sábado, 31 de março de 2012

Metrô cria regulamento para licenciamento e exploração de sua marca


A Companhia do Metropolitano de São Paulo divulgou um conjunto de regras estabelecendo critérios para o licenciamento e exploração da marca “METRÔ”, de sua propriedade. O objetivo é adequar-se ao mercado mundial de licenciamento de marcas de credibilidade, já adotado nos metrôs de Londres, Nova York, Tóquio, Madri, entre outros. 

Para credenciar-se ao licenciamento, a empresa deverá se enquadrar nas finalidades estipuladas no regulamento.

Artigos de vestuário, escritório, recreação, souvenirs, literários e impressos poderão, a critério do licenciante (Companhia do Metrô), ser associados à marca “METRÔ” e produzidos e comercializados em qualquer localidade. 

Metrô-SP - 30/03/2012

Comentário do sindicato:

Será que a CPTM fará o mesmo? Será que alguém deseja explorar a logomarca CPTM? Será que alguém pagaria para adquirir fotos autografadas dos dirigentes da empresa?

Agetransp condena SuperVia (RJ) a pagar R$ 600 mil por 'trem fantasma'

Rio -  A concessionária SuperVia foi condenada, nesta terça-feira, a pagar uma indenização de quase R$ 600 mil por causa do incidente de 18 de janeiro de 2010 com um trem que se moveu sem maquinista com passageiros em seu interior. No episódio, que ficou conhecido como "trem fantasma", a composição percorreu, em alta velocidade e sem condutor, o trecho entre as estações de Ricardo de Albuquerque e Madureira, no subúrbio do Rio.
De acordo com a Agência Reguladora de Serviços de Transportes Concedidos (Agetransp), o caso não cabe mais recurso e a Supervia tem 30 dias para fazer o pagamento. Na época, foi investigada a possibilidade de alguém ter se aproveitado da saída do funcionário da cabine de comando para colocar o trem em movimento. 
Pane apavorou passageiros
Uma pane em um trem da SuperVia deixou cerca de 1.200 passageiros em pânico na manhã do dia 18 de janeiro, no ramal de Japeri. Segundo relatos, a composição, que estava parada por problemas mecânicos, começou a andar em alta velocidade por volta das 6h15, sem maquinista e com as portas abertas. Desgovernado, o trem percorreu pelo menos seis quilômetros entre as estações de Ricardo de Albuquerque e Oswaldo Cruz.
O problema foi investigado pela Agetransp, pela Secretaria Estadual de Transportes e pelo Ministério Público Estadual. “Era um desespero só, mulheres grávidas, com criança de colo, idosos, todos caindo no chão, gritando para que o trem parasse, enquanto outras gritavam ‘Está sem maquinista!!!’”, descreveu o jornaleiro Alberto Marcondes, de 51 anos, um dos passageiros que lotavam os vagões no momento do acidente.
O trem só parou após a concessionária desligar o fornecimento de energia pela rede aérea, na altura de Oswaldo Cruz. O problema, que afetou alguns equipamentos da linha férrea, causou atrasos de até 40 minutos na circulação de trens do ramal. O fluxo só foi normalizado às 9h10, quase três horas depois.
O Dia – 27/03/2012

Comentário do sindicato:

Isso também “quase” aconteceu na CPTM, não fosse a iniciativa da maquinista. 

Transporte desgovernado


Pela 15ª vez neste ano, a malha de trens metropolitanos de São Paulo sofreu uma pane.

Agora, um problema no fornecimento de energia, segundo explicações oficiais, interrompeu o funcionamento da linha 7-rubi, que liga o bairro da Luz, no centro paulistano, ao município de Jundiaí, 58 km a noroeste da capital.

Passageiros revoltaram-se com a paralisação, e alguns, meia hora após o defeito, promoveram atos de vandalismo numa das estações.

As sucessivas falhas na rede da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) são causadas por fatores em geral associados à defasagem entre a expansão do sistema e a melhoria da infraestrutura. Nos últimos anos, a inauguração de novas linhas de metrô e a parcial modernização dos serviços ferroviários acarretaram um rápido acréscimo de usuários.

O número de passageiros transportados por metrô e trens aumentou em 1,2 milhão em 2011. Foi de 5,9 milhões para 7,1 milhões.

O ritmo de incremento, contudo, tem sido mais veloz do que a modernização da malha. Embora não seja o único aspecto a apresentar problemas, o sistema elétrico está defasado. Novas subestações, que aumentarão em 40% a potência instalada, só deverão estar concluídas em 2014 - em algumas linhas, as deficiências talvez sejam sanadas até o ano que vem.

A elevação no número de passageiros, que o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, compara a um tsunami, é fruto da demanda reprimida por transporte de qualidade na Grande São Paulo. E não bastam, para atendê-la, os investimentos previstos em trens e metrô.

