terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Falha elétrica assusta passageiros no metrô de SP. Empresa nega explosão


Uma explosão causada por uma falha elétrica em um trem que circulava pela estação Praça da Árvore, na linha 1-azul do metrô de São Paulo, assustou os passageiros que estavam na composição, causando tumulto na estação.

Segundo a assessoria de imprensa do Metrô, a falha ocorreu às 15h07 e foi causada por uma sobrecarga elétrica em um dos carros da composição, o que provocou um "forte estrondo".


De acordo com o jornalista Leandro Rodrigues, 24, que estava na estação no momento da falha, os passageiros se assustaram e acreditavam que uma bomba havia explodido no trem. “Era muita fumaça. Pessoas passando mal, muito assustadas, com medo, ligando para os familiares e dizendo que uma bomba havia explodido”, afirma.
Rodrigues afirma ter ouvido três estrondos muito fortes. “Ouvi três barulhos de explosão, que ocorreram próximos ao último vagão. Os seguranças do Metrô entraram no vagão e pediram para as pessoas sair com urgência. Vi muitos funcionários do Metrô carregando extintores”, relembra.
O Metrô diz que a falha elétrica, apesar de gerar "ruídos", não pode ser considerada uma explosão.

Os passageiros tiveram que ser retirados do trem, e a circulação no sentido Jabaquara foi interrompida. Por volta de 15h15, a  operação foi normalizada, informou  o Metrô.


Por telefone, a assessoria do Metrô, que obteve informações do centro de controle da estação, afirmou que sobrecargas são “um problema comum” e que o ocorrido na tarde de hoje “foi um susto”. Posteriormente, em nota, a assessoria do Metrô negou que as sobrecargas sejam comuns. 
A composição foi levada para a garagem do metrô, na estação Jabaquara, onde passará por reparos.
Folha Uol – Guilherme Balza - 31/01/2012

Ministério Público quer proteção nas ferrovias de São Paulo


O Ministério Público Federal em Jales determinou que a ALL, América Latina Logística, instale cancelas e equipamentos de segurança nas passagens de nível em alguns trechos da ferrovia que passa pela região em Fernandópolis, Jales, Meridiano, Santa Salete, Três Fronteiras e Urânia, todas no interior de São Paulo.

Segundo o Ministério Público, devem ser colocados muros, alambrados, semáforos e redutores de velocidade para veículos. O procurador da república, Thiago Lacerda Nobre, deu prazo de 30 dias para que a concessionária cumpra a determinação.

A medida é para aumentar a segurança dos moradores e motoristas, além de reduzir os apitos dos trens. A assessoria da ALL disse que só vai se manifestar na semana que vem.

G1 – 28/01/2012

Trem na linha e rota de colisão


TREM NA LINHA

O trecho da linha 8 - Diamante da CPTM, em Itapevi (SP), onde dois trens bateram na quinta passada está na mira do Ministério Público. A promotora Sandra Reimberg, que atua na cidade, instaurou inquérito para apurar eventuais falhas no sistema. Os trens vinham em sentidos opostos e colidiram quando um deles trocava de trilhos.


ROTA DE COLISÃO



A CPTM também responde a uma ação proposta pela Promotoria para resolver problemas de segurança nas passagens em nível que cruzam a linha férrea na cidade. A companhia não foi notificada do inquérito sobre o choque de trens. Sobre os cruzamentos, diz que prestou as informações em juízo.


Folha Uol – Mônica Bergamo - 30/01/2012

Secretaria de Política Nacional dos Transportes fará estudo de novos TAVs


A Secretaria de Política Nacional dos Transportes (SPNT) já está com orçamento separado para realizar os estudos necessários para a futura construção mais duas linhas de alta velocidade brasileiras. De acordo com o secretário Marcelo Perrupato, as ligações de São Paulo a Curitiba, no Paraná, e Campinas ao Triângulo Mineiro começarão a ser analisadas em sua secretaria.

