sexta-feira, 31 de maio de 2013

Após greve, trens do Subúrbio de Salvador voltam a operar nesta última sexta-feira

Sindiferro diz que trens passam por inspeção antes de voltar a circular. Ferroviários retornaram ao trabalho na quarta (29), após 21 dias de greve.

Os trens do Subúrbio Ferroviário de Salvador devem voltar a operar nesta sexta-feira (31), após a greve de 21 dias dos ferroviários. Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Ferroviários e Metroviário dos Estados da Bahia e Sergipe (Sindiferro), os ferroviários voltaram ao trabalho na quarta-feira (29), mas exercem atividades administrativas enquanto os trens passam por inspeção antes de voltarem a operar.

Até as 7h30 desta sexta-feira os trens ainda não circulavam no Subúrbio da capital baiana. O sindicato não soube informar o horário do retorno das operações. 

Greve

Na quarta-feira, os ferroviários da capital baiana decidiram encerrar a greve da categoria. Segundo o Sindiferro, o salário de abril, os tickets alimentação de maio e junho, assim como os vales transportes de junho, foram entregues aos 129 funcionários da quarta.

O sindicato informou na ocasião que os trilhos e os vagões passariam por inspeções de segurança antes da liberação para o funcionamento. Durante o período, os funcionários trabalham em funções administrativas e de manutenção da rede. Os trens do Subúrbio atendem a pelo menos 11,5 mil usuários por dia em Salvador.

Novo presidente

Em cerimônia de posse, realizada na segunda-feira (27), o novo presidente da Companhia de Transporte de Salvador (CTS), Carlos Martins, afirmou que o pagamento dos salários atrasados dos trabalhadores iria acontecer na quarta. "O primeiro passo é concluir a greve. Já nos reunimos com o Sindiferro e oferecemos a possibilidade do pagamento do mês de abril até a quarta [29] e o pagamento do mês de maio no dia 5 de junho. Em contrapartida, solicitamos ao Sindiferro que suspenda a greve imediatamente", apontou Martins.

Transferência de gestão

No dia 15 de maio, o prefeito ACM Neto sancionou a transferência da gestão das ações da Companhia de Transportes de Salvador (CTS) para o Governo da Bahia. A CTS é responsável pela administração dos trens do subúrbio da capital baiana, que fazem o trajeto entre a Calçada e Paripe.

Durante a cerimônia de posse, que ocorreu no canteiro do metrô, localizado na Rótula do Abacaxi, Carlos Martins prometeu ações voltadas para o desenvolvimento dos trens. "Acho que as ferrovias devem ter papel importante no desenvolvimento do estado. Nós vamos tentar fazer com que essa linha Calçada-Paripe se estenda a algumas cidades da região metropolitana de Salvador, como Candeias, Dias D'Ávila e Camaçari", aponta.


G1 – 31/05/2013

Ministério Público dá prazo para CBTU aumentar segurança nos trens de João Pessoa (PB)

Prazo foi determinado pelo Ministério Público do Trabalho nesta quarta-feira. Usuários e funcionários reclamam de assaltos e violência nos trens.

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) tem o prazo de 30 dias para contratar agentes de segurança metroferroviária em João Pessoa (PB). A determinação foi apresentada pelo Ministério Público do Trabalho em reunião com a CBTU, Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias no Estado da Paraíba (SINTEFEP) e Polícia Militar na tarde desta quarta-feira (29).

O objetivo da determinação é reforçar a segurança diante da criminalidade que ocorre nas linhas ferroviárias de João Pessoa e nas cidades de Bayeux e Cabedelo, Região Metropolitana da capital. Uma reportagem da TV Cabo Branco, apresentada no último dia 22 deste mês, mostrou usuários dos trens urbanos da capital reclamando do índice de violência registrados nas estações e nos próprios trens. 

O superintendente da CBTU, Lucélio Cartaxo, afirmou que a aquisição de câmeras de segurança para serem instaladas nas estações de trem estão em processo de licitação. Ele explicou ainda que será reforçado o policiamento nas estações e “que ficou acertado que os funcionários terão mais segurança para trabalharem.”

O capitão Antônio Souza, do batalhão do Comando Geral da Polícia Militar declarou que ações de policiamento já começaram a ser reforçadas nos locais dos crimes: “Aumentamos as viaturas, identificamos vários bandidos e já conseguimos efetuar algumas prisões, mas intensificaremos, de forma contundente e permanente, a presença da polícia na localidade para garantir a segurança de todos".


