sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Metrô de São Paulo no trilho certo (artigo)

As últimas pesquisas mostram que, pela primeira vez em 40 anos, o transporte coletivo voltou a crescer em relação ao individual. Em setembro, inauguramos a primeira fase da Linha 4 - Amarela. Conhecida como a linha da integração, ela irá reduzir em 20% o fluxo de passageiros das estações Sé e Paraíso do metrô, oferecendo novas opções para os usuários do transporte público de São Paulo.

O Estado responde hoje por três em cada quatro passageiros de transporte sobre trilhos do Brasil. Esse número se expande cada vez mais, com a ampliação da estrutura física, a aquisição de trens e a diminuição dos intervalos de espera.

Prova disso é que, de 2007 a 2011, o aumento de viagens diárias (incluindo metrô e trens da CPTM) foi superior a 40%, passando de 4,5 milhões para 6,4 milhões. Em 2014, chegaremos a impressionantes nove milhões de passageiros.

Os investimentos feitos também contribuíram para que se promovesse uma importante mudança na cultura dos habitantes da região metropolitana da capital. A última pesquisa origem-destino do metrô mostrou, pela primeira vez em 40 anos, que o transporte coletivo voltou a crescer em relação ao individual. Isso resulta em menos poluição, menos trânsito e mais qualidade de vida para todos os cidadãos.

Contribuiu para esse novo cenário a implementação de medidas de política tarifária que permitem a transferência livre entre CPTM e metrô e a integração desses ao bilhete único da capital, a preços reduzidos. Por sinal, hoje o sistema metroferroviário se apresenta como aquele com a menor tarifa de transporte público da cidade.

A ampliação da rede física segue a pleno vapor. Somente em 2011, são quatro novas estações na Linha 4 - Amarela, o que implica mais 5,4 quilômetros na rede, que se aproxima cada vez mais da população.

Até 2014, vamos implantar 30 quilômetros de metrô em São Paulo. Serão outras cinco estações na Linha 4 - Amarela; oito na Linha 17 - Ouro, que passará pelo aeroporto de Congonhas e pelo Morumbi; uma na Linha 5 - Lilás, em Adolfo Pinheiro; e oito no monotrilho da Linha 2 - Verde, até São Mateus, na zona leste.

Alcançaremos, assim, uma média recorde de 7,5 quilômetros por ano em novos trilhos.

Em relação à CPTM, as nossas ações envolvem reforma de estações, entrega de novos trens, modernização de linhas e de sistemas de sinalização, telecomunicações e energia. Aproveito a oportunidade para esclarecer a população acerca de alguns mitos criados durante as campanhas eleitorais e reproduzidos no artigo de Eduardo Fagnani publicado neste espaço, em 8 de setembro.

Sobre o metrô do México, citado por Fagnani, é importante identificar que ele abrange trens de superfície e estações elevadas. Se considerarmos, portanto, a rede de trens metropolitanos, observaremos que São Paulo conta com 331,4 km de trilhos contra apenas 201 km do sistema mexicano.

Outro fator de extrema relevância é a fonte dos investimentos. Enquanto em outros países os recursos vêm dos governos federais, em São Paulo não se recebe um centavo de investimentos diretos da União. Vale observar que a prefeitura passou a repassar recursos para o metrô, medida tantas vezes prometida, mas que só foi de fato adotada recentemente.

Lembro também da importância do transporte público na preparação para a Copa do Mundo. Investiremos R$ 2,5 bilhões na modernização das linhas 3 - Vermelha do Metrô e 11 - Coral da CPTM. Assim, vamos dobrar a capacidade de passageiros por hora exigida pela Fifa na hora dos jogos.

Se governar é escolher, optamos por dar prioridade absoluta ao transporte sobre trilhos. Já temos um caminho definido para os próximos anos. A meta é trilhá-lo com rapidez, responsabilidade e eficiência, em sintonia com o desenvolvimento crescente de nossa metrópole.

