quarta-feira, 31 de julho de 2013

Para Ministro dos Transportes, Renfe (a empresa ferroviária espanhola do trágico acidente) poderá participar de leilão do trem-bala

O edital da licitação não permite a participação de operadoras que tenham se envolvido em acidentes fatais em sistemas de alta velocidade nos últimos cinco anos.
O governo recebeu da Renfe uma notificação informando que a linha usada pelo trem espanhol mesclaria altas e médias velocidades, e que o trecho onde ocorreu a tragédia não é de um sistema de alta velocidade.
Brasília - O ministro dos Transportes, César Borges, disse hoje (31) que a empresa Renfe, operadora do trem que se envolveu em um acidente recentemente na Espanha, que resultou em mais de 70 mortes, não será impedida de participar da disputa pela construção do trem de alta velocidade no Brasil. Segundo ele, a análise é que o trem que se acidentou não era classificado como de alta velocidade.
O edital da licitação não permite a participação de operadoras que tenham se envolvido em acidentes fatais em sistemas de alta velocidade nos últimos cinco anos.
“O governo não quer impedir ninguém de participar, quer o maior número de participação. O trem estava em alta velocidade, lamentavelmente, mas no caso não era de alta velocidade. Eu não sou a comissão que vai avaliar, mas como governo, não há [impedimento]”, disse.
A Renfe é uma das principais empresas interessadas em participar da licitação. Em maio, a ministra espanhola de Fomento, Ana Pastor, confirmara que as três empresas públicas – Adif (administradora de infraestruturas), Ineco (engenharia e economia de transporte) e Renfe (operadora de ferrovias) – formariam um consórcio para participar da licitação do TAV brasileiro.
O governo recebeu da Renfe uma notificação informando que a linha usada pelo trem espanhol mesclaria altas e médias velocidades, e que o trecho onde ocorreu a tragédia não é de um sistema de alta velocidade. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ainda vai avaliar essa declaração.
Borges disse também que não há previsão de adiamento do leilão do trem de alta velocidade, marcado para o dia 19 de setembro. “Não sei de onde surgiu isso, fico imaginando que deve ser algum interesse de algum concorrente, porque alguns pediram efetivamente para adiar, mas outros pediram para manter. Mas avaliamos que houve tempo suficiente, não tem porque adiar”, declarou.

Exame.com – Sabrina Craide - 31/07/2013

Comentário do SINFERP


Pois é gente: aquele trem não é classificado como de alta velocidade, a linha do acidente mescla médias e altas velocidades e o trecho da tragédia não é de um sistema de alta velocidade. Honestamente: quem minimamente entende de ferrovia engole essas histórias?  É muita cara de pau. Um tapa na cara dos brasileiros. Seria mais honesto “rever” o critério de exclusão. O problema é que, se fizerem isso, serão obrigados a aceitar a participação dos chineses, cujo critério foi criado apenas para deixa-los de fora da licitação. Este é o país dos dois pesos, e das duas medidas. E, na condição de contribuintes, ainda vamos bancar esse consórcio? A Renfe tem história em São Paulo. Foi ela que DOOU o conhecido “trem espanhol” que ainda circula na CPTM. A época um trem moderninho, pois tinha “ar condicionado”. A “doação”, entretanto, só seria efetivada se os contribuintes paulistas pagassem pela reforma desse trem, na Espanha, antes de ser trazido para rodar na CPTM. Os paulistas pagaram pela reforma da DOAÇÃO, na Espanha, e finalmente receberam o trem usado. Essa é Renfe, e sua forma generosa e abnegada de fazer “negócios” no Brasil. 

Governo descarta adiar leilão do trem-bala em setembro e diz que Renfe (empresa do acidente ferroviário na Espanha) está apta para participar da disputa.

Ministro César Borges
Borges confirmou que, apesar de acidente, os espanhóis da Renfe estão aptos na disputa.

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O governo descarta a possibilidade de adiar o leilão para o Trem de Alta Velocidade (TAV, conhecido como trem-bala) que fará a ligação Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, marcado para 19 de setembro. A informação é do ministro dos Transportes, César Borges, confirmando também que, apesar do acidente na última semana, os espanhóis estão aptos a participar da disputa.

"Não sei de onde surgiu o boato de adiamento do leilão. Efetivamente, alguns concorrentes até pediram para que fosse adiado. Mas vários outros pediram para que fosse mantido. O setor teve tempo suficiente para fazer seus cálculos e estudos", afirmou o ministro a jornalistas nesta quarta-feira, 31.

