quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

CPTM Harlem Shake

Passageira relata pânico após raio atingir trem no Rio


Ao pular do vagão, técnica de enfermagem Lilian Brito torceu o pé esquerdo. SuperVia informou que passageiros devem permanecem dentro do trem. 

Os cariocas que usam os trens no Rio diariamente reclamam que as melhorias não chegam. Somente neste ano, a Agetransp já detectou 13 problemas no serviço oferecido pela Supervia, concessionária responsável pelo transporte. Entre eles, atrasos e descarrilamentos. Durante essa semana, picos de energia paralisaram a estação da Central do Brasil, conforme mostrou o Bom Dia Rio desta quinta-feira (28).

Na terça-feira (26), durante um temporal, dois raios atingiram a Central e a estação de Deodoro, na Zona Oeste. O sistema sofreu um pico de luz e impediu a partida dos trens durante 35 minutos. Devido ao problema, a plataforma ficou lotada, houve tumulto e empurra-empurra entre os passageiros quando a circulação de trens foi retomada.

Duas horas depois, um trem do ramal de Saracuruna também teve problemas e parou depois de mais uma queda de energia. A técnica de enfermagem Lilian Brito estava entre os passageiros que ouviram barulhos assustadores. Ao pular do vagão, ela torceu o pé esquerdo.

“Quando aconteceu o quarto estouro, que já foi por debaixo do nosso vagão, o susto foi muito grande porque o vagão ficou todo enfumaçado, tinha uma neblina, um cheiro de borracha queimada, tinham gestantes, crianças e todo mundo começou a passar mal”, relatou a passageira que acrescentou ainda que não teve outra alternativa a não ser pular da composição:

“A gente teve que pular. Não tinha escada, não tinha nada e, como é cheio de pedras, é muito instável a linha férrea, acabei virando o pé. A gente não teve suporte algum. Nós andamos por volta de doze minutos debaixo de chuva e na escuridão. É uma falta de respeito com a gente”, completou.

Posicionamento SuperVia

A SuperVia disse que um raio muito forte caiu sobre o trem em que Lilian estava, causou explosões e prejudicou inclusive o sistema de comunicação. Mas a empresa informou que enviou funcionários para o local. Segundo a concessionária, a recomendação é que os passageiros permaneçam dentro do vagão até a chegada da segurança.

G1 – 28/02/2013

Comentário do SINFERP

Rebocar o trem, nem pensar. Recomenda que os passageiros permaneçam no carro? Até quando? 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Após prisão de 23 agentes, policiais ferroviários de PE cruzam os braços


PF prendeu 23 policiais, alegando que eles não podem trabalhar armados. Sindicato dos Metroviários também estuda parar, por falta de segurança.

Os policiais ferroviários federais de Pernambuco paralisaram as atividades depois que 23 agentes da categoria foram presos pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (27), no Recife, sob a alegação de que eles não podem trabalhar armados. “Estamos parados e vamos nos reunir em assembleia, nesta quinta [28], para decidir o que fazer. Eles [PF] precisam dizer qual o motivo de estar prendendo esses agentes”, disse o presidente do Sindicato dos Policiais Ferroviários de Pernambuco (Sindfer-PE), Augusto Lima.


Os 23 agentes foram presos nesta manhã, na estação de metrô Mangueira, e levados para a sede da Superintendência da PF, no Cais do Apolo, no Recife, onde estão sendo ouvidos. A PF informou que eles foram autuados por porte ilegal de armas. "Nós fomos pegos de surpresa. A equipe chegou com 10, 12 homens fortemente armados e prenderam nossos colegas sem dizer o motivo nem apresentar documentos", explicou Augusto Lima.


Durante a tarde, dezenas de policiais ferroviários realizaram um protesto em frente à sede da PF. Eles foram se entregar à polícia para que também fossem presos, já que também trabalham armados e não consideram justa a prisão de apenas uma parte da equipe. Lima afirmou que está aguardando a conclusão das oitivas para pagar a fiança de todos os que foram presos e garantir a liberação do grupo. “Não nos foi apresentado nada que nos proíba o exercício da nossa profissão com armas. Vamos à Brasília para ver o que conseguimos fazer a respeito dessas prisões ilegais e arbitrárias. Também estamos indo ao Ministério Público Federal”, assegurou Lima.


