sexta-feira, 22 de junho de 2012

VLT da Zona Portuária do Rio vai sair do papel


A licitação para a implantação do sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Região Portuária e do Centro deverá ser concluída em 30 de setembro. A prefeitura anunciou na quinta-feira que será realizada em 9 de julho a audiência pública que abre o prazo de 30 para a consulta pública sobre o edital e seus anexos. Nesse período, interessados em participar da concorrência na parceria público-privada (PPP) poderão fazer críticas e questionamentos ao edital.

O VLT que circulará no Centro e na Região Portuária ligará toda a área por seis linhas e 42 estações, em 26km de via e — junto com estações de metrô, trens, barcas, BRT, redes de ônibus convencionais e aeroporto — integrará o sistema de transportes públicos da cidade. Entre as linhas estão Rodoviária Novo Rio, Aeroporto Santos Dumont, Central do Brasil, Estação Leopoldina e Barcas. A ideia da prefeitura é que, com a integração, haja uma melhora do trânsito da região central da cidade, com a redução da circulação de ônibus. As ruas da Região Portuária já começaram a ser preparadas para receber o novo tipo de transporte.

União investirá, através do PAC, R$ 500 milhões

O governo federal anunciou em março que deverá investir R$ 500 milhões no projeto por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade. A licitação tem o objetivo de formar uma PPP patrocinada. No modelo proposto, os recursos federais entram como parte do financiamento. O restante será pago por contraprestação pública, em prazo determinado por contrato. O edital deverá ser publicado sete dias após o término da consulta. A previsão é que primeira etapa de instalação do VLT seja concluída em 2014, com duas linhas em funcionamento. As outras quatro entram em operação até 2016.

O Globo – 22/06/2012

2 comentários:

Danilo da Costa Leite disse...

Ótima notícia! Espero que o projeto saia no prazo. Talvez seja o único jeito de fazer os minerais brasileiros permanecerem em solo brasileiro (rs): construindo estradas de ferro! Abraço, Danilo.

SINFERP disse...

Bem, Danilo, infelizmente o otimismo não chega a tanto. No passado a CSN fabricava trilhos. Hoje são importados. Continuamos exportando minério de ferro, e importando esse mesmo minério transformado em produtos.