sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Exigência de conteúdo nacional em ferrovia é bem avaliada pela ANTF

BRASÍLIA  -  A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) fez uma avaliação positiva em relação às medidas adotadas pelo governo quanto a cotas de conteúdo nacional para as novas concessões de exploração ferroviária.
Conforme reportagem publicada nesta quinta-feira, 27, pelo Valor, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) impôs uma série de exigências para a empresa que assumir a gestão e manutenção da ferrovia Norte-Sul, no trecho de 1,5 mil km de extensão que liga as cidades de Porto Nacional (TO) e Estrela D'Oeste (SP).
Qualquer tipo de equipamento que vier a ser utilizado para garantir a operação da ferrovia — como placas de apoio, talas de junção, grampos de fixação e bloqueios da malha — terá a cota mínima de 75% de nacionalização. Sobre os sistemas operacionais (software) usados no gerenciamento da malha, a faixa obrigatória é de 30% para produtos desenvolvidos no Brasil. No quesito mão de obra, a minuta de edital exige que pelo menos 50% dos funcionários da concessionária (como engenheiros e operadores de trens) sejam brasileiros ou naturalizados.
A proteção ao mercado nacional também passa pela aquisição de trilhos, que deve respeitar o volume de pelo menos 75% de material feito no Brasil. Essa regra, no entanto, só passa a valer se houver ao menos um fabricante nacional de trilhos com capacidade suficiente para atender a demanda. Hoje, nenhuma siderúrgica produz trilhos no Brasil.
Segundo Rodrigo Vilaça, presidente da ANTF, que representa as atuais concessionárias, “é positiva a estratégia do governo de fomento ao mercado nacional, acreditando ser essa uma forma de estimular o crescimento da indústria brasileira”.
Vilaça cita o resultado de ações similares, que têm estimulado a cadeia produtiva do setor. “Os produtos brasileiros, se produzidos em larga escala, inclusive, poderão reduzir os custos de manutenção das ferrovias. Essa estratégia já tem funcionado com êxito, por exemplo, com o incentivo às indústrias para produção de locomotivas com índices de nacionalização acima de 50%, que estão sendo adquiridas pelas concessionárias através de estímulos do BNDES”, diz o executivo.
Nesta semana, a minuta do edital da Norte-Sul é tema de audiências públicas em Palmas (TO), Fernandópolis (SP) e Anápolis (GO). O objetivo é colher sugestões, críticas e eliminar dúvidas, material que apoiará o edital definitivo da malha.
Valor Econômico – André Borges – 27/02/2014

Comentários do SINFERP


O Brasil já produziu trilhos. Nosso problema não se resolve apenas exigindo nacionalização dos conteúdos, mas sim com a exigência de desenvolvimento de técnicas e tecnologias ferroviárias.  Continuamos na tradição colonial do "macaco vê, macaco faz". 

Preso suspeito de empurrar mulher nos trilhos do Metrô em São Paulo

foto Mario Angelo
Alessandro Souza Xavier foi pego em um sítio em Extrema, Minas Gerais, na manhã desta sexta, informou a Secretaria de Segurança Pública

SÃO PAULO - Foi preso na manhã desta sexta-feira, 28, o suspeito de ter empurrado nos trilhos do Metrô a a atendente Maria da Conceição Oliveira, na terça-feira, 25. Alessandro Souza Xavier, de 33 anos, foi pego em um sítio  da família em Extrema, no sul de Minas Gerais, e, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, será encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo.
Alessandro foi identificado depois que o irmão e a cunhada procuraram a Polícia Militar, após verem imagens de câmeras do Metrô veiculadas pela imprensa. Eles disseram que o suspeito é esquizofrênico.
Segundo o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, titular da Divisão de Atendimento ao Turista (Deatur),  a polícia recebeu a informação de que  o rapaz estaria no sítio e encaminhou uma equipe da Delegacia do Metropolitano (Delpom) para o local. O suspeito não resistiu à prisão e também não demonstrou arrependimento, relatou o delegado, que pedirá sua prisão temporária. Ele está sendo trazido de carro para a sede do DHPP, no centro da capital paulista.
De acordo com o titular da Deatur, Alessandro tinha sido autuado por desacato horas antes de empurrar a mulher nos trilhos. "Ele foi de encontro a uma viatura, acabou se metendo em uma ocorrência e foi autuado por desacato. Quando foi por volta de 5h30 ele foi liberado". Não foi especificado o distrito policial no qual a ocorrência foi registrada.
O crime. Maria foi empurrada por volta das 7h16 e caiu nos trilhos. Com a queda, teve um braço amputado. Depois de jogá-la nos trilhos, o homem saiu com "um sorriso no rosto". Imagens da câmera de segurança do Metrô mostram o momento em que o rapaz (que estava de camisa branca) empurra a vítima, atravessa a área das catracas e depois foge para a rua.
O namorado de Maria da Conceição Oliveira informou nesta quinta-feira, 27, à polícia que ela quase nunca andava de metrô, mas, como havia perdido o ônibus e era seu aniversário, decidiu optar pelos trilhos. Segundo a Santa Casa, em Santa Cecília, o estado de saúde dela é estável.

O Estado de São Paulo – Felpe Reski – 28/02/2014

Morre mulher ferida em confusão com seguranças da CPTM

Vigilante de 38 anos, que alegava estar grávida, foi barrada de vagão preferencial; acabou caindo e sendo atingida na cabeça por um trem.

