terça-feira, 29 de julho de 2014

Trem Regional Paulista fica no papel

Com todas as letras, o Secretário de transportes metropolitanos, Jurandir Fernandes, prometeu que em 2014 teríamos um trem regional para a cidade de Jundiaí. Chegado o ano do mundial de futebol, não temos sequer obras contratadas.
Na sequencia desta linha, viria outra cidade que seria contemplada com o transporte de trens para passageiros: Campinas. O importante município tem pelo menos sete projetos sendo discutidos, mas todos eles estão parados ou em “velocidade reduzida”.
Conheça os projetos
Trem de Alta Velocidade – o primeiro estudo é de 1981, destinado à implantação do trem de alta velocidade, ligando Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas e foi retomado na década de 90, por meio de um acordo de cooperação com a Alemanha. Sob a coordenação do Geipot, o projeto Transcorr estudou todas as alternativas de investimentos. Em 2007, o governo federal incluiu no Programa Nacional de Desestatização (PND). O leilão do trem, em 2010, não atraiu interessados. O projeto foi alterado e não saiu mais da gaveta.
Trem Campinas – Poços de Caldas – com custo estimado em US$ 70 milhões, segundo um estudo de 2003 feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), seria um investimento com uma taxa de retorno, na época, calculada em 30% ao ano (hoje, os custos de capital nos projetos do governo, como a concessão de aeroportos, é de 6%). Não saiu do estágio de estudo
Trem Campinas – Araraquara – estudo do BNDES, esse trem ligaria as duas cidades por 192 quilômetros de ferrovia, cortando a segunda região mais rica do Estado em uma hora e meia. Esse trecho chegou a ser considerado um dos mais viáveis em uma série de possíveis ferrovias para o País. Não saiu do estágio de estudo.
Trem Bandeirantes – previsto para ligar Campinas a São Paulo, saindo do Terminal Barra Funda na Capital, passando por Jundiaí e chegando na estação central de Campinas, com possibilidade de ligação até o aeroporto de Viracopos. Estudo elaborado em 2006 pela espanhola Ineco em parceria com a brasileira Setepla Tecnometal Engenharia apontou que o trem seria viável se o poder público assumisse a infra-estrutura, a parte mais cara do projeto. O custo previsto era de R$ 2,7 bilhões. Não saiu do estágio de estudo
Trem Regional – O trecho São Paulo a Jundiaí, com possibilidade de ser estendido até Campinas, é um dos planejados pelo governo do Estado. Os outros são São Paulo a Sorocaba e São Paulo a Santos. Já foram contratadas empresas para fazer os projetos funcionais. Está em projeto.
Trem Intercidades – projeto a ser executado por meio de parceria público-privada, prevê 431 quilômetros de ferrovia que ligarão Americana a Santos, Taubaté a Sorocaba e que se cruzarão em São Paulo. O custo previsto para interligar a macrometrópole — Campinas, Vale do Paraíba, São Paulo e Santos — está estimado em R$ 20 bilhões, sendo R$ 4 bilhões de recursos públicos. Na eventualidade de o empreendimento atrair o setor privado, todos os estudos e projetos do trem regional entrarão como contrapartida do governo no intercidades. Governo do Estado prevê licitar o projeto ainda neste semestre.
Circuito – trecho entre Campinas, Amparo, Pedreira e Jaguariúna para o transporte de cargas e passageiros. O custo é de R$ 155 milhões para a elaboração do projeto e execução da obra. Há interesse das indústrias dessa região em participar do empreendimento. Continua na gaveta.
“Falta ousadia dos governos para viabilizar a implantação de empreendimentos ferroviários. Falta principalmente vontade política”, afirmou o especialista em transporte Gervásio Solindo.
Ele lembrou o projeto do TAV, por exemplo, foi pensado pela primeira vez em 1981, quando a Empresa de Planejamento de Transportes (Geipot) realizou os primeiros estudos sobre a viabilidade da construção de um sistema ferroviário de alta velocidade para o transporte de passageiros entre Rio de Janeiro e São Paulo.
“Em nenhum lugar do mundo os trens de alta velocidade são empreendimentos privados. Em todos os países são estatais, mas aqui se quis inovar e deu o esperado. Mais um projeto importante foi parar no fundo da gaveta”, afirmou em publicação do jornal Correio Popular de Campinas
O presidente do Núcleo Regional Campinas do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Alan Cury, diz que a grande dificuldade em colocar em prática os projetos férreos está justamente no abandono estratégico de linhas férreas que o Brasil assumiu: “Mesmo tendo enormes cicatrizes rasgando a cidade em todos os sentidos, com raios de curvas favoráveis à implantação de trilhos, eles só terão sentido se fizerem parte de um todo, transportando pessoas de origens a destinos potenciais, de onde poderão baldear de forma ordenada com outros modais, incluindo calçadas e ciclovias”, afirmou.
Segundo Alan, isso significa que esses projetos devem estar integrados a um Plano Diretor Regional de Mobilidade, contemplando o Estado de São Paulo, a região metropolitana e os principais vetores econômicos como Sorocaba-Campinas
Esses sete projetos ferroviários, e outros que virão, são mais que necessários, disse. “São fundamentais a uma cidade que não para de crescer. Não há como vislumbrar o futuro de Campinas, sem que a cidade esteja na vanguarda da mobilidade nacional”, disse.
O presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU), Fábio Bernils, avalia que os projetos hoje engavetados indicam pelo menos que os poderes públicos iniciaram a discussão de outro modelo de transporte de pessoas, uma vez que o modelo existente sobre pneus está cada vez mais saturado, ineficiente e inseguro: “Mas essa iniciativa necessita de um planejamento estratégico para poder de fato acontecer. O que nos deixa apreensivos é como as relações entre essas três esferas de poder (União, Estado e Município) irá se realizar. Até que ponto a política partidária e até mesmo o corporativismo irão comprometer esses projetos”, afirmou
Para Bernils, o trem de alta velocidade, o trem regional e mesmo o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) municipal são projetos de grande importância na ampliação e no novo conceito do aeroporto de Viracopos: “Sem um modelo de transporte sobre trilhos, seja qual for sua velocidade, Viracopos ficará sufocado. Nesse contexto o planejamento estratégico comandado por uma agência ou outro órgão, desde que possibilite a efetiva participação da sociedade civil, é de extrema importância. Tem que haver comprometimento, seriedade e empenho político para realmente fazer acontecer”, disse Bernils.
Renato Lobo 