Jurandir Fernandes é secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos de São Paulo

Folha de São Paulo – 29/09/2011

Cinco consórcios demonstram interesse no VLT de Santos (SP)

Cinco consórcios demonstraram interesse na elaboração do projeto executivo da primeira fase do Veículo Leves sobre Trilhos (VLT). A empresa vencedora da licitação deverá ser conhecida em até 60 dias.

Os envelopes com as propostas dos consórcios foram entregues nesta quinta-feira, na sede da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), na Capital.

Na fase necessária à implantação do projeto de transporte público, será elaborado a análise técnica dos elementos para a execução da obra da primeira etapa do trecho prioritário do VLT. O traçado compreende os 11 quilômetros iniciais, que ligará a estação Barreiro, em São Vicente, ao Porto de Santos.

A licitação aberta desde agosto foi elaborada na modalidade concorrência pública por técnica e preço. Nesta forma, as propostas recebem notas com base aos critérios de valores e de como executar o estudo.

Sairá vencedora do certame a empresa que receber a melhor avaliação da comissão julgadora da disputa pública. As propostas passarão agora pela análise técnica. O consórcio que realizará os estudos deverá ser conhecido em novembro.

A conclusão do projeto executivo está prevista para o primeiro semestre do próximo ano. Já as obras deverão ser iniciadas em julho de 2012.

A Tribuna – Eduardo Brandão - 29/09/2011

Justiça Federal determina que ANTT suspenda procedimentos para leilão do TAV

A Justiça Federal determinou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) suspenda todos os procedimentos administrativos para realizar o leilão do trem-bala, que vai fazer a ligação entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, até que seja regularizado o sistema de transporte rodoviário interestadual de passageiros em todo o país.

A ANTT informou que já tem conhecimento da decisão e que vai recorrer. Enquanto isso, a agência disse que vai cumprir a determinação da Justiça e paralisou os preparativos para o leilão do trem-bala.

A decisão da Justiça Federal é de 13 de setembro e atendeu a um pedido do Ministério Público Federal no Distrito Federal. Ela estabeleceu ainda multa diária de R$ 5 mil caso a ANTT atrase o cronograma da licitação do transporte rodoviário de passageiro.

O leilão de 1.967 linhas rodoviárias interestaduais do país - aquelas que cruzam estados e têm mais de 75 km de extensão - está previsto para acontecer em janeiro de 2012. O novo modelo de concessão foi anunciado em agosto e deve ir a consulta pública em outubro.

As 1.967 linhas correspondem a 95% do total do país. Esta será a primeira vez que elas serão licitadas - as linhas sempre foram operadas em regime de permissão.

Um decreto de 1993 determinou o leilão dessas linhas e estabeleceu que as permissões deveriam expirar em 2008. Mas como na época o governo ainda não tinha pronto o modelo de licitação, as empresas de ônibus passaram a atuar sob autorização especial.

O Ministério Público Federal alegou em seu pedido que a necessidade de licitação no setor está prevista na Constituição de 1988 e que a ANTT vem descumprindo sucessivamente cronogramas para regularizar o problema.

Trem-bala

O leilão da primeira etapa do trem-bala, que vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, está previsto para fevereiro. Em julho, o governo decidiu mudar o modelo de concessão depois de ser obrigado a adiar pela terceira vez o leilão, agora por não haver empresa interessada no projeto.

Na época, a previsão da ANTT era que o edital do trem-bala fosse publicado até outubro e que as obras começassem em 2013, com prazo de seis anos para conclusão.

O novo modelo prevê duas concessões: na primeira, será contratada a empresa que vai fornecer a tecnologia e que vai operar o veículo (é esta que está prevista para fevereiro); na segunda, será contratada a infraestrutura do projeto.