É indispensável avançar em outras frentes, como os corredores de ônibus, que precisam ser ampliados e aperfeiçoados. Muitos passaram a usar as novas linhas sobre trilhos porque os trens, mesmo abarrotados, em tese cumprem horários. Já os ônibus são menos previsíveis, pois dependem das condições do trânsito.

Além de investir em corredores, é importante facilitar as conexões com outros meios, com a construção de estacionamentos e ciclovias.

O planejamento e a operação do transporte público na Grande São Paulo exige uma visão integrada. É preciso criar uma autoridade metropolitana que coordene as ações, de modo a tornar o sistema mais racional e eficaz.

Folha de São Paulo - 31/03/2012

Comentário do sindicato:

Demorou um “pouco”, mas parece haver, ao menos nos últimos dias, um reconhecimento que a questão do transporte em São Paulo anda, digamos, complicado. O que tem de gente falando e escrevendo sobre o óbvio é assustador.

Faltam mais transportes sobre trilhos e fim de conversa. Mais ônibus? Ajuda na questão do transporte, mas não reduz os altos níveis de poluição sonora e do ar. Precisamos empregar mais energia elétrica, e isso significa mais transportes sobre trilhos. Ao lado disso, é também interessante pensar na criação de usinas hidroelétricas para alimentar com exclusividade a rede metroferroviária, sob a pena de futuros apagões.

Chegamos nisso por conta de decisões equivocadas no passado. Não foi diferente com a malha ferroviária paulista, e não existem inocentes nessa história toda.

Sem fazer o que deve ser feito, políticos dos mais diversos matizes criam uma nova nuvem de fumaça: a tal “autoridade metropolitana”, um ente federativo que cuide das questões metropolitanas, ao lado das prefeituras e dos governos estaduais. Mais uma instância para dividir a responsabilidade com as eternas decisões equivocadas. Mais cargos, mais desculpas, mais empurra-empurra. O argumento é que a solução para o caos do transporte de São Paulo é grande demais para ser administrado e principalmente “bancado” por dinheiro apenas do município e do estado.

Tem seu fundo de verdade. Dinheiro de impostos de paulistas está sendo alocado para resolver problemas de paulistanos, da mesma forma que dinheiro de paulistanos e de paulistas está sendo destinado a “bancar” obras e serviços de outros estados. Tudo isso é verdade.

Não é mais fácil apostar na ideia que parte do dinheiro de impostos de paulistas e paulistanos, recolhidos para a união, fique condicionado a soluções de problemas de transporte dos paulistas e dos paulistanos? 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Aumento de usuários e falta de investimentos nos trens da CPTM causa problema nos transportes em SP