SÃO PAULO - A vigilante Nivanilde de Silva Souza, de 38 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira, 28, segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, em Santa Cecília. De acordo o hospital, a família de Nivanilde não autorizou a divulgação da causa da morte que aconteceu por volta das 2h30. Ela estava internada desde a terça-feira, 25, depois de cair na plataforma ao ser abordada por seguranças na Estação Luz da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Na quarta-feira, 26, o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, titular da Divisão de Atendimento ao Turista (Deatur), responsável também pela CPTM, disse que a mulher era gestante e que um estagiário de 17 anos queria impedir sua entrada no vagão preferencial. O acidente aconteceu quando os seguranças foram retirá-la dali.

A polícia informa que o estagiário alega que a passageira não apresentou documento comprovando que estava grávida e por isso foi barrada. De acordo com o boletim de ocorrência, o adolescente pegou a vítima pelo braço e ela o empurrou, tentando se desvencilhar.
Durante a briga Nivanilde teria tropeçado, após uma rasteira do rapaz, mas conseguiu se apoiar na grade. O estagiário nega ter agredido a mulher.
A mulher caiu novamente e bateu a cabeça logo depois da ação dos seguranças. As testemunhas, entretanto, não viram o momento da queda. Nivanilde foi levada para a Santa Casa de Misericórdia em estado grave. Uma das testemunhas também disse que passou pela estação em outros dias e já havia presenciado atitudes grosseiras do estagiário.
O caso foi registrado inicialmente na Delegacia do Metropolitano (Delpom) como abuso de autoridade e lesão corporal gravíssima. Os seguranças, que ficarão afastados até o fim da investigação, segundo a CPTM. Eles disseram em depoimento que a mulher caiu em meio à confusão, quando tentava se soltar.

O Estado de São Paulo – Laura Maia de Castro – 28/02/2014

A grande conspiração para eliminar os bondes elétricos nos EUA

Enquanto acelera a demanda por carros elétricos – como o Chevy Volt e o Nissan Leaf –, e com as pressões sociais e políticas em torno de economia de combustível e emissões de carbono, é hora de olhar para trás, para a grande infraestrutura elétrica que a América já teve.

Após a I Guerra Mundial e antes do boom da indústria automobilística, a América tinha um poderoso e amplo sistema de transporte público de bondes elétricos – a quinta maior indústria do país na época – que empregava mais de 100 mil trabalhadores e operava em praticamente todas as grandes cidades do país.

Esses carros sobre trilhos eram totalmente elétricos, e a energia era fornecida para eles por meio de um cabo suspenso. Eles produziram emissões zero além das emissões criadas na produção de energia elétrica na usina.

Mas, devido a uma verdadeira conspiração industrial, essas linhas de trem foram sistematicamente dissolvidas por gigantes corporativos, a fim de abastecer a demanda dos consumidores de automóveis.

No início de 1920, cerca de 9 em cada 10 viagens eram feitas por bonde elétrico. Naquela época, os automóveis eram um luxo – mais um passeio recreativo de domingo do que uma necessidade de transporte. O gigante automobilístico General Motors (GM) precisava de alguma forma tornar os carros mais atraentes para o cidadão comum, e depois de vários anos perdendo dinheiro, eles tiveram uma ideia.

Nos anos 30, vários gigantes industriais compraram juntos todas as empresas de vagões menores em pequenas cidades e vilas da América e desmantelaram a infraestrutura, forçando os americanos a recorrerem à indústria automobilística, segundo o livro !When Smoke Ran Like Wather”, de Devra Davis. Depois que eles cuidaram das cidades menores, eles tinham planos de expandir para as cidades maiores, como Los Angeles.

Em 1922, Alfred P. Sloan Jr. da GM foi encarregado da tarefa especial de suplantar os bondes e outros sistemas de transporte ferroviário elétrico do país. Em seu relatório de 1974 para o Senado dos EUA, ele afirmou que, nos anos 30, a GM – juntamente com Goodyear Tires, Firestone Tire & Rubber, Standard Oil , Phillips Petroleum, Mack Trucks e outros – criou falsas empresas ferroviárias, comprou as verdadeiras e eliminou a competição.

Em 1947, a administração Truman entrou com uma acusação de conspiração pela violação da Lei Sherman Antitruste de 1890 – o primeiro ato do Congresso para proibir monopólios abusivos – e as corporações foram indiciadas por um júri da Califórnia. Em 1949, a GM e outros nove réus corporativos foram multados em US$ 5 mil.

Nos anos 50, a maioria da infraestrutura ferroviária elétrica da América havia sido destruída. Entre 1950 e 1970, a quantidade de veículos no sul da Califórnia triplicou, enquanto a população duplicou e os quilômetros de estradas construídas aumentaram em 50%, segundo Davis. Tais estatísticas eram típicas por todo os Estados Unidos.

Apesar de infraestrutura de hoje e da demanda por veículos com baixas emissões, o bonde elétrico pode ser uma alternativa que nunca voltará aos trilhos.

Epoch Times – Paul Darin – 27/02/2014

Comentário do SINFERP

Se fosse apenas nos Estados Unidos...


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Movido por novo sistema, trem do Metrô 'desembesta' para fim da linha em São Paulo

Vidas em risco...
Comprovada por relatório, falha não é nova, mas se repete na estação Vila Prudente só quatro dias depois de governo ignorar recomendação do Ministério Público.

