quinta-feira, 31 de maio de 2012

VLT foi tema do encontro realizado com Peter L. Alouche ontem no SINFERP


Peter L. Alouche,  Vicente Abate,
Rogério Centofanti e Éverson Craveiro
Foi realizado na noite de ontem (30), na sede social do nosso Sindicato em Osasco (SP), o Encontro com Peter L. Alouche. O tema “Por que não VLT?” - trouxe ao encontro os principais desafios da mobilidade urbana, em especial na cidade de São Paulo.

Entre os presentes Éverson Craveiro - presidente do nosso Sindicato, Vicente Abate - presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária – ABIFER, o arquiteto Marcos Kiyoto, o engenheiro e ferroviarista Paulo Roberto Filomeno, como também profissionais e estudantes de comunicação social, engenharia e logística. 

Peter falou do crescimento desordenado dos centros urbanos, da violência e principalmente da falta de planejamento quanto à aplicação de recursos em infraestrutura:“Existem recursos para a cidade de São Paulo, mas falta o dinheiro ser dirigido para projetos que realmente atinjam as expectativas”, declarou.  

Em relação ao VLT – Veículo Leve Sobre Trilhos, tema principal do encontro, Alouche disse que, além de auxiliar no transporte de pessoas interligando bairros periféricos ou cidades médias, como por exemplo Osasco, ele também é um veículo capaz de renovar os entornos.

“A opção entre ônibus e trilho influencia no entorno urbano. Quando implantamos algo devemos analisar os impactos a médio e longo prazo”, disse Alouche.

“O VLT é amigável com a cidade e tem uma excelente capacidade no transporte de pessoas”, disse Peter usando alguns dados - “para levarmos seiscentas pessoas precisaríamos apenas de um VLT, enquanto para levar o mesmo número em ônibus precisaríamos de dez deles, e em carros precisaríamos de cento e cinquenta veículos”, afirmou.

Peter finalizou o encontro dizendo que a solução para mobilidade é uma rede de modais integrados e de qualidade: “Cada modal tem seu lugar apropriadoA disputa entre modais é um falso dilemaO importante é a perfeita integração entre eles”


Conteúdos em http://eventosaopaulotremjeito.blogspot.com.br/

SP lança edital para compra de VLTs da Baixada Santista


A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) lançou nesta quinta-feira (31/05) o edital para a compra dos 22 Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT) para o projeto do VLT da Baixada Santista, que ligará o Terminal Barreiros em São Vicente, ao Valongo, em Santos. O trecho de 15 km corresponde à primeira fase do SIM (Sistema Integrado Metropolitano).

A licitação, do tipo menor preço, é internacional e deve ser concluída em julho. Em setembro, será assinado o contrato com a empresa vencedora. O primeiro veículo deverá ser entregue em um prazo de 18 meses a partir da assinatura (março de 2014) e a entrega de todos os trens está prevista para dezembro de 2014. O custo total aproximado dos VLTs é de R$ 284 milhões.

As propostas deverão ser entregues no dia 05 de julho, das 10h às 10h30, no Auditório do CECOM da EMTU/SP, em São Bernardo do Campo.

O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado. 

Esta primeira fase do projeto deve atender cerca 70 mil passageiros/dia útil. O VLT será integrado às linhas de ônibus metropolitanos e municipais. O projeto inclui obras de infraestrutura como terminais, estações de transferência, pontos de parada, dispositivos de acessibilidade, intervenções no viário e construção de ciclovias. O investimento total previsto é de R$ 855 milhões.

Desde fevereiro deste ano, o Consórcio Projeto VLT está elaborando o projeto executivo do trecho ligando o terminal Barreiros ao Porto (11km), previsto para ser concluído em agosto de 2012. Já o Consórcio Projetos SIM RMBS elabora o projeto básico e executivo dos outros trechos do VLT: Conselheiro Nébias/Valongo (4 km), Projeto Básico dos trechos Barreiros/Samaritá - 7,4 km e Cons. Nébias/Ponta da Praia - 4,4 km, e Projeto Funcional da ligação Samaritá/Terminal Tatico - 7km. O prazo de conclusão é setembro de 2012.

Em abril, foi retomado o processo de licitação com a entrega da documentação técnica e de habilitação para a pré- qualificação das empresas interessadas em participar da licitação pública para a execução das obras do trecho prioritário São Vicente (Barreiros) – Santos (Porto) e a extensão Conselheiro Nébias a Valongo, em Santos. Oito consórcios entregaram a documentação que está em análise.

Está previsto para o mês de julho a publicação do edital das obras do primeiro trecho. O vencedor desta etapa deve ser conhecido em agosto. O edital de compra dos sistemas de energia, sinalização, telecomunicações, controle de tráfego e bloqueios (catracas e guichês) deve ser publicado no final de junho e o custo estimado é de R$ 171 milhões.