Os recursos destinados aos estudos – que devem contemplar a velocidade necessária para atender à demanda de passageiros nas regiões e possíveis traçados para as linhas – são da ordem de R$ 10 milhões. De acordo com Perrupato, os estudos serão adiantados, pois não estão atrelados à licitação do TAV Rio-São Paulo. “Não é algo que vai sair cedo, mas isso não impede de pensarmos na expansão das ferrovias hoje”, afirmou.

Revista Ferroviária – 31/01/2012

Comentário do sindicato:

O grande problema desses estudos todos é nós, os mortais, nunca tomarmos conhecimento de seus conteúdos.

Motoristas de ônibus fazem paralisação em São Paulo (SP)


Pelo menos 8.000 ônibus da SPTrans não saíram das garagens na capital paulista nesta terça-feira. A paralisação, realizada durante a madrugada, atingiu usuários das zonas sul, leste, oeste e norte da cidade.

A informação é do presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, entrevistado pela Rádio Bandeirantes.

De acordo com Isao Hosogi, a categoria protesta contra os descontos – considerados abusivos - nos salários dos funcionários em razão das multas aplicadas pela SPTrans, empresa responsável pelo transporte coletivo da cidade.

Os ônibus começam a sair das garagens às 6h. Por volta das 8h, ainda havia acúmulo de pessoas nos terminais de trem e metrô, e a previsão é que o serviço só esteja normalizado por volta das 9h de hoje.

Uma assembleia está marcada para o próximo dia 6, para discutir a possibilidade de greve.

Posição da SPTrans

Em nota, a SPTrans disse que repudia qualquer manifestação que prejudique os 6,1 milhões de usuários que utilizam diariamente o sistema municipal de transporte público.

A empresa informou ter adotado medidas emergenciais de atendimento em função da greve. Os ônibus tiveram, em alguns casos, seus itinerários estendidos até as estações de metrô e trens. As pessoas serão ainda orientadas nos terminais a deslocarem-se por meios próprios até um corredor que possibilite embarcar em ônibus da EMTU, ou do transporte por metrô ou trem.

A respeito do motivo da greve alegado pelo sindicato, a SPTrans informa que “aplica as multas unicamente nas empresas, por descumprirem regras contratuais do bom serviço que devem prestar à população, multas estas que não incidem em desfavor dos motoristas, que possuem uma relação de trabalho com as empresas e não com o poder público”.   

Band – 31/10/2012

Comentário do sindicato:

Há algo de estranho nessa história toda. Fica evidente pela notícia, entretanto, que as empresas de ônibus estão repassando para os motoristas multas que recebem da SPTrans, na forma de desconto desses valores em seus salários.

Desconhecendo os detalhes certamente não podemos (e nem pretendemos) emitir opiniões, mas não é difícil imaginar algumas variáveis que possam resultar em multas, dentre elas distorções entre tempo previsto para cumprimento de percurso e possibilidade de atendimento a essa condição.

No caso dos trens, ainda que não resultem em multas para a concessionária – embora nem por isso deixem de resultar em sanções para os ferroviários – vemos a pressão para o cumprimento de intervalos entre os trens - sem a devida contrapartida nas condições da infraestrutura -, que resulta em tensão capaz de aumentar a probabilidade de acidentes.

Trabalhadores dos serviços de transporte de pessoas sabem que os usuários dependem de suas atividades. Não são as empresas que recebem pressão e muitas vezes agressões verbais e mesmo físicas dos passageiros, mas motoristas e maquinistas. Sim, passageiros chegam a invadir cabine de maquinista para manifestar insatisfação com os serviços da empresa.

Nessa medida, passou da hora de o Judiciário criar uma instância específica para mediar conflitos de interesses entre empresas e trabalhadores do setor de transporte. Sendo uma atividade essencial, não pode ser tratada no mesmo tempo e nas mesmas regras de setores não-essenciais.

Se os trabalhadores do setor de transporte coletivo não podem fazer uso da greve como trabalhadores das demais categorias – embora tenham direito a tal exercício como todos os demais trabalhadores – precisam de mecanismos de negociação igualmente diferenciados.

