terça-feira, 30 de setembro de 2014

Justiça absolve ex-presidente da CPTM

Sergio Avelleda era investigado pelo Ministério Público por suspeita de desvios em concorrência pública e no contrato de manutenção de linhas de trens
A Justiça de São Paulo absolveu o ex-presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitano (CPTM) e ex-presidente do Metrô Sérgio Henrique Avelleda da acusação de improbidade administrativa feita pelo Ministério Público Estadual. A Promotoria foi condenada e terá que pagar os honorários advocatícios. A decisão da Justiça foi amparada no artigo 20 do Código do Processo Civil, e a quantia foi fixada em 10% sobre o valor da causa.
Avelleda era investigado por suspeita de irregularidades em concorrência pública e no contrato de manutenção de linhas entre a CPTM e o Consórcio Manfer. Ex-diretores da empresa e o Consórcio Manfer, formado pela Spa Engenharia e Tejofran, também foram absolvidos. A Promotoria pedia a anulação da concorrência e um ressarcimento de 11,9 milhões de reais ao Tesouro.
"O Ministério Público acusa que a estratégia adotada para espoliar o patrimônio público se deu mediante adoção de cláusulas restritivas da competição, o que teria direcionado a licitação em favor de grupos possivelmente já escolhidos", diz a ação.
A Promotoria sustentava que o edital da licitação, de 2008, apresentava regras muito restritivas. Entre elas, estariam a exigência elevada de qualificação técnica para o serviço, o capital ou patrimônio líquido mínimo de 1,6 milhão de reais e prestação de caução no valor de 44 meses e não pelos doze meses do contrato. Para a Justiça, não houve incompatibilidade ou ilegalidade nas cláusulas do documento.
"Os fatos narrados realmente comprovam que existiu defeito no edital apenas a respeito da garantia, o que, em tese, pode ser a causa de terceiros sujeitos indeterminados terem abandonado a disputa", informa o processo.
O contrato foi firmado com o valor de 10,7 milhões de reais, enquanto a previsão era de que os gastos fossem de 12,65 milhões de reais. Segundo a Justiça, o próprio MP afirmou que não houve superfaturamento.
O Consórcio Manfer alegou que a conduta adotada foi regular, "de modo que não auferiu proveitos ilícitos com o contrato". A Tejofran é uma das 20 empresas investigadas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e por promotores de São Paulo por formação de cartel no setor, denunciado pela Siemens.
Sérgio Avelleda presidiu a CPTM de 2007 a 2010, durante a gestão do ex-governador José Serra (PSDB). Em janeiro de 2011, ele assumiu a presidência do Metrô até abril de 2012. Ele chegou a ser afastado do comando do Metrô por 15 dias, após uma liminar em outra ação de improbidade administrativa relativa a um suposto cartel na Linha-5 Lilás.
"Levando em conta a situação dos interessados particulares que não concorreram para a redação do edital, tanto quanto a dos corréus servidores, que em princípio não influenciaram a escolha da garantia, resumindo-se a examinar superficialmente os termos do edital e contrato, e que a exigência não é em si escandalosamente ilegal a ponto de presumir dolo, creio ser impossível a responsabilidade por improbidade administrativa", concluiu o juiz Kenichi Koyama na ação.
Veja – 29/09/2014

Comentário do SINFERP


Não vamos esconder nosso contentamento com essa decisão. Como já dissemos inúmeras vezes tivemos “rusgas” naturais com Sérgio Avelleda quando ele presidia a CPTM, mas em períodos de negociação.  Mesmo nesses períodos, porém, a relação sempre foi norteada por respeito mútuo. Sem dúvida foi o presidente mais dinâmico, criativo e empreendedor que a empresa conheceu desde a sua fundação. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ministros do STF votam pelo arquivamento do inquérito sobre cartel de trens em SP

Marco Aurélio Mello
Marco Aurélio Mello e Dias Toffoli votaram a favor do arquivamento do caso; Luís Roberto Barroso pediu vista dos autos e julgamento foi adiado.
Os ministros Marco Aurélio Mello e José Dias Toffoli, da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta terça-feira pelo arquivamento do inquérito sobre formação de cartel  em contratos de obras do sistema metroferroviário de São Paulo. O julgamento foi suspenso porque o ministro Luís Roberto Barroso pediu vista dos autos e só deverá ser retomado em outubro.