De acordo com Borges o acidente em Santiago de Compostela, que deixou 80 mortos, não ocorreu em uma linha de alta velocidade, e por isso, a espanhola Renfe não estaria desqualificada para operar o trem-bala brasileiro. O edital proíbe que empresas que tenham registrado acidentes fatais em operação de trens de alta velocidade nos últimos cinco anos participem da concorrência.

Correio Popular – 31/07/2013

Comentário do SINFERP


Ah, não foi em linha de alta velocidade? Pronto: já deram um jeitinho da Renfe, mesmo com um acidente com dezenas de mortos, estar QUALIFICADA para operar o trem-bala brasileiro. Resumo: o critério vale apenas para os chineses. E ainda querem saber por que somos apartidários. E ainda querem saber por que não acreditamos em nenhum deles. Este país é mesmo uma piada. A imoralidade não tem cor partidária e nem ideológica. Agora os tucanos fazem de conta que desconhecem as regras do leilão, e os petistas deixam barato o propinoduto. Afinal, quem lava a mão de um lava, também, a mão de outro. 

Verba do Metrô e da CPTM vai para bolso do PSDB de SP

A revista IstoÉ publica há duas semanas denúncias da existência de um "propinoduto", que opera há 20 anos em benefício dos governos do PSDB. A propina teria sido desviada de verba pública utilizada nas construções do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). denúncia apareceu após a empresa multinacional alemã Siemens, que confessou fazer parte do cartel de empresas que pagava propina para favorecer licitações, assinar um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para colaborar com uma investigação sobre o caso. Segundo a IstoÉ a empresa trocou imunidade civil e criminal pelo esclarecimento do esquema que favorecia licitações nas áreas de transporte público sobre trilhos através da formação de cartéis e do pagamento sistemático de propinas a políticos do PSDB.

PSDB

Um dos envolvidos, segundo a primeira reportagem, é Robson Marinho, que foi conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do governo do tucano Mário Covas. Seu nome apareceu citado na investigação referente ao período em que as propinas teriam sido negociadas, época em que trabalhava diretamente com Covas. A reportagem relata que Marinho é possuidor de mansões paradisíacas e de uma enorme conta bancária, que teria sido abastecida pela multinacional Alstom. Robson Marinho também foi coordenador da campanha eleitoral de Covas em 1994 e chefe da Casa Civil do governo do Estado de 1995 a 1997.

Cartel
As empresas envolvidas no esquema já eram investigadas desde 2008, e mesmo assim continuaram a vencer licitações e assinar contratos com os governos tucanos. Pelo menos 50 milhões de reais teriam sido desviados das reservas do Estado para financiar o pagamento a políticos corruptos. As multinacionais que disputavam as licitações formavam um cartel, e pré-determinavam o resultado do concurso, combinando até de assumir a responsabilidade de subcontratar a empresa que fosse derrotada.
Em nova reportagem publicada esta semana, a revista revelou mais detalhes das fraudes das licitações. Segundo a investigação do Ministério Público (MP) e do Cade, o cartel de empresas de transporte superfaturava cada obra em 30%. O Cade e o MP analisaram 16 contratos referentes a 6 projetos, e apenas nesses contratos se verificou um prejuízo para o Estado de 425,1 milhões de reais, causado diretamente pelo superfaturamento.
Linha Lilás

A licitação da linha Lilás é abordada pela revista; foi vencida pelo consórcio Sistrem, que era formado pela empresa francesa Alstom, pela Siemens em conjunto com a ADtranz (da canadense Bombardier) e a CAF. De acordo com testemunhas que colaboraram com a investigação, o contrato com o consórcio teve um resultou em uma comissão de 7,5% dos 615 milhões ao PSDB e dirigentes da estatal, ou seja, uma propina de 46 milhões de reais.

Desvio
A maior parte dos pagamentos era feito pela empresa de fachada MGE, que era subcontratada pela vencedora da licitação, e se encarregava de sacar o dinheiro na boca do caixa para distribuí-lo entre os políticos e as autoridades. Um funcionário da Siemens que depôs no processo ao qual a IstoÉ teve acesso citou os nomes do ex-presidente do Metrô de São Paulo, Carlos Freyze David; do ex-diretor do Metrô, Décio Tambelli; Luiz Lavorente, ex-diretor de Operações da CPTM, e Nelson Scaglioni, ex-gerente de manutenção do Metrô paulista.
As duas empresas mais importantes que integravam o cartel apurado pelo Cade, a Siemens e a Alstom, tiveram conjuntamente um lucro 12,6 bilhões de reais até 2008 oriundo exclusivamente de contratos com os governos do PSDB em São Paulo.
Investigação

O Ministério Público de São Paulo afirmou a Caros Amigos que existem diversos processos envolvendo fraudes em licitação e desvios de dinheiro, e disponibilizou uma lista de mais de 40 páginas de registros contra o Metrô desde 1993, e outra de tamanho semelhante em relação à CPTM. Nas listas constam queixas e denúncias que vão desde assuntos corriqueiros, como reclamação de descuido com as floreiras de determinada estação, até fraudes, incluindo em licitações. Nem todos os registros viraram procedimento, parte foi arquivada e outra parte foi apensado, isto é, juntado a outro processo.

