no último dia 18 com funcionamento 24h. O prefeito Quaquá declarou que o modelo deve servir de “exemplo” para o Brasil.
Na cidade de Maricá, que fica na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, há 40 anos apenas uma empresa controla o transporte público. Agora, com a EPT, os moradores podem optar pelas linhas gratuitas, totalmente custeadas pela Prefeitura. Moradores ou não poderão utilizar as quatro linhas (dez veículos).
“A tarifa zero é um benefício ao povo e incentivo ao desenvolvimento econômico da cidade, já que novos empreendedores poderão abrir negócios na cidade e não terão mais despesas com vale-transporte dos funcionários. Seremos um exemplo para o Brasil. A segunda parte do projeto prevê a integração do transporte gratuito às vans”, disse o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, no ato que marcou a inauguração da EPT.

GNN – 28/12/2014

Trajeto do metrô de Porto Alegre (RS) até a Fiergs volta a ser discutido

Com verba garantida pelo governo federal, obra esperada há décadas poderá contar com trecho que havia sido retirado do projeto,
Os técnicos que trabalham na licitação do metrô de Porto Alegre estudam adicionar quatro quilômetros à linha, ressuscitando um trajeto que havia sido abandonado por causa do alto custo. O trecho extra seria construído em via elevada e seguiria do Terminal Triângulo até as imediações da Fiergs. Com o acréscimo, a extensão do metrô passaria de 10 para 14 quilômetros. O custo total da obra permaneceria o mesmo.
Segundo o prefeito José Fortunati, há boas chances de que o percurso aumente de tamanho, beneficiando diretamente a população de alguns dos bairros mais populosos de Porto Alegre.

– Não posso ser irresponsável de já anunciar, mas conversei muito com os técnicos e garanto que há uma grande tendência de que isso aconteça. Estamos estudando para ver se realmente cabe no nosso orçamento – disse o prefeito.

O trecho entre o Triângulo e a Fiergs constava do projeto original do metrô, mas foi cortado porque encarecia demais a obra. O obstáculo era o terreno próximo à Fiergs que abrigaria o complexo de manutenção dos trens. Descobriu-se que corrigir problemas de alagamento na área teria um custo muito alto. A saída foi cortar os quatro quilômetros e prever um ramal subterrâneo de quase dois quilômetros, a partir do Terminal Cairú, que seguiria até um terreno bairro Humaitá onde funcionaria o terminal de manutenção.
Um dos quatro consórcios que tiveram suas propostas para o metrô classificadas, contudo, apresentou estudos sustentando que é possível estender a linha sem mexer nos cofres. Com os recursos que seriam gastos no ramal subterrâneo no Humaitá, a empresa propôs construir em via elevada o trecho da Zona Norte e deixar em outra área já identificada, e sem quaisquer problemas de drenagem, o complexo de manutenção.
As equipes técnicas estão preparando uma proposta final a partir das quatro que foram aceitas. Como parte desse processo, analisam se a extensão da linha na Zona Norte realmente não implicaria em despesas adicionais. O edital de licitação sairia ainda no primeiro semestre de 2015. Se não ocorrerem imprevistos, a obra começaria no final do ano que vem. A previsão é de quatro a cinco anos para a conclusão.

Zero Hora – Itamar Melo - 19/12/2014

sábado, 27 de dezembro de 2014

Livre-se dos engarrafamentos, fuja das curvas e viaje de trem [em Minas Gerais – MG]

Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) opera único trem de passageiros diário no Brasil que liga duas regiões metropolitanas: Cariacica (ES) e Belo Horizonte. Frota nova conquista os mineiros 
Todo mundo sabe que o mineiro invade o Espírito Santo nas férias. A proposta é que esta “tomada de território” seja feita de maneira diferente. Livre-se dos engarrafamentos, fuja das curvas e da perigosa BR-262, deixe o carro em casa e embarque na aventura de chegar à praia por meio dos trilhos. A Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), da Vale, opera o único trem de passageiros diário no Brasil e liga Vitória, no Espírito Santo, e Belo Horizonte, em Minas. Em funcionamento desde 1907, o serviço incentiva o turismo e transporta cerca de um milhão de passageiros por ano com segurança e conforto. O trajeto percorre belas paisagens e passa por pontos históricos, como as cidades coloniais às margens do Rio Piracicaba e do Rio Doce, em Minas, até chegar ao litoral capixaba.