De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Federal em Pernambuco, a Polícia Ferroviária foi notificada da proibição para trabalhar armada em duas reuniões realizadas em 2012. "Não recebemos nenhuma notificação por escrito sobre isso. Nós judicializamos essa questão e eles [PF] prometeram que não fariam nada porque estamos nessa fase de transição", rebateu o presidente do Sindifer-PE.


A Polícia Ferroviária Federal tem 158 agentes trabalhando em Pernambuco e mais de 200 servidores aposentados. Ainda não há previsão de quando a categoria voltará a trabalhar. A Polícia Federal convocou uma coletiva de imprensa para esta quinta-feira (28), quando informou que vai se pronunciar oficialmente.


Repercussão em outra categoria


O assessor de comunicação do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), Diogo Morais, esteve no protesto desta tarde e disse que a categoria vai avaliar a paralisação dos policiais ferroviários. "Nós também fomos pegos de surpresa. Vamos convocar a categoria para tomar um posicionamento, podemos até interromper o funcionamento do metrô, pois o sistema está descoberto. Queremos alertar a população que não temos mais segurança operacional, pois esses agentes atuam no policiamento ostensivo como também no socorro a acidentes e vítimas", disse.


De acordo com a assessoria de imprensa do Sindmetro-PE, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pelo metrô da capital pernambucana (Metrorec), ainda não se posicionou, mas informou aos servidores que vai reforçar a segurança privada na rede. O Sindicato alerta, porém, que esses vigilantes fazem segurança patrimonial, sem uso de armas, e não teriam treinamento para atuar como a Polícia Ferroviária Federal.

Em nota, o Metrorec informou que "dobrou o número de agentes de segurança para atender nas estações e trens. A CBTU informa ainda que está equacionando a questão da atuação de nosso corpo de segurança ferroviária junto ao Ministério da Justiça, a fim de garantir a normatização dos mesmos dentro do nosso sistema (estações e trens). Desta forma, a Companhia garante que a população continuará tendo a mesma qualidade e segurança, prestados aos usuários nesses 30 anos de existência do Metrô do Recife".

G1 – 27/02/2013

Vereador propõe projeto de VLT para Araraquara (SP)


O vereador de Araraquara (SP) Elias Chediek se reuniu, na última segunda-feira (25), com o secretário municipal de Trânsito e Transportes da cidade, Mário Yamada, para apresentar projeto de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para Araraquara.

Na reunião, Chadiek pediu ao secretário que fossem feitos estudos para a implantação de um trajeto de 12 quilômetros entre os bairros de Jardim das Hortências e Pinheirinho, a partir da desativação da linha ferroviária que passa pelo centro da cidade. Os trilhos que passam por dentro de Araraquara serão desativados quando o contorno ferroviário estiver concluído.

Com nove quilômetros de extensão e um pátio de manobras com 27 quilômetros de trilhos, o contorno está com 80% das obras concluídas e tem previsão de entrega para maio deste ano.

Consultor técnico da Fepasa aposentado, Elias se considera um entusiasta das ferrovias e acredita que o projeto seria muito bom para a cidade. “Custaria muito mais caro arrancar os trilhos e recapear a pista para transformá-la em via para carros. Como ex-ferroviário, acredito que a implantação do VLT em Araraquara seria mais bem aproveitado pela população que uma avenida.”

Segundo Chediek, representantes da Tria, fabricante espanhola de VLTs, estiveram em Araraquara e demonstraram interesse em participar do projeto.

Revista Ferroviária – 27/02/2013

Comentário do SINFERP

Cansamos de apresentar essa mesma proposta para as cidades paulistas que querem remover trilhos em linhas desativadas. Embora seja louvável a proposta do vereador, sabemos que é imensa a campanha em favor da erradicação dos trilhos em Araraquara.

VLT de Natal (RN) impulsiona desenvolvimento


Com a proximidade da chegada do Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT, estimada para meados de 2014, empreendimentos de diversos segmentos estão surgindo nas proximidades da linha férrea, apostando no desenvolvimento do modal ferroviário para expansão da oferta de serviços.

O transporte ferroviário está ganhando visibilidade e maior grau de importância, tornando-se um dos atrativos para os clientes dos novos empreendimentos comerciais e residenciais, que enxergam no VLT um novo modelo de transporte para a região metropolitana, que vem se expandindo a uma enorme velocidade. Entretanto, a mobilidade urbana não está acompanhando este desenvolvimento. A crescente frota de veículos particulares que inundam as vias diariamente gera inúmeros gargalos no transito da cidade, dificultando o deslocamento da população.