Segundo especialistas, a falta de infraestrutura também prejudica...
SÃO PAULO – O aumento de usuários nas linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a falta de investimento em infraestrutura no sistema explica os sucessivos problemas no transporte ferroviário em São Paulo. O diagnóstico é do especialista em transportes, Sérgio Ejzenberg, consultor da Organização das Nações Unidas (ONU) no Programa de Desenvolvimento de Transportes para Bogotá e Colômbia.
“Isso não poderia ter acontecido. Na hora que você ofereceu integração [com o metrô e o ônibus] chamou gente para o sistema. E obviamente a rede [elétrica] não suporta a demanda atual”, disse Ejzenberg em entrevista a Agência Brasil.
“Você percebe que há uma exigência maior de alimentação, e tudo isso precisa de energia. E a rede seguramente não estava preparada para isso. Isso explica os recorrentes problemas que sempre se dão no pico da manhã”, acrescentou.
 Na última quinta-feira (29), um problema elétrico na Linha 7 Rubi (Luz - Francisco Morato - Jundiai) da CPTM causou a paralisação dos trens entre as 7h e as 10h, quando o funcionamento foi retomado parcialmente. Apenas às 15h a totalidade do sistema voltou a operar. Em uma das estações mais atingidas, a Francisco Morato, usuários revoltados com os sucessivos problemas destruíram catracas que davam acesso à área de embarque.
Se a CPTM sabia [do aumento de passageiros] e não tomou providências, é inépcia. Se ela não sabia, é falta de planejamento. Se sabia, tomou as providências e não conseguiu orçamento para fazer, é decisão política equivocada. Há algum erro em algum lugar”, disse o especialista. A Agência Brasil enviou um pedido de entrevista a CPTM, mas até o fechamento desta reportagem não havia recebido retorno.
Nesta sexta-feira (30), deputados estaduais membros da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo fizeram uma inspeção na Estação Francisco Morato. “O que houve aqui é resultado da ebulição de tudo que vem ocorrendo nas linhas da CPTM. Há diminuição do investimento do governo e cortes no orçamento”, disse o deputado Alencar Santana Braga (PT).
De acordo com ele, a bancada do PT fez uma representação no Ministério Público estadual pedindo apuração sobre omissão do governo na manutenção da linha. Na estação Francisco Morato, os usuários precisam cruzar a linha do trem a pé antes de chegar a plataforma de embarque. “As pessoas são colocadas em risco”.
O PT também deverá convocar o secretário de transportes do estado, e o presidente da CPTM para esclarecer aos deputados as sucessivas falhas que estão ocorrendo no sistema.
Segundo a CPTM, a linha ontem demorou quase oito horas para retomar totalmente o funcionamento devido aos usuários que desceram dos trens e tomaram os trilhos. “Por questão de segurança, a circulação de trens que vinha ocorrendo parcialmente teve de ser interrompida, o que provocou lotação nas estações dessa linha”, informou a companhia, em nota.
O frequentador da Estação Francisco Morato, Fábio Alexandre Souza, disse que já recebeu advertência no trabalho por chegar atrasado. “Eu chego aqui as 4h30 da manhã. Não é questão de fila aqui dentro, é que não cabe ninguém dentro da estação. A fila fica lá fora. Ultimamente a situação tem piorado, o trem vem de 40 em 40 minutos, e já chega lotado de Franco da Rocha [uma das estações anteriores]”.
“Toda a semana tem paralisação por falta de energia. Principalmente no final de semana. Final de semana não tem trem. Demora 30 minutos para chegar e mais 30 para sair”, acrescentou.
Marcio Nazario Ribeiro, também usuário da estação, conta que na última quinta-feira (29) perdeu o dia de trabalho por falta da condução. De acordo com ele, além da lotação dentro da estação, há falta de espaço dentro dos trens. “Aqui tem todo o tipo de problema, paralisação, tem muito intervalo entre os trens e está sempre muito lotado. Os trens parecem lata de sardinha. Ontem mesmo eu não pude trabalhar, e aí tive que voltar para casa. Quando falta trem, eles tentam colocar ônibus, só que os ônibus já vinham cheios”.
Em nota, a CPTM disse que herdou sistemas antigos, e que agora estão recebendo investimentos para sua modernização. “Somente neste ano serão mais R$ 1 bilhão para obras de infraestrutura (sinalização, telecomunicações, energia, rede aérea, via permanente e construção de passarelas), além da modernização das estações mais antigas e da frota de trens”, informou a companhia em nota. A companhia ainda destacou que a rede aérea de energia e os sistemas de alimentação elétrica dos trens estão sendo trocados e novas subestações de energia estão sendo construídas em todas as linhas.
“Já está em fase de conclusão a licitação para contratação de projeto executivo, fabricação, fornecimento e instalação de novas subestações para as seis linhas, cujos investimentos são de R$ 664 milhões. Atualmente a CPTM possui 24 subestações elétricas para energia de tração, número que deverá chegar a 30 com a implantação das subestações em andamento e as que estão em licitação”.
No primeiro trimestre de 2012, a CPTM registrou 15 ocorrências que prejudicaram o funcionamento normal dos trens. Quatro dessas ocorrências foram provocadas por falha no sistema de alimentação elétrica. As demais, segundo a CPTM, foram causadas por fatores externos, como alagamento e falhas nas composições.
DCI – 30/03/2012

Comentário do sindicato:

Pois é: quando representante de nosso sindicato disse a mesma coisa em reportagem para a Band, foi sutilmente ironizado em comentário do jornalista Heródoto Barbeiro, por considerar nossa análise “simplista”.

A direção da CPTM é anêmica, amorfa e incompetente. O buraco, entretanto, é ainda maior do que apenas a falta de energia para alimentar o crescente número de trens operando no sistema nos horários de pico.

Alckmin autoriza início das obras do monotrilho do Morumbi


Previsão do governo de São Paulo é entregar o primeiro trecho, de Congonhas ao Morumbi, em 2014

Horas depois do problema no trem da Linha 7 - Rubi e da depredação da Estação Francisco Morato, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou a liberação das obras da Linha 14 - Ouro do Metrô, que será operada como monotrilho. Os canteiros de obras serão instalados nesta sexta-feira.
O primeiro trecho da Linha 17 - Ouro liga o aeroporto de Congonhas à estação Morumbi da Linha 9 - Esmeralda da CPTM e será feito em 12 minutos. Serão 7,7 quilômetros de extensão e oito estações (Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi).
O governo trabalha com a possibilidade de inaugurar esse trecho até a Copa do Mundo de 2014, mas, nesta quinta-feira, Alckmin preferiu não fazer promessas nesse sentido. “Serão dois anos de obras, nós vamos correr o máximo para ficar pronto antes da Copa”, disse. No aeroporto, a estação ficará na Avenida Washington Luís, do lado oposto à entrada de Congonhas, e a ligação será feita por um túnel.
Na 2 etapa serão construídas estações até a interligação com a futura Estação São Paulo-Morumbi da Linha 4 -Amarela do Metrô, passando por Paraisópolis. Esta fase tem conclusão prevista entre 2015 e 2016. Já a terceira fase ligará Congonhas à Estação Jabaquara da Linha 1 - Azul do Metrô. Por conta do início das obras, a CET vai interditar uma faixa da Avenida Roberto Marinho, no sentido marginal, a partir das 17h de domingo, entre as ruas Constantino de Souza e Princesa Isabel.
O bloqueio deve durar dois anos, segundo a CET, mas, de acordo com o Metrô, o trânsito precisará ficar interrompido no local por sete meses.
Diário de São Paulo – 30/09/2012