Atualmente, o Brasil conta com VLTs em operação no Cariri, no Ceará, e em Maceió (AL). Os VLTs foram fabricados pela brasileira Bom Sinal, que também está fornecendo veículos para Macaé (RJ), Fortaleza (CE), Arapiraca (AL), Sobral (CE), Juazeiro do Norte (CE) e Recife (PE).
Na semana passada, a espanhola CAF foi anunciada como a vencedora do fornecimento dos VLTs para Cuiabá e Várzea Grande, no Mato Grosso.

Revista Ferroviária – 31/05/2012

Trens param no Rio após atropelamento de animal


A circulação de trens entre as estações Japeri e Paracambi, na Baixada Fluminense, no Rio, está interrompida desde a madrugada desta quinta-feira por conta de um atropelamento de um animal de grande porte, segundo informações da Supervia, empresa que administra a rede ferroviária.
O atropelamento do animal, que provavelmente era um boi, aconteceu por volta das 4 horas desta quinta, perto da estação Parada Dr. Eiras, de acordo com a empresa. Às 8h15, os passageiros ainda estavam sendo atendidos por ônibus, que ficarão à disposição enquanto são realizados os reparos necessários no local, segundo nota da Supervia. Os outros ramais administrados pela Supervia operavam normalmente.
Veja – Solange Spigliatti - 31/05/2012

Comentário do sindicato:

Boi? Só faltava essa: literalmente “boi na linha” da Supervia?

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O trem fundamental da nossa cidade


*Fernando Molica

Rio - Em qualquer lugar do mundo, levar 30 minutos no percurso de casa para o Centro é algo bem razoável. Isto, se o trajeto for feito num meio de transporte que ofereça graus razoáveis de conforto e de pontualidade. Pois bem: 30 minutos é o tempo que se leva, num trem parador, entre as estações de Madureira e Central do Brasil. No direto, a viagem é ainda mais rápida. Um caminho sem engarrafamento num meio de transporte que não faz fumaça, que não aumenta a poluição. Em tese, ir de trem é a melhor opção para quem mora no subúrbio ou na Baixada. Na prática, não é assim.

O descaso e a incompetência de sucessivos governos, a tradição de se beneficiar apenas a parcela mais rica da população e a influência de empresas de ônibus fizeram com que, ao longo dos anos, fosse sucateada a espetacular malha ferroviária do Rio, criada na segunda metade do século 19. É inacreditável o esforço que foi feito para arrebentar um sistema que conta com 99 estações em 12 municípios, capaz de vencer distâncias como os 60 quilômetros que separam Santa Cruz do Centro. Em troca, investiu-se na construção de vias expressas, avenidas que estimulam o uso do carro e logo ficam entupidas; na prática, apenas transferem os engarrafamentos de lugar.

A destruição foi tamanha que a maior parte da população cultivou o sonho do carro próprio como solução para o perrengue do ir e vir. Isto passou a ser visto até como sinal de vida compatível com o tal primeiro mundo. Um erro: a grande maioria da população dos países desenvolvidos usa transporte público. Entre nós, a inexistência de um bom sistema de transporte de massa colaborou para a degradação dos subúrbios, para o adensamento de áreas centrais e até para a favelização — morar perto do trabalho virou essencial.

A SuperVia tem como um de seus objetivos recuperar, até 2015, a marca de 1 milhão de passageiros transportados por dia — hoje, são 540 mil. Isto implica em muitas melhorias, atualmente, apenas 24% dos trens são equipados com ar condicionado, um conforto básico numa cidade quente como a nossa. Ao se candidatar à sede das Olimpíadas, o Rio assumiu diversos compromissos relacionados aos transportes, inclusive, com o transporte ferroviário. A linha do trem, vale lembrar, passa ao lado de importantes instalações, como o Maracanã, o Engenhão e as de Deodoro. O cumprimento dessas tarefas é, talvez, o mais importante dos legados, o que mais contribuirá para uma cidade melhor e mais justa.

* Fernando Molica é jornalista e escritor

O Dia – 29/05/2012

Alckmin autoriza publicação de edital para compra de trens do VLT da Baixada Santista (SP)


A publicação do edital de compra dos trens que serão utilizados no percurso do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará a Esplanada dos Barreiros, em São Vicente, ao Valongo, em Santos, foi autorizada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) nesta quarta-feira. As linhas contarão com 22 composições. 

O veículo, que fará parte do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Baixada Santista, vai permitir o transporte diário de 45 mil pessoas, percorrendo o trecho Barreiros-Porto de Santos em 30 minutos. Cada composição poderá transportar até 400 passageiros.