Segundo o MP, três dos processos lidam diretamente com casos citados nas denúncias publicadas pela IstoÉ, no entanto, os promotores responsáveis pelos processos não quiseram dar entrevista.

Caros Amigos – 31/07/2013

Comentário do SINFERP

Os promotores responsáveis pelos processos não quiseram dar entrevista? Estranho, pois adoram mídia, em especial em assuntos de interesse “público”, como quando de eventuais greves de ferroviários, por exemplo. Nós mesmos já encaminhamos várias denúncias, e não foram sobre descuidos com floreiras em determinadas estações. As muitas mortes de ferroviários nos trilhos, por exemplo, além das incontáveis falhas da CPTM, etc.

Estação da CPTM em São Paulo segue parcialmente fechada após descarrilamento

Acidente da Linha 7-Rubi, sentido Luz, ainda compromete transporte de passageiros. Outro sentido segue normal.
A estação Piqueri da Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) continua parcialmente fechada, nesta quarta-feira, para passageiros que viajam no sentido estação da Luz. No sentido contrário que segue para a estação Francisco Morato, o funcionamento está normal. As informações são da companhia. 
O bloqueio da estação para o sentido Luz ocorre por causa de um descarrilamento de uma composição que ocorreu na tarde de ontem (31) e que não deixou feridos. Até as 11h40, não havia previsão para normalização do serviço. 
Segundo a CPTM, as causas do incidente ainda estão sendo apuradas. A orientação da companhia aos usuários que viajam no sentido Luz e pretendem descer na estação Piqueri, é que desçam na estação Lapa e retornem gratuitamente no sentido Francisco Morato.
De acordo com a CPTM, técnicos estão trabalhando para a liberação da estação, mas não há previsão de quando isso ocorrerá.

IG – 31/07/2013

Comentário do SINFERP

Vamos esperar pela explicação do “incidente”. Incidente ou acidente?

Suíça ajudará na investigação de cartel de trens e metrô em São Paulo

Um TAV da Slstom
A Justiça da Suíça vai liberar documentos que poderiam ajudar promotores no Brasil a investigar as suspeitas de que multinacionais teriam participado de um amplo esquema de pagamento de propinas e de formação de cartel na disputa de contratos para obras do Metrô de São Paulo.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, fontes da Justiça na Suíça apontam que, internamente, uma orientação foi tomada para facilitar o envio de uma leva de documentos ao Brasil e que existem instruções para ajudar o País nesse caso. Oficialmente, porém, nada foi anunciado, e promotores e advogados ainda aguardam uma declaração oficial do Ministério Público da Suíça.

O foco dos promotores brasileiros é a conta de Robson Marinho, que foi conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Sua conta já havia sido bloqueada pelo Ministério Público daquele país, nas investigações que apuram o pagamento de propina pela empresa Alstom para obter contratos no governo paulista entre os anos de 1997 e 2003.

Os suíços chegaram a condenar a Alstom a pagar uma multa milionária, depois que ficou provado que a empresa pagou propinas em diversos países. Mas, no caso do Brasil, como as suspeitas se referem a um período anterior à lei de 2003 que condena o pagamento de propinas a funcionários públicos estrangeiros, o caso acabou engavetado.

Agora, diante da revelação da Siemens sobre a existência do suposto cartel, o caso volta a ganhar nova dimensão. O Ministério Público brasileiro pediu aos promotores suíços uma documentação extra sobre Marinho, o que poderia desvendar parte importante da investigação mais ampla sobre o cartel. Sua conta foi bloqueada há três anos, diante de indicações de que houve tentativa de transferir parte do dinheiro aos EUA.

Marinho foi secretário da Casa Civil do governador Mário Covas. Parte da informação sobre ele já está no Brasil. Mas as movimentações de sua conta e os detalhes das transferências são as apostas de promotores para aprofundar a investigação. A defesa de Marinho afirmou nessa terça-feira, 30, que não se manifestaria porque desconhece o teor das investigações.

Condenação

O Ministério Público da Suíça, em 2011, condenou a Alstom a uma multa de mais de 39 milhões de francos suíços por ter dado propinas para funcionários públicos de outros países para obter contratos de licitação. A conclusão foi de que a empresa não teria tomado as medidas necessárias para evitar que funcionários públicos da Letônia, Tunísia e Malásia fossem alvo de propinas. A Alstom Network Schweiz AG renunciou ao seu direito de apelar e foi obrigada a fazer depósito.