Comentário do sindicato:

Ótimo. O problema é que, enquanto a linha OURO não acontece, o povão suburbano das linhas PEDREGULHO continua a mingua. 

Cenas lamentáveis em estação da CPTM

Cenas lamentáveis, inclusive da ação da Polícia Militar de São Paulo. Com gente "suburbana" é assim que funciona. "Tem que aprender" a se contentar com o que tem, também com o que não tem, suportar calada, e levar cacetada se reclama...




Nova falha interrompe circulação de trens da CPTM, hoje, em SP


Dessa vez, problema foi na Linha 9-Esmeralda, que liga a cidade de Osasco ao bairro de Grajaú, na Zona Sul da capital. Sistema ficou paralisado por 30 minutos
Os passageiros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) novamente enfrentaram dificuldades para seguir viagem na manhã desta sexta-feira. Dessa vez o problema aconteceu entre as estações Osasco e Ceasa da Linha 9-Esmeralda – que liga a cidade de Osasco ao bairro de Grajaú, na Zona Sul da capital. Uma composição parou e precisou ser rebocada para manutenção. Por conta disso, a CPTM paralisou por 30 minutos a circulação de trens na linha.
De acordo com a assessoria de imprensa da CPTM, a falha aconteceu às 8h50 e, às 9h20, a operação estava normalizada. Um dos trens que atende a linha enfrentou problemas de tração e não conseguiu seguir viagem, diz a empresa. A alternativa encontrada pelos técnicos foi rebocar a composição até o pátio de manutenção, manobra que, por segurança, exige a suspensão temporária do serviço de trens.
Quebra-quebra - A falha de hoje acontece um dia depois do tumulto causado por mais uma pane registrada no sistema de transportes ferroviários da Grande São Paulo. Nesta quinta-feira, um defeito no fornecimento de energia elétrica interrompeu a circulação de trens na Linha 7-Rubi, que liga o bairro da Luz, no Centro, à cidade de Francisco Morato. O problema ocorreu por volta das 7 horas e afetou 90.000 passageiros.

Veja – 30/03/2012

Comentário do sindicato:

Não pode ser. O secretário dos Transportes Metropolitanos diz que a CPTM apresenta apenas uma falha a cada 15 dias. Normal, de acordo com ele, pois dentro dos “parâmetros”, seja lá o que entende por isso.

Falhas na CPTM: bolas cantadas


Centenas de passageiros, inconformados com a paralisação total da circulação de trens numa das linhas de subúrbio de São Paulo, depredaram nesta manhã a estação Francisco Morato — um município da região metropolitana, 48 quilômetros a norte da capital. As catracas e bilheterias foram destruídas. Houve princípio de incêndio. O tumulto estendeu-se por cerca de uma hora, até a intervenção da polícia, às 10h. A notícia circulou pelas redes sociais (as fotos do post vêm do Facebook). Entre os portais de maior audiência, porém, apenas o G1 a divulgou, de modo discreto.

A linha atingida é a 7. Operada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, tem nome de pedra preciosa (“rubi”). Seu funcionamento, porém, é tosco. Na manhã de hoje, a circulação de trens foi totalmente interrompida, por uma falha primária que revela a prcariedade do sistema: pane no abastecimento de energia. Centena de milhares de passageiros foram afetados. Muitos perderam o dia de trabalho e salário. Alguns, também a paciência.

Nos últimos meses, os transtornos têm se repetido na rede paulista de trens de subúrbio. Alguns só não se transformaram em tragédia por sorte. Em 24 de março, por exemplo, dois trens — um de cargas, outro de passageiros — chocaram-se em Rio Grande da Serra (49 km. a sudeste do centro de S.Paulo), na linha 10, a “turquesa”. Desta vez, não houve vítimas, nem registro algum na mídia.  Em nota publicada no site "São Paulo TREM Jeito“ o presidente do sindicato que reúne os ferroviários da Grande São Paulo relata os seguidos desastres que estão afetando o sistema — e seu ocultamento pelos jornais e noticiários na TV.