O caso do cartel de trens subiu para o STF por causa do foro privilegiado de dois investigados, os deputados federais José Aníbal (PSDB-SP) e Rodrigo Garcia (DEM-SP). O ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso, acolheu os pedidos da defesa dos parlamentares, argumentando que os depoimentos prestados ao Ministério Público não confirmam o envolvimento dos parlamentares com as irregularidades investigadas. Os parlamentares negam envolvimento com o esquema denunciado.

A Procuradoria Geral da República já havia excluído do inquérito os deputados Arnaldo Jardim (PPS-SP) e Edson Aparecido (PSDB-SP) e o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) por falta de provas. "Tem-se a impropriedade de dar sequência ao inquérito, sob pena de dar tratamento diferenciado quanto aos dois deputados”, afirmou Marco Aurélio em seu voto.
Os cinco parlamentares foram citados como beneficiários do esquema pelo ex-diretor de Transportes da Siemens, Éverton Reinheimer, que aceitou um acordo de delação premiada em troca da redução de pena. Ele apontou à Procuradoria quatro testemunhas para confirmar as suas acusações contra os políticos. Ouvidas pela Polícia Federal, entretanto, as testemunhas negaram as informações sobre o pagamento de propina aos parlamentares.
Dias Toffoli acompanhou o relator e adiantou o voto a favor do arquivamento, ressaltando que se surgirem novas evidências o processo pode voltar futuramente ao STF.
A Polícia Federal de São Paulo continua investigando as denúncias que envolvem ex-dirigentes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e executivos das empresas. A Siemens denunciou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a existência de um cartel de empresas que teria superfaturado contratos das linhas de trens e metrô, entre 1998 e 2008.

Veja – 23/09/2014

sábado, 27 de setembro de 2014

Homem se passa por maquinista no Rio de Janeiro, conduz trem e posta vídeo na web

Thomas Wellington, de 26 anos, foi preso em São Paulo. Dupla de menores que  filmou também foi apreendida.

Um rapaz de 26 anos invadiu a oficina da Supervia em Deodoro, na Zona Oeste do Rio, e se passou por maquinista. Thomas Wellington dos Santos chegou a conduzir o trem, acompanhado de dois adolescentes. A dupla filmou a ação e postou na internet, como mostrou o RJTV desta quinta-feira (25).

Todos eles conseguiram sair do trem sem ser vistos, depois que uma falha no sistema limpa-trilhos parou a composição. Por isso, os vagões não chegaram a trafegar na linha férrea, onde circulam os trens com os passageiros.

Para chegar aos três, policiais rastrearam redes sociais por quatro meses. No quarto de Thomas, foram encontrados objetos de companhias ferroviárias de vários estados. Thomas foi preso em Guarulhos, São Paulo, onde mora com os pais. Os menores foram apreendidos no Rio.

Thomas admitiu, em depoimento, que enganou a fiscalização da Supervia. Ele contou ainda que, para dar partida na composição, usou uma chave que teria conseguido em São Paulo em um trem do mesmo modelo. A polícia informou que ele vai responder por furto, perigo de desastre ferroviário, dano ao patrimônio público e corrupção de menores.


G1 – 25/09/2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Agestransp investigará acidente com passageiros em trens no Rio de Janeiro

