domingo, 30 de dezembro de 2012

Feliz Ano Novo


Favelas, patrimônio histórico e enchentes no traçado da ferrovia


Origem dos obstáculos pode ser creditada tanto ao acaso quanto a um planejamento açodado, feito às pressas na tentativa de agradar ao então presidente Lula.

A ferrovia Transnordestina enfrenta obstáculos cuja origem pode ser creditada tanto ao acaso quanto a um planejamento açodado, feito às pressas na tentativa de agradar ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Neste segundo caso, está a aprovação de um traçado, que, ao aproveitar a antiga malha ferroviária de Pernambuco, esbarrava em favelas crescidas junto aos trilhos abandonados. Barracos foram construídos na faixa de domínio da linha férrea, que é de 15 metros de cada lado.
Apontado como possível postulante à sucessão da presidente Dilma Rousseff (PT), o governador Eduardo Campos (PSB) recusou-se a atender a requisição da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) de remover as 1.019 famílias invasoras nos municípios de Ribeirão, Gameleira e Escada, próximos a Recife.
No momento, os entendimentos entre a Transnordestina Logística (TLSA) e o governo pernambucano apontam para a realocação de 600 famílias para imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. Mas são negociações difíceis, já que parte dos moradores não aceita a transferência. Os envolvidos na busca de solução estimam que o problema não será resolvido antes do fim de 2013.
Pode ser posta na conta do acaso a necessidade de construção de barragens contra enchentes no sul da Zona da Mata de Pernambuco. Cheias registradas em 2011. em terras margeadas pelos rios Ipojuca e Uma, levaram o governo estadual a planejar com urgência a construção das barragens em áreas pelas quais a Transnordestina passaria. Está sendo necessário modificar a rota da ferrovia, com desvio de 45 km, o que implicará em mudanças na relação de terras passíveis de desapropriação.
Empecilhos inusitados surgiram a partir do início da obra. Na cidade de Custódia, no sertão de Pernambuco, a linha do trem passaria em cima de uma igreja do século 18. Para agradar aos fiéis, a concessionária construiu uma nova igreja, para substituir a antiga. Só que o Ministério Público recorreu e a Justiça Federal proibiu a demolição do patrimônio histórico e religioso.
O jeito foi planejar um desvio de 9 metros, distância que, garante a empresa, não afetará a construção. Quem vai definir se afeta ou não é o Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, que prepara um laudo sobre os possíveis efeitos da passagem do trem próximo a uma igreja centenária
O Estado de São Paulo – Sérgio Torres - 29/12/2012

Comentário do SINFERP

Ridículo, ridículo...

sábado, 29 de dezembro de 2012

Ponte ferroviária é reinaugurada em Salvador (BA) e trem quebra na 1ª viagem


Ponte que estava interditada desde maio de 2010 fica no subúrbio.  Funcionamento deixa mais prática trajeto entre Calçada e Paripe.

Foi reinaugurada na manhã deste sábado (29) a ponte São João, que liga os bairros de Plataforma e Lobato por meio de sistema ferroviário, interditada desde maio de 2010. Na primeira viagem, o trem que levava a comitiva da Companhia de Transportes de Salvador (CTS), com intuito de visitar o trecho, quebrou. A Prefeitura não sabe dizer qual problema provocou a parada o trem.

Antes da interdição, 20 mil passageiros usavam os trens todos os dias, segundo Herbert Motta, presidente CTS. Com a reforma, a expectativa é de que o número de usuários do sistema, que hoje chega a sete mil, volte a ao mesmo patamar. Ainda não há data definida para o funcionamento do serviço porque os horários das viagens estão sendo planejados. Foram gastos R$ 60 milhões no total com o custo da obra, que foi arcada pelo Governo Federal.

A Ponte São João, cartão-postal do subúrbio há mais de 150 anos, foi construída com material importado da Inglaterra, mas a pesca com bombas e um longo período sem reforma levou à interdição da estrutura. Os trens passavam pela ponte utilizando apenas uma linha. Com a reforma, são liberadas as duas linhas para que viagem fique mais rápida, com os trens circulando a 60 km/h.

"Voltam a funcionar normalmente, com duas linhas, com tempo de viagem reduzido, em torno de 20 minutos. A população estava gastando de uma hora a uma hora e dez para ir de Paripe até a Calçada por causa do sistema de transbordo, que foi uma situação provisória. Foi a solução que se encontrou por causa da interdição da ponte", afirmou Herbert Motta, presidente da CTS.

Com o fechamento da ponte, moradores do Subúrbio Ferroviário que realizam o trajeto Calçada-Paripe passaram a descer do trem no bairro do Lobato, pegar um micro-ônibus e ir até a Estação da Plataforma, onde pegavam outro trem para seguir até a última estação, a de Paripe. "Vai reduzir o tempo da viagem das pessoas que precisam do micro-ônibus. Às vezes não tem micro-ônibus. As pessoas vêm aqui e depois tem que pegar um transporte convencional", contou Ednice Carvalho, trabalhadora autônoma.

