terça-feira, 31 de julho de 2012

Falha "eletrizante" na CPTM


Foi publicada hoje no Facebook - com fotos -  a notícia que o pantógrafo de um trem da CPTM enroscou na rede aérea. Com o rompimento da rede, diz a notícia, o cabo energizado caiu sobre o trem, com passagem de alta tensão pelo limpador de para-brisa. O trem foi retido, e os passageiros baldeados para outra composição. 

China amplia investimentos em ferrovias


O governo chinês anunciou ontem medidas, como empréstimos subsidiados, para promover a inovação industrial, como maneira de impulsionar o crescimento em meio à desaceleração econômica.

A China precisa aumentar o financiamento direto para companhias que desejam desenvolver sua tecnologia para amenizar o impacto da crise financeira global de 2008 e das crescentes pressões econômicas atuais, disse o Conselho de Estado - a mais alta instância do Executivo chinês - em um comunicado em seu site. Segundo o documento, medidas pontuais devem ser adotadas para ajudar empresas a usar novas 

tecnologias, novos equipamentos e novos materiais, além de aumentar sua capacidade de inovar e competir.
"[Essas medidas] são de grande importância para levar adiante a reestruturação econômica e transformar o método de desenvolvimento", disse o Conselho de Estado. O órgão afirmou ainda que o governo precisa incentivar o consumo e que as medidas ajudarão a manter um crescimento estável e relativamente rápido.

O governo vem adotando diversas medidas para estimular a economia, como agilização de aprovação de projetos de infraestrutura, isenções fiscais e subsídios ao consumo. Além disso, o banco central afrouxou a política monetária ao cortar as taxas de juros e reduzir o volume dos compulsórios bancários para aumentar o montante de fundos disponíveis para empréstimos.

O Produto Interno Bruto chinês cresceu 7,6% no segundo trimestre contra o mesmo período de 2011, ritmo mais lento desde o primeiro trimestre de 2009.

Também ontem, o governo chinês afirmou que pretende gastar US$ 74 bilhões em ferrovias e pontes neste ano. O número é 4,8% mais alto do que o Ministério das Ferrovias havia anunciado em 6 de julho, o qual já havia subido 9% em relação a um número anterior.

A nova meta do governo chinês excede os gastos nesse setor em 2011, que totalizaram US$ 72,6 bilhões. No entanto, as autoridades chinesas estão sinalizando que a desaceleração não é profunda o suficiente para assegurar um retorno aos US$ 109

Valor Econômico – 31/07/2012

Dois acidentes de trem são registrados em João Pessoa (PB) nesta segunda-feira


Cabedelo (PB)

As viagens de trem na Paraíba foram suspensas por algumas horas durante a manhã desta segunda-feira (30), após dois acidentes registrados na linha férrea da Grande João Pessoa no início do dia. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) na capital paraibana, o primeiro acidente foi uma colisão entre um trem que chegava na estação Renascer III, em Cabedelo, e um carro que cruzava a linha. Duas horas após o primeiro incidente, um dos vagões de outro trem acabou descarrilando durante uma manobra, também em Cabedelo. Em nenhum dos acidentes houve feridos.

A colisão na estação do Renascer III foi registrada volta das 6h. Segundo o BPTran, testemunhas informaram que o condutor de um carro modelo Escort teria avançado a via férrea e, como não conseguiu ultrapassá-la a tempo, acabou atingido pelo trem.
O motorista da locomotiva contou que já estava reduzindo a velocidade por conta da proximidade da estação, mas, ainda assim, o veículo menor foi arremessado para fora da linha e acabou batendo em um muro. Tanto a parede quanto o portão da estação ficaram danificados. O condutor do Escort fugiu antes que os agentes de trânsito chegassem.

Por volta das 8h, o vagão de outro trem descarrilou também na área de Cabedelo. De acordo com a CBTU, um problema em um dos trilhos teria causado o problema e, as viagens ficaram suspensas até por volta das 11h, quando o vagão foi retirado da via.

NE 10 – Vanessa Silva - 30/07/2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Trem pega fogo e deixa ao menos 47 mortos na Índia


Incêndio em vagão durante a madrugada, quando a maioria dos passageiros
Um incêndio em um trem deixou ao menos 47 mortos no sul da Índia nesta segunda-feira. Autoridades acreditam que o fogo foi provocado por um curto-circuito em um dos vagões durante a madrugada, quando grande parte dos passageiros dormia.
Um funcionário do sistema ferroviário percebeu que o vagão estava pegando fogo quando o trem, que ia de Nova Délhi para Chennai, no sul do país, passou pela cidade de Nellore por volta das 4h (horário local). Mais de 70 passageiros estavam no vagão e, segundo a agência indiana Ians, muitos saltaram do trem em movimento para se salvar.
Depois de o trem parar, os passageiros foram evacuados e o vagão desvinculado dos demais, para evitar a propagação das chamas. Pelo menos 28 passageiros estão hospitalizados por causas de queimaduras graves e dois têm estado grave.
“Acordamos de repente, com o trem parando. Foi aí que percebemos o fogo em uma das extremidades do vagão e começamos a gritar”, disse um passageiro que se identificou como Shantanu à TV indiana. “As pessoas ainda estavam dormindo, mas quando perceberam o perigo correram para a porta. Até chegarmos lá, tudo já estava tomado pelo fogo.”
Autoridades trabalham na identificação das vítimas, uma tarefa complexa dado o nível de queimadura em alguns corpos. Segundo a polícia, a identificação preliminar está sendo feita com base na lista de passageiros.
O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, transmitiu suas condolências às famílias das vítimas. O país tem uma das maiores redes ferroviárias do mundo, com mais de 10 mil trens e 64 mil quilômetros de trilhos. Cerca de 20 milhões de pessoas usam o transporte diariamente.