Em incidentes em estações diferentes, dois homens caíram nos trilhos. 
Dois acidentes que aconteceram na manhã desta quarta-feira (24) no sistema ferroviário serão investigados pela Agestransp (Agência Estadual de Transportes do Rio). De acordo com a concessionária de trens, Supervia, um homem não identificado caiu do trem perto da estação Pilares, no ramal de Belford Roxo, por volta das 8 horas. Meia hora depois, em outro acidente, um passageiro caiu no vão entre o trem e a plataforma quando desembarcava na estação São Cristóvão. 
O passageiro que caiu do trem em Pilares foi levado para o Hospital Salgado Filho, no Méier, zona norte, pelo Corpo de Bombeiros. A concessionária informou que vai apurar denúncia de que ele impedia o fechamento das portas do vagão. Segundo a concessionária, a atitude pode ser considerada crime "por expor a vida e a saúde de terceiros a perigo eminente". 
Às 8h25, em São Cristóvão, estação que atende os cinco ramais, o outro passageiro foi atendido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e depois foi encaminhado para o hospital. 
Segundo a Agetransp, técnicos analisarão se os meios, sistemas e equipamentos da Supervia contribuíram para os dois acidentes. Também será avaliada a qualidade do atendimento aos usuários. Em nenhum dos casos, a circulação de trens foi interrompida. 
R7 – 14/09/2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Primeiro dos quinze novos trens começa a operar na segunda-feira

foto Diego Vera
Novos veículos terão ar condicionado, acessibilidade, espaço para bicicletas e câmeras de segurança.
A Trensurb apresentou nesta tarde o primeiro dos quinze novos trens que passarão a operar entre Porto Alegre e Novo Hamburgo a partir de segunda-feira. Ar condicionado, acessibilidade, espaço para bicicletas e câmeras de segurança são as principais mudanças dos novos veículos. Cada trem é formado por quatro carros (vagões) que não são separados por portas como atualmente. Na segunda-feira, o novo trem irá operar em caráter de teste fora do horário de pico, das 10h às 16 horas. A partir daí, a cada quinze dias, um novo trem entrará em operação. 
As estruturas de metal usadas de apoio pelos passageiros _ os chamados pega mãos _ estão concentradas nas laterais e não no centro do carro, como nos antigos, o que dá a impressão de maior espaço dentro do trem. Feitos de resina de fibra de vidro, os bancos têm formato anatômico, o que oferece mais conforto ao passageiro. Nos novos trens não há bagageiro. A opção do passageiro é guardar seus pertences embaixo do banco. A capacidade de passageiros é a mesma assim como a velocidade que chega até 90km/h. O gasto energético, porém, é 30% inferior às composições atuais.
Alívio na lotação dos vagões, só em 2015.
A Trensurb começou a receber os carros no final de maio. Durante três meses os veículos passaram por testes de freio, aceleração e sinalização. Na primeira quinzena de janeiro chegará o décimo quinto carro que compõe a renovação da frota _ os veículos estão vindo de São Paulo. A partir de fevereiro de 2015, mais vagões poderão ser acoplados aos novos trens, passando de quatro para oito carros. Só então o passageiro deverá perceber alívio nas lotações dos trens.
Feito através do consórcio FrotaPoa, o  valor do empreendimento é de R$ 242,6 milhões, cada um dos 15 trens está orçado em R$ 14,7 milhões. Desde a inauguração das linhas, esta é a primeira vez que o sistema ganha novos trens. Os primeiros chegaram a Porto Alegre em 1984 vindos do Japão.

Zero Hora – Jeniffer Gularte - 19/08/2014

terça-feira, 16 de setembro de 2014

No aniversário de 40 anos do Metrô de São Paulo, trem pega fogo na estação Sé

Falha no último domingo teria sido ocasionada por superaquecimento do truque. Mais uma vez, composição problemática pertence à frota K. No ano passado, mesma pane provocou descarrilamento.

São Paulo – Um trem do Metrô de São Paulo pegou fogo na manhã do último domingo (14) na estação Sé, na Linha 3-Vermelha, centro da capital, a mais movimentada do sistema. No mesmo dia, a empresa, mantida pelo governo estadual, completou 40 anos. Segundo relatos, o calor chegou a derreter partes de borracha das portas da composição avariada – a K01, pertencente à frota K, recordista em problemas. As chamas teriam sido causadas pelo superaquecimento do truque, peça composta pelas rodas, eixo e motor do trem.

De acordo com Relatório de Ocorrência Técnica do Metrô, obtido pela RBA, o condutor percebeu fumaça saindo debaixo da composição por volta das 9h, quando se aproximava da estação Sé. Na ocasião, os metroviários conseguiram apagar o fogo, mas a fumaça continuou. O trem seguiu com passageiros até a estação República, onde só então, ainda fumaceando, foi evacuado.