Rafael Fachetti, supervisor do trem de passageiros da EFVM, conta que este é “um ano especial para o trem” e de felicidade por ter sido inaugurado novos e modernos carros de passageiros com infraestrutura e tecnologia que garantem mais conforto aos usuários. “Agora, não há mais janelas, os vagões são 100% vedados, têm ar-condicionado e tratamento acústico em todas as classes (executiva e econômica)”, enumera. Os investimentos da Vale para a aquisição dos vagões foram de US$ 80 milhões. Foram comprados 56 novos carros (10 de classe executiva, 30 de classe econômica, além de carros restaurante, lanchonete, gerador e vagão exclusivo para portadores de necessidades especiais – cadeirante e pessoas com dificuldade de locomoção). Há serviço de bordo em todos os ambientes. Vale destacar que as cadeiras têm mesinhas e tomada para o uso de computador ou recarga do celular. Não há Wi-fi porque ainda não há disponibilidade de sinal.

A viagem completa tem 664 quilômetros e dura cerca de 13 horas. Mas não é para se assustar. Fachetti garante que o trajeto não é cansativo. “O tempo passa voando. Além da garantia do conforto, o trajeto é agradável, com paisagens belíssimas, vistas maravilhosas das regiões montanhosas, pontes... Sem falar na segurança. Temos zero de ocorrência, nenhum acidente registrado e nada de engarrafamento. E serviço de bordo com café da manhã, almoço e jantar com preço atrativo e cardápio variado”.

PASSAGENS O supervisor conta que a procura cresce durante o período das festas de fim de ano e, por isso, há um aumento de 55% na oferta de carros. “A demanda é principalmente de grupos, de família e amigos. Mas o público é sempre variado. Os preços das passagens são excelentes e recomendo comprar com antecedência, porque de dezembro até o fim do carnaval temos dias com passagens esgotadas. Ainda mais com a facilidade de comprar pela internet”, comenta. Durante o deslocamento, há diversas paradas, mas Fachetti lembra que são basicamente para embarque e desembarque de passageiros, já que o itinerário é fixo e há horário a ser cumprido.

Horários

Todos os dias, dois trens de passageiros circulam pela EFVM: um sai de Cariacica, na Região Metropolitana de Vitória (ES), às 7h, e chega a Belo Horizonte (MG), às 20h10. O outro parte da capital mineira às 7h30 e encerra a viagem às 20h30. A EFVM dispõe de um serviço adicional que faz o percurso entre as cidades de Itabira e Nova Era, ambas em Minas, e faz conexão com os dois trens da linha principal.

Passagem

A partir de 2 de janeiro, a passagem na classe econômica entre Belo Horizonte e Vitória custará R$ 62. Na classe executiva, o valor é R$ 95.

Além de poder comprar passagens em mais de 30 pontos ao longo da linha, o passageiro pode adquirir bilhetes pela internet, por meio de cartão de crédito. Para isso, é preciso entrar no link da Estrada de Ferro Vitória a Minas pelo endereço eletrônico www.vale.com/tremdepassageiros.

664km é o percurso completo do Trem de Passageiros
30 pontos de embarque e desembarque
42 municípios atendidos
1 milhão de passageiros transportados por ano (média histórica)

Cidades históricas

Turistas e mineiros têm outra opção de viagem sobre os trilhos em Minas. Com 18 quilômetros de extensão, o Trem da Vale ajuda a contar a história e difundir a cultura e as belezas naturais entre as cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, na Região Central do estado. Todo o complexo arquitetônico, do qual o trem faz parte, foi revitalizado em 2006 e abrange duas estações, além de uma completa estrutura de entretenimento. Com a demanda das férias, o passeio turístico terá mais horários disponíveis este mês e em janeiro. Além dos dias normais de circulação (sexta-feira, sábado e domingo), em cinco quintas-feiras haverá circulação de um trem partindo de Ouro Preto e outro de Mariana. Os dias de viagem extra são 8, 15, 22 e 29 de janeiro. Até 10 de fevereiro serão 96 viagens. Nas quintas-feiras, o trem partirá de Ouro Preto às 10h e de Mariana às 15h. Nas sextas e sábados, a composição parte de Ouro Preto às 10h e às 14h30, e de Mariana às 13h e às 16h. 