O que podemos dizer é o seguinte – segurança e pressão não formam um casal compatível

Presidente da CBTU fiscaliza obras do VLT de Maceió (AL)


O presidente da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU), Francisco Colombo, veio a Maceió para ver de perto se o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) está funcionando a contento e para vistoriar as obras da linha férrea que vai até Rio Largo, nos trechos destruídos nas chuvas de 2010.

Atualmente, o VLT e os trens urbanos estão fazendo o trajeto até Satuba, pois as estações seguintes continuam interditadas. As obras de recuperação e reconstrução comtemplam as estações de Utinga, Gustavo Paiva, Rio Largo e Lourenço de Albuquerque.

A previsão de entrega das obras das quatro estações está prevista para o dia 29 de fevereiro. Ficarão faltando apenas algumas ações de acabamento, que não impedem o transito dos veículos. 

Segundo Colombo, há perspectiva de ampliação da rede ferroviária de Alagoas. “Existem dois projetos com relação a isso, um do Estado e um do Município. Enquanto eles não se resolverem e mandarem apenas um projeto, Alagoas não será contemplado por essa ampliação”, explicou.

Atualmente, a passagem custa 50 centavos. O VLT e o trem atendem cerca de cinco mil pessoas por dia. No VLT cabem 510 pessoas, 152 delas sentadas. São realizadas 20 viagens ao dia. Segundo Morgana Moraes, coordenadora operacional da CBTU, o número de viagens vai aumentar, mas ainda não há previsão de quando isso acontecerá.

Gazeta Web – Pinheas Furtado e Katherine Coutinho - 27/01/2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Greve geral cancela voos e paralisa trens na Bélgica


A greve geral convocada nesta segunda-feira pelos principais sindicatos belgas paralisou todo o tráfego ferroviário do país e causou o cancelamento de voos no aeroporto nacional de Zaventem.
A circulação de trens está totalmente interrompida, o que também afeta a linha internacional de alta velocidade Thalys entre Bruxelas, França, Holanda e Alemanha. Também não funciona a linha Eurostar, trem que une a capital belga com Londres através do canal Da Mancha.
O site do aeroporto de Zaventem pede aos viajantes que confirmem se seu voo foi cancelado antes de ir até o local. O transporte por estrada também foi afetado pelas barreiras que os militantes sindicais colocaram no acesso a algumas cidades.
Os sindicalistas bloquearam o acesso por estrada à Alemanha da localidade de Hauset, e instalaram barreiras próximas à fronteira germânica.
Em Bruxelas não circula nenhum ônibus, bonde ou metrô. Grandes empresas das três regiões do país (Flandres, Bruxelas e Valônia), bancos e escritórios dos correios se uniram às interrupções.
Vários piquetes impedem o acesso a alguns dos principais centros industriais do país. As escolas e hospitais oferecerão serviços mínimos.
A greve de 24 horas é em protesto pelos planos de austeridade anunciados pelo Governo do socialista Elio di Rupo para cumprir com os objetivos de déficit do país, que incluem o atraso da idade para a aposentadoria e a redução das prestações de seguro desemprego.
Veja - 30/01/2012

Trem turístico no ALTO SERTÃO em Alagoas


Piranhas (AL)

Os turistas que visitam o município de Piranhas (AL) terão mais um motivo para conhecer as belezas da região: a reativação do trem que percorre 12 quilômetros às margens do Rio São Francisco. Amanhã dia 28, será assinado convênio entre a prefeitura de Piranhas, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e o Ministério do Turismo para o início das obras de recuperação do trecho da linha férrea que liga o Centro Histórico da cidade ao lago da Usina de Xingó. A região é o terceiro destino turístico de Alagoas e recebe, mensalmente, 3.500 visitantes, segundo dados da prefeitura.

 “Com esta iniciativa vamos motivar, cada vez mais, o turismo no estado para ver as belezas do Rio São Francisco, que é a opção mais rápida para gerar emprego, renda  e qualidade de vida para as pessoas. Esse projeto - não tenho dúvida -, que vai marcar uma posição extraordinária no alto sertão do meu estado. E estou muito feliz em ser o parlamentar que teve essa iniciativa. Brevemente a Maria Fumaça percorrerá todo o lago do Xingó”, ressaltou o senador.