O custo do projeto do trem de alta velocidade (TAV) está estimado em R$ 33,1 bilhões, sendo R$ 10 bilhões em trens e sistemas operacionais e o restante em obra civi

G1 – Fábio Amato - 29/09/2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Inaugurada obra do TAV, no Marrocos

Tanger

O presidente francês Nicolas Sarkozy e o rei Muhammad VI do Marrocos inauguraram nesta quinta-feira em Tânger as obras do trem de alta velocidade, que com um custo de 1,8 bilhão de euros unirá as cidades de Tânger e Casablanca (350 quilômetros), passando por Rabat.
Espera-se que o trem entre em operação em 2015, e o meio de transporte alcançará "picos" de 320 km/h, reduzindo a até 2 horas e 10 minutos o trajeto entre essas duas cidades, que normalmente é feito em 4 horas e 45 minutos.
Além disso, o trajeto Tânger-Rabat diminuirá de 3 horas e 45 minutos para 1 hora e 20 minutos.
Para a realização do projeto, a França forneceu um empréstimo de 920 milhões de euros. Além disso, há contribuições do Fundo Saudita, do Fundo de Abu Dhabi, do Fundo Kuwaitiano e do Fundo Árabe para o Desenvolvimento Social e Econômico, enquanto o Estado marroquino participou com 414 milhões de euros.
O acordo para a provisão e a construção do trem de alta velocidade foi assinado em outubro de 2007 em Marrakech, na presença de Sarkozy e do monarca marroquino, e em 2010 a companhia francesa Alstom assinou um contrato com o Marrocos de 400 milhões de euros para a provisão dos trens.
O jornal marroquino "L''Economiste" indica que os 14 trens serão construídos principalmente na França, nos complexos da Alstom, para posteriormente serem enviados por partes (vagões e locomotivas) ao país.
Após a implantação do trem de alta velocidade, o Marrocos passará a ser o primeiro país africano a contar com este tipo de infraestrutura ferroviária de alto nível.
No entanto, o projeto não está isento de críticas e alguns parlamentares alegam que se trata de um plano caro demais, em um país no qual existem regiões sem conexões ferroviárias.

Terra – 29/09/2011

Governo do Rio (RJ) tem 60 dias para restaurar bondes de Santa Teresa

A 3ª Vara de Fazenda Pública determinou nesta quarta-feira que o governo do estado e a Central, empresa que administra os bondinhos de Santa Teresa, devem restaurar em 60 dias as composições que precisam de reforma. Além disso, foi determinado o prazo de 120 dias para a restauração da oficina de bondes, dos cabos suspensos de energia, dos trilhos e do gradil dos Arcos da Lapa.

A Justiça já havia determinado a reforma do sistema de bondes por meio de uma Ação Civil Pública de 2008, mas o Executivo estadual recorreu, e o processo original está aguardando julgamento no Tribunal de Justiça.

Na terça-feira, o diretor da comissão de intervenção dos bondes de Santa Teresa, Rogério Onofre, e o secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, entregaram o relatório com o diagnóstico do sistema ferroviário de Santa Teresa ao novo presidente da central, Eduardo Macedo. O documento de três mil páginas aponta as necessidades de intervenção que utilizarão R$ 31 milhões em recursos até ano que vem.

- Precisa-se de tudo nos bondes - disse Onofre, que deixa a comissão que acaba nesta terça.

Já Fichtner admitiu a culpa do governo em não revitalizar os bondes.

- Aprendemos com nossos erros. Isso deveria ter sido parado há um tempo - afirmou.

A precariedade do sistema de bondes já havia sido verificada durante um trabalho da Comissão Especial de Trânsito de Santa Teresa ao longo de seis meses. Os vereadores constataram o abandono de equipamentos após visitas às garagens dos bondes, em companhia de engenheiros especialistas. De acordo com o relatório, era comum os mecânicos pegarem peça de um trem para colocar em outro, o que acaba sucateando os veículos. O relatório foi publicado em Diário Oficial em fevereiro de 2011, ou seja, seis meses antes do acidente com o bonde de Santa Teresa ocorrido no último dia 27 de agosto, quando seis pessoas morreram e 57 ficaram feridas.