Além da compra dos trens, o Governo do estado também ficará responsável pela construção das linhas, estações e do pátio localizado no Porto. A licitação para a primeira etapa, que envolve a realização da operação do sistema, deverá ser realizada em julho. O objetivo é integrar o VLT ao sistema viário de São Vicente e também às linhas de transportes públicos já existentes. As obras de construção devem ser iniciadas em setembro. 

Viagem em 30 minutos 

Com a implantação do VLT, o trajeto percorrido entre as duas cidades deverá ser concluído em 30 minutos. Os passageiros terão à disposição conduções a cada intervalo de três minutos e meio. Além disso, os passageiros poderão embarcar em oito estações ao longo do trecho, pagando a mesma tarifa dos ônibus intermunicipais. O VLT também será integrado ao serviço de Transporte Municipal, operado pelas vans. 

Em São Vicente, o sistema vai sair de um terminal já denominado Barreiros, passar ao longo de toda a Linha Amarela e dali chegar ao Itararé, seguindo depois pelo túnel do José Menino até o Porto de Santos. 

A Tribuna – 30/05/2012

Confira a situação dos trens da CPTM, hoje


Pane no sistema elétrico ou defeitos nas próprias composições tem afetado várias linhas durante os últimos dias

Passageiros enfrentam mais uma manhã com problemas nas linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) nesta quarta-feira, em São Paulo.

Confira a situação

Linha 9-Esmeralda: a linha, que leva passageiros de Osasco à região de Grajaú, registrou defeito em um trem na estação Presidente Altino, por volta das 6h. Por isso, os trens circulam com restrição de velocidade e maior tempo de parada em todo o trecho.

Linha 12-Safira: um defeito no sistema de energia fez com que os trens circulassem com maiores intervalos entre as estações Engenheiro Manoel Feio, em Itaquaquecetuba, e Calmon Viana, em Poá.

Segundo a CPTM, o problema afetou a circulação desde o início da operação, às 4h40, mas a situação já foi normalizada.

Linha 11-Coral: a linha, que segue de Luz até Estudantes, operava com restrições por causa do reflexo na linha 12, mas a situação também já foi normalizada.

Nos últimos dias, várias linhas da CPTM vêm enfrentando problemas, como pane no sistema elétrico ou defeitos nas próprias composições. 

Band – 30/05/2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

O papel civilizador dos trens urbanos


Como no passado, eles poderiam semear estações, vilas, cidades – desafogando metrópoles. Mas patinam, submetidos à lógica interesseira da “rentabilidade”

Por Rogério Centofanti

A exemplo de quase tudo que aparentemente pode ser resolvido no “atacado”, transporte, trânsito e mobilidade tornaram-se assuntos de interesse tipicamente quantitativo.

Bem verdade que em São Paulo os números são sempre hiperbólicos – o que parece explicar certa adoração por eles – mas o reducionismo não se justifica.

É um festival de números. Pela prática usual de um usuário por automóvel, calcula-se quantos metros quadrados de área pública são utilizados por automóvel/pessoa nas ruas e avenidas. A partir desse número, calcula-se a mesma relação área pública/ônibus/pessoa, etc.

Por aí vai. Número de pessoas por metro quadrado nos ônibus, trens e metrô. Relação entre tempo e distância nos mais diversos trajetos, e por modal. Número de acidentes pelo número de veículos, etc. sem contar as famosas pesquisas origem-destino.

O interessante, em toda essa monomania dos cálculos, é que os números parecem apontar para alguma outra coisa que não seja o exercício mesmo de calcular, e de servir de alimento concomitante para a monomania da informação, ainda que completamente inútil, pois nada de significativo tem acontecido na vida das pessoas, apesar das incontáveis sopinhas de algarismos.

Qual não foi a minha surpresa, na linha da cultura inútil, ao saber que o meio de transporte mais utilizado em São Paulo é o elevador. Que a grande metrópole é verticalizada, parece evidente. Não sabia, porém, que se transitava tanto verticalmente.

De qualquer modo, gostamos mesmo de números. Eles emprestam um ar de solenidade com aura de pesquisa, de ciência, e sempre impressionam as plateias. Eles parecem ser de vital importância, ao menos em princípio, para alimentar as decisões dos reformadores urbanos, e aparentemente fundamentais para o pressuposto de que as coisas se resolvem por planejamento.

Não é isso, porém, o que a vida urbana tem nos ensinado, e sem a necessidade de tantos números. O bairro operário de hoje, com suas casinhas e pequenos jardins, transforma-se amanhã em um conglomerado de edifícios de apartamentos colados uns aos outros. Planejamento? Não. Dinâmica social, e principalmente econômica, da história urbana da cidade. Não é diferente com os jardins e suas elegantes residências, mais tarde tomadas por comércios e serviços de luxo, e ainda mais tarde ocupadas por comércios e serviços populares. Também nesse caso, nada explicado por planejamentos, mas pelo movimento de determinantes em boa medida geradas pelo acaso. Tais fenômenos podem ser explicados a posteriori, mas não rascunhados a priori com a presunção de que as coisas aconteçam conforme o previsto.

