sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Estações do metrô de SP vão ganhar 110 lojas até 2013


O metrô de São Paulo deve ganhar 110 lojas até o fim de 2013. Será possível comprar nas estações remédios, pacotes turísticos, perfumes e até vestido de noiva. O número de pontos de venda será mais do que o dobro do registrado hoje. Atualmente, a rede tem 98 lojas, considerando a Linha 4-Amarela, administrada pela iniciativa privada. 

Os editais que vão permitir a concessão de espaços para interessados em administrar cinco lojas de calçados e de moda praia ou um pacote de cinco empreendimentos que venderão roupas de casamento foram publicados na segunda-feira. Até dezembro, devem ser divulgados editais para mais 28 lojas e um minishopping com 42 pontos de venda. 

Os passageiros encontrarão o novo comércio de tênis, sandálias e chinelos nas Estações Ana Rosa, Palmeiras-Barra Funda, Brás, Santana e Sé. "O objetivo é atrair empresas já consolidadas e de grande porte no setor de calçados esportivos e sandálias tipo moda praia", diz a companhia, no texto do edital. O mezanino da Estação São Bento deve receber mais 42 lojas - hoje, só há três funcionando ali. A ideia do Metrô é que o centro comercial seja administrado por um único empreendedor, responsável por escolher os tipos de lojas. 

As cinco lojas de noivas também devem ser administradas por um único grupo. A diferença é que ficarão todas no mesmo lugar: a saída da Avenida Prestes Maia, na Estação Luz, próximo da Rua São Caetano, também conhecida como "rua das noivas" por causa da concentração de lojas do ramo. 

Agência Estado -: 30/08/2012

Fluxo pode aumentar com o VLT de João Pessoa (PB)


Para o superintendente Lucélio Cartaxo, as deficiências do sistema ferroviário só serão resolvidas com a substituição dos trens, o que deve ser concretizado no primeiro semestre de 2014. 

Está prevista para este ano a realização de licitações para instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Região Metropolitana de João Pessoa. Com os novos trens, a expectativa é que o fluxo de passageiros aumente para 40 mil por dia. 

A capital paraibana receberá oito trens, cada um com três vagões climatizados, duas cabines de comando permitindo operar em monovia, baixo potencial poluidor e baixo consumo de biodiesel e com capacidade para transportar 562 passageiros por viagem.

Os recursos para a compra do VLT estão assegurados pelo Ministério das Cidades, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC - Equipamentos) que destinou R$ 96 milhões para serem investidos nos trens urbanos de João Pessoa. 

O superintendente da CBTU aposta na adesão da população ao transporte ferroviário em 2014. “Um dos problemas é a demora entre as viagens, que atualmente é de 50 minutos e deve diminuir para 15 minutos, no máximo. Com o VLT, teremos velocidade, conforto, segurança e pontualidade de 100%. Com isso, as pessoas se sentirão estimuladas a utilizar o trem, o que vai ajudar o transporte através dos ônibus, por exemplo”, destaca. 

“A estimativa é que os trens estejam implantados até a Copa do Mundo, até lá, temos de trabalhar com o que está disponível. A chegada do VLT é a culminância de toda uma preparação que viemos desenvolvendo com as reformas nas estações e modernização dos trilhos e dormentes”, assegura Lucélio. 

Jornal da Paraíba - 28/08/2012

Taubaté (SP) quer assumir prédio da estação ferroviária no centro


Proposta prevê reformar o espaço e concedê-lo à iniciativa privada. Nesta quinta-feira, técnicos e alunos da Unitau farão relatório do prédio.

A Secretaria de Cultura de Taubaté quer assumir o controle do prédio da antiga Estação Ferroviária, no centro. O local atualmente está sob responsabilidade da MRS Logística, concessionária que administra a ferrovia.



A empresa manifestou formalmente à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) o interesse em transferir o patrimônio para a prefeitura da cidade. A intenção da administração é formar parcerias com a iniciativa privada e transformar o local em centro de lazer, oferecendo atrações culturais e gastronômicas.

Nesta quinta-feira (30), técnicos da pasta e alunos do curso de Arquitetura da Universidade de Taubaté (Unitau) foram ao local para realizar um levantamento técnico do espaço. O relatório será enviado à SPU junto com os demais documentos que integram o processo de cessão. Não há prazo para que o processo seja finalizado.



De acordo com o secretário de Turismo de Taubaté, Carlos Eugênio Monteclaro César Júnior, a proposta prevê que o prédio mantenha as mesmas características. "Queremos inaugurar a estação no começo do ano que vem, ainda no primeiro trimestre. Já temos empresários interessados no projeto", disse ao G1.