Os bondes de Santa Teresa só voltarão a funcionar em um ano, conforme reportagem do GLOBO. A estimativa foi dada por Rogério Onofre, escolhido pelo governador Sérgio Cabral para reestruturar o sistema. A decisão já havia sido anunciada após resultado do levantamento preliminar sobre as condições dos bondes.

Já a precariedade do gradil dos Arcos da Lapa chamou a atenção após o acidente com um turista francês que despencou de um bondinho no monumento, no mês de junho. Na época, segundo testemunhas, Charles Damien Pierson, de 24 anos, viajava no estribo do trem quando escorregou e caiu de uma altura de aproximadamente 15 metros. No local onde Pierson caiu, havia um buraco no gradil, assim como em vários outros trechos do trajeto. Segundo a secretaria estadual de Transportes, a morte do turista aconteceu dias antes do início das obras de recuperação dos arcos.

O Globo – 28/09/2011

Ordem de serviço para construção do monotrilho de Manaus (AM) será assinada na próxima semana

Manaus - O governador do Amazonas, Omar Aziz, confirmou, nesta quarta-feira (28), durante a abertura do Seminário ‘Copa 2014: Legado e Sustentabilidade’, no hotel Caesar Business, que a ordem de serviço para a construção do monotrilho será assinada na próxima semana. Durante o evento, que termina nesta quinta-feira, Omar Aziz cobrou mais celeridade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal (Caixa) na liberação de recursos para obras da Copa do Mundo de Futebol de 2014 em Manaus.

De acordo com o governador, com a ordem de serviço, a empresa vencedora da licitação inicia o projeto executivo e o delineamento da área onde será realizada a obra para implantação do monotrilho. Ainda na área de mobilidade, o planejamento do Governo Estadual é lançar, nos próximos dias, a licitação para o projeto da continuação da Avenida Governador José Lindoso, obra que está incluída na Programação de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Outro projeto que caminha para licitação nos próximos dias é do Memorial Encontro das Águas, que vai abrigar o Fã Park da Copa em Manaus.
“A presidente Dilma Rousseff reafirmou o compromisso de ajudar na construção de novas vias para escoar o trânsito na cidade de Manaus. Hoje se discute mobilidade para a Copa falando apenas em transporte de massa. Mas as pessoas que andam em seus carros particulares também querem fluxo rápido. Por isso, esse legado também é importante”, frisou Omar Aziz que, na manhã desta quarta-feira, participou de evento com a presença de Dilma Rousseff em Manaus.
Para o governador, o maior "legado social" que a Copa vai deixar são os projetos que garantam melhoria na qualidade de vida para a população amazônica. “O que é positivo são as obras que vão ficar. O legado que todos nós esperamos que aconteça é melhorar as áreas de segurança, saúde, transporte de massa, rede hoteleira, aeroporto, porto e novas vias para mobilidade urbana. São vários pontos que nós temos que lutar para que aconteça agora por causa da disponibilidade de financiamento”, frisou Omar Aziz.
No entanto, para que as obras aconteçam dentro dos prazos é preciso maior celeridade no processo de liberação de recursos, afirmou o governador. Ele ressaltou que a maioria dos recursos aplicados até agora na Arena da Amazônia, cujas obras iniciaram no ano passado, é oriunda dos cofres do Estado, embora  o Governo do Amazonas tenha assinado contrato com o BNDES em dezembro do ano passado.
Omar Aziz frisou, ainda, que para realizar as obras da Copa os governos estaduais das 12 cidades que vão sediar o evento deverão aplicar recursos próprios e de empréstimos realizados com os bancos. “Não tem recurso a fundo perdido nessas obras", disse ao destacar que os Estados têm responsabilidades a serem cumpridas e que precisam de maior celeridade dos agentes financeiros.
Para as obras da Copa em Manaus, o Governo do Estado contratou R$ 400 milhões com o BNDES, para a construção da Arena da Amazônia, e aprovou outros R$ 600 milhões com a Caixa para a obra do monotrilho, para o qual o Estado também está  negociando com o Governo Federal a liberação de mais R$ 800 milhões.  
D24 – 28/09/2011

Mais um problema em trem da SuperVia (RJ)