A cidade é viva.

A própria história do estado de São Paulo deveria nos ensinar ao menos uma coisa: cidades e regiões inteiras nasceram à margem das ferrovias. Não foi diferente, em boa medida, com bairros da capital e cidades da denominada Grande São Paulo. Os trens movimentavam cargas e pessoas – nessa ordem – e em cada estação formavam núcleos, que mais tarde se transformavam em grandes aglomerados.

A procura cada dia crescente por trens e metrô demonstra a importância dos trilhos na solução do binômio transporte/trânsito. Como são escassos, ficaram rapidamente saturados. Agora é uma corrida – ao menos discursiva – para a expansão, mas que encontra um terrível obstáculo: poucos são os espaços livres disponíveis para eles, exceto por baixo ou por cima das casas, prédios, ruas e avenidas. Dois espaços caríssimos pelas dificuldades de ocupação.

Os trens metropolitanos têm muito para onde crescer, expandir, mas não mais nas áreas adensadas. Cresceriam nas direções hoje menos povoadas e, nessa medida, exerceriam o papel “civilizador” que desempenharam no passado: trilhos, estações, povoados, vilas e cidades.

Tal pensamento, porém, passa longe das pranchetas dos reformadores, pois norteados por dois conceitos estranhos em mentes que deveriam estar a serviço do interesse público, social: demanda e rentabilidade. Nada fazem pensando no futuro, e menos ainda no que não esteja a serviço do lucro imediato, principalmente para os “parceiros” do Estado.

No passado, as pessoas iam para onde estava o transporte; agora, estamos todos diante da grita para saber como levar transporte para onde estão as pessoas, e ilhadas. Recentemente “descobriram” que imóveis próximos a estações são muito valorizados. Que gênios…

Enquanto isso não se resolve – se é que se resolva – vamos colecionando outros números: número de horas/dia de existência literalmente perdidas no trânsito, horas de sono perdidas por levantar cedo e dormir tarde por conta das dificuldades de transporte, do percentual de nossos rendimentos que deixamos apenas nas operações de ir e vir, e por ai também vai.

No plano qualitativo, pouco se fala de conforto, segurança, beleza e civilidade nas relações de trânsito, e menos ainda nos meios de transporte. “Educação”, dizem, transferindo aos cidadãos a responsabilidade e a culpa pelos próprios sofrimentos. Os números não contemplam esses aspectos da vida denominada “subjetiva”, como se toda a calculeira não tivesse, como finalidade, atender as necessidades dos “sujeitos”. Afinal, elegância no viver deve ser apenas um luxo, bem acima das necessidades da maioria dos mortais.

Fonte: http://www.outraspalavras.net

Ferroviários das linhas 8 e 9 da CPTM não fizeram e não farão greve em 2012


Na assembleia realizada nesta terça-feira (28) na sede social do nosso Sindicato, em Presidente Altino – Osasco (SP) -, os ferroviários presentes avaliaram e aprovaram a proposta apresentada pela CPTM durante audiência do dia 23 no Tribunal Regional do Trabalho: reajuste salarial de 6,63%, correspondente ao IPC/FIPE do mês de março de 2012, acrescido de 1,94% a título de produtividade, extensivo a todas as cláusulas de natureza econômica, exceto o ticket-refeição, que passará de R$ 18,00 para R$ 20,00, sendo 22 cotas mensais sem qualquer desconto, inclusive nas férias, nos mesmos termos da cláusula preexistente.

Em relação ao PPR a empresa deverá arcar com o valor mínimo de R$ 3.000,00 independente dos resultados das metas apuradas, com pagamento até o dia 29/03/2013, sob pena de multa conforme redação contida no acordo anterior considerada como preexistente. A mesma multa em percentual deverá ser aplicada caso a empresa não crie e apresente um novo estudo de PCS no prazo máximo de 90 dias.

Quanto ao adicional de risco de vida para o pessoal de estação de 15%, aguardará o julgamento do pleito inserido no Dissídio de Natureza Econômica. A decisão da categoria deverá ser apresentada para empresa e TRT ainda hoje (29). 

Especialistas criticam projeto do TAV brasileiro


Abandonado há décadas, o transporte ferroviário de passageiros voltou ao radar do governo com o Trem de Alta Velocidade (TAV), obra cujo custo é estimado oficialmente em R$ 30 bilhões, mas que, acreditam analistas, pode chegar a R$ 60 bilhões. Mas o projeto — que quer ligar o Rio a São Paulo e Campinas em uma hora e meia a 300 quilômetros por hora e passagem por volta de R$ 200 — não sai do papel. A nova previsão, depois de diversos adiamentos, é que o primeiro leilão de licitação aconteça no primeiro semestre de 2013. O projeto, porém, é criticado pela maioria dos especialistas no setor.