O espaço enfrenta problemas estruturais, como infiltrações nas paredes e telhados. Para reformá-lo, a admistração projeta um investimento de R$ 1,5 milhão nas obras de restauração, que seriam integralmente custeadas por empresas parceiras. Um processo de tombamento do patrimônio está inscrito no Conselho de Defesa do Patrimônio (Condephat).

Preservação



Para um dos representantes da ONG Preserva Taubaté, a proposta é bem vinda, desde que o processo de concessão do espaço à iniciativa privada seja transparente e a população consultada. "Precisa ser aberta uma licitação que aponte o que vai ser feito e os moldes como será feito", afirmou Paulo Ernesto Marque Silva.

Sobre o projeto de restauração, Ernesto reforçou a necessidade de se preservar as características originais do local.

Histórico



Inaugurada em 1876, a Estação Ferroviária de Taubaté surgiu como parte integrante da então Companhia de Estrada de Ferro São Paulo-Rio de Janeiro, mais tarde chamada de Estrada de Ferro Central do Brasil e, posteriormente, Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA).

Inicialmente, no século 19, a estação era usada para o escoamento da produção do café e atendeu ao processo de industrialização do município. A estação está desativada há mais de duas décadas. 

G1 - Suellen Fernandes - 30/08/2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Monotrilho vai ligar Congonhas ao Morumbi em 12 minutos


Governador (de São Paulo) assinou, nesta quinta-feira, a ordem de serviço da linha 17 – Ouro.

A viagem pelo monotrilho da linha 17- Ouro do Metrô que vai ligar a região do Morumbi ao aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, deve durar 12 minutos. A estimativa de tempo foi dada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), nesta quinta-feira (29) durante a assinatura do documento que autoriza o início das obras desse ramal. 
A primeira fase da linha Ouro, que irá do aeroporto à estação Morumbi da linha 9 - Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), terá 7,7 km de extensão e ficará pronta em 2014, para o início da Copa do Mundo. Esse primeiro trecho vai ter oito estações: Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan  e Morumbi.
Já a segunda fase terá cinco estações: Panamby, Paraisópolis, Américo Maurano, estádio Morumbi e São Paulo/Morumbi, onde haverá ligação com a linha 4 - Amarela do Metrô. A terceira e última parte do ramal terá 3,5 km de extensão, ligando a estação Jardim Aeroporto à linha 1 - Azul do Metrô, na estação Jabaquara. As últimas estações serão Jabaquara, Hospital Saboia, Cidade Leonor, Vila Babilônia e Vila Paulista. 
De acordo com o governador, o segundo e o terceiro trecho devem estar prontos em 2016.

Licença

No dia 21 de março, o Metrô recebeu, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, a licença ambiental de instalação do primeiro trecho, entre o aeroporto de Congonhas e a estação Morumbi da CPTM. Na época, o secretário de transportes metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que essa etapa iria beneficiar toda a rede hoteleira de São Paulo. 
- Esse primeiro trecho com cerca de 8 km, além de ligar o aeroporto à CPTM, vai servir boa parte da rede hoteleira da capital para a Copa. 
No total, a Linha 17-Ouro terá 17,7 km de extensão, 18 estações e integrações com as linhas 1-Azul (estação Jabaquara), 4-Amarela (estação São Paulo-Morumbi), 5-Lilás (estação Água Espraiada/Campo Belo), além da 9-Esmeralda da CPTM (estação Morumbi).

Cerca de 252 mil pessoas devem utilizar, diariamente, o trecho Jabaquara–São Paulo/Morumbi, segundo estimativa do Governo de São Paulo. 

Expresso aeroporto 

Há uma semana, Alckmin também anunciou que, até a metade do ano, deverá sair o edital para a licitação das obras do expresso aeroporto, um trem que vai ligar o centro de São Paulo ao aeroporto de Guarulhos. A concorrência já havia sido aberta há cerca de três anos, mas a licitação não foi feita. 
De acordo com o secretário de transportes metropolitanos, a expectativa é de que todas essas obras estejam prontas até a Copa de 2014. 

- Esperamos que até 2014 a gente tenha os dois aeroportos de São Paulo ligados à ferrovia.

R7 – Ana Letícia Leão - 29/03/2012

Bonde que circulava no Japão é doado para Santos (SP)


Anúncio foi feito durante visita do prefeito da cidade japonesa a Santos. Veículo deve chegar à cidade em dois anos.

Um bonde que circulava em Nagasaki, no Japão, em 1950, foi doado para o acervo Museu Vivo do Bonde de Santos, no litoral de São Paulo. O anúncio foi feito nesta terça-feira (28) durante visita do prefeito da cidade japonesa, Tomihisa Taue, a Santos para comemorar aniversário dos 40 anos da irmanação entre as duas cidades. O veículo deve chegar à cidade em dois anos.

