domingo, 28 de agosto de 2011

As deliberações do Seminário Regional da Frente Parlamentar no Rio Grande do Sul

Deputado Uczai recebe réplica de O Brasil TREM Jeito


Excelente, quando comparado ao de São Paulo (Região Sudeste), o Seminário Regional “Desenvolvimento e Ferrovias”, da Frente Parlamentar Mista das Ferrrovias, ocorrido em 26 de agosto, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Região Sul).

Nosso sindicato esteve presente e apoiou, em discurso, as propostas do Deputado Estadual Raul Carrion (PCdoB-RS), em favor da reativação e modernização dos trechos ferroviários existentes no país.

Ao final do Seminário foi aprovado o seguinte documento, denominado “Carta do Sul”.

Lideranças políticas, governamentais, empresariais e do setor ferroviário dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, reunidas no Seminário Regional “Desenvolvimento e Ferrovias”, em Porto Alegre/RS, no dia 26 de agosto de 2011, que tratou sobre o diagnóstico das ferrovias no Sul do país, resolveram tornar pública a Carta do Sul, que traduz as seguintes proposições:


Apoio à política federal de expandir e fortalecer o modal ferroviário para o desenvolvimento do país. 


Pela defesa da Ferrovia Sul/Norte (Norte/Sul) para que a construção seja feita por lotes nos três estados do sul, apoiando a deliberação do Codesul.


Garantir no Plano Plurianual (PPA) recursos para a execução dos projetos ferroviários que contemplam a região Sul do país.


Reativação e modernização dos trechos ferroviários existentes no Sul do país, recuperação do patrimônio, e que as autoridades competentes assumam as respectivas responsabilidades. Pelo cumprimento da deliberação n. 124, que estipulou prazo de 60 dias para as concessionárias apresentarem cronogramas físicos para execução de obras de recuperação de trechos e ramais ferroviários subutilizados ou sem tráfego de cargas. Da mesma forma, que cumpra-se as três novas resoluções publicadas pela Agência, no novo “Marco Regulatório do setor no Brasil”, com regras de utilização de trechos, metas a cumprir e compartilhamento de linhas.


Que os projetos ferroviários, do ponto vista tecnológico, possam contemplar o transporte de carga e de passageiros.


Realização de audiência com o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para tratar das obras, projetos e situação das ferrovias no Sul.


Retornar os processos licitatórios dos projetos de viabilidade técnica e ambiental da Ferrovia da Integração, em Santa Catarina, em ambos os trechos, Itajai/Chapecó e Chapecó/Dionisio Cerqueira.


Promover debates permanentes com a sociedade civil para que participe dos projetos ferroviários e do acompanhamento dos mesmos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Governo federal deve decidir, hoje, se Cuiabá (MT) terá BRT ou VLT

O governo federal deve decidir hoje se permite que Mato Grosso modifique seu projeto de mobilidade urbana para a Copa de 2014.

Até o começo do ano, tudo indicava que a capital Cuiabá teria uma nova linha de corredores rápidos de ônibus, o chamado BRT, para transportar os torcedores do aeroporto para o estádio e os hotéis da cidade durante o Mundial.

Com a troca de gestão da agência da Copa (Agecopa) no início de 2011, começou uma forte pressão para que fosse adotado um sistema sobre trilhos em vez dos ônibus. O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) custaria R$ 1,1 bilhão, mais que o dobro do BRT, mas as desapropriações seriam menores.

O governo federal reluta em aceitar a mudança do projeto. O BRT tem financiamento garantido por meio do PAC da Mobilidade Urbana, com recursos do FGTS transferidos por meio da Caixa Econômica Federal (CEF).

O governador do Mato Grosso, Silval Barbosa, diz que pretende seguir com o projeto do VLT mesmo sem o financiamento federal.

Portal 2014 – 23/08/2011

Obras do aeromóvel de Porto Alegre (RS) avançam

De acordo com o superintendente de Expansão e Obras  da Trensurb, Ernani Fagundes, "apesar das chuvas desta semana, já foram instaladas 12 estacas, o que corresponde a um trecho de 270 metros".  Ernani afirma, ainda, que os primeiros pilares devem ser montados em até 30 dias. Cada um dos 48 pilares da via – todos já concretados pela Premold Ltda. - necessita de quatro estacas.