ViaTrolebus – 28/07/2014

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Trem vazio descarrila e prejudica circulação na Linha 11-Coral da CPTM

Composição manobrava entre Brás e Tatuapé quando o problema ocorreu. Incidente tinha reflexo na Linha 12- Safira.

Um trem vazio descarrilou e prejudicava a circulação na Linha 11-Coral, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), no início da manhã desta sexta-feira (25). A Linha 12-Safira também tem reflexos.

A composição manobrava entre Brás e Tatuapé, por volta das 5h30, quando problema ocorreu. Às 7h, a via foi desobstruída, porém, o sistema continua apresentando lentidão.

Os trens continuavam a circular com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre Luz e Estudantes. As plataformas da estação Guaianazes estavam lotadas. Os funcionários da CPTM restringiam a entrada dos passageiros na estação para evitar a superlotação, como informou o Bom Dia São Paulo. 

A Linha 12-Safira apresentava lentidão entre as estações Brás e Calmon Viana. Não há previsão para normalização do sistema.


G1- 25/07/2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Corintianos perdem último trem do Metrô e se revoltam

Presidente do Corinthians
Jogo contra o Bahia, no Itaquerão, terminou por volta de meia-noite,
Dezenas de torcedores que foram assistir à vitória do Corinthians sobre o Bahia, no Itaquerão, pela Copa do Brasil, perderam o último trem do Metrô, que partiu da Estação Corinthians-Itaquera por volta de 0h24 desta quinta-feira. Outros entraram correndo e conseguiram ultrapassar o portão apenas no último minuto. Inconformados, os torcedores que não embarcaram a tempo reclamaram da TV Globo, detentora dos direitos de transmissão, e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, considerados culpados pelo horário da partida, que começou às 22 horas de quarta-feira. 
O trajeto entre a arena corintiana e a estação Corinthians-Itaquera é feito, a pé, em cerca de 15 minutos e, por isso, muitos torcedores não chegaram a tempo. Quem perdeu o Metrô teve de recorrer às lotações no Metrô Itaquera e aos ônibus extras que a Prefeitura ofereceu com ponto final no Terminal Parque Dom Pedro. A pressa dos torcedores, preocupados com o horário do transporte, fez com que o escoamento fosse rápido. Por volta de 0h30, poucos torcedores procuravam a alternativa.
A maioria dos torcedores, no entanto, decidiu não correr riscos com o horário e começou a sair do Itaquerão por volta de 26 minutos do segundo tempo. Com isso, não viram o terceiro gol, marcado por Renato Augusto, aos 44 minutos, de pênalti. Foi o caso do aposentado Ariovaldo Inácio, de 71 anos. "Sempre fui aos jogos, mas esse horário é um absurdo. Tive de sair 15 minutos antes para pegar o Metrô e outra condução", disse o corintiano. "Conheço pessoas que pagaram R$ 180 no ingresso e tiveram de sair na metade do segundo tempo porque moram em Francisco Morato", reclamou o torcedor Agnelo Matos.
Veja – 24/07/2014
Comentário do SINFERP

Não é mais fácil mudar o horário dos jogos? O ideal é que funcionasse 24 horas, mas não há vias e linhas que poderiam estar disponíveis enquanto outras estão em manutenção, serviço que é realizado na madrugada.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Novo trem de passageiros para Vitória (ES) começa a circular em agosto

foto Lincoln Zambietti
Com mais conforto e segurança, 56 novos carros foram fabricados na Romênia; não haverá alteração no preço da passagem.