IG – 29/07/2012

VLT da Baixada Santista recebe quatro propostas


A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP) recebeu, na sexta-feiram (27/07), quatro propostas para a compra de 22 Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) para a primeira fase do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Baixada Santista. Duas empresas entregaram propostas - Construcciones Y Auxiliar de Ferrocarriles S.A. - CAF e Pojazdy Szynowe Pesa Bydgoszcz, empresa polonesa; e os consórcios: Alstom – formado pelas empresas Alstom Brasill Energia e Transporte Ltda e Alstom Transport S.A. – e TREMVIA Santos – formado pelas empresas Trans Sistemas de Transportes S.A. e Vossloh Espanã S.A.

As propostas serão avaliadas pela EMTU. A assinatura do contrato com a vencedora do certame está prevista para setembro de 2012. O primeiro veículo deve ser entregue em 18 meses (abril de 2014). A entrega de todos os trens deve ser concluída até março de 2015 e o investimento estimado é de R$ 284,3 milhões.

O projeto do VLT da Baixada Santista ligará o Terminal Barreiros, em São Vicente, ao Valongo, em Santos. O trecho de 15 km corresponde à primeira fase do SIM (Sistema Integrado Metropolitano). O projeto inclui obras de infraestrutura, como terminais, estações de transferência, pontos de parada, dispositivos de acessibilidade, intervenções no viário e construção de ciclovias. O investimento total estimado é de R$ 855 milhões.

Além disso, a EMTU declarou que ainda neste mês de julho será publicado do edital das obras do primeiro trecho. O vencedor desta etapa deve ser conhecido em agosto. O edital de compra dos sistemas de energia, sinalização, telecomunicações, controle de tráfego e bloqueios (catracas e guichês) foi publicado no final de junho e o custo estimado é de R$ 171 milhões. O governo de São Paulo estuda uma parceria público-privada (PPP) para a operação do sistema de VLT e para a expansão do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), com a construção dos outros trechos previstos em projeto.

Revista Ferroviária – 30/07/2012

domingo, 29 de julho de 2012

Vários trechos ferroviários estão fechados para obras de manutenção


Cinco linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) passam por interdições neste domingo. Os trechos passam por obras de manutenção. 

Na Linha 8-Diamante, haverá interrupção entre as estações Carapicuíba e Presidente Altino, com ônibus de conexão entre as estações Carapicuíba, Osasco e Presidente Altino. A Linha 9-Esmeralda tem pausa entre as estações Presidente Altino e Osasco.

As interdições da Linha 10-Turquesa ocorrem entre Capuava e Guapituba, com ônibus estacionados próximos às estações Capuava, Mauá e Guapituba.

Na Linha 11- Coral, a paralisação ocorre entre as estações Tatuapé e Luz, enquanto na Linha 12-Safira ocorre interdição entre as estações Tatuapé e Brás, com a opção de conexão com o metrô para os usuários; e nas estações Tatuapé e Engenheiro Gourlart, com ônibus de conexão.

A CPTM alerta que, para a utilização dos ônibus, é obrigatória a apresentação de senha de integração, que deverá ser retirada na área interna das estações citadas.

Band – 29/07/2012

sábado, 28 de julho de 2012

Estado lança edital voltado para o VLT... em Alagoas


Maceió (AL)

A Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), publica, nesta quinta-feira, o edital de chamamento público para empresas interessadas em participar da Parceria Público-Privada (PPP) que vai viabilizar a instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Região Metropolitana de Maceió. 

A convocação garante a entrada no processo de elaboração de Projetos Básicos e Estudos de Viabilidade de empreendimento para o desenvolvimento, implantação, construção e operação do VLT. As empresas têm o prazo de vinte dias para formularem seus pedidos de autorização ao Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas. 

De acordo com o edital, após autorização concedida pelo Conselho, coordenado pela Seplande, as empresas terão o prazo máximo de 150 dias para entregarem seus projetos. As construtoras OAS e Queiroz Galvão, que propuseram a realização desse processo, já encaminharam suas solicitações de autorização. 

“Denominamos como Projeto de Mobilidade Urbana essa ação que vai trazer inúmeros benefícios para os alagoanos, principalmente aqueles que necessitam de transporte público para exercer suas atividades diárias.

Agência Alagoas -  26/07/2012

Projeto viabilizará trens até distrito de Cesar de Souza


Mogi das Cruzes (SP)

O corredor de ônibus que fará a ligação dos principais distritos da Cidade pode ser considerado um avanço importante na viabilização do projeto de extensão dos trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) até César de Souza, que é uma das grandes bandeiras levantadas na Cidade por O Diário.

Isso porque, caso aprovada junto ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a obra vai solucionar um dos principais entraves para ampliação da Linha 11-Coral, que é a construção da passagem subterrânea na Avenida Manoel Bezerra Lima Filho, nas proximidades do shopping.

Com a implantação da transposição, a passagem dos trens para além da Estação Estudantes não provocaria qualquer conflito de trânsito, já que a proposta é de construção do futuro terminal ferroviário antes da Avenida Ricieri José Marcatto. Outra questão técnica apontada pela CPTM como empecilho para a extensão da linha é o compartilhamento dos trilhos com a MRS Logística, porém a empresa já sinalizou positivamente para isso em diversas oportunidades. A principal barreira é, portanto, financeira. 

