quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Passageiros andam pelos trilhos após falha em trem da CPTM em SP

Cena não tão incomum...
Os passageiros de um trem que fazia a linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na manhã desta quinta-feira precisaram descer dos vagões e caminhar pelos trilhos de volta à estação Piqueri, na zona oeste de São Paulo. Por volta das 6h20, a composição deixava o terminal no sentido Francisco Morato quando apresentou uma falha.

O trem parou alguns metros à frente da estação, o que impediu que os passageiros descessem na plataforma. Agentes da CPTM instalaram escadas e ajudaram os usuários a voltar pelos trilhos.
A composição que registrou problemas ficou parada perto da estação até as 7h20, o que provocou a redução da velocidade de outros trens. Além disso, eles não podiam realizar a parada para o desembarque em Piqueri no sentido Francisco Morato - os passageiros precisavam descer no terminal seguinte, Pirituba, e pegar outro trem no sentido Luz.
Segundo a CPTM, por volta das 8h, a velocidade dos trens começava a voltar ao normal. As plataformas continuavam lotadas como um reflexo do problema.
Terra – 31/10/2013

Comentário do SINFERP


Mais uma vez... Justamente no dia 31 de outubro, Dia da Mobilidade Urbana em Osasco, em cuja solenidade, na Câmara Municipal, o SINFERP estará fazendo uma palestra sobre o tema, defendendo pedestres e transporte de pessoas sobre trilhos.  Bem, apesar da CPTM, continuamos acreditando que é uma excelente opção.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Ministério Público Federal de São Paulo, coitado, diz que houve “falha administrativa”.

Enquanto isso...
Brasília – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou hoje (29) que o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF) esclareça a falha que impediu a tomada de depoimento de três envolvidos em suposta fraude em licitação do Metrô de São Paulo e pagamento de propina pela empresa francesa Alstom. Os depoimentos foram solicitados pelo Ministério Público da Suíça, que também investiga o caso.

Janot informou que determinou à Secretaria de Cooperação Jurídica Internacional do Ministério Público Federal (MPF) "o esclarecimento sobre a suposta demora” para cumprir o pedido do MP suíço para que fosse investigada a movimentação financeira dos acusados. Para auxiliar a investigação, o MPF assinou um acordo de cooperação para análise do caso envolvendo a Alstom.

Em reportagem publicada no último dia 26, o jornal Folha de S. Paulo diz que o Ministério Público suíço arquivou o processo contra os investigados pelo fato de o MPF em São Paulo não ter atendido o pedido, feito em 2011.

A Procuradoria-Geral da República informou que ainda não recebeu comunicação formal sobre o arquivamento.

Em nota divulgada ontem (28), o Ministério Público Federal em São Paulo disse que houve uma falha administrativa. “Segundo apurado até o momento, em razão de uma falha administrativa, um pedido suplementar de diligências enviado pelas autoridades suíças em 2011, deixou de ser atendido até o momento uma vez que foi arquivado erroneamente em uma pasta de documentos auxiliares, quando deveria ser juntado ao processo de cooperação internacional principal”, alegou o órgão.


Agência Brasil – André Richter – 29/10/2013

Diretores da Iesa negam participação em suposto cartel em licitações

Enquanto isso...
Representantes da fábrica de Araraquara foram ouvidos durante CPI. Vereadores da Câmara de São Paulo questionaram contrato com Hyundai.

Os diretores da fábrica Iesa de Araraquara (SP) negaram participação no suposto cartel envolvendo licitações da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM) na capital paulista. Eles foram ouvidos na quinta-feira (24) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes da Câmara Municipal de São Paulo, que investiga suspeita de fraudes em consórcios.

Segundo a assessoria de imprensa da Iesa, o presidente da empresa, César Fiedler, e o vice-presidente, Ricardo Woitowicz, prestaram depoimento à CPI e responderam às perguntas dos vereadores sobre contratos assinados recentemente, incluindo o consórcio de R$ 790 milhões entre a Iesa e a norte-coreana Hyundai, firmado em agosto com a CPTM

Os vereadores questionaram a participação da empresa em duas licitações que seriam semelhantes, mas que tiveram diferença no preço oferecido. O valor ofertado na concorrência que teve a Iesa como vencedora era bem abaixo da outra licitação, que a empresa perdeu. A suspeita dos integrantes da CPI é de que a Iesa tenha feito acordo com outra concorrente, para que cada uma ganhasse um dos lotes.

À comissão, a Iesa negou a existência de um acordo entre as concorrentes e justificou porque o preço de uma oferta era maior que a outra. “No lote dois a gente teria que ser mais conservador porque os investimentos são muito grandes e a gente teria que buscar outra instalação fabril para suportar isso”, afirmou o vice-presidente da empresa, Ricardo Woitowicz.

O presidente da CPI Paulo Fiorilo (PT) disse que esses preços podem influenciar no valor da tarifa do transporte público. “Essa é a discussão que a gente tem que trazer para a CPI, e se há desvios de recursos que possam interferir nos custos da planilha nós vamos apontar no final”, afirmou.

Os diretores da Iesa confirmaram também à comissão que a reforma de três trens da CPTM foi interrompida porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) encontrou irregularidades na licitação do serviço. Os vagões estão desmontados desde 2010 na sede da empresa em Araraquara e a Iesa aguarda ressarcimento do Estado, já que o contrato foi quebrado.