Começa a circular, na primeira quinzena de agosto, os novos trens que farão a ligação de Belo Horizonte a Vitória. Os novos trens foram fabricados na Romênia e embarcaram no porto de Vitória no final de 2013. Com mais conforto e segurança, não haverá alteração no preço da passagem. Serão, ao todo, 56 novos carros, sendo dez executivos (R$ 91) e 30 econômicos (R$ 58).

Os carros da classe executiva ganharão mais espaço. Antes com quatro poltronas por fileira, os carros passam a ter somente três, com direito a som e iluminação individual. O ar condicionado passa a atender toda a locomotiva (o que impede a abertura das janelas), que também oferecerá pontos de energia elétrica acessíveis aos passageiros em toda a sua extensão. O investimento foi de cerca de U$ 80 milhões.

A Vale, responsável pela ferrovia, ainda estuda o destino para os trens antigos. Segundo Paulo Curto, gerente de operações do trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas, eles poderão ser enviados para atender às atividades de mineração no continente africano.


O Tempo – Camila Bastos - 22/07/2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Passageiros andam nos trilhos dos trens da SuperVia (RJ)

Uma falta de energia ocorreu entre as estações de São Cristóvão e Central.

Na manhã desta segunda-feira, um trem que seguia de Queimados para a Central parou de funcionar em São Cristóvão. O equipamento que liga o trem à rede elétrica apresentou defeito, por esse motivo, o trecho entre as estações São Cristóvão e Central do Brasil ficou sem energia por dez minutos, e alguns trens dos ramais Japeri e Santa Cruz precisaram aguardar ordem de circulação.

Alguns passageiros que estavam em uma composição a cerca de 500 metros da estação Central do Brasil abriram as portas da composição e desembarcaram na via. Imediatamente, equipes de atendimento foram direcionadas ao local da ocorrência e as equipes técnicas estão em São Cristóvão para realizar os reparos necessários.

A SuperVia já divulgou novas informações e a circulação dos ramais de Japeri e Santa Cruz está normalizada.


Band.com – 22/07/2014

Estações do metrô de Salvador (BA) não têm licença para funcionar; CCR tem outras pendências

foto Netto Jr
Mais de 15 processos de licenciamento de áreas e uso de equipamentos da CCR Bahia – empresa que opera o metrô de Salvador – seguem pendentes na prefeitura. Antes mesmo da inauguração, no último dia 11 de junho, sequer o alvará de funcionamento tinha sido emitido pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom).

O Bahia Notícias apurou que hoje, 40 dias após o início das operações, nenhuma das quatro estações ativas – Acesso Norte, Brotas, Campo da Pólvora e Lapa – possui Habite-se, autorização para início de utilização de construções ou edificações. Segundo informações obtidas no Palácio Thomé de Souza, a concessionária desconhecia que cada terminal, individualmente, precisava de um documento. Vistorias realizadas pela Sucom nas unidades já detectaram problemas diversos, a exemplo de falta de extintor de incêndio em local correto, sinalização de saídas de emergência, ausência de detectores de fumaça, bem como outras divergências entre o que foi aprovado no projeto original e o que está em atividade.

Até mesmo restrições da CCR no Cadin – espécie de SPC para prestadores da administração pública – foi identificada, como dívida de aproximadamente R$ 2 mil de prestador de serviço terceirizado por falta de recolhimento de contribuições previdenciárias.

Fontes municipais apontam que, como as pendências não põem em risco a segurança do meio de transporte, a Sucom precisou fazer "vistas grossas" a algumas irregularidades e ter "muita boa vontade" com o empresa de transporte sobretudo por dois motivos.

O próprio prefeito ACM Neto solicitou a flexibilização das normas, pelo fato de o modal ser "importante para a cidade". Já a CCR, que assumiu o serviço após uma década de obras, tem dificuldades para levantar parte da papelada exigida. Embora o governador Jaques Wagner já tenha dito a interlocutores que a prefeitura "está matracando licenças" de interesses do Estado, devido às eleições, no Município a tese é de que, se o sistema fosse de importância exclusivamente privada, o metrô ainda estava emperrado sobre os trilhos.


Bahia Notícias – Evilásio Júnior - 21/07/2014

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Momentos de "satisfação" dos usuários do Transmilênio (BRT) de Bogotá - Colômbia

Vídeo de viajantes brasileiros maravilhados com transportes sobre trilhos da Europa

Para quem imagina que o sistema BRT de Curitiba é só alegria, eis um vídeo interessante

Imagine, também, o funcionamento desses "tubinhos" em São Paulo na hora do "pega".