Outras Palavras - Antonio Martins - 29/03/2012

Encontraram os culpados pelos problemas da CPTM: os usuários


Linhas tiveram 117 milhões de usuários nos dois primeiros meses de 2012. Pane elétrica na Linha 7 parou trens e causou tumulto nesta quinta (29).

O total de passageiros nas estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) cresceu 73% em cinco anos, segundo dados da empresa enviados ao G1. Foram 117,1 milhões de passageiros nos dois primeiros meses de 2012, contra 67,8 milhões transportados no mesmo período de 2007. O número de usuários neste ano equivale a cerca de 3 mil vezes a capacidade do Estádio do Pacaembu - cerca de 40 mil, na Zona Oeste de São Paulo.

Na quinta-feira (29), uma falha no sistema elétrico da Linha 7-Rubi paralisou trens e terminou com a depredação da estação Francisco Morato. A Polícia Militar chegou a usar bombas e manifestantes foram detidos. Passageiros relataram que chegaram a demorar até 4 horas no percurso e flagraram cenas de vandalismo.

O Ministério Público informou que investiga falhas no serviço e especialistas ouvidos pelo G1 apontam que há superlotação e necessidade de mais investimento. O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, anunciou obras de modernização no trecho afetado e afirmou que a inauguração da Linha 4 do Metrô e a consequente integração com os trens trouxe um "tsunami" de passageiros ao sistema.

Evolução da demanda

O número de 117,1 milhões considera a somatória de todos os passageiros transportados ao longo de janeiro e fevereiro deste ano.

Dados da CPTM relativos ao período entre 2006 e 2011 refletem também aumento se forem consideradas apenas o total de viagens em dias úteis. O total de usuários cresceu quase um milhão: passou de 1,4 milhão de pessoas em 2006 para 2,3 milhões em 2011.

Para o engenheiro Sérgio Ejzenberg, especialista em transportes, os dados refletem a superlotação das linhas.  "Há sobrecarga de usuários, uma demanda enorme. O sistema [de trens] não está dando conta", diz.

Para Ejzenberg, as falhas ocorridas na Linha 7-Rubi nesta quinta não são pontuais - elas fazem parte de um problema maior, que desde o início do ano afeta os usuários da CPTM. "Talvez [a empresa] não estivesse esperando tanta demanda. Houve um erro de planejamento, de engenharia ou de orçamento", pondera o engenheiro. Uma falha ocorreu nos trens da CPTM a cada quatro dias nos três primeiros meses de 2012, segundo levantamento da TV Globo. No total, 22 problemas foram registrados.

Problemas como a pane no sistema elétrico dos trens da Linha 7-Rubi, que paralisaram os trens e causaram tumulto, afetam mais gente do que só os passageiros, afirma Ejzenberg. "O custo social é enorme. Há pessoas que não chegam no trabalho, professores que deixam de dar aula, estudantes que faltam", diz.

A hipótese mais provável para a série de panes, diz Ejzenberg, é que tenha havido "atração" de público para o sistema de trens da CPTM sem que tenha ocorrido preparação da rede para receber tantos passageiros.

G1 solicitou à CPTM e à Secretaria de Transportes Metropolitanos um balanço da verba investida no sistema, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

O Ministério Público abriu inquérito no início deste ano para investigar as panes sucessivas ocorridas nos trens da CPTM. Segundo o promotor Maurício Antônio Lopes, é necessário saber se houve redução no orçamento aplicado na rede ferroviária. Ele se reuniu com diretores da empresa na quinta-feira (29) e pediu uma compensação com relação à pane ocorrida na Linha 9-Rubi.

No limite

O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, admite que "a rede aérea [de trens] está no limite", mas nega que esteja havendo caos. "A demanda reprimida é muito grande. Pagamos o preço do nosso sucesso", disse ele, em entrevista coletiva nesta quinta-feira.

A secretaria relata estar trocando os sistemas de alimentação de energia das estações da CPTM. Serão construídas novas substações de energia em todas as linhas, ainda de acordo com a pasta. Com relação ao problema na Linha 7-Rubi, o secretário considerou que, se as pessoas não tivessem saído do trem, na quinta, a pane elétrica seria resolvida rapidamente. A falha começou às 7h e estava restrita ao trecho entre as estações Barra Funda e Luz, ainda de acordo com Fernandes.

O secretário avalia que o problema da superlotação da CPTM está vinculado ao aumento da integração com o Metrô, em especial a Linha 4-Amarela. "Foi um tsunami. A CPTM está tendo que se desdobrar para lidar com esse tsunami [de usuários] que aconteceu", disse.

