segunda-feira, 31 de março de 2014

Prefeitura apresenta protótipo do VLT carioca

A partir desta semana, o público poderá conhecer o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que integrará todos os meios de transporte na região central do Rio.

O Prefeito Eduardo Paes apresenta nesta quinta-feira (27/03) o protótipo do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ficará aberto à visitação pública entre os galpões ferroviários da Gamboa, na Região Portuária, próximo ao Túnel Ferroviário do Morro da Providência. Paes mostrará ainda as futuras instalações e atividades da Vila Olímpica da Gamboa durante o período das obras no local. O objetivo é permitir que a população conheça o novo modelo de transporte, uma espécie de bonde moderno elétrico e que não polui o meio ambiente. O VLT começará a circular em 2016 no Centro e na Região Portuária, integrando passageiros de barcas, aeroporto, trens, metrô, teleférico, ônibus convencionais e BRTs. O protótipo ficará aberto à visitação pública todos os dias da semana, entre 9h e 20h.

Formado por sete módulos articulados, o VLT vai circular 24 horas por dia e terá capacidade para transportar 285 mil pessoas diariamente. O sistema compreende 28 km de percurso e, além dos trilhos por onde o veículo vai passar, a obra abrange a implantação de paradas e sinalização especial para que VLT, carros, ônibus e pedestres possam compartilhar as vias da cidade com segurança.
Um dos primeiros do mundo projetado totalmente sem catenárias (cabos para captar energia elétrica em fios suspensos) e por isso com menor impacto e interferência visual na paisagem carioca, o modal ofertará serviço rápido, confortável, seguro e silencioso, além de operar com sistema não poluente e baixos níveis de vibração.
O abastecimento de energia se dará pela combinação de um supercapacitor (fonte de energia embarcada) ao sistema APS (alimentação pelo solo), espécie de terceiro trilho já implantado com sucesso em diversas cidades europeias.
As obras começaram em março pelo Túnel Ferroviário, sob o Morro da Providência. No primeiro momento vão priorizar a implantação do Centro Integrado de Operação e Manutenção (Ciom), unidade de trabalho para concentração dos sistemas técnico-operacionais do VLT (trens, via permanente, energia, sinalização, controle, comunicação...). No futuro, o Ciom receberá equipamentos industriais de grande porte, como máquina de lavar trens, torno de rodeiros, pontes rolantes e macacos sincronizados. A expectativa é a de que todas as etapas estejam concluídas no fim de 2015.
Para a instalação do Ciom, será necessário construir uma nova Vila Olímpica na Gamboa. Durante o período de intervenções, não haverá prejuízo às atividades esportivas, porque o projeto contempla a implantação de uma Vila Olímpica temporária. As quadras poliesportivas, o campo de futebol e a pista de corrida serão transferidos de forma provisória para o espaço aberto entre os galpões. A interdição dos atuais equipamentos esportivos só se dará após a entrada em funcionamento dos novos, temporários. As piscinas não serão transferidas, e as aulas de hidroginástica e natação também não sofrerão alterações. No futuro, a população poderá utilizar as instalações completas da Vila Olímpica no local de origem, que serão erguidas sobre o prédio do Ciom.
Características do VLT

Protótipo
Largura: 2,40 m
Comprimento: 13,5 m
Altura: 3,37 m
Peso: 8 toneladas

Medidas de um modelo real
Largura: 2,65 m
Comprimento: Opções com 30m ou 40 m
Capacidade: mais de 400 passageiros

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que circulará no Centro e na Região Portuária ligará toda a área por seis linhas e 42 pontos (38 paradas e quatro estações) em 28 Km. O VLT fortalece o conceito de transporte público integrado, e as suas estações vão se conectar ao metrô, trens, barcas, teleférico, BRTs, redes de ônibus convencionais e aeroporto.A integração com outros meios de transportes vai melhorar o trânsito da região central da cidade, em planejamento voltado à redução da circulação de ônibus. As ruas da Região Portuária já começaram a ser preparadas para receber o novo tipo de transporte.
Linhas

Linha 1 Praia Formosa – Cinelândia
Linha 2 Praça Mauá – Central
Linha 3 Central - Barcas - Santos Dumont
Linha 4 Central – Cinelândia
Linha 5 Praia Formosa – Central
Linha 6 Praia Formosa - Praça Mauá

Bilhete único carioca

Os bilhetes permitirão a integração do VLT às politicas de tarifação e integração vigentes no Estado e no Município do Rio de Janeiro. A integração via Bilhete Único Carioca esta prevista no Decreto Municipal 37.181, de 20 de maio de 2013.