A investigação constatou que foi graças ao pagamento de propinas para funcionários públicos que a Alstom conseguiu influenciar autoridades a dar contratos milionários para a empresa francesa. Para fazer esse dinheiro chegar ao destinatário, a Alstom contratava um consultor que, por meio de acordos, repassava o dinheiro aos funcionários públicos que influenciariam na decisão do contrato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Tarde – Jamil Chade - 31/07/2013

Comentário do SINFERP


Sem comentário, pois a notícia fala por si mesma.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Acidente de trem na Estação Perus da CPTM completa 13 anos

Exatos treze anos, acontecia o pior acidente da história da CPTM. Na estação de Perus, da então Linha A (atual Linha 7-Rubi), uma composição foi atingida por um trem desgovernado, causando a morte de nove passageiros, e provocando ferimentos em 124 outros usuários. 

No final de 2012, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) foi condenada a indenizar as 124 pessoas que ficaram feridas e familiares dos nove mortos do maior acidente ferroviário da história da São Paulo. A condenação, publicada nesta segunda-feira (19) no Diário Oficial do Judiciário, ocorre após 12 anos de espera das vítimas.

A sentença foi dada pela juíza Adriana Sachsida Garcia, da 34.ª Vara Cível da capital. O processo foi impetrado pela Associação de Defesa Vítimas Choque de Trens da CPTM, criada após o acidente. Agora, as vítimas terão de obter individualmente na Justiça o valor de cada indenização.

Segundo laudo da perícia, e da sindicância realizada pela CPTM na época, foi apontada culpa do maquinista Osvaldo Pierucci, que não teria tentado calçar o trem, que começou a se locomover da estação Jaraguá. 

A composição, da série 1700 (unidade 1740), estava estacionada sentido Francisco Morato, e como trata-se de um trecho de descida, começou a se locomover, onde houve perda do controle. Tudo isso causado graças à uma queda no fornecimento de energia elétrica (algo que era comum na época). O procedimento padrão seria calçar o trem, a fim de evitar sua movimentação involuntária. Mas não havia calços no trem, o que fez com que a composição de construção Mafersa entrasse em movimento (seus freios não foram capazes de segurar a composição). 

O trem 1740 iniciou o movimento, e ganhou velocidade no trecho entre Jaraguá e Perus, que tem cerca de 5 quilômetros. Ao apontar na curva de Perus, estava estacionado o trem da série 1100 (unidade 1103-1118), que foi fatalmente atingido, sem que houvesse tempo de retirar os usuários da composição 1103, mesmo após os pedidos desesperados do maquinista Pierucci através do rádio, em comunicação com o Centro de Controle Operacional.

Durante depoimentos, o maquinista havia afirmado que tentou improvisar travas com pedaços de madeira, para evitar a movimentação do trem 1740. A comissão de sindicância da CPTM, por sua vez, informou não ter encontrado vestígios de madeira no local do acidente, e que portanto, a tentativa de frear o trem não teria acontecido.

O diretor de operações da época, João Zaniboni, disse em uma entrevista algo bastante forte, que não reflete nada: ''temos que aprender com as fatalidades''. Palavras do secretário de transportes metropolitanos, Cláudio de Senna Frederico: 'se o maquinista tivesse cumprido as normas, não teria acontecido o acidente. O trem estava parado, não foi calçado, e desceu a ladeira' (Folha Online, 12.08.2000). Mas fica a dúvida: o trem precisava ser calçado para não descer?

A CPTM atribuiu a tragédia a um ato de vandalismo. Sindicância interna apontou que houve ação direta de pessoa não identificada no destravamento dos freios de estacionamento enquanto o trem aguardava reparo. Osvaldo Pierucci chegou a ser responsabilizado por autoridades estaduais, mas a apuração foi contestada pelo Instituto de Criminalística. Laudo final do IC concluiu que a culpa pelo acidente era da CPTM. Entre as causas estava o fato de que "não havia calços adequados e disponíveis nas cabines de comando da composição".

Na época, a CPTM divulgou nota oficial com as seguintes informações:

1. Às 19h15, ocorreu, por motivos ainda indeterminados, queda da rede de alimentação elétrica dos trens, entre Jaraguá e Perus, na Linha A (Brás-Francisco Morato). O problema ocasionou interrupção na circulação de trens nas duas vias existentes, motivando o acionamento, pela CPTM, da Operação PAESE (Programa de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) para transportar, por ônibus, os passageiros no trecho afetado entre Pirituba e Perus. Simultaneamente, o Centro de Controle Operacional (CCO) da CPTM passou a operar os trens nas extremidades da linha, entre Brás e Pirituba e entre Perus e Francisco Morato.