A Iesa foi a quinta empresa convidada a falar à CPI dos Transportes na Câmara de São Paulo sobre as suspeitas de fraudes nos processos licitatórios nos trens da CPTM. Além dela, representantes da Mercedes-Benz, Temoinsa , Tejofran e Siemens também foram ouvidos.

‘Cartel’

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investiga uma suposta formação de cartel para licitações do Metrô de São Paulo e do Distrito Federal e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Segundo reportagem do jornal "Folha de S. Paulo" publicada no dia 2 de agosto, a empresa alemã Siemens, que faria parte do suposto esquema, entregou ao Cade documentos em que afirma que o governo de São Paulo sabia e deu aval à formação de um cartel que envolveria 18 empresas.

Além da Siemens, seriam ainda participantes subsidiárias da francesa Alstom, da canadense Bombardier, da espanhola CAF e da japonesa Mitsui.

G1 – 25/10/2013

Comentário do SINFERP


Puxa! Finalmente alguém resolveu voltar os olhos para um fato atual, tão questionado pelo SINFERP aqui no São Paulo TREM Jeito? Para variar o questionamento recai sobre as indústrias, mas não sobre a CPTM, que sabia da dança dos números, e mesmo assim aceitou o jogo. E ainda querem nos fazer crer que agentes públicos são vítimas dessas coisas...

Monotrilho agiliza ampliação de transportes sobre trilhos em SP

Além de mais rápido e barato, tecnologia não interfere em redes subterrâneas de esgoto.
Ampliar o transporte sobre trilhos de forma rápida e barata é um dos grandes desafios em todo o Mundo. A construção de uma linha de metrô, que envolve grandes escavações subterrâneas, movimentações de terra que exigem certificações ambientais, desapropriações, entre outros, costuma ser demorada e não acompanhar o crescimento da demanda. Para agilizar o processo e ampliar a oferta de transporte público, o Governo de São Paulo vem utilizando o sistema de monotrilho, que fica pronto mais rápido e é mais barato, além de não interferir em redes subterrâneas de esgoto.

A principal diferença do monotrilho é sua estrutura. O metrô subterrâneo utiliza túneis para não atrapalhar o trânsito da superfície. O monotrilho, com o mesmo objetivo, usa uma estrutura elevada.  Seus vagões circulam por estruturas suspensas, como passarelas, instaladas sobre os canteiros centrais de avenidas.

Um dos projetos, que foi internacionalmente premiado pela UITP (União Internacional dos Transportes Públicos), na categoria Inovação em Intermodalidade, é o da Linha 15-Prata, que vai conectar as estações Ipiranga e Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, em um percurso de 25,8 km, com 18 estações e capacidade para transportar 500 mil passageiros por dia.

A linha também será equipada com um sistema de controle automático de trens, que permite um intervalo de circulação entre trens de apenas 75 segundos. Um percurso que hoje é feito em mais de duas horas será reduzido para 50 minutos.

O Metrô utiliza ainda o sistema de monotrilho na Linha 17-Ouro, que vai ligar o Jabaquara, na zona sul, à futura estação São Paulo-Morumbi, passando pelo Aeroporto de Congonhas.

Portal do Governo do Estado – 30/10/2013

Comentário do SINFERP


Enquanto isso, na superfície as coisas ficam do jeito que estão. VLT, o mais econômico, nem pensar, pois mexe na superfície, e nos interesses do mundo na superfície.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Metrô Rio é multado em mais de R$ 1 milhão por incidente na Jornada Mundial da Juventude

Enquanto isso...
Imprevisto causou interrupção do tráfego de passageiros nas linhas 1 e 2. Concessionária informou que vai recorrer do valor da multa.

A Concessionária Metrô Rio foi multada pela Agetransp, em Sessão Regulatória desta terça-feira (29), no valor de R$ 1.082.624,00 pelo incidente que gerou a interrupção do tráfego de passageiros nas linhas 1 e 2, por cerca de duas horas, no dia 23 de julho, durante a Jornada Mundial da Juventude.

A decisão cabe recurso. O Metrô Rio informou através de nota que ainda não foi notificado oficialmente pela Agetransp. No entanto, assegurou que, quando isso ocorrer, a Concessionária recorrerá do valor da multa.

O relator do processo e Conselheiro-Presidente da Agetransp, Luiz Barbosa, considerou em seu voto que o incidente gerou transtornos na mobilidade de milhares de peregrinos e da população carioca, que assistiria a missa de abertura da JMJ, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Segundo a Agetransp, a multa representa 0,5% do faturamento do Metrô Rio no ano anterior e foi aplicada por maioria de votos do conselho.

G1 – 29/10/2013

Comentário do SINFERP


“Imprevistos” causam interrupção do tráfego de passageiros todas as semanas na SuperVia, e nem por isso acompanhamos o mesmo rigor da Agetransp. Qual foi a razão desta medida inédita? Ah, trouxe consequências para a imagem do Estado do Rio de Janeiro. Jornada Mundial da Juventude, é claro! Na jornada diária dos usuários, pode! Na SuperVia, então... Bem, em São Paulo não existe nada parecido com agência reguladora, portanto, nem isso...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

CPTM falha todo santo dia

Enquanto isso...
Levantamento da companhia revela que em um mês ocorreram 31 falhas, a maioria por falta de energia.