Furtos em trens e ônibus sobem quase 5 vezes na Copa em São Paulo

Alta chega a 379%; PM afirma que crescimento está ligado a turistas. Brigas também cresceram entre 12 de junho a 13 de julho na capital.

Os casos de furtos registrados dentro de trens, metrô e ônibus aumentaram quase cinco vezes durante a Copa do Mundo em São Paulo em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 2.741 boletins de ocorrência feitos na Polícia Civil entre 12 de junho e 13 de julho. A média de ocorrências foi de mais de 85 por dia no transporte coletivo. No mesmo recorte dos dois anos anteriores, o total havia sido de 572 queixas (2013) e de 654 (2012). Em comparação com 2013, o aumento na Copa em 2014 chega a 379%.

Também houve aumento de furtos e roubos a pedestres durante os 32 dias do Mundial. Paulistanos e turistas relataram à policia 13.026 casos (sendo 9.036 roubos e 3.990 furtos). O aumento foi de 58% se comparado com o mesmo período de 2013. Se a avaliação for feita com base em 2012, o crescimento é de 82%.

O levantamento exclusivo do G1 considerou todas as ocorrências registradas nos 93 distritos policiais de São Paulo. Entre os dez tipos de crimes ou incidentes mais comuns, houve crescimento em quatro e queda em seis na comparação com os anos anteriores. Além de furto no interior de transporte coletivo, e furto e roubo a transeunte, também subiram os casos de lesão corporal dolosa (briga).

Houve queda nos registros de perda/extravio de documentos, roubo de veículos, furto de veículos, colisão, ameaça e veículo localizado.

Esse aumento de algumas ocorrências não é surpresa para a PM e está relacionado à presença de turistas durante a Copa. (...) Mas a polícia também intensificou seus esforços, pondo mais policiais nas ruas para garantir a segurança da população" Benedito Roberto Meira, comandante-geral da PM no estado.

G1 já havia antecipado a tendência ao apontar o crescimento dos casos de furtos e roubos de celulares na Vila Madalena: a alta foi de 3.500% durante a Copa.

A Polícia Militar (PM) atribuiu o crescimento de furtos, roubos e brigas durante a Copa à presença maciça de turistas brasileiros e estrangeiros na capital, que atraiu também criminosos locais e até de outros países.

“Esse aumento de algumas ocorrências não é surpresa para a PM e está relacionado à presença de turistas durante a Copa”, disse o coronel Benedito Roberto Meira, comandante-geral da PM no estado de São Paulo.

Levantamento da SPTuris, da Prefeitura de São Paulo, mostra que mais de 540 mil turistas passaram pela cidade durante a Copa. Desse total, 220 mil foram estrangeiros.

“A polícia também intensificou seus esforços, pondo mais policiais nas ruas para garantir a segurança da população”, afirmou Meira.

De acordo com a PM, a corporação esperava pela mudança de comportamento criminoso devido à presença de turistas. Por isso, foi criado o Comando de Policiamento Copa (CPCopa), com mais de 4 mil policiais que prenderam 153 pessoas suspeitas de crimes, entre 18 de maio, data da sua criação, até esta sexta-feira (18), quando encerrou os trabalhos.

“Nesta Copa, os criminosos também apareceram devido a grande quantidade de pessoas que vieram visitar São Paulo”, disse o coronel Wagner Tardelli, comandante do CPCopa. “Inclusive criminosos estrangeiros, principalmente latino-americanos, que vieram para cá e acabaram presos”.


G1 – Kleber Tomaz e Paulo Toledo Piza - 21/07/2014

Após falha técnica, trens voltam a circular normalmente em SP

Problema foi corrigido às 7h40 e situação foi normalizada às 8h10, segundo CPTM.
Os trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) voltaram a circular normalmente após pouco mais de quatro horas. Mais cedo, por volta das 4h, uma falha na rede provocou o travamento de uma composição na estação Tatuapé e as linhas 7-Rubi, 11-Coral e 12-Safira operaram com velocidade reduzida na manhã desta segunda-feira (21), de acordo com informações da companhia.
Centenas de pessoas lotam as estações. A operação dos trens ficou prejudicada entre as estações Luz e Francisco Morato, na linha 7; da parada Luz até Guaianases, na linha 11; e entre Brás e Calmon Viana, na linha 12.
A linha 7-Rubi teve maior intervalo entre as composições e o tempo de percurso das viagens. A ocorrência foi solucionada às 6h10 e a circulação foi normalizada às 7h. A falha que prejudicou a circulação nas linhas 11-Coral e 12-Safira foi corrigida às 7h40 e os trens voltaram a operar normalmente a partir das 8h10. 

R7 – 21/07/2014

domingo, 20 de julho de 2014

VLT de Fortaleza (CE) aguarda nova licitação e não teve obras retomadas

Um dos três túneis ainda a serem entregues na Via Expressa depende da continuação das obras do VLT. Intervenções seguem interrompidas sem contrato com empresa ou consórcios desde maio.