G1 – 29/12/2012

Trem de luxo usado por Tito, da ex-Iugoslávia, a serviço de passeios turísticos


Veículo pertenceu a Tito, que governou a ex-Iugoslávia até 1980. Rainha Elizabeth e Yasser Arafat foram alguns dos convidados a bordo.

Um dos mais luxuosos do mundo, o Trem Azul foi construído logo depois da Segunda Guerra Mundial especialmente para Tito, que governou a então Iugoslávia de 1945 até sua morte.

Revestido com madeiras como mogno e imbuia e decorado com marchetaria e matérias nobres como veludo, seda e carpetes de lã, o trem era motivo de orgulho para Tito, que já recebeu como convidados para passeios mais de 60 líderes mundiais -- entre eles, a rainha Elizabeth e o ex-presidente palestino Yasser Arafat.

O trem foi preservado da forma como era por um grupo de engenheiros da Serbian Railways, e a companhia é a responsável por alugá-lo para empresas de turismo ou de eventos. Segundo no órgão, podem ser organizados dentro do trem – que tem ar condicionado -- seminários, conferências e até desfiles de moda.

Os vagões do Trem Azul foram equipados para que Tito pudesse cumprir com as obrigações protocolares enquanto viajava. Ele tem apartamentos privativos, banheiro, uma sala de conferências e um vagão-restaurante onde hoje são servidas as refeições para os turistas que fazem o passeio.

G1 – 29/12/2012

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Estrada de Ferro Central do Brasil nos anos 20. Queda de barreira.

Estrada de Ferro Central do Brasil nos anos 20. Queda de uma barreira.


Prefeitura anuncia projeto para implantação do Bonde Turístico de São Luís (MA)


Após todo o imbróglio envolvendo a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), anunciado pela Prefeitura de São Luís, no período pré e durante as eleições de outubro, a Secretaria Municipal de Turismo, anunciou nesta quarta-feira (26), que viabilizou recursos para a Implantação de linha de Bonde turístico bem como a implantação de via permanente e rede aérea, no Centro Histórico da cidade. O trajeto inicial terá cerca de 1.500 metros de extensão com paradas para visitação em pontos e monumentos históricos da capital maranhense.

De acordo com o secretário municipal de turismo, Liviomar Macatrão, o bonde recomporá um ambiente do século passado, dotando a Praia Grande de um circuito de lazer para turistas e comunidade. “Numa área onde o transporte atual não é o mais adequado pelos impactos que promove no acervo histórico. Assim destacaremos nossas belezas arquitetônicas, nosso passado, nossas lendas e história”, explicou.

A primeira etapa compreende o trecho que parte, a princípio, da Estação da Praça em frente ao convento das Mercês, tomando a direção do calçadão da Avenida Senador Vitorino Freire e termina na Estação do Pátio da Casa do Maranhão, perfazendo um trajeto de aproximadamente 650 metros.

Já na segunda etapa, o passeio sairá da Estação da Casa do Maranhão, seguindo pela Rua Portugal (Rua do trapiche) passando por imponentes sobrados coloniais com suas célebres fachadas de azulejos, daí entrando na Rua da Estrela, passando pelo Largo do Comércio, onde fica a Câmara Municipal, Escola de Música, Escola de Arquitetura. O veículo ainda passará pelas ruas do Desterro e Jacinto Maia, passando pelo Largo das Mercês onde encontrará a estação da praça, fechando o circuito de cerca de 850 metros.

“Infelizmente não tivemos como dar início a parte prática do projeto, mas deixamos tudo ‘amarrado’ para que o próximo secretário dê continuidade a este grande presente para São Luís e para os que vivem e aos que visitam a cidade”, ressaltou Macatrão.

Projeto

Bonde Turístico da Praia Grande será uma réplica do último exemplar de bondinho elétrico que circulou em São Luís até 1967, mantendo a fidelidade em suas partes estruturais mecânicas, elétricas e eletromecânicas, formada por um truck de 2 t, original da J.G. Brill, bem como implantação de via permanente e rede aérea. A Setur cadastrou junto ao Ministério do Turismo o projeto de Implantação de Linha de Bonde Turístico em via permanente no bairro da Praia Grande, obtendo a aprovação e já está com o recurso empenhado.

Diário de Pernambuco – 28/12/2012

Ministro das Cidades garante Metrô para 2017 em Porto Alegre (RS)



As obras do Metrô de Porto Alegre devem ser concluídas em 2017. O anúncio foi feito nesta sexta pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, após um encontro com o prefeito José Fortunati. De acordo com Ribeiro, o projeto para licitação deve ser apresentado até março do ano que vem. Ele ressaltou que o início das obras está previsto para setembro de 2013.

A expectativa é de que sejam investidos R$ 2,468 bi por meio de Parcerias Público-Privadas. Ainda segundo o ministro, praticamente metade desse valor deve ser aplicado a fundo perdido, com origem no governo federal. Ribeiro acrescentou que Fortunati acertou, nesta sexta, os últimos detalhes para definir o cronograma da obra.