G1 – 29/05/2013

Estações do Metrô de SP devem ganhar mais 155 lojas

O Metrô de São Paulo está lançando editais para abrir mais lojas no sistema. Atualmente, existem 66 espaços em funcionamento. Agora, a empresa - controlada pelo governo do Estado - pretende fazer com que mais 155 atualmente desativados passem a funcionar nas quatro linhas sob sua supervisão - a Linha 4-Amarela é operada pela concessionária ViaQuatro.

Ao todo, são 4,8 mil metros quadrados disponíveis em estações para serem reocupados por estabelecimentos comerciais.

A previsão da companhia é de que lojas de setores como saúde, alimentação e telefonia móvel já estejam funcionando até o fim do ano.

Os contratos devem ser assinados entre junho e agosto. Outras atividades, porém, podem ser contempladas mais para a frente, em novos contratos.

Jardim suspenso. Entre os pontos onde, futuramente, a empresa estuda colocar uma loja está parte do jardim suspenso da Estação Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3-Vermelha, sobre o terminal de ônibus da Avenida Auro Soares de Moura Andrade, na zona oeste da capital.

Recoberto de plantas ao ar livre, o local é uma das poucas áreas verdes no entorno da parada, embora há anos o público seja proibido de acessá-lo.

Ouvidos pela reportagem, passageiros que circulam por ali se mostraram, em sua maioria, desfavoráveis à retirada da vegetação para instalação de uma loja.

"Acho jardim melhor, porque areja mais a estação", disse a dona de casa Lúcia Jesus Santos, de 28 anos.
O operador de máquina Elson Melo Araújo, de 21, afirmou que as árvores ajudam a trazer um contato com a natureza em um espaço onde dominam o concreto e os metais. "Assim está bom. Só acho que deveriam abrir para o público."

Por sua vez, o aquarista Elton Fogaça, de 30 anos, diz acreditar que as lojas facilitam a vida das pessoas que circulam pelas estações, mas acha que um estabelecimento instalado no lugar do jardim só seria positivo se fosse uma lanchonete ou uma farmácia.

Questionado, o Metrô não informou o tamanho nem desde quando o jardim suspenso da Barra Funda está fechado.

Embora as pessoas não possam circular por ali, o local não tem paredes ou grades, o que permite a entrada de luz e ar na estação.

Sem definição. A empresa informou apenas que "realiza estudos para ampliar as áreas comerciais no sistema", mas "ainda não há uma definição" se o jardim da Barra Funda será usado.

Com as lojas e os quiosques que já existem, a receita obtida pelo Metrô no ano passado foi de R$ 18,5 milhões. Dos espaços vazios, a maioria está desocupada desde 2010, quando os últimos contratos venceram.

Os novos contratos têm duração média de cinco anos.

O Estado de São Paulo – 31/05/2013

Comentário do SINFERP


Seria ótimo se o Metrô abrisse espaço para que seus usuários pudessem avaliar a qualidade de produtos e de serviços dessas lojas.

Não há plano B

Em agosto próximo o governo federal fará uma nova tentativa de encontrar interessados para a implantação do TAV. O leilão que vai definir o fornecedor de trens e sistemas começa no dia 13 daquele mês, desta vez com mais chances, agora que o processo amadureceu. Escaldado pela falta de interesse do primeiro leilão, em julho passado; prevenido contra os oportunistas de plantão, como a Italplan, cujo diretor, Moreno Gori - sabemos hoje - é procurado pela Polícia Federal; e contando desta vez com uma organização competente voltada para o planejamento de projetos ferroviários, a EPL, estamos longe das afirmações categóricas da então chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, quando declarava com ênfase, em entrevista à imprensa, que "o trem de alta velocidade vai ser construído sem um centavo de dinheiro público". Caímos na real.