Os trens da  CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) sofrem em média uma pane por dia que provoca a paralisação total ou parcial da linha por alguns minutos ou horas. Esse dado faz parte de um levantamento no Sicom (Sistema Integrado de Controle de Operação e Manutenção) da empresa e foi fornecido pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (base São Paulo) ao Ministério Público de São Paulo.
O MP abriu em abril deste ano um inquérito civil público para apurar a origem dessas panes. “Nossos peritos estão avaliando as condições da rede, mas a impressão que tenho é que o governo do estado tem mandado um orçamento para ela (CPTM) que é insuficiente para atender à demanda que eles têm”, afirmou Maurício Ribeiro Lopes, promotor de Habitação e Urbanismo. “Percebo isso em razão das constantes falhas que têm ocorrido. Isso mostra que eles têm operado no limite de suas capacidades”, constata.
Segundo o promotor, a CPTM opera com as linhas “no limite” e “sobrecarregadas”. “E é no limite que acontecem os erros. Acho que essa falha pode estar relacionada a essa operação no limite das forças da CPTM.”
O levantamento feito pelo sindicato no Sicom foi realizado no período de 23 de março a 23 de abril deste ano. “No período analisado ocorreram 31 falhas, aproximadamente uma por dia”, explica o relatório encaminhado pelo sindicato ao MP. “A busca concentrou-se somente em ocorrências que prejudicaram mais de 500 passageiros, de modo que várias outras situações de menor impacto não foram, aqui, retratadas.”
Entre as principais ocorrências no período analisado, o sindicato destaca  um incêndio no dia 6 de abril em um equipamento secundário do Centro de Controle Operacional, que  provocou a paralisação completa da CPTM por aproximadamente seis horas. A segunda ocorrência refere-se a um descarrilamento de um trem com usuários nas proximidades da Estação Itaquaquecetuba, que prejudicou  dez mil passageiros.
A CPTM, por sua vez, informou que registrou neste ano uma ocorrência “notável” a cada 21 mil viagens realizadas, ou seja, uma pane a cada oito dias de operação de suas linhas.
Companhia só considera pane quando vem Paese

A assessoria da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) só contabiliza as panes como “notáveis” quando há interrupção da linha e é necessário acionar o sistema Paese (ônibus gratuitos) para os passageiros.  Além disso, a empresa diz disponibilizar de um sistema de manutenção para minimizar os problemas. “Neste ano, a CPTM registrou 1,5 ocorrência a cada um milhão de quilômetros rodados”, disse. “Para que haja o menor impacto possível  há equipes de manutenção que atuam em regime de prontidão.”
Diário de São Paulo – Fernando Granato - 27/10/2013

Comentário do SINFERP


Bem, quem não conhece a CPTM é capaz de acreditar.

Paulistanos devem adotar os trilhos

Enquanto isso...
Até 2020, haverá duas vezes mais paulistanos viajando de trem e metrô do que circulando nos ônibus. A previsão é que em sete anos o número de passageiros sobre trilhos passe dos atuais 7,2 milhões para 16,5 milhões. Já as viagens diárias em ônibus, que hoje são 9,8 milhões, cairão para 7,8 milhões em 2020. Essa mudança no cenário, que se aproxima muito mais do modelo das grandes cidades europeias, vai exigir do governo do Estado de São Paulo investimentos acima de R$ 45 bilhões no Plano Plurianual do Estado (PPA), que se estende de 2012 a 2015. No último dia 22, o secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, viajou a Brasília para amarrar um reforço de financiamento de R$ 10,7 bilhões dentro do pacote de R$ 50 bilhões do PAC anunciados pelo governo. "Estamos avançando a passos mais rápidos que o previsto", comemora o secretário.

Segundo Fernandes, o governo paulista elegeu como prioridades a expansão e modernização da rede metroferroviária (Metrô e CPTM), que conta atualmente com 335 km de extensão com integração física e tarifária. Faz parte dessa rede, a implantação de corredores de ônibus da EMTU/SP.

Um total de R$ 18,963 bilhões desse pacote está sendo destinado a quatro contratos em andamento nas linhas 4, 5, 15 e 17. Outros R$ 20,2 bilhões estão sendo absorvidos pelas linhas 2, 6 e 18 que serão lançadas no mercado e que - segundo o secretário - "já estarão em obras no próximo ano". Cerca R$ 5,4 bilhões estão endereçados à CPTM para a compra de mais 65 trens - o contrato foi assinado em setembro -, além da reforma e construção de 34 estações.

De acordo com o secretário, caso se consiga um dinheiro novo do PAC - os R$ 10,7 milhões agora solicitados -, ele será aplicado na antecipação dos trens regionais, que ligarão São Paulo a Jundiaí, Campinas e Sorocaba. "Já estamos começando por Jundiaí-Campinas, mas em vez de tocar inicialmente um trecho, poderíamos começar com dois", afirma.

Outra possibilidade é aplicar esse recurso "em alguma nova linha do metrô ou fazer novas extensões". "Temos projetos já delineados até 2030, seis deles já apresentados, dois do metrô, dois da CPTM e dois da EMTU, que caberiam nesses valores", afirma. Essas possibilidades - que estão sendo discutidas com Brasília - incluem a extensão da Linha 5 até o Jardim Angela, além da construção de estações e corredores de ônibus. "Quando todos esses projetos estiverem concluídos, ultrapassaremos os 10 milhões de passageiros/dia sobre trilhos, diante de 7,2 milhões hoje" afirma o secretário.