— O trem-bala é fora da realidade. O trem de média velocidade, que chega a 180 quilômetros por hora, não é muito mais caro que o convencional, o que permitiria que tivéssemos ligação com mais cidades pelo mesmo custo do trem-bala — afirma Paulo Fleury, professor da UFRJ e diretor do Instituto Ilos.

Segundo Paulo Tarso Vilela de Resende, coordenador do Núcleo CCR de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, o trem de média velocidade, também conhecido como trem-flecha, poderia ter mais estações intermediárias.

— A linha de média velocidade seria muito mais eficiente, poderia ter mais estações, mais cidades, que o TAV não consegue. Quando dispara a 300 quilômetros por hora, não pode parar. Faria a ligação Rio-São Paulo em três horas.

Hostílio Xavier Ratton Neto, professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, discorda e diz que o TAV também seria indicado para os trechos São Paulo-Curitiba e Rio-Belo Horizonte.

— As classes C e D estão andando de avião e não vão querer voltar a andar de ônibus quando a capacidade do setor aéreo estourar. Por isso, pensar no TAV é a alternativa mais possível. Até 300 quilômetros é uma distância indicada para percorrer de carro e acima de mil é grande demais, o tempo gasto nos procedimentos em aeroportos compensa.

ANTF diz que trem-bala reabriu debate sobre modal

Rodrigo Vilaça, presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), acredita que o debate sobre o trem-bala foi positivo para colocar o transporte de passageiros sob trilhos em destaque no Brasil. Ele lembra que diversos governos começam a retomar projetos urbanos de metrô, trens e VLTs, e que, em uma segunda etapa, deverão ser retomados os trens de passageiros de longa distância. Apesar disso, ele não acredita que o modelo da Vale, que compartilha os mesmos trilhos com carga e passageiros, seja o melhor:

— Isso até pode ocorrer em algumas linhas, mas, nos locais mais populosos, isso é um complicador. Temos problemas hoje na Grande São Paulo com o compartilhamento. E na Europa quase sempre há linhas dedicadas ao serviço de passageiros — comenta ele.

O Globo – 28/05/2012

Comentário do sindicato:

A posição do sindicato permanece a mesma: tivesse o governo federal optado por um trem regional e as obras já estariam em andamento. 60 bilhões é um luxo fora de propósito em um país que não consegue nem mesmo manter uma rede ferroviária – para transporte de pessoas – em patamar que se possa chamar de mínimo. 

'Cemitérios' de trens em áreas da CPTM têm até vagões sem dono


Áreas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) usadas há pelo menos dez anos como cemitérios de trens velhos em São Paulo têm até vagões sem dono.

A estatal diz que não guarda trens fora de uso --faz leilões-- e que as carcaças são de responsabilidade federal.

Das 85 carcaças em áreas da CPTM, 44 estão em Presidente Altino, Osasco (Grande São Paulo), 35 na Lapa, zona oeste, e seis na estação Luz, no centro.

Segundo a CPTM, os vagões são do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) e ocupam espaço que poderia acomodar novos trens.

Em nota, o Dnit afirmou que fez inspeção em Osasco e constatou que nem todos os vagões são seus. "Assim que o levantamento for concluído, o Dnit providenciará a remoção dos vagões de sua responsabilidade". Segundo o órgão, as carcaças serão transportadas em caminhões.

O sindicato dos trabalhadores das linhas 8-diamante e 9-esmeralda da CPTM diz que as peças antigas são reutilizadas em trens mais novos e que há até um trem de 2009 no meio do ferro-velho.

"Funcionários das oficinas arrancam peças e colocam nos trens que continuam rodando", disse Rogério Centofanti, consultor do sindicato.

Segundo a CPTM, o trem de 2009 que está na Lapa, passa por avaliação técnica.

Trens abandonados

Trem fabricado em 2009 parado no pátio da Lapa, em SP; funcionários dizem que peças estão sendo retiradas

Para o professor da Universidade Federal de São Carlos Archimedes Azevedo Raia Júnior, doutor em engenharia de transportes, o canibalismo --utilização de peças usadas-- nas ferrovias é comum.

"Pode ser utilizado pela necessidade de reposição rápida de uma peça. Mas, em geral, isso aponta falta de planejamento para a reposição das peças", afirma.

Folha Uol - Marcella Souza - 29/05/2012

Comentário do sindicato:

O "cemitério" tem trens antigos (de valor histórico), velhos, semi-novos e novos. Velhos, semi-novos e novos estão estacionados e funcionam como almoxarifado, isto é, como depósito de peças de reposição para trens igualmente velhos, semi-novos e novos em operação. Só falta a direção da CPTM ter a cara de pau de negar isso.