Em ato simbólico, a cidade recebeu duas peças do veículo, considerado o mais antigo daquele país. Na solenidade houve uma apresentação da cidade japonesa pelo representante de Relações Internacionais da comitiva, que abordou aspectos geográficos, atividades em conjunto com Hiroshima, e economia.

Nesta quarta-feira (29), o time de futebol junior de Nagasaki realiza um jogo amistoso, às 16h, com o time do Santos, na Vila Belmiro. No mesmo dia, a comitiva e os atletas japoneses assistem ao jogo entre Santos e Bahia, às 19h30, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.

G1 – 29/08/2012

Metrôs e trens devem transportar 2,5 bilhões de pessoas em 2012


Todos os dias, 8,5 milhões de brasileiros utilizam os meios de transporte sobre trilhos. No ano passado, eram 7,7 milhões. Segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (30) pela Associação Nacional dos Transportadores sobre Trilhos (ANTPTrilhos), o sistema deve transportar 2,5 bilhões de pessoas em 2012, alta de 10% em relação a 2011.

No entanto, a rede só aumentou 3% até agora, o que resulta em altos níveis de lotação. Das 63 médias e grandes regiões metropolitanas do país, só 12 possuem sistema de transporte de passageiros sobre trilhos. São um total de 15 sistemas, em 11 estados, com 1.030 km de extensão. Eles estão divididos em 39 linhas, 493 estações e 716 composições.

"Há um crescimento muito grande no número de passageiros, a gente precisa ter investimento para que a rede seja expandida na mesma proporção. E não só para ampliar e modernizar as linhas, como também a frota existente, detalha o presidente da ANPTrilhos, Joubert Flores.

Menos poluentes

Em 2011, as operadoras de transporte público de passageiros sobre trilhos consumiram 1,7 GWH, o que representa 0,5% do total energético do país. Segundo o relatório da ANPTrilhos, esses sistemas de transporte emitem 60% menos gases de efeito estufa que os automóveis e 40% menos que os ônibus.

Uma única linha de metrô é capaz de transportar cerca de 60 mil passageiros por hora/sentido. No mesmo tempo, o carro e o ônibus levam 1,8 mil e 5,4 mil pessoas, respectivamente.

"Vários setores contam com subsídios, no nosso não há. Se houvesse redução nos gastos com energia, por exemplo, poderíamos transformar esse custo em investimentos ou até, na redução tarifária", explica Flores.

Para os próximos anos, estão previstos investimentos de R$ 100 bilhões. São recursos do governo federal, governos estaduais e da iniciativa privada. Mais de 60 projetos estão em análise para implantação, sendo cinco deles com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2): a expansão do trem urbano de São Leopoldo a Novo Hamburgo (RS); implantação do aeromóvel de Porto Alegre (RS); implantação da Linha Sul do metrô de Fortaleza (CE); aquisição de trens para o metrô de Recife (PE); e ampliação do metrô de Recife.

Por meio do PAC da Mobilidade Grandes e Médias Cidades, serão investidos recursos para garantir a infraestrutura de transporte público de cidades acima de 250 mil habitantes. Para as grandes cidades, na área metroferroviária, 22 projetos já foram selecionados, dentre os quais: implantação do sistema de metrô nas cidades de Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS); ampliação e implantação de novas linhas em Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE); e a implantação de VLT em, Natal (RN), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Goiânia (GO), Brasília (DF) e São Paulo (SP).

"Ampliar a estrutura de transporte de cargas e de passageiros tem como resultado a melhora da qualidade de vida, com redução de tempo de viagem e ganhos para o meio ambiente. É um sistema mais econômico e eficiente", ressalta o presidente da seção de transporte ferroviária da Confederação Nacional de Transporte (CNT), Rodrigo Vilaça.

TAV

Um dos projetos mais polêmicos e também um dos mais importantes do governo é o do Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará as cidades do Rio de Janeiro/RJ, Campinas e São Paulo/SP. Após diversas tentativas de licitar sua operação, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)  publicou, no dia 23 de agosto, as minutas do edital e contrato de concessão do projeto. O leilão para escolher o consórcio responsável pelo fornecimento da tecnologia, operação e conservação do sistema está marcado para o dia 29 de maio de 2013.​

EBC – 30/08/2012

7,6 mil sucatas vão ser tiradas de linhas de trem


Um grupo de trabalho formado por órgãos dos poderes Executivo e Judiciário que atuam nas questões do transporte por ferrovias vai definir metas para a retirada de 1,6 mil locomotivas e 6 mil vagões sucateados em pátios ferroviários de todo o País. O grupo deverá buscar soluções para resolver impasses que impedem a remoção e destinação da sucata, em ação semelhante à que livrou os aeroportos brasileiros de aeronaves sucateadas.