Aos domingos, serão cinco opções: partindo de Ouro Preto às 10h, 13h30 e às 16h30, e de Mariana às 11h30 e às 15h. A viagem dura cerca de uma hora e passa por vales, túneis, cachoeiras e paredões de pedras, cenários típicos de Minas. O trem tem capacidade para 300 pessoas. As passagens convencionais custam R$ 40 (ida) e R$ 56 (ida e volta). No vagão panorâmico, as viagens custam R$ 60 (ida) e R$ 80 (ida e volta). Estudantes e maiores de 60 anos, com documentos, pagam meia-passagem. Crianças até 5 anos não pagam, e de 6 a 12 pagam meia. Os bilhetes podem ser adquiridos nas estações ferroviárias de Ouro Preto e Mariana, ou no Centro Cultural e Turístico da Fiemg, na Praça Tiradentes, em Ouro Preto. Mais informações: www.tremdavale.org ou pelo telefone (31) 3551-7705, que pode ser usado para fazer reservas de quarta a sábado, das 9h às 17h.


Estado de Minas – Lídia Monteiro - 23/12/2014

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Tarifa de ônibus, trem e metrô em SP irá aumentar até R$ 0,50 em 2015

Tarifa sobre, mas a qualidade...
Anúncio oficial sai ainda este ano, na semana que vem. Objetivo é evitar protestos como os de junho do ano passado.

A tarifa dos ônibus e dos trens do Metrô e da CPTM irá aumentar até 50 centavos no ano que vem, informou com exclusividade o Bom Dia São Paulo nesta sexta-feira (26). O valor será divulgado oficialmente na semana que vem.

A Prefeitura de São Paulo e o governo do estado devem definir que as passagens subirão dos atuais R$ 3 para entre R$ 3,40 e R$ 3,50. Mesmo que vença o valor maior, ele ficará abaixo da inflação: se a tarifa fosse corrigida pelo índice de preços, o valor seria de R$ 3,75.

O anúncio oficial sai ainda este ano, provavelmente na segunda ou na terça-feira. Segundo o Bom Dia São Paulo, tanto a Prefeitura quanto o governo do estado querem aproveitar o momento de férias, de cidade vazia, para fazer o anúncio.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), confirmou durante evento na manhã desta sexta que haverá aumento nas tarifas, mas não adiantou de quanto. Ele disse ser favorável a um reajuste abaixo da inflação. Alckmin afirmou que o valor ainda está sendo definido em conversas com a Prefeitura.

Em 2013, quando houve reajuste para R$ 3,20, uma série de manifestações contra o novo preço eclodiram na cidade. Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas. Os atos pararam avenidas e registraram vandalismo e prisões. A pressão fez com que o estado e o município voltassem atrás.

Para amenizar qualquer tipo de protesto, a Prefeitura vai manter o Bilhete Único Mensal em R$ 3 por um determinado período (a previsão inicial é de cerca de um ano). Isso também é uma forma também de incentivar o uso do Bilhete Único Mensal, hoje nem tão atraente.

Além disso, o prefeito Fernando Haddad vai fazer valer o ônibus tarifa zero para estudantes de baixa renda. A tarifa zero entrou na pauta das reivindicações dos protestos de junho do ano passado.


G1 – 26/12/2014

sábado, 20 de dezembro de 2014

ALCKMIN: CORRUPÇÃO NA PETROBRAS E TRENSALÃO “SÃO COISAS DIFERENTES”