Obras ferroviárias podem, sim, contar com a participação da iniciativa privada, contanto que o governo assuma a maior parte do custo - leia-se, das obras civis. Foi o que aconteceu na primeira e mais bem-sucedida PPP metroviária do Brasil, assinada em 2006, e que resultou na Linha 4 do Metrô de São Paulo. O governo construiu - está construindo - a infraestrutura, ao custo de R$ 2 bilhões, e o consórcio Via Quatro, formado pela CCR, Montgomery Participações (leia-se Odebrecht), Mitsui, Benito Roggio e RATP, está fornecendo e operando trens e sistemas, ao custo de R$ 1 bilhão. A primeira fase da Linha 4 está em operação desde maio de 2010, servindo à população paulistana com seus modernos trens sem piloto, que transportam perto de 700 mil passageiros por dia útil, e que chegarão a 1 milhão no fim do projeto. O sucesso foi reconhecido pela International Finance Corporation, do Banco Mundial, como a melhor PPP da América Latina.

A ficha caiu, e agora, na segunda tentativa, o custo da obra - e o projeto de engenharia - ficarão com o governo. No ano que vem, vai ser contratado, e pago pela União, o consórcio de empreiteiras responsável pela obra. Aos participantes do primeiro leilão, agora em agosto caberá, como no caso da Linha 4 do Metrô de São Paulo, fornecer os trens, sistemas, centro de controle, oficinas e - adicionalmente - barreiras acústicas em zona urbana. A Sociedade de Propósito Específico para tanto criada gozará de financiamento do BNDES em condições favorecidas, Regime Especial de Incentivos, e, durante os 40 anos do prazo de concessão, isenção de ICMS, PIS e Cofins incidentes no faturamento. E a SPE terá participação da EPL em 45 % do seu capital.

O governo espera que essas facilidades constituam incentivo suficiente para garantir o sucesso do segundo leilão. Permanecem o risco da demanda e a necessidade de pagar a outorga - ao preço mínimo de R$ 10 bilhões em parcelas trimestrais ao longo de 40 anos -, valor este que vai definir o vencedor do primeiro leilão. Mas nada impede que, até agosto, novos aditivos sejam adotados e que tais condições sejam mitigadas. Como diz Bernardo Figueiredo, presidente da EPL, não existe plano B para o TAV: é fazer ou fazer.

Gerson Toller, Jornalista, Diretor da Revista Ferroviária


O Globo – 30-05-2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

China inicia produção em massa de nova geração de trens de alta velocidade

A produção em massa de trens de alta velocidade interurbanos de nova geração começou na Província de Guangdong, sul da China, informaram na quarta-feira fontes da companhia CSR S.A.

Baseada no modelo CRH380A da CSR, a unidade múltipla elétrica (EMU, na sigla em inglês) CRH6 foi projetada de acordo com os requisitos tanto de ferrovias como de metrôs, disse a CSR, acrescentando que a companhia possui os direitos de propriedade intelectual relacionados.

Até o momento, a CSR recebeu pedidos no valor de mais de 4 bilhões de yuans (US$ 645 milhões).

A próspera demanda por instalações de transporte ferroviário urbano em um crescente número de cidades chinesas deve estimular a indústria de equipamentos de ferrovias do país.

Entre 2012 e 2020, serão investidos cerca de 118 bilhões de yuans em ferrovias interurbanas na zona do Delta do Rio das Pérolas, uma das regiões mais desenvolvidas da China. A região contará com 2.008 quilômetros desse tipo de linhas até 2030, segundo um plano aprovado pelo governo central.

CRJ Online – 30/05/2013

Alckmin declara área de utilidade pública para a CPTM

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarou de utilidade pública, para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), uma área de 71,7 mil metros quadrados na região de Varginha, na zona sul da capital. Os terrenos serão usados para a extensão de 4,5 km da Linha 9-Esmeralda, que atualmente opera entre as Estações Osasco e Grajaú. O decreto foi publicado na terça-feira, 28.

O lote tem um tamanho equivalente ao de dez campos de futebol como o do Estádio do Pacaembu, na zona oeste. A CPTM, que é controlada pelo governo do Estado, informou, por meio de nota, que ainda não sabe quantos imóveis precisarão ser desapropriados para as construções.

"O número exato de imóveis e valor a ser pago serão conhecidos após a conclusão" da fase de cadastramento, que está em curso. Ainda de acordo com a empresa, "a avaliação do imóvel é feita com base no valor de mercado".

Duas estações serão construídas nesse trecho, Mendes e Varginha. Elas devem trazer 111 mil passageiros à Linha 9, que atualmente transporta, em média, 570 mil usuários em cada dia útil. A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos prevê gastar R$ 400 milhões na obra.