Só no Estado de São Paulo, há mais de 2 mil vagões abandonados, em dezenas de "cemitérios" de trens.

O grupo de trabalho vai levantar a situação desse patrimônio que pertenceu à Rede Ferroviária Federal (RFFSA), estatal que administrava as estradas de ferro brasileiras, transferidas para a iniciativa privada por meio de concessões entre 1996 e 1998. Hoje, as locomotivas e vagões envolvidos em ações judiciais estão se deteriorando. Em São Paulo, a concessionária América Latina Logística (ALL) fez um acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para trocar vagões velhos por novos e vender a sucata, mas o negócio foi embargado pela Justiça.

Os cemitérios de trens causam transtornos à população. Em Iperó, a 125 km de São Paulo, a prefeitura foi à Justiça para obrigar a ALL a retirar cerca de 300 vagões que apodrecem no pátio ferroviário, servindo de abrigo para usuários de drogas e de meio para a proliferação do mosquito da dengue.

O Estado de São Paulo – 30/08/2012

Governador de Mato Grosso vê campanha maciça contra VLT e manda investigar "quem está por trás"


O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, partiu nesta quarta-feira para o ataque daqueles que são contra o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuiabá. Segundo ele, existe uma “campanha maciça” contra a obra, orçada em R$ 1,47 bilhões. Por isso, ele determinou uma investigação exaustiva sobre o assunto para que “quem está por trás disso” seja descoberto.

“Estão tentando fazer uma confusão sobre o VLT de Cuiabá não sei a mando de quem, sendo pago por quem”, afirmou o governador, a respeito das suspeitas de irregularidades na obra. “Determinei ao secretário de Segurança que investigue a exaustão quem está por trás disso.”

Barbosa afirmou que, desde que o governo decidiu desistir de construir um corredor de ônibus, o BRT, para fazer a linha de trem urbano, surgiram denúncias de que a obra tinha “rolo, falcatrua ou superfaturamento”. De acordo com o governador, até o anúncio publicado em um jornal informando quem seria o vencedor da licitação um mês antes da abertura das propostas faz parte da campanha contra o VLT, que é a principal obra de mobilidade de Cuiabá para a Copa.

“Sobre a denúncia de que uma empresa vencedora era sabida 30 dias antes da abertura das propostas, certamente foram colocadas notas com o nome de outras empresas em outros jornais”, afirmou ele. “Quem ganhasse ia ter sua nota divulgada.”

O anúncio publicado em um jornal de Mato Grosso é um indício que está sendo investigado pelo MP-MT (Ministério Público do Estado de Mato Grosso) e pelo MPF (Ministério Público Federal). Promotores e procuradores também estão apurando denúncias feitas pelo então assessor especial do governo de Mato Grosso, Rowles Magalhães Pereira da Silva, que informou ao UOL que o consórcio que venceu a licitação pagou R$ 80 milhões em propina para conseguir a obra.

Depois de denunciar a propina, o assessor foi exonerado. O governador, entretanto, ainda não informou quem teria nomeado ele para o governo e qual seria a relação do assessor com a obra do VLT.

O governador Barbosa ainda refutou qualquer possibilidade de irregularidade. Disse que todo o processo de contratação da obra foi acompanhado por órgãos de controle. Por isso, ele disse que tem certeza da transparência da licitação do VLT.

Mesmo assim, ele também quer que polícia, Ministério Público e até a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) apurem todas as suspeitas. O governador só faz questão que a obra não pare.

“Chamei o procurador-geral e falei para ele que investigue, vá a exaustão e puna quem tiver que punir exemplarmente, mas que não inviabilize uma obra que não é do governador, é para Mato Grosso, para o povo que necessita de transporte de massa, para Cuiabá”, disse ele, depois de visitar as obras da Copa junto com membros da Fifa e do Comitê Organizador Local (COL) do Mundial.

O secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, que coordena a preparação do Brasil para a Copa do Mundo, também defendeu o VLT após inspecionar as obras de Cuiabá para o Mundial. “Essa obra vai atender a Copa, mas também será um legado de infraestrutura de mobilidade urbana para os habitantes e transeuntes de Cuiabá”, disse.

Fernandes ainda ressaltou que toda recomendação dos órgãos de controle e da Justiça sobre o VLT ou qualquer outra obra para a Copa será cumprida. “Toda recomendação dos órgãos de controle serão acatadas e toda decisão judicial será acatada”, afirmou.

O Documento – 29/08/2012

Trens voltam a circular na zona leste de São Paulo após manifestação


O protesto que bloqueou a avenida Jacu-Pêssego e interrompeu a circulação de trens na zona leste de São Paulo foi controlado pela polícia por volta das 21h de hoje.