Ainda sobre o modal trilho, o governo paulista está construindo o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista, obra que é tocada pela EMTU. "O VLT não é mais uma hipótese, a construção está em pleno vapor, soma R$ 1,03 bilhão e deve entrar em teste em junho de 2014", diz o secretário.

O trecho em obras envolve a ligação de 9,5 km entre São Vicente (Barreiros) e Conselheiros Nébias (Santos), mais a extensão de 7,1 km de Conselheiro Nébias a Valongo, também em Santos. Os dois trechos totalizam 16,6 km de extensão, serão totalmente integrados às linhas de ônibus metropolitanas e municipais, beneficiando 70 mil passageiros por dia.

O Plano Plurianual 2012-2015 apresenta, entre suas metas a implantação de mais 30 km de linhas de metrô, ultrapassando 100 km até 2014. Na CPTM, o foco é a modernização das seis linhas existentes, que recebem obras de infraestrutura, reconstrução e readequação das estações mais antigas e renovação da frota de trens.

Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, estão em andamento as obras de construção e ampliação da linhas 4 (Vila Sônia-Luz), da Linha 5 (Largo 13-Chácara Klabin) - essas duas em metrô -, além das Linhas 15 (Ipiranga-Cidade Tiradentes) e 17 (Jabaquara-Aeroporto de Congonhas-Morumbi), essas últimas em monotrilho.

Há obras previstas para serem iniciadas ainda neste ano: extensão da Linha 2 (Vila Prudente à Via Dutra), que está com licitação em andamento, e das linhas 18 (Tamanduateí até o ABC) e 6 (Brasilândia-São Joaquim), ambas em licitação no modelo de parceria público-privada.

Ainda de acordo com a secretaria, em 2013 a CPTM começa as obras de extensão da Linha 9 até Varginha, a implantação da Linha 13, Trem de Guarulhos, e deve concluir o trecho Itapevi-Amador Bueno, da Linha 8.

Os planos do Metrô de São Paulo preveem para 2014 uma nova estação na Linha 5 e duas estações na Linha 15, que está sendo construída em elevado. A Linha 4 receberá as estações Fradique Coutinho, Oscar Freire, Higienópolis-Mackenzie e São Paulo-Morumbi. Já a estação Vila Sônia será entregue em 2015.
O primeiro trecho de 7,7 quilômetros da Linha 17, entre o aeroporto de Congonhas e a estação Morumbi, deve estar funcionando a partir do segundo semestre de 2014.

Na lista de realizações para este ano, ainda estão previstas três novas licitações: Linha 6 (Brasilândia-São Joaquim), com 15,9 km e 15 estações; a Linha 18, (Tamanduateí-Paço Municipal - ABC), em monotrilho - a linha permitirá uma ligação direta entre a região do ABC (São Bernardo do Campo) com o sistema metroferroviário na estação Tamanduateí, em São Paulo. Com 12 estações, 14,3 km de extensão, a linha atenderá cerca de 304 mil passageiros por dia.

A terceira licitação ainda neste ano é para a extensão da Linha 2, ligando Vila Prudente à Dutra, com 13,5 km e 12 estações. Deve transportar em média 1,7 milhão de passageiros diariamente.

"Temos quatro obras do metrô em andamento com perspectiva de mais três para começar até o ano de 2014, que são a Linha 18, a extensão da 2 e a Linha 6", resume o secretário Fernandes. A proposta para a Linha 6, que ligará a Freguesia do Ó à estação São Joaquim, estava prevista para ser aberta no dia 31 de outubro. "Trata-se de uma parceria público-privada completa e arrojada, em que o capital privado vai fazer desde a execução das obras civis até a operação, passando pela compra dos trens, energia, sinalização e execução das desapropriações", diz o secretário. "È uma forma de PPP inédita", completa. Vamos ver se essa situação nova prevalece e abre um novo caminho para o futuro da infraestrutura no país", afirma.

Valor Econômico – 28/10/2013

Comentário do SINFERP


Pelo andar da carruagem os planos estão bem na frente das realizações. Os trechos da CPTM a serem “expandidos” na verdade serão recuperados, pois já existiam. Única coisa nova é o trem para Guarulhos (que também já existiu no passado). Monotrilho tem caráter experimental. Não se fala em VLT na capital paulista. Trens novos e modernização do sistema (aquisições feitas de forma invertida), mas nas mesmas linhas. Reconstrução e restaurações de estações mais antigas, mas sobre os mesmos e velhos moldes, mantendo os mesmos e velhos problemas de segurança, conforto e funcionalidade. Como de costume, a população usuária alijada dos planos do governo.

Brasileiro gasta, em média, 30 minutos para chegar ao trabalho

Enquanto isso...
SÃO PAULO - Entre 2008 e 2012, a proporção de domicílios com algum tipo de veículo privado saltou oito pontos percentuais...
SÃO PAULO - Apesar de ter melhorado a renda e aumentado a posse de veículos automotores, a população pobre ainda enfrenta os maiores problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras. Entre as pessoas com renda per capita de meio a um salário mínimo, 17% passam mais de uma hora no deslocamento casa/trabalho. Essa proporção é seis pontos percentuais superior à registrada nas famílias mais ricas (acima de cinco salários mínimos).