Prefeitura do Rio de Janeiro


Porto Maravilha – s/d

Monotrilho já nasce saturado, diz especialista

Em entrevista à Folha, o arquiteto urbanista formado pela USP, Moreno Zaidan Garcia, especialista em transporte público, se mostrou pessimista com a opção pelo monotrilho na cidade. Ele afirma que o sistema não pode ser comparado ao metrô convencional, já que a capacidade é inferior e o uso para condução de massas ainda é uma novidade em todo o mundo.
“É um transporte intermediário entre o metrô e os corredores de ônibus, como o Expresso Tiradentes. Os motivos alegados para sua construção ao invés do metrô são vagos. Realmente é mais barato, mas é bem menos eficaz: seu traçado é limitado a grandes avenidas e a implantação não é tão rápida como foi prometido. Fora isso, é um fato inédito o monotrilho transportar tantas pessoas como o Governo do Estado pretende fazer”, comenta o especialista.
De acordo com Garcia, a maioria das linhas de monotrilho não é utilizada como transporte público. “Até 2011, existiam 300 linhas em todo o mundo. Destas, 150 para uso industrial. Outras 130 funcionam em espaços fechados, como aeroportos, parques de diversão e áreas de feiras e exposições. Apenas 20 linhas atuam no transporte de massa, sendo que somente 12 carregam mais de 10 mil passageiros por dia e contam com extensão superior a cinco quilômetros. A que chega mais perto do imaginado pelo Metrô para Linha 15 – Prata é a de Chongqing, na China, que transporta, de forma aglomerada, pouco mais de 25 mil passageiros/hora. A ideia da Linha 15 aqui é 40 mil/hora”, destacou.
O fato que chama mais atenção do especialista é que o monotrilho será inaugurado no limite de operação. “Para chegar aos números pretendidos pelo Metrô, o transporte vai trabalhar com a quantidade máxima de vagões. Além disso, a pretensão é que a Linha 15 funcione com um veículo por estação a cada 70 segundos, sendo que na China o tempo é de três minutos e no restante do mundo de cinco a 10 minutos. O sistema funcionará para carregar o maior número possível de passageiros, mas é errado. O monotrilho, entre a Vila Prudente e a Cidade Tiradentes, já vai nascer saturado, não terá como aumentar sua capacidade. Diferente do metrô, que trabalha com 70% ou 80% de sua eficácia. Isso vai fazer com que o monotrilho tenha uma operação mais cara do que os outros transportes”, completou Garcia.
Folha VP – Rafael Gonçalo - 21/03/2014

Comentários do SINFERP


Nunca jogamos areia nessa iniciativa, mas insistimos em afirmar que ela está entre dois extremos: um sucesso mundial, ou o maior mico já praticado na vida dos paulistanos, e com o dinheiro dos paulistas. A ver.

O Ministério Público afirma haver "indícios concretos" de que funcionários da CPTM ajudaram empresas acusadas de cartel