A SuperVia informou que, na manhã desta quinta-feira (29), identificou um problema mecânico em dois trens que serviam ao ramal Japeri e se dirigiam à Central do Brasil.
As composições foram atendidas por equipe de manutenção na estação Deodoro, mas não puderam prosseguir suas viagens.
Os passageiros continuaram trajeto em outras composições, incluindo uma viagem extra que realizou partida às 8h.
Por volta de 8h40, a circulação no ramal Japeri seguia com atraso de 10 minutos no sentido Japeri - Central do Brasil.
R7 – 29/09/2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Seminário Desenvolvimento e Ferrovias da Região Nordeste

O Seminário Desenvolvimento e Ferrovias Região Nordeste, promovido pela Frente Parlamentar Mista das Ferrovias, Câmara dos Deputados, Senado Federal e Governo do Estado da Bahia, presidido pelo Dep. Federal Pedro Uczai e pela Senadora Lídice da Mata, foi realizado hoje (23/09/11) no Othon Palace de Salvador (BA).

Contou com a presença do Governador Jaques Wagner, vice-governador Oton Alencar, do Secretário do Planejamento e da Secretária da Casa Civil do governo do estado, além de diversas outras autoridades como o Senador Walter Pinheiro, o Ministro dos Transportes Paulo Sergio Passos, representantes de órgãos públicos federais, empresários do setor ferroviário, e de seguimentos como sindicatos, associações e movimentos sociais, dentre eles o Verde Trem, Trem de Ferro e Salvador Sobre Trilhos, além de muitas pessoas interessadas na temática.

Foram abordados temas sobre a ampliação, expansão e a modernização das ferrovias no estado e no Nordeste, entre elas a ferrovia Oeste Leste, o porto de Ilhéus, além da restruturação da rede ferroviária do estado para utilização no transporte de passageiros.

Foi cobrado pelos representantes de sindicatos de ferroviários, associações e dos movimentos sociais, mais empenho dos governos Estadual e Federal na recuperação, modernização e a ampliação dos trens de subúrbio, transformando-os em trens metropolitanos (a transferência de sua administração para a CBTU ou para Governo do Estado), a conclusão do Metrô de Pirajá ligando-o ao sistema ferroviário do subúrbio (Pirajá / Lobato) e a implantação do Metrô, ligando Salvador à região Metropolitana (Lauro de Freitas), como também a recuperação, manutenção e preservação do patrimônio histórico das nossas ferrovias.

Pregopontocom @ Tudo – 24/09/2011

Comentário do sindicato:

Em resumo: medíocre, mesmo, apenas o Seminário da Região Sudeste, pois o da Região Sul foi muito bom.

O ferroanel metropolitano: demanda presente e demanda futura (artigo)

A visão de estadistas (e não de tecnocratas) do passado é que permitiu à cidade de São Paulo ter, bem ou mal, a rede metroferroviária hoje existente.  Fossem eles orientados pela “lógica tecnocrata”, hoje alicerçada no conceito de demanda, e nem isso teríamos.

Não causa estranheza, portanto, o diretor de planejamento da CPTM entender como “provocação” a pergunta da imprensa do Sindicato dos Ferroviários da Sorocabana (base CPTM), sobre a viabilidade de construção de um ferroanel metropolitano de trens de passageiros.

Não há demanda, respondeu irritado o diretor de planejamento.

Talvez não, mas nos dias de hoje. Não sendo estadista, e nem demonstrando vocação para tal, a lógica do planejador chega a ser simplória: se não há passageiros que justifiquem a extensão da rede, não há motivo nem mesmo para pensar sobre a possibilidade.

O que não ocorre ao planejador é que se torna impossível, mais tarde, estender a rede quando as áreas ora vazias forem ocupadas por ruas, casas, prédios, etc.. Quando isso ocorrer em futuro próximo, gerando o que se denomina de adensamento, haverá uma grita por metrô e por monotrilhos, para que o atendimento de transporte seja feito pelos modos mais caros: subterrâneos ou aéreos.

