quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Alckmin participa da entrega de novos trens da CPTM em São Paulo


Governador embarcou na estação Palmeiras-Barra Funda e seguiu até Domingos de Moraes...
SÃO PAULO - O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), participou nesta quarta-feira (31) da entrega de três novos trens da Linha 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na capital.
Alckmin chegou por volta das 11h20 à estação Palmeiras-Barra Funda, onde retirou o laço de inauguração de um dos novos trens e embarcou na primeira viagem da composição, até a estação Domingos de Moraes.
Os novos veículos, compostos por oito carros, contam com sistema de ar condicionado, monitoramento de câmeras e são produzidos com salão contínuo de passageiros, que possibilita o trânsito de pessoas entre os carros. Eles também são equipados com dispositivos de orientação para deficientes visuais e auditivos.
Segundo o governador, 23 novos trens serão entregues na cidade de São Paulo entre o fim deste ano e o primeiro semestre de 2013, parte dos 105 veículos adquiridos pela CPTM desde 2006 para modernização da frota.
A companhia também está em processo de licitação de outras 65 composições. 
Alckmin também anunciou que 23 estações serão reformadas na capital paulista, a partir de edital publicado hoje. Atualmente, a cidade tem nove estações em obras e a estação Domingos de Moraes é a décima da lista. De acordo com o governador, outras duas serão reformadas em dezembro.
A estação Domingos de Moraes, definida por Alckmin como "uma estação acanhada", não conta com sistema de elevador e escadas rolantes. Esses equipamentos devem ser instalados durante as obras, que segundo o governador devem ser iniciadas após o feriado do próximo dia 2.
O local deve receber elevadores, piso e rota táteis, comunicação em braile, corrimãos e rampas, além de banheiros públicos comuns e exclusivos para deficientes. O investimento para as melhorias na estação é de cerca de R$ 10 milhões.
O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou que a acessibilidade para pessoas com deficiências ou mobilidade reduzidas são o principal objetivo das reformas. "É uma questão de dar acessibilidade e de ampliação", comentou.
A capacidade energética da CPTM também deve receber investimentos. Segundo Alckmin, até 2014 aproximadamente R$ 400 milhões devem ser gastos em subestações e a capacidade pode ser aumentada em até 45%. O governador disse ainda que as subestações serão seccionadas, o que garantiria uma maior eficiência no caso de falta de energia, já que cada seção seria independente da outra e poderia continuar em funcionamento mesmo em casos de falhas em alguma das subestações.
O governador também ressaltou que, a partir da próxima segunda-feira (5), a integração gratuita entre as estações Corinthians-Itaquera e Tatuapé poderá ser feita das 11h às 16h. Atualmente, o horário-limite é até as 15h. 
DCI – Leonardo Moreira - 31/10/2012

Comentário do sindicato:

A estação Domingos de Moraes é acanhada por não ter escada rolante e elevador? Será que alguém já levou o governador para conhecer as demais estações? A imensa maioria é acanhada, governador. Bem, como usuário de trem metropolitano não deve ler DCI, é possível que seus leitores acreditem mesmo que apenas a estação Domingos de Moraes seja “acanhada”.

Aeroporto de Guarulhos deve ganhar monotrilho


A concessionária responsável pela administração do aeroporto internacional de Guarulhos, planeja construir um monotrilho para viabilizar o transporte dentro do complexo aeroportuário sem que nenhum passageiro precise gastar mais de dez minutos entre uma e outra parada. O sistema elevado sobre trilhos, que tem uma estimativa preliminar de custo de US$ 40 milhões, deve estar em operação até 2016.

De acordo com Antônio Miguel Marques, presidente da concessionária, o planejamento foi feito com paradas interligando os dois terminais de passageiros existentes (T1 e T2), o novo terminal em construção (T3) e o terminal remoto (T4) que está a dois quilômetros da estrutura principal. Tem ainda extensões previstas para a área reservada a um centro de convenções e para o setor que abrigará futuras estações da CPTM e do trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas.

"É um projeto factível, mas intimamente ligado à chegada do sistema ferroviário ao aeroporto", afirmou Marques, reconhecendo que as distâncias entre cada um desses pontos são difíceis de vencer a pé, o que indica a necessidade do monotrilho. Segundo ele, a população permanente do aeroporto (basicamente funcionários) é de 30 mil pessoas e deve chegar a 50 mil com a plena operação do TPS3 e do novo terminal de cargas, o que reforça essa necessidade. A população flutuante (passageiros e acompanhantes) já alcança 300 mil pessoas por dia, completa Marques.

O governo estadual promete desengavetar, a partir do ano que vem, um ramal de 11,5 quilômetros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). É a chamada Linha 13-Jade, tem capacidade prevista para 120 mil passageiros por dia e ligação prevista com a estação Engenheiro Goulart, na zona leste de São Paulo. Paralelamente, o governo federal pretende colocar um trem-bala em operação até 2020, com paradas nos aeroportos de Viracopos, de Guarulhos e do Galeão.