Trens da CPTM têm velocidade reduzida hoje


A linha 9-Esmeralda, da CPTM, e a linha 5-lilás, do metrô, foram afetadas por um defeito no sistema da linha 7-Rubi

Um defeito no sistema de tração de um trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que estava na altura da estação Vila Clarice e seguia em direção a Francisco Morato, faz com que a movimentação seja mais lenta do que o normal na linha 7-Rubi nesta terça-feira, em São Paulo. 

Já na linha 9-Esmeralda, a operação está sendo feita com maiores intervalos por causa de um problema uma composição na estação Ceasa. Segundo a companhia, não há previsão para normalização do serviço. 

A falha na linha 9 faz com que a circulação da linha 5-Lilás do metrô também ocorra com velocidade reduzida.


Band – 29/05/2012

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Simefre, ABNT e RF preparam encontro na USP


Com o objetivo de estimular a discussão das normas técnicas aplicadas às ferrovias e metrôs, o Simefre, a ABNT e a Revista Ferroviária farão realizar na Escola Politécnica da USP, em 7 e 8 de agosto próximos, o II Encontro de Tecnologia Metro-Ferroviária. Durante o Encontro serão apresentados trabalhos selecionados pelas Comissões de Estudo do CB6 -- Comitê Brasileiro de Normas Metro Ferroviárias -- que tratam dos seguintes temas:  Dormentes e Lastros - Trilhos e Fixações - Aparelho de Mudança de Via e Cruzamentos - Traçado e Infraestrutura - Sapatas e Sapatilhas -  Equipamentos de Freios -  Frenagem - Vagões, Truques, Engates e Acessórios - Rodas, Eixos, Rolamentos e Rodeiros - Locomotivas, Truques, Engates e Acessórios - Sinalização - Telecomunicação - Segurança - Bilhetagem -  Terminologia.

Os trabalhos selecionados deverão levar à adoção formal, pela ABNT, de normas técnicas relativas à fabricação e utilização de material ferroviário. Os propósitos do II Encontro são permitir a discussão de tecnologia metro-ferroviária;  aproximar a universidade da ferrovia,  e contribuir para a melhoria da segurança e da produtividade nas ferrovias e metrôs do Brasil. No início de junho, a Revista Ferroviária vai divulgar os temas específicos elaborados pelas Comissões de Estudo e fará a chamada de trabalhos de todos os interessados em contribuir com a discussão. Os melhores trabalhos, selecionados pelas mesmas Comissões, serão apresentados durante o evento.

Revista Ferroviária – 28/05/2012

Figueiredo deve assumir a Etav


O ex-diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, foi convidado pela presidente Dilma Rousseff para assumir o comando da Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), estatal que fará o gerenciamento do projeto do Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo-Campinas e cuidará da transferência de tecnologia. A estatal já foi aprovada pelo governo, mas ainda não foi criada oficialmente.

Segundo fontes do governo, o superintendente executivo da ANTT, Helio Mauro França, também deve ir para a Etav. Juntamente com Figueiredo, Helio conduzia o projeto do TAV na agência. Bernardo Figueiredo deixou o comando da ANTT em março deste ano.

Nova direção na ANTT

O economista Daniel Sigellmann deve ser anunciado em breve pela presidente Dilma como o novo diretor-geral da ANTT. Sigellmann ocupa o cargo de secretário de Fomento para Ações de Transportes, do Ministério dos Transportes, e já foi diretor de programas da secretária do Tesouro Nacional. Ele também foi economista da gerência de Operações Financeiras da Petrobras.

Ele assumirá o cargo ocupado interinamente por Ivo Borges de Lima.

Revista Ferroviária – 28/05/2012

Trânsito ferroviário afetado por chuva no sul da China é retomado


Nanning

O trânsito em uma importante ferrovia da Região Autônoma de Etnia Zhuang de Guangxi, sul da China, foi retomado na tarde desta sexta-feira, após ter sido interrompido por chuvas fortes pela manhã.

Os serviços ferroviários foram retomados por volta das 17h. Tempestades destruíram um trecho de 200 metros do leito da estrada, interrompendo o trânsito de sete trens de passageiros na ferrovia que liga a capital regional de Nanning com Kunming, capital da Província de Yunnan, sudoeste da China, informaram as autoridades locais.

Milhares de passageiros ficaram retidos nas estações por causa da interrupção dos serviços.

Mais de 2 mil trabalhadores foram enviados para reparar a ferrovia, disse Zhang Qianli, chefe do departamento ferroviário da cidade de Nanning.

As tempestades destruíram casas, interromperam o trânsito rodoviário e o abastecimento de água potável, inundaram terras de cultivo e prejudicaram instalações de eletricidade, telecomunicação e irrigação no distrito de Lingyun de Baise.