Além dos recursos para o Metrô, a Prefeitura vai administrar uma verba de R$ 230 milhões para macrodrenagem que deve beneficiar não só Porto Alegre, como também municípios da região Metropolitana. O ministro das Cidades ainda antecipou recursos para financiar uma linha de Aeromóvel para interligar os bairros de Canoas, nos próximos anos.

Correio do Povo – 21/12/2012

População reclama da falta de acessibilidade em estação do VLT (Alagoas)


Sem ônibus, único transporte para os moradores da Vila Goiabeira é o VLT. Estrutura da estação não atende às necessidades de deficientes e idosos.

Os moradores da comunidade Vila Goiabeira, no Fernão Velho, reclamam que estão há quatro meses sem ônibus por causa de uma obra que a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) está realizando na região. Por causa disso, a única opção para quem quer vir a Maceió é o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), mas a falta de acessibilidade na estação tem causado transtorno para os moradores.

Segundo Luciano Jorge, presidente da Associação de Goiabeira e Matadouro, o transporte público está fazendo falta para as pessoas da comunidade. Quem depende do VLT enfrenta alguns obstáculos no caminho, como degraus. A rampa que foi construída não atende às necessidades dos deficientes físicos porque a distância entre a parede e a grade de proteção é pequena.

O presidente da associação disse que falou com o órgão responsável, mas que até agora nada foi feito. “Eu liguei para a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos de Maceió), conversei com engenheiros e expliquei a nossa situação só que não obtive resultados”, comenta.

Em Alagoas há 15 estações de trens, de Maceió a Lourenço de Albuquerque, em Rio Largo. Esta última foi recuperada esse ano e já está adaptada com elevador para os deficientes.

De acordo com a assessoria da CBTU, o problema de acessibilidade da Estação Goiabeira será resolvido até o final de janeiro do próximo ano.

G1 – 07/12/2012

Movimentação de trens na Gare de Lyon, França

A complexa movimentação de trens na Gare de Lyon, França, mas funciona.


SP: Kassab deixa 30% das metas cumpridas em mobilidade urbana

(foto Vagner Magalhães)

Um dos pontos mais mal avaliados pelos moradores de São Paulo é também o que teve uma das piores evoluções durante a gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), que está às vésperas de deixar o cargo. Das 26 metas propostas para a área de mobilidade urbana e transporte, no início do segundo mandato, apenas 8 devem ser entregues até o fim de 2012, segundo dados do portal Agenda 2012, da própria prefeitura.
Entre as principais tarefas não cumpridas estão a promessa de entregar 66 km de novos corredores de ônibus; de reformar 38 km de corredores já existentes; e de construir mais 9 terminais urbanos e 2 terminais rodoviários na capital paulista. É também da área de mobilidade a única das 223 metas estabelecidas pela prefeitura que nem começou a ser viabilizada: o investimento de R$ 300 milhões no Rodoanel.
Outro fator que pesa contra a administração atual é não ter sido capaz de reverter os índices de congestionamento na capital paulista, que bateu recordes ao longo da gestão – atingiu 293 km de filas, em 2009, e 295 km de engarrafamento, em 2012 (de um total de 868 km monitorados).
Não à toa, a área de mobilidade urbana oscilou, nos últimos três anos, entre a 21ª e a 22ª posição (entre 25 pontos avaliados) na pesquisa feita pelo Ibope e pela rede Nossa São Paulo para medir a satisfação da população com áreas relacionadas à qualidade de vida na capital paulista (pesquisa Irbem).
Em diversas ocasiões, Kassab argumentou que, embora não tenha conseguido cumprir nem metade dos objetivos traçados no início da gestão, deixou a maioria dos projetos encaminhados para serem concluídos pela gestão do prefeito eleito Fernando Haddad (PT). Por outro lado, entre os planos concluídos mais propagandeados destacam-se os investimentos na ampliação da rede de metrô (R$ 1 bilhão em quatro anos); a implantação de 100 km de ciclovias e ciclofaixas; as ações para aumentar a segurança aos pedestres e as medidas de restrição a caminhões em vias movimentadas.