Ao chegar no estacionamento da estação Palmeiras-Barra Funda, na zona oeste, as chamas haviam voltado. Assustados com a quantidade de fumaça, funcionários desceram aos trilhos e detectaram “princípio de incêndio”. No relatório, trabalhadores afirmam que apenas um extintor não foi suficiente para controlar o fogo. Foi preciso chamar reforço. Ao menos quatro pessoas atuaram na contenção das chamas “até a eliminação de qualquer fumaça”, o que ocorreu mais de uma hora depois.
É a segunda vez em menos de uma semana que um trem da frota K solta fumaça durante operação. Na última quinta-feira (11), a composição K03 apresentou problemas no horário de pico da tarde. A ocorrência foi registrada na estação República, na Linha 3-Vermelha, onde o trem foi evacuado e recolhido ao pátio. De acordo com metroviários, porém, não houve fogo naquela ocasião.
O “princípio de incêndio” registrado no domingo (14) remete a um problema recorrente nos trens da frota K: superaquecimento do truque. As altas temperaturas a que são submetidos eixo, rodas e motores já provocaram o descarrilamento do trem K07 na Linha 3-Vermelha em agosto do ano passado – um dos únicos e o mais grave da história do Metrô, que acaba de completar 40 anos.
De acordo com os metroviários, apenas em 2014, houve ao menos outras duas falhas com fumaça ou fogo nas composições da frota K. Em 21 de maio, o problema foi registrado no K19 na Vila Matilde. No último dia 3, na estação Carrão, houve chamas no truque do trem K15. Reformada pelo consórcio MTTrens, composta pelas empresas TTrans, MPE e Temoinsa, a frota K tem um longo histórico de falhas.

Procurado pela RBA, o Metrô de São Paulo disse apenas que não houve princípio de incêndio em nenhuma das composições do sistema.


Brasil Atual – Tadeu Breda - 16/09/2014

Impasse entre prefeitura e governo do estado emperra operação do Metrô em Salvador (BA)

foto Manu Dias
Prefeito ressaltou que população não pode pagar tarifa elevada para andar de metrô.

Prefeitura afirmou que vai continuar intervindo para o funcionamento de metrô ocorrer o mais rápido possível.

Um impasse entre a Prefeitura de Salvador e o governo do Estado adiou a operação comercial do metrô, previsto para acontecer na próxima segunda-feira (15).
O governo estadual afirmou que a razão do adiamento foi a não integração do metrô com o STCO (Sistema de Transporte Coletivo por Ônibus). Em nota, o Estado afirmou que sem a integração física e tarifária com os ônibus do STCO, a demanda de passageiros seria reduzida, assim o governo "se viu obrigado" a adiar a operação comercial com base no interesse público.
Para ACM Neto, o governador Jaques Wagner quer fazer uma intervenção na prefeitura que vai prejudicar a população da capital baiana. Segundo Neto, "a tentativa do governo de mudar a frota de ônibus da cidade para integrar o metrô, resultaria no pagamento de uma tarifa de ônibus de cerca de R$ 4". ACM Neto ressaltou que a população não pode pagar uma tarifa elevada para andar e metrô.    
— O governo do Estado revela-se autoritário e quer fazer política com o metrô, sem qualquer consideração para com a população. Primeiro, criou uma entidade metropolitana para regular a água e os transportes numa clara tentativa de tirar a  autonomia do município. Nós estamos contestando no Supremo. Agora, quer beneficiar os empresários do metrô passando por cima da autoridade constitucional da Prefeitura. Vamos resistir e defender os interesses do povo.  
ACM Neto informou que a prefeitura vai continuar intervindo para o que o funcionamento do metrô ocorra o mais rápido possível.  

R7 – 12/09/2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Falha prejudica a circulação de trens da linha 7-Rubi da CPTM na manhã desta segunda-feira

Os trens da linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) circularam com velocidade reduzida entre as estações Luz e Francisco Morato na manhã desta segunda-feira (15). O problema foi causado por uma falha em um trem na estação Pirituba. Os passageiros tiveram que desembarcar e a composição deve ser recolhida. A falha foi normalizada por volta das 8h20.

