sexta-feira, 29 de junho de 2012

Detentos de Tremembé recuperam ferrovias


A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) assinou um convênio com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, que prevê a manutenção de ferrovias do Vale do Paraíba, com uso de mão de obra de detentos de Tremembé.

Desde o último dia 18, presos que cumprem pena no regime semiaberto do Presídio Edgard Magalhães Noronha, o Pemano, estão trabalhando diariamente na limpeza e conservação dos trilhos e das estações de trem da região.

Inicialmente, 15 homens foram contratados e outros 15 devem ser chamados para atuar nas mesmas funções nos próximos dias.

Entre os presos selecionados estão pedreiros, pintores, serralheiros e soldadores.

Segundo a SAP, os detentos devem atuar em um trecho de 40 quilômetros de trilhos da ferrovia que liga os municípios de Pindamonhangaba, Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão.

Benefícios. Além de um salário e contrato de trabalho, com o serviço nas ferrovias os detentos devem ser beneficiados com a diminuição de pena. Por lei, para cada três dias trabalhados, o condenado tem direito a menos um dia da condenação. Com isso, eles conseguem diminuir o tempo que ficariam atrás das grades.

O Vale – 27/06/2012

Comentário do sindicato:

Nada contra a contratação de serviços dos detentos para prestação de serviços nas ferrovias, mas a prática de fazer delas, ferrovias, uma bandeira política, pode ter efeitos complicados no futuro. A CPTM, por exemplo, subordinada à mesma secretaria, está servindo para hospedar jovens do programa Primeiro Emprego. Qual o problema? Logo mais não teremos ferroviários, mas apenas pessoas de passagem pelas ferrovias. Até os passageiros serão mais perenes.

2 comentários:

Paulo Roberto Filomeno disse...

Quando li que o convênio seria para a recuperação de ferrovias no Vale do Paraíba, fiquei estarrecido, uma vez que entendi referir-se à MRS, uma empresa privada. Porém, a reportagem refere-se simplesmente à Estrada de Ferro Campos do Jordão, que saiu das mãos da Secretaria de Turismo e passou para a dos Transportes Metropolitanos.
Que pelo menos haja supervisão adequada para que as obras sejam realizadas corretamente. A conferir.

SINFERP disse...

Resta saber, Paulo, supervisão de quem. Com a avalanche terceirizadora, não é de duvidar que o supervisor seja um bancário, trazido por algum programa de Emprego na Terceira Idade. Nada contra tal programa, se existir, mas logo as ferrovias estarão sendo tocadas apenas por incluídos em programas sociais. rsrsrs