Desafio: transporte público

Para Horácio Augusto Figueira, consultor em engenharia de tráfego e transporte, as medidas adotadas pela Secretaria Municipal de Transportes foram muito “tímidas”, principalmente porque o foco não foi o transporte coletivo. Uma das críticas do especialista é em relação à restrição à circulação de veículos de carga nas marginais Pinheiros e Tietê nos das 5 às 9h e das 17h às 22h que, na avaliação dele, só fez com que o congestionamento aumentasse em outros horários, estendendo os horários de pico.
“A restrição aos caminhões não beneficiou o transporte público. O que você fez foi trocar caminhões por mais carros nas marginais. Nós perdemos a ‘guerra’ para o transporte individual. O sonho do automóvel acabou em São Paulo. (...) Não tem como querer mais atender a cidade toda com carro”, criticou.
Embora elogie os investimentos em transporte sobre trilhos, o engenheiro lembra que os resultados são de longo prazo, mas que enquanto isso a velocidade dos ônibus nos corredores fica cada vez mais lenta. Para se ter uma ideia, em alguns pontos, os ônibus já chegam a circular a 8 km/hora – mesma velocidade alcançada por um corredor a pé.
“Algumas ações podem ser feitas sem custo nenhum, só com uma ‘canetada’, mas depende de vontade política. Uma delas é retirar os táxis da faixa exclusiva para ônibus (uma portaria da prefeitura permite aos táxis com passageiros utilizar as faixas). Essa medida beneficia poucos e prejudica muitos”, avaliou.
O especialista defende a implantação de 400 km de novos corredores na cidade, e diz não haver justificativas convincentes para a não execução das metas relacionadas à construção e reforma das faixas de ônibus. Durante a campanha, Fernando Haddad prometeu construir 150 km de novos corredores e implantar 150 km de faixas exclusivas para ônibus – o que deve ser cobrado pela população, defende Figueira.
Por outro lado, um dos acertos da atual gestão foi investir na campanha de respeito aos pedestres, o que fez com que as mortes por atropelamento caíssem cerca de 38% no centro durante o primeiro ano da ação. Entretanto, o engenheiro defende que a próxima gestão amplie as medidas de segurança no trânsito, sobretudo nas áreas periféricas, onde ainda há poucos semáforos para pedestres.
 “Todos os cruzamentos com conversão precisam ter semáforos para pedestres, só a placa pedindo respeito ao motorista não funciona. (...) A ação foi boa, mas não conseguiu atingir toda a cidade. Eu ainda me sinto inseguro”, disse.
Dois secretários passaram pela Secretaria Municipal de Transporte durante a última gestão de Gilberto Kassab na prefeitura: Alexandre de Moraes, que deixou a pasta em 2010, e Marcelo Cardinale Branco, atual secretário. Já Haddad indicou o deputado federal Jilmar Tatto (PT) para comandar a secretaria – ele foi secretário de Transportes durante o mandato da ex-prefeita Marta Suplicy, também do PT.
Terra – 27/12/2012
Comentário do SINFERP
Interessante. Sai prefeito e entra prefeito, sai secretário de transportes e entra secretário de transportes, sai especialista e entra especialista, mas os diagnósticos são sempre os mesmos, assim como as soluções propostas, ainda que sabidamente esgotadas. 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

França e Itália assinam acordo para construir ferrovia transalpina


A França e a Itália assinaram um acordo para a construção de uma linha ferroviária de alta velocidade entre Lyon e Turim.

O projeto conjunto prevê a construção de uma linha ferroviária transalpina, com um túnel de 57 km de comprimento através dos Alpes. A criação deste projeto de engenharia complexo custará 8,5 bilhões de euros.

Os planos das autoridades francesas e italianas já causaram protestos de ambos os lados da fronteira. Os ambientalistas e representantes das autoridades locais estão convencidos de que a construção da linha ferroviária não só podem causar danos irreparáveis à natureza, mas também se tornar um desperdício inadmissível de fundos orçamentais no contexto da atual crise econômica e financeira.

Voz da Rússia – 03/12/2012

Os perigos que rondam as ferrovias no Brasil

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

China inaugura maior ferrovia de alta velocidade do mundo


A China escolheu este 26 de dezembro, data de nascimento de Mao Tsé-Tung, para inaugurar a maior ferrovia de alta velocidade do mundo. O trem-bala entre Pequim e Cantão percorreu a distância de 2.298 quilômetros em apenas 8 horas, tempo três vezes menor do que o habitual. A estreia marca os investimentos do regime chinês para desenvolver a infraestrutura de transportes do país.
A primeira viagem do trem-bala Pequim/Cantão aconteceu sem incidentes. O trem partiu às 9 horas da manhã da capital, no norte, e chegou a Cantão, no sul, às 5 da tarde. A partida e a chegada foram exibidas ao vivo pela televisão de Estado chinesa, entusiasmada com a nova ferrovia.

O trem-bala de tecnologia chinesa é capaz de atingir até 350 km/h, mas a velocidade média da viagem foi de 300 km/h. A linha de quase 2.300 quilômetros conecta cinco províncias à capital e promover o desenvolvimento econômico regional. Essa extensão equivale à distância entre Brasília e Fortaleza.

Os chineses vão ter que desembolsar 865 yuans, cerca de 290 reais, para fazer o trecho completo na segunda classe. O preço alto, equivalente ao de uma passagem de avião, é apontado como problema para a competitividade da ferrovia.

Escândalos de corrupção

A inauguração marca uma etapa importante nos investimentos chineses no setor de transporte. A China, que em 2007 não possuía nenhuma ferrovia de alta velocidade, tem agora a maior rede do mundo com mais de 8 mil quilômetros. Até 2020, as autoridades chinesas prometem duplicar essa extensão.

Mas a expansão da rede ferroviária chinesa é acompanhada por escândalos de corrupção que culminaram com a demissão do ministro da Rede Ferroviária, no ano passado. Em julho de 2011, um acidente entre dois trens-bala, que deixou 40 mortos, expôs as falhas nas normas de segurança. O governo chinês foi acusado de ter acelerado as obras e negligenciado a segurança.

Para este novo trecho, as autoridades ferroviárias tomaram uma série de medidas para garantir uma viagem segura, como intensificar a manutenção de equipamentos fixos e aparelhos móveis a bordo e melhorar o sistema de controle para resolver possíveis problemas sob condições climáticas extremas.