Mais de 77 mil residentes rurais foram afetados, segundo as autoridades.

Espera-se que mais chuvas atinjam o distrito nos próximos dias, o que complicará as operações de alívio de desastre, segundo as autoridades locais de meteorologia.

CRJ Online - Agência Xinhua – 25/05/2012

domingo, 27 de maio de 2012

Eu matuto, tu matutas


foto da autora do texto

Há alguns dias eu li, na Revista Vida Brasil, um artigo de Rogério Centofanti, consultor do SINFERP, onde ele exibe uma faceta verdadeiramente literária. O artigo que me fez matutar intitula-se O Jeca Tatu e o VLT. Bem ao estilo de Monteiro Lobato, ele nos diverte ao mesmo tempo em que nos faz ver que até os jecas compreendem facilmente a simplicidade de uma escolha, diante de um problema que afeta a maioria das grandes cidades: transporte urbano.

Problema? Claro que sim. Só que há soluções possíveis. Uma delas, aliás, muito evidente, tão evidente, que Centofanti recorreu ao imaginário para ilustrar e, ao mesmo tempo, para nos fazer ver que até gente simples consegue entender que o VLT ― abreviatura de veículo leve sobre trilhos ― pode ajudar, e muito, na solução dos problemas envolvidos na mobilidade urbana. É que a coisa tente a piorar, por motivos óbvios. Cresce o número de pessoas, mas os metros quadrados da cidade não aumentam em idêntica proporção. Naturalmente, isso não deve nos deixar apreensivos, ao menos por enquanto. Afinal, vai piorar mesmo! Daí, talvez, a coisa se resolva sozinha.

O artigo reproduz uma conversa fictícia entre o autor e pessoas muito simples, jecas, os matutos da província, que Lobato imortalizou, e que Mazzaropi protagonizou nas telas. Eu li, gostei e me diverti muito, pois gente “simples” entende perfeitamente bem o problema, e facilmente atina em qual é a solução, não apenas a mais óbvia, como ainda a menos onerosa, inclusive para o meio ambiente.

Por que então essa mania de tornar problemas e soluções mais complexos do que já se apresentam? Para manipular opiniões? Há muita gente convencida de que ser hermético é uma forma de parecer profundo, até mesmo erudito. Ser iniciado no domínio e no emprego daquela terminologia recheada de estrangeirismos é o the most, mas só para quem é o the best. Ah! Diria o jeca, de besta. Pois é...  Empregam-se palavras difíceis, extraindo delas todo peso ideológico que contêm, enquanto um imenso leque de possíveis soluções se abre e, em lugar de facilitar, apenas complica e dificulta a escolha. Enquanto isso, o problema aumenta, e aparece cada vez mais gente para vender o remédio.

Pessoas simples, contudo, como os matutos do artigo, decidem com a lógica cristalina de quem se adéqua perfeitamente bem ao real. Isso resulta da própria vivência do homem integrado à paisagem. Aliás, o que é mera paisagem para o homem urbano, é a dura realidade para o homem do campo. Sua janela deixa ver o ambiente contra o qual ele luta para extrair seu ganho. O campesino trabalha no lugar que, para o metropolitano, é cenário que merece moldura. Um romantiza o campo e luta por sua preservação; outro luta contra elementos ambientais que representam, para ele, uma ameaça, algo que deve ser afastado, neutralizado ou destruído. O quintal de um tem horta; o do outro, jardim. São lógicas distintas que se estruturam sobre mentalidades diferentes, talvez moldadas pala atividade econômica respectivamente desenvolvida. Resistir a mudanças faz parte da vida. Principalmente quando mudar ameaça nossas crenças e desejos, e nos faz sair da chamada zona de conforto.

A simplicidade do VLT é tão evidente que se torna ameaçadora, em especial porque afronta nosso individualismo. A relação entre o número de pessoas e o espaço disponível está dada, e mostra que segmentar este espaço em fragmentos individualizados está cada vez mais difícil. Ontem mesmo ouvi de Centofanti que o veículo de transporte mais usado em São Paulo é o elevador. Naturalmente, podem-se empilhar os andares de um prédio, multiplicando assim sua metragem quadrada; a mesma solução, todavia, não é possível nas ruas. Seria complicado construir tantos viadutos entre prédios cada vez mais altos. Tudo indica que a disputa pelo espaço urbano das grandes cidades vai se tornar cada vez mais acirrada e competitiva, de sorte que alguém vai perder com isso, ou seja, cada vez mais gente vai se achar obrigada a abandonar a respectiva zona de conforto. Uma maior socialização deste espaço urbano é previsível, com ou sem VLT. Com VLT, parece, seria melhor, mais econômico e menos poluente. E até os matutos perceberam isso facilmente, ao menos no artigo de Centofanti.