Empenhado em desfazer a impressão de que a Invepar fez uma proposta ousada demais pela concessão de Guarulhos, com um desembolso anual de aproximadamente R$ 800 milhões em outorga à União, Marques insiste na atratividade do plano comercial da concessionária, elaborado pela austríaca ACV. Hoje a receita do maior aeroporto do país fica perto de R$ 1 bilhão por ano. "Achamos possível quadruplicar esse valor no horizonte de dez anos."

A concessionária, liderada pela Invepar e com participação minoritária da sul-africana ACSA, anunciou recentemente o projeto de instalação de dois hotéis no novo T3. Um deles ficará no espaço alfandegado do aeroporto, dedicado a passageiros em conexão, que não precisam sair da área de embarque para se hospedar. Outro será na área externa.

Agora, o executivo diz que já iniciou as tratativas para viabilizar dois outros hotéis, dentro da área de concessão do aeroporto: um três estrelas no novo terminal de cargas e mais um cinco estrelas, que estará ao lado de um centro de convenções. Para atrair investidores, no entanto, Marques está convencido de que precisa oferecer um prazo de exploração entre 25 e 30 anos para eventuais interessados. O problema é que esse prazo supera o período de concessão do aeroporto em si, que é de 20 anos. Para resolver o que ele considera uma trava, pediu ao governo que aceite um compromisso de honrar - após o término da concessão - o contrato com esses investidores.

Por enquanto, a Infraero ainda gere o aeroporto e toma as decisões, com acompanhamento da nova concessionária privada. A partir de 14 de novembro, os papéis de invertem, às vésperas de um feriado que juntará a Proclamação da República com o Dia da Consciência Negra. A concessionária preparou um "plano de contingência" para o feriadão, que se estenderá até o fim das férias escolares, incluindo o Natal e o Ano Novo. "Haverá reforço de pessoal e de equipamentos."

Uma novidade, além da anunciada troca na sinalização visual dos terminais, será a dispensa de leitura ótica dos cartões para permitir o acesso dos passageiros às áreas de embarque. Parece um detalhe, segundo ele, mas são segundos adicionais que podem se transformar em longas filas quando o aeroporto está cheio.

A concessionária fechou com Maria Fernanda Coelho, ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), para cuidar da parte de relações institucionais. Maria Fernanda, que esteve à frente do banco estatal durante o segundo mandato do ex-presidente Lula, passou um período na Venezuela, onde participava da Gran Misión Vivienda, versão chavista do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

A nova concessionária de Guarulhos tem participação privada majoritária (51%) e uma fatia da Infraero (49%). Do lado privado, a Invepar tem 90% do capital, enquanto a operadora sul-africana ACSA detém 10%. Ela opera aeroportos como o de Joanesburgo e o de Mumbai (Índia). O grupo ofereceu outorga de R$ 16,2 bilhões, no leilão de 6 de fevereiro, com ágio de 373%, um valor considerado inviável pelos demais concorrentes.

Valor Econômico – 31/10/2012

Comentário do sindicato:

Bela iniciativa, porém, considerando que passageiros de aeroportos costumam transportar malas, poderia ser interessante pensar em um VLT, pois sem a necessidade de escadas ou elevadores.

Itaipu começa estudo para desenvolver o primeiro VLT elétrico do Brasil


Será utilizado no trabalho modelo em escala real com quase 10 toneladas. Segunda etapa do estudo prevê desenvolver um VLT sem os cabos externos de alimentação – as chamadas catenárias. 

Um modelo em escala real do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), produzido pela empresa cearense Bom Sinal, já está em Foz do Iguaçu para a implementação de um inédito sistema de tração elétrica. O trabalho será desenvolvido pela Itaipu Binacional. A intenção dos engenheiros e técnicos da empresa é desenvolver o primeiro VLT elétrico do Brasil. 

Atualmente, os veículos comercializados pela Bom Sinal – a única empresa do segmento do País – são movidos a diesel e biodiesel. 

O mock-up, como o protótipo também é chamado, chegou ao Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Movidos a Eletricidade (CPDM-VE), o Galpão G5 da usina de Itaipu, no sábado (27), após uma viagem rodoviária de duas semanas. Foram mais de 3 mil quilômetros, partindo de Barbalha, sede da empresa no Ceará, até o Oeste paranaense. 

Por causa das dimensões do veículo, a viagem foi feita em carreta rebaixada, adaptada para o transporte, e velocidade reduzida. O mock-up pesa de 8 a 10 toneladas e tem 11 metros de comprimento, 4 de altura e 3 de largura. 

O engenheiro Celso Novais, coordenador brasileiro do Projeto Veículo Elétrico (VE), explicou que a primeira fase do projeto será promover um estudo de acomodação do sistema de tração elétrica no protótipo. “Ou seja, será transformar esse VLT, que é a diesel, numa versão puramente elétrica”, adiantou. Essa fase deve durar um ano e meio. 