O Diário – Júlia Guimarães - 28/07/2012

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Trem volta a circular dia 15, em Rio Largo, Alagoas


Maceió (AL)

Rio Largo. Dois anos depois da cheia, CBTU conclui obra da ferrovia

Boa notícia para a população do município de Rio Largo. Depois de dois anos suspenso, desde a tragédia da cheia que arrasou a cidade, em junho de 2010, o apito do trem volta a ser ouvido, a partir da próxima semana. A princípio, serão apenas algumas viagens para testes e ajustes, segundo informou o superintendente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Alagoas, Marcelo Aguiar. 

Mas a expectativa, informou ele, é de que, a partir do dia 15 de agosto, dois trens antigos e cinco VLTs já estejam transportando os passageiros até a estação final, de Lourenço de Albuquerque, em caráter experimental e, possivelmente, com gratuidade por 15 dias. A partir do dia 1º de setembro, o serviço entra no ritmo normal, com 22 viagens/dia, ao preço antigo de R$ 0,50.

Hoje, a equipe da CBTU fará uma viagem de inspeção e, já no domingo, uma locomotiva chegará, pelos novos trilhos, até a estação central de Rio Largo, para resgatar um trem que ficou encalhado no local todo esse tempo, e que acabou sendo incendiado pela revolta popular, durante um protesto.

A Gazeta de Alagoas – Fátima Almeida - 27/07/2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Governo lança edital para viabilizar VLT da Região Metropolitana de Maceió (AL)


Empresas interessadas em participar da PPP têm 20 dias para formalizar pedidos de autorização ao Conselho Gestor
O Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), publica, nesta quinta-feira (26), o edital de chamamento público para empresas interessadas em participar da Parceria Público-Privada (PPP) que vai viabilizar a instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Região Metropolitana de Maceió.

A convocação garante a entrada no  processo de elaboração de Projetos Básicos e Estudos de Viabilidade de empreendimento  para o desenvolvimento, implantação, construção e operação do VLT. As empresas têm o prazo de vinte dias para formularem seus pedidos de autorização ao Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas.

De acordo com o edital, após autorização concedida pelo Conselho, coordenado pela Seplande, as empresas terão o prazo máximo de 150 dias para entregarem seus projetos. As construtoras OAS e Queiroz Galvão, que propuseram a realização desse processo, já encaminharam suas solicitações de autorização.

“Denominamos como Projeto de Mobilidade Urbana essa ação que vai trazer inúmeros benefícios para os alagoanos, principalmente aqueles que necessitam de transporte público para exercer suas atividades diárias. O VLT abrangerá a área entre o centro da cidade de Maceió até o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, oferecendo um serviço com conforto e qualidade para os usuários”, explica o secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes.

Projeto

 A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos de Maceió visa trazer uma reorganização do transporte coletivo dos sistemas metropolitano e do município, integrando de forma direta toda a movimentação dos transportes públicos.

“Existe uma necessidade de reduzir a quantidade de ônibus circulando na cidade de Maceió e descongestionar o trânsito na Avenida Fernandes Lima, onde milhares de carros trafegam diariamente. O objetivo é atender de forma adequada os deslocamentos da população”, explica o secretário Luiz Otavio Gomes.

O VLT vai oferecer aos passageiros um transporte moderno, com baixo impacto energético que consome 2,6 vezes menos energia que os ônibus, representando um investimento com alta rentabilidade econômica. 

Estão previstas a construção de 17 estações para o VLT, que possibilitam o pagamento antes do embarque, fator que reduz o tempo de deslocamento, garantindo maior velocidade e eficiência operacional no eixo de implantação do sistema.

Itinerário

O traçado do VLT da região Metropolitana foi subdividido em quatro trechos, que totalizam 20,6 km de via permanente. O primeiro liga o Terminal Central até o Terminal Integrado da Praça do Centenário, onde se inicia o segundo trecho que vai até a Estação Ibama, terminal que leva o usuário até o Tabuleiro dos Martins, local de início do quarto trecho, finalizado no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.

A estação central estará integrada com a Estação Maceió da CBTU, por meio de sistema de micro-ônibus.

Tribuna Hoje – 26/07/2012

CPTM leiloará 12 trens da Série 5.000


A CPTM publicou o edital para o leilão de 12 trens unidades elétricas da Série 5.000. Os TUEs de aço inox são compostos por três carros cada - um carro motor e dois carros reboques. Ao todo, são 36 carros. Os trens estão estacionados no pátio Ceasa, em Presidente Altino, em Osasco. Eles foram fabricados pela empresa francesa CCTU, no final da década de 70, e circulavam na Linha 8-Diamante.

A venda dos trens faz parte do processo de padronização e modernização dos trens da CPTM, que antes eram formados por 12 carros e agora utilizam oito carros. Os TUEs estão sendo substituídos pelos novos trens Série 8.000.

Esse é o primeiro leilão de trens operacionais que a companhia realiza. Com a chegada dos novos trens, outros lotes serão leiloados. De acordo com a CPTM, o público alvo são as ferrovias de outros estados, já que os trens passaram por avaliação e ainda estão em condições de prestarem serviço.

A ideia era doar os TUEs para o Estado do Rio de Janeiro. Por conta de questões jurídicas, a CPTM optou pelo leilão e estabeleceu o lance inicial mínimo de R$ 10,9 milhões, o que criou dificuldades para a transferência dos trens para a capital fluminense. A SuperVia, que opera os trens do Rio de Janeiro, demonstrou interesse nos trens, mas não pretende participar do leilão.