A obra utilizará trilhos da malha férrea de Maceió que foram substituídos para a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Já a Maria Fumaça, que estava desativada, é um modelo alemão fabricado em 1929 com duas jardineiras para o transporte de passageiros.

A prefeita de Piranhas, Mellina Freitas, explicou que o município representava um elo entre o transporte ferroviário e o fluvial. Pelo rio, chegavam produtos que eram despachados nos trens para que chegassem ao interior do Nordeste. “Mesmo com nova concepção, a Maria Fumaça representa o resgate da história para os moradores da região”, disse.

Brasilturis – 27/01/2012

Em 2010 o Sindicato da Sorocabana falou ao JT sobre os problemas de manutenção dos trens da CPTM - Confira!


O governador Alberto Goldman (PSDB) admitiu, em 19 de Agosto de 2010, que as composições da Companhia Paulista de Trens Metropolitanas (CPTM) têm defeitos e fixou o prazo de dois anos para resolvê-los. Horas antes da declaração, cerca de 25 mil pessoas haviam sido afetadas por falhas em composições das linhas 7 (Rubi) e 8 (Diamante).“A CPTM é produto de um velho sistema e tem ainda defeitos desse velho sistema”, afirmou Goldman, explicando que a companhia foi formada a partir da união de três ferrovias. As composições que circulam na Linha 8, que liga Itapevi, na Grande São Paulo, à Estação Júlio Prestes, no centro, por exemplo, têm 30 anos.

Um desses trens já  havia  apresentado defeito na manhã anterior (18/08/10), na Estação Itapevi. A CPTM informou que os trens pararam por uma falha elétrica e que o problema foi resolvido em uma hora.

O transporte de passageiros entre as estações Jaraguá e Perus ficou parado entre 7h55 e 10h, porque um pantógrafo de uma composição, equipamento que liga o trem à rede elétrica, ficou preso nos cabos aéreos, causando a queda do fornecimento de energia. No trecho, ônibus levaram as pessoas, de acordo com a CPTM. 


Passageiros deixam trem na linha 7 (Rubi) (Foto: Filipe Araújo/AE) A partir das 9h50, os trens circularam por uma única via, com intervalos longos e maior tempo de parada nas estações, segundo a companhia. O sistema foi normalizado às 16h05. No dia 10, uma falha elétrica prejudicou, por sete horas, o transporte de passageiros na Linha 11-Coral, que faz o trajeto entre a estação Estudantes, em Mogi das Cruzes, e a Luz.A ocorrência de três defeitos em nove dias foi definida como “uma infeliz coincidência” pelo presidente da CPTM, Sérgio Avelleda. “Uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra. São causas diferentes, linhas diferentes.

O próprio Metrô tem seus problemas, também. É uma contingência que todo sistema de transporte de massa tem”, afirmou.

Os sindicatos dos ferroviários discordam. “Na linha 8, a manutenção dos trens foi terceirizada. É uma frota antiga, cheia de especificações. Os funcionários novos não têm a agilidade dos antigos”, afirma Everson Craveiro, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana.

Avelleda diz que a manutenção da linha é feita por uma concessionária e que a CPTM fiscaliza o serviço de perto, sem ter notado problemas. “A CPTM quer que o intervalo entre os trens seja menor, mas a estrutura de alimentação não acompanha isso.

A CPTM informou que planeja inaugurar três subestações de energia em outubro, está trocando todos os cabos e trilhos da rede e comprou 105 trens desde 2007. “Os contratos terminam em dois anos. Até lá, estaremos em outro patamar”, promete Avelleda.

Fonte: Jornal da Tarde - 19 de Agosto de 2010

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Reportagem do acidente da CPTM



Comentário do sindicato:

Ah, os trens não estavam na mesma linha? Ah, a culpa é dessa figura abstrata, anônima, autônoma e difusa chamada  "sistema"? Bem, pelo menos desta vez não correram para atribuir culpa aos acidentados. Tivesse morrido alguém, e já saberíamos quem seria o culpado. 