Os extremamente pobres (renda de até um quarto do salário mínimo), por outro lado, passam, em média, tempo menor presos em engarrafamentos (58% gastam menos de 30 minutos). Essa situação, porém, reflete a falta de condições de mobilidade desse estrato da população, que se vê obrigado a trabalhar em locais próximos de casa por não poder pagar os custos do transporte público.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) 2012 sobre os deslocamentos casa/trabalho, assim como sobre a posse de veículos automotores e o acesso à política de auxílio-transporte, foram apresentados pelo Ipea nesta quinta-feira (24), durante a coletiva de divulgação do Comunicado nº 161 – Indicadores de mobilidade urbana da PNAD.

Padrão de mobilidade

O texto do Comunicado afirma que “o padrão de mobilidade urbana no Brasil te se alterado nos últimos anos com o aumento acelerado da taxa de motorização da população, o que significa mais acidentes de trânsito, maior poluição veicular e perda de tempo em função dos congestionamentos nos centros urbanos”.

Entre 2008 e 2012, a proporção de domicílios com algum tipo de veículo privado saltou oito pontos percentuais. Atualmente 54% dos lares brasileiros tem na garagem um carro e/ou moto. Como resultado do maior número de veículos nas ruas, o tempo médio gasto para chegar ao trabalho pelos habitantes das regiões metropolitanas atingiu 40,8 minutos – a média, no Brasil, é 30,2 minutos.
As capitais do Norte e Nordeste tiveram as pioras mais significativas nas condições de tráfego. Belém, Salvador e Recife apresentaram, entre 1992 e 2012, taxas de crescimento do tempo de viagem de 35%, 27,1% e 17,8%, respectivamente.
Auxílio-transporte

Outra constatação do estudo do Ipea foi a ineficácia das políticas de auxílio-transporte para as camadas pobres. De acordo com a PNAD, apenas 11% das pessoas extremante pobres recebem vale-transporte. “As classes baixas têm os maiores percentuais de informalidade no trabalho, de forma que a política do vale-transporte não atinge justamente quem mais precisa”, ressalta o texto.
O Comunicado conclui ser inevitável a tendência de aumento na taxa de motorização da população, especialmente com a contínua melhora na renda dos trabalhadores, o que gerará impactos sobre as condições de mobilidade e exigirá investimentos vultosos por parte dos governos em melhoria da infraestrutura de mobilidade nas próximas décadas.

DCI – 24/10/2013

domingo, 27 de outubro de 2013

Justiça suspende implantação de monotrilho em Manaus (AM)

A decisão está sujeita a recurso e o processo aguarda defesa dos envolvidos e, ainda, manifestação do Município. 

Um dos pontos citados foi referente à possibilidade de haver danos às edificações do Centro Histórico de Manaus.

O Juízo da 3ª Vara da Seção Judiciária do Amazonas decidiu pela suspensão do contrato e repasse de verbas pertinentes à implantação do monotrilho na cidade de Manaus, bem como qualquer ato tendente a executar o referido projeto. A decisão foi divulgada à imprensa nesta terça-feira (22). As partes envolvidas ainda podem recorrer.
O Juiz Federal Rafael Leite Paulo entendeu que as irregularidades constatadas no projeto do empreendimento em questão não foram sanadas, violando claramente a Lei de Licitações, a Constituição Federal e os princípios de orientam a atuação da Administração.
A decisão refere-se a uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal contra a Caixa Econômica Federal, União, Estado do Amazonas e Consórcio Monotrilho Manaus, que visa apurar as irregularidades constatadas no projeto básico da obra do monotrilho de Manaus.
Impactos

Segundo nota divulgada, além das irregularidades, verificou que a “implantação do modal provocaria impactos sobre o patrimônio cultural da cidade, que merece ser preservado em respeito à ordem urbanística e ao patrimônio paisagístico e histórico. Assim, pela urgência exigida diante da dimensão da obra, da repercussão financeira em consequência da quantidade expressiva de recursos envolvidos e, ainda, da irreversibilidade dos danos que podem ser causados às edificações do Centro Histórico de Manaus, o Magistrado deferiu o pedido do MPF, determinando a suspensão da obra do monotrilho na capital”.

Promessas

Vendido em 2009 pelo então governador Eduardo Braga (PMDB) como um dos projetos carro-chefe para que Manaus figurasse como subsede da Copa, o monotrilho deveria entrar em operação em dezembro deste ano. A obra, tachada por opositores como o ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT) de “inexequível”, previa a construção de uma linha partindo da Zona Norte ao Centro de Manaus.

O BRT, proposta defendida pelo ex-prefeito Amazonino Mendes, previa a construção de corredores exclusivos para ônibus que ligaria a Zona Leste ao Centro de Manaus. Segundo a Matriz de Responsabilidades para a Copa 2014, as obras do BRT deveriam ter iniciado em dezembro de 2011, e concluídas em março de 2014. O custo do projeto aos cofres públicos foi estimado em R$ 260 milhões.
A Crítica – 22/10/2013

Comentário do SINFERP


Qual projeto custou tudo isso aos cofres públicos? O do monotrilho ou o do BRT? Não resta dúvida de que o patrimônio paisagístico e histórico de qualquer cidade deve ser preservado. Vamos ver qual será o impacto paisagístico do monotrilho de São Paulo, por exemplo, que nem mesmo entrou no palco das discussões. A lamentar o VLT não ter entrado na pauta das possibilidades de Manaus, como alternativa ao BRT, lembrando que aquela capital já teve bondes. Essa seria a solução ecológica, e sem impacto paisagístico e histórico. Como ocupa espaço na superfície, onde compete com BRT, fala mais alto o interesse dos empresários de ônibus. 