Foto Marisa Abel
Governador de São Paulo diz que esquema de corrupção na estatal do petróleo faz parte de uma "doença sistêmica" e defende que caso é diferente do cartel de trens no estado; "São Paulo não tem nada, nada comprovado, há uma suspeita de cartel onde o governo é vítima", disse Geraldo Alckmin (PSDB); "Cartel se faz fora do governo e nós defendemos total investigação", 
SP 247 – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que os casos de corrupção na Petrobras e o chamado 'trensalão' em São Paulo, que envolve licitações na CPTM e no Metrô, são "diferentes". O alvo de investigação da Operação Lava Jato, segundo ele, faz parte de uma "doença sistêmica". 
"São Paulo não tem nada, nada comprovado, há uma suspeita de cartel onde o governo é vítima", disse Geraldo Alckmin (PSDB) neste domingo, sobre o esquema de cartel durante governos do PSDB em São Paulo. "Cartel se faz fora do governo e nós defendemos total investigação", ressaltou o tucano, neste domingo 14. 
No inquérito concluído na semana passada, a Polícia Federal indiciou 33 envolvidos no esquema de corrupção paulista. Na sexta-feira, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 614,3 milhões de cinco empresas envolvidas no cartel, que ocorreu nas gestões dos tucanos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. 
Ao comparar os casos neste domingo, Alckmin disse: "Você tem a diretoria quase inteira da Petrobras envolvida, são coisas diferentes. Nós defendemos a apuração rigorosa e punição". Ele defendeu não só a mudança "de pessoas" na estatal do petróleo, mas também de "métodos". "Os processos de licitação devem estar todos errados", declarou.

247 – 15/12/2014

Comentário do Sinferp

Que conversa fiada... Não se pratica cartel sem no MÍNIMO a suspeita dos agentes públicos acostumados a lidar com licitações, uma vez que as empresas são poucas, e sempre as mesmas. Formam cartéis pela prática de formação de Consórcios, e o governo de São Paulo aceita, e sempre. A vítima nesse caso, como em qualquer outro, NUNCA é o governo, mas SEMPRE o contribuinte, cujos interesses o governo tem o DEVER de bem representar. Defende investigação? A investigação do trensalão está caminhando graças aos esforços de órgãos federais. Em São Paulo não defende nem mesmo a mudança de agentes públicos, e continua tomando serviços das empresas acusadas de prática de cartel.  É vítima de cartéis, de São Pedro, e de quem mais necessário para se isentar de responsabilidade.

Banqueiro britânico é banido da profissão após não pagar passagem de trem

Burlar as leis na Inglaterra é algo que pode acabar saindo caro. Um banqueiro de Londres que passou anos dando um 'jeitinho' para não pagar a tarifa correta do trem que o levava até o centro financeiro foi banido de sua profissão pelas irregularidades cometidas.
Jonathan Paul Burrows era diretor da BlackRock, uma das maiores gestoras de fundos de investimentos do mundo, e foi pego por funcionários do trem na estação Cannon Street – localizada bem no centro financeiro de Londres – confessando ter feito o percurso sem pagar os £21,50 (R$ 92) referentes à taxa do trem saindo de Stonegate, no condado de East Sussex, no sudeste da Inglaterra – uma viagem de cerca de 1h30 de trem.
"Burrows admitiu que, em diversas ocasiões, de forma deliberada e consciente, ele deixou de comprar um tíquete válido para cobrir todo o seu percurso", disse a Financial Conduct Authority (FCA), o órgão que regula os mercados no Reino Unido.
No total, os valores não pagos por Burrows no trem somam cerca de £42.550 (R$ 183.309), segundo as estimativas do FCA.
"Como Burrows tinha uma posição importante na indústria de serviços financeiros e uma pessoa correta, ele deveria ser um exemplo para os outros e sua conduta caiu muito abaixo do padrão esperado para alguém nessa posição", acrescentou a organização.
O banqueiro até pagava uma taxa do trem, mas fazia um esquema para não pagar todo o trajeto percorrido. Para isso, ele embarcava na estação Stonegate – uma estação sem catracas localizada em uma área rural – sem comprar uma passagem. Chegando a Londres, ele saía pelas catracas da estação Cannon Street usando o cartão de transporte londrino (Oyster Card), que apenas cobrava o percurso dentro da cidade – uma taxa de, no máximo, £7,20 (R$ 31).
'Fui um idiota'
Por ter burlado a lei, o banqueiro Jonathan Burrows estará proibido de trabalhar no mercado financeiro da Inglaterra e teve de devolver o dinheiro não pago nas passagens de trem mais £ 450 em custos legais – no total, foram £ 43.000 (R$ 185.295).
Em resposta à decisão da FCA, ele disse: "Sempre reconheci que o que eu fiz foi idiota. Eu pedi desculpas para todas as partes envolvidas e reiterei meu pedido de desculpas publicamente."
No entanto, ele acrescentou que "o tamanho da punição acordada poderia levar a uma percepção distorcida sobre o tamanho do erro cometido por ele."
"Ao mesmo tempo que respeito a decisão da FCA hoje, eu também me arrependo, já que ela veio manchar uma carreira de 20 anos fazendo tudo da maneira correta".
"Eu reconheço que a FCA tem erros maiores do que o meu para avaliar no setor dos serviços financeiros e eu peço desculpas que o meu caso tenha tomado o tempo deles nesse momento de conjuntura crítica sobre o futuro do centro financeiro e da sua reputação."