A abertura do leilão será no dia 09 de agosto, às 13h, no auditório do Leiloeiro, na Avenida  Fagundes Filho, 191, no térreo, em São Paulo. Os trens serão vendidos para quem der o maior lance. Caso o maior lance não atinja o valor mínimo estipulado pela CPTM, a liberação dos trens ficará sujeita a aprovação da companhia.

O evento é aberto à participação de qualquer interessado.  Os lances também poderão ser feitos através do site do leiloeiro.

Revista Ferroviária – 26/07/2012

Incêndio atinge trem no Subúrbio Ferroviário de Salvador


Salvador (BA)

As chamas tiveram início no eixo controlador do trem na altura da estação de Periperi, segundo a Central de Polícia

Um incêndio atingiu um vagão de um dos trens que faz a ligação entre o Subúrbio Ferroviário de Salvador e o bairro da Calçada, na Cidade Baixa, no final da tarde desta quarta-feira (26).
De acordo com informações da Central de Polícia, as chamas tiveram início no eixo controlador do trem na altura da estação de Periperi e foram controladas por uma equipe do Corpo de Bombeiros.
Segundo a 18ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM- Periperi), há, na estação, cerca de seis vagões desativados e um deles pegou fogo, mas não há informações sobre o que teria iniciado as chamas. Ninguém ficou ferido.
Ainda segundo a Central, os Bombeiros separaram o vagão atingido pelas chamas dos outros vagões do trem para evitar que as chamas se espalhassem. O vagão teve apenas danos parciais na chaparia.
Correio – 25/07/2012

Falta de luz no trem do Corcovado causa revolta em turistas


(foto Rodrigo Viana)

Passageiros reclamam de muita demora na fila para reembolso dos bilhetes. Trens pararam por cerca de 1 hora e meia devido a pane em subestação.

A falta de luz (energia elétrica) que atingiu o trem do Corcovado, na tarde desta quarta-feira (25), causou tumulto e deixou passageiros revoltados na estação do Cosme Velho, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Segundo Ricardo Pina, relações públicas da empresa, os trens pararam por cerca de 1 hora e meia por causa de uma pane numa subestação da Light. A luz foi restabelecida por volta das 15h30, e o serviço voltou ao normal.

A Light, no entanto, afirma que a causa da paralisação foi um curto-circuito em um cabo de energia que abastece o local.

"O problema afetou os dois trens que já estavam a caminho das estações e os que estavam parados na plataforma. No entanto, os passageiros não ficaram presos, porque os trens desceram com a ajuda de bateria. Já as pessoas que aguardavam lá em cima, usaram vans pagas pela companhia para descer. As passagens nesse momento também pararam de ser vendidas porque parou o trem, parou a energia. Depois que voltou ao normal, voltamos a vender as passagens para as viagens a partir das 16h40", explicou Pina.

Muitos turistas que já tinham comprado passagens para as viagens previstas para a partir das 14h tiveram que esperar mais de duas horas para ter o reembolso. É o caso da secretária Leila Braga, de 51 anos, que pretendia comemorar o aniversário da filha, Luiza, de 13 anos, aos pés do Cristo Redentor. No entanto, indignada com a falta de informação e demora, ela cancelou o passeio.

"É um absurdo. É aniversário da minha filha, que nunca tinha conhecido aqui, e quando chegamos nos vimos obrigadas a passar por uma situação como essa. Eles (direção da empresa) não falaram nada e ao agora, quase duas horas depois de espera, que resolveram falar. É esse o Rio de Janeiro das Olimpíadas? É esse o Rio de Janeiro que vai receber uma Copa do Mundo? É lamentável", reclamou Leila, que veio de Resende, no interior do Rio, para fazer o passeio.

De acordo com Ricardo Pina, os turistas que compraram as passagens e desistiram da viagem tiveram o reembolso total da passagem. Já os passageiros que ficaram "presos" no alto do morro do Corcovado e optaram por não esperar pelo conserto da rede, desceram com a ajuda de vans de cooperativas contratadas pela companhia. Porém, nem todos os turistas saíram satisfeitos. Muitas famílias discutiam com funcionários e reivindicavam pela metade do dinheiro da passagem de volta.

"Eu não paguei R$ 44 para subir de trem e descer de carro. Não foi esse o serviço pago. Que Rio é esse que não ouve os turistas? Eu exijo a metade do meu dinheiro de volta", falou a argentina Monica Savez, de 40 anos, que estava acompanhada do marido e do filho, de 7 anos. A turista chegou a rasgar o caderno de reclamações, sendo contida pela família.

Enquanto isso, a fila para reembolso só aumentava. A dona de casa Fátima Lessa, de 49 anos, reclamava da falta de informação e da ausência de um agente da Prefeitura no local: "Primeiro falaram que era por causa do clima, agora é falta de luz, enquanto isso a gente fica aqui esperando, esperando, esperando. Eu fiquei mais de três horas aqui esperando, é para acabar com a paciência de qualquer um", reclamou.

Ricardo Pina explicou que problemas de falta de luz costumam acontecer de dois em dois anos, principalmente em épocas de chuva. Segundo ele, os passageiros que desceram de van não tiveram ingressos ressarcidos porque tiveram a opção de aguardar até que o sistema voltasse a operar, e que as vans eram um serviço também pago pela companhia.

