sábado, 16 de junho de 2012

Após 13 anos de obras, metrô de Fortaleza é inaugurado sem fortalezenses


(foto Daniel Aderaldo)

Primeiro trecho da linha Sul começou a operar em fase de testes ligando municípios da região metropolitana à periferia da capital
Foram necessários 13 anos, três governadores e mais de R$ 1,7 bilhão para que o metrô de Fortaleza (Metrofor) finalmente virasse realidade. Contudo, após longa espera, dinheiro investido e transtornos superados, os moradores da capital ainda terão de aguardar um pouco mais até os velozes trens adquiridos pelo governo do Ceará começarem a atravessar a cidade em todo percurso prometido.
O trecho da Linha Sul do Metrofor, inaugurado na sexta-feira (15) pelo governador Cid Gomes (PSB), liga a Estação Carlito Benevides, no município de Pacatuba, a Estação da Parangaba, na periferia de Fortaleza.
Os 15 quilômetros percorridos em superfície beneficiarão principalmente as pessoas que vivem nos municípios da região metropolitana e trabalham na capital. Os outros dez quilômetros – esses ligando a periferia de Fortaleza ao centro da cidade – ficaram para depois. A previsão é que as viagens do segundo trecho comecem apenas em meados de outubro.
Os trens começam a operar em caráter experimental durante o período da manhã e parte da tarde de segunda a sexta-feira. A cada 20 viagens, uma viagem de teste. A operação comercial ficará para 2013. Até lá, não se cobrará passagem.
Prevista para 15 horas de sexta-feira, a viagem inaugural iniciou com duas horas de atraso e foi bastante concorrida. Jornalistas e autoridades se espremeram nos quatro modernos vagões com ar-condicionado e cadeiras acolchoadas de um dos 20 trens de fabricação italiana com 40 metros de comprimento e capacidade para 445 passageiros.
Obras atrasadas

As obras do Metrofor se arrastam desde 1999. Os anos de 2002 e 2005 foram os mais críticos para o andamento dos trabalhos devido a cortes de recursos do governo Federal. Somente em 2007, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os investimentos necessários foram garantidos. Com a escolha de Fortaleza para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, o projeto entrou no pacote de mobilidade urbana.

Para abrir espaço para as estações novas, trechos elevados e subterrâneos, o centro de Fortaleza virou um imenso canteiro de obras. Avenidas foram interditadas por anos, o comércio foi afetado e dezenas de estabelecimentos faliram. Com o término das intervenções urbanas de maior porte, o fortalezense começa a ter de volta áreas antes repletas de tapumes e crateras.

IG – Daniel Aderaldo - 16/06/2012

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