BBC – 20/12/2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Trens param no Rio de Janeiro (RJ), estações fecham em 2 ramais e passageiros desembarcam nos trilhos

Técnicos trabalhavam para restabelecer o fornecimento de energia.

A SuperVia informou que suspendeu temporariamente, às 18h20 desta sexta-feira (19), a circulação de trens no ramal Belford Roxo e da estação Central do Brasil à estação Penha Circular, no ramal Saracuruna, devido ao desarme de subestação em Benfica.
Técnicos trabalhavam para restabelecer o fornecimento de energia e não havia previsão para término dos reparos. Os passageiros estão sendo informados sobre a ocorrência pelo sistema de áudio das estações e a concessionária iniciou o processo de distribuição de vale-viagem.
As estações dos ramais Belford Roxo e Saracuruna foram fechadas por medida de segurança. Passageiros que viajavam em dois trens no ramal Saracuruna forçaram a abertura das portas e desembarcaram irregularmente na via nas proximidades das estações Maracanã e Ramos. Agentes da concessionária prestaram auxílio aos passageiros no trajeto até as plataformas.
R7 – 19/12/2014

Comentário do SINFERP


Passageiros desembarcaram “irregularmente” na via é mesmo ótimo. Nada como jornalista de gabinete, que reproduz a versão oficial fornecida pelas operadoras. 

Cemitério tenta barrar obra do monotrilho de São Paulo

Monotrilho linha ouro
Gestores alegam que projeto de desapropriação inclui área com quinze jazigos. Monotrilho terá dezoito estações e atenderá 400.000 passageiros
A administração do Cemitério do Morumby, localizado na Zona Sul da capital paulista, tenta na Justiça alterar o traçado do monotrilho da Linha 17-Ouro do metrô. O projeto da via elevada de trens prevê a desapropriação de uma área onde, segundo os gestores do local, há quinze jazigos ocupados. Para barrar as obras e evitar futuros inconvenientes aos visitantes, o cemitério entrou com uma ação contra o metrô. A obra terá dezoito estações e atenderá 400.000 passageiros.
A empresa estatal alega que a área a ser desapropriada é parte "não edificável" do terreno. O objetivo do metrô, que em novembro iniciou o processo desapropriatório, é obter 7.200 metros quadrados do local, inaugurado em 1971. De acordo com o projeto, uma faixa de 30 metros de largura do cemitério é "área necessária" para as obras.
Haverá intervenções em três quadras de jazigos. Pelo projeto da estatal, uma parte da Quadra 1 de sepulcros passará por desapropriação. "Vários jazigos seriam afetados, já com sepultamentos. As famílias também teriam o direito de recorrer, porque essa transferência (de restos mortais) depende de autorização das famílias", diz o advogado Rui Celso Reali Fragoso, que representa a Comunidade Religiosa João XXIII, gerenciadora o cemitério, onde estão enterradas personalidades como Elis Regina e Ayrton Senna.
"Tem gente sepultada lá desde 1975. Dá uns quinze jazigos, mais ou menos", diz o gerente administrativo do cemitério, Francisco Cláudio Raváglia de Mattos.
Lotes vazios - Em contrapartida, as Quadras 1A e 22 ainda não têm túmulos ocupados. No caso da última, a comercialização dos espaços estava prevista para ter início no ano que vem. A Quadra 22 tem cerca de 4.500 lotes para jazigos e a 1A, um total de 1.166. Na sobreposição dos mapas do projeto do Metrô e do plano de sepulturas do cemitério, a reportagem constatou que algumas valas não usadas poderiam ser suprimidas.