Abrir mão de nosso individualismo nos expõe a fazer contato com o coletivo, a mudar comportamento, alterar regras de conduta. É preciso adquirir um mínimo de polidez, de educação. É preciso olhar o outro e conviver com ele, aliás, muito, muito de perto. Ir a algum lugar dirigindo o próprio carro é uma coisa bem diferente que ir ao mesmo lugar fazendo uso do transporte coletivo. Para quem se habituou à primeira opção, ajustar-se à segunda implica em alterar hábitos, substancialmente. Estamos convencidos de que o carro liberta, porque se pode escolher horários e decidir mil outros pequenos detalhes que, em tese, facilitam muito nossas vidas. Isso sem falar no status, no significado de ser proprietário de um automóvel. Só que horas marcadas são contingentes às mais diversas obrigações. Pouca escolha temos sobre quando fazer isso ou aquilo. Ir de carro, quando não nos toma mais tempo, nos custa mais caro em função do estacionamento que é pago por hora, não raro, por minuto.

No entanto, essa gente da cidade está tão acostumada ― eu mesmo diria submissa ― à cultura do automóvel, que não percebe o quanto o comportamento que vem adotando em relação ao trânsito compromete sua qualidade de vida, para usar uma expressão da moda. O matuto provinciano, entretanto, consegue enxergar uma solução para o problema que o metropolitano vive; da mesma forma, não poucas vezes, acontece o contrário, e o metropolitano é quem vai alertar ao campesino quanto aos riscos que ele corre ao intervir no ambiente de modo desastrado, para combater o que entende como ameaça. Um fala de ecologia; outro, de sobrevivência. O matuto vai matar a cobra, como já matou onças e lobos. A lógica aplicada a cada uma de nossas decisões é produto de nossa experiência, e não há quem não entenda que gato escaldado tem medo de água fria.

Temos visto revoluções em matéria de comportamento. Estamos mais verdes, mais ecológicos e mais orgânicos. A geração saúde não fuma, frequenta academias e anda de bicicleta. Aparecem as tribos cult, pós-modernas, pós-capitalistas, pós-materialistas, compostas de pós-graduados que desejam repensar o mundo, oferecer respostas e alternativas a questões físicas e metafísicas que, afinal, sempre afligiram a humanidade. No entanto, ao menos com relação ao VLT, parece que os jecas do artigo do Centofanti acertaram em cheio na solução. Dez a zero para eles.

Maristela Bleggi Tomasini

Acervo ferroviário de Jundiaí (SP) passa a ser digitalizado


30 mil títulos das companhias ferroviárias vão ter outro destino. 19 mil itens já foram catalogados.

A biblioteca de uma instituição de ensino de Jundiaí (SP) virou um centro de recuperação. Com luvas, máscaras e aventais, estudantes e pesquisadores se debruçam sobre documentos que guardam a história da ferrovia do país.

Cerca de 30 mil títulos que estão nos escritórios das companhias ferroviárias vão ganhar novo destino. O trabalho dos pesquisadores é garimpar o que está escrito e passar para o mundo digitalizado. O maior desafio é conseguir preservar o que está se perdendo com o tempo. Alguns livros têm fungos e precisariam passar por restauro, como mostra a reportagem do Tem Notícias.

Até agora, 19 mil itens já foram catalogados. O processo consiste em tirar foto do documento, primeiramente. Depois, com a ajuda da tecnologia, as imagens vão para um banco de dados. Com apenas um click dá para recuperar anos de histórias.

Parceria

A pesquisa de memória ferroviária é uma parceria do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. A Unesp de Bauru e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo integram o projeto.

G1 – 22/05/2012

Alckmin quer inaugurar trem para aeroporto de Cumbica até a Copa de 2014


O governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinou à CPTM que conclua até a Copa de 2014 a linha 13-jade, trem sobre elevado que vai conectar o aeroporto de Cumbica à rede metroferroviária.

É a primeira vez que o Estado fixa um prazo visando o torneio de futebol. 

"O governador pediu que a obra seja concluída em 24 meses", disse o presidente da CPTM, Mário Bandeira. Segundo ele, o governo espera encerrar a licitação, em andamento desde 2011, e contratar a obra ainda neste ano. 

Se conseguir, o governo poderá viabilizar até o torneio conexões dos dois principais aeroportos do Estado - Congonhas e Cumbica - com a rede sobre trilhos. Hoje, nenhum deles tem ligação com a rede do Metrô ou da CPTM. 

No início deste ano, Alckmin deu início, com atraso, às obras da primeira etapa da linha 17-ouro do Metrô, que vai ligar Congonhas à linha 9-esmeralda da CPTM. 

Folha de S. Paulo - 23/05/2012