A atitude escapista, entretanto, continua a mesma. De qualquer forma, por enquanto vale a pena registrar: os trens não estavam na mesma linha, disse o representante da CPTM. Não estavam? Quem sabe! Se não estavam, como "conseguiu" um dos maquinistas sair com seu trem de uma linha e invadir a outra? 

Mistério...

Alckmin diz que acidente entre trens em Itapevi terá 'apuração imediata'

O governador Geraldo Alckmin disse na manhã desta sexta-feira (27) que o acidente ocorrido entre dois trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em Itapevi, na Grande São Paulo, terá uma apuração rigorosa. Ao menos sete pessoas ficaram feridas na colisão, que aconteceu na noite desta quinta-feira (26) na Linha 8-Diamante. A circulação de composições entre as estações Itapevi e Engenheiro Cardoso continuava interrompida no início da tarde desta sexta.


“Esse caso já está sendo verificado. Graças a Deus não teve nenhum óbito, a empresa agiu também rápido, acho que agora à tarde já estará restabelecido o tráfego, e já está apurando, para verificar se foi uma falha humana ou se foi uma falha técnica. Vamos ter cautela, mas a apuração é imediata”, afirmou Alckmin.
O governador também disse que está sendo implantado um sistema para melhorar a segurança, garantindo a distância entre os trens. “A CPTM é uma empresa que melhorou muito. Quem lembra dela há 20 anos vai lembrar de uma empresa sucateada, onde morria todo dia pessoas que faziam surfe no trem, pessoas andando penduradas em janela, portas, o caos verdadeiro. Neste ano teremos R$ 1,5 bilhão de investimento.”
Liberação


Operários trabalhavam na liberação do trecho da Linha 8-Diamante. Até o início da tarde, não havia previsão do término dos trabalhos no local.

O Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situações de Emergência (Paese) foi acionado e ônibus faziam o transporte de passageiros no trecho. No início da manhã, uma longa fila de passageiros aguardando os ônibus para seguir viagem se formou na estação. Às 11h30, no entanto, a situação já havia se normalizado. Passageiros que chegavam à estação embarcavam rapidamente nos coletivos.
A professora de português e inglês Elisângela Cristina, de 34 anos, chegou por volta das 11h15 à estação. Ela, que trabalha na Barra Funda, disse que costuma levar 50 minutos para chegar ao trabalho. "Mas hoje, só Deus sabe." Ela contou que não estava sabendo da interdição.
No trecho entre Engenheiro Cardoso e a Estação Júlio Prestes, os trens circulavam normalmente.
O choque entre as composições aconteceu por volta das 21h20, perto da estação Itapevi da CPTM. O trem tinha saído da Estação Júlio Prestes, no Centro de São Paulo, e estava a apenas uma estação de Itapevi, seu destino final, quando bateu em outra composição, que, segundo a CPTM, fazia a manobra de retorno.
Seis feridos foram encaminhados para o pronto-socorro central da cidade, que fica a poucos metros do local do acidente.Uma mulher com fratura no quadril foi encaminhada pelo Samu ao Hospital Geral de Itapevi.
A perícia trabalhou durante toda a madrugada para investigar a causa do acidente. Em nota, a CPTM disse que abriu sindicância para apurar as causas do ocorrido.
Reportagem e Imagem: Site G1 - Rede Globo 

Comentário do sindicato:

Conversa fiada. Quem vai apurar? A própria CPTM? Qual polícia? A do metropolitano? Recentemente morreram 5 ferroviários em dois acidentes no intervalo de uma semana. A delegacia especializada em acidentes de trabalho foi extinta por decreto do governador dois dias depois do primeiro acidente. O sindicato oficiou a empresa reclamando o direito de acompanhar o inquérito interno, mas até hoje a CPTM nem mesmo respondeu. Ninguém apura nada e, se apura, os resultados são completamente desconhecidos. Comparar a CPTM de hoje com a mesma empresa passados 20 anos? Isso é gozação.