Já sobre a falta de informação, Pina admitiu que pode ter ocorrido um problema nos primeiros minutos, mas que todos os funcionários foram orientados a atender os turistas. Por volta das 17h, as viagens aconteciam regularmente, com intervalos de 20 minutos, e sem filas.

G1 – Rodrigo Viana - 25/07/2012

quarta-feira, 25 de julho de 2012

ABC: monotrilho terá ligações com o metrô


Sistema que atenderá ao ABC será conectado com futuro ramal que ligará Lapa a Moema

Previsto para funcionar em 2015, o monotrilho que ligará São Bernardo à estação Tamanduateí da linha Verde do metrô, passando por Santo André e São Caetano, terá conexão também com outro ramal: a futura linha 20-Rosa, entre Lapa e Moema.

O Estado deu semana passada, com o lançamento da licitação para contratação do projeto funcional, o primeiro passo para tirar o projeto do papel.

Na definição do metrô, a linha terá “a função de interligar os subcentros Lapa, Pinheiros, Faria Lima, Itaim Bibi, Vila Olímpia e Moema com a região de São Judas–Jabaquara e a região industrial do ABC”.

O estudo preliminar custará R$ 3,1 milhões e apresentará alternativas de trajeto e possíveis desapropriações no trecho entre Lapa e Moema – com 12,3 quilômetros e 14 estações.

A partir de Moema, a ideia é estender o traçado para a linha Azul do metro e seguir até São Bernardo, que terá dois pontos de parada: Taboão-Anchieta e Rudge Ramos.

A conexão com monotrilho será na estação Afonsina, na divisa com Santo André. Serão mais 12 estações, mas o tamanho do percurso não foi estimado.

Segundo o metrô, ainda não há, porém, previsão de quando a licitação do projeto funcional do segmento até São Bernardo será lançada – o que não permite prever custos e prazos.

Novo traçado

O mapa divulgado com a licitação mostra trajeto diferente do previsto pelo metrô anteriormente. Antes, a linha Rosa faria integração com a linha Azul na Praça da Árvore. Agora se conecta a São Judas.

Atualmente com 12 estações, o trecho entre Moema e Rudge Ramos previa oito pontos de parada, sendo só a última no ABC. O mapa atualizado prevê que serão duas as paradas na região, além da conexão com o monotrilho. 

Band – 25/07/2012

Por calor, trens são impedidos de parar no Parque Olímpico, em Londres


Na última terça-feira, o site do jornal Daily Mail comunicou que a empresa Greater Anglia, responsável pelas linhas férreas de Londres, teve de proibir a transição de trens na estação que dá acesso ao Parque Olímpico. Motivo? Calor excessivo. Para minimizar os atrasos, a companhia pediu aos condutores que optassem pela estação de Stratford.

 De acordo com a empresa, os cabos instalados nos trens datam da década de 1950 e não suportam, em velocidades normais, a temperatura acima de 30º C. Porém, salientou que algumas revisões já estariam agendadas para que esse tipo de problema não venha se repetir.
Dessa forma, aumentam as preocupações de que o sistema envelhecido de transportes de Londres resulte em um caos. Pelo menos para a cerimônia de abertura dos Jogos, que está marcada para sexta-feira, no estádio Olímpico, o prognóstico é de tranquilidade, já que as temperaturas deverão diminuir.

E os problemas não se resumem à rede ferroviária. Ainda de acordo com o jornal Daily Mail, a situação nas rodovias estão piores. Atletas relatam que mesmo quando o deslocamento é pequeno, o ônibus demora muito para chegar à Vila Olímpica.

Terra – 25/07/2012

Comentários



1 – 4 de 4
Anônimo Paulo Roberto Filomeno disse...
Para quem conheceu a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí no final dos anos 60, começo dos 70, quando ainda existiam carros e vagões de madeira e sinalização mecãnica, parece que volta àquela época quando passa pelas ferrovias em torno de Londres (em termos das construções e do aspecto das vias) Só que mesmo tendo aspecto antigo, o material rodante e a qualidade dos serviços são impecáveis. Curioso que lá são preservadas (preservadas mesmo, isto é, cuidadas e não largadas sem uso) e em muitos casos ainda utilizadas, cabines, armazéns, estações antigas, gasômetros, enfim, aquela arquitetura baseada no tijolo a vista e extensivo uso de ferro/aço aparente.

25 de julho de 2012 12:58
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Blogger SINFERP disse...
O europeu, de forma geral, é conservador, e no sentido literal do termo - conserva. Essa mania de novo, "da moda", copiamos dos americanos. A vantagem da ferrovia é justamente a longevidade. Aqui, não duvidamos que comecem a falar de "trem do ano". Com esse pensamento (de descarte), não cabe outra conclusão (na cabeça dos consumistas)que trens são caros.

25 de julho de 2012 15:07
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Blogger Pregopontocom@tudo disse...
P.Roberto....aqui nós demolimos,reformamos,botamos a baixo,modificamos...Na Europa se preserva,se conserva,se restaura e isso tem muito a ver com o cuidado com a história das cidades e da cultura do povo escritas nas faixadas dos prédios,nas ruas,nos monumentos e na sua arquitetura que testemunham cada época ,cada ano,cada geração e a sua história através dos anos.Ainda não aprendemos isso......

25 de julho de 2012 15:15
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Blogger SINFERP disse...
Pregopontocom: quando aprendermos (se é que um dia aprendamos), nada mais teremos para conservar e, portanto, para aprender. Noutro dia tive a maior dificuldade para fazer uma jornalista entender a diferença entre trem velho e antigo. Para ela era tudo sucata, e deveria ir para o ferro velho. Maçarico em tudo para liberar linhas e páteos...