Transporte ruim

Integrado à futura Estação Varginha, a Prefeitura de São Paulo construirá um terminal de ônibus. O que existe atualmente no bairro tem demanda de 180 mil pessoas por dia útil. A região é carente de transporte público de qualidade. Tanto é que os ônibus do bairro saem abarrotados do terminal todas as manhãs, rumo às áreas centrais da cidade.

O anúncio da extensão da Linha 9 até Varginha, com a construção da Estação Mendes no meio do caminho, foi feito já há quase dois anos por Alckmin. Questionada nesta terça-feira, 28, a CPTM informou que a "meta é iniciar as obras no começo do segundo semestre deste ano e concluir a implantação do novo trecho no fim de 2014".

A CPTM informou que está dando continuidade ao processo de pré-qualificação das empresas que participarão da licitação para a obra. Esse trecho já havia sido cortado por uma estrada de ferro, a Sorocabana, desativada há décadas. Os trilhos estão abandonados.
No início de maio, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que a gestão Alckmin retirou R$ 5.550.735 da dotação específica para a construção dessa extensão para usar em publicidade de utilidade pública da CPTM. Na época, a empresa disse que o "enxugamento" de recursos não impactaria o cronograma da obra.

Yahoo – Caio do Valle – 30/05/2013

Comentário do SINFERP


Interessante a iniciativa, não fosse por um detalhe. Para o leitor poderá ficar a impressão que a CPTM está ampliando linhas até Varginha. Não é nada disso. Já existiu trem até Varginha.

Furtos em trens e metrô de São Paulo mais que dobram nos 4 primeiros meses de 2013

Os furtos nos trens e nas estações do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) mais do que dobraram entre janeiro e abril deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, entre um período e o outro, o número de furtos saltou de 852 para 1.945 casos - aumentou 128%.

No comparativo entre o mesmo mês de cada ano, abril registrou a maior alta do ano (176%). Foram contabilizados 719 casos neste ano, contra 260 em 2012.

De acordo com o delegado Antonio Cassola Filho, da Delegacia de Polícia do Metropolitano, o principal alvo dos criminosos são os celulares e as carteiras das vítimas. Segundo o policial, o ladrão aproveita a distração da vítima para agir.

"Muitos passageiros são furtados enquanto estão dormindo no vagão. As pessoas devem ficam atentas principalmente nos locais de maior aglomeração de pessoas", afirma o delegado.

PARALELO

Ainda segundo ele, o celular é muito procurado porque é facilmente negociado pelo criminoso no mercado paralelo. "Hoje, não se anda com muito dinheiro na carteira. Já um celular sofisticado é facilmente vendido por, no mínimo, R$ 100", afirma.

As mulheres são a maioria das vítimas. "Algumas delas guardam o celular na bolsa e a coloca nas costas. Muitas vezes, elas nem percebem que estão sendo furtadas. Por isso, elas devem ter a cautela de andar com a bolsa na frente do corpo", diz.

Homens que usam calça social, que ficam com o celular mais à mostra, também são os alvos preferenciais, segundo a polícia.

REGISTROS

O delegado-titular da Delegacia de Polícia do Metropolitano, José Eduardo Navarro, atribui o aumento do número de casos ao crescimento dos boletins de ocorrência registrados pelas vítimas pela internet, por meio da delegacia eletrônica.

"As pessoas que não vinham à delegacia relatar o caso agora estão registrando o fato pela internet."

O Metrô informou, em nota, que "as ocorrências que incluem furtos" se mantêm estáveis desde 2011.

Folha de São Paulo – Léo Arcoverde - 30/05/2013

Comentário do SINFERP


Será mesmo que aumentaram apenas os boletins de ocorrência? Ou aumentaram os furtos? Nunca saberemos. O que sabemos, porém, é que a responsabilidade objetiva pelos danos sofridos pelos usuários é da CPTM e do Metrô. Afinal, o passageiro paga para ser transportado com segurança, e quem deve garantir a sua segurança é a operadora.

Maioria dos passageiros só consegue chegar ao aeroporto de carro particular

A maioria das pessoas que andam de avião no País chega ao aeroporto de carro particular - e mesmo entre os que optam pelo transporte público, dois em cada três vão de táxi. 