Na segunda-feira, 15, iniciaram-se os trabalhos de estaqueamento para a construção da via elevada do Aeromovel – tecnologia  que ligará a Estação Aeroporto da Trensurb ao Terminal 1 do Aeroporto Salgado Filho. Em cerimônia com a presença do ministro das Cidades, Mário Negromonte, foi acionada uma perfuratriz para penetrar o solo e criar o espaço para que fosse colocada a primeira estaca necessária à montagem dos pilares que sustentarão o elevado.

A fabricação dos dois veículos – um com capacidade para 150 passageiros, outro para 300 -, a cargo da T’Trans Sistemas de Transportes  S.A., está na fase de fabricação dos estrados e das peças em material compósito que constituem os revestimentos interno e externo.

Em 12 de agosto, foi concluída a licitação referente à construção das estações do Aeromovel, uma junto à Estação Aeroporto da Trensurb, a outra junto ao Terminal 1 do Aeroporto Salgado Filho. A empresa vencedora foi a Arcol Engenharia  Ltda.

O projeto, orçado em aproximadamente R$ 29,9 milhões, tem previsão de conclusão para o início de 2012.

Correio de Notícias – 22 de agosto de 2011

Mogi das Cruzes (SP) continua pleiteando trem para Cesar de Souza

Mogi das Cruzes (SP)

O movimento popular "Trem até César Já!" estima que o Distrito possua uma demanda de cerca de 15 mil passageiros por dia para o transporte público ferroviário. O número é superior ao movimento registrado em mais de 50% das 29 estações instaladas ao longo das linhas 11-Coral e 12-Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Os dados deverão ser utilizados para reforçar, junto ao Estado, a ideia de que há usuários potenciais suficientes para justificar a extensão dos trens. A proposta já conta com o apoio de 30 mil mogianos, que aderiram ao abaixo-assinado em favor da luta. O próximo passo do grupo será entregar o documento ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) na tentativa de sensibilizá-lo sobre este, que é um dos mais antigos e importantes pleitos da Cidade.

As informações sobre a demanda das estações são usualmente mantidas em sigilo pela CPTM, mas foram disponibilizadas ao movimento popular pela Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. O diretor da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Adalberto Andrade, divulgou os números ontem, durante audiência pública promovida pela Câmara de Mogi para discutir a extensão dos trens. Os dados técnicos demonstram que é grande o número de estações com baixa demanda (confira quadros nesta página).

De acordo com os dados, a Linha 11-Coral possui um total de 16 estações, sendo que metade delas tem demanda diária inferior a 15 mil passageiros. Os números indicam, inclusive, que nenhuma das paradas mogianas recebe número muito expressivo de pessoas. O menor movimento é de Jundiapeba, onde 4,5 mil cidadãos utilizam os trens, e o maior é da Estação Estudantes, com 10,2 mil usuários. Já na Linha-12 Safira há 13 estações, oito das quais também têm frequência abaixo da prevista para César. As menores demandas são observadas em Engenheiro Goulart e USP Leste, que possuem 3,2 mil e 3,8 mil passageiros diários respectivamente.

O secretário municipal de Transportes, Carlos Nakahada, participou da audiência e confirmou que César possui grande demanda para o transporte público. De acordo com ele, a região é servida por 15 linhas de ônibus, que fazem cerca de 400 viagens diárias, sendo que grande parte dos passageiros tem a Estação Estudantes como destino. "Além disso, nossa Cidade possui uma média mil novos licenciamentos de veículos por mês ou 12 mil por ano. Os carros circulam em ruas de 450 anos que comportavam carroças. (...) Então, também temos um problema de trânsito. Não há dúvida de que a expansão do transporte público é importante", defendeu.

Os dados são mais um argumento a favor da luta pelos trens e contra as recentes declarações do secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, de que o Distrito não possui demanda suficiente. Outras justificativas utilizadas por Fernandes como entrave ao projeto também já foram tecnicamente contestados. A principal delas é de que o compartilhamento da linha de cargas seria um empecilho para a circulação das composições de passageiros. Porém, representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da empresa MRS Logística declararam que não haverá empecilhos.

A perspectiva de que existam 15 mil possíveis passageiros em César de Souza é estimada pelo próprio movimento popular. Durante sua última visita à Região, Jurandir Fernandes chegou a falar em 12 mil usuários, mas não confirmou se há uma pesquisa técnica que indique este número. Os integrantes do movimento tinham esperança de que novas informações pudessem ser apresentadas pela CPTM na audiência pública de ontem, mas o órgão não enviou representantes ao evento. "Convidamos, mas não veio ninguém", lamentou Andrade.