Com uma linha do Mucuripe até a Parangaba, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) deveria estar funcionando durante a Copa do Mundo em Fortaleza. A cidade que recebeu os seis jogos do Mundial também deveria estar com quatro túneis prontos na Via Expressa. Foi com este propósito que os projetos foram listados na Matriz de Responsabilidades assumida em 2010. O evento terminou e as obras estão paradas com 50% do serviço feito. Estações inacabadas e interdições ficam no caminho a ser feito pela linha. Enquanto isso, um dos três túneis restantes na Via Expressa depende diretamente da continuação do VLT, ainda sem previsões.
São quatro túneis prometidos para a Via Expressa. O primeiro, no cruzamento com a avenida Santos Dumont, foi inaugurado em junho deste ano. Outros três ainda serão entregues: dois em cruzamentos (com a avenida Alberto Sá e com a avenida Padre Antônio Tomás) e um longitudinal, passando por baixo da Via Expressa entre a Santos Dumont e a Padre Antônio Tomás.
As informações da assessoria da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf) são de que as obras do túnel longitudinal dependem de quando as intervenções do VLT, que passará por cima, forem retomadas. Segundo explicou o titular da pasta, Samuel Dias, em publicação do O POVO no dia 3 de julho, as duas obras precisam ocorrer em paralelo, o que deixa incerto o cronograma de execução para o túnel. A previsão de entrega para os três túneis é no fim de 2015, segundo a Seinf.
 Sem previsões

O VLT continua sem executores licitados desde a rescisão do contrato com o consórcio CPE-VLT, publicada no Diário Oficial do Estado do Ceará (DOE) do dia 27 de maio. A justificativa foi pelo atraso e o descompromisso em concluir da obra. Em nota, a Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra) informa que ainda estuda a forma de contratação da empresa ou consórcio que deve continuar o serviço. “A ideia é que no menor prazo possível o processo esteja consolidado, viabilizando a breve retomada das obras”.

A pasta informa que “não serão necessários contratos emergenciais”, diferente do divulgado no início do mês sobre a continuação da obra pelo Governo do Estado. Das dez estações previstas, apenas a da Borges de Melo está pronta. Ainda assim, a região permanece interditada para a construção de um túnel que permitirá a passagem de carros sob os trilhos. Com investimentos de R$ 276,9 milhões, a linha terá 12,7 km de extensão, dos quais 1,4 km percorridos em plataformas elevadas.

Jornal de Hoje – 18/07/2014

sábado, 19 de julho de 2014

Trens fabricados na China se dirigem para a América Latina

Sentado nas arquibancadas da Copa do Mundo do Brasil, He Wei se fez a mesma pergunta várias vezes: "o que um chinês está fazendo aqui?".

A dúvida é razoável. A seleção chinesa desde 2002 não se classifica para o evento de futebol mais importante do mundo. Nem sequer chega perto.

"Talvez seja melhor dizer que eu vim aqui para ajudar o Brasil a construir ferrovias?", escreveu He, um comentarista popular de futebol, no microblog pessoal.

O certo é que as empresas chinesas querem aproveitar o enorme apetite de ferrovias nos países latino-americanos emergentes.

A China CNR Corporation informou na terça-feira que nos últimos cinco anos já garantiu pedidos de 100 unidades elétricas múltiplas (UEM, trem intermunicipal de alta velocidade) e 34 vagões de metrô para o Rio de Janeiro.

A empresa já entregou 42 UEMs e 19 metrôs. Os veículos fabricados por ela são 80% dos trens na cidade que sediou a final da Copa do Mundo.

Um UEM de quatro vagões transporta até 1.300 pessoas, chega a 100 km/h e tem um sistema avançado de ar condicionado para suportar o calor brasileiro.

No mês passado, os trens viajaram da Estação Central ao Maracanã levando torcedores vindos do mundo inteiro.

A China é o terceiro maior parceiro comercial da América Latina, com um volume de negócios de US$ 262 bilhões em 2013. A América Latina tornou-se um importante destino de exportação para a China CNR, que também atende à Argentina.

A CNR começou a procurar o mercado da América Latina em 2004. Em 2007, o Rio de Janeiro foi escolhido para sediar a Copa deste ano e os Jogos Olímpicos de 2016. Nesse momento, o governo do Rio de Janeiro prometeu melhorar a rede ferroviária da cidade em cinco anos. Em 2009, assinou um contrato com a CNR para 30 UEMs. Três anos depois, encomendou mais 60.

"Em comparação com Siemens e Alstom, somos novatos", declarou Ma Lie ao relembrar a licitação pública para os trens intermunicipais.

A empresa ofereceu mais soluções de custo e serviços para conquistar mais clientes. "Até agora, assinamos US$ 1,5 bilhão em contratos com a América Latina", contou Ma, gerente de alto nível da subsidiária da CNR que fabrica os trens.