Grande parte dos serviços de manutenção na CPTM é realizada por empreiteiras, e não pelos profissionais da empresa. Normas de segurança estão defasadas e as existentes nem mesmo são cumpridas. Nenhuma certificadora independente audita os procedimentos de segurança. 

A diretoria da CPTM faz o que bem entende, não presta contas a ninguém, e ainda fica sob as asas do governador. 


6 Comentários



Blogger Wellington Diego disse...
O rigor dito pelo governador será o mesmo desencadeado para levar o Expresso Leste até Mogi das Cruzes: quase nulo.Todas essa apuração irá parar em uma gaveta escura qualquer. infelizmente!
27 de janeiro de 2012 16:35
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Blogger SINFERP disse...
Não vai dar em nada Wellington. Imagine o que teria acontecido se esse acidente tivesse sido na hora do rush. O sindicato vai apurar, mas não vai dar em nada, como não deu em nada a morte de 5 ferroviários. A CPTM nem mesmo respondeu a solicitação do sindicato para participar das investigações. Nada dá em nada na CPTM. O governador cobre, abafa, e chegou mesmo a extinguir uma delegacia especializada em investigação de acidentes do trabalho, dois dias depois do primeiro acidente que vitimou 3 ferroviários.
27 de janeiro de 2012 16:57
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Blogger Euripedes disse...
Existe um grande mistério nas administrações das ferrovias brasileiras. Os acidentes nas linhas da ALL sempre serão "apurados". E ninguém fica sabendo de nada. Agora essa piada na CPTM: os trens se chocaram, mas não estavam na mesma linha.O responsável que deu essa declaração deveria ir brincar com os trenzinhos da antiga Atma.Será um engenheiro? Não acredito, pois seria digno de censura publica pelo CREA. Nosso super competente governador veio em publico para "garantir" que tudo será apurado com máximo rigor. Papagaiada da grossa. Quando alguém ficou sabendo sobre os resultados de investigações de acidentes em nossas ferrovias? Aonde foram publicados e quando? Quais providências foram tomadas? Será que um dia as coisas serão diferentes em nosso Brasil?
27 de janeiro de 2012 19:30
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Blogger SINFERP disse...
Nunca dá em nada Eurípedes. Esperam baixar a poeira e só. Nunca dá em nada, em nada...
27 de janeiro de 2012 20:12
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Anônimo Anônimo disse...
Será que a CPTM e o Picolé de Chuchu estão esperando uma tragédia igual ou pior que a de Perus, em 1999?
28 de janeiro de 2012 01:31
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Blogger SINFERP disse...
A continuar nessa toada, e não é improvável que aconteça.
28 de janeiro de 2012 02:01


Tragédia anunciada (Artigo)


Embora ainda não possamos afirmar com exatidão as causas do acidente ocorrido ontem a noite, em Itapevi (SP), não é de hoje que o nosso Sindicato vem apontando a precarização na manutenção dos trens da série 5000.  Inclusive já havíamos denunciado ao Ministério Publico os diversos problemas encontrados nos trens dessa série que, desde a concessão do contrato com a empreiteira em junho de 2010, sofre constantes atrasos e agora acidentes causados pela  falta de experiência em equipamentos específicos.

Como se não bastasse, em junho de 2011 a empresa realizou uma audiência "pública", onde somente ela pode se pronunciar, com o  objetivo de legitimar a transferência dos serviços de manutenção para empreiteiras das demais composições .

Vale lembrar que, na ocasião, ferroviários liderados pelo nosso Sindicato estiveram presentes e entregaram questões que nunca foram respondidas de forma clara e objetiva do porque terceirizar algo que exige comprometimento.

A manutenção de trens realizada pelas empreiteiras é precária e uma ameaça aos interesses públicos, pois, visam apenas maximizar lucros, com a aquisição de peças e de serviços “genéricos”, colocando a segurança dos passageiros sempre em risco.

Por Camila Mendes - Jornalista / SINFERP 

Informação:

Em relação ao acidente ocorrido ontem, nosso Sindicato esteve no local, acompanhou o trabalho da perícia e em breve trará maiores informações em relação as suas causas. Assim como nos demais casos, o Sindicato atuará no auxilio das investigações e na participação das sindicâncias. 