Os dados são da pesquisa feita pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) nos três primeiros meses do ano com 21,2 mil passageiros dos 15 maiores aeroportos brasileiros e mostram o que o passageiro sente na pele: o suplício que é chegar a esses terminais e sair deles. 

Além de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo, foram avaliados Viracopos, em Campinas, Galeão e Santos Dumont, no Rio, Confins, em Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Natal, Salvador, Brasília, Manaus, Cuiabá, Porto Alegre e Curitiba. As opções de transporte coletivo para a maioria desses aeroportos são escassas - os únicos que têm metrô relativamente perto são Recife (cuja malha é limitada e não atende bem a cidade) e Santos Dumont (a estação fica a mais de 1 km). 

Para os outros, restam o carro e os ônibus executivos - sujeitos ao trânsito do caminho, ao contrário do transporte metroferroviário, que é mais confiável e regular no quesito tempo. 

"Não dá para chegar ao aeroporto e ir direto para um compromisso porque você nunca sabe como vai estar o trânsito em São Paulo", diz o economista Geraldo Luís Ferraz, de 51 anos, que mora no Rio e vem à capital paulista a trabalho duas vezes por mês. Como a maioria, Ferraz é dependente do táxi para ir a Congonhas ou sair de lá, na zona sul. "Prefiro chegar um dia antes e ficar em um hotel perto do local da reunião." 

A pesquisa da SAC mostra que 52% dos passageiros usam carro privado para chegar ao aeroporto, 38%, transporte coletivo e 10% dos entrevistados estavam em conexão. Quando questionados sobre o transporte público que utilizaram até o terminal, 66,83% revelaram ter ido de táxi e 25,35% de ônibus. O restante usa carro alugado e uma minoria vai de metrô. O levantamento da SAC é referente ao primeiro trimestre - outros serão feitos ao longo do ano. 

"Você paga caríssimo no táxi para Cumbica, mais de R$ 100, e ainda assim está sujeito a passar duas horas preso na Marginal", diz o administrador de empresas Manoel Leite de Oliveira, que mora na Vila Mariana, zona sul da capital. 

Para Cumbica, o governo promete a Linha 13-Jade da CPTM para 2014 - mas só depois da Copa. Em Congonhas, também para o fim do ano que vem, está prometida uma estação do monotrilho da Linha 17-Ouro. 

Nos trilhos. Para o engenheiro aeronáutico e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) Jorge Leal Medeiros, um acesso por trilhos aos aeroportos daria mais segurança para o passageiro. "É algo confiável. Em Londres, você pega um metrô e leva 1h15 para chegar a Heathrow. É demorado, mas você sabe que vai chegar exatamente naquele tempo, é só se programar. Em São Paulo, você pode levar 40 minutos ou três horas para chegar ao aeroporto", diz. 

O Estado de S. Paulo - 27/05/2013

Comentário do SINFERP


Aeroportos sempre serviram as elites econômicas, mas em tempo que carros eram solução, e não problema.  Agora, com aumento significativo no número de voos e de passageiros, grita-se por solução para deslocamento de pessoas. Bem, agora grita-se por trilhos para todos os lados. Ninguém, entretanto, ainda pensou em VLTs como solução para atender a boa parte deles, pois trem e metrô podem ser, em alguns casos, uma saída superdimensionada. 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Indústria Ferroviária Nacional pede condições de igualdade em licitação em São Paulo

Secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo
Ao conduzir, em condições desiguais, a concorrência internacional para a maior compra de trens da história para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) – 65 trens, num total de 520 carros - o governo de São Paulo coloca em risco a sobrevivência da indústria metroferroviária nacional. As consequências podem ser muito graves: perda de 40 mil empregos (10 mil diretos e 30 mil indiretos), correspondentes a 50% do total da indústria ferroviária, renúncia fiscal de todo imposto recolhido pelas fabricantes com plantas no Estado e interrupção da transferência de tecnologia para nosso País. 

HISTÓRICO 

Na primeira licitação, o edital previu o fornecimento dos trens por um preço inexequível. As empresas comprovaram as necessidades de mudança ao governo e, para demonstrar a inviabilidade do preço, somente dois fabricantes nacionais apresentaram proposta. 