CRJ Online – 17/07/2014

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Segurança que atua em trilhos da CPTM relata má condição de trabalho

Vídeos mostrando seguranças de terceirizada atuando em pontos isolados. Segundo o funcionário, eles têm de tomar conta dos fios.

Um segurança que trabalha em linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) denuncia o que chama de péssimas condições de trabalho nas vias. Ele é funcionário da Power Segurança, que presta serviço para a CPTM, e relata que os funcionários ficam em locais sem banheiro, sem abrigo da chuva e sem espaço para refeições para evitar que cabos sejam furtados.

A equipe de reportagem do Bom Dia Brasil flagrou funcionários trabalhando em locais isolados e cadeiras posicionadas perto de paredes e sem nenhum ponto de apoio nas proximidades.

Os vigilantes ficam em pontos espalhados pelas linhas Coral, Turquesa e Safira, segundo o funcionário que faz a denúncia. Ele enviou um vídeo mostrando um colega de trabalho trabalhando de forma isolada em um ponto da Linha 12-Safira, que liga o Brás a Calmon Viana. Em outro vídeo, um colega carrega uma marmita.

“Ficar no meio do nada, sem banheiro, sem guarita, sem nada. Precisa ir no banheiro e tem que esperar a hora de ir embora. A refeição é na via, marmita gelada”, afirma o funcionário ao descrever a rotina de trabalho.

A jornada é de 12 horas. Eles ainda têm de enfrentar o medo e já foram alvo de criminosos.

O Sindicato dos Empregados em Empresas de Vigilância afirma que fiscaliza constantemente os postos da CPTM e move ações judiciais quando alguma irregularidade é detectada.

O Ministério do Trabalho disse que não recebeu reclamações sobre a falta de condições de trabalho dos seguranças na CPTM.

A CPTM afirma que há postos de vigilância fixos, com banheiros e guaritas. Há também os postos volantes, onde os seguranças fazem rondas, e que o revezamento é a cada três horas. A empresa disse que vai apurara as cláusulas contratuais entre a terceirizada e os seguranças.

A Power Segurança disse que cada dupla faz percursos de no máximo 50 minutos ao lado dos trilhos e que ficam nas estações, onde há toda a estrutura para atendê-los. Disse também que paga adicional de periculosidade e que fornece equipamento de segurança para os funcionários.


G1 – 17/07/2014

Trem da Supervia descarrila logo após sair da Central do Brasil, Rio de Janeiro

Até as 19h, não havia informação sobre feridos. Incidente ocorreu a 200 metros da estação terminal.

Um trem que seguia da Central do Brasil para a Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, teve sua viagem interrompida após descarrilar a cerca de 200 metros do terminal, às 18h37 desta quarta-feira (16). Segundo a Supervia, agentes da concessionária se direcionaram ao local para auxiliar os passageiros a desembarcar na via e caminhar até a plataforma da estação. Até as 19h, não havia informação sobre feridos. Técnicos foram para o local para fazer os devidos reparos e liberar a linha.

“Eles deram um aviso pra gente que estava tudo bem, que era pra gente aguardar no trem e a gente aguardou. Quando o pessoal começou a quebrar a saída de emergência, chegou a segurança, o pessoal do trem e o supervisor. Eles começaram a tirar o pessoal, a gente foi andando na linha e os trens circulando, não pararam os trens”, contou o bombeiro hidráulico José Aparecido Ribeiro.

Por volta das 19h30, as partidas dos trens da Central do Brasil foram retomadas, mas os intervalos estavam em processo de normalização em todos os ramais. Segundo a assessoria, os passageiros estavam sendo avisados no sistema de áudio dos trens e das estações. Técnicos da concessionária continuavam no local para liberar a via.

A SuperVia esclareceu que instaurou uma comissão técnica para apurar as causas do incidente. A agência que regula os transportes públicos, a Agetransp, informou que abriu um boletim de ocorrência para descobrir as causas do descarrilamento.


G1 – 16/07/2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Colisão entre dois trens deixa ao menos 30 feridos na França

Acidente envolveu um trem de alta velocidade (TGV) com cerca de 170 passageiros a bordo.

Dois trens se chocaram nesta quinta-feira no sul da França, deixando ao menos 30 pessoas feridas, algumas delas em estado grave.

A colisão ocorreu em um local próximo às cidades de Pau e Denguin. Autoridades ainda estão investigando as causas do acidente.

Um relatório divulgado no ano passado após um acidente ferroviário que também deixou vítimas classificou o estado das linhas de trem francesas como "péssimas".

Policiais e bombeiros iniciaram a operação de resgate minutos depois da colisão. Algumas das vítimas chegaram a ser levadas de helicópteros para hospitais locais.