Segundo a polícia, um homem chegou a ser detido, mas depois foi liberado. Um policial foi ferido com uma pedrada na cabeça e diversos veículos da PM foram danificados. 

O protesto começou por volta das 17h, com cerca de cem moradores ateando fogo em pedaços de madeira que foram colocados na avenida, nas proximidades da rodovia Ayrton Senna. O trânsito na região ficou complicado, e a lentidão na rodovia chegou a 6 km no sentido capital. 

A avenida só foi liberada mais de duas horas depois. Policiais da Força Tática e da Tropa de Choque entraram em confronto com os manifestantes --recebidos a pedradas, revidaram lançando bombas de efeito moral. 

Mesmo com a liberação da Jacu-Pêssego, os confrontos continuaram em ruas próximas, como a Catléias. Novas barricadas foram montadas e a polícia continuou usando as bombas até dispersar os manifestantes. 

Segundo professoras, as aulas nas escolas estaduais República de Honduras e José de San Martin foram suspensas por precaução, para evitar que os manifestantes invadissem o local.
A Polícia Militar informou que os manifestantes reclamavam da falta de assistência às vítimas de um incêndio que destruiu 85 dos 225 barracos de uma favela ontem. Mas moradores da região dizem que os manifestantes não eram da favela, moravam em casas do bairro e estavam apenas promovendo vandalismo. 

"Depois de muitos anos, o vandalismo voltou para a região", disse Adriano Santos, 30, que sempre morou no Jardim Nair. 

A PM disse que iria manter o policiamento reforçado até a manhã de amanhã, para evitar novos tumultos. 

Fechado 

Ermes Rodrigo, 30, outro morador do bairro, ficou inconformado ao ser proibido pela polícia de entrar na rua de casa, no momento mais crítico do protesto. "Moro aqui desde que nasci e é a primeira vez que isso acontece. Minha mulher e meus filhos estão em casa, estou preocupado", disse. 

Outras moradoras também ficaram preocupadas. "Fiquei desesperada com as minhas filhas, que ficaram presas no trânsito. Não sabia o que estava acontecendo com elas", disse Cintia Santos, 31. Silvana Silva, 29, disse que uma bomba explodiu ao seu lado e ela precisou se esconder na casa de uma vizinha. 

Trens 

Por volta das 18h40, os manifestantes também incendiaram objetos sobre os trilhos da linha 12-safira da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), entre as estações Comendador Ermelino e São Miguel Paulista. 

A circulação dos trens foi interrompida entre as estações Brás e São Miguel Paulista, o que, segundo a companhia, "prejudicou o retorno para casa de milhares de trabalhadores que utilizam os trens da linha". 

A opção para os usuários foi usar a linha 11-coral, que teve o intervalo entre os trens reduzido para suprir a demanda, ou pegar ônibus gratuitos que circularam no trecho interditado. Também foi liberada a integração gratuita entre os trens e a linha 3-vermelha do metrô, na estação Tatuapé. 

A linha 12 só foi restabelecida por volta das 21h. 

Incêndio 

O incêndio atingiu a favela na rua Manuel da Paixão por volta das 12h de ontem. Ninguém ficou ferido, mas, de acordo com a Defesa Civil municipal, 220 pessoas ficaram desabrigadas. 

A favela, que fica em um terreno particular, é conhecida como Nova Vila Nair. 

Por meio de nota, a prefeitura informou que prestou atendimento às famílias e que o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) de São Miguel Paulista distribuiu 350 colchões, 350 cobertores, 146 cestas básicas e 137 kits de higiene aos desabrigados.

Ainda segundo a prefeitura, as famílias não aceitaram ser levadas para abrigos municipais, mas uma comissão de moradores foi recebida hoje na subprefeitura e haverá uma nova reunião "para verificar outras formas de atendimentos necessários".  

TNonline – André Monteiro e Thiago Azanha  - 29/08/2012

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Onde estão nossos engenheiros?


Dada a necessidade premente de investimentos na infraestrutura, o governo Dilma decidiu conceder à iniciativa privada os principais aeroportos brasileiros, e, em seguida, estradas de rodagem e ferrovias. 

Não há garantia de que os serviços passem agora a ser realizados com mais eficiência. O mais provável é que custarão mais caro, porque as empresas terão condições de transferir para os usuários suas ineficiências e garantir seus lucros. 

Por que, então, a presidente Dilma Rousseff tomou essa decisão? Não foi porque faltem recursos financeiros ao Estado, já que caberá ao BNDES financiar grande parte dos investimentos. Nem porque acredite na "verdade" de que a iniciativa privada é sempre mais eficiente.

 Não obstante, foi uma decisão correta, porque falta capacidade de formulação e de gestão de projetos ao governo federal. Ou, em outras palavras, porque faltam engenheiros no Estado brasileiro. 