A segunda fase do estudo, que deverá levar mais um ano e meio para conclusão, será para desenvolver uma versão elétrica do VLT sem as catenárias – como são chamados os cabos de alimentação externos, instalados sobre os trens, muito comuns nas versões europeias. 

“A remoção das catenárias vai representar uma grande evolução. Queremos usar um sistema com baterias de sódio, que provavelmente terá ou uma carga rápida, ou um sistema sem fio de recarga, ou um sistema de recarga nas paradas. Todas as possibilidades serão estudadas”, antecipou. 

Outra vantagem do trem sem catenárias, segundo Novais, está no preço final do produto. A supressão dos cabos de alimentação poderá reduzir para um terço o valor gasto na instalação de um projeto de VLT numa cidade. 

Primeiros passos 

O engenheiro Márcio Massakiti Kubo, da Assessoria de Mobilidade Sustentável (AM.GB), disse que a vinda do mock-up a Foz do Iguaçu vai permitir o início da chamada análise de interferência mecânica do projeto. Será verificado o espaço disponível para a instalação da tração elétrica, incluindo motor, sistema de acoplamento, caixa de redução, sistemas de fixação, além da parte de eletrônica de potência, responsável pelo acionamento do motor. 

Outra preocupação, segundo o engenheiro, será especificar as características técnicas do sistema de tração que melhor se adaptam ao tipo de aplicação desejada – ou seja, o transporte público de passageiros.

“O regime de trabalho requerido para esse tipo de aplicação, que envolve aceleração, torque e velocidade, é diferente de um caminhão ou um ônibus”, observou. “Por isso, teremos que determinar exatamente as características técnicas de cada componente”, completou. 


De acordo com Celso Novais, será necessário instalar um pequeno trecho de trilhos dentro de Itaipu, para os testes iniciais. Ainda segundo ele, a versão elétrica do VLT poderá alcançar velocidade de até 170 km/h, ante os 120 km/h atuais da versão a diesel. 


Com essas características, o veículo terá potencial para ser utilizado não apenas no transporte urbano de passageiros, mas também em trechos intermunicipais. A capacidade mínima de cada composição, com dois vagões, é de até 96 passageiros. Mas o sistema poderá ser configurado para carregar até quatro vagões – sendo dois módulos intermediários. 


Parcerias 

Paralelamente ao desenvolvimento do VLT elétrico, o Projeto VE vai intensificar o contato com empresas com know-how reconhecido no setor e que poderão dar suporte técnico ao trabalho. Além da atual parceria KWO, que opera um VLT na Suíça, poderão ser incorporadas ao projeto as empresas Stadler, da Suíça, que há mais de 50 anos atua no segmento; a Voith e a Siemens, da Alemanha; e o braço europeu da canadense Bombardier.

Os primeiros contatos com as empresas já foram feitos no final de agosto, durante viagem de integrantes do Projeto VE à Europa. 

Família VE 


Com o VLT, a família de protótipos do Projeto VE ganha um novo integrante. Itaipu e parceiros do projeto já desenvolveram modelos elétricos do Palio Weekend, do utilitário Marruá, além de um caminhão, um ônibus puramente elétricos e um ônibus híbrido a etanol.


Assessoria de Imprensa – Itaipu - 30/10/2012

Comentário do sindicato:

Bela iniciativa. Interessante se a EMBRAER desenvolvesse pesquisas em transporte de pessoas sobre trilhos. Bom seria se a USP... Hummmmm... Deixa pra lá. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ferroviários agora com olhos em 2014


O PT venceu as eleições municipais na cidade de São Paulo. Ótimo, pois rompeu a presença hegemônica do PSDB no governo do Estado e da capital. Se em dois anos o PT praticar uma administração compatível com as promessas de campanha, certamente será um forte concorrente nas eleições de 2014, ao governo do Estado de São Paulo. Que faça e bem feita a sua lição de casa, se 2014 estiver em seus planos.

Para os ferroviários de trens de passageiros, as eleições de 2014 são muito importantes, uma vez que a CPTM é administrada, no plano maior, pelo governo do Estado. Nessa medida, igualmente importante para os usuários desses trens, pois da visão, do carinho e dos cuidados do governo estadual dependem a quantidade, qualidade e segurança dos serviços a eles prestados.

Embora muitas pessoas coloquem em dúvida a nossa reiterada afirmação de independência partidária, essa é a verdade – não temos, enquanto instituição, nenhuma cor ideológica, partidária ou religiosa, e não apenas por força de estatuto, mas por convicção mesmo. Não temos, muitas vezes, nem mesmo na qualidade de pessoas físicas. Petistas nos acusam de serviçais do PSDB, e Psdebistas de uma invenção do PT. Não somos uma coisa e nem a outra, não queremos ser, não seremos, e tampouco estamos preocupados com o que pensam e dizem esses binários a nosso respeito. Queremos mais e melhores meios de transportes de pessoas sobre trilhos, mas com qualidade de vida e segurança para ferroviários e usuários, condições que o governo paulista do PSDB não atende.