Outros fatores

Para Jaime Waisman, professor de engenharia de transportes da Universidade de São Paulo (USP), três fatores levaram ao boom de passageiros na CPTM e no Metrô: a integração com o Bilhete Único, que permite pagar tarifa mais barata pelo transporte, o congestionamento nas ruas de São Paulo e o bom momento econômico.

"Como isso repercute: há uma queda notável no nível de conforto para os passageiros. Os trens deixam de estar lotados nas horas-pico e ficam lotados praticamente o dia todo", diz o professor. Ele ressalta que a tendência de crescimento é inevitável, mesmo nos próximos anos. "As pessoas estão dispostas a deixar o carro e ir de trem e Metrô porque é mais rápido e barato. As vantagens do sistema trabalham contra ele", afirma.

Apesar de ser inevitável que mais gente use esse tipo de transporte, Waisman prevê um crescimento em ritmo mais lento nos próximos anos. "O grande pulo se deveu ao Bilhete Único. Eu diria que a tendência é de uns 20% de crescimento ao ano, até 2015", disse.

Na análise individual das linhas da CPTM, a 9-Esmeralda foi a que mais cresceu nos últimos anos. O número de passageiros mais do que triplicou, comparando os dois primeiros meses de 2007 com o mesmo período de 2012. Há cinco anos, havia apenas 5 milhões de usuários, número que chegou a 20,8 milhões só neste ano. A Linha 9 ficará fechada em trechos até maio, sempre aos domingos, para obras de modernização que devem custar R$ 307 milhões.
O excesso de passageiros é um dos grandes fatores de desgaste dos trens da CPTM e do Metrô, diz Waisman. "Mais lotação implica em mais gente segurando as portas, deixando coisas caírem nos trilhos, provocando algum acidente, o que prejudica a operação."

Investimento

A bancada do PT na Assembleia Legislativa protocolou na quinta representação junto ao Ministério Público Estadual em que pede a abertura de inquérito para apurar supostas irregularidades na prestação do serviço da CPTM e as responsabilidades dos gestores públicos nos acidentes e panes ocorridas. A representação requer, também, que seja apurada se há falta de investimento.

O PT diz ter documentos enviados pela CPTM à Assembleia Legislativa que provam diferença de R$ 700 milhões entre o que a CPTM reivindicou e o que foi efetivamente aprovado no orçamento da companhia em 2012: de R$ 1,75 bilhão para R$ 1,05 bilhão. Para a linha 7, a CPTM teria apontado a necessidade de R$ 284 milhões e o valor definido pelo governo foi de R$ 101 milhões, ou seja corte de R$ 183 milhões, que significa redução de 64% do orçamento no investimentos na linha.

G! – Rafael Sampaio - 30/03/2012

Comentário do sindicato:

Demorou, mas finalmente encontraram os verdadeiros culpados pelos problemas da CPTM: os usuários. Quem manda usuários escolherem os trilhos como meio de transporte? Ué? Os gênios do governo e da CPTM não gostam de usar como parâmetro o conceito de “demanda” para nortear TODAS as suas ações (ou desculpas)? Pois é: estão agora com excesso da demanda que tanto adoram. ATENDAM, PÔ! Não há excesso de usuários: há escassez de oferta, em especial com o mínimo de qualidade, e com a segurança necessária. 

Trens da CPTM fora dos trilhos desesperam usuários


Passageiros depredam Estação Francisco Morato por nova falha no sistema de alimentação elétrica

Desta vez, a população reagiu às falhas elétricas que vêm provocando sucessivos atrasos nos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

O defeito no sistema de alimentação elétrica ocorreu às 7h na Estação da Luz, no Centro de São Paulo, e comprometeu o funcionamento da Linha 7 - Rubi, que vai até Jundiaí. Estações ficaram lotadas, algumas chegaram a fechar.

A revolta aconteceu em Francisco Morato, na Grande São Paulo, uma das 17 da Linha - 7 Rubi. Moradores da cidade, uma das mais pobres da região metropolitana, decidiram atacar a estação. Queimaram bilheterias, destruíram catracas eletrônicas, amassaram portas de aço. Quebraram banheiro, relógio e câmeras de monitoramento. Arrombaram a porta da sala onde fica o sistema de transmissão ótica. Danificaram os telefones , tiraram de operação a sinalização da linha de trem.

“Não houve perigo, pois há um outro sistema de sinalização”, garantiu  à tarde Pedro dos Santos, de 47 anos, engenheiro da CPTM que trabalhava na restauração do sistema.

Quem estava na sala de limpeza da estação na hora do tumulto era a supervisora Noely dos Santos, de 46. “Eu não ia ficar aqui para ver”, relatou ela que, apavorada, pulou pela janela e fugiu da confusão.