RFI – 26/12/2012

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Cariocas passam sufoco no início do verão em trens sem ar-condicionado

(foto Janaína Carvalho)

Temperatura dentro do vagão da SuperVia chegava a 40°C às 17h30. Segundo a meteorologia, previsão é de mais calor neste sábado (22).

O primeiro dia de verão no Rio foi de sufoco e muito suor para os cariocas. Com temperatura de 39°C ao longo do dia, nem no final da tarde a situação melhorou. Às 17h30, o termômetro registrava 40°C dentro dos trens da SuperVia. Depois de um dia inteiro de trabalho, a doméstica Ângela de Azevedo, de 31 anos, disse que esta sexta-feira (21) é só o começo.

“Às vezes fica pior. Há sete anos saio de Comendador Soares, na Baixada Fluminense, às 4h30 da manhã e só volto nesse horário. Nada melhora. Já passei mal de tanto calor. Mas é a forma mais rápida de chegar no trabalho. Eles só colocam trem com ar-condicionado nos horários de pouco movimento, como na hora do almoço”, disse Ângela.

No ramal para Saracuruna a situação não era diferente. “Chego no trabalho de manhã pingando. Muitas janelas são emperradas e o ventilador não funciona direito. Às vezes, por causa do calor, eles deixam as portas abertas para entrar um ar aqui”, criticou Daiana do Nascimento, de 37 anos.

Procurada pelo G1, a SuperVia informou que a companhia possui em operação 80 trens com ar-condicionado, o que representa quase metade da frota. A concessionária disse ainda que antecipou a compra de 20 novos trens, além dos 60 encomendados pelo governo do estado.

Toalhinha para secar suor

Para a operadora de telemarketing Jeniffer Soares de Souza, de 20 anos, a única solução é usar toalhinha para o suor não ficar pingando no rosto. “Não tenho o que fazer, é ir assim mesmo para chegar mais rápido no trabalho, mas o calor é infernal”, disse a jovem, que pega o trem de Saracuruna todos os dias.

Dentro do vagão, não há um passageiro que não reclame. “Eu sinto vergonha disso. Essa frota já tinha que ter sido toda trocada. É um desrespeito com o trabalhador”, afirmou Andréia Silva Eugênio, de 26 anos.

E a previsão, segundo a meteorologia, é de mais sol neste sábado (22). De acordo com o Climatempo, a temperatura deve atingir os 36°C durante o dia. No domingo (23), no entanto, há possibilidade de chuva ao longo do dia, com aumento da nebulosidade. A segunda-feira (24), véspera de Natal, o sol deve prevalecer e não há previsão de chuva.

G1 – Janaina Carvalho - 21/12/2012

Comentário do SINFERP

Parabéns à criatividade da jornalista Janaína Carvalho. Pena que jornalistas de Sampa não tenham por hábito fazer reportagens dentro dos trens metropolitanos.

Nova greve paralisa os trens de Portugal em pleno Natal


Trabalhadores vêm interrompendo a atividade a cada feriado em protesto a redução de 50% nos pagamentos que recebem nesses dias
Uma nova greve dos maquinistas de trens deixou Portugal praticamente sem serviço ferroviário no dia de Natal. Os sindicatos da empresa estatal de ferrovias CP paralisaram os serviços em quase todo o país, como fazem há vários meses, a cada feriado, em protesto pela redução de 50% nos pagamentos que recebem por trabalhar nesses dias.
Segundo porta-vozes do Sindicato Nacional de Maquinistas, a adesão à greve foi total. Segundo meios estatais, até o meio-dia não circulou quase nenhum do mais de 50 trens de passageiros previstos e a greve paralisou também os serviços de carga. Além disso, as interrupções de transportes afetaram também a empresa de ônibus urbanos de Lisboa (Carris) e o metrô da populosa margem Sul do rio Tejo.
De acordo com porta-vozes sindicais, a greve dos ônibus teve também forte adesão e, no caso do metrô do sul do Tejo, é considerada paralisação superior a 70% até a tarde do dia do Natal. Contudo, as empresas afetadas não quantificaram a incidência das interrupções com exatidão ou apontaram que foi baixa.
As medidas de austeridade e os cortes de despesas aplicados em Portugal desde o ano passado para cumprir as exigências de seu resgate financeiro multiplicaram as greves e protestos populares no país.
Veja – 25/12/2012

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal


O São Paulo TREM Jeito deseja a todos seus amigos, visitantes, colaboradores e seguidores votos de Feliz Natal. 

domingo, 23 de dezembro de 2012

Dilma assina ordem para compra de novos trens para a Trensurb (RS)


Contrato prevê 15 veículos para 2014, todos com ar condicionado e gasto energético até 20% inferior.
Porto Alegre  - Na manhã de sábado, 22, o diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper, acompanhou o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, para participar do ato de assinatura da Ordem de Serviços visando a compra dos novos trens para a empresa. A assinatura foi realizada durante o evento de inauguração do sistema Marrecas, em Caxias do Sul com a presença da presidente Dilma Rousseff, do governador Tarso Genro e do presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia.