R7 – 15/09/2014

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Contra estrada saturada, trem é aposta para 2020 em São Paulo

Proposta é que a linha seja de São Paulo, até Americana, no interior do Estado 

Antiga promessa da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre à reeleição, o sistema de trens regionais ligando a capital paulista ao interior pode finalmente começar a sair do papel - e só porque as rodovias entre São Paulo e Campinas devem "travar" nos próximos anos. Projeção divulgada nesta quinta-feira (11), pelo governo do Estado indica que o edital do primeiro trecho da rede, entre São Paulo e Americana, com 135 km de extensão, deve ser publicado no ano que vem. Já a previsão de entrega dessa linha é 2020.
A viagem total levará 1h29min e a passagem custará mais do que a dos ônibus. O modelo estudado é o de parceria público-privada (PPP) integral, como o da Linha 6-Laranja do Metrô, cujo contrato chegou a ser barrado em agosto na Justiça, por suposta infração a duas leis. Batizada de TIC (Trem Inter-Cidades), a linha será toda construída em superfície, a partir da Estação Água Branca, na Lapa, na zona oeste da capital.
Sem a necessidade de túneis e obras muito complexas, o ramal, embora bem mais extenso do que uma linha de metrô subterrâneo, custará menos, cerca de R$ 5 bilhões (a Linha 6 da rede metroviária paulistana, de 15,9 km, está orçada em R$ 9,6 bilhões). O leito de circulação das composições aproveitará a velha malha da São Paulo Railway e da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, fundadas no século 19, e onde hoje operam serviços de carga das empresas de logística ALL e MRS.
No total, o TIC terá nove estações: Água Branca, Jundiaí, Louveira, Vinhedo, Valinhos, Campinas, Sumaré, Nova Odessa e Americana.
Embora assessores próximos de Alckmin costumem dizer que a implantação dos trens regionais é a "menina dos olhos" do governador, o projeto segue em "marcha lenta". Em 2012, uma manifestação de interesse público (MIP) foi apresentada ao governo pelo consórcio formado pelas empresas EDLP (Estação da Luz Participações) e BTG Pactual. Em 2013, um grupo técnico foi formado para avaliar as melhores opções do TIC.
Colapso

Agora, dados da Secretaria Estadual de Logística e Transportes passaram a subsidiar a tese de que o governo do Estado precisa construir uma conexão ferroviária de passageiros, sob o risco de colapso das duas principais estradas entre São Paulo e Campinas. As estatísticas, apresentadas ontem em palestra do coordenador da PPP, Thierry Besse, na Semana de Tecnologia Metroferroviária, na região central, indicam que as Rodovias Bandeirantes e Anhanguera começarão a sofrer de séria saturação a partir de 2020. Dez anos mais tarde, a situação será tão ruim que a Anhanguera atingirá o nível máximo de esgotamento viário entre os quilômetros 25 e 38 durante mais de meio dia, das 6h às 19h. Para se ter uma ideia, em 2012, isso só acontecia no horário de pico da manhã (das 6h às 9h) e em só um sentido no trecho dos km 49 ao 52 e às 7h entre os km 86 e 92.
 "A tarifa tem de ser atrativa para que você coopte o motorista do carro em virtude do pedágio e do combustível e também do fretado", disse nesta quinta-feira Mário Manuel Bandeira, presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O TIC levará 68,5 mil usuários ao dia. Até Campinas a viagem durará quase 1h04min. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
R7 – 12/09/2014
Comentário do SINFERP
Pois é: em 2020. A tarifa tem de ser atrativa para “cooptar” o motorista de carro? Não seria convencer, estimular, verbos mais adequados?


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Agetransp multa concessionárias de metrô e trens do Rio de Janeiro em R$ 280 mil

Em sessão regulatória realizada na última terça-feira (9), o conselho diretor da Agetranps (Agência Reguladora dos Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro) decidiu aplicar quatro multas às concessionárias Metrô Rio e Supervia por incidentes ocorridos entre 2013 e 2014, que somam R$ 202.333,50. Na mesma sessão, a agência reguladora negou provimento a dois recursos da Supervia e manteve outras duas multas que chegam a R$ 78.291,15. Assim, o total de penalidades na sessão atingiu R$ 280.624,65.