No município de Extremoz, por exemplo, distante 16 km do centro de Natal, uma série de novos empreendimentos está em construção nas imediações da estação ferroviária, onde a proximidade ao ponto de embarque e desembarque do transporte sobre trilhos indica a maior valorização dos imóveis.

De acordo com profissionais do ramo imobiliário, o trem é o meio de transporte mais barato da região metropolitana de Natal, além de ser prático e rápido, pois não enfrenta congestionamentos.

Para o Superintendente de Trens Urbanos de Natal, o engenheiro, João Maria Cavalcanti a valorização das áreas próximas às estações ferroviárias faz parte de uma tendência mundial, onde o caos urbano, provocado pelos grandes congestionamentos, os altos preços dos combustíveis e a busca por uma melhor qualidade de vida, contribuem diretamente para que as pessoas busquem moradias em locais de fácil acesso ao transporte público e infraestrutura.

A melhoria da qualidade do transporte ferroviário, proporcionada pelos investimentos realizados pela CBTU no último ano, com a aquisição de 12 composições de VLT, 02 locomotivas, trilhos e dormentes para a modernização de sua via permanente, além de dar mais credibilidade ao futuro do sistema de trens urbanos da capital, atrai novos usuários e promove o desenvolvimento das comunidades lindeiras, que vivem às margens da ferrovia, afirma João Maria.

CBTU – 27/02/2013

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Falha em trem causa transtornos a usuários da linha 1-azul do metrô


Centenas de pessoas se aglomeraram na plataforma da estação Sé do metrô, na linha 1-azul, na manhã desta terça-feira, causando empurra-empurra e transtornos para os usuários.

O problema foi reflexo de uma falha na tração de uma das composições na estação Armênia, às 8h11. O trem com defeito foi esvaziado na estação Tiradentes e levado para o estacionamento da região seis minutos depois, segundo o Metrô.

Mesmo assim, por volta das 8h30, o problema refletiu em outros pontos. Na Sé, a plataforma permaneceu lotada de passageiros aguardando os trens.

As escadas de acesso à plataforma da linha azul pararam, pessoas sentaram no chão. Quando as composições começaram a funcionar houve tumulto na disputa de espaço, várias pessoas de espremiam para entrar no trem, reclamações, gritos, gente furando a fila de embarque e pulando as baias de organização.

No chão da estação havia usuários sentados aguardando o melhor momento para embarcar. A diarista Paula Souza, 36, se recusou a disputar um espaço e sentou no chão dizendo que temia passar mal na confusão.

Vários seguranças da estação tentavam controlar a situação. Ao lado da diarista, a estudante Alessandra César, 18, que tentava ir para a estação Paraíso disse que iria esperar a confusão diminuir para poder embarcar.

O auxiliar administrativo Bruno Gomes, 23, resignado, com fone de ouvidos, também aguardava há mais de 20 minutos a liberação da linha. "Não dá pra embarcar nessa confusão, vou esperar esvaziar um pouco, entrar assim é loucura, ir apertado, sofrendo" disse.

Segundo o Metrô, todos os usuários foram informados sobre o problema pelo serviço de som das estações, trens e também no site da companhia. A companhia informou ainda que o horário que ocorreu o problema contribuiu para o acúmulo de passageiro na plataforma.

Folha de São Paulo – MOACYR LOPES JUNIOR - 26/02/2013

Trem da SuperVia descarrila perto da Central do Brasil

Um trem do ramal Santa Cruz descarrilou a 50 metros da estação Central do Brasil, na manhã desta terça-feira. Não houve feridos.


Agentes da SuperVia auxiliaram os passageiros a desembarcar na via e seguir até a plataforma da estação. Técnicos da concessionária trabalham no local para encarrilar o trem e encaminhá-lo para a oficina. 
A circulação de todos os ramais segue dentro dos horários previstos.

Jornal do Brasil – 26/02/2013

Trensurb (RS) pisa na bola com usuária e se dá mal


A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (TRENSURB) foi condenada pela 9ª Câmara Cível do TJRS a indenizar em R$ 4 mil passageira com dificuldade de locomoção que foi ofendida por funcionário da empresa. Na ocasião, as escadas rolantes da estação Sapucaia do Sul estavam estragadas e o ofensor estava encarregado de auxiliar as pessoas com problemas de mobilidade.