São Paulo – Um trem do Metrô de São Paulo, comandado pelo novo sistema de sinalização e operação das composições, conhecido como CBTC, descambou na última segunda-feira (24) em direção ao paredão que existe depois da estação Vila Prudente, um dos terminais da Linha 2-Verde. Só não houve colisão porque o condutor agiu rapidamente, aplicando freio de emergência. O incidente ocorreu em horário de pico, às 8h, e havia passageiros na composição.
A falha, que não é inédita, ocorreu apenas quatro dias depois de o Metrô ter contrariado recomendação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e decidido continuar com a instalação da nova tecnologia, contratada junto à Alstom por R$ 726 milhões. A informação consta em documento interno do Metrô, conhecido como Relatório de Ocorrência Técnica, ao qual a RBA teve acesso. 

Na descrição do incidente, o condutor explica que o trem estava se aproximando normalmente da estação Vila Prudente, reduzindo a velocidade, quando, ao chegar na metade da plataforma, acelerou sozinho. O metroviário puxou a alavanca de frenagem e conseguiu parar a composição cerca de dez metros além do devido: é o que se conhece como “parada longa”, ou seja, quando o trem cessa movimentos depois dos limites da plataforma. 

No relatório, o operador afirma que essa diferença correspondeu ao comprimento de um vagão. Condutores ouvidos pela RBA afirmam que o espaço entre a estação Vila Prudente e o para-choque que sinaliza o fim da linha é de, no máximo, três vagões. Como o trem ficou desalinhado com a plataforma, nem as portas do trem nem as da plataforma se abriram.

As três estações mais novas da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo – Sacomã, Tamanduateí e Vila Prudente – possuem portas de plataforma, assim como ocorre em toda a extensão da Linha 4-Amarela. Elas só puderam ser abertas por um dispositivo de emergência, acionado pelo funcionário da estação. Então, um manobrista assumiu o comando do trem na cabine contrária, alinhou a composição e procedeu ao desembarque de passageiros. Com a situação regularizada, novos usuários embarcaram e prosseguiram viagem.
A composição avariada é nova: é conhecida como G14 e pertence à frota G, fornecida pela Alstom entre 2008 e 2010. A empresa francesa também é responsável pelo desenvolvimento e instalação do CBTC (sigla para Communication Based Train Control) na Linha 2-Verde. Apenas as estações Sacomã, Tamanduateí e Vila Prudente operam com CBTC em tempo integral, todos os dias da semana. Mas testes com o novo sistema ocorrem em toda a extensão da linha, aos domingos.

Falhas são comuns. Neste mês, ao menos três panes acometeram o CBTC na Linha 2-Verde. Duas delas ocorreram aos domingos, nos dias 9 e 16 de fevereiro. Na ocasião, trens sumiram das telas do Centro de Controle Operacional (CCO) do Metrô, provocando uma situação de risco conhecida como “trens fantasmas”. O defeito levou a paralisações que duraram 17 e 40 minutos, respectivamente.
Até onde se sabe, o problema registrado na estação Vila Prudente na última segunda-feira (24) é o mais recente no histórico de falhas do CBTC. Mas não é a primeira vez que trens movidos pelo sistema da Alstom desembestam rumo ao fim da linha. Denúncias de metroviários apontam que o mesmo incidente ocorrera “pelo menos cinco vezes” em 2011 e 2012, no início da fase de testes.
Falhas e atrasos na implantação do sistema motivaram o promotor Marcelo Milani a recomendar que o Metrô suspendesse os contratos com a empresa francesa. A companhia, porém, “diante da ausência de elementos ou indícios suficientes de irregularidades”, decidiu continuar implementando a tecnologia.
O governo do estado de São Paulo já desembolsou R$ 490 milhões com o CBTC. Em contrapartida, a Alstom já pagou R$ 77 milhões em multas contratuais devido aos atrasos e problemas na instalação do sistema. Devido a irregularidades, os pagamentos estão suspensos há cerca de um ano. A questão é razão de disputa entre a multinacional e o poder público paulista.
A Alstom é investigada por corrupção no fornecimento de equipamentos elétricos à Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE) e formação de cartel em contratos metroferroviários com o governo estadual, ambos em conluio com membros da administração tucana. A promotoria estima que o esquema, conhecido como “propinoduto tucano”, tenha desviado R$ 800 milhões para alimentar o caixa dois do PSDB e partidos aliados.
Procurado, o Metrô ainda não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Rede Brasil Atual – Tadeu Breda - 27/02/2014

Comentários do SINFERP

Filme repetido, e não é de hoje. 

Família de mulher que foi jogada nos trilhos do Metrô se diz revoltada

Maria da Conceição Oliveira perdeu o braço direito. Homem que a empurrou para os trilhos ainda não foi identificado.

"Só Deus sabe o tamanho da minha dor e da minha revolta", afirma a autônoma Ana Lívia de Souza, de 28 anos, irmã da auxiliar administrativa Maria da Conceição Oliveira, que foi jogada nos trilhos da estação Sé do Metrô  na terça-feira (25). Maria perdeu o braço direito e segue internada na Santa Casa em São Paulo.

A família da auxiliar administrativa visitou o hospital na manhã desta quinta-feira (27). Segundo Ana Lívia, a irmã passa bem e está confiante. "Ela disse que foi uma maldade muito grande. Disse que nasceu de novo", conta. Maria não viu a pessoa que a agrediu, mas se lembra de estar ao lado de um homem na plataforma.