O conselho diretor da Agetransp decidiu multar a concessionária Metrô Rio em R$ 57.625,50 no processo que apurou a interrupção da operação nas linhas 1 e 2, devido a um curto-circuito na Subestação Retificadora Central, no último dia 13 de março. Relatório da Catra (Câmara de Transportes e Rodovias) constatou que o incidente aconteceu devido à perda de isolamento dos cabos de energia de tração.
A concessionária responsável pelo sistema de transporte metroviário também foi multada em R$ 54.131,20 no processo que apurou a paralisação da operação no início da noite do dia 1º de julho de 2013, ocasionada pela queima do material isolante do cabo de energia do terceiro trilho, entre as estações Maracanã e Triagem. Na ocasião, a ocorrência foi agravada pela inoperância do equipamento de mudança de via da zona de manobra do Maracanã. Relatório técnico da Catra constatou que o curto circuito ocorreu devido a deposição de água na canaleta de suporte do cabo.

Agetransp ainda decidiu multar a Metrô Rio em R$ 51.431,20 no processo que apurou a avaria de uma composição da linha 2, com evacuação do trem na estação Central, no dia 24 de janeiro de 2013. Apesar de estar em conformidade com os prazos de manutenção preventiva da composição, a concessionária não cumpriu a obrigação de prestar esclarecimentos dentro do prazo estipulado por esta agência.
Já a concessionária Supervia foi multada em R$ 39.145,60 no processo que apurou o incidente com trem próximo à estação Central do Brasil, no dia 14 de outubro de 2013 que provocou a interrupção da circulação em quatro linhas e o desembarque de passageiros na via permanente. Relatório da Catra constatou que, apesar de a concessionária estar em dia com os procedimentos de manutenção preventiva no trecho da via e na composição, houve falha parcial em um equipamento eletrônico de verificação de rota, associada à falha humana por parte do controlador de tráfego.
Recursos

O conselho diretor da Agetransp ainda negou provimento a dois recursos da Supervia, mantendo duas penalidades de multa. Em abril, a concessionária havia sido multada em R$ 39.145,57 por não cumprir uma deliberação que determinou a elaboração de um estudo técnico sobre incidente ocorrido em agosto de 2010, com diagrama dos procedimentos adotados, sequenciamento das ações previstas e avaliação objetiva das alterações que possibilitem a redução de tais ocorrências. Em julho, a Agetransp havia multado a concessionária em R$ 39.145,58, por um descarrilamento ocorrido no dia 18 de março de 2013, próximo à estação São Cristóvão.

Jornal do Brasil – 10/09/2014

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Chile diz que explosão no metrô de Santiago foi ato terrorista'

foto Vladimir Rodas
"Pessoas inocentes foram afetadas por este ato terrorista. O governo vai recorrer à Lei Antiterrorista", afirmou  o porta-voz do governo chileno, Álvaro Elizalde. 

A explosão ocorreu por volta das 14h locais (mesmo horário no Brasil) na estação Escuela Militar, no bairro de Las Condes. 

"Às 14h um artefato explosivo foi detonado no centro (mini-shopping center) ao lado da estação de metrô, e no momento as investigações estão sendo feitas para determinar a origem", afirmou Mario Rozas, chefe de comunicação da polícia. 

Pelo menos nove pessoas ficaram feridas, algumas delas em estado grave. Um dos feridos é uma mulher que trabalha no serviço de limpeza do metro e teve os dedos de uma mão amputados, informa a Associated Press.

O comandante Ivo Zuvic García disse à imprensa que a explosão foi provocada por um artefato que estava dentro de um cesto de lixo perto de um estabelecimento que vende comida na galeria subterrânea que está conectada com a estação de metrô.

A estação foi fechada às 14h55 para facilitar a investigação policial, segundo informou o metrô de Santiago em sua conta no Twitter. A policia, os bombeiros e ambulâncias trabalham no local. 

Mas o metrô estava operando normalmente após a explosão, embora a estação Escuela Militar estivesse fechada, afirmou a polícia. 