Foi pelas mãos do PSDB que perdemos o controle sobre um imenso patrimônio de todos os paulistas – a malha ferroviária paulista. Também é pelas mãos do PSDB que o ferroviário, categoria histórica, em especial no Estado de São Paulo, está sendo substituído por trabalhadores não ferroviários, embora prestando serviços na ferrovia, pela prática do entreguismo ao setor privado. Quando um trem quebra no percurso, algumas vezes o usuário quer linchar o maquinista, ferroviário, mas não o trabalhador “genérico”, a serviço de uma empreiteira qualquer, e que cuida da manutenção dos trens. Evidente que não deve agredir a um e nem a outro.

O governo do PSDB, nessas quase duas décadas, de fato comprou trens novos, mas para circularem sobre a imensa semisucata representada pela falta de subestações de energia, de uma rede aérea envelhecida, de sistemas de comunicação obsoletos, de sistemas de sinalização precários, de uma via permanente nem sempre renovada, de manutenção entregue a não ferroviários, de estações envelhecidas mesmo quando reformadas, e de tratamento indigno da qualidade e da segurança que o usuário merece, ou deveria merecer. Não é verdade? Compare o leitor a CPTM com o Metrô. Duas empresas que prestam serviço de transporte de pessoas sobre trilhos, sob o comando de um mesmo governo, e com duas realidades tão distintas – para seus trabalhadores e para seus usuários. Classismo, indisfarçável tratamento diferenciado para públicos usuários do Metrô, em detrimento da massa usuária da CPTM.

Estamos falando disso faz tempo, e continuaremos falando.

O governo do PSDB conseguiu, em menos de um ano, o saldo de sete ferroviários mortos em serviço nos trilhos da CPTM, e todos por falta de medidas adequadas de segurança da parte da empresa. Cinicamente responsabilizou, e de imediato, os sete ferroviários pelas próprias mortes, antes mesmo de qualquer apuração de causas. Não sabemos até hoje quem está investigando, mas sabemos que o governador, do PSDB, extinguiu uma delegacia especializada em crimes contra a organização do trabalho, dois dias depois de um dos acidentes, no qual vieram a falecer dois ferroviários experientes, e que iria conduzir as investigações.

Nos acidentes com trens, dentre eles os que envolveram passageiros, o governo do Estado de São Paulo dispensou de imediato, antes também de qualquer sindicância, e por justa causa, os ferroviários envolvidos.

Estamos falando disso faz tempo, e continuaremos falando.

Por falarmos disso, e o tempo todo, o governo do Estado de São Paulo passou a perseguir dirigentes do sindicato, e conseguiu desalojar a entidade da sede social, em Osasco (SP).

Como se pode observar, não temos nenhum motivo para apreciar o PSDB. Isso, entretanto, não quer dizer que tenhamos motivo para apreciar qualquer outro partido, até mesmo porque, com os fatos acima expostos, e fartamente divulgados, não nos recordamos da presença de nenhum deles ao menos para perguntar: “O que está acontecendo, hein?”.

Diante desses “fatos”, nós, que já éramos independentes, nos tornamos ainda mais. Com a proximidade das eleições de 2014, entretanto, vemos a possibilidade de mudar esse estado de coisas. Não sabemos se poderá mudar para melhor com qualquer outro partido a frente do governo do Estado de São Paulo, mas do atual conhecemos as práticas, e não aprovamos.

O atual governo do Estado de São Paulo resolveu recuperar o tempo perdido em seus 20 anos de comando, e está investindo em melhorias na infraestrutura da CPTM. É verdade. É verdade, igualmente, que passou a fazer isso depois de nossa insistente campanha contra a nuvem de fumaça em torno dos trens novos, com a finalidade de encobrir os problemas existentes no sistema ferroviário. Está investindo pelo fato de não ter outra opção, depois de ser por nós emparedado. Vai investir mais, muito mais, pois os trens metropolitanos serão bandeira de campanha para 2014, e pela nossa continuada vigilância, em especial nos quesitos de segurança e qualidade dos serviços.

Nossas portas sempre estiveram abertas para quem tenha por desejo discutir ferrovia, mormente quando a serviço de passageiros. Não veio e não vem quem não quer. Continuam abertas a todos. Na verdade a quase todos, pois, depois das investidas do atual governo do Estado de São Paulo contra a entidade e seus dirigentes, elas, as portas, estão completamente fechadas para o PSDB, seus aliados e prepostos.

O governo do PSDB desalojou os ferroviários de sua sede. Em 2014, hora dos ferroviários desalojarem pelo voto o PSDB do Palácio dos Bandeirantes, pois pertence a todos nós.

Éverson Paulo dos Santos Craveiro – Presidente do SINFERP

Trabalhador morre atropelado por trem da Ferronorte


Em setembro do ano passado, outro operário também morreu em acidente em ferrovia.