Os novos trens

A fabricação dos novos trens será de responsabilidade das empresas Alstom e CAF  reunidas no consórcio FrotaPOA e vencedoras da licitação. Elas deverão fornecer 15 trens de quatro carros cada um, incluindo projeto, equipamentos, sobressalentes, materiais, mão-de-obra para montagem e testes, transporte, treinamento e garantia.

Os novos veí­culos contarão com sistema de ar condicionado automatizado, passagem entre os carros, oito monitores de TV por carro e gasto energético até 20% inferior aos trens atuais. A entrega do primeiro veí­culo está prevista para maio de 2014, antes da Copa do Mundo no Brasil - Os truques dos trens serão fabricados pela CAF, em Hortolândia (SP), e o restante do equipamento pela Alstom, em São Paulo (SP).

Diário de Canoas – 23/12/2012

Renata Falzoni e a mobilidade urbana

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Consórcio instala cobertura para evitar chuva e atraso na obra do VLT


Sistema de transporte coletivo urbano para a Copa deve ser entregue em março de 2014

O Consórcio VLT Cuiabá montou uma grande cobertura no canteiro de obras da Trincheira do Km Zero, em Várzea Grande, a fim de impedir que as chuvas constantes atrapalhem o andamento das obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

A trincheira foi a primeira frente de trabalho montada pelo consórcio para a implantação do metrô de superfície - sistema de transporte coletivo urbano com vistas à Copa do Mundo de 2014.
A estrutura tem 11 metros de altura por 30 metros de largura, podendo chegar a 400 metros de comprimento quando a intervenção estiver mais avançada.
Segundo as empresas que conduzem a obra, além de proteger o local durante o período chuvoso, a cobertura garante a regularidade da execução dos trabalhos.
Além da cobertura, foi implantado um sistema de bombeamento que evita o acúmulo de água no local, assegurando a continuidade dos trabalhos de escavação já iniciados no local, bem como os estágios de atirantamento das estacas , execução dos dois viadutos da rotatória e a execução das faixas de rolamento, por onde irão circular os veículos.
A Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) afirmou que as medidas também facilitam a remoção de interferências, como fiações elétrica, telefônica, de internet e tubulações de saneamento.
A obra
Cerca de 120 trabalhadores estão trabalhando direta e indiretamente na construção da Trincheira do KM Zero, uma das 12 obras previstas para serem erguidas ao longo dos dois eixos do VLT, em Cuiabá e Várzea Grande.
Atualmente, os trabalhos estão concentrados no canteiro central e no seu entorno, com a remoção de interferências e criação de infraestrutura dentro da área da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), para retirada de uma adutora que passa pelo local.
Prevista para ser entregue em dezembro deste ano, a trincheira do Km Zero deverá ter 384 metros de comprimento e 24 metros de largura. A obra foi iniciada em agosto deste ano e já foi suspensa por duas vezes, por decisões judiciais.
A trincheira está sendo construída no entroncamento das avenidas 31 de Março/Ulisses Pompeo de Campos com as avenidas João Ponce de Arruda/FEB e faz parte do Eixo 1 do VLT, que compreende a ligação entre o Aeroporto Marechal Rondon e a região do CPA, em Cuiabá.
A obra será composta por duas faixas de circulação por sentido, para o tráfego geral, e uma via central, para circulação permanente do VLT.

VLT

O consórcio VLT Cuiabá é formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda., que venceu a licitação com a proposta de R$ 1,477 bilhão.

No contrato, está prevista a construção dos 22,2 quilômetros de trilhos, 33 estações e três terminais de integração, além da implantação do material rodante e construção de 12 obras de arte especiais (viadutos, trincheiras e pontes), entre outras intervenções.

Midia News – Edson Rodrigues – 05/12/2012

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Trem de Sorocaba a São Paulo opera em 2017


O trem que transportará passageiros entre Sorocaba e São Paulo começa a operar em 2017, segundo o diretor de Planejamento da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Silvestre Eduardo Ribeiro. O projeto foi apresentado nesta quarta-feira na cidade do interior de São Paulo. Os usuários de Sorocaba poderão embarcar na estação da região central ou na do bairro de Brigadeiro Tobias. O expresso regional fará uma única parada durante o percurso, na estação de São Roque, para atender passageiros da região. A viagem de Sorocaba à capital deve durar 47 minutos, incluindo a parada.
De acordo com Ribeiro, ainda não está definido se a chegada do trem em São Paulo será no bairro Pinheiros ou na Água Branca. A escolha deve levar em conta as facilidades para integração com o metrô paulistano e com o sistema de ônibus urbanos. A nova linha acompanhará apenas em parte o eixo da ferrovia atual, administrada pela America Latina Logística (ALL) e utilizada para transporte de cargas. Em razão da velocidade dos trens, o traçado eliminará curvas e seguirá em parte a rodovia Castelo Branco. As composições terão capacidade de 300 a 900 passageiros e sairão, inicialmente, em intervalos de 15 minutos. Em horários de pico, a linha comportará trens saindo a cada três minutos. A CPTM prevê investimentos de R$ 4 bilhões e a obra será feita através de parceria Público-Privada.
O governo estadual pretende construir 436 km de linhas para trens de passageiros no Estado de São Paulo, em dois eixos principais. O primeiro sai de Americana, passa por Campinas e Jundiaí e chega à capital, de onde segue pela região do ABC até a Baixada Santista. O segundo sai de Sorocaba, passa pela capital e vai até São José dos Campos, no Vale do Paraíba, de onde pode ser estendido até a cidade de Campos do Jordão. O trecho entre Campinas e a capital deve ficar pronto até 2016.
DM.com.br – José Maria Tomazela - 19/12/2012