O subsecretário do Ministério do Interior, Mahmud Aleuy, disse que dois suspeitos de ter responsabilidade no atentado fugiram em um carro, cujas características gerais foram identificadas. 

Segundo o chefe dos bombeiros, os feridos têm idades que variam de 30 a 65 anos e foram levads a clínicas médicas das proximidades. 

"Eu estava almoçando, ouvi o barulho e saímos para ver e vimos muita fumaça, pessoas correndo e gritando", disse Joanna Magneti, que trabalha no shopping center, à Reuters. 

Neste ano, 28 bombas explodiram em diversos lugares da cidade, uma delas em outra estação de metrõ. Devido a uma intensa campanha policial os ataques diminuiram há cerca de um mês. 

A Estação Escuela Militar têm várias galerias com comércio, entre eles postos de comida que são muito frequentados na hora do almoço. 

O Chile comemora nesta semana o 41º aniversário do golpe militar de 1973, que removeu do poder o presidente socialista Salvador Allende. Tradicionalmente, a data é marcada por protestos que às vezes se tornam violentos. 

Em julho, um artefato incendiário explodiu em um trem subterrâneo sem que ninguém ficasse ferido.

G1 – 08/08/2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Padilha quer retomar transporte de passageiros sobre trilhos com PPP no Estado de São Paulo

Petista pretende recuperar malha ferroviária paulista utilizada para cargas. Lideranças do PT se unem para alavancar candidatura de ex-ministro.

O candidato ao governo de São Paulo  pelo PT, Alexandre Padilha, anunciou na tarde deste sábado (30) uma proposta de PPP (parceria público-privada) para resgatar o transporte de passageiros sobre os trilhos entre as cidades do estado. O projeto nomeado de “Trem Intercidades” quer ligar a capital paulista com a Baixada Santista e interior paulista.

“Você já tem uma malha ferroviária instalada no interior do estado e no litoral de São Paulo que não é utilizada para trens de passageiros. Nós vamos ter um grande programa em parceria com a iniciativa privada de usar essa malha também para trens de passageiros entre as cidades”, anunciou Padilha, após encontro com jovens de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo.

Caso seja eleito, Padilha promete recuperar 1.400 quilômetros de malha ferroviária, que atualmente transporta cargas, para a locomoção de passageiros. “Tem espaço na grade dessa malha para implantar o trem de passageiros”, afirmou. Segundo ele, o custo da tarifa seria mais barata do que o valor cobrado pelos ônibus.

Padilha aproveitou o sábado ensolarado para realizar caminhadas em três pontos distintos da Zona Sul. Durante o evento realizado em Vargem Grande, no extremo sul da cidade, ele anunciou que pretende concluir as obras do trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na estação Varginha e levar o transporte até o bairro Colônia. Ao mencionar as obras de modernização e extensão dos trens em São Paulo, Padilha não poupou críticas ao atual governador Geraldo Alckmin (PSDB).

“O atual governo do estado foi incapaz de modernizar a CPTM até a periferia não só da capital, mas da região metropolitana. O governo federal colocou os recursos do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] disponíveis para realizar mais de 19 modernizações de trem da CPTM e o governador, assim como foi lento para entregar o Metrô, lento para entregar as obras da água, também foi lento para modernização dos trens da CPTM”, condenou o adversário.

De acordo com o petista, o dinheiro disponível pela União não foi utilizado. “São R$ 35 bilhões que ficaram disponíveis nos governos Lula e Dilma e o governo do estado tem lentidão em executar esse recurso. Eram mais, eram quase 2 dezenas de estações da CPTM que andam a passos lentos ou não andam”, declarou ele.