O operador de produção Moisés Pereira Neto, 22, foi atropelado por um trem no Terminal Ferroviário de Alto Araguaia (415 km ao Sul de Cuiabá) e morreu. O acidente aconteceu na madrugada de segunda-feira (29), por volta as 5h.

Moisés era funcionário da América Latina Logística (ALL), ele foi socorrido por uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhado ao Hospital Municipal de Alto Araguaia. 

O estado clínico do rapaz era muito grave e ele foi transferido para o Hospital Regional de Rondonópolis (a 200 km de Alto Araguaia), mas não resistiu aos ferimentos. 

O operador de produção trabalhava no terminal desde 2011 e nunca tinha se envolvido em outro acidente. 

Outra morte 

Em setembro do ano passado, o operador Cristiano da Silva Medeiros também morreu, após ter sofrido um acidente envolvendo um dos trens que trafegava no terminal ferroviário da empresa América Latina Logística (ALL). 

Cristiano foi imprensado por dois vagões e teve a perna direita amputada. O acidente ocorreu às 3h do dia 26 de setembro, no sistema de carregamento do terminal. O trabalhador exercia a função de operador de produção, há oito meses. 

Na época, o MPT (Ministério Público do Trabalho) pediu a suspensão das obras da Ferronorte. 

Outro lado 

Por meio de nota a ALL lamentou a morte do trabalhador e disse que foi aberta uma sindicância para apurar as causas do acidente. 

Veja a nota na íntegra: 

"A América Latina Logística – ALL lamenta profundamente o falecimento do colaborador Moisés Pereira Neto, 22 anos, ocorrido nesta segunda-feira (29.10). O acidente aconteceu por volta das 5h, no Terminal Ferroviário de Alto Araguaia (MT). 

O colaborador foi prontamente atendido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado ao Hospital Municipal de Alto Araguaia, onde recebeu os primeiros cuidados. Por volta das 6h25, foi transferido para o Hospital Regional de Rondonópolis para maiores cuidados, mas não resistiu aos ferimentos. A ALL está prestando todo auxílio necessário à família da vítima. 

A empresa abriu uma Sindicância para apurar as causas do acidente, e informa que todos os colaboradores passam por rigorosos treinamentos e são constantemente orientados quanto aos procedimentos de segurança. Moisés trabalhava na companhia como operador de produção desde 15 de agosto de 2011". 

Cenário MT – 30/10/2012

Comentário do sindicato:

Se fosse nas linhas da CPTM, sob administração do governo do Estado de São Paulo, a nota estaria deixando claro que ambos foram culpados da própria morte, que empresa e governo nada tem a ver com isso, etc. Foi essa a prática diante da morte nos trilhos de sete trabalhadores ferroviários, em menos de um ano. A ALL se esquiva com a conversa de treinamentos e procedimentos de segurança, mas pelo menos diz que “lamenta”, coisa que CPTM e governo do Estado de São Paulo não esboçou em nenhum dos sete casos.

Canoenses (RS) estão nos trilhos da história do Município


Ferroviários se reúnem para relembrar os tempos do trem e da profissão
Eles são a história viva da cidade. Nesta quarta-feira, data em que se comemora o Dia do Ferroviário, eles serão lembrados como os propulsores do desenvolvimento do município. “Antes aqui não tinha nada, depois da construção da estrada de ferro é que as pessoas começaram a povoar a cidade”, conta Paulo Roberto da Silva, que dedicou quase 40 anos da sua vida à profissão.

A estrada construída em 1871 e inaugurada em 1874, para ligar Porto Alegre a São Leopoldo, ainda está bastante presente na memória destas pessoas. Em homenagem realizada nesta sexta-feira na antiga estação férrea, as lembranças daquele tempo se multiplicavam. O aposentado Vilmar da Silva relembrava de quando veio de Cruz Alta acompanhando o pai que trabalharia na ferrovia. “Eu andei muito de trem com ele por aqui. O que mais me emocionava é como ele tinha orgulho daquele uniforme, realmente amava a sua profissão”, recorda Vilmar.

Reencontros e volta no tempo

A união é uma característica bastante visível nos ex-ferroviários. Apesar de estarem aposentados há muito tempo, a maioria deles sempre dá um jeitinho de se reunir com os antigos colegas de profissão. O grupo da Melhor Idade Maria Fumaça é uma dessas iniciativas e há pelo menos cinco anos promove passeios e encontros para reviver o passado. “São poucas categorias que têm uma relação como esta. Por isso acho importante o retorno do uso de trens na cidade, também porque é um transporte seguro e que promove o progresso por onde passa”, conclui a presidente do grupo, Tereza Barbosa.

Preservação do passado

O lugar que por muitos anos fez parte da vida dos ferroviários vai contar a história destes homens e mulheres que fizeram do trabalho uma paixão. A Fundação Cultural, antiga estação férrea, dará espaço ao museu Simões Lagranha. “Este projeto é muito importante, porque é preciso que os jovens conheçam a história do município”, explica a gerente de publicações da Secretaria da Cultura de Canoas, Kássia Batista. A reforma do prédio, que é patrimônio tombado do município, está prevista para começar em 2013.