Na Quadra 22, um túmulo sai por 18.900 reais. Já na 1A, o jazigo está cotado em 27.000 reais. Segundo Fragoso, o Metrô sugere, em juízo, o pagamento de 1,7 milhão de reais pela desapropriação.
A administração do cemitério pretende que a desapropriação seja extinta, porque enxerga "ilegalidade" na intenção do Estado. "Se o Metrô tivesse interesse, poderia fazer o projeto subterrâneo, ou paralelo ao cemitério. O aumento do custo não é justificativa para desobedecer a princípios elementares, como o respeito aos mortos", diz Mattos.

Paraisópolis - Moradores do entorno protestam contra novas mudanças, temendo que elas atrasem ainda mais uma obra que vem sendo discutida desde 2008 - a inauguração do primeiro trecho era prevista para este ano e foi adiada para 2016. "É necessário o monotrilho passar aqui. Para irmos ao centro da cidade, atualmente levamos duas horas só de ida", diz Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis.

"A mudança do traçado inviabiliza o projeto, que já foi altamente debatido em audiências. Esse projeto é a consolidação de muitas opiniões, até mesmo contrárias. Nossa região não pode ficar sem ele", afirma o líder comunitário. Rodrigues teme que, se a Justiça acatar o pedido do cemitério, a obra - orçada em 3,2 bilhões de reais - atrase ainda mais. "Estava prevista para a Copa", lembra.
Inviabilidade - Em resposta enviada no mês passado por e-mail à administração do cemitério e anexada ao processo, o gerente de Concepções de Projetos Básicos Civis do Metrô, Caio Luiz de Arruda Botelho, escreveu que a companhia analisou a opção de traçado sugerida pelo cemitério e "concluiu que não há viabilidade técnica para atendimento da proposta".

O metrô informou à reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, por meio de nota, que "não está prevista a desapropriação de nenhum jazigo" do Cemitério do Morumby. A empresa não informou quando as obras devem começar no local.

A construção do primeiro trecho da linha foi iniciada em 2012. O ramal vai ligar a região do Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi, na Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O segundo trecho - até a Estação São Paulo-Morumbi, da Linha 4-Amarela - e o terceiro - até a Estação Jabaquara, na Linha 1-Azul - ainda não saíram do papel. O Cemitério do Morumby está inserido no segundo trecho da obra, que terá 6,5 quilômetros e cinco estações. A linha inteira terá 17,7 quilômetros.
Em junho, a queda de uma viga da obra na Avenida Washington Luís matou um operário. 

Veja – 11/12/2014

Passagem de trem Vitória (ES) a Minas (MG) fica mais cara em 2015

Classe econômica passará de R$ 58 a R$ 62. Já classe executiva passará de R$ 91 para R$ 95.

O valor das passagens do trem que faz o trajeto Vitória a Minas Gerais sofrerá reajuste a partir do dia 2 de janeiro de 2015, segundo a mineradora Vale, responsável pelo transporte dos passageiros. As passagens, que antes custavam R$ 58 para viagens na classe econômica, passarão para R$ 62. Já a classe executiva, que antes era tinha valor de R$ 91, será agora R$ 95.

Segundo a Vale, o reajuste também será cobrado para quem faz o trajeto inverso, de Minas Gerais para Vitória. A empresa ainda informou que o reajuste foi determinado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão que regulamenta o setor.


G1 – 16/12/2014

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Após falha, usuários abandonam trem da CPTM, em SP, e caminham pelos trilhos

Leitora afirmou que um grupo de pessoas se revoltou após a parada do trem a 100 metros da estação USP Leste e atirou pedras contra a cabine do maquinista.

Uma falha em um trem da Linha 12 - Safira, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), gerou tumulto na estação USP Leste, na última quarta-feira. Impacientes com a interrupção do trajeto, usuários abandonaram a composição e caminharam pelos trilhos.
A confusão aconteceu por volta das 19h. De acordo com a leitora Arianna Nascimento, às 18h40 a movimentação nos pontos de parada estava maior do que já seria esperado para o horário de pico. “Pouco antes de chegar à estação USP Leste, o maquinista informou que a composição estava com um problema, que seria resolvido na estação Comendador Ermelino. Aí, o trem parou a uns 100 metros, mais ou menos, da estação”, contou.
A leitora afirmou que, após a parada, usuários do vagão em que ela estava acionaram um botão de emergência e abriram as portas do trem. “Todos foram descendo e caminhando até a estação. Mas nem todos os vagões abriram as portas. O primeiro, por exemplo, estava com as portas fechadas. As pessoas gritavam para o maquinista abrir e ele, que é um trabalhador como nós e recebe ordens, disse que não poderia abrir. Foi aí que vândalos começaram a jogar pedras na cabine do maquinista”, relatou. “Havia crianças ali. Colocaram escadas para subirmos para a plataforma. A situação foi normalizando com a chegada da Polícia Militar”, completou.
Procurada pelo Terra, a PM informou que em seus registros consta apenas que houve um tumulto na estação e que um trem teria sido depredado. A autoridade policial disse que, quando seus agentes chegaram ao local, a Polícia Ferroviária já havia resolvido a situação.