Segundo a família, Maria completou 27 anos na terça-feira. Ela e a irmã já haviam comprado um vestido para comemorar a data. "A gente ia comemorar o aniversário mais tarde", afirma Ana Lívia.

Marido de Maria da Conceição, o músico Cleber Luís Ciqueira, de 44 anos, disse que os dois moravam juntos há 5 meses, mas namoravam há 5 anos.

A mãe de Maria da Conceição, Maria das Neves Oliveira, espera uma recuperação rápida da filha. "Ela só fala do braço e que está careca. Sei que vai ser difícil quando ela olhar no espelho e ver como ficou", disse. A mãe disse ter esperança de que o suspeito será preso. "Quero olhar no olho dele e perguntar: 'por que você fez isso?'". Para ela, Maria da Conceição ganhou uma nova vida. "Era o dia do aniversário dela e ela ganhou outra vida. É isto o que está me consolando", diz.

As imagens obtidas pela Polícia Civil mostram um homem ainda não identificado colocou o pé na frente e empurrou Maria da Conceição Oliveira, de 27 anos. “Ele saiu rindo”, disse o delegado da Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista, Osvaldo Nico Gonçalves, que apura o caso.
Maria foi jogada poucos instantes antes da passagem de um trem, que seguia sentido Itaquera. Ela perdeu um braço após ser atingida pelo trem.
O incidente interrompeu a circulação na Linha 3-Vermelha por 15 minutos. Os trens que seguiam no sentido Corinthians-Itaquera voltaram a circular logo depois da mulher ter sido retirada da via. As plataformas ficaram lotadas.

G1 – Letícia Macedo - 27/02/2014

Comentário do SINFERP


Fale-se o que quiser, mas os usuários de “linha de frente” nas plataformas das estações de trens do Metrô e da CPTM correm imenso risco, inexistente apenas nas estações da Via Quatro. O malfeitor não foi identificado? Não importa, pois a responsabilidade objetiva é do Metrô SP. 

Passageiro flagra problema em trem da Supervia, na Zona Norte do Rio

Mulheres e idosos precisaram da ajuda de outros passageiros. Imagens foram feitas pelo telespectador do Bom Dia Rio Treison Coelho.

Um trem da Supervia do ramal Saracuruna enguiçou próximo da estação de Olaria na segunda-feira (24), às 9h, na Zona Norte do Rio. Os passageiros precisaram descer dos vagões; mulheres e idosos tiveram que contar com a ajuda das outras pessoas. O flagrante foi feito pelo telespectador do Bom Dia Rio Treison Coelho.


G1 – 25/02/2014

José Serra pode ter agido em cartel de trens, diz promotor

O procurador-geral pediu à Promotoria do Patrimônio Público todos os inquéritos nos quais o tucano é citado; nome foi falado por diretor da Siemens.

O promotor de Justiça Marcelo Milani afirmou nesta quarta-feira (26), haver indícios da participação do ex-governador José Serra (PSDB) no cartel do setor metroferroviário em São Paulo. Milani remeteu ao procurador-geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, chefe do Ministério Público Estadual, inquérito que apura irregularidades em contrato de reforma de dois trens da CPTM, de 2008, para “uma investigação mais aprofundada da participação do então governador”.
A Lei Orgânica do MP paulista prevê que cabe exclusivamente ao procurador-geral investigar um ex-governador.
Milani cita depoimento do ex-diretor da Siemens Nelson Branco Marchetti, em novembro, à Polícia Federal. O executivo diz que se reuniu com Serra em 2008 em uma feira na Holanda. Segundo ele o ex-governador lhe disse que, caso a Siemens conseguisse na Justiça desclassificar a empresa espanhola CAF em uma licitação de compra de trens da CPTM, o governo iria cancelar a concorrência porque o preço da multinacional alemã era 15% maior. “No edital havia a exigência de um capital social integralizado que a CAF não possuía. Mesmo assim, o então governador (José Serra) e seus secretários fizeram de tudo para defender a CAF”, afirmou o executivo.
“Eu já firmei opinião no sentido de que há indícios da participação do ex-governador”, disse Milani.
O procurador-geral pediu à Promotoria do Patrimônio Público todos os inquéritos nos quais Serra é citado.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Tempo – 27/02/2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Atingida por trem da CPTM após discutir com estagiário está em coma, diz delegado

Polícia Civil afirma  que mulher está em coma na Santa Casa. Funcionário questionou mulher que tentava usar fila preferencial.

A vigilante Nivanilde da Silva Souza, 39 anos, segue internada em coma na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo nesta quarta-feira (26). Ela ficou ferida após discutir com um estagiário da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e dois seguranças na plataforma da estação Luz.

Nivanilde tentava embarcar em uma fila preferencial no começo da noite de terça-feira (25). Ela foi atingida pelo trem após reagir a uma ordem de prisão. Os seguranças decidiram prender Nivanilde após ela ter se recusado a comprovar para o estagiário que estava grávida.

A CPTM diz que socorreu a vítima e apura o ocorrido. Segundo relatos, Nivalnilde da Silva Souza pegou a fila preferencial para o embarque de idosos e gestantes. Um estagiário, adolescente, que cuida do embarque, teria questionado se ela estava mesmo grávida e pediu provas.

Testemunhas dizem que o funcionário teria tentando passar uma rasteira na mulher. O adolescente negou ter puxado a vitima ou puxado rasteira. Ele foi autuado por lesão corporal grave e abuso de autoridade. Como foi um ato infracional, ele vai responder o inquérito em liberdade.