Diário de Canoas – Tamires Souza – 29/10/2012

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SP: Perdizes terá metrô da Linha 6 em 2019


Adiado várias vezes pelo governador Geraldo Alckmim, o projeto de construção da linha 6-laranja do metrô prevê duas estações no distrito de Perdizes. Uma delas próxima ao campus da PUC-SP e outra perto da Rua Apinajés.

O Metrô informou que as obras estão previstas para começarem em 2013 e devem demorar seis anos até a sua conclusão.

A linha 6 terá 15,9 km de extensão e ligará Brasilândia a São Joaquim, com 15 estações: Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, SESC Pompeia, Perdizes, PUC-Cardoso de Almeida, Angélica-Pacaembu, Higienópolis-Mackenzie, 14 Bis, Bela Vista e São Joaquim.

Em nota, o Metrô informou que "a Secretaria dos Transportes Metropolitanos já colocou em consulta pública minuta do edital de concessão" e que em breve será publicada a licitação.

O projeto do governo é que a linha seja construída a partir de uma parceria público-privada. O valor estimado das obras é de R$ 7,7 bilhões.

Folha de São Paulo – 28/10/2012

Comentário do sindicato:

Se todas as obras do governo tucano são feitas por meio de parcerias público-privadas, por que levam tanto tempo para serem realizadas, hein? Explicamos: as obras de infraestrutura, e que correspondem ao maior valor dos gastos, ficam por conta do Estado, isso é, por nossa conta, uma vez que somos os pagadores. A operação, que é de onde retorna o investimento, fica por conta dos parceiros privados. Esse é o motivo de tudo ser feito devagar, devagar, devagarinho...

Trem Brasília-Goiânia atrai 41 propostas para estudo


A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que recebeu documentação de 41 consórcios interessados na realização de estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA) para implantação do trem de carga e de passageiros entre as cidades de Brasília, Anápolis e Goiânia.

Entre os grupos que manifestaram interesse em realizar o estudo estão 23 consórcios liderados por empresas brasileiras e 18 liderados por empresas estrangeiras, informou a agência.

Entre esses interessados serão selecionados seis consórcios para os quais será solicitada a apresentação de proposta técnica e de preço para a realização do estudo. Uma proposta será selecionada. A assinatura do contrato com o consórcio vencedor está prevista para março do ano que vem, quando terão início os levantamentos técnicos.


Valor Econômico – 25/10/2012

Comentário do sindicato:

A ver o trem de passageiros.

domingo, 28 de outubro de 2012

Cidade de Nova York suspenderá serviços de trem, metrô e ônibus por causa do furacão


Tempestade 'Sandy' recuperou forças e deve atingir os EUA. Metrô será paralisado a partir das 19h, ônibus devem parar nas próximas horas e escolas não terão aulas.
A cidade de Nova York vai suspender os serviços de trem, metrô e ônibus na noite deste domingo em preparação ao furacão Sandy, que deve levar fortes ventos e perigosas inundações para a costa leste dos EUA, afirmou o governador de NY, Andrew Cuomo.
"Se o furacão se virar e se afastar, muito bom. Realmente muito bom. Mas se isso não acontecer, temos que estar preparados para ele", disse Cuomo em entrevista coletiva. Os serviços devem retomar suas operações cerca de 12h após o término da tempestade, disseram autoridades durante a coletiva. 
A Autoridade de Transporte Metropolitano da Cidade de Nova York afirmou que os serviços do metrô serão paralisados a partir das 19h (21h no horário de Brasília). A rede de ônibus deve começar a ser desligada nas próximas duas horas. As ferrovias de Long Island e Metro-North devem iniciar o trajeto de seus últimos trens às 19h. As estações vão fechar após a passagem dos últimos trens.
Além da alteração nos transportes, as autoridades decretaram a evacuação de algumas áreas baixas da cidade e o fechamento das escolas amanhã, dia 29, perante a chegada do furacão. Os cidadãos que não abandonarem essas regiões "não só põem em risco sua vida, mas põem em perigo os membros dos serviços de resgate", afirmou o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, em entrevista coletiva na qual anunciou as medidas.
Força recuperada

No sábado, o ciclone tropical Sandy recuperou força de furacão após uma queda nos ventos tê-lo transformado em uma tempestade tropical, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. Às 8h (no horário local, 10h no horário de Brasília), o Centro de Furacões, que tem sede em Miami, afirmou que Sandy tinha ventos de 120 km por hora, sendo assim um furacão de categoria 1.
A tempestade, que se alastra rapidamente, estava localizada cerca de 540 km a sudeste de Charleston, na Carolina do Sul, movendo-se para norte-nordeste, e deve chegar à costa nordeste dos EUA no começo da próxima semana.