TGV

Um dos trens era do serviço de alta velocidade (TGV na sigla em francês) na rota entre as cidades de Pau e Bayonne e estava levando cerca de 170 passageiros, enquanto a outra composição era do serviço regional (TER) e tinha cerca de 60 passageiros.

Christian Fraser, correspondente da BBC na França, disse que o TGV teria freado rapidamente e, logo em seguida, voltou a operar, porém não numa velocidade reduzida – o que teria evitado um acidente muito mais grave.

A rede de TV local France 3 afirmou que o acidente pode ter ocorrido por um problema de sinalização, que teria levado o TGV a reduzir sua velocidade.

No ano passado, um trem que fazia o trajeto Paris-Limoges descarrilou a 30 quilômetros da capital francesa, deixando sete mortos e mais de 200 feridos.


BBC Brasil  - 17/07/2014

Eu acuso (uma história da Tejofran de 1999)

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) fez 44 anos no último dia 16. Como todo bom virginiano, é meticuloso. Em seus 20 anos de vida pública, esteve no meio de alguns furacões.
Renan chegou ao Ministério da Justiça de Fernando Henrique Cardoso na cota do PMDB. Como militante do partido, atuou os 465 dias em que resistiu no cargo. Sem ser advogado, tentou mudar a pauta do Ministério, mirando seu foco em assuntos de mais apelo popular, como as etiquetas de preços dos supermercados e um novo Código Nacional de Trânsito. No meio do caminho de Renan apareceu um inimigo poderoso: o governador de São Paulo, Mário Covas, amigo de FHC e principal opção do PSDB na sucessão de 2002. Foram vários os atritos.

Convencido de que Covas foi o mestre-cuca de sua fritura, o senador resolveu encaminhar ao presidente da República, em carta datada do dia 19 julho, dia de sua demissão, uma série de denúncias graves contra o governador. Dois meses depois, o Palácio do Planalto não soltou um pio sobre a correspondência nem sobre o fortíssimo discurso feito na tribuna do Senado, na terça-feira 14. "O governador explicitou divergências durante minha gestão no Ministério da Justiça. Todas elas geradas de interesses inconfessáveis, que cobririam de lama a até então imaculada biografia do vetusto governador paulista", disse Renan, em alto e bom-som. As palavras ecoaram, mas não houve esclarecimentos, além de uma interpelação judicial, protocolada em 4 de agosto.

Respostas – Há um dilema no ar. Ou o senador Renan Calheiros, que foi ministro da Justiça, é um irresponsável, leviano, que perdeu a cabeça junto com o cargo, ou existe algo de podre no reino de Covas. O País espera uma resposta desde o fim da tarde de 19 de julho, quando o alagoano Everaldo França, assessor de Renan, caminhou 500 metros entre o Ministério da Justiça e o Palácio do Planalto para protocolar na Casa Civil um envelope pardo com um conteúdo bombástico. O documento foi imediatamente remetido ao presidente Fernando Henrique Cardoso, que o aguardava. Em apenas 54 linhas, o ministro fazia duras acusações a Covas e instava o presidente a tomar as devidas providências. Fernando Henrique tomou duas atitudes: enviou uma cópia da carta ao amigo Mário Covas e solenemente omitiu-se. No discurso da terça-feira, Renan autorizou o presidente a divulgar o teor de sua carta. Queria suas denúncias passadas a limpo. No palácio, não houve pronunciamento sobre o assunto. Uma cópia da carta da discórdia foi obtida por ISTOÉ, sob sigilo.
O texto, de duas páginas, acusa o governador de tráfico de influência na tentativa de transferir para empresas amigas o serviço de inspeção de veículos, uma nova exigência do Código Nacional de Trânsito que ainda não foi aplicada, mas que renderá bilhões a seus administradores. "A pessoal e obstinada condução do caso revelou suspeito interesse pelo negócio que cria um mercado de R$ 1,5 bilhão por ano. Ao telefone, o governador falou comigo pelo menos duas vezes sobre o assunto. Adiantou que já havia mantido entendimentos com empresas interessadas. A pedido dele, também recebi outras pessoas", escreveu Calheiros. Procurado na semana passada para esclarecer trechos da carta, o senador revelou que o secretário de Segurança, Marco Vinício Petrelluzzi, esteve em seu gabinete tratando do assunto, a pedido de Covas. "Ficou claro que a empresa beneficiada seria a Tejofran", disse referindo-se à empresa de Antônio Dias Felipe, amigo e compadre do governador, e teria a participação indireta de Mário Covas Neto, o "Zuzinha", filho de Covas. A Tejofran, que já vem engordando seu caixa com alguns polêmicos contratos com o governo paulista, promete ampliar seu raio de ação. "Um executivo da Tejofran me disse que a empresa decidiu avançar sobre o governo federal", diz o deputado federal Luiz Antônio Fleury Filho (PTB-SP).
Lobby – Talvez não precise nem avançar. O novo ministro da Justiça, José Carlos Dias, está se encarregando de transferir para os Estados – e, em especial, para São Paulo – a administração dos serviços de inspeção de veículos, o que deve render aos cofres paulistas cerca de R$ 1 bilhão por ano – receita compatível com a maior frota do País. "Estou afastando isso de mim", explica-se o ministro, assustado com o forte lobby que diz estar rondando seu gabinete (Leia entrevista ao lado). A transferência foi formalizada no dia 31 de agosto, numa reunião extraordinária do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A presteza dessa decisão, porém, destoa das ações do ministro Dias em outras áreas. "Ele não agregou nada ao governo. Não está ajudando nem nas causas ligadas ao STF", admite um assessor de FHC.