De acordo com a Santa Casa, Nivanilde deu entrada no Pronto-Socorro às 19h13 em estado muito grave e não teve alterações em seu estado de saúde.

G1 – 26/02/2014

Comentários do SINFERP


Estagiário? Nossa... A CPTM realmente é uma empresa “sem noção”. 

Empurrada aos trilhos mulher perde o braço no Metrô e grávida cai na plataforma em estação da CPTM

Uma mulher teve o braço direito amputado após cair nos trilhos do Metrô na estação Sé na manhã desta terça-feira, 25. Testemunhas informaram à polícia que um homem, que aparentava ter distúrbios mentais, empurrou a encarregada Maria da Conceição de Oliveira aleatoriamente e saiu correndo "com um sorriso no rosto".

O caso foi registrado na Delegacia do Metropolitano (Delpom). Segundo a Santa Casa, Maria da Conceição está internada na UTI em estado estável. Ela completou 28 anos no dia do acidente, informou a família no hospital. O Metrô afirmou que o incidente ocorreu às 7h16. A circulação na Linha 3-Vermelha foi interrompida em um sentido para o resgate.

Polícia investiga agressão a grávida por agentes da CPTM

A grávida Nivanilde de Silva Souza, de 38 anos, está internada em estado grave depois de cair na plataforma ao ser abordada por seguranças na Estação Luz da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), às 22h desta terça-feira, 25.

Segundo o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, titular da Divisão de Atendimento ao Turista (Deatur), responsável também pela CPTM, um funcionário de apoio de 17 anos queria impedir a entrada da mulher no vagão especial e o acidente aconteceu quando os seguranças foram retirá-la dali.

De acordo com a polícia, o funcionário alega que a passageira, que trabalha como vigilante, não apresentou documento comprovando que era gestante e por isso foi barrada.

Depois de cair e bater a cabeça, segundo a polícia, Nivanilde foi levada para a Santa Casa de Misericórdia em estado grave, onde ainda permanecia internada na manhã desta quarta-feira, 26.

O caso foi registrado na Delegacia do Metropolitano (Delpom) como abuso de autoridade e lesão corporal gravíssima. Os seguranças alegam que a mulher caiu em meio a confusão, quando tentava se soltar. Os agentes não foram presos em flagrante porque, até as 11h desta quarta, a CPTM ainda não enviou as imagens do circuito interno para averiguação, segundo a polícia. O adolescente também será investigado.
Procurada, a CPTM ainda não se manifestou.

O Estado de São Paulo – 26/02/2014

Comentários do SINFERP


Onde vai parar isso?

Falha em trem da CPTM obriga passageiros a andar pelos trilhos

imagem ilustrativa
Problema aconteceu antes da estação Ipiranga; circulação aconteceu por via única.
Uma falha em um trem da linha 10-Turquesa (Brás/Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) causou problemas na manhã desta quarta-feira (26). Os passageiros foram obrigados a andar pelos trilhos
Segundo a assessoria de imprensa da empresa, o problema começou às 8h35, quando o trem parou antes da estação Ipiranga. Por volta das 10h, a composição estava sendo rebocada e, por causa disso, a circulação era feita em via única entre as estações Mooca e Ipiranga. Nesse trecho, a velocidade estava reduzia e havia maior intervalo entre os trens. Ainda não há previsão de quando a circulação será normalizada.

O trem já havia sido removido por volta das 11h e a operação estava em processo de normalização. Todas as linhas do metrô funcionam normalmente nesta manhã, segundo a Companhia do Metropolitano.
Na última segunda-feira (24), passageiros da linha 11-Coral ficaram presos dentro de um trem por uma hora. Segundo a empresa, a queda de um raio danificou um trem e afetou o sistema de sinalização.

R7 - 26/02/2014

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Passageiros ficaram presos em trem da CPTM durante quase uma hora, diz usuário

Os passageiros que estavam presos dentro de um trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), da linha 11-Coral, conseguiram sair dos vagões pouco antes das 21h30 desta segunda-feira (24). Um dos usuários ouvidos pela Agência Record afirmou que o trem parou entre as estações Tatuapé e Itaquera, no sentido zona leste, por volta das 20h30.

Pelo sistema de som, os usuários foram informados que a pane havia ocorrido por falta de energia. De acordo com usuários do trem, havia pessoas passando mal, com falta de ar, já que o sistema de ar condicionado acabou desligado e o vagão estava lotado.
Segundo um dos passageiros, após esperar pela ajuda dos funcionários da CPTM, alguns usuários do trem começaram a tentar derrubar as janelas com a ajuda das travas de segurança. Algumas pessoas teriam se ferido, já que é necessário arrancar uma proteção de plástico antes de se conseguir empurrar a alavanca que derruba as janelas.
Muitos passageiros andaram pelo trilho até encontrar a plataforma mais próxima, de acordo com o relato de um dos usuários. Ainda segundo o passageiro, outra composição da CPTM só chegou ao local quase uma hora depois para prestar socorro aos usuários.
De acordo com a CPTM, a causa do problema foi a queda de um raio que danificou um trem e afetou o sistema de sinalização no restante da linha. Desde então, os trens da linha 11-Coral operavam com velocidade reduzida e maior tempo de parada.