Decreto institui livre acesso em ferrovias que serão leiloadas

Medida visa responder dúvidas do TCU e destravar concessões. Texto foi publicado na edição desta quinta (24) do 'Diário Oficial'.

O governo federal publicou nesta quinta-feira (24) decreto com uma série de medidas que deve viabilizar os leilões de ferrovias, anunciados em agosto do ano passado e que até agora não saíram do papel.

Assinado pela presidente Dilma Rousseff e publicado na edição desta quinta do "Diário Oficial da União", o decreto institui a política de livre acesso às ferrovias que serão concedidas e especifica o papel da Valec, estatal que atua no setor ferroviário, no novo modelo criado pelo governo para o setor.

O decreto é uma resposta do governo aos questionamentos feitos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que analisa o novo modelo de concessão para linhas férreas e do edital para leilão dos trechos ferroviários.

Livre acesso aos transportadores

A principal mudança determinada pelo decreto é a separação, nas futuras concessões, entre exploração de infraestrutura e prestação de serviço de transporte ferroviário.

A separação é necessária porque, no novo modelo, o governo leiloa a construção de ferrovias,  mas será dona, através da Valec, da capacidade de transporte de carga por elas, que será depois revendida a toda e qualquer empresa interessada em utilizar os trilhos – garantindo, assim, o livre acesso das transportadoras e a competição.

Para tanto, o decreto também determina que será uma das funções da Valec “adquirir e vender o direito de uso da capacidade de transporte das ferrovias exploradas por terceiros”.

No modelo adotado nas concessões anteriores, a empresa que arremata uma ferrovia se torna a operadora única do transporte naquele trecho, sem concorrência.

Garantias

O decreto também fixa as garantias que a Valec poderá dar para a compra do direito de transporte de cargas pelos trechos que vão a leilão.

Entre os mecanismos que a estatal poderá usar estão: o crédito dos contratos de comercialização da capacidade de transporte pelas ferrovias; títulos da Dívida Pública Mobiliária Federal aportados pela União; penhor de bens móveis ou de direitos de seu patrimônio; a hipoteca de seus bens imóveis; a alienação fiduciária; e outros contratos que produzam efeito de garantia.

No ano passado, o governo anunciou um pacote para investimento na construção de 10 mil quilômetros de novas ferrovias.

Pelo modelo, serão feitos leilões para escolha das concessionárias que vão construir e operar 13 novos trechos. O governo pretende leiloar o primeiro trecho ainda neste ano.


G1 – Fábio Amato - 24/10/2013

Guia turística de Santos, SP, vira condutora de bonde

Cristiane Mascarenhas, de 37 anos, trabalha no bonde turístico da cidade. Linha percorre principais ruas do Centro Histórico de Santos.

Uma guia turística de Santos, no litoral de São Paulo, se tornou a primeira condutora de bonde do Brasil. Na cidade, três dos antigos veículos estão em funcionamento em uma linha histórica. Agora, se o passageiro tiver sorte, pode se deparar com uma mulher ajudando a conduzir um dos meios de transporte mais emblemáticos do país.

Cristiane Mascarenhas Gonçalves, de 37 anos, não imaginava que se tornaria uma condutora de bonde. Ela é formada em turismo, trabalhou como guia em agências e no terminal marítimo de passageiros do porto santista, mas estava como vendedora de uma loja quando soube do processo seletivo para se tornar condutor de bonde. “Eu tinha habilitação, segundo grau, então fui lá ver. Fiz uma entrevista, passei. Fiz uma prova, passei. Fiz uma segunda avaliação, passei. Fiquei em segundo na classificação”, conta.

Após um ano, ela foi chamada para ser condutora do bonde turístico em Santos. “Eu achei que eles não iam me chamar mais”, diz. Antes de começar, fez um treinamento com outros condutores, já que mal sabia quais eram as responsabilidades daquela função.

Agora, já está trabalhando dentro do bonde e percorre as ruas por meio de trilhos que foram construídos há décadas. Todos os dias, junto com moradores e turistas, ela passa por diversos pontos históricos da cidade e vai aprendendo um pouco dessa antiga profissão, mas que ainda é nova na vida dela. “A gente auxilia para mudar a via férrea. Mudamos o fio em cima para alterar a direção. Auxiliamos o motorneiro (motorista) no trânsito, na hora de virar, de fazer passagem, quando tem muito carro no trilho, e toda a hora tem isso”, explica Cristiane.

Segundo a Prefeitura de Santos, Cristiane é a primeira condutora de um bonde em Santos e, provavelmente, é a primeira do Brasil. De acordo com a Secretaria de Turismo, Belém e Rio de Janeiro ainda utilizam bondes que estão em manutenção. Mesmo assim, nas duas cidades não há registros de contratação de nenhuma mulher na função de condutora de bonde.

A presença feminina nos bondes turísticos de Santos é novidade entre os motoristas desse antigo veículo, chamados de motorneiros. Eles se revezam na atividade e já tiveram a oportunidade de trabalhar com a nova funcionária. “Para a gente é uma inovação a mulher como condutora. Sempre eram homens. Para a gente é valido. O trabalho em si é o mesmo”, diz o motorneiro.