A passageira relatou que havia sido submetida a cirurgia na coluna vertebral com a colocação de oito pinos artificiais, o que lhe ocasionou um quadro de dor e de dificuldade de locomoção. Narrou que, ao encontrar as escadas desativadas, questionou ao funcionário sobre outro meio de locomoção, já que não tinha condições de subir as escadas tradicionais. Afirmou que o empregado passou a ofendê-la, chamando de velha, inválida, que não enchesse o seu saco e, ainda, proferindo palavras de baixo calão.

Indenização

No 1º Grau, a TRENSURB já havia sido condenada, em sentença da Juíza Fabiane da Silva Mocellin. A empresa apelou, defendendo que houve uma discussão entre o empregado e usuárias do serviço e que ele apenas respondeu de forma mais enérgica, em resposta às provocações sofridas.

Na avaliação da relatora do recurso, Desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira, ficou demonstrada que a atitude do funcionário foi injustificadamente agressiva e reprovável. Citou o depoimento de outra passageira, que relatou as ofensas e os gritos. A testemunha acrescentou que, quando a autora afirmou que não é assim que a gente trata as pessoas, em resposta o empregado começou a gritar não enche o saco.

A magistrada ressaltou que as alegações da empresa de que foi a autora quem deu início à discussão, não foram minimamente comprovadas, pois ela apenas buscou informação sobre as alternativas de deslocamento. Ponderou que, como o funcionário estava no local justamente para auxiliar pessoas com dificuldade de locomoção, era de se esperar que se portasse de forma cordial e gentil, não devendo se deixar influenciar pela situação de estresse gerada pelo não funcionamento das escadas rolantes

Quanto à indenização por dano moral, considerou que esta decorre da situação injusta e humilhante pela qual a parte autora passou em decorrência da conduta reprovável e antissocial do funcionário contra ela. Entendeu por manter o valor de R$ 4 mil, fixado no 1º Grau.

A Desembargadora Marilene Bonzanini e o Desembargador Tasso Caubi Soares Delabary acompanharam o voto da relatora.

Apelação Cível nº 70052652120

TJRS – 25/02/2013

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O acidente de Campos do Jordão: "culpa" do motorneiro? Assista o vídeo, e tire as suas conclusões.

Assista o vídeo abaixo. Produção da Band Cidade, e que foi ao ar em 22/02/2013. Ouça os depoimentos e fique atendo às imagens da via permanente (trilhos e dormentes) tomadas em locais próximos ao acidente, e no período do acidente (depois da "modernização", anunciada antes do acidente, pelo governo do Estado de São Paulo). Conclua, pelo que irá ver e ouvir, se a "culpa" foi do motorneiro (maquinista), como anunciado pela Estrada de Ferro Campos do Jordão. Ah, sim: a sindicância foi conduzida pela CPTM. Agora, resta torcer para que a polícia civil seja séria e isenta em suas investigações, e que o promotor seja rigoroso e isento em seu trabalho.



sábado, 23 de fevereiro de 2013

Falha em trem causa transtornos na Linha 7-Rubi da CPTM


A falha em uma composição da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) complicou a manhã dos usuários da linha 7-Rubi nesta sexta-feira.
De acordo com a CPTM, por volta das 7h, um trem com destino à estação Luz quebrou na estação Perus, e fez com que os trens trafegassem em maior intervalo de tempo. A empresa afirmou que os passageiros desceram na plataforma, e que a composição foi retirada da via para reparos. Em menos de meia hora, o fluxo foi normalizado, diz a CPTM.
Terra – 22/02/2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Operadora de ferrovia não vai poder transportar carga, diz EPL


Segundo Figueiredo, objetivo é impedir favorecimento de empresas. Pacote prevê leilão de 12 trechos de ferrovias no país.

O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse nesta sexta-feira (22) que as empresas vencedoras do leilão para construção e operação de ferrovias não vão poder transportar cargas nos trechos administrados por elas.

 “A gente não quer que haja uma percepção de que há favorecimento de uma empresa em detrimento de outra”, disse Figueiredo, após participar de balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), em Brasília.

O pacote de expansão da malha ferroviária prevê o leilão para a construção de 12 novos trechos no país. Lançado pelo governo em agosto de 2012, ele estima a aplicação de R$ 91 bilhões na reforma e construção de 10 mil quilômetros de ferrovias ao longo dos próximos 25 anos.