R7 – 25/02/2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

E eles ainda dizem que não sabiam de nada sobre irregularidades no Metrô e na CPTM

Documentos do tribunal de contas e do ministro público revelam que há cinco anos os tucanos paulistas foram alertados sobre as irregularidades no metrô e trens de São Paulo
Desde a eclosão do escândalo de pagamento de propina e superfaturamento nos contratos da área de transporte sobre trilhos que atravessou os governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, os tucanos paulistas têm assumido o comportamento de outra ave, o avestruz. Reza a crença popular que, ao menor sinal de perigo, o avestruz enterra a cabeça no chão para não enxergar a realidade. Não foi outra a atitude do tucanato paulista nos últimos dias. Como se estivessem alheios aos acontecimentos, líderes do PSDB paulista alegaram que nada sabiam, nada viram – e muito menos participaram.

Documentos agora revelados por ISTOÉ, porém, provam que desde 2008 tanto o Ministério Público como o Tribunal de Contas vem alertando os seguidos governos do PSDB sobre as falcatruas no Metrô e nos trens. Apesar dos alertas, o propinoduto foi construído livremente nos últimos 20 anos. Além dos documentos agora divulgados, investigações anteriores já resultaram no indiciamento pela Polícia Federal de 11 pessoas ligadas ao partido. No entanto, questionado sobre o cartel montado por multinacionais, como Siemens e Alstom, para vencer licitações, o governador Geraldo Alckmin jurou desconhecer o assunto. “Se confirmado o cartel, o Estado é vítima”, esquivou-se. Na mesma toada, o seu antecessor, José Serra, declarou: “Não tomamos em nenhum momento conhecimento de qualquer cartel feito por fornecedores e muito menos se deu aval a qualquer coisa nesse sentido”. As afirmações agridem os fatos.

Os documentos obtidos por ISTOÉ comprovam que os tucanos de São Paulo, além de verem dezenas de companheiros investigados e indiciados, receberam no mínimo três alertas contundentes sobre a cartelização e o esquema de pagamento de propina no Metrô. Os avisos, que vão de agosto de 2008 a setembro de 2010, partiram do Ministério Público estadual e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Nos três casos, os documentos foram encaminhados aos presidentes das estatais, nomeados pelo governador, e publicados no Diário Oficial.
Nos três avisos de irregularidades aparecem fortes indícios de formação de cartel e direcionamento de certames pelas companhias de transporte sobre trilhos para vencer e superfaturar licitações do Metrô paulista e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O primeiro alerta sobre o esquema foi dado pelo Ministério Público de São Paulo, em um procedimento de agosto de 2008, durante gestão de José Serra. Ao analisar um acordo firmado entre o Metrô e a CMW Equipamentos S.A., o MP comunicou: “A prolongação do contrato por 12 anos frustrou o objetivo da licitação, motivo pelo qual os aditamentos estariam viciados”. Na ocasião, a CMW Equipamentos foi incorporada pela gigante francesa Alstom, uma das principais investigadas nesse escândalo. Ainda no documento do MP, de 26 páginas, aparecem irregularidades também em uma série de contratos firmados pelo governo paulista com outras empresas desse segmento.
Em fevereiro de 2009, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo emitiu ao governo paulista o segundo aviso de desvios e direcionamentos em contratos no setor. As irregularidades foram identificadas, desta vez, na estatal CPTM. Ao julgar um recurso, o conselheiro do TCE Antonio Roque Citadini concluiu que a estatal adotou uma conduta indevida ao querer usar uma licitação para fornecimento de 30 trens com o consórcio Cofesbra, celebrada em 1995, durante gestão de Mário Covas, para comprar mais de uma década depois outros 12 novos trens. A manobra foi identificada como uma forma de fugir da abertura de uma nova concorrência. “O julgamento de irregularidade recorrido fundamentou-se na inobservância da Lei de Licitações e, também, na infringência aos princípios da economicidade e da eficiência”, diz o relatório. Citadini ainda questiona os valores pagos pelos trens, uma “majoração de 17,35%”.
A crescente elevação do número de passageiros transportados deveria implicar, diz ele, estudos por parte da CPTM com vistas à realização de um novo certame licitatório. “Tempo parece não lhe ter faltado, pois se passaram 11 anos da compra inicial”, relatou Citadini. À ISTOÉ, o conselheiro Citadini destacou que “um sem-número de vezes” o órgão relatou ao governo estadual irregularidades em contratos envolvendo o Metrô paulista e a CPTM. “Nossos auditores, que seguem normas reconhecidas por autoridades internacionais, têm tido conflitos de todo tamanho e natureza para que eles reconheçam os problemas”, disse Citadini.
O terceiro recado ao governo paulista sobre irregularidades nas licitações do Metrô e do trem paulista ocorreu em setembro de 2010. Ao analisar quatro contratos firmados pelo Metrô, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo estranhou que os certames envolviam uma enorme quantidade de serviços específicos. Dessa forma, apenas um reduzido número de empresas tinha condições de atender aos editais de licitação e se credenciar para disputar a concorrência.
Os contratos em questão se referiam ao fornecimento de trens, manutenção, além de elaboração de projeto executivo e fornecimento de equipamentos para o Metrô paulista. O Tribunal insistia que, quanto mais ampla fosse a concorrência, menor tenderia a ser o preço. Em diversos trechos, o relatório aponta outras exigências que acabavam estreitando ainda mais o número de participantes. Havia uma cláusula, por exemplo, que proibia companhias estrangeiras que não tivessem realizado o mesmo serviço em território brasileiro de participar da disputa. Na prática, foram excluídas gigantes do setor do transporte sobre trilhos que não integravam o cartel e poderiam oferecer um melhor preço aos cofres paulistas. “A análise das presentes contratações revelou um contexto no qual houve apenas uma proposta do licitante único de cada bloco. Em outras palavras, não houve propriamente uma disputa licitatória, mas uma atividade de consorciamento”, analisou o TCE sobre um dos acordos. A recomendação foi ignorada tanto por Serra como por Alckmin, que assumiu o governo três meses depois.
Um e-mail enviado por um executivo da Siemens para os seus superiores em 2008, revelado na última semana pelo jornal “Folha de S.Paulo”, reforça que os ex-governadores tucanos José Serra, Geraldo Alckmin e Mário Covas não só sabiam como incentivaram essa prática criminosa. O funcionário da empresa alemã revela que o então chefe do executivo paulista, José Serra (PSDB), e seu secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, sugeriram que a Siemens fizesse um acordo com a espanhola CAF, sua concorrente, para vencer uma licitação de fornecimento de 40 trens à CPTM. Serra teria ameaçado cancelar o certame se a Siemens tentasse desclassificar a concorrente na justiça. Como saída, conforme relata o jornal, sugeriu que as empresas dividissem parte do contrato por meio de subcontratações. O executivo da Siemens não revela na mensagem, mas essa solução heterodoxa de Serra já havia sido adotada numa ocasião anterior.
No final da década de 1990, o governo Mário Covas (PSDB) incentivara as companhias da área de transporte sobre trilhos a formarem um consórcio único para vencer licitação de compra da linha 5 do metrô. A prática, como se vê, recorrente entre os tucanos paulistas, continuou a ser reproduzida nos anos subsequentes à licitação. Reapareceu, sem reparos, com a chegada ao poder do governador Geraldo Alckmin. Hoje, sabe-se que esse esquema gerou somente em seis projetos da CPTM e do Metrô um prejuízo de pelo menos R$ 425,1 milhões aos cofres paulistas. As somas foram obtidas, como ISTOÉ antecipou, com o superfaturamento de 30% nesses contratos.
O que também torna pouco crível que os governadores tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, até o mês passado, desconhecessem as denúncias é o fato de o Ministério Público ter aberto 15 inquéritos para investigar a tramoia, após a repercussão do escândalo envolvendo a Siemens e a Alstom na Europa em 2008. Atualmente, essas provas colhidas no Exterior dão suporte para o indiciamento de 11 pessoas, entre elas servidores públicos e políticos tucanos. O vereador Andrea Matarazzo, serrista fiel, é um dos indiciados.