25 de julho de 2012 15:46
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terça-feira, 24 de julho de 2012

Caruaru (PE) pede recurso do governo federal para VLT


Na semana passada, o governo federal anunciou que o PAC da Mobilidade das Médias Cidades irá injetar até R$ 7 bilhões em investimentos para financiamento de projetos de mobilidade urbana em municípios com população entre 250 mil e 750 mil habitantes. Com isso, Caruaru vai enviar para a Pasta, esta semana, carta consulta com projeto de implantação de uma linha de VLT (veículo leve sobre trilhos) para a cidade.

De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento, a proposta teria um valor aproximado de R$ 300 milhões, e o novo sistema iria aproveitar um trecho da antiga Rede Ferroviária Federal, que está desativado.

A proposta contempla a construção de uma linha com 20 quilômetros de extensão. Além do VLT, a proposta também traz a construção de um novo Terminal Integrado, que irá compor o Corredor Leste Oeste, que já está em implantação, com um custo estimado de R$ 4,5 milhões.

Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Olinda e Paulista são outros municípios que podem concorrer ao investimento. As prefeituras têm até o dia 31 de agosto para lançar os projetos.

O Destak – 22/07/2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Contra “luxo”, MPE investiga gastos com VLT de Cuiabá (MT) e está inclinado a barrar obra.


O Grupo Especial de Acompanhamento da Copa do Ministério Público negou  nesta segunda-feira, 23, que tivesse entrado com ação judicial para “barrar” a implantação do sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá. Em nota de esclarecimento a informações publicadas pela imprensa, informa que existe um procedimento investigatório, que deve ser concluídas nos próximos dias. No grupo, há críticas contra o VLT, classificado como “luxo” desnecessário. 

A notícia causou revolta da população, que abraçou o projeto. Principalmente pelas décadas e décadas de transporte de massa de péssima qualidade existente em Cuiabá, além de ser um dos mais caros do Brasil. Muita gente critica até o próprio MPE por nunca ter tomado medidas adequadas para “barrar”, na verdade, o péssimo serviço prestado à população

Na nota, o MPE tenta esclarecer que não é contra a construção do VLT e diz que  o que está sendo analisado é se a execução do projeto pode ou não estar vinculada à Copa do Mundo. Tal questionamento deve-se ao valor do orçamento, capacidade de endividamento do Estado e utilização do sistema de licitação diferenciado. 

Promotores de Justiça se mostram, no entanto, inclinados a ingressar com ação judicial para impedir a implantação do sistema, alegando ter custos elevados, comparado ao orçamento do Estado. O VLT custará R$ 1,2 bilhão ao contribuinte. Os promotores do Geacopa acham que o dinheiro seria melhor investido se fosse aplicado nas áreas de saúde e educação.

Na nota, os promotores dizem que está sendo analisado se as áreas da segurança, saúde e educação não serão prejudicadas em detrimento dos investimentos no VLT.

A eventual medida judicial do MPE é vista, por outro lado, como oportunismo. Até porque o modal há meses foi escolhido e a licitação executado. O consórcio VLT Cuiabá foi escolhido para implantar até março de 2014 os 22 quilômetros do sistema. O Governo prevê o início da maior obra pública de mobilidade urbana do estado nos próximos 20 dias.

Para financiar os custos da implantação, o governador Silval Barbosa assinou no mês passado o contrato com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 423 milhões, que já haviam sido aprovados para o Bus Rapid Transit (BRT), antigo modal, e serão redirecionados para o VLT.

A segunda etapa da liberação dos recursos deve acontecer nos próximos dias, com a assinatura do contrato de R$ 727,9 milhões financiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) por meio da CEF. O governo de Mato Grosso entrará com o montante de R$ 110 milhões em contrapartida não financeira (valor das desapropriações), totalizando R$ 1,26 bilhão de investimento.

24 Horas News – 23/07/2012

Estrada de Ferro Madeira-Mamoré renasce após 40 anos


Ao completar 100 anos, a lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré ressurge das cinzas como centro de uma polêmica que envolve o futuro do desenvolvimento econômico e da biodiversidade na isolada fronteira de Rondônia com a Bolívia. A questão concentra-se no município de Guajará-Mirim, a 331 km de Porto Velho (RO), onde os antigos trilhos foram engolidos pela mata desde a sua completa desativação há 40 anos, e 93% do território está dentro de parques, terras indígenas e outras áreas protegidas que restringem atividades produtivas, como o agronegócio que movimenta a economia no restante do Estado.

No cenário de estagnação, o projeto de reativar um trecho da chamada "Ferrovia do Diabo" para fins turísticos é defendido por lideranças empresariais, políticas, sindicais e da sociedade civil, na esperança de se recuperar pelo menos em parte o prestígio do passado, quando o lugar funcionava como entreposto da borracha e madeira transportadas pelos rios amazônicos para exportação via oceano Atlântico.

"Somos conhecidos como 'município verde', mas em que medida isso de fato nos tem beneficiado?", pergunta o prefeito Atalibio Pegorini (PR-RO). Sem incentivos no lado do Brasil, produtos florestais são hoje mandados para beneficiamento na Bolívia e de lá seguem para exportação - caminho inverso do que se imaginava no começo do século XX a partir da antiga ferrovia. O turismo e sua cadeia de serviços teria o potencial de mudar a atual realidade no longo prazo. "Reativar os trens é mais do que uma questão econômica, mas de resgate cultural, identidade e autoestima", completa o prefeito.