O Ministério Público afirma haver "indícios concretos" de que funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ajudaram empresas acusadas de cartel na licitação da Linha 5-Lilás do Metrô, uma das concorrências investigadas por diversas autoridades após ter sido denunciada pela Siemens.
A afirmação foi feita pelo promotor Marcelo Mendroni em uma das cinco denúncias criminais oferecidas à Justiça na segunda-feira passada contra 30 executivos e ex-executivos de 12 multinacionais acusadas de participar do cartel em projetos na CPTM e no Metrô de São Paulo. As fraudes teriam ocorrido entre 1998 e 2008 nos governos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB.
Na acusação relativa à Linha 5, em 37 páginas o promotor denuncia 12 executivos - contra cinco deles requereu à Justiça decreto de prisão preventiva sob alegação de que saíram do Brasil prejudicando a investigação. A Linha 5 foi construída pela CPTM, mas, em 2001, a operação foi transferida para o Metrô.
Mendroni sustenta haver "indícios de má-fé no comportamento de agentes da estatal". Ele critica procedimentos da CPTM no âmbito da licitação, cujo valor foi orçado em US$ 289,2 milhões, correspondentes a R$ 511, 01 milhões, considerado o câmbio de 1.º de março de 2000 - véspera da publicação do edital e da expedição das cartas-convite às empresas pré-qualificadas em consórcios.
Mendroni não cita nome de nenhum funcionário da estatal. Ele argumenta que a eventual participação de agentes públicos é apurada em outro feito investigatório criminal. Sua apuração se concentrou exclusivamente na formação de cartel e fraude a licitações no Metrô e na CPTM.
À época da licitação, entre 1999 e 2000, a CPTM era presidida por Oliver Hossepian e tinha como diretores João Roberto Zaniboni e Ademir Venâncio de Araújo. Os três foram indiciados pela Polícia Federal em outubro de 2013 pelos crimes de corrupção, crime financeiro, lavagem de dinheiro e formação de cartel.
Na denúncia, à página 5, Mendroni diz que, "segundo apurado, o acordo anticompetitivo teria sido celebrado a partir da primeira decisão da CPTM sobre a pré-qualificação das empresas/consórcios". Ele critica a permissão que a CPTM deu para que houvesse um reconsorciamento de empresas entre a primeira e a segunda fase da licitação. Avalia ainda que a permissão foi dada com "injustificável rapidez". À página 11 da denúncia, o promotor assinala: "A Comissão de Licitação não aguardou eventual manifestação do Consórcio Metrô Cinco e, desrespeitando o prazo de 5 dias concedido, proferiu decisão de deferimento do reconsorciamento".
A CPTM aprovou a formação do consórcio Sistrem (Alstom, Alstom Transport, Siemens, Siemens AG, CAF e Daimler Chrysler Rail Systems Brasil). "Com a aprovação, apenas o Consórcio Sistrem e o Consórcio Metrô Cinco permaneceram na disputa da licitação. O Metrô Cinco apresentou proposta pro forma, apenas para simular a concorrência e, ao final, sair perdedor."
Fraudes
Segundo Mendroni, "a decisão da comissão de licitação (de aval ao reconsorciamento) foi tomada no mesmo dia em que o consorcio Metrô Cinco (concorrente) foi intimado, via fax, para oferta de impugnação no prazo de 5 dias". Para o promotor, "diante desse quadro há indícios concretos de possível conluio entre integrantes da CPTM e das empresas do consórcio Sistrem (cartel) para implementação do acordo anticompetitivo, visando, mediante fraudes, reduzir a concorrência no procedimento licitatório".
O acusador avalia que a decisão da CPTM resultou, "de fato, em substancial redução na competição da licitação, considerando que inicialmente quatro consórcios haviam sido pré-qualificados e, após o reconsorciamento, permaneceram apenas dois consórcios na disputa, resultando em redução de 50% na competição".
À página 16 da denúncia, o promotor acusa. "A CPTM não agiu corretamente ao deferir a dissolução dos consórcios Alstom, AdTranz Total Rail Systems e Sicaf para formação de único consórcio, o Sistrem, o que possibilitou a implementação do acordo anticompetitivo pelo cartel. Isto porque a decisão da CPTM resultou, de fato, em substancial redução na competição na licitação. Não é razoável admitir que licitação com valor vultoso e objeto específico sofra tamanha redução da concorrência, exatamente na circunstância que possibilitou a implementação do acordo anticompetitivo pelas empresas cartelarizadas."
Mendroni sustenta que "as circunstâncias do pedido e da aprovação do reconsorciamento revelaram indícios de má-fé na conduta dos integrantes da CPTM, em possível conluio com integrantes do consórcio Sistrem, visando a implementação do acordo anticompetitivo".
O promotor ainda classifica como "estranha" a "forma peculiar" de subcontratação da empresa Mitsui por parte do consórcio vencedor. Ela constava do contrato da CPTM com o consórcio Sistrem, em vez de ter sido assinado em um contrato específico entre o consórcio e a empresa.
Linha 2
No âmbito de outra licitação, da Linha 2-Verde do Metrô, o promotor sustenta que houve benefício às empresas do cartel. Ele diz que houve "vazamento de informações sobre a licitação antes da publicação do edital e burlas à lei de licitações". Afirma que o cartel teve "acesso privilegiado e indevido" a "informações pormenorizadas sobre o procedimento licitatório, a ponto de combinar previamente os valores e analisar documentos que seriam exigidos na licitação". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Diário do Grande ABC – 31/03/2014

domingo, 30 de março de 2014

Em 2 anos, usuários ‘bombardeiam’ Metrô de SP com ações na Justiça

Dados obtidos pelo ‘Estado’ por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que 617 processos foram ajuizados em dez anos. Empresa alega aumento da demanda

SÃO PAULO - A batalha judicial entre usuários e o Metrô disparou. Dados do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação, revelam que 617 ações foram ajuizadas, nos últimos dez anos, por problemas como lesões sofridas no interior do sistema e questionamentos de valores oferecidos pela empresa em casos de desapropriação de imóveis. A grande maioria dos pedidos versa sobre indenizações por dano moral e decorrem principalmente da superlotação e das falhas recorrentes na rede.

Em pouco mais de dois anos, entre 2012 e o mês passado, foram ajuizadas 459 ações, o que representa 74% de todo o volume de processos desde 2004. Oficialmente, o Metrô credita o salto apenas à elevação da demanda no período, quando 57% a mais de passageiros passaram a ser transportados, segundo a empresa. Contudo, a quantidade de processos subiu em uma proporção muito maior. Dez anos atrás, só foram ajuizadas três ações dessa natureza, ante 186 em 2013.