Apesar do que foi relatado pela leitora e pela PM, a CPTM negou que tenha havido depredação. A companhia confirmou a falha, mas afirmou que os seguranças estavam presentes e que o tumulto deve ter sido “pontual”. Segundo a empresa, diante das tentativas frustradas do maquinista de religar o trem, os usuários foram instruídos a aguardar no local a chegada dos seguranças, que os transportariam em segurança até a estação.
Quanto ao depoimento de Arianna, a CPTM garantiu que, se as pessoas, de fato, atiraram pedras contra a cabine, não houve qualquer dano à composição ou ao maquinista.


Terra – 18/12/2014

Vlt inicia viagens nas linhas férreas de Natal (RN)

 “O trem é barulhento, quente, tem cadeiras quebradas, algumas portas não fecham, atrasa muito e às vezes quebra. Já fiquei na estrada à noite e tive que pegar dois ônibus”, disse o comerciante Sandro Azevedo, descrevendo o que era para ele o retrato do transporte ferroviário da região metropolitana de Natal. 

Para alguns foi surpresa chegar à estação de trem nessa terça-feira (2) e encontrar o moderno Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pronto para a primeira viagem em Natal. O preço da passagem continua R$ 0,50. A pontualidade chamou atenção com saída às 8h16 para Parnamirim. 

Duas locomotivas passam a dividir as 24 viagens diárias entre Natal, Parnamirim e Ceará-Mirim com duas composições do VLT. Em até 15 dias, serão três, das 12 que o Estado receberá. A expectativa é de que em 2016 o sistema possa ser utilizado integralmente.

A imagem mudou. A enfermeira Eva Maria das Neves parabeniza o Rio Grande do Norte e delineia: “agora temos conforto, agilidade, comodidade, ar condicionado e tranquilidade, além de visibilidade da estrada”, diz.

A velocidade continua próxima ao do trem, cerca de 30 Km por hora, já que as linhas ainda operam junto com as locomotivas e os horários precisam permanecer os mesmos. Quando somente VLTs estiverem em circulação, a velocidade deve subir para 80 Km por hora. Por enquanto, o número de passageiros que suporta também continua próxima ao dos trens, com capacidade para 130 sentados e 445 em pé.

A operação branca, como está chamando a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), tem como objetivo inserir as novas máquinas gradualmente, de início em horários intermediários e com menor fluxo de passageiros. De acordo com a coordenadora do projeto VLT Natal, Dulce Albuquerque, será feito um estudo para identificar os horários em que a demanda é maior. “Cada composição conta com três carros, mas podemos acoplar mais em uma única viagem”, explicou.

A adequação também depende da modernização e ampliação da malha ferroviária. O projeto já foi licitado e deve ser entregue no início do segundo semestre de 2015, com custo estimado de R$ 311 milhões. Junto com a aquisição das máquinas o valor total chega próximo a R$ 500 milhões e foi assegurado pelo Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade e Equipamentos do governo Federal. 

O percurso será automatizado, com GPS, acionamento de cancelas, 30 novas estações que terão projeto paisagístico e acessibilidade, linha duplicada e a retirada de interferências do tráfego rodoviário. Isso significa construção de túneis  e viadutos.

Dulce Albuquerque disse ainda que o projeto irá contemplar outros municípios em nova fase. Nísia Floresta, Macaíba, São Gonçalo do Amarante e São José de Mipibu deverão ser beneficiados, além da capital potiguar, que ganhará duas linhas interbairros. 