"No aspecto ambiental, o projeto contribui para gerar renda e para a maior valorização da floresta e outros atrativos naturais, com menor risco de degradação por atividades de impacto danoso, como a criação de gado fora dos padrões sustentáveis", argumenta o empresário Dayan Saldanha, integrante do movimento local que pretende dar um novo rumo a esse pedaço da Amazônia que escapou da destruição.

A celebração do centenário da primeira viagem oficial de passageiros na antiga linha férrea, dia 1º de agosto, acende o debate. Além de um abaixo assinado que circula na cidade para envio à Presidência da República, a Assembleia Legislativa de Rondônia iniciou uma campanha para a estrada de ferro ganhar da Unesco o título de Patrimônio da Humanidade, o que resultaria em maior visibilidade e, possivelmente, mais investimentos.

No curto prazo, o objetivo é incluir a revitalização de 27 km de trilhos em Guajará- Mirim, ao custo de R$ 30 milhões, na lista das compensações obrigatórias pelos impactos da Usina Hidrelétrica de Jirau. Estudo de viabilidade encomendado à Associação Brasileira de Preservação Ferroviária mostrou que o negócio pode ser viável se a recuperação dos trilhos ocorrer em diferentes etapas. A Energia Sustentável do Brasil, concessionária responsável pela usina, alega que o projeto não se justifica economicamente e que o município não dispõe de recursos para efetuar as desapropriações para a retirada dos moradores que invadiram a faixa de domínio da ferrovia.

O licenciamento da hidrelétrica previa inicialmente a reativação de outro trecho da ferrovia, no município de Nova Mutum. Mas a obra também foi considerada inviável e engavetada - apenas um museu será construído na região.

"Em substituição ao item não executado, recomendamos a reforma dos trilhos em Guajará Mirim", afirma Beto Bertagna, superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em Rondônia. O assunto está agora no Ministério Público Federal. "É preciso achar uma solução econômica", defende Basílio Leandro, secretário estadual de Turismo, informando que o governo tomou empréstimo de R$ 28 milhões junto ao BNDES, grande parte a ser repassada para Guajará-Mirim. A antiga estação de trem da cidade foi recentemente reformada com recursos estaduais e da Caixa Econômica Federal, mas falta a recuperação das duas locomotivas históricas.

Em contraste com a riqueza do passado, a pobreza atinge vilarejos ao longo dos trilhos abandonados. No Distrito do Iata, chama atenção a estrutura faraônica de um hotel-escola inacabado por irregularidades nas verbas da Universidade Federal de Rondônia. A localidade, ex-celeiro agrícola que tinha a produção escoada pela Madeira-Mamoré, é hoje reduto de "órfãos da borracha".

O lavrador Hamilton Lázaro limpa com a foice o mato que cobre a ferrovia, para conseguir passar de bicicleta. Ele migrou de São Paulo para aventurar-se nos garimpos e encontrou próximo àqueles trilhos um refúgio. "A retomada das locomotivas só ocorrerá se realizada pela hidrelétrica, não pelo governo", ressalta Lázaro, sem acreditar nas promessas de ano eleitoral.

No rio Mamoré, é intenso o fluxo de barcos para a cidade gêmea de Guayaramerin, no lado boliviano, zona de livre comércio. A construção de uma ponte de R$ 300 milhões para a ligação com o oceano Pacífico foi adiada pelo governo brasileiro. À beira daquele rio repleto de corredeiras, o povoado boliviano de Cachuela Esperanza guarda os resquícios do império econômico erguido no começo do século XX pelo empresário Nicola Suarez, herói nacional conhecido como "rey de la goma". Além de casarios em ruínas ocupados hoje por famílias sem-teto, o lugar preserva antigos galpões que estocavam a borracha antes de atravessar o rio para embarcar na Madeira-Mamoré rumo ao exterior.

A imponência do teatro General Pando, frequentado à época por artistas internacionais, reflete o poderio do lugar. "A esperança agora é a construção de uma nova hidrelétrica já acordada entre Brasil e Bolívia", afirma Eufronio Gonzales, 97 anos, ex-piloto de barco do visionário Suarez.

A região na fronteira entre os dois países caiu no esquecimento, mas conservou estoques naturais. "O isolamento gera oportunidades, como o ecoturismo, que poderá expandir-se com a ferrovia reativada", destaca o escritor e empresário Paulo Saldanha, proprietário de um hotel de selva próximo a Guajará-Mirim com vista para o encontro da água negra do rio Pacáas Novos com a marrom do Mamoré. Sem a valorização da floresta conservada em pé, proliferam-se ameaças como as que rondam a Reserva Extrativista do rio Ouro Preto.

A área foi criada na década de 1990 para abrigar as famílias descendentes dos chamados "soldados da borracha", na maioria migrantes nordestinos que fugiram da seca para trabalhar nos seringais. "Hoje o lugar é disputado por criadores de gado e búfalo, com risco de impactos ambientais", alerta Samuel Nienow, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio).