Na lista da Polícia Federal, constam ainda nomes bem próximos aos tucanos como o de Jorge Fagali Neto. Ele foi diretor dos Correios e de projetos para o Ensino Superior do Ministério da Educação durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Ao reabrir, na semana passada, 15 investigações paradas por faltas de provas e montar uma força-tarefa para trabalhar em 45 inquéritos, o Ministério Público colocou lupa sobre outras autoridades ligadas ao PSDB. Trata-se de servidores que ascenderam na gestão Serra, mas mantiveram força e poder durante o governo Alckmin. São eles: José Luiz Lavorente, diretor de Operação e Manutenção da CPTM, Luiz Carlos David Frayze, ex-secretário de transportes e ex-diretor do Metrô, Décio Tambelli, coordenador de Concessões e Permissões do Metrô de São Paulo e Arthur Teixeira, lobista do esquema Siemens, dono de uma das offshores uruguaias, utilizadas pela multinacional para pagar propina a agentes públicos. Como revelado por ISTOÉ na edição de 20 de julho, as evidências são tão fortes quanto à proximidade destes personagens com a gestão tucana.

Na última semana, o atual secretário de Transportes, Jurandir Fernandes, reconheceu ter recebido Teixeira em audiência “junto com outros empresários”. A foto da página 45 desta reportagem mostra Arthur Teixeira visitando as instalações da MGE Transportes, uma das empresas integrantes do cartel, em Hortolândia, interior de São Paulo, ao lado de Jurandir e Lavorente. A visita ocorreu durante a execução da reforma dos trens da CPTM.

Em meio à enxurrada de evidências, na sexta-feira 9, o governador Alckmin anunciou a criação de uma comissão para investigar as denúncias de formação de cartel e superfaturamento em contratos firmados com o metrô paulista e a CPTM. Para fazer parte dela, ele pretende indicar integrantes de entidades independentes, como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Segundo o governo, ela terá total independência e contará com a ajuda dos órgãos de fiscalização do Estado. A medida foi anunciada após a Justiça Federal negar, na segunda-feira 5, um pedido do governo de São Paulo para ter acesso aos documentos da investigação do Cade. Tucanos paulistas acusam o órgão, uma autarquia vinculada ao Ministério da Justiça, de vazar informação para a imprensa e agir sob os interesses do PT. Deputados estaduais, porém, questionam a nova comissão. “Tudo que traga transparência é bem-vindo. Mas há um local institucionalmente correto para se apurar estas irregularidades. É uma CPI”, diz o líder do PT na Assembleia Legislativa, Luiz Claudio Marcolino. “Se ele quer apurar os fatos, como diz, é só pedir para sua base assinar o pedido de CPI e não obstruir como o PSDB faz por décadas quando o assunto é metrô”, complementa.
Alckmin resolveu agir porque vê o escândalo se aproximar cada vez mais do Palácio dos Bandeirantes. As razões para este temor podem estar em cinqüenta caixas de papelão guardadas nas dependências do CADE, na Asa Norte, em Brasília. O material foi recolhido após uma operação de apreensão e busca realizada em 4 de julho na sede de doze empresas associadas ao cartel em São Paulo, Brasília, Campinas e São Bernardo do Campo. Só numa destas empresas, os investigadores permaneceram por 18 horas. A Polícia Federal, batizou a operação de “Linha Cruzada”. Não se sabe, até agora, o que há dentro das caixas de documentos apreendidos. A informação é que elas permanecem fechadas e lacradas, aguardando ainda a análise do CADE, que poderá transformar uma investigação de cartel, num dos mais escandalosos casos de corrupção que o País já assistiu. 