A operadora de telemarketing Mayane Fabricia de Santana, de 20 anos, se diz vítima da superlotação. Ela se feriu ao cair com as duas pernas no vão do trem no momento do embarque na Estação Belém, no horário de pico da manhã. O acidente aconteceu há cerca de um ano e deixou queloides em suas pernas. "Doeu muito. Acho que o Metrô devia se preocupar mais com essa questão, colocar mais trens vazios passando", afirma.
Outro fator está por trás do aumento das ações. Trata-se das falhas e acidentes que acometem o serviço. Somente uma ocorrência, a batida entre dois trens na Linha 3-Vermelha, em maio de 2012, levou a uma avalanche de processos. Uma das afetadas naquela ocorrência e que decidiu processar a empresa é a enfermeira Laís Cossi, de 22 anos, que estava sentada no primeiro vagão do trem que colidiu com o outro que estava parado - o acidente foi o pior da história da operação da companhia, inaugurada em 1974.
"Bati a cabeça, outras pessoas caíram em cima de mim e o labirinto do meu ouvido estourou, tive de me afastar do emprego por uma semana. Além disso, perdi as provas na faculdade. A única pessoa que me ajudou a andar sobre os trilhos foi outro passageiro, que também estava machucado e sangrando", afirma Laís. De acordo com ela, o Metrô não lhe prestou o atendimento adequado. O caso ainda não foi julgado.
Patrícia Conceição da Silva Carvalho, balconista de 34 anos, feriu o braço na colisão e perdeu um dia de trabalho. "Acho errado o metrô estar sempre lotado. No dia da batida, o trem ficou com problema várias vezes e ninguém avisou nada", conta.
O advogado Ademar Gomes diz que existem outros processos em trâmite envolvendo falhas e panes do sistema, como paradas bruscas dos trens, que levam as pessoas a se machucar. No seu escritório, o episódio de 2012 rendeu 74 ações de indenização por danos morais ou materiais. "Esse tipo de processo leva uns cincos anos para terminar, e geralmente é causa ganha", afirma Gomes.
Responsabilidade. 

Na avaliação de Maurício Januzzi, presidente da Comissão de Sistema Viário e Trânsito da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), a responsabilidade pelo transporte seguro dos passageiros é uma atribuição exclusiva do Metrô. "Há um aumento das ocorrências, e as pessoas estão mais conscientes de seus direitos e de suas garantias, no sentido de obter a indenização por qualquer dano causado a elas", afirma o advogado.

Januzzi conta que a superlotação pode mesmo levar à abertura de processos na Justiça. "Tropeçar na plataforma, cair em virtude de freada brusca. A pessoa só precisa provar que estava naquele dia no transporte público. É possível fazer isso por meio do Bilhete Único", diz o advogado, uma vez que a tarifação é automatizada.
Leviano. 

Em nota, a companhia afirma que a tentativa de "analisar o volume de ações judiciais sobre o Metrô é leviana e superficial" e que "o aumento no número de ações judiciais contra o Metrô é proporcional à elevação do número de passageiros transportados e ao aumento no ritmo das obras de expansão da rede".

Ainda segundo a empresa controlada pelo governo do Estado, "no período citado, a média de passageiros transportados diariamente nas linhas de metrô cresceu 57%". A companhia também argumenta que "atualmente, existem quatro grandes empreendimentos em obras - segunda fase da Linha 4, prolongamento da Linha 5 e a implementação dos monotrilhos das Linhas 15 e 17 -, além das Linhas 6-Laranja, já contratada, 2-Verde e 18-Bronze, em processo de implementação".
"Quanto às indenizações por desapropriações", informa a nota, "elas são pagas seguindo exatamente a legislação vigente, com base nos valores indicados pelo Poder Judiciário".

O Estado de São Paulo – Caio do Valle – 29/03/2014

BMW prepara design de 58 novos trens da Siemens na Malásia

Trens são compostos por sistemas de iluminação que reduzem custos de energia.
O metrô de uma das cidades mais populosas da Malásia, a capital Kuala Lumpur, irá receber 58 novos trens com design da subsidiária da BMW, DesignworksUSA, e desenvolvimento da Siemens até 2017, segundo informações da fabricante de automóveis alemã. 
O conceito do metrô que será  instalado na região metropolitana de Klang Valley, lar de quatro milhões de pessoas, leva o nome de "Guiding Light" e irá considerar na elaboração do design dos novos vagões aspectos como a mistura de culturas e religiões da metrópole.
"O design exterior dos trens serão uma afirmação ousada de dinamismo e força. Ele simboliza liderança tecnológica, progresso e segurança", explica em nota o presidente da BMW Group DesignworksUSA, Laurenz Schaffer.
Os 58 trens terão ciclo de vida de 30 anos, são compostos por sistemas de iluminação que reduzem custos de energia, não contarão com condutores e passarão a cada 3,5 minutos em horários de pico. Cada composição formada por quatro vagões terá capacidade para 1,2 mil passageiros.

Terra – 30/03/2014

PT articula CPI do cartel de trens na Câmara para rebater oposição

Aliado do deputado licenciado Simão Pedro (PT-SP), que denunciou o caso em São Paulo, o petista Paulo Teixeira coleta assinaturas para comissão desde o ano passado.