Há advogados e economistas de sobra, mas faltam dramaticamente engenheiros. Enquanto mais de 80% da alta burocracia chinesa é formada por engenheiros, no Brasil não devem somar nem mesmo 10%. 

Ora, se há uma profissão que é fundamental para o desenvolvimento, tanto no setor privado quanto no governo, é a engenharia. Nos setores que o mercado não tem capacidade de coordenar são necessários planos de investimento, e, em seguida, engenheiros que formulem os projetos de investimento e depois se encarreguem da gestão da execução. 

Mas isto foi esquecido no Brasil. Nos anos neoliberais do capitalismo não havia necessidade de engenheiros. Contava-se que os investimentos acontecessem por obra e graça do mercado. Bastava privatizar tudo, e aguardar. 

A crise da engenharia brasileira começou na grande crise financeira da dívida externa dos anos 1980. No início dos anos 1990, no governo Collor, o desmonte do setor de engenharia do Estado acelerou-se. Dizia-se então que estava havendo o desmonte de todo o governo federal, mas não foi bem assim. 

Há quatro setores no governo: jurídico, econômico, social e de engenharia. Ninguém tem força para desmontar os dois primeiros; seria possível desmontar o setor social, mas, com a transição democrática e a Constituição de 1988, ele passara a ser prioritário. Restava o setor de engenharia --foi esse o setor que se desmontou enquanto se privatizavam as empresas.

Quando fui ministro da Administração Federal (1995-98) isso não estava claro para mim como está hoje. Eu tinha uma intuição do problema e, por isso, planejei realizar concursos parciais para a carreira de gestores públicos que seriam destinados a engenheiros na medida em que as questões seriam de engenharia, mas acabei não levando a cabo o projeto. 

Quando o governo Lula formulou o PAC, reconheceu que os setores monopolistas necessitavam de planejamento, mas não tratou de equipar o Estado para que os projetos fossem realizados. Agora o problema está claro. Fortalecer a engenharia brasileira nos três níveis do Estado é prioridade. 

A criação da empresa estatal de logística é um passo nessa direção. O Brasil e seu Estado precisam de engenheiros. De muitos. Vamos tratar de formá-los e prestigiá-los. 

Luiz Carlos Bresser-Pereira é professor emérito da Fundação Getúlio Vargas, onde ensina economia, teoria política e teoria social. É presidente do Centro de Economia Política e editor da "Revista de Economia Política" desde 2001. Foi ministro da Fazenda, da Administração e Reforma do Estado, e da Ciência e Tecnologia. Escreve a cada duas semanas, aos domingos, na versão impressa de "Mundo". 

Folha de S. Paulo - 27/08/2012

Comentário do sindicato:

Sem questionar a importância desta ou de qualquer outra profissão, parece chegado o momento de levantarmos uma questão mais importante: como anda o nível dos profissionais brasileiros? Noutro dia ouvimos dizer que temos muitos Dr. House (personagem de uma série da TV), mas nenhum com a mesma competência. O espírito da ironia está correto. Não precisamos, no governo, de engenheiros (médicos, advogados, administradores, etc.), mas de profissionais altamente capacitados. Têm, os nossos, o mesmo grau de formação dos chineses (citados no artigo)? Terão, no governo, o meu grau de responsabilização que os chineses? Continuamos sendo uma República de Bacharéis, apostando em títulos, fomentando o corporativismo estreito, mas absolutamente longe de nos tornarmos uma República de Resultados, sob os alicerces de uma sólida meritocracia. 

Concessionárias discutem devolução de ferrovias


Sem alarde, o governo federal deu início aos estudos de um complexo reequilíbrio econômico-financeiro para as atuais concessionárias de ferrovias, que irão abrir mão de trechos de malha que hoje administram em favor do novo modelo anunciado pelo Planalto no Programa de Investimentos em Logística - lançado há 15 dias. Em alguns casos, a compensação pode gerar cifras bilionárias.

Os trechos em questão são hoje operados pelas concessionárias América Latina Logística (ALL), MRS Logística, Vale, Ferrovia Centro-Atlântica (FCA, controlada pela Vale) e Transnordestina (da Cia. Siderúrgica Nacional, a CSN).

O plano do governo é retomar os trechos dessas empresas para, então, relicitá-los sob um mecanismo diferente, em que o governo compra do vencedor do leilão toda a capacidade de transporte da malha (depois de ela receber as melhorias necessárias) e a revende a diferentes operadoras logísticas. O objetivo do governo, com isso, é acelerar investimentos ao mesmo tempo em que acaba com o monopólio de uma empresa sob determinado trecho e aumenta a concorrência nesse modal de transporte.