IG – 28/10/2012

sábado, 27 de outubro de 2012

Licitação para VLT de Goiânia sai em novembro


A implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT) no Eixo Anhanguera, em Goiânia, tão comentada desde o início do projeto – no ano passado –, vai começar a partir de janeiro, de acordo com previsão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia (SEDRMG). Uma licitação para escolher a empresa que vai operar os trens por um prazo de 35 anos deve ser aberta no próximo mês. 

Segundo o secretário Metropolitano, Silvio Silva Sousa, a licitação será internacional. “Já estamos sendo procurados por empresas de várias partes do mundo”, comenta. Ontem, foi realizada uma audiência pública no Palácio Pedro Ludovico Teixeira para discutir sobre o VLT. Silvio Silva lembra que, se houver necessidade, alterações ainda podem ser feitas no projeto. Após o início das obras, o prazo de conclusão previsto é de dois anos. 

Silvio Silva afirma que essa será a maior obra de transporte e qualificação de via da história de Goiânia. “Esse é um projeto que vai deixar Goiânia tranquila quando o assunto é transporte coletivo pelo menos pelos próximos 35 anos”, destaca. Para ele, quando o assunto é VLT, renovação e requalificação são palavras básicas. “Precisamos preparar o eixo para uma demanda que é crescente. O modelo hoje está saturado”, completa. 

De acordo com o secretario, o Eixo Anhanguera opera hoje em sua capacidade limite e o cenário atual transforma os ônibus em grandes comboios sem velocidade ou pontualidade. Além disso, os veículos são muito poluentes. “Por isso precisamos do VLT, um veículo leve e moderno, que vai solucionar o problema sem agredir a cidade”. A demanda atual do Eixo Anhanguera nos dias úteis é de 230.770 passageiros. A expectativa, segundo estudo feito para o projeto, é que esse número aumente em pelo menos mais 100 mil até 2040. 

O VLT terá 14 quilômetros de extensão, 12 estações, e vai substituir o atual corredor de ônibus do Eixo Anhanguera. Os mesmos cinco terminais de integração existentes serão mantidos, totalizando 17 pontos de paradas ao longo do Eixo Anhanguera. O destaque do projeto, segundo Silvio Silva, é que ele vai levar em conta calçadas, ciclovias, acessibilidade e demais equipamentos urbanos. Até os semáforos deverão ter um controle inteligente integrado. Esta estratégia, que integra transporte e urbanismo, prevê um novo padrão de compartilhamento dos espaços da cidade com o objetivo de priorizar e integrar transporte público, pedestres e ciclistas. 

Projeto prevê frota com trinta trens 

De acordo com o secretario Metropolitano, Silvio Silva Sousa, o modelo de transporte coletivo da região metropolitana, com tarifa única (R$2,70), é referência em todo o País. Por isso o VLT será integrado a esse modelo. “Todo o projeto foi concebido pensando nessa manutenção”, destaca. O VLT terá uma frota de 30 trens, com dois carros por trem, e a previsão é de que eles rodem a aproximadamente 23 quilômetros por hora. 

O modelo a ser implantado em Goiânia já existe em várias cidades da Europa. “Esse é o sistema mais moderno de transporte coletivo em uso no mundo. Consegue o dobro da velocidade média de um ônibus. O VLT é um resgate dos antigos bondes, mas de forma mais confiável e de altíssima tecnologia”, explica Silvio Silva. 

Segundo o projeto, a implantação de um tratamento urbanístico deve abranger toda a via, de fachada-a-fachada, renovando e qualificando os espaços públicos, com novo piso, mobiliário, iluminação, pavimento da via, sinalização de tráfego e paisagismo. O VLT também não polui, já que é elétrico. “Esse projeto vai colocar Goiânia entre as cidades mais modernas do mundo”, diz o secretário. 

Execução por partes 

A execução do projeto deve ser feita em parceria entre o governo federal, o governo do Estado, a prefeitura e a empresa vencedora do processo licitatório. A obra deve ser realizada por módulos, desviando o tráfego para ruas próximas. “Interdita uma parte, depois de pronta, libera e interdita outra. Mas ainda estamos estudando como isso vai ser feito exatamente. O ponto positivo é que essa é uma obra relativamente rápida”, detalha o secretário metropolitano. De acordo com o projeto, o acesso às plataformas continuará sendo por catracas com leitor de cartão/bilhete do SITPASS. 

O Hoje – 26/10/2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Governo e concessionária vão definir local de estação de trem em aeroporto

Isto não é uma estação rodoviária. É o Terminal 4

O governo de São Paulo, a Infraero e a concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos, que está assumindo a administração do aeroporto, vão se reunir na próxima semana para definir o local da futura estação de trem que vai ligar o aeroporto à capital. A Companhia Paulistana de Transportes Metropolitanos (CPTM) promete tirar o projeto do papel em 2013 e concluí-lo até julho de 2014, quando começará a Copa do Mundo. 