2. Uma composição, já evacuada, permaneceu estacionada com seu maquinista e auxiliar a bordo, entre Jaraguá e Perus, seguindo os procedimentos usuais de segurança, com o acionamento de freio de serviço e de estacionamento e rodas do trem calçadas.

3. Às 21h15, o maquinista informou ao CCO que o trem estava se movimentando e tentou brecá-lo novamente. Ciente do risco de colisão com outro trem, estacionado na plataforma de Perus, embarcando passageiros com destino a Francisco Morato, tomou as seguintes providências:

- Chamou, via rádio, o maquinista do trem estacionado em Perus para que este procurasse movimentar a composição no sentido de Francisco Morato. Infelizmente, não foi possível realizar a fuga devido ao rompimento da rede aérea, provocado pelo trem desgovernado.

- Diante do perigo iminente, o maquinista do trem descontrolado, após tentativa de calçá-lo, pediu, sem sucesso, por rádio, a evacuação do trem estacionado em Perus.

- Como medida extrema, o CCO tento evitar o choque dos trens com o acionamento de chave de desvio de via visando descarrilar a composição sem passageiros. A iniciativa foi infrutífera.

4. A colisão provocou, num primeiro momento, 9 mortos e 48 feridos.

Diante de todas as informações que tivemos acesso, tirou-se algumas conclusões:

- Os trens série 1700 não eram dotados de sistemas de freios confiáveis (tanto que em 1995, uma composição rodou desgovernada entre Vila Clarice e Piqueri).
- A rede aérea sofreu queda de energia, a terceira naquela semana. Não havia manutenção corretiva.

- O secretário de transportes foi um tanto enfático ao criticar a CPTM, jogando toda a culpa na empresa, visto que a Companhia é subordinada do estado.

- Após o acidente, medidas cautelares foram tomadas, algo que deveria ser feito com maior regularidade.

Atualmente

A estação foi reconstruída, usando a mesma base de antes. Não foi necessária uma obra de grande magnitude, e ainda é possível observar os prédios históricos preservados. As plataformas ganharam cobertura, e a passarela foi recolocada em seu lugar (nas primeiras imagens, é possível ver a passarela derrubada, com o impacto dos trens). 

O fluxo de passageiros aumentou muito desde 2000, fazendo da Linha 7-Rubi uma das mais movimentadas do sistema. Com a chegada de alguns trens novos, iniciou-se a mudança de imagem da CPTM, que investe para garantir um transporte de qualidade para seus usuários.

Os trens envolvidos no acidente de Perus foram perdidos, pois a colisão destruiu ambos. Trens da série 1100 e série 1700. Esses trens não deixaram de circular em nenhum momento na Linha 7, onde prestam serviços com grande destreza. A mudança, de 2000 para cá, foi a modernização da série 1700, que passou por revisão geral, ganhando inclusive, novos sistemas de freios, mais seguros e confiáveis que os anteriores.

Fica aqui registrado mais um aniversário do acidente. O Blog CPTM em Foco deixa sua homenagem póstuma às vítimas do acidente de Perus, e os sentimentos para os familiares das vítimas.

Arnaldo Alves Santos, 39 anos;
Daniele Carachesque Vieira, 11 anos;
Elzo de Jesus Santos;
Leandro Pereira Bernardes, 20 anos;
Luiz Ferreira Lima, 44 anos;
Paulo Martuchi, 60 anos;
Redva Maria dos Santos Santana, 35 anos;
Selmo Quintal, 24 anos;
Maria Bernadete dos Santos.

As informações aqui exibidas foram digitadas de acordo com informações da Folha de São Paulo, onde seu portal exibe notícias da época. 

Diego Silva

CPTM em Foco – 28/07/2013

Comentário do SINFERP

Parabéns ao Diego Silva pela lembrança do acidente, pela homenagem às vítimas, e pela bela matéria. Em tempo, Diego, a ideia de uma associação de usuários está em curso.


Trem da CPTM descarrila na zona norte de São Paulo

(foto Alex Silva)
Vagão de uma composição da Linha 7-Rubi que seguia para a Luz saiu dos trilhos entre as Estações Pirituba e Piqueri; segundo a companhia, ninguém se feriu. A circulação entre as Estações Luz e Jaraguá precisou ser interrompida.

SÃO PAULO - O último vagão de um trem da Linha 7-Rubi que seguia no sentido Luz descarrilou entre as Estações Piqueri e Pirituba, na zona norte de São Paulo, por volta das 16h30 da tarde desta terça-feira, 30. Segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o carro estava praticamente vazio e ninguém ficou ferido.