O governo definiu um novo modelo para o leilão dessas ferrovias, com o objetivo de impedir o monopólio na oferta de serviço de transporte. Por meio de Parcerias Público-Privada (PPP), o governo vai contratar a construção e operação dessas ferrovias, além de comprar toda a capacidade de transporte de carga através delas.

Na sequência, essa capacidade (direito de transportar a carga por um determinado trecho) vai ser vendida às transportadoras em ofertas públicas que serão conduzidas pela Valec, estatal do setor ferroviário.

De acordo com Figueiredo, portanto, as empresas que vencerem os leilões e vão construir e operar as ferrovias, ficam impedidas de comprar da Valec o direito de transportar cargas nesses trechos que administram. Em outros, porém, elas estarão livres para atuar.

Os trilhos serão compartilhados, ou seja, haverá garantia de passagem para várias empresas. Além disso, o governo vai assumir o risco da demanda por transporte nos 12 trechos ferroviários. Isso quer dizer que, se a demanda for menor que a capacidade, o prejuízo será do governo.

G1 – Fábio Amato – 22/02/2013

Comentário do SINFERP

Mas o capitalismo não se sustenta sobre o princípio do risco do negócio? Anda estranho o capitalismo tupiniquim, pois apenas os contribuintes assumem prejuízos, embora não tenham nenhuma participação nos lucros. Quando parte dos tucanos nós entendemos, pois sabemos como funcionam, mas...

Decisões e transporte coletivo


O transporte coletivo é crucial para a qualidade de vida da população. Educação e saúde são fundamentais, claro, mas não têm um impacto tão imediato e cotidiano como o transporte, que nesse sentido se compara ao nível de emprego e renda. 

O exercício da democracia tem mostrado que iniciativas que favorecem o bem-estar da população são recompensadas com votos. As pessoas em geral não se prendem a apriorismos ideológicos, que costumam estar distantes de suas preocupações, fazendo suas escolhas eleitorais com altas doses de pragmatismo. 

É isso que torna algumas políticas irreversíveis, ganhando comprometimento de diversos partidos. 

Em 1994, por exemplo, havia bons motivos para a população eleger o PSDB, que tinha conseguido controlar a hiperinflação. 

Nas últimas eleições, a força do Bolsa Família e dos aumentos do salário mínimo se mostraram imunes às tentativas de demonizar o PT.

Controle da inflação e distribuição de renda são políticas sem volta, mesmo que para alguns, como eu, haja exagero ao caracterizar a estabilidade monetária como manter a inflação no centro da meta e, para outros, os programas de renda mínima sejam assistencialistas. 

Assim, é algo surpreendente que o transporte público avance lentamente no país. É certo que as iniciativas a seu favor são bem recompensadas. Em São Paulo, por exemplo, a criação do bilhete único é em grande parte responsável pela elevada popularidade da ex-prefeita Marta Suplicy nas periferias. 

Algumas circunstâncias dificultam o avanço. Os empresários de ônibus são poderosos econômica e politicamente nos municípios e costumam dificultar a adoção de políticas mais eficientes que contrariem seus interesses imediatos. 

Além disso, poucas prefeituras têm capacitação técnica para executar o planejamento de transportes, faltando até mesmo capacidade para criticar trabalhos realizados por consultorias especializadas. 

Ainda assim, avanços têm ocorrido. Para ter acesso a recursos do Orçamento federal, os municípios precisarão ter até 2015 um plano de mobilidade urbana, conforme estabelece a lei 12.587/12

Porém -- como entende o Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), uma ONG ligada a temas como emissões veiculares e mobilidade urbana, que consultei para este artigo --, a lei só determina de forma geral que tal plano deve priorizar o transporte público, sendo preciso ainda estabelecer requisitos mínimos para sua elaboração. Ademais, os recursos federais se destinam apenas a obras civis, deixando sem exigências a escolha de material rodante ou fonte de energia. 

Outra necessidade é a criação de fontes de financiamento de estudos e pesquisas para a elaboração dos planos. As pesquisas de origem e destino não são baratas e são feitas em poucos municípios, estando em geral desatualizadas. A avaliação da demanda é relevante, por exemplo, para definir a tecnologia mais apropriada, entre ônibus, VLT e metrô. Um plano de mobilidade precisa ainda de planejamento de vias, meios de transporte alimentadores, educação da população etc. 