Brasília - Desde dezembro passado, a bancada do PT na Câmara dos Deputados coleta assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as denúncias de formação de cartel em trens de São Paulo. O trabalho vem sendo conduzido pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), aliado do deputado estadual licenciado Simão Pedro (PT-SP) que denunciou ao Ministério Público as suspeitas de formação de cartel, superfaturamento e pagamento de propina envolvendo contratos do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Atualmente Simão Pedro é secretário de Serviços de Haddad

A iniciativa será a principal estratégia dos petistas caso a oposição rechace a ideia de ampliar o escopo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás. "Será o nosso principal caminho", disse o líder Vicentinho (SP) ao Broadcast Político.
O deputado Paulo Teixeira não revela o número de assinaturas que já conseguiu, mas garante que está próximo do número mínimo exigido (27 senadores e 171 deputados). "Faltam poucas assinaturas", enfatizou.
O argumento dos petistas é que o governo do PSDB em São Paulo não permite a apuração do cartel de trens na Assembleia Legislativa e já que a Petrobrás virou alvo da oposição, é preciso "passar à limpo" todas as denúncias de irregularidades. "Temos de fazer essa CPI do Metrô de São Paulo, não tem jeito", insistiu Teixeira.
Na Câmara, a orientação da Secretaria-Geral da Mesa é que uma vez coletadas as assinaturas, não pode haver alteração no texto do requerimento assinado pelos deputados, como propõe o PT. Mesmo com o acordo entre os líderes partidários, a secretaria informa que a iniciativa poderia ser caracterizada como fraude.
O líder petista acredita que, mesmo que regimentalmente seja inviável incluir no pedido da CPI da Petrobrás a apuração do caso Alstom, do cartel de trens em São Paulo, da Cemig e do Porto de Suape, existe fundamento político para se chegar a um acordo com a oposição e ampliar os trabalhos. "Se houver acordo (entre os partidos), pode (incluir novos temas)", concluiu. O assunto será o tema da reunião da bancada, marcada para a próxima terça-feira, 1º. "Não sei se regimentalmente é possível, mas politicamente é", concordou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

O Estado de São Paulo – Daiene Cardoso - 28/03/2014

sábado, 29 de março de 2014

Trem é incendiado no Rio e Supervia aponta 'ato criminoso'

Cabine do maquinista e um dos carros foram incendiados, diz Supervia. Por volta das 20h30, circulação no ramal Belford Roxo ocorria por uma linha.

Um trem que seguia para Belford Roxo, na Baixada Fluminense, teve a cabine do maquinista e um dos carros incendiados na noite desta sexta-feira (28). De acordo com a Supervia, o Corpo de Bombeiros e Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) foram acionados para controlar a situação. Eles trataram a situação como um "ato criminoso". Segundo a concessionária, ninguém se feriu.

Por volta das 20h30, a circulação no ramal Belford Roxo ocorria apenas por uma linha no trecho entre as estações Triagem e Pavuna/São João de Meriti. Nesse mesmo horário, não havia informação de vítimas.

A Agetransp informou que abriu um boletim de ocorrência para apurar as causas do incidente. Técnicos apuraram o atendimento prestado aos usuários e os procedimentos adotados pela concessionária Supervia para restabelecer a normalidade da circulação. Eles também fizeram uma perícia no trem que foi incendiado.

Atraso

Na noite desta sexta-feira, um trem que realizava o trajeto Central do Brasil-Belford Roxo apresentou um problema no pantógrafo (equipamento que liga o trem à rede aérea) enquanto estava na plataforma da estação Barros Filho.

Devido à ocorrência, os trens do ramal precisaram aguardar ordem de circulação e os passageiros estavam sendo informados sobre o ocorrido pelo sistema de áudio dos trens e das estações.

G1  - 28/03/2014


quinta-feira, 27 de março de 2014

Viçosa (MG) e região na defesa de trens de passageiros

Tiroteio em Padre Miguel, Rio, para trens e deixa dois suspeitos baleados

Um suspeito morreu e outro ficou ferido; quatro pessoas foram detidas. Passageiros foram informados por meio do sistema de áudio da SuperVia.

Um tiroteio nas proximidades da estação Padre Miguel (ramal Santa Cruz), na Zona Oeste do Rio, fez com que a circulação de trens fosse interrompida por medida de segurança, entre 13h10 e 13h44, na tarde desta quarta-feira (26). O policiamento foi reforçado na região e helicópteros sobrevoam o local.

Os tiros aconteceram por causa de uma operação do batalhão de Bangu na Vila Vintém, em Padre Miguel. Na ação, um suspeito de envolvimento com tráfico de drogas morreu e outro ficou ferido. Outros dois homens foram presos e dois menores foram apreendidos com drogas e rádios transmissores.

De acordo com a SuperVia, concessionária que administra a rede ferroviária no Rio, os trens que estavam nas imediações da estação aguardaram ordem de circulação para seguir viagem. Os passageiros foram informados sobre a situação por meio do sistema de áudio dos trens e das estações.