Isto É – Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas  - 24/02/2014

Bom Dia Brasil mostra sufoco dos passageiros no metrô do Rio

Número de passageiros aumentou com obras de reurbanização no Centro. Principais reclamações são superlotação e calor dentro dos vagões.

Passageiros que usam transporte público para chegar ao Centro do Rio de Janeiro têm enfrentado um sufoco depois das mudanças no trânsito para obras de reurbanização.

Muita gente atendeu o pedido da prefeitura para deixar o carro em casa, mas o resultado foi a superlotação do transporte público.

Uma equipe do Bom Dia Brasil embarcou nos trens do metrô carioca. Na hora do rush, já não havia muito espaço, e agora tem ainda mais gente se apertando dentro das composições. A reportagem é de Marina Araújo e Gil Moura.

Começa com correria. Em Botafogo, na Zona Sul, os passageiros entram apressados para tentar sentar, especialmente quem vai viajar até a Pavuna, na Zona Norte. “Se não for assim a gente não senta. Superlotado, só chega cheio, é raro vir vazio”, afirma uma passageira.

Rapidamente o trem lota. “Levei um tranco da porta, machucou as minhas costas”, conta uma passageira.

Para ir e voltar do trabalho nos horários de pico é esse aperto, principalmente na Linha 2 do Metrô no Rio. “Sempre nesse sufoco direto. Ida e volta todos os dias, de segunda a sexta”, ressalta um passageiro.

E faz calor. “Tem dia que também não funciona o ar. Hoje está funcionando mais ou menos, está um calor danado aqui dentro”, afirma outro passageiro.

Mesmo quando o ar condicionado funciona, não dá vazão, porque é muita gente, todos grudados uns nos outros. “Não tem como se mexer”, diz um passageiro.

Desse jeito fica difícil chegar arrumado no trabalho. E para descer é um sufoco. Saímos e entramos várias vezes das composições para checar se os problemas se repetiam.

Na estação da Central do Brasil, que é uma das mais importantes, os passageiros passam muito sufoco para entrar nos vagões cheios. Além do risco da porta machucar, não tem lugar para todos se segurarem. Vale agarrar no painel, no teto, na estrutura de metal e até nos parceiros de viagem. “Estou só me equilibrando. Na hora que o trem der um tranco a gente vai se apoiar nos companheiro aqui dentro”, conta um passageiro.

A situação piorou consideravelmente no metrô do Rio por conta das obras e mudanças no trânsito na cidade. Na segunda-feira passada, um recorde: 803,4 mil passageiros em um só dia. A média registrada pela concessionária Metro Rio em dezembro foi de 738 mil passageiros por dia, ou seja, houve um aumento de 8,8% no número de pessoas.

Foi gente que decidiu pegar o metrô, porque de carro ou ônibus está impraticável com o tanto de congestionamento que há. Tudo por causa da proibição da circulação de carros em trechos do Centro, e a mudança de sentido de algumas avenidas importantes, por causa de obras.

“A gente sai do trabalho já cansado, depois de um dia inteiro de trabalho ainda ter que passar por isso: não ter o mínimo de comodidade, de respeito pelo cidadão para a gente chegar em casa em paz, com tranquilidade, as pessoas ficam estressadas mesmo”, lamenta uma passageira.

“Toda hora para, a gente não tem informação, chega atrasado, estação lotada”, afirma outro passageiro.

O diretor de engenharia Metrô Rio comentou essas reclamações que a gente viu na reportagem. “Estamos concluindo um investimento de R$ 1,15 bilhão, dos quais R$ 320 milhões foram em trens. A frota foi expandida e hoje a gente tem uma capacidade que é superior ao número de passageiros que a gente está transportando, mesmo com essa mudança que teve na cidade. A gente estendeu o horário em que a gente trabalhava com uma grade máxima de trens. Com isso são 40 mil lugares a mais que você oferece. Os trens antigos têm o ar condicionado 30% menos potente do que os trens novos, então você já teve uma evolução. E esses trens novos rodam na Linha 2, onde a demanda pelo ar condicionado é maior”, afirma Joubert Flores.

A demanda também aumentou nos trens: 20 mil passageiros a mais estão utilizando os trens todos os dias, aumento de 3,3%. A SuperVia percebeu a diferença na semana passada, quando as pessoas começaram a usar mais o transporte público por conta das mudanças no trânsito. O número maior de pessoas usando os trens preocupa os passageiros, porque eles vêm reclamando há muito tempo de superlotação e aperto nos vagões.

Bom Dia Brasil – 24/02/2014

Comentário do SINFERP


Pois é: a “culpa” é do usuário que passa a se utilizar do sistema para escapar do trânsito. Pode? É a mesma história em São Paulo, onde até mesmo falhas são atribuídas aos usuários, pelo excesso de passageiros.