Mas vale lembrar que o transporte público é em essência uma questão local, para a qual não há uma solução sempre melhor

O transporte subterrâneo sobre trilhos (o metrô) é o mais eficiente em termos de capacidade de passageiros, velocidade, emissões de CO e ocupação do solo, porém é o de custo mais alto e o que exige maior tempo de implantação

Numa cidade média, até 500 mil habitantes, a criação de faixas exclusivas de ônibus pode ser ótima. Em trechos com demanda crescente de 40 mil passageiros por hora, comuns em grandes cidades, mesmo um sistema segregado de linhas expressas de ônibus, os chamados BRTs, pode não ser a melhor opção. 
Além disso, as tentativas de acabar com o congestionamento, como viadutos ou túneis, tendem a ser inúteis, pois a conveniência do transporte individual faz as ruas não ficarem vazias. Crucial é tirar o transporte público do engarrafamento

Por fim, outra chave de mudança pode ser a participação da população -- via, por exemplo, um orçamento participativo--, que seria uma forma de legitimar escolhas. 

A participação popular também daria legitimidade a outro tema fundamental para a eficiência dos transportes coletivos, que é a concessão de subsídios pelo poder público. Esse é o assunto da próxima semana. 

Marcelo Miterhof, 38, é economista do BNDES  - Artigo publicado em 21/02/2013

Folha de S. Paulo - 22/02/2013

Comentário do SINFERP

Concordamos com o artigo, mas entendemos que “participação popular” vai além de “orçamento participativo” e legitimidade para “a concessão de subsídios pelo poder público”. Passa, em primeiro lugar, pelo conhecimento e discussão de projetos. Passa pelo controle dos contratos, pelo direito de informação sobre os serviços, etc. Não sendo dessa forma, a proposta do autor não avança além das tais “audiências públicas”, de caráter meramente protocolar.

Governo Federal libera área do Expresso ABC à CPTM


O governo federal irá ceder áreas da União à CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) para implementação do Expresso ABC até 2015. "O prazo corre contra a gente. Temos dois anos para liberar. Esse é nosso compromisso com São Paulo", disse o diretor-presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística), Bernardo Figueiredo, indicado pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para tratar do assunto. Ambos participaram de evento na vila histórica de Paranapiacaba, ontem. 

A declaração pode frustrar os planos da companhia estatal, que previa iniciar a construção da linha, que ligará Mauá à Capital em cerca de 24 minutos - hoje o itinerário é feito em uma hora -, em 2014. O que emperra a realização do projeto é a existência de áreas da União dentro do trajeto previsto. Estes espaços são utilizados para transporte ferroviário de carga e devem ser liberados para o Estado transportar passageiros. 

A CPTM informou que, juntamente com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, mantém entendimento com a Secretaria do Patrimônio da União e a ANTT (Associação Nacional dos Transportes Terrestres) para equacionar as áreas da faixa de domínio ferroviário para implementação do Expresso ABC. 
Hoje, às 15h, o secretário estadual de Logística e Transportes de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, irá se reunir com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. O tema principal do encontro será o Ferroanel, mas também será discutida a liberação de trilhos federais utilizados no carregamento de carga para o transporte de passageiros. O general Jorge Fraxe, diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), também participará da reunião. 

"As questões do Ferroanel Norte e Sul, além do trem regional São Paulo-Santos, estamos discutindo juntos. O nosso trabalho está sendo feito estreitamente com o governo estadual", disse Figueiredo, que também estará presente no encontro.

De acordo com a CPTM, em novembro, foi apresentada uma MIP (Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada) ao governo estadual, por duas empresas, para construção de uma rede integrada de linhas de trens de 416 quilômetros. Esta proposta articula o Expresso ABC com o trem regional para Santos, que terá o projeto funcional concluído ainda neste semestre. No entanto, a estatal já garantiu que o Expresso ABC sai do papel mesmo se o MIP não avançar.

Diário do Grande ABC - 21/02/2013

Mais uma etapa do trem regional do Sul

Rio Grande - RS

A etapa de pesquisa de campo do estudo que irá medir a necessidade da implantação de um trem regional de passageiros ligando os municípios de Capão do Leão, Pelotas, Rio Grande e o balneário Cassino será concluída até o final da semana que vem. A promessa é do coordenador do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (Labtrans/UFSC), Rodolfo Philippi.