Comentário do SINFERP

Ah, em 2017? É esperar, hein, moçada! CPTM vai ficar “redonda” em 2014, trens regionais em 2017. Vai ter trem para todo canto. É só acreditar, esperar (sem reclamar ou fazer pressão) e tudo será como antes: trens para todos os lados do Estado de São Paulo. Fé, gente, muita fé... Além disso, uma correção: o governo não vai construir. Vai reconstrui parte da malha que ele mesmo desmontou.

Passagem de trem no Rio aumentará de R$ 2,90 para R$ 3,10 em 2013


Usar o trem do Rio de Janeiro ficará mais caro a partir do dia 2 de fevereiro de 2013. A Agetransp (Agência Reguladora dos Transportes Públicos) anunciou nesta terça-feira (18) que o bilhete passará de R$ 2,90 para R$ 3,10. 
A Supervia, concessionária responsável pelo serviço, comunicará os passageiros sobre a mudança de tarifa a partir de 2 de janeiro. O aumento no valor da passagem, que já era previsto, foi aprovado por unanimidade em sessão regulatória pública. 
Na mesma sessão, o Conselho Diretor da Agetransp decidiu multar a Supervia em cerca de R$ 36 mil devido a incidente ocorrido em 19 de novembro de 2011. 
Na ocasião, devido a um problema mecânico, uma composição da concessionária não pode seguir viagem e os passageiros tiveram que desembarcar na linha férrea na parte superior da estação Coelho da Rocha, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. 
A Agetransp determinou ainda que o Metrô Rio terá 120 dias para colocar um revestimento na porta dos armários dos disjuntores elétricos. Isso eliminaria o risco de curto-circuito, o que, muitas vezes, interrompe a circulação dos trens. 
Caso não cumpra a deliberação, a concessionária será multada em cerca de R$ 36 mil.
R7 – 18/12/2012

Moradores de Santa Teresa protestam contra retirada de bondes no Rio


A Associação dos Moradores de Santa Teresa (Amast) recolheu 14 mil assinaturas para discutir com o governo o tipo de bonde que melhor se adapte ao traçado do bairro, formado por muitas ladeiras.
Rio de Janeiro - Moradores de Santa Teresa, na área central da cidade, estão impedindo, neste momento, que uma carreta leve a carcaça de um bonde da oficina no bairro, para a sede da empresa T-Trans, em Três Rios, no centro-sul fluminense. Os manifestantes vão manter a carreta parada no Largo do Guimarães, em frente ao Restaurante Adega do Pimenta, até que algum representante da Casa Civil do estado ou da Companhia Estadual de Engenharia de Transporte e Logística do Rio de Janeiro (Central), responsável pelos bondes, venha negociar com os moradores a utilização de bondes que melhor se adaptem à realidade da população do bairro.

A Associação dos Moradores de Santa Teresa (Amast) protocolou duas cartas para a Casa Civil do Rio de Janeiro e recolheu 14 mil assinaturas para discutir com o governo o tipo de bonde que melhor se adapte ao traçado do bairro, formado por muitas ladeiras. A empresa T-Trans ganhou a licitação em 2005, no valor de R$ 14 milhões, para a construção de 14 bondes, mas entregou sete, dois anos depois. Depois de três anos de uso, os bondes foram retirados de circulação.
Uma das representantes da Amast, Debora  Lerrer, disse hoje (18) que os antigos bondes de Santa Teresa, com 115 anos de uso, como o acidentado Bonde 10, "garantiam o serviço, mas sem manutenção mínima, resultaram na grande causa do trágico acidente de agosto de 2011, que matou seis pessoas".
Debora diz que, apesar de todas as denúncias da associação de moradores, do tombamento do bonde pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan) e das sentenças judiciais favoráveis às propostas dos moradores, "a mesma T-Trans ganhou a licitação no ano passado, que está sub judice, para modernizar os bondes".

As 14 mil assinaturas dos moradores de Santa Teresa é para garantir que os antigos bondes centenários sejam restaurados, reconstruídos e adaptados como sempre funcionaram nas ladeiras do bairro, informou Jacques Schwarzstein, outro representante da associação de moradores. "A T-Trans quer fazer bondes fechados, nos mesmos moldes dos que fracassaram recentemente para atender aos turistas e não para transportar os passageiros do bairro", diz.
D24 AM – 19/12/2012

"Especialista" fala sobre o acidente da CPTM para a rádio CBN

O otimista Prof. Dr.Telmo Porto, professor de ferrovias da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (e diretor da Tejofran, empresa prestadora de serviços para a CPTM) fala à rádio CBN sobre o acidente na estação Francisco Morato, e sobre segurança do sistema metroferroviário paulista. 