Segundo Cristiane, os colegas de trabalho a receberam muito bem desde o início e ela nunca sofreu preconceito por ser a única mulher entre eles. O motorneiro Josué Monteiro Duarte, de 47 anos, diz que, às vezes, é preciso ajudá-la em alguma atividade extra que exija força. Mas na função de condutora, ela dá conta do recado. “O desempenho dela é normal, como se fosse o trabalho de um homem. E como é mulher, temos que tratá-la melhor que os homens”, brinca ele.

Cristiane coloca o chapéu característico dos condutores e motorneiros e abre um sorriso. Com o bonde cheio de turistas, ela segue para mais uma viagem. Melhor que trabalhar é ser reconhecida, ainda mais sendo a única mulher a exercer uma função tão rara. “Eu fiquei feliz. Espero que seja a primeira, mas não a última e nem a única. É legal, uma coisa nova, diferente”, diz confiante a condutora, antes de novamente percorrer com o bonde as ruas de Santos.


G1 – Mariane Rossi - 10/10/2013

sábado, 26 de outubro de 2013

Sistema de R$ 750 milhões que reduz espera no Metrô só funciona aos domingos

Enquanto isso...
Equipamento deveria ter sido instalado em 2011 nas linhas 1, 2 e 3, mas até agora só chegou à Linha 2-Verde. Não há previsão para atender durante toda a semana.
Anunciado pelo governo do Estado como uma das principais soluções para acabar com a superlotação no Metrô de São Paulo, um equipamento comprado em 2008 por R$ 750 milhões só funciona aos domingos e apenas na Linha 2-Verde.
De acordo com a Alstom - empresa que vendeu o sistema -, o Controle de Trens Baseado em Comunicação (CBTC na sigla em inglês) permitirá reduzir de 200 metros para 70 metros a distância entre as composições, diminuindo em 20% o tempo de espera para o usuário. Com o sistema, até oito novos trens poderão ser colocados em circulação, diminuindo a superlotação.
Segundo o projeto original, o CBTC deveria estar completamente instalado na Linha 2 em dezembro de 2009 e, em 2011, também nas linhas 1-Azul e 3-Vermelha. Sem cumprir o cronograma, o Metrô voltou a prometer a instalação do equipamento para janeiro deste ano. O sistema, no entanto, só chegou à Linha 2 em outubro, depois de um ano em testes.
Questionada pela reportagem, a assessoria do Metrô confirmou que não há previsão para que o serviço passe a funcionar durante a semana, embora os testes aos domingos já ocorram há dois meses. Sem cravar uma data, a empresa planeja estender o serviço para os sábados a partir de novembro.
Segundo Paulo Pasin, presidente da Federação Nacional dos Metroviários e funcionário do Centro de Controle do Metrô paulista, somente no Metrô de São Paulo o CBTC foi comprado para ser instalado em composições que já funcionam. “É o único caso no mundo em que se troca o sistema em linhas que já estão em exploração, por isso a demora.” Pasin afirma que o software já está em sua "11ª versão”. “A cada erro, é preciso corrigir tudo.”
Superlotação

A superlotação chegou à Linha-Verde em 2011, quando atingiu o índice internacional de seis pessoas por metro quadrado no horário de pico, das 6h às 9h e das 17h às 19h. Na Linha-Vermelha, a mais congestionada, esse índice é de dez pessoas por metro quadrado.
“Os trens chegam a ser mais rápidos que o Metrô", afirma o publicitário Felipe Paludetti (25), que utiliza um trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) antes de embarcar na Linha 2 do Metrô em direção à Vila Madalena, onde trabalha. Na última quarta-feira (16), ele ficou na estação Tamanduateí por 40 minutos. "Como os trens chegam mais rápido que o Metrô da Linha 2, a CPTM vai depositando usuários na estação, deixando ela lotada."


IG – Wanderley Preite Sobrinho - 24/10/2013

Acidente ferroviário dá combustível à eleição argentina

Às vésperas de pleito legislativo que pode mudar sua sustentação parlamentar, governo insinua que houve sabotagem.
A seis dias das estratégicas eleições parlamentares do próximo domingo, o governo argentino expressou nesta segunda-feira suas suspeitas de que houve sabotagem no acidente ferroviário que deixou cerca de cem feridos no sábado, em Buenos Aires.
— Tão perto das eleições, sempre acontecem coisas difíceis de explicar — afirmou o vice-ministro da Segurança, Sergio Berni.
O ministro do Interior e do Transporte, Florencio Randazzo, afirmou no fim de semana que "não descartava nenhuma hipótese", após ser indagado sobre uma possível sabotagem.
O disco rígido com as gravações da câmera de segurança que registra o que ocorre na cabine do condutor foi encontrado semidestruído dentro da mochila do condutor do trem, Julio Benítez, que foi internado, mas recebeu alta nesta segunda-feira.
— Há uma questão muito objetiva, que é por que não estava no lugar em que tinha que estar, e sim em sua mochila — enfatizou Berni.
A suspeita de sabotagem, no entanto, foi descartada pelo sindicato do setor ferroviário.
Pelo menos 99 pessoas ficaram feridas no choque do trem, na estação terminal Once de Buenos Aires.
O porta-voz do sindicato de maquinistas La Fraternidad, Horacio Caminos, informou que o condutor da composição é um profissional sério e com muita experiência.
O acidente ocorreu na mesma estação terminal onde o choque de um trem contra a plataforma de embarque deixou 51 mortos e 700 feridos em 22 de fevereiro de 2012, em uma das piores tragédias ferroviárias da Argentina. Em 13 de junho passado [2013], outro acidente na linha Sarmiento deixou 13 mortos e 155 feridos quando um trem de passageiros se chocou com outro que estava parado perto da estação Castelar, 30 km a oeste de Buenos Aires.
Depois desses acidentes, o governo nacional anunciou uma troca de composições, todas em péssimas condições, por trens fabricados na China.
Os acidentes de trem também podem comprometer a popularidade do governo de Cristina Kirchner às vésperas das eleições parlamentares que definem o futuro do seu governo.
Zero Hora – 21/10/2013