Previsto, inicialmente, para ser concluído ainda em dezembro, o trabalho sofreu atraso devido a mudanças no fluxo de veículos e pessoas entre dezembro e janeiro nas cidades envolvidas. “Tivemos as festas de final de ano e as férias escolares. Isso altera o deslocamento de carros particulares e transporte coletivo nas rodovias, o que interferiria no resultado do estudo”, explica o responsável pelo trabalho que estabelecerá se o projeto é viável técnica e economicamente.

O levantamento iniciado pelos pesquisadores da Universidade do Rio Grande (Furg), contratados pelo Labtrans, obteve apenas 50% dos dados necessários, entrevistando os usuários do transporte coletivo intermunicipal. Conforme Philippi, ainda é preciso entrevistar os motoristas de veículos de passeio e coletar novas informações sobre os trechos da via por onde passaria o trem. “Nossa equipe de estudo estará em Pelotas nos próximos dias e, a partir da primeira semana de março, começaremos a compilar todos os dados para fechar a pesquisa completa”, afirma.

Ministério dos Transportes receberá estudo em maio

Segundo o coordenador do Comitê Executivo de Mobilização do Trem Regional, deputado federal Fernando Marroni (PT), o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental estará nas mãos do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, até o final de maio.

“Tenho uma reunião com o ministro Paulo Sérgio Passos no dia 27, quando irei reforçar a importância deste trem de passageiros e já levarei até ele algumas informações sobre o andamento deste estudo”, adianta o parlamentar.

Em audiências anteriores com Marroni, Passos declarou que tão logo o estudo seja concluído e aponte a viabilidade do trem regional, o projeto será tratado como uma das prioridades do Ministério dos Transportes.

Jornal Agora – 21/02/2013

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Trens de Maceió (AL) não irão funcionar no sábado, dia 23


Manutenção suspenderá todas as viagens do VLT e do Trem Diesel.

A CBTU está informando a todos os seus usuários, que em face de manutenção preventiva em toda a sua linha permanente, suspenderá todas as viagens do VLT e do Trem Diesel no próximo sábado, dia 23.

Aproveitará para fazer um treinamento a todos os seus colaboradores sobre Segurança no Trabalho, através de palestras com o especialista Maurício Louzada, com trabalhos prestados na área no Brasil e no exterior.

Alagoas 24 horas – 21/02/2013

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Passageiros caminham sobre trilhos após falha técnica no Rio de Janeiro


Leitor diz que portas do trem ficaram fechadas por cerca de 40 minutos. O problema aconteceu na manhã desta quarta-feira (20).

Passageiros tiveram que caminhar pela via após falha no sistema do ramal de Japeri, próximo à estação de Austin, na Baixada Fluminense (RJ), na manhã desta quarta-feira (20). O analista de sistemas Bruno Guimarães estava em um dos trens e conta que os passageiros ficaram presos por aproximadamente 40 minutos antes de descer dos vagões.

O leitor conta que, durante o tempo em que o trem permaneceu parado, as portas estavam fechadas e o ar condicionado, desligado. “Algumas pessoas passaram mal e não tinham como sair do trem”, relata. Guimarães diz que a informação de que havia um problema técnico foi passada aos passageiros apenas 40 minutos após a parada do trem, momentos antes de as portas serem abertas.

Após a abertura, os passageiros começaram a descer por conta própria, segundo o leitor. “Eu fiquei lá um tempo para ver se o trem ainda iria sair. Mas estava demorando muito, acabei pulando e fui [andando] até a estação.” Guimarães ressalta que a estação estava “bem próxima”, a aproximadamente “um minuto de caminhada”.

Nota da Redação: A assessoria da Supervia afirma que "o trem ficou parado por cerca de 20 minutos" e que o problema ocorreu às 7h06 desta quarta. "Às 7h23 os passageiros de um dos trens, que estava a três metros da plataforma da estação Austin, foram orientados a desembarcar na via com auxílio dos agentes e seguir até a plataforma da estação".

A empresa afirma que a falta de energia foi o motivo para que o ar condicionado, o sistema de mecanismo de portas e o sistema de áudio que informa os passageiros não funcionassem.  "Não foi necessário interromper a circulação de trens. A equipe técnica da SuperVia, assim que identificada a falha no fornecimento de energia, imediatamente foi acionada e o sistema restabelecido, às 8h05. Três trens que circulavam no trecho tiveram as viagens interrompidas", disse a empresa.