O ferroanel metropolitano, sugerido pela Estrada de Ferro Sorocabana na década de 70, é um projeto de interesse para o presente, mas principalmente para um futuro não muito distante.

Se, por demanda, fala-se em número de passageiros capaz de gerar renda suficiente para sustentar o projeto no curto prazo, certamente não há demanda. Por outro lado, se pensarmos no custo social produzido pela falta de alternativas de transporte na periferia e entre regiões equidistantes, há, no ferroanel, uma oportunidade única.

Se pensarmos no que representa a existência de um transporte de pessoas sobre trilhos em regiões que podem ser de interesse para empreendimentos residenciais e industriais, a oportunidade também continua sendo única.

Não temos falta de “especialistas”, tecnocratas e “planejadores”, mas de estadistas.

Éverson Paulo dos Santos Craveiro – vice-presidente do Sindicato dos Ferroviários da Sorocabana

Brasil na mira de construtoras chinesas

As construtoras chinesas colocam o Brasil como a nova prioridade, depois de promoverem um verdadeiro safári pela África. As empresas do setor na China não escondem que já estão negociando a aquisição de construtoras nacionais, fechando contratos de obras em todo o País e colocam como prioridade política a obra do trem bala entre São Paulo e Rio. "Estamos negociando com o governo esse contrato e estamos avançados", disse Chunhe Diao, presidente da Associação de Construtoras Internacionais da China.

A empresa que quer fechar o contrato com o governo brasileiro, a China Communication Construction Company (CCCC), também declarou ontem em Genebra seu interesse em sair vencedora no leilão.

Com 2 mil empresas chinesas de construção registradas para atuar pelo mundo, Pequim estima que em 2011 fechará contratos de infraestrutura em 80 países, no valor de mais de US$ 150 bilhões. No ano passado, foram fechados acordos no valor de US$ 130 bilhões.

O setor da construção chinesa pelo mundo movimenta US$ 445 bilhões. Mas 80% dos negócios estão na África, Ásia, com especial atenção na Nigéria, Irã e Arábia Saudita. Para jornalistas brasileiros, Diao revelou que o "próximo passo" das empresas de construção da China é mesmo a América Latina, não apenas na construção civil, mas também em consultorias em engenharia, portos e aeroportos e obras de transporte. "O Brasil é um mercado chave para o futuro e é onde queremos explorar novos negócios", disse. "Temos projetos em usinas de energia, estradas, rodovias e no setor imobiliário."

Trem-bala

Diao não esconde que uma das prioridades é conquistar o contrato para a construção do primeiro trem bala no Brasil, entre São Paulo e Rio. "Não posso comentar detalhes, mas posso confirmar que estamos em discussão para a construção dessa obra", disse o executivo.

O tema já foi alvo de negociações entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a cúpula chinesa. Para Pequim, a aposta no Brasil é vista como uma ocasião de garantir um "showroom" para vender os mesmos trens para outros mercados, principalmente em outros países emergentes. Qitao Liu, presidente da CCCC, confirmou também que o projeto é uma de suas prioridades. "Estamos interessados", declarou. Mas explicou que a decisão será tomada nas mais altas instâncias políticas.

Em abril, a CCCC teria enviado uma carta ao governo brasileiro com o compromisso de que 85% do financiamento da obra viria da China. Mas insiste que parte precisa ser garantido pelo governo brasileiro, o que não está nas regras do leilão.

Os chineses não estão dispostos a apenas disputar licitações com empresas brasileiras. Diao acredita que esse será a melhor forma de se "familiarizar" com o mercado brasileiro. A estratégia é a de comprar construtoras brasileiras de menor porte, usando-as como porta de entrada para o País. Diao também nega que usará apenas trabalhadores chineses nas obras no Brasil e garante que a vantagem das empresas não é apresentar projetos "low cost". "Temos tecnologia de ponta", disse. Segundo ele, há um compromisso das construtoras de usar trabalhadores locais nos contratos.