Tribuna do Norte – 03/12/2014

Sistema de trens do Subúrbio de Salvador (BA) volta a operar após dois dias

O sistema de trens do Subúrbio voltou a operar normalmente na manhã desta quarta-feira, 17, após quatro deles apresentarem problemas na última segunda-feira, 15. Dois trens tiveram defeitos nos motores, o terceiro apresentou problema elétrico e o quarto trem teve o para-brisa apedrejado por vândalos, tendo que ser retirado de circulação temporariamente.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Sedur), dois trens estão operando normalmente e um está como reserva, caso seja necessária sua utilização. Porém, o trem que apresentou problema elétrico continua sem funcionar.

Atualmente, o sistema de trens do Subúrbio opera com duas composições e tem outros dois reservas. O horário de funcionamento vai das 6h às 20h e a passagem custa R$ 0,50 (inteira) e R$ 0,25 (meia).


A Tarde – 17/12/2015

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Alckmin sinaliza troca de comando da CPTM após indiciamento por fraude

SÃO PAULO  - Após defender o presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), Mário Bandeira, das acusações de envolvimento no cartel de trens de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu, pela primeira vez, que deve trocar o comando da empresa. 
"[A substituição] é provável", disse nesta terça-feira durante evento de entrega da reforma do Obelisco, monumento em homenagem aos soldados da Revolução Constitucionalista de 32, no Ibirapuera.
Bandeira foi indiciado pela Polícia Federal, na última quinta-feira, no inquérito que investigou esquema de fraude em licitações de trens entre 1998 e 2008, durante governos estaduais do PSDB. O diretor de operações da CPTM, José Luiz Lavorente, também foi indiciado.
"O doutor Mário Bandeira tem 41 anos de serviço público, é uma pessoa extremamente respeitada", disse o governador, no sábado. O presidente e o diretor da companhia são os únicos servidores públicos da lista de 33 nomes elaborada pela PF que ainda estão nos respectivos cargos.
Todos os citados são investigados pelos crimes de corrupção passiva, ativa, formação de cartel, crime licitatório, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Segundo o tucano, a substituição deve ocorrer após a conclusão das definições sobre a reforma do secretariado, prevista para a segunda metade do mês de dezembro. "Estamos estudando primeiro as secretarias. Depois vamos ver as empresas", disse.
O governador atribuiu a troca na presidência da CPTM à renovação do mandato. 

Valor Econômico – 09/12/2014

STF adia julgamento de pedido para arquivar ação sobre cartel na CPTM e no metrô paulista

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do inquérito que apura suposto esquema de formação de cartel em licitações do sistema de trens e metrô de São Paulo. A Primeira Turma do STF voltou a julgar hoje (25)  o pedido dos deputados federais José Anibal (PSDB-SP) e Rodrigo Garcia (DEM-SP) para arquivar a investigação.

Retomado com o voto do ministro Luís Roberto Barroso, o julgamento estava empatado em 2 votos a 2. Segundo Barroso, apesar de não existirem provas concretas contra os deputados, as investigações devem continuar.

“São frágeis os indícios que ligam os parlamentares aos fatos investigados. Eu compreendo que não tem custo zero para homens públicos de bom nome estar expostos a esse tipo de investigação. Curvo-me, porém, ao interesse público na apuração dos fatos e à circunstância de que, embora frágeis, não são inexistentes os indícios", disse o ministro. 

O entendimento de Barroso foi seguido pela ministra Rosa Weber. Após o voto dela, Luiz Fux pediu vista. Não há prazo para o processo voltar a ser analisado. Os ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli já haviam votado a favor do arquivamento.

Com base na falta de indícios, o Supremo já arquivou inquéritos contra o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e contra os deputados federais Arnaldo Jardim (PPS-SP) e Edson Aparecido (PSDB-SP).

No inquérito, são apurados crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. As investigações indicam que as empresas que concorriam nas licitações do transporte público paulista combinavam preços, formando cartel para, com anuência de agentes públicos, elevar os valores cobrados.

A parte do processo que envolve investigados ligados à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) está sob responsabilidade da Justiça Federal em São Paulo. São citados João Roberto Zaniboni, Ademir Venâncio de Araújo e Oliver Hossepian Salles de Lima. Duas pessoas ligadas a Zaniboni e mais Arthur Gomes Teixeira também tiveram os nomes incluídos no inquérito.

A combinação de preços entre as empresas que participaram de licitações para obras, fornecimento de carros e manutenção de trens e do metrô também é alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual. 


EBC – 15/12/2014