G1 – 20/02/2013

Comentário do SINFERP

É incrível que empresas de trens metropolitanos não tenham procedimentos para situações como essa, e que não são raras. Pelo que é de nosso conhecimento, para as linhas 8 e 9 da CPTM existem quatro locomotivas diesel, mas, ainda pelo que sabemos, apenas uma delas fica dotada de tripulação. Ora, em sendo essa informação correta, como pode uma única locomotiva em operação rebocar um trem avariado, se ele estiver em lugar distante?

Seja como for, no Rio ou em São Paulo, povão de subúrbio é mesmo visto e tratado por operadoras e governos como passageiros de segunda classe. Velho, mulher e criança têm mesmo é que “saltar” do trem, e caminhar pelo leito da via, pisando em cascalho, terra e lama.

Mais uma morte na CPTM


Em 26 de dezembro de 2012 morreu eletrocutado  trabalhador de empreiteira que presta serviços para a CPTM. O acidente ocorreu na linha 11, ao que sabemos nas proximidades da estação de Suzano, sob o viaduto Ruy Mizuno – km 36 poste 16.

O ocorrido é “velho” (lembrando que notícias são mais perecíveis do que peixes fora do congelador), mas a informação é “nova”, e está à disposição da imprensa, se interessada em obter esclarecimentos junto a CPTM, embora, caso  confirme, será a conversa de sempre: 1) abriu sindicância; 2) polícia investigou e 3) concluíram que o trabalhador morto foi responsável pela própria morte.

Empresa diz que condutor causou acidente com bondinho em Campos de Jordão


SÃO PAULO (Folhapress) - Mais de três meses depois do acidente com um bonde turístico em Campos do Jordão (181 km de São Paulo) que deixou três mortos, a empresa responsável pela operação do veículo afirmou hoje que o condutor estava acima da velocidade permitida para o trecho de serra. 

A Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ), ligada à Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos, divulgou hoje o resultado de uma sindicância aberta para apurar as causas do acidente e responsabilizou o condutor por "imperícia e imprudência"

O acidente ocorreu no dia 3 de novembro do ano passado, no trajeto de Campos do Jordão a Pindamonhangaba. Na ocasião, a automotriz - nome técnico do veículo - descarrilou e só parou ao bater em um poste. 

Três mulheres morreram no acidente, uma delas grávida de três meses. Outras quarenta pessoas se feriram. 

Em nota, a comissão de sindicância diz que "o motorneiro [Luciano da Silva, 35] agiu com imperícia e imprudência ao trafegar no percurso de descida da serra em desacordo com os procedimentos operacionais da EFCJ". 

Segundo a empresa, no momento do acidente, a velocidade da automotriz estava acima dos 29,9 km/h, limite para entrar de forma segura na curva. De acordo com a comissão, testemunhas disseram que a velocidade estava acima de 70 km/h.

Freio de emergência 

A reportagem não conseguiu localizar o condutor na noite de hoje para comentar o caso. Em novembro, Silva disse à polícia que houve falha no freio de emergência. 

Questionada, a ECFJ disse que a sindicância não apontou falha no freio.
O resultado da apuração será encaminhado à Polícia Civil, ao Ministério Público e à corregedoria da administração estadual. 

A empresa diz ainda que "determinou a instauração de procedimento administrativo disciplinar com aplicação das sanções cabíveis ao funcionário, que podem variar de advertência à demissão". 

Ainda não há previsão de quando a operação do trecho de serra voltará a funcionar.  

Diário de Guarapuava – 19/02/2013

Comentário do SINFERP

Esse é o governo do Estado de São Paulo que conhecemos. Como previsto, sobrou para o operador. Os freios estão em dia, os freios de emergência estão em dia, bitolinha estreita e rampa entre 8 e 10% estão em dia, os assentos que se soltaram todos com o impacto estão em dia, a via permanente está em dia. Tudo é uma beleza na Estrada de Ferro Campos do Jordão, exceto o operador.

Ferroviários incompetentes, vândalos, sabotadores e outros irresponsáveis são, SEMPRE, os responsáveis por todos os problemas nas duas únicas ferrovias de passageiros que restaram no Estado de São Paulo – CPTM e EFCJ.