Se em algumas situações o plano do governo é interessante para as atuais empresas, em outras ele pode ser danoso. O caso mais delicado é o da MRS Logística, que perderá o controle sobre seu acesso ao Porto de Santos - principal porta de entrada e saída de cargas no país e considerado o "filé mignon" da malha ferroviária do Estado de São Paulo.

Nesse trecho, além do fluxo e potencial de aumento de carga, a MRS perderia uma receita líquida da ordem de R$ 60 milhões por ano apenas com venda de direitos de passagem, no caso a ALL, na região da Baixada Santista.

Como contrapartida pela retomada do trecho, que foi incluído no projeto, o governo pode oferecer uma indenização. "Seria [uma indenização] de alguns bilhões", diz outra fonte ligada às concessionárias. Segundo o Valor apurou, o governo pretende aplicar o novo modelo de investimentos e exploração para todo o trecho desde Jundiaí até Santos, incluindo o tramo norte do Ferroanel.

No entanto, fontes dizem que o governo ainda não definiu como fará o reequilíbrio do contrato. Nos resultados de 2011, a MRS anunciou que, só de produtos agrícolas, foram transportados 18,8 milhões de toneladas de açúcar, milho, soja e farelo no acesso a Santos. Na mesma região, a MRS está tirando do papel uma série de investimentos para o incremento da capacidade da ferrovia e para a instalação de uma rede de terminais de contêineres ao longo da malha. A empresa não fala sobre o assunto. "Se eu fosse ele [o presidente da MRS], não cobrava barato [pela indenização]", afirma uma fonte do setor.

Na maior parte dos casos, no entanto, a retomada será um alívio para as concessionárias. Ela vão se livrar da obrigação de investimentos. Trilhos e dormentes deteriorados serão substituídos pela nova empresa responsável. Mesmo assim, o governo está oferecendo compensações econômicas por retomar o trecho antes do fim da concessão: 2026/2027.

Nas palavras de outra fonte ligada às concessionárias, o acordo será um "negocião" para as empresas que deveriam ter investido na malha e agora se livrarão dessa obrigação sem desembolso de caixa - e ainda podem continuar usando a ferrovia. O caso mais chamativo é o trecho entre Recife e Salvador, parte da Transnordestina Logística e parte da FCA, que tem baixíssimo transporte de cargas e precisa de elevados investimentos. Nesse caso, está sendo oferecido uma parte da futura capacidade total de carga no trecho retomado. Ou seja, a concessionária perderá o monopólio de exploração, mas continua tendo o direito de uso parcial.

As empresas defendem a compensação elaborada pelo governo dizendo que, embora se livrem dos custos para a modernização, por outro lado perderiam a chance de receitas ao longo do prazo restante do contrato. As concessionárias evitam comentar o assunto. "A Transnordestina Logística S/A vai analisar o novo modelo proposto pelo governo federal", diz nota enviada pela assessoria de imprensa. Procurada, a FCA também informou que não iria se pronunciar.

Outro trecho em operação em que o governo quer mais investimentos é o que liga São Paulo a Porto Alegre (Rio Grande do Sul), hoje sob a administração da ALL. Na semana passada, o superintendente-financeiro e de relações com investidores da empresa, Alexandre Rubio, disse à imprensa, após reunião com analistas e investidores, que havia a possibilidade de se "pensar" em devolução do trecho desde que o governo pagasse o capital já empregado no trecho. A empresa informou que não há "nenhuma discussão entre ALL e o Governo sobre a devolução de nenhum trecho das concessões da empresa".

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que somente o Ministério dos Transportes - que está conduzindo o Programa - pode comentar o assunto. Mas o ministério não respondeu às solicitações de esclarecimentos até o fechamento desta edição. Na semana passada, o ministro Paulo Passos disse que a retomada não trará impacto financeiro para as empresas. No entanto, não deu detalhes sobre quais os termos dessas negociações.

No setor, a avaliação é que a ação do governo pode configurar quebra de contrato das atuais concessões. Por outro lado, as concessionárias aceitariam negociar por terem uma série de pendências, como trechos abandonados, subutilizados e necessidade de mais investimentos.

Valor Econômico – 29/08/2012

Edital do estudo do trem Brasília-Goiânia sai em 60 dias


O edital para a contratação dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Socioambiental (EVTEA) da Ferrovia Brasília-Anápolis-Goiânia deve ser lançado em 60 dias. A nova ferrovia terá cerca de 200 km e deve ser em linha dupla, sendo uma para carga e outra para passageiros, conectando com a Ferrovia Norte-Sul em Anápolis (GO). Os trens serão de média capacidade, com velocidade de até 180 km/h.