A quarta colisão de trens da CPTM, apenas em 2012

Trem da série 1600: modernizado ou apenas reformado?

Usuários de um dos principais meios de transporte da maior metrópole brasileira enfrentaram mais uma situação de risco nesta terça-feira (18).

Usuários de um dos principais meios de transporte da maior metrópole brasileira enfrentaram mais uma situação de risco nesta terça-feira (18). Trinta pessoas se feriram quando dois trens bateram, na Grande São Paulo. A quarta colisão este ano.

O tráfego na linha parou de novo. Um trem que fazia manobras na estação de Francisco Morato, na Grande São Paulo, bateu em outro que estava parado na plataforma.

“Quando acontece isso, a gente fica dependendo de ônibus”, diz um homem.

Trinta passageiros, feridos levemente, foram atendidos em hospitais da região.

“Uma pancada feia, chegou a fazer um estalo. Foi com tudo. Eu pensei assim: hoje eu morro”, conta a auxiliar de limpeza Regiane Balduíno.

Foram cinco horas para retirar os trens. O sistema se normalizou aos poucos.

Se problemas no sistema fossem raros, o usuário até entenderia. Só que, com esse caso, já são 152 as ocorrências que de alguma forma prejudicaram o serviço dos trens da CPTM. Só este ano, houve outras três colisões, dezenas de panes no sistema de energia elétrica, problemas nos trens, na sinalização e manobras erradas. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos considera que, no ano, houve 28 ocorrências graves. Quem sofre são eles.

Em uma das principais estações de trem de São Paulo, o movimento é intenso o dia inteiro. Quando há uma interrupção no serviço de uma, duas, três horas ou até mais, dá para se ter uma ideia de quantas pessoas são prejudicadas.

São 2,6 milhões passageiros por dia. O gerente de operações da CPTM, Francisco Pierrini, diz que boa parte dos problemas ocorre porque o sistema elétrico e o de sinalização das linhas são muito antigos e estão sendo modernizados.

“A gente costuma dizer que a gente está trocando o pneu com o carro andando. Até o final de 2013, a CPTM espera estar concretizando esse grande processo de modernização, e aí, então, melhorando o sistema e diminuindo a probabilidade de ocorrências”, aponta ele.

“O dia que o trem para, a cidade para. Isso daí é muito difícil para a gente”, conclui um passageiro.

G1 – 18/02/2012

Comentário do SINFERP

O sistema elétrico e de sinalização são antigos. Interessante. Quando o SINFERP batia na tecla de que trens novos rodando em infraestrutura velha era medida meramente demagógica, foi acusado pela CPTM de “ludibriar” os jornalistas. A cada falha ou acidente as desculpas eram as mesmas: falha humana ou sabotagem. Nada como um dia depois do outro. Detalhe: a CPTM existe há 20 anos. 20 anos, portanto, sem “modernização” da infraestrutura. O acidente desta terça-feira, porém, nada tem a ver com sistema elétrico e sinalização. Ao que sabemos o maquinista teve um problema de saúde, e perdeu o controle sobre a composição. Isso aconteceu com trem da série 1600, já antigo. A saber porque ele não tinha ou não funcionou o sistema de frenagem de emergência, que deveria atuar quando de um “apagão” do maquinista, e que pode acontecer com qualquer pessoa, em qualquer momento e em qualquer lugar.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Maquinista da CPTM teria passado mal antes de acidente com trens


A CPTM já instaurou uma sindicância interna para apurar o acidente

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) informou que, de acordo com as primeiras informações prestadas pelo maquinista às autoridades policiais, ele sofreu um mal súbito que levou à batida entre dois trens na manhã desta terça-feira (18), deixando 24 pessoas feridas.

Segundo a companhia, por volta das 5h30 desta terça-feira, um trem vazio que realizava manobras de rotina na região do pátio de manobras da estação Francisco Morato, da Linha 7-Rubi, bateu em um outro trem de passageiros que estava parado na plataforma da estação, que tinha como destino a Estação da Luz.
A CPTM instaurou uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do acidente. Os usuários foram atendidos por equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do Resgate, acionados pela Companhia. Vinte e quatro pessoas foram encaminhadas para hospitais da região, nenhuma em estado grave.
Por causa do acidente a plataforma ficou lotada e o tempo de espera pelas composições da linha na plataforma aumentou. O Paese foi acionado para que ônibus possam atender a população entre as estações Francisco Morato e Campo Limpo Paulista. A circulação dos trens foi totalmente normalizada por volta das 11h.

R7 – 18/12/2012

Comentário do SINFERP

Pelo que é de nosso conhecimento o maquinista teve mesmo um mal súbito, situação à qual qualquer humano está sujeito. Continua, porém, a questão. Os trens da série 1600 não são dotados de equipamentos de segurança capazes de automaticamente aplicar freios na composição em caso de problemas com o maquinista?