Por causa do acidente, a rede elétrica foi prejudicada e a circulação entre as Estações Luz e Jaraguá precisou ser interrompida. A companhia não informou a causa do incidente.
Por causa da migração de passageiros, algumas estações de metrô ficaram mais cheias entre o fim da tarde e o início da noite. De acordo com a assessoria de imprensa do Metrô, não houve mudanças na circulação dos trens.
A pedido da CPTM e do Plano de Apoio entre Empresas de Transporte em Situações de Emergência (Paese), a SPTrans acionou, às 17h10, 45 ônibus para atender o trecho entre as estações Barra Funda e Perus da linha 7-Rubi.
A partir das 18h20, os trens voltaram a circular em toda a extensão da Linha 7, sentido Francisco Morato. Na direção da Luz, os trens partem de Francisco Morato e atendem todas as estações até a estação Pirituba. Para atender quem embarca e desembarca nas estações Piqueri, Lapa e Agua Branca, está mantida a operação Paese, com oferta de ônibus gratuitos. 

O Estado de São Paulo – Adriana Ferraz - 30/07/2013

Comentário do SINFERP


Hum... Como em outra notícia nada diz sobre a ou as causas...

Trem da CPTM descarrila em Pirituba

Acidente aconteceu nesta tarde na Linha 7-Rubi da companhia. Corpo de Bombeiros informou que ninguém ficou ferido.

A composição de um trem da Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) descarrilou na tarde desta terça-feira (30) entre as estações Pirituba e Piqueri, de acordo com a Polícia Militar. O Corpo de Bombeiros informou que ninguém ficou ferido.

O descarrilamento ocorreu por volta das 16h30 perto da Rua Doutor Pedro Jabour. Equipes do Corpo de Bombeiros foram para a região para atender eventuais feridos, mas logo retornaram.

A CPTM disse que o trem seguia em direção à Luz, no Centro de São Paulo. Com o descarrilamento, um trecho da rede aérea foi danificado. A circulação chegou a ficar interrompida nos dois sentidos por cerca de 2h20 entre as estações Perus e Barra Funda.

Os trens voltaram a circular em toda a extensão da Linha 7-Rubi, no sentido Francisco Morato, a partir das 18h20. Em direção à Luz, os trens ainda não paravam para embarque e desembarque nas estações Piqueri, Lapa e Água Branca. O Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) seguia funcionando apenas para essas três estações.

 A linha 7-Rubi liga a Estação da Luz ao município de Jundiaí.

G1 – 30/07/2013

Comentário do SINFERP


De novo? Qual ou quais foram, desta vez, as causas do descarrilamento? Maquinista, vândalo ou sabotador? Ninguém se feriu por conta do horário. Se isso acontecesse em hora de pico... Para a CPTM está dada a oportunidade de abrir mais uma licitação, com a finalidade de “modernizar” o trecho todo. Pela ordem das prioridades de praxe da CPTM: compra de novos trens, contratação de empreiteiras para substituir trilhos e dormentes, compra de trilhos e dormentes, contratação de empreiteiras para substituir toda a rede aérea, compra de toda uma nova rede aérea, contratação de empreiteiras para implantar sistema de sinalização, compra de equipamentos de sinalização e, finalmente, se sobrar alguma grana, contratação de empreiteiras para estudar se as estações e subestações geram energia necessária para alimentar dos trens novos e, descobrindo que não, compra de novas estações e subestações. O filme já é conhecido. Ai está a denúncia do propinoduto para não nos deixar mentir.

Última da Folha de São Paulo – maquinista espanhol olhava mapa e buscava informações sobre o trajeto na hora do acidente

O maquinista do trem que descarrilou na última quarta (24) em Santiago de Compostela, na Espanha, olhava um mapa e buscava informações por telefone sobre o trajeto entre Ourense e Ferrol no momento do acidente, que deixou 79 mortos e 130 feridos.

As informações foram obtidas a partir das gravações das caixas-pretas do veículo, divulgadas pela Justiça da comunidade autônoma da Galícia nesta terça-feira. De acordo com os registros, o trem trafegava a 192 km/h e, segundos antes do acidente, um freio foi ativado e diminuiu a velocidade para 153 km/h.

A partir das gravações, a polícia pôde verificar que Francisco José Garzón Amo conversava com funcionários da Renfe, empresa estatal que controla o serviço na Espanha. Minutos antes de descarrilar, ele recebeu uma ligação de um controlador indicando o caminho que deveria seguir para chegar a Ferrol, destino final do trem.