G1 – Tatiana Santiago - 30/08/2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Falha prejudica circulação da linha 9-Esmeralda da CPTM

Mais cedo, defeito em vagão também interferiu na operação do linha 3-Vermelha do metrô.
Uma falha em um equipamento de via prejudica a circulação da linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) desde as 6h29 desta quarta-feira (3), segundo informações da assessoria de imprensa da empresa. O problema foi constatado na região de Santo Amaro e afeta os dois sentidos. Os trens circulam com velocidade reduzida e maior intervalos entre as composições. Equipes de manutenção trabalham para normalizar o o serviço. As outras linhas da CPTM operam normalmente.
Mais cedo, um freio preso em um vagão de trem na estação Carrão interferiu na operação da linha 3-Vermelha (Palmeiras-Barra Funda/Corinthians-Itaquera) do metrô. De acordo com a Companhia do Metropolitano, o problema foi constatado às 6h36, mas foi resolvido na hora e não houve necessidade de evacuar a composição. A operação foi normalizada às 6h42. 
R7 – 03/09/2014

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Estações de trem viram pontos de venda e consumo de drogas no Rio de Janeiro

Passageiros denunciam falta de segurança. Em uma dessas estações, traficantes expulsaram funcionários da empresa responsável pelos trens.

As plataformas de 13 estações de trens do Rio de Janeiro se transformaram em pontos de venda e consumo de drogas. Os passageiros denunciam que há muita falta de segurança.

Em uma dessas estações, os funcionários da empresa responsável pelos trens foram expulsos por traficantes.

Nos trens do Rio de Janeiro, só paga passagem quem quer, pelos menos, nas estações onde há buracos. Em um trecho, próximo a Magalhães Bastos, na Zona Oeste, dois homens se arriscam atravessando os trilhos e depois passam pelo espaço aberto no muro.

São 150 acessos clandestinos, segundo a concessionária Supervia. Um prejuízo diário de R$ 128 mil. E não é só passageiro que passa. Usuários de drogas se aproveitam da falta de segurança para permanecer próximos da linha férrea a qualquer hora do dia ou da noite. “Usando maconha e cocaína, isso tudo a gente vê. Tem tantos cracudos na linha, nas estações e ninguém faz nada”, reclama Rosalba Souza, diarista.

Quem anda de trem já sabe: dependendo do ramal ou da estação, quem manda são os traficantes de drogas. Segundo a concessionária que administra as linhas de trens, o tráfico age livremente em, pelo menos, 13 estações. 

Nelas, não há qualquer impedimento para a venda de drogas. Em pelo menos uma dessas estações, a de Tancredo Neves, em Santa Cruz, os funcionários da concessionária foram expulsos da plataforma pelos criminosos.

Quando a equipe do Bom Dia Brasil flagra a venda de drogas do helicóptero, traficantes e usuários se escondem embaixo das instalações da Supervia. Perto, outro grupo caminha bem ao lado da linha férrea.

De acordo com a concessionária, apenas agentes comunitários atuam na estação, e mesmo assim com horário reduzido. De janeiro a julho, foram apreendidos nessa região quase 3 mil sacolés de cocaína e mais de 3,4 mil pedras de crack. “A gente se sente, às vezes, meio ameaçado de alguém querer arrumar algum problema. Por isso que ninguém fala nada. Não tem segurança, a gente acaba também sem poder fazer nada”, afirma Wallace Soares, garçom.

Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social do Rio, a maioria dos usuários permanece no local para o consumo de drogas. A Secretaria diz que oferece acolhimento para os dependentes químicos, mas enfrenta resistência de traficantes e também de usuários.

A Polícia Militar informou que faz operações para combater o tráfico de drogas e outros crimes na linha do trem, com PMs embarcados e com revistas nas estações. No mês passado, 162 pessoas foram levadas para a delegacia.

Mas, para os passageiros dos trens, o clima é de perplexidade e insegurança. “A gente paga o trem para gente ter uma segurança, ter guardas dando informações e protegendo a gente e não tem. Isso é bem complicado”, afirma Fernando Meira, aprendiz.

A concessionária Supervia disse que fecha, em média, quatro passagens clandestinas por mês. E que considera indispensável o isolamento completo da linha férrea.  A empresa e a Secretaria Estadual de Transportes informaram que concluíram um projeto para dar mais segurança aos passageiros e essa proposta vai ser encaminhada ao governo federal.

G1 – 02/09/2014

Comentário do Sinferp

Interessante. A Supervia é empresa privada, que atua por concessão do estado do Rio de Janeiro, e quem precisa cuidar do isolamento completo da linha é o governo federal?