Comentário do SINFERP


Quem acompanha a saga do São Paulo TREM Jeito sabe como o governo de São Paulo se comporta quando de falhas e acidentes: culpa do maquinista, de algum vândalo ou sabotador. É SEMPRE assim. Parece que esse desculpômetro oficial está agora sendo importado e adotado pelo governo do país vizinho. O transporte ferroviário metropolitano da Argentina  consegue ser pior do que o da SuperVia, que pelo menos não registra acidentes. A ferrovia metropolitana argentina coleciona acidentes, e agora aparecem para dizer que este último, por ter ocorrido às vésperas das eleições, é produto de sabotagem? Como pode alguém acreditar nisso? Qual a dificuldade para explicar essa sequência de acidentes que não seja pelo sucateamento do sistema dos trens metropolitanos na Argentina? Ah, compraram trens novos da China? A CPTM nem mesmo tem onde armazenar os trens novos que compra, mas as falhas são quase diárias, pois o problema é sistêmico e, embora a empresa tenha SEMPRE negado as afirmações do SINFERP, está "modernizando" via permanente, sinalização, energia, etc. 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

VLT e túnel Santos-Guarujá (SP) têm momentos semelhantes

Paulo Schiff

O Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) e a ligação seca entre Santos e Guarujá têm dois denominadores comuns. Um deles, histórico. E outro, atualíssimo. Na história dos dois equipamentos está o fato de terem se tornado lendas urbanas. Foram martelados como prioridades por muito tempo. Não saíam nunca do papel. Ganharam uma aura de descrédito.

A ligação seca entre Santos e Guarujá tem o primeiro diagnóstico feito na década de 40 pelo urbanista Prestes Maia, que foi prefeito de São Paulo.

O primeiro projeto, de ponte ferroviária, recuperado numa pesquisa da Dersa, é ainda mais antigo, de 1917, feito por um arquiteto italiano.

O político santista Oswaldo Justo batalhou muito por essa obra. Na década de 80, como prefeito de Santos. E depois, nos anos 90, como deputado.

O ex-governador José Serra, quando se preparava para disputar a eleição presidencial de 2010, chegou a inaugurar uma maquete de uma ponte entre Santos e Guarujá.

Na ocasião, muitos consideram essa inauguração o momento Odorico Paraguaçu do ex-presidenciável do PSDB.

O Veículo Leve Sobre Trilhos é uma espécie de metrô de superfície.

Como a região litorânea tem geografia longitudinal, a ideia é a de que ele funcione como uma linha-tronco referenciando as conexões do transporte coletivo.

A região já foi interligada por uma linha ferroviária de transporte de passageiros que ia de Santos a Peruíbe.

O Veículo Leve Sobre Trilhos utiliza parte significativa desse traçado desativado.

Discussões intermináveis sobre o Veículo Leve Sobre Trilhos nos meios de comunicação regionais permeiam os últimos 20 anos. Já virou VLP (sobre pneus) e nesse formato também não saiu do papel.

Já teve uma licitação para concessão à iniciativa privada que deu deserta.

Os dois projetos, quando concebidos, tinham um viés de planejamento para o futuro.

O tempo passou, as obras não saíram. Agora, com a mobilidade urbana da Baixada Santista seriamente comprometida pelo aumento da movimentação de cargas no Porto de Santos e da frota de veículos, eles são vistos como equipamentos necessários para recuperar uma parcela da qualidade devida perdida.

Deslocamentos entre as cidades de Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá e Cubatão, principalmente, que eram medidos em minutos passaram a ser medidos em horas. Aí entra o VLT. O trânsito de balsas entre Santos e Guarujá, transversal à entrada e saída de navios no canal do Porto de Santos, tem números superiores a 20 mil veículos por dia em média. Aí entra o túnel.

Depois de décadas, o governo estadual se movimentou para materializar as duas obras. A primeira fase do VLT, entre Santos e São Vicente inclusive já foi iniciada. A do túnel está em fase de projeto e prevê uma pista para o VLT.

O outro denominador comum é que os dois projetos enfrentam nesse momento questionamentos ao traçado com teorias da conspiração fervilhando. O VLT num trecho que fica perto de um hipermercado e de um centro de convenções passa da linha antiga do TIM para o meio de uma avenida. O Ministério Público questiona a EMTU por essa alteração. E a Dersa é questionada pela necessidade de desapropriações de residências para os acessos do túnel. É provável que o desenho seja mudado para redução desse impacto.
A longa maturação não poderia ter evitado essas pendengas?

Paulo Schiff


DCI – 25/10/2013