Passaporte – Entre outros trechos da carta de Calheiros, chama a atenção o que trata do processo 08200007434/97-55 do Departamento de Polícia Federal. "A irritação do governador paulista com minhas atitudes chegou ao ápice quando revoguei a Concorrência 02/97 – DPF, no valor de R$ 170 milhões, de interesse da empresa Tejofran Saneamento e Serviços Gerais, muito ligada a ele e a seu filho, um certo Zuzinha, que detinha 20% do consórcio. Após ganhar a licitação, essa gente passou a exigir um escandaloso indexador em moeda americana com o obscuro objetivo de reajustar seus preços", escreveu o então ministro demissionário. A Tejofran, em consórcio com a Siemens, tentou dois recursos administrativos para dolarizar o valor de seus serviços, o que foi negado pelo consultor jurídico do Ministério, Byron Costa, que chegou ao cargo em 1995 e foi demitido por Dias. "A repactuação violaria o procedimento licitatório", anotou Byron num despacho de 25 de maio.
O nome comum nos conflitos entre Covas e Calheiros é Tejofran, uma empresa adquirida por Antônio Dias Felipe em 1975 com o objetivo de ser uma firma "guarda-chuva", que disputa concorrências públicas e privadas e depois terceiriza a prestação dos serviços. A estratégia rendeu à empresa um grande êxito financeiro e, durante as duas últimas décadas, permitiu que ela se expandisse por serviços tão diversos como saneamento, confecção de passaportes, telecomunicações, atendimento hospitalar, energia elétrica, fornecimento de mão-de-obra, administração de rodovias e conservação de ferrovias e metrô. Ao todo, a empresa de Antônio Dias Felipe tem 23 escritórios instalados pelo interior do Estado e 14 mil funcionários, o que lhe garantiu um lugar de destaque entre os maiores fornecedores do governo paulista. A saga empresarial só não escapou de alguns arranhões judiciais. Em 1997, a Tejofran foi denunciada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) por explorar o pedágio na rodovia Carvalho Pinto sem licitação. Também naquele ano, a 6ª Vara da Fazenda Pública em São Paulo determinou a indisponibilidade dos bens da empresa por desrespeitar contrato firmado com a Eletropaulo. E uma auditoria realizada pelo governo detectou a existência de um esquema de corrupção envolvendo Tejofran e Power, outra empresa de Dias Felipe, na prestação de serviços aos hospitais Geral de Taipas, Maternidade Interlagos e Regional de Osasco.
Amigos – A relação entre Covas, Dias Felipe e Tejofran, entretanto, é mais antiga do que os problemas com a Justiça e o TCE. Antes de ser governador, o tucano montou seu QG político na sede da empresa, no centro de São Paulo. Ali usava salas e funcionários sem maiores cerimônias. Hoje, costuma dizer que o aluguel foi pago "parte com amizade, parte com dinheiro". Não há documento público sobre esse pagamento. Mas a prestação de contas do tucano ao governo, em 1994, informa que, no sentido inverso, R$ 180 mil deixaram as contas da Tejofran e da Power e foram doadas para a campanha. Os contratos do governo estadual com a Tejofran subiram de R$ 20 milhões em 1994 para R$ 142 milhões em 1995, segundo levantamento feito pela Folha de S. Paulo com dados do TCE. Curiosamente, os contratos da empresa com o governo federal também aumentaram com a eleição de FHC. Em 1995, os pagamentos da União à Tejofran somaram R$ 3,9 milhões. No ano passado, já eram de R$ 5,5 milhões.
Na carta, Renan também acusou Covas de inaugurar penitenciárias inacabadas durante a campanha e de pedir mais recursos. Dias escalou o paulista Nagashi Furukawa para ocupar a direção do Departamento Penitenciário Nacional. Furukawa começou a negociar novas transferências para São Paulo. Após uma entrevista coletiva na sexta-feira 17, o governador disse que o local ideal para a discussão é a Justiça: "Não vou dar colher de chá para o senador me responder da tribuna do Senado. Podemos fazer isso em uma esquina qualquer, mas o meu caminho preferido é a Justiça. Lá, a gente troca chumbo à vontade."

IstoÉ – Mino Pedrosa e Wladimir Gramacho - 22/09/1999