G1 – 26/03/2014

quarta-feira, 26 de março de 2014

SuperVia é multada em R$ 868 mil por descarrilamento que parou trens no Rio

O descarrilamento de 22 de janeiro prejudicou a circulação de trens em toda a cidade.

A Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Rio) informou nesta quarta-feira (26) que decidiu multar a SuperVia, concessionária que administra o sistema de trens no Rio de Janeiro, em R$ 868.474,96 pelo descarrilamento que resultou na interrupção do serviço por 13 horas no dia 22 de janeiro.

Números da SuperVia

40% dos 3.260 trens inspecionados não contavam com iluminação completa.
30% de 3.076 trens em operação tinham janelas avariadas.
40% dos trens, entre 5.799 fiscalizados, estavam sujos externamente.
10% de 3.262 trens analisados em uso estavam sujos internamente.
445 trens circularam com as portas abertas, entre 5.790 inspecionados.

Dados de out.2013, divulgados pela Agetransp

O descarrilamento de um trem na estação de São Cristóvão, na zona norte, provocou o colapso total da rede de transportes na capital fluminense, impedindo que milhares de pessoas seguissem para o trabalho.

Durante a interrupção, nenhuma composição chegou à estação ferroviária Central do Brasil, por onde passam diariamente 600 mil pessoas em média. O acidente ocorreu às 5h15, quando um trem descarrilado atingiu a estrutura que sustenta os cabos da rede aérea, interrompendo o fornecimento de energia nos cinco ramais operados pela concessionária Supervia, controlada pela construtora Odebrecht.

O conselho diretor da Agetransp considerou a nota técnica da Catra (Câmara Técnica de Transportes e Rodovias), que apontou como causas da deficiência no atendimento aos usuários a insuficiência de treinamento dos agentes envolvidos, déficit de pessoal nas estações mais afetadas, e gerenciamento inadequado do incidente com relação ao plano de contingência da concessionária.

Outras multas

A Concessionária CCR Barcas foi multada em R$ 367.746,12 no processo que apurou avaria no catamarã Neves 5, ocorrida na manhã do dia 13 de janeiro, próximo à estação Arariboia, em Niterói, logo após iniciar viagem em direção ao Rio de Janeiro, vindo a encalhar ao lado da ponte de atracação do terminal de partida.

Já a concessionária Metrô Rio foi multada em R$ 288.941,38 no processo que apurou desacoplamento mecânico entre dois carros do metrô, ocasionando a paralisação da circulação dos trens da Linha 2, na noite do dia 16 de janeiro, entre as estações de Irajá e Colégio.