Às 7h30, usuários da CPTM começaram a se aglomerar na Estação Francisco Morato. Os trens haviam sido paralisados após passageiros descerem, afetados pela falta de energia, para caminhar na linha férrea. Segundo a CPTM, de 3 mil a 4 mil pessoas saíram dos vagões e foram para os trilhos. A circulação das composições, que era parcial, foi interrompida por motivos de segurança. Passageiros fizeram o quebra-quebra.

Com medo das depredações, comerciantes fecharam as portas. “Nunca vi isso. Fiquei com medo”, afirmou Eduarda Vivas, de 20, que tem um box de artigos evangélicos e DVDs no minishopping Biju, a 50 metros da entrada da estação. Por causa do tumulto, as portas do estabelecimento foram fechadas.

A coisa ficou feia mesmo na estação. Durante a ação dos manifestantes, três funcionários da CPTM ficaram feridos, inclusive o chefe da estação, Odair Manhã Peres, que levou uma pedrada na cabeça.

Por volta das  10h30, um grupo de cerca de 50 pessoas partiu contra aproximadamente 25 policiais militares que faziam o cordão de isolamento da estação, parcialmente destruída. Eles protestavam contra a detenção de alguns manifestantes. Jogaram pedras. A polícia reagiu com gás pimenta, bombas de efeito moral e tiros com balas de borracha. Seis pessoas foram detidas. A PM teria encontrado bombas caseiras.
No início da tarde, com os ânimos mais calmos, um policial conversava com a operadora de marketing Samanta Fagundes, de 22, que desejava pegar o trem. Ela poderia ir de ônibus, sem pagar tarifa, até a Estação Caieiras, e de lá pegar o trem para São Paulo. “Faltou segurança para impedir o vandalismo”, opinou ela.

Às 15 horas, a estação estava limpa e voltou a operar. Aos poucos, os usuários se aproximavam. As bilheterias incendiadas haviam sido lacradas com alguns compensados de madeira. Os bloqueios eletrônicos, depredados, não funcionavam mais. Os passageiros chegavam à plataforma sem pagar tarifa. E será assim por três dias, até que novos equipamentos sejam instalados.

Lá fora, o representante imobiliário José Carlos Rosas, de 53, integrante do Conselho Comunitário de Segurança de Francisco Morato, dizia que a polícia exagerou na repressão à manifestação. Dentro da estação, ficou  o cheiro de queimado do que sobrou das bilheterias queimadas pela manhã.

Favela Moinho vai virar estação da CPTM

O Centro da capital terá, até 2015, uma nova estação de trem no terreno hoje ocupado pela Favela do Moinho, em Campos Elísios. Três linhas atenderão o local: a 7-Rubi (Jundiaí-Luz), a 8-Diamante (Itapevi-Júlio Prestes) e o Expresso Leste (de Guaianazes à Luz). O nome da estação será Bom Retiro e atenderá cerca de 30 mil passageiros por dia.

30 mil 

metros quadrados é a área da favela

Morador se arrisca ao cruzar linha férrea

Crianças e idosos arriscavam-se atravessando a linha férrea perto da favela. Pelo projeto da Prefeitura, pela região da comunidade passarão uma avenida e um parque e as linhas de trem serão enterradas. Trata-se da Operação Urbana Lapa-Brás, que não tem um prazo para sair do papel.

Diário de São Paulo – Ivo Patarra – 29/03/2012

SP: passageiros de trem da CPTM descem na via e travam circulação na Lapa


Passageiros de um trem que percorria a Linha 7-Rubi (Luz - Francisco Morato) desceram na via após a composição em que estavam ficar parada no meio do caminho. O incidente ocorreu próximo à estação da Lapa, na zona oeste da capital paulista. As informações são do Bom Dia SP.

Os passageiros caminhavam sobre os trilhos até a estação da Lapa, a mais próxima do ocorrido. Enquanto os usuários estavam na via, por questões de segurança, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos interrompeu a circulação no trecho.
Jornal do Brasil – 29/03/2012

terça-feira, 27 de março de 2012

E o trem sumiu.


Dois trens colidiram na noite do último sábado, dia 24 de março. Um trem de passageiros da CPTM e um trem de carga da MRS Logística.

Como o acidente ocorreu na longínqua cidade de Rio Grande da Serra (SP), em um dos extremos da linha 10-Turquesa da CPTM – e antes da “turística” Paranapiacaba -, não mereceu importância. Uma ou duas notícias, e a coisa parou por ai.

Afinal, fica na periferia, ninguém morreu, e o tráfego foi restabelecido. Importante, é claro, os trens continuarem circulando. Cidade pequena, com 37.000 habitantes, de acordo com o censo de 2.000. Ah, dane-se. Não é notícia, e talvez nem conste no currículo de acidentes da CPTM.  O que ninguém diz é que os passageiros (sabe-se lá quantos) forçaram a abertura das portas para abandonarem o trem, depois da colisão. Provavelmente caminharam pelos trilhos até a plataforma. No relatório da CPTM, esses usuários “vandalizaram” o trem quando forçaram a abertura das portas. Termo interessante.