Durante a chamada, era possível ouvir o barulho de papel, como se o maquinista consultasse um mapa ou outro documento similar. Em seguida, a gravação é interrompida pelo ruído provocado pelo descarrilamento. A informação sobre a velocidade coincide com a revelada por fontes da investigação na última quinta (25).

Na ocasião, o maquinista disse que estava a 190 km/h no momento do acidente. No domingo (28), Garzón reconheceu que havia ultrapassado o limite ao entrar na curva, cuja velocidade máxima é de 80 km/h, "por uma distração sua".

Ele afirmou que achava se encontrar em outro ponto do trajeto, onde velocidades maiores seriam permitidas. Quando percebeu que estava na curva de Angrois, tentou frear, mas já era tarde demais. Garzón teve sua licença para conduzir trens cancelada até fevereiro, assim como seu passaporte.

O acidente da última quarta (24) foi o segundo mais grave da história da Espanha e um dos com maior número de mortos da Europa. Dentre os mortos, estavam os brasileiros Fabio Cundines Antelo, 25, e Marcia Suárez Peña, 48, ambos com dupla nacionalidade.

Folha de São Paulo – 30/07/2013

Comentário do SINFERP


Ah, ele olhava um mapa? Buscava informações sobre o trajeto? O Controlador iria indicar o caminho? Tentou frear? Afinal, estamos falando de acidente ferroviário ou rodoviário? Desde quando operador de trem precisa de mapa ou indicação de trajeto, uma vez que o trem trafega sobre um par paralelo de trilhos? Tentou frear? Nesta ridícula explicação, que tem como analogia a condução de um veículo rodoviário, só falta aparecer alguém dizendo que poderia ter usado o freio de mão. Em um moderno sistema ferroviário, tudo isso é feito por meio de tecnologia de sinalização aplicada na via e nos trens. Gente... Nem a CPTM teria tamanha cara de pau para apresentar essa versão. "Ah, mas o maquinista admite", poderá dizer o leitor. Pior ainda, pois é o reconhecimento que os trens de alta velocidade da RENFE, apesar da velocidade, não são dotados de tecnologias compatíveis. Só falta, na próxima notícia da Folha, dizerem que o maquinista deveria ter reduzido a "marcha" antes da curva. Quem sabe se de quinta para terceira, se a embreagem respondesse, é claro.

Petista pede ao MP investigação sobre propinoduto tucano do Metrô e da CPTM

Deputado protocolou representação contra Geraldo Alckmin e diz que espera não ficar com a impressão de que MP 'tem mais vontade de investigar governo federal do que estadual'.

São Paulo – O deputado estadual João Paulo Rillo (PT) protocolou na tarde de hoje (24) ao procurador-geral de Justiça do Estado De São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, pedido de apuração de denúncias de desvios de recursos públicos do Metrô paulistano e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), sobre suposto esquema integrado por empresas como Alstom, Bombardier, CAF, Siemens, TTrans e Mitsui, que teriam formado um cartel para desviar recursos dos cofres paulistas. Segundo estimativas da revista IstoÉ, aproximadamente US$ 50 milhões teriam sido desviados para paraísos fiscais.

Entre as questões dirigidas ao procurador-geral, Rillo quer saber “por que o governador Geraldo Alckmin, atuando no Executivo há pelo menos 12 anos, como vice e governador de estado, só tomou providências para apurar indícios de fraudes nas licitações e contratos do Metrô e da CPTM após a delação recente da multinacional Siemens?” Também questiona o fato de Alckmin, sabendo “das graves irregularidades”, não ter determinado “a realização de auditorias em contratos, com suspeitas de superfaturamento, e provenientes de supostas licitações direcionadas envolvendo o Metrô e a CPTM”.
Reportagens publicadas pela mídia em 2011 mostram que o governador de São Paulo resolveu retomar as obras da linha 5-Lilás do Metrô mesmo com as suspeitas de acerto entre as empreiteiras na divisão dos lotes, o que teria provocado prejuízos de mais de R$ 300 milhões nos contratos.
“Espero que depois de tanto debate acerca do papel do Ministério Público, e toda a forma com que o MP colocou a necessidade da sua liberdade de investigação e de se garantir suas funções, elas sejam aplicadas neste caso também”, disse Rillo à RBA. “É o que eu espero, para não ficar com a impressão de que o Ministério Público é seletivo e tem mais vontade de investigar coisas contra o governo federal do que contra o estadual.”