Changqi Wu, diretor executivo da Escola de Negócios da Universidade de Pequim, aponta que, de fato, a possibilidade de o Brasil se transformar em um dos principais destinos das construtoras chinesas é grande. "O potencial é enorme no setor de infraestrutura", contou.

O Estado de São Paulo – 28/09/2011

Aeromóvel de Porto Alegre (RS) entra em testes em fevereiro de 2012

O ministro das Cidades, Mário Negromonte, esteve na Capital nesta segunda-feira e visitou as obras do aeromóvel.

De acordo com a Trensurb, a fase de testes do sistema, que ligará a Estação Aeroporto, da Trensurb, ao Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, terá início em fevereiro de 2012.

O aeromóvel terá dois veículos, um com capacidade de 150 usuários, e outro, de 300. Eles deverão operar de forma intercalada de acordo com os horários de maior exigência, como o início da manhã e o final da tarde, e farão o percurso em 90 segundos.

Ele será conectado ao andar de embarque do aeroporto e à área de transporte da estação. Com isso, o passageiro pagará apenas o valor da passagem unitária e utilizará o veículo de forma gratuita. Hoje, o trajeto pode ser feito a pé, de táxi ou por sete linhas de ônibus.

Correio de Notícias – 27/09/2011

VLT começa a ser testado em Recife (PE)

Desde a semana passada a CBTU/Metrorec está testando o primeiro Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), um metrô moderno, que irá substituir as antigas, lentas e desconfortáveis locomotivas da linha diesel. Os testes ainda são técnicos e a previsão é de que a operação comercial – com passageiros – só comece em março de 2012. Mas os VLts já começaram a chegar no Recife e têm inúmeras vantagens sobre os trens atualmente em operação, inclusive o metrô elétrico, que opera nas Linhas Centro e Sul.

O VLT vai operar os 18 quilômetros entre a Estação Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, e o centro do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, atualmente atendida pela linha diesel. Quando entrar em operação, representará um salto de qualidade para os  passageiros que hoje dependem do ramal. Além de novo, o VLT é mais rápido – desenvolverá 80 km/h -, confortável e tem maior capacidade de transporte de passageiros – 600 pessoas, 200 em cada um dos três vagões.

Pela previsão da CBTU/Metrorec, o ramal entre Cajueiro Seco e o Cabo de Santo Agostinho passará de 32 para 82 viagens por dia, o intervalo entre os trens diminuirá de 40 para 11  minutos e o tempo de realização das viagens cairá de 40 para 22 minutos. O número de passageiros também deverá aumentar muito: passará de 6.500 usuários para 53 mil pessoas diariamente.

Jornal do Commercio – 29/09/2011

Primeiro dos 34 trens comprados pelo governo do Rio de Janeiro chegou ao porto

RIO - O primeiro dos 34 trens chineses comprados pelo governo estadual para a SuperVia chegou na terça-feira ao Porto do Rio. A previsão era que a composição fosse desembarcada até a noite. O lote todo custou cerca de US$ 188 milhões e foi encomendado à Changchun Railway Vehicles, de Changchun, a mesma montadora que está produzindo os 19 trens comprados pela concessionária Metrô Rio.

De acordo com o cronograma, todos os trens serão entregues até junho do próximo ano. A composição que chegou na terça-feira e ainda será testada antes de entrar em operação com passageiros nos ramais da SuperVia. Segundo o governo do estado, os testes operacionais com a composição chinesa já começam em 20 dias.

Vagões refrigerados e com bancos acolchoados

As demais composições vão ser embarcadas em lotes de três e quatro, com intervalos de cerca de um mês. Os trens terão capacidade para transportar até 1.300 passageiros. Ainda de acordo com o estado, os vagões contam com tecnologia de ponta e circuitos de tração e frenagem modernos. Como parte do acordo contratual, a empresa chinesa oferece garantia de assistência técnica de três anos, incluindo a manutenção e a troca de peças.