Trecho da Linha 8 da CPTM segue interditado após colisão entre trens


O trecho da Linha 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que fica entre as estações Itapevi e Engenheiro Cardoso, permanecia interditado por volta das 5h50 desta sexta-feira (27), reflexo de uma batida entre dois trens ocorrida na noite desta quinta-feira (26). Ao menos sete pessoas ficaram feridas.
O Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situações de Emergência (Paese) foi acionado, e ônibus faziam o transporte de passageiros no trecho. No início desta manhã, havia uma longa fila de passageiros aguardando os ônibus para seguir viagem. No trecho entre Engenheiro Cardoso e a Estação Júlio Prestes, os trens circulavam normalmente.
O choque entre as composições aconteceu por volta das 21h20, perto da estação Itapevi da CPTM. O trem tinha saído da Estação Júlio Prestes, no Centro de São Paulo, e estava a apenas uma estação de Itapevi, seu destino final, quando bateu em outra composição, que, segundo a CPTM, fazia a manobra de retorno.
“Do nada bateu, foi um impacto muito grande. Eu bati a cabeça e na hora desmaiei”, contou a vendedora Ana Gabriele Prado. “Começou a fumaça. Falei: ‘vai explodir, como eu vou sair daqui’. Comecei a dar soco para abrir a porta, não abria”, disse o atendente de crédito Rafael Fernandes Pereira.
Ao menos sete pessoas ficaram feridas. Seis foram encaminhadas para o pronto-socorro central da cidade, que fica a poucos metros do local do acidente. Destas, quatro foram liberadas após receber os primeiros-socorros - apenas um homem de 31 anos, com ferimento na perna, e o maquinista de um dos trens, que estava em estado de choque, permaneciam na madrugada desta sexta (27) em observação. Uma mulher com fratura no quadril foi encaminhada pelo Samu ao Hospital Geral de Itapevi.
A perícia trabalhou durante toda a madrugada para investigar a causa do acidente. Em nota, a CPTM disse que abriu sindicância para apurar as causas do ocorrido.

Fonte: Diário da CPTM 

Acidente entre trens da CPTM, em Itapevi (SP), deixou sete feridos na noite desta quinta..


Itapevi (SP)

Socorristas que atenderam as vítimas da colisão entre dois trens em Itapevi, na Grande São Paulo, disseram ter se surpreendido ao encontrar poucos feridos no acidente ocorrido na noite de quinta-feira (26). “Tinha muita gritaria. Pensamos que as proporções eram bem maiores”, disse Edmar Reis dos Santos, que trabalha em uma base do Samu ao lado dos trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

O choque entre as composições aconteceu por volta das 21h20, perto da estação Itapevi da CPTM. “O barulho foi bem alto. A gente chamou mais equipes e cortamos a tela sobre o muro que separa nossa base dos trilhos, para facilitar o trabalho. Mas todas as vítimas estavam caminhando.”

Ao todo, sete pessoas ficaram feridas. Seis foram encaminhadas para o pronto-socorro Central da cidade, que fica a poucos metros do local do acidente. Destas, quatro foram liberadas após receber os primeiros-socorros - apenas um homem de 31 anos, com ferimento na perna, e o maquinista de um dos trens, que estava em estado de choque, permaneciam na madrugada desta sexta (27) em observação. Uma mulher com fratura no quadril foi encaminhada pelo Samu ao Hospital Geral de Itapevi.

Testemunhas disseram que havia poucos passageiros no trem que seguia para Itapevi. A composição que vinha em sentido contrário tinha apenas o maquinista em seu interior. Logo após a colisão, a maioria dos passageiros saiu dos vagões e caminhou pelos trilhos.

Mãe de um dos feridos, a dona de casa Ivone da Silva Grajave, de 52 anos, disse que o filho pulou do trem logo após o acidente. “Ele acabou machucando o joelho. Mas está bem.”

Em nota, a CPTM disse que abriu sindicância para apurar as causas do acidente.

G1 – 27/01/2012