Na segunda tentativa, o governo adotou outra postura: condições iguais para nacionais e estrangeiras. Nada mais desigual, pois, como a Secretaria de Transportes Metropolitanos tem imunidade tributária, as estrangeiras terão a oportunidade, mais uma vez, de colocar seus trens no País com isenção de todos os impostos locais, inclusive o imposto de importação, além de contar com incentivos fiscais em seus países. 

Os mesmos benefícios de isenções, entretanto, não valem para as fabricantes nacionais, que, devido ao custo Brasil, são obrigadas a incorporar em seus preços altos tributos, além de outros custos já conhecidos por todos. Ou seja, o governo paulista está indo no caminho contrário ao que o governo federal tem feito com as indústrias automobilística e naval, por exemplo, que vêm crescendo com a política de incentivos. 

PLEITO 

O que a indústria nacional pleiteia neste momento é uma nova licitação com igualdade de condições na concorrência, já que investiu em capacidade instalada no País, física e técnica, já fornece usualmente seus produtos para a própria CPTM e o Metrô, gerando emprego e renda no País, além de contar com expertise local. A indústria nacional pede isonomia de competição a fim de atingir o melhor custo x benefício às iniciativas pública e privada, e à população. 

Dentro da situação criada, muitas empresas nacionais não tiveram condições de apresentar suas propostas. Após tentar recurso administrativo, não acatado, uma das empresas nacionais recorreu à Justiça para solicitar alteração no processo licitatório. O desembargador Venício Salles, do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu liminar “para franquear às agravantes a entrega de dois envelopes contendo as propostas, considerando os termos do edital, e uma segunda, com a consideração dos favores fiscais conferidos às empresas estrangeiras para nivelar a situação entre concorrentes nacionais e internacionais”. 

No último dia 20 de maio, os envelopes foram entregues à Comissão de Licitação, que em função desse mandado de segurança achou por bem, porém contrariamente à decisão do juiz, recebê-los, rubricar, fazer uma ata e convocar as empresas no futuro, situação que desapontou a indústria ferroviária brasileira e, de se esperar, a própria Justiça. 

Espera-se, contudo, que o bom senso do Estado prevaleça e que sejam preservados os empregos dos brasileiros, o incentivo ao crescimento da indústria nacional e a valorização dos bens locais.

ABIFER - 29/05/2013

Comentário do SINFERP

Não se escreve o que o governo do Estado de São Paulo diz. Em uma das reuniões da Frente Parlamentar em Defesa das Ferrovias Paulistas, o secretário dos Transportes Metropolitanos afirmou aos presentes que não compraria trens de China, pois a indústria ferroviária instalada no Estado de São Paulo tinha capacidade para atender a demanda, além do fato de gerar empregos.


Bem, também diz o governador que seu governo está sempre aberto ao diálogo, mas não é o que faz com os ferroviários da CPTM

CPTM completa 21 anos de fundação

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) completa nesta terça-feira (28/05) 21 anos de fundação. A CPTM foi criada pela Lei Paulista n° 7.861 e assumiu os sistemas de trens da Região Metropolitana de São Paulo, operados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e pela Ferrovia Paulista S/A (Fepasa). 

Após dois anos de sua fundação, em 1994, a CPTM efetivamente começou a operar as Linhas 7-Rubi e 10-Turquesa (antigas A e D) e 11-Coral e 12-Safira (antigas E e F), que pertenciam à CBTU. Em 1996, passou a controlar os serviços da Fepasa, com as Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda (antigas B e C). 

No primeiro ano de operação registrou apenas 800 mil usuários/dia. Enquanto em 2012, totalizou 764 milhões de pessoas transportadas em suas linhas, com uma média de 2,5 milhões de usuários/dia, contando as transferências entre linhas. 

A CPTM está em processo de modernização de suas linhas e compra de novos trens. A companhia tem seis linhas, totalizando 260,8 km de extensão e 89 estações, que atendem 22 municípios.

Revista Ferroviária - 28/05/2013

Comentário do SINFERP


Pois é: 21 anos, maioridade. Coincidentemente, esses anos todos nas mãos do mesmo governo, que só agora fala, em véspera de mais uma eleição, em modernizar. E ainda falam disso com orgulho...

Homem suspeito de abusar de passageira é detido em metrô do Rio

O suspeito, testemunhas e vítima foram para 25ª DP. Ele foi pego e retirado por outros passageiros do vagão, diz Metrô Rio.