Segundo o diretor-superintendente da superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e coordenador do Comitê Técnico, Marcelo Dourado, está sendo avaliada uma Parceria Público-Privada (PPP) para a implantação da nova ferrovia. Dourado explica que a definição será feita após a conclusão dos estudos. O projeto está estimado em R$ 800 milhões.

Na segunda-feira (27/08), foi realizada a segunda reunião do Comitê Técnico para efetivação da ferrovia e foi aprovada a minuta do termo de referência para a elaboração de estudos de viabilidade técnica, econômica e socioambiental. A reunião contou com a presença de representantes do Ministério da Integração Nacional, Ministério dos Transportes, ANTT, DNIT, Valec, Governo de Goiás e Governo do Distrito Federal.

Revista Ferroviária – 29/08/2012

terça-feira, 28 de agosto de 2012

SP: trem sofre pane e causa lentidão na Linha 9 da CPTM


Uma composição da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) precisou ser recolhida no início da manhã desta terça-feira na Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). De acordo com a empresa, o trem trafegava no sentido Osasco quando apresentou problemas de tração, por volta das 7h. Todos os passageiros tiveram que desembarcar na estação Santo Amaro.
Por causa do problema, as demais composições passaram a trafegar com maior intervalo de parada e em velocidade reduzida. A CPTM informou que a lentidão causou acúmulo de passageiros nas plataformas, mas minutos depois do incidente, a situação começou a ser normalizada.
Terra – 28/08/2012

Bonde de Santa Teresa (RJ) completa um ano sem operação


No muro transformado em tela pelas mãos do artista Marcos Alexandre Jambeiro, o bondinho desce a rua Joaquim Murtinho conduzido pelo motorneiro Nelson e transportando crianças sorridentes. Enquanto dá os últimos retoques na pintura, Jambeiro diz não saber ao certo se a sua obra de arte é um protesto ou uma homenagem às vítimas do acidente ocorrido em 2011. Mas na segunda-feira a imagem ganhará um sentido único para os cariocas: o bonde de Santa Teresa, patrimônio do Rio, completará um ano fora dos trilhos. Em meio a batalhas judiciais que já atrasaram licitações, a Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central), responsável pelo sistema, estima que os novos veículos — 14 ao todo — comecem a circular no bairro no primeiro semestre de 2014. No entanto, a homologação, no dia 17 passado, da TTrans S/A como responsável pela fabricação dos novos bondes abastece a polêmica: trata-se da mesma empresa que, a partir de 2005, assumiu contratos de reformas dos veículos agora parados.

Associação quer bonde tradicional

Se não é possível virar definitivamente a página do acidente que matou seis pessoas e feriu mais de 50 na tarde de 27 de agosto de 2011, o retorno dos bondes a Santa Teresa pode ajudar a resgatar a alegria do bairro. Amélia Moro, de 78 anos, comenta que “Santa Teresa sem o bonde está pela metade”. O presidente da Central, Eduardo Macedo, afirma que é hora de avançar. E critica os frequentes questionamentos da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast) aos projetos de reestruturação dos bondes — para ele, “questões menores”. Macedo não comentou a escolha da TTrans.

— As demandas por questões menores atrapalham o processo. Já houve licitação para a construção dos bondinhos. Agora, a publicação do edital para a aquisição dos trilhos deve sair em uma semana. O nosso projeto preserva o tombamento do sistema. Apenas não vamos permitir que passageiros viajem de pé. O problema é que a Amast sabe o que não quer, mas não sabe o que quer — diz.

O diretor comunitário da Amast, Álvaro Braga, rebate:

— Queremos um bonde que respeite a tradição. O governo quer fechar o bonde para privatizá-lo, transformando-o num equipamento unicamente turístico. A TTrans já provou total incapacidade de reformar bondes e ainda é agraciada com a licitação para construir outros.

O diretor-presidente da TTrans, Massimo Giavina-Bianchi, ressalta que participou de um processo licitatório limpo, no qual concorreu com outras três empresas.

— Há sete anos não sou chamado a dialogar com a Amast. No passado, o Banco Mundial financiou a reforma de 14 bodinhos. Acabou o dinheiro depois que nós modernizamos sete. Houve então a conclusão do contrato, em comum acordo. O bonde acidentado (número 10) nunca sofreu qualquer intervenção nossa — assegura.

Segundo a Central, os novos 14 novos veículos terão capacidade para transportar 24 passageiros. Percorrerão um trajeto de 14 quilômetros, com início na Rua Francisco Muratori (na Lapa) e término no Silvestre. Por questão de segurança, os bondes não terão estribo. Os novos veículos custarão R$ 49 milhões aos cofres do governo do estado e serão fabricados em Três Rios.

O Globo – 25/08/2012

Comentário do sindicato:

Evidente que deve voltar o bonde tradicional, pois faz parte da história do Rio de Janeiro.