Folha Uol – 26/03/2014

Campinas (SP) vai avaliar instalação de monotrilho

No lugar do veículo leve sobre trilho (VLT) Campinas poderá ter monotrilho. O prefeito Jonas Donizette (PSB) informou que vai contratar um estudo de viabilidade econômica de um transporte sobre trilho para Campinas que irá apontar qual o melhor sistema para ser adotado para ligar o Centro ao Aeroporto Internacional de Viracopos e alimentar o Corredor Noroeste e os futuros corredores Ouro Verde e Campo Grande, por onde circularão os BRTs (ônibus de trânsito rápido).
O prefeito acredita que o monotrilho — um trem menor que um metrô e que corre sobre vigas de concreto a 15 metros do chão — possa ser economicamente mais viável, porque exige menor custo com desapropriações. Os recursos para financiar o estudo virão do Ministério das Cidades que aprovou, no final do ano, uma verba de R$ 1,5 milhão. A licitação será publicada no próximo mês, e a previsão é que a conclusão ocorra em 180 dias após a assinatura do contrato.
Traçado
O estudo vai definir, além da melhor opção de transporte sobre trilhos, o melhor traçado que poderá, inclusive, não ser o mesmo por onde circulou o VLT entre 1990 e 1995 e que foi um fracasso na tentativa de dotar a cidade de um sistema de média capacidade sobre trilhos.
O antigo projeto significou um desperdício de US$ 120 milhões (R$ 277,3 milhões) gastos nos trilhos e estações, algumas das quais nunca chegaram a funcionar. “Com o estudo em mãos vamos poder optar pelo melhor sistema para atender a população e com menores custos”, disse o prefeito, que vai buscar verbas federais para poder implantar o sistema que for escolhido.
Para o engenheiro Luiz Antônio Magalhães, especialista em transporte público, o melhor atendimento nas grandes cidades passa por três sistemas: BRT, VLT e monotrilho. “Dependendo do tamanho da cidade e da demanda, cada um tem sua vantagem”, afirmou. No BRT, a vantagem está no ônibus de média capacidade que circula em faixa exclusiva, e a tarifa é paga antes do embarque, reduzindo tempos. O VLT é a versão moderna dos bondes, circula em trilhos e quando há pouco espaço na superfície, a solução pode ser o monotrilho, na verdade um VLT que circula nas alturas.
O monotrilho está sendo implantado em São Paulo, mas já opera em cidades dos EUA, Japão e vários outros países. Ele corre sobre vigas de concreto a 15 metros do chão, mais ou menos a altura do terceiro andar de um prédio, suficiente para fazê-lo passar por cima das pontes que cruzam o trajeto. Os pilares que sustentam essas vigas ficam, quase sempre, nos canteiros centrais das avenidas. Os vagões se movimentam com pneus de borracha sobre concreto, por isso são mais silenciosos que um trem comum — com rodas e trilhos de aço.
Capacidade
O monotrilho paulista terá capacidade para mil pessoas e, por enquanto, só será usado entre as estações Vila Prudente e Oratório. Quando o governo paulista terminar as obras, serão 18 estações, partindo da Vila Prudente e terminando o percurso em Cidade Tiradentes. Serão 26 km de extensão ao custo de R$ 6,4 bilhões.
Na defesa da implantação desse sistema, segundo Magalhães, está o fato de não agredir o ambiente porque usa energia, possibilitar flexibilidade na rota e baixo custo de construção — o custo do quilômetro de monotrilho é menor que a metade do quilômetro construído de um sistema de metrô subterrâneo. Outra vantagem é que o método de construção torna o sistema mais amigável porque, sendo elevado, pode ser construído com pouquíssimos impactos junto ao tráfego normal. Além disso, para o funcionamento do monotrilho não são necessárias grandes estações, mas sim plataformas elevadas, como se fossem as de ônibus em um andar acima. Isso evita custos de desapropriações e grandes obras de instalações.
Alternativa
Uma alternativa de traçado para Campinas são os antigos leitos ferroviários. Campinas tem 120 quilômetros de leitos ferroviários dentro do município, com 654 metros quadrados de área útil para oficinas e manobras. Os leitos conectam o Centro aos principais bairros e aos principais municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Mas tudo isso é espaço de abandono. O Plano Diretor de Campinas de 2006 definiu pela preservação dos leitos férreos desativados para transporte de passageiros, local, turístico ou lazer e também orientou o reestudo do sistema VLT, analisando alternativas de traçado de localização das estações e integração plena ao sistema por ônibus.
Portal Oeste Som – 26/03/2014

Comentários do SINFERP


Incrível que, mesmo sendo um veículo em condição experimental, o monotrilho vai invadindo discussões em grandes municípios.  A ninguém ocorre a espera para saber no que vai dar o monotrilho da capital paulista, antes de sua adoção. Enquanto isso, a condição consagrada do VLT vai sendo deixada de lado. Bem, isso deve-se ao fato de sermos mais espertos do que os europeus, certamente.

Acusados de cartel negam ilegalidade ou adotam silêncio

A Siemens informou ontem (25/3) que tem interesse em que "todas as responsabilidades sejam apuradas com transparência" e que adota "postura de tolerância zero contra qualquer conduta ilegal", ao comentar a notícia de que o Ministério Público estadual ofereceu à Justiça de São Paulo denúncias criminais contra 30 executivos e ex-executivos de 12 empresas acusadas de participar de um cartel em projetos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e no Metrô de São Paulo. As fraudes teriam sido preparadas entre 1998 e 2008, nos governos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB. A Alstom não se manifestou porque não teve acesso às denúncias. A TTrans disse que sempre norteou suas ações "na lisura e não participou de eventuais conluios" e que respondeu ao Cade "comprovando o posicionamento ético da empresa". A Mitsui & Co (Brasil) afirmou que vai "cooperar diligentemente com o processo" e que Masao Suzuki não é mais seu diretor.

A MGE se coloca à disposição das autoridades. O criminalista José Luís Oliveira Lima alegou que Ronaldo Moriyama, ex-executivo da empresa, "sempre pautou sua atividade profissional pela ética e correção e nega a prática de qualquer ato irregular." O advogado Guilherme San Juan, defensor de Eduardo Basaglia, da Alstom, disse que não pode se manifestar enquanto não tiver acesso à acusação.

A Bombardier destacou que "segue os mais altos padrões éticos e tem confiança de que seus funcionários agem de acordo com as leis". A Secretaria de Transportes Metropolitanos informou que o Metrô e a CPTM "estão colaborando com todos os órgãos que investigam as denúncias sobre formação de cartel" e que o governo "é o maior interessado em apurar os fatos e exigir ressarcimento aos cofres públicos".

A Tejofran respondeu que "a atividade do gerente comercial Ricardo Lopes restringe-se à preparação documental de processos licitatórios". Segundo a empresa, a "análise documental demonstrará a modicidade dos seus preços." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Época Negócios -23/03/2014

terça-feira, 25 de março de 2014

Qualquer problema se torna grave no metrô de SP

Entrevista com Sergio Ejzenberg, mestre e engenheiro de tráfego pela Escola Politécnica da USP.