Passageiros de um trem da Linha 2 do metrô, que seguia em direção à Zona Sul, às 7h50 desta quarta-feira (29), detiveram um homem suspeito de tentar abusar de uma mulher dentro do vagão. Segundo informações do Metrô Rio, eles seguraram o suspeito e o entregaram aos seguranças do metrô, na estação Triagem.

Segundo o Metrô Rio, o trem seguiu viagem normalmente, sem atrasos. Mas houve um princípio de confusão dentro do vagão. A Polícia Militar foi chamada e levou o suspeito, a vítima e testemunhas para a 25ª DP (Engenho Novo), onde o caso está sendo registrado.


G1 – 29/05/2013

CPTM dá passa-moleque nos ferroviários em pleno TRT-SP

Na assembleia desta quarta-feira (27/05) os ferroviários, por intermédio dos dirigentes dos Sindicatos da Sorocabana e da Central, aprovaram o cancelamento da greve prevista para a zero hora de hoje (28/05), para atender ao convite do TRT-SP, que promoveu, nesta tarde, uma reunião de conciliação com sindicatos e empresa, visando a procura de caminhos que pudessem evitar uma eventual paralisação. 

Pois bem: os  sindicatos da Sorocabana e da Central estiveram presentes (além de ferroviários), assim como a CPTM. Qual não foi a surpresa de todos, inclusive do TRT-SP, a CPTM chegar dizendo que não vai propor mais nada, que o acordo já foi assinado com os Sindicatos de São Paulo e Engenheiros e que, agora, quem quiser que pegue ou largue.

Esse é o governo do Estado de São Paulo, dando um cala-boca nos ferroviários, e um chega-prá-lá nas tentativas conciliatórias do TRT-SP.

Não abre nem reabre negociação com os ferroviários, MAS CONTINUA NEGOCIANDO COM OS METROVIÁRIOS.

Enquanto a assembleia de segunda-feira acontecia no Brás...

A CPTM distribuía informativos aos usuários, com o título “Usuários, fiquem atentos”, e o subtítulo “A CPTM trabalha para manter a circulação dos trens”, no qual dizia que assinou acordo com dois sindicatos, e que, “em respeito aos demais empregados”, estendeu os “benefícios” a todos, falando em “cerca de 8 mil”.

Pois não é que, de forma nem sempre verdadeira, diz aos usuários as maravilhas dos salários e benefícios dos ferroviários que serão, com o acordo, aplicados aos ferroviários?  Conclui dizendo que “considera irresponsável” a decisão dos sindicatos da Sorocabana e Central de paralisar a prestação de serviços. Não explica aos usuários que, se a CPTM trabalha para manter a circulação dos trens, por que quase todos os dias os passageiros precisam conviver com as falhas da empresa.

Fique esperto!

Já deu para perceber que o trio CPTM-Sindicato de São Paulo-Engenheiros joga duro, e sujo.  Fique esperto, pois não é de duvidar que continuem com as tais “pesquisas de opinião” (como se substituíssem uma assembleia) e com outras formas de pressão, inclusive tentando evitar que os ferroviários compareçam na ASSEMBLEIA DE SEGUNDA-FEIRA PRÓXIMA, dia 3 de junho, ÀS 19 HORAS, EM FRENTE À ESTAÇÃO BRÁS.

Se todo mundo já tem motivos de sobra para participar (inclusive os ferroviários das linhas do Sindicato de São Paulo) da assembleia de segunda, esse motivo passa a ser, agora, redobrado. Os dois sindicatos comprometeram-se hoje (28/05), no TRT-SP, a apresentar para apreciação, discussão e deliberação dos presentes, na assembleia de segunda-feira próxima, o acordo que foi assinado pelo Sindicato de São Paulo. Sabendo disso, não é de estranhar que a CPTM e Sindicatos de São Paulo e Engenheiros “mandem” para a assembleia seus amigos e paus mandados, com a finalidade de forçar a aprovação do acordo, tal como assinado. Os presentes podem ou não aprovar, total ou parcialmente, mas sem “pressão”. Queremos decisões conscientes,  discutidas, e votadas em clima de completa liberdade. Portanto, gente, vamos LOTAR  A ASSEMBLEIA DE SEGUNDA-FEIRA  NO BRÁS.