O investimento para a construção da linha está estimado em cerca de R$ 1,2 bilhão. O maior entrave para o início da obra é encontrar espaço próximo aos terminais 1 e 2, que são os mais movimentados e dão acesso ao local onde está sendo construído o terminal 3. O espaço previsto atualmente para a estação no aeroporto ficaria próximo ao terminal 4, hoje só utilizado pela Webjet, e a dois quilômetros dos principais terminais. 

A linha, denominada 13-Jade terá 11,5 quilômetros de extensão, deve transportar 120 mil passageiros por dia no primeiro trecho, que vai até do aeroporto à estação Engenheiro Goulart, na zona leste. De lá, os passageiros que chegarão para a Copa em São Paulo precisarão fazer baldeação para a Linha 12-Safira e desembarcar na estação Tatuapé, onde há transferência para a Linha 3-Vermelha do metrô, que leva até a estação Itaquera, onde fica o estádio onde serão realizados os jogos da Copa. Outra possibilidade é pegar o metrô no Tatuapé em direção às estações Sé e República, que fazem conexão com outras linhas. 

Dessa forma, os passageiros que utilizarem o trem em 2014 levarão bem mais do que os 20 minutos previstos no projeto original para ir do centro de São Paulo a Cumbica. A CPTM não possui estimativa de quanto tempo os passageiros levarão da estação que fica no aeroporto até Engenheiro Goulart. A reportagem do Valor percorreu o restante do caminho e levou quase 30 minutos entre a Estação Engenheiro Goulart, na zona leste, até a Sé, principal ponto de conexão do metrô e marco zero da cidade. 

Mesmo sem permitir acesso rápido ao aeroporto, a linha continua sendo chamada de "Expresso Guarulhos". O orçamento do Estado de São Paulo para 2013 prevê R$ 207 milhões para a obra. Em setembro, o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, admitiu que a linha pode não ficar pronta para a Copa do Mundo de 2014. "Tudo pode acontecer", disse. O secretário reiterou, no entanto, que a secretaria trabalha para que a obra fique pronta. "Ainda não desistimos, estamos correndo", afirmou. 

Fernandes disse ainda que a concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos demonstrou interesse em participar do projeto e solicitou a mudança do local planejado para a estação, junto ao aeroporto, para construir um centro de convenções. De acordo com a assessoria da CPTM, o governo busca construir a estação no "melhor local possível" e há conversas nesse sentido com a concessionária, que não respondeu sobre o pedido de mudança de local, mas garante deslocamento dos passageiros para os diferentes terminais gratuitamente, além de obras no entorno da estação. "Ela também pode receber outras linhas no futuro", informou. 

Valor Econômico -  26/10/2012

Comentário do sindicato:

Melhor lugar possível para quem, hein? Pelo jeito o trem da CPTM vai ter uma estação final no Terminal 4, também conhecido como “puxadão”, um terminal de carga que foi “adaptado” para passageiros, mas exclusivamente das linhas “econômicas”. Um suburbão aéreo. Se for isso mesmo, faz sentido, faz sentido... Dá até para bolar um bilhete único para quem chega de avião, né? Quem sabe dar espaço para que perueiros (clandestino, é claro) façam o translado de passageiros da estação Puxadão da Linha 13-Jade, para os terminais “diferenciados” 1, 2 e 3, né? Mais uma vantagem: para escapar dos preços salgados dos serviços de bordo da WebJet, os passageiros poderão fazer uma “boquinha” econômica com os produtos dos ambulantes que circulam livremente pelo “suburbão”. Quem sabe se o Secretário não anuncia, em breve, uma linha de Metrô para os terminais 1, 2 e 3, né? Afinal, gente fina em coisa fina.

Trensurb acompanha testes do aeromóvel


Na última quinta-feira (25/10), o diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper, esteve na fábrica da Trans Sistemas de Transportes S.A (T´Trans), em Três Rios (RJ), para acompanhar os testes de homologação do primeiro veículo do aeromóvel de Porto Alegre. A fabricação do A-100, primeiro dos dois veículos que farão o trajeto de 998 metros entre a Estação Aeroporto da Trensurb e o Terminal 1 do Aeroporto Salgado Filho, foi concluída em 15 de outubro.

O A-100 tem capacidade para 150 passageiros, 20 sentados – dois desses preferenciais para obesos e pessoas com deficiência e espaço para dois cadeirantes. O A-200, ainda em processo de fabricação, transportará 300 passageiros, 40 sentados – com quatro preferenciais para obesos e pessoas com deficiência, além de quatro lugares para cadeirantes.

A construção dos dois terminais do Aeromóvel, um junto à Estação Aeroporto da Trensurb e o outro junto ao edifício-garagem do Aeroporto Salgado Filho, tem índice de conclusão em 15% A via elevada foi concluída em setembro e os trilhos já estão sendo instalados. A execução total do projeto está em 86%.

Revista Ferroviária – 26/10/2012