MP denuncia 30 executivos por fraude no Metrô e CPTM

São pelo menos 12 empresas envolvidas em formação de cartel e fraude a licitações, nos governos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB.
O promotor de Justiça do Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec), Marcelo Mendroni, apresentou denúncia contra 30 executivos de 12 empresas por formação de cartel e fraude a licitações envolvendo o Metrô de São Paulo e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), nos governos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB, no período compreendido entre 1998 e 2008, pelo menos.
Segundo o promotor, nas cinco denúncias, são 43 acusados, alguns em duplicidade, o que totaliza 30 nomes. "Há casos de pessoas que estão em mais de uma denúncia”, disse. Mendroni afirma que a sua investigação se restringiu apenas às empresas. Os funcionários públicos – envolvidos em eventuais casos de corrupção - estão sendo investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
De acordo com o promotor, foram investigadas 11 licitações de cinco projetos envolvendo o Metrô e a CPTM. Somados, sem correção, os contratos envolvem R$ 2,67 bilhões, mais aditivos de R$ 112 milhões. A promotoria estima que o sobrepreço chegue a aproximadamente 30% do total, o que equivaleria R$ 834 milhões.
Segundo a denúncia, os executivos pertencem às empresas Siemens, Alstom, DaimerCrysler Rail Sistems Brasil, Bombardier, Temoinsa, Mitsui, T'Trans, Tejofran, CAF, Balfour Beatty Rail Power Systems Brasil, MGE e Hyundai.
"Minha conclusão é que houve crime de formação de cartel e na opinião do Gedec houve a participação de agentes públicos que frustraram o caráter competitivo", disse o promotor.
Suspeita de cartel
O escândalo em torno das obras do Metrô começou quando a multinacional Siemens denunciou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a existência de um cartel para compra de equipamento ferroviário, além de construção e manutenção de linhas de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal.
Após fazer a denúncia, a Siemens assinou um acordo de leniência que pode lhe dar imunidade caso haja punição aos envolvidos. De acordo com o Cade, o cartel foi formado para a construção da linha 5 do metrô no ano de 2000, quando o governador do Estado era Mário Covas, morto em 2001. A prática continuou no governo de Geraldo Alckmin, de 2001 a 2006, e pelo menos no primeiro ano da administração de José Serra, de acordo com a denúncia.

Terra – Vagner Magalhães - 25/03/2014

Pela 1ª vez em 10 anos, metrô de SP perde passageiros em dias úteis

O metrô de São Paulo registrou, em 2013, queda na média de passageiros transportados nos dias úteis em sua rede. Embora a redução seja pequena, de 3,750 milhões para 3,743 milhões de passageiros por dia, é a primeira vez que isso ocorre desde 2004. Os dados estão no Relatório da Administração da companhia, publicado no sábado.

Segundo os dados do relatório, o sistema metroviário até transportou mais gente no ano passado do que em 2012. O aumento foi de 1,4%, alcançando 889 milhões de passageiros no ano. Mas o resultado se deve a um crescimento nos fins de semana: 2% de acréscimo, com média de 1,6 milhão de entradas no sistema por dia.

"Em um ano em que não houve inauguração de estações, esses números mostram que o metrô atingiu o máximo de sua saturação nos dias úteis. Não há mais capacidade de absorver demanda", diz o engenheiro de trânsito Horácio Augusto Figueira. Para ele, os números indicam que o metrô não tem mais condições de oferecer lugares para transportar os passageiros nos horários de pico dos dias úteis.

"É por isso que é preciso começar a se pensar em operar em plena carga (com todos os trens funcionando) o dia todo. Aí, há chances de que parte das pessoas saia do horário de pico e comece a entrar no sistema um pouco depois", diz.

O Estado de São Paulo – 25/03/2014

Comentários do SINFERP


Falar em aumento de linhas, nem pensar...

segunda-feira, 24 de março de 2014

Estação da Sé terá "apitaço" por melhoria no transporte

Manifestação vem sendo orquestrada por redes sociais como Twitter e Facebook.
Um grupo de passageiros do Metrô de São Paulo vai promover um "apitaço" na Estação da Sé no fim da tarde desta segunda-feira (24). Em pleno rush da volta para casa, os usuários assoprarão os apitos às 18h para chamar a atenção das autoridades estaduais que controlam o sistema sobre a qualidade do serviço.
A manifestação vem sendo orquestrada por redes sociais como Twitter e Facebook, onde a página tinha nesta manhã 425 convidados, dos quais só quatro já haviam confirmado presença.
"Por um transporte público de melhor qualidade", informa o texto dos organizadores do protesto. "Venha fazer sua parte. Traga seu apito, seu nariz de palhaço, seu cartaz, seu grito e sua vontade de viver melhor nessa cidade."

R7 – 27/03/2014