Todo mundo de colete. Todo mundo na assembleia de segunda-feira, no Brás.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Decisão sobre paralisação nas linhas 11 e 12 é adiada

Sindicato dos ferroviários vai aguardar reunião com o TRT antes de definir se realmente vão ´cruzar os braços´

Em assembleia realizada na noite de ontem na estação Brás da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), os ferroviários que trabalham nas linhas 11-Coral e 12-Safira, que atentem o Alto Tietê, decidiram adiar a greve programada para hoje pelo menos até o dia 4 de junho. A decisão foi tomada após o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil informar, durante a reunião com os trabalhadores, que participará de uma reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na capital, para buscar conciliação com a empresa ferroviária.


A direção da categoria informou que outra assembleia, marcada para do dia 3, decidirá se a greve será deflagrada já a partir da meia-noite. "A greve não acontecerá amanhã (hoje). A categoria resolveu que primeiro vai participar de uma reunião no TRT antes de decidir pela greve", disse a diretoria sindical.

Apesar de adiar o movimento por uma semana, a direção do sindicato explica que a paralisação total dos trens não está descartada. "Teremos outra reunião para o dia 3, às 19 horas, e vamos ver o que a gente consegue até lá, mas se a proposta da CPTM não for satisfatória, há grande possibilidade da greve começar à meia-noite do dia seguinte".

Assuntos como demissões irregulares e Programa de Participação de Resultados (PPR) acima dos R$ 3 mil estão sendo discutidas entre os dois órgãos.

Demais linhas

O Dat também entrou em contato com o Sindicato dos Ferroviários sobre a possibilidade de greve em outras linhas da CPTM. No entanto, o presidente da entidade, Eluiz Alves de Matos, rechaçou essa possibilidade. "Assinamos o novo acordo coletivo com a CPTM. Acredito que somente as linhas 11 e 12 ainda não chegaram a um acordo", afirmou.

Metrô

Os funcionários do Metrô também decidiram, ontem à noite, adiar a greve programada para hoje. Em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Metroviários, no Tatuapé, na zona leste da capital paulista, a categoria optou pelo adiamento da paralisação para 4 de junho. A próxima assembleia dos metroviários também ocorrerá no dia 3.

Diário do Alto Tietê - Fábio Miranda

Ferroviários mantêm negociação

Os funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), empresa responsável pelo transporte de passageiros na Grande São Paulo, decidiram tentar mais uma rodada de negociação com a empresa antes de paralisar as atividades. Caso não sejam atendidas as reivindicações, os ferroviários prometem entrar em greve a zero hora da próxima terça-feira.

A decisão foi tomada em assembleia, na noite de ontem (27), na Capital, com a participação do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona da Central do Brasil e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Transporte de Passageiros da Zona Sorocabana, responsáveis por quatro das seis linhas da CPTM, entre elas a Coral - 11 (Luz-Estudantes) e Safira-12 (Brás-Calmon Viana). Mais de 850 mil pessoas utilizam o transporte.

Os sindicalistas se reunirão hoje, às 14 horas, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), para retomar as negociações com a direção da CPTM. O resultado e os desdobramentos do movimento serão reavaliados em assembleia na próxima segunda-feira, às 19 horas, em frente à Estação Brás, na Capital, mesmo local em que se reuniram ontem.

O Diário - Silvia Chimello

Procon faz vistoria nas estações e trens da Supervia (RJ)

Segundo dia de Operação Via Crucis para verificar as condições dos trens. No primeiro dia foram 24 estações vistoriadas pelos fiscais.

A Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor e o Procon-RJ realizam nesta terça-feira, 28 de maio, o segundo dia da Operação Via Crucis, com o objetivo é vistoriar as condições dos trens e das estações da SuperVia. Desta vez, as equipes se dividirão em duas: uma irá até a estação final de Vila Inhomirim e a outra seguirá para Guapimirim, as duas no ramal de Saracuruna.

No primeiro dia da operação, a Seprocon e o Procon-RJ fiscalizaram trens e 24 estações do ramal Santa Cruz, tendo encontrado diversas irregularidades: falta de acessibilidade para portadores de necessidades especiais, ausência de extintores e de cobertura em grande parte das estações, entre outras.

G1 – 28/05/2013

Comentário do Sinferp


Bem que o Procon-SP poderia fazer a mesma coisa em São Paulo, especialmente para vistoriar as condições dos passageiros.