Para o Sindicato dos Ferroviários de Trens de Passageiros da Sorocabana (SINFERP), entretanto, não interessa o esquecimento. Esse acidente não é um fato isolado, mas mais um acidente nos trilhos da CPTM, e faremos constar ao menos em nossos registros.

De acordo com as poucas reportagens, a CPTM teria alegado, como causa, o maquinista do trem de passageiros da CPTM ter avançado o sinal.  Não diz, e nem vai dizer, que o sinal é liberado localmente, e não pelo CCO da empresa. Não vai dizer que Rio Grande da Serra é um lugar coberto por neblina, de visibilidade ruim, principalmente à noite.  Ela não questiona o sinal, o sistema e mais nada. Apenas procura pelo culpado mais evidente.

Foi o maquinista? Talvez. Mas, e se não foi? Quem foi?

Insistimos: as constantes falhas e acidentes na CPTM não são pontuais. São sistêmicas.

Vamos apontar apenas alguns dos atendimentos de avarias que conhecemos, e suas causas:

01/02 – “Funcionamento anormal do equipamento – trens sumindo na aproximação do sinal 10 de JRG” (Linha  7- Rubi – Estação Jaraguá).

01/02 – “Funcionamento anormal do equipamento – trens sumindo do 8 ao 18 de ABR” (Linha 7- Rubi – Estação Água Branca).

16/02 – “Falha de identificação no circuito de via – trens perdendo o prefixo (sumindo) na aproximação do sinal nº 10 de JRG” (linha 7-Rubi – Estação Jaraguá).

17/02 – “Funcionamento anormal do equipamento – trem sumindo do painel sinóptico na aproximação do sinal 6 de PRT via 1” (linha 7-Rubi – Estação Pirituba).

19/02 – “Falha de indicação de circuito na via – trem sumindo no trecho entre os sinais 36 BFU ao 24. Prefixo UA-175 composição J-15” (linha 7-Rubi – Estação Palmeiras – Barra Funda).

22/02 – “Funcionamento anormal do equipamento – trem desaparecendo entre vol (PL1) e BRR (PRR06) VO1S” (linha 9-Esmeralda – Estação Vila Olímpia).

25/03 – “Falha de indicação no circuito de via – sumindo ocupação de trem no circuito 32T entre os sinais 16-IPV e 24-IPV na plataforma de via auxiliar 2 de IPV”. (linha 8-Diamante – Estação Itapevi).

Todas essas falhas (estamos citando apenas as que conhecemos), e que apontam para o sumiço de trens nas telas de acompanhamento dos controladores do CCO (Centro de Controle Operacional) da CPTM, se devem a três fatores principais:

1. Aparelhos (caixas com circuitos, relês, etc.) que ficam ao longo das vias, que “traduzem” sinais da presença ou ausência dos trens nos trechos onde estão instaladas, e as enviam ao CCO. Os trens são novos, mas esses aparelhos são velhos.

2. Linhas que transmitem os sinais desses aparelhos que ficam ao longo das vias, até o CCO, onde são decodificados pelo software da Alstom, permitindo que os controladores possam “ver” os trens. São linhas (fibra ótica) antigas.   Os trens são novos, mas as linhas são velhas.

3. O próprio software da Alstom, que “gerencia” todas as informações que chegam pelas linhas.

Com falhas motivadas por uma, duas ou três dessas condições, como dizer que o “sistema” funciona e que as falhas são humanas, se são essas falhas técnicas que jogam a operação sob o controle do fator humano?
Quando o trem “some” da tela, controladores do CCO e maquinistas dependem – à distância, e apenas por rádio – uns dos outros.

São nessas circunstâncias – embora não apenas nelas – que surge a prática insegura, dos controladores, de autorizarem maquinistas a “isolar” ou “neutralizar” o ATC (sistema automático de controle de velocidade dos trens) de bordo. Fazem isso obedecendo ordens "superiores". 

Com essa autorização, maquinistas assumem integralmente o comando do trem, mas em operação cega para o CCO, uma vez que controladores não estão “enxergando” os trens.  Nessa condição, maquinistas conduzem seus trens sem saberem ao certo o que vão encontrar pela frente, pois sem a “visão” que deveria ser a eles informada pelos controladores do CCO. Fazem isso transportando milhares de vidas, e com apenas três meses de formação.

Até quando a CPTM e o governo do Estado de São Paulo vão fazer de conta que nada disso acontece?

Éverson Paulo dos Santos Craveiro – Presidente do Sindicato dos Ferroviários dos Trens de Passageiros da Sorocabana (SINFERP)