Em nota enviada ao Diário da Assembleia sobre o assunto, o deputado estadual Cauê Macris (PSDB) afirma que o governo de São Paulo está interessado em esclarecer as denúncias. "O Poder Executivo já se colocou à disposição do Cade e do Ministério Público, para auxiliar no que estiver ao seu alcance", declarou Macris. Segundo ele, a Corregedoria-Geral da Administração do governo paulista solicitou ao Cade acesso aos inquéritos, mas ainda não teve resposta. Macris garantiu que, se confirmada a formação de cartel, o Executivo pedirá a punição dos envolvidos na Justiça, além do ressarcimento de perdas aos cofres públicos.
“Em primeiro lugar, se não tem nenhum problema, o governador deveria falar sobre isso. Ele diretamente, não Cauê Macris, que não é nem o líder do governo. Porque o caso é muito sério”, diz João Paulo Rillo. “Em segundo lugar, queria sugerir ao Cauê Macris que a gente aprove coletivamente uma CPI em caráter excepcional, para não ter que entrar na fila da CPI e que a gente investigue o caso junto.”
Para o petista, o escândalo merece satisfação e elucidação a partir de um esforço conjunto do Executivo, do Judiciário e do Ministério Público. “Há um rombo nos cofres do estado num momento de crise nos transportes instalada no país e a gente sendo lesado dessa maneira. Se isso não é verdade, há formas de demonstrar. O governador que abra sua ‘caixa’ e a gente faz uma CPI em caráter extraordinário”, propõe Rillo.
De acordo com o pedido encaminhado ao procurador-geral, o caso se enquadra na Lei nº 8.429/1992, já que envolve improbidade administrativa, e se aplica aos agentes públicos que, “por ação ou omissão”, violem os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, lealdade às instituições, produzindo enriquecimento ilícito e prejuízo aos cofres públicos.
Rede Brasil Atual – Eduardo Maretti - 24/07/2013

Comentário do SINFERP


Interessante, mas o que respondeu o procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo? Afinal, o MP não lutou como pode para ter poder de polícia?

Perícia suíça aponta que desrespeito à sinalização teria provocado colisão de trens

Polícia, bombeiros e serviços de emergência estão no local do acidente que aconteceu com a linha que liga as cidades de Palézieux e Payerne.
As autoridades suíças acreditam que o desrespeito ao sinal luminoso foi a principal causa do acidente de trem que aconteceu segunda-feira na Suíça, deixando pelo menos um morto.
— A investigação tem se concentrado na possibilidade de que o trem de Payerne não respeitou a sinalização — declarou Jean-Christophe Sauterel, porta-voz da polícia local.
— Esta é a principal hipótese com base nos elementos que o Ministério Público e os investigadores têm — disse.
— Estamos chocados com esse acidente — declarou, por sua vez, o diretor-geral da autoridade responsável pelo transporte ferroviário, a Swiss Federal Railways (CFF), Andreas Meyer.
Dois trens colidiram na segunda-feira perto da estação de Granges-près-Marnand, uma cidade ao norte de Lausanne.
Um dos trens viajava de Payerne a Lausanne e o outro vinha no sentido oposto. O morto é o condutor do trem que vinha de Lausanne, um homem de 24 anos.
De acordo com o porta-voz da polícia, por causa da violência do choque, o trem retrocedeu oito metros e, por isso, a polícia não exclui a possibilidade de que ainda haja vítimas presas.
Os trabalhos de resgate continuam no local do acidente.
De acordo com Jocelyn Corniche, médico-chefe dos serviços de socorro, "dois adultos e uma criança ainda estão hospitalizados, mas suas vidas não estão em perigo".
O condutor do trem de Payerne, um homem de 54 anos, teve tempo para ativar o freio de emergência e, como indicado pela CFF, deixar o trem. Este veículo estava viajando a 40 km/h, segundo Sauterel.
A velocidade do trem de Lausanne ainda não foi determinada, acrescentou.
Sauterel indicou que a segurança era responsabilidade de um trabalhador da CFF presente na estação.

Pouco antes da colisão, o trem procedente de Payerne parou na estação para os passageiros a descerem. O trem vindo de Lausanne chegou depois.

Como estabelecido pelas regras desta estação, o trem de Lausanne deve passar pela estação sem parar e só depois o trem de Payerne pode retomar a marcha, quando autorizado por sinalização luminosa.

Na segunda-feira, o trem de Payerne partiu sem que os investigadores saibam realmente o que aconteceu.

ZERO Hora/ 30/07/2013

Comentário do SINFERP

Como previsto a “culpa” foi do maquinista que, além de tudo, abandonou o trem. Sistemas automáticos de sinalização de via e de bordo nem pensar? Inexistiam ou falharam? Sistemas de comunicação ao menos? Inexistiam ou falharam? Como permitem o tráfego de trens em via singela (linha única) sem essas medidas de segurança? Ao menos voltassem ao tempo do staff. Mas a Suíça não é país de “primeiro mundo”? Será que os maquinistas europeus estão tomados por algum surto suicida?