Os passageiros vão viajar em vagões refrigerados, com bancos acolchoados, bagageiros e TVs de LCD. Os vagões contarão com 54 assentos de fibra com tecido sintético e individualizados. Oito deles serão reservados a idosos, gestantes e portadores de deficiência. De acordo com a SuperVia, haverá quatro TVs que exibirão noticiário, mensagens de campanhas institucionais.

Nova licitação para compra de 60 trens ainda este ano

Cada vagão será equipado com seis bagageiros para mochilas, sacolas e outros objetos. Haverá som ambiente e a temperatura ficará em torno de 23 graus. Com isso, a frota da SuperVia passará a contar com 68 trens refrigerados. O sistema de segurança de cada composição contará com câmeras internas, que captarão imagens em ângulos de 360 graus.

Ainda este ano, a Secretaria estadual de Transportes vai abrir um novo processo de licitação para a compra de mais 60 composições para o sistema ferroviário do Grande Rio.

O Globo – 27/09/2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Indústria ferroviária não gosta da ideia de transferir tecnologia do TAV

As empresas detentoras de tecnologia querem discutir com o governo a questão de transferência de tecnologia no projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV). "Acho difícil (a tecnologia) ser transferida, porque isso é patrimônio de cada empresa", disse hoje Luiz Fernando Ferrari, diretor de Desenvolvimento de Negócios, Marketing e Vendas da francesa Alstom e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer).

Segundo ele, esse é um tema importante, que ainda será discutido com o governo brasileiro. "É preciso discutir o que se entende por transferência de tecnologia e até que nível isso vai ser alcançado", afirmou o executivo, que participou hoje de um seminário sobre a viabilidade do TAV na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Para Ferrari, não faz sentido haver no mundo mais um País que detenha essa tecnologia. "Para que ter mais fabricantes de trens de alta velocidade? Já tem cinco ou seis no mundo", afirmou. Entre essas empresas, além da Alstom há, por exemplo, a alemã Siemens, a japonesa Mitsui, a espanhola Talgo e um grupo de empresas coreanas. "Se a intenção do governo é gerar emprego com especialização no Brasil, seguramente isso será alcançado", afirmou.

Prazos

De acordo com Hélio Mauro França, superintendente-executivo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que também participa do evento, o consórcio vencedor da primeira etapa de licitação do TAV, que definirá a tecnologia a ser usada, terá de elaborar o programa de transferência de tecnologia em até dois anos após a assinatura da concessão. A conclusão da transferência de tecnologia, por sua vez, deve ocorrer a partir do segundo ano do início de operação do TAV até cinco anos após o início do funcionamento do trem-bala. "Na prática, o consórcio terá entre 10 e 12 anos para realizar a transferência de tecnologia", disse França.

O governo chegou a realizar em julho, após dois adiamentos, um leilão para a concessão do TAV, mas a iniciativa fracassou, já que nenhuma empresa apresentou proposta. O governo anunciou então que adotará um novo modelo de licitação, em duas etapas: uma para selecionar a tecnologia a ser usada e quem cuidará da operação do trem, outra para escolher o responsável pela construção da ferrovia que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas (SP).

A previsão é que o edital do TAV seja levado a audiência pública em outubro, em novembro saia o edital definitivo e, no primeiro semestre do próximo ano seja realizado o leilão.

A Alstom, porém, acredita que será necessário mais de três meses para analisar o edital da primeira etapa de concessão. "Agora que parece que o governo escolheu bem o modelo (de licitação), é preciso prazo. Não adianta dar três meses", afirmou Luiz Fernando Ferrari, da Abifer. Por outro lado, ele elogiou a decisão de dividir o processo de concessão do TAV em duas etapas. "O governo separou os riscos de construção e de operação, o que é muito importante. Dessa forma, permitiu que cada investidor analise melhor os riscos que conhece", disse Ferrari, que desde 2007 participa das discussões sobre o trem-bala.

Diário do Grande ABC – 27/09/2011

Comentário do sindicato:

Esqueceram dos chineses. Pena a Embraer não ter entrado no mercado ferroviário, embora manifestasse desejo.