Valor Econômico – 23/07/2012


4 Comentários

1 – 4 de 4
Anônimo Paulo Roberto Filomeno disse...
Eu visitei Guajará Mirim alguns anos atrás. Dista 333 km de Porto Velho, através de rodovia pavimentada, num percurso de 5 horas e as pontes que serviam à EFMM agora servem à rodovia. Guajará era na ocasião uma zona franca, não sei se é ainda. Lá visitei a estação, que abrigava um museu muito interessante, com animais da floresta empalhados, como mamíferos, cobras gigantescas e alguns insetos do tamanho de pássaros. Para se ter uma idéia, durante os dias que passei lá a trabalho (que era externo), vi joaninhas pousarem na minha perna que uma criança da cidade poderia dizer que era um fusquinha de brinquedo. Alguns insetos enormes passavam zunindo ao lado e olha que estava nos limites do perímetro urbano. Algumas locomotivas jaziam do lado da estação e havia um pequeno trecho que era possível ser percorrido, de uns 8 km, que era feito por um sujeito que construiu um veículo a diesel, uma espécie de locomotiva aberta que puxava um "vagão" aberto com alguns bancos... mas não dava nem pra chegar na estação seguinte, que era Iata, a natureza exuberante da Amazônia já havia engolido o restante. Mas pelo menos eu posso dizer que andei na EFMM. Porém é interessante como alguns jornais que não entendem nada de história ferroviária gostam de falar da "riqueza do passado", sem levar em consideração que essa ferrovia já nasceu morta, pois há 100 anos atrás o grosso da produção mundial da borracha já havia migrado da Amazônia para o Sudeste Asiático. Todo o capital empregado na construção pelo Sindicato Farquhar jamais foi recuperado, a ferrovia foi deficitária desde o primeiro dia. Não é preciso também lembrar as muitas vidas que essa ferrovia levou, bem como de alguns mitos que ficaram na boca do povo("um morto por dormente", "foi tão caro que os trilhos poderiam ser de ouro", etc.)Mas vejam: Os trens de passageiros circulavam de 2 em 2 dias entre os extremos da linha, saiam pela manhã e chegavam numa estação intermediária (Abunã) às 18h00, percorrendo 220 km em 10 horas. Os passageiros eram obrigados a pernoitar lá. Na manhã seguinte, os restantes 145 km eram percorridos em mais 6 horas. No outro dia, o trem voltava para Porto Velho, na mesma situação. Trens de carga eram raros, uma vez que o principal produto, para o qual a ferrovia foi concebida, a borracha, alguns anos após a inauguração já não tinha um volume para viabilizar a ferrovia. Mas hoje, ao ler a reportagem, faço a seguinte pergunta: Alguém vai querer ir até Guajará Mirim para andar num trecho de 20 e poucos quilômetros da EFMM? Vale a pena gastar 28 milhões para se recuperar um trecho que mal se sabe como está? Aqui, encostadinho de SP temos uma pequena ferrovia, a Perus Pirapora, que foi desativada em 1983, cuja recuperação vem sendo feita por abnegados voluntários à custa de seus esforços. Dá pra ver, pelas fotos que o pessoal da Perus-Pirapora disponibilizou na Internet o efeito que natureza provocou numa ferrovia desativada aqui pertinho. Imaginem o que pode ter acontecido em plena Amazônia. Aos que quiserem saber mais sobre a EFMM: Leiam "A Ferrovia do Diabo", de Manuel Rodrigues Ferreira.

23 de julho de 2012 12:01
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Blogger SINFERP disse...
Mais uma bela contribuição, Paulo, e ainda na condição de depoimento de quem entende de história da ferrovia, e por lá esteve recentemente. Em São Paulo? Ninguém está nem ai com o resgate de absolutamente nada.

23 de julho de 2012 12:07
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Anônimo Paulo Roberto Filomeno disse...
Bem, se fôssemos falar de São Paulo, e a diversidade de material que havia aqui, um museu ferroviário, com apenas um exemplar preservado de cada ítem ferroviário que rodou por aqui seria o museu mais importante do mundo, o Louvre da ferrovia. Na Alemanha existem museus maravilhosos, mas só com material alemão, nos EUA idem, na Inglaterra idem. Aqui teríamos de tudo, um pouco vindo de cada lugar. Já vi anúncios do final dos anos 90, dos EUA, procurando reunir americanos para uma excursão a SP, só pra ver locomotivas elétricas que foram ícones lá, como a Russa, cujas irmãs rodavam na Milwaukee e a V-8 (que tinha uma similar na New Haven). Mal sabiam que tudo ia virar pó em pouco tempo. Alemães veriam ver as Siemens hoje apodrecidas em Paranapiacaba e muitas outras locomotivas a vapor, japoneses poderiam ver os trens Toshiba da EFS, os americanos teriam todas as locomotivas elétricas GE e Westinghouse das CP e EFS, bem como as GP9 e GP18 da EFA... e muito mais. Fora a EF Perus-Pirapora, (que pode ser) a única ferrovia de bitola 0,60 preservada do mundo. Posso dizer isso com toda certeza, pois já vi pessoalmente um alemão se debulhar em lágrimas na estação de Anhumas, da ABPF, quando viu chegando a locomotiva 505, fabricada pela Hoenzollern em 1927. A razão: Era idêntica às locomotivas que passavam pela vila onde ele morava quando era garoto.

23 de julho de 2012 15:20
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Blogger SINFERP disse...
Sem dúvida, Paulo. O Dnit está "pensando" em ceder esse imenso acervo para quem estiver interessado em preservar. A saber se, até decidir (se é que decida), sobrou alguma coisa a ser preservada. Boa parte desse patrimônio está pendurado na condição de avalista de dívidas da ex-RFFSA. Ninguém está percebendo o imenso valor imaterial disso tudo - memória e história da gente paulista.

23 de julho de 2012 16:25
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