Nova audiência

O presidente da Comissão de Transportes da Câmara, vereador Expedito Ubiratan Tobias (PR), deve marcar uma nova audiência pública para discussão do projeto. O evento será realizado no próprio Distrito para que haja maior participação popular. A ideia partiu de propostas feitas ontem pelo vereador Carlos Evaristo da Silva (DEM) e pelo ambientalista Mário Berti Filho.

O Diário – Júlia Guimarães – 23 de agosto de 2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Trem metropolitano de Recife (PE) também registra problemas com roubos e assaltos

Nas estações do Metrô do Recife, a sensação de insegurança é constante. Difícil é encontrar algum usuário das Linhas Centro e Sul que diga o contrário. Cenas de violência são comuns, como a presenciada pelo administrador Walter Lira, em Coqueiral, na Zona Oeste. "Quatro assaltantes seguiram um homem que saía do vagão, roubaram a corrente de prata na plataforma e voltaram para o trem. Não tinha policial nem segurança. Deu uma sensação de abandono", afirmou. Diante do problema, o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco denuncia que o efetivo é pequeno para garantir a tranquilidade dos passageiros e funcionários e exige reforço.

Usuária do transporte ferroviário, a autônoma Maria José de Lima, 50, teme se tornar, um dia, uma das vítimas de assaltos, como os que já testemunhou nas estações de metrô. "Já vi alguns crimes, principalmente nas rampas de acesso. Tenho trauma dessas ações, porque já fui assaltada sete vezes na rua. Como nem sempre podemos contar com policiamento, a gente fica vulnerável", diz. É principalmente entre as 21h e 23h que a maioria dos crimes acontece. São roubos e furtos, nem sempre contabilizados, pois as vítimas se recusam a prestar queixas na delegacia. A Polícia Civil também não tem o número dessas ocorrências.

Embora haja câmeras nas plataformas, os ladrões não se intimidam. No dia 7 do mês passado, dois jovens armados renderam um segurança da Estação Aeroporto, na Imbiribeira, Zona Sul da capital, e fugiram levando um revólver calibre 38 e um celular de um funcionário. As imagens foram gravadas por uma pessoa que trabalha no terminal e ajudaram a identificar um dos suspeitos. O adolescente de 16 anos foi apreendido, mas liberado em seguida pela ausência do flagrante.

Outro vídeo, gravado também em julho por um funcionário, mostra dois homens no Largo da Paz, Zona Oeste, escondendo uma arma na cintura e a cobrindo com a camisa, subindo em direção à plataforma de embarque e desembarque, depois, descendo em fuga. Em maio, um grupo assaltou os passageiros de um vagão na Estação Antônio Falcão, Zona Sul, e desceu na parada seguinte.

Embora classifique os crimes como insignificantes, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU)/Metrorec, por meio da assessoria, informou que a segurança das estações e trens é feita, das 5h às 23h, por 150 agentes da Polícia Ferroviária Federal e mais 120 funcionários de uma empresa privada, que precisou ser substituída na última semana por causa de problemas contratuais. O efetivo se divide entre as 36 estações (Linhas Centro, Sul e a diesel), por onde passam em média 250 mil usuários diariamente.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindimetro), Lenival Oliveira, o número de agentes é pequeno para garantir a segurança dos usuários e funcionários do metrô. "As queixas dos funcionários são frequentes, mas sabemos que as ocorrências muitas vezes sequer são registradas. Há uma necessidade muito grande de contratação de mais policiais ferroviários", afirma.

Jornal do Commércio – 22/08/2011

Metrô de São Paulo (SP) até o Pari?


Prevista para abrir no mês que vem, a estação Luz não deverá ser o ponto final da Linha 4-Amarela do Metrô na região central de São Paulo. O governo do Estado já estuda prolongar o ramal um pouco para o leste, com o acréscimo de uma estação no Pari, bairro vizinho à Luz. O projeto inicial desse trecho - sugerido em antigos planos da rede - será feito em 2012. Por enquanto, não existe previsão para o começo das obras, mas um túnel logo depois da Luz está pronto e poderia ser incorporado ao traçado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A estrutura, que termina em um poço de ventilação na Rua João Teodoro, foi construída pelo "tatuzão", equipamento responsável por escavar a maior parte da Linha 4. Segundo o Metrô, ainda não é possível definir se esse túnel será usado na extensão da linha. O que se sabe é que ele servirá para manobrar e estacionar trens. O Metrô não informou se há algum ponto sondado para instalar a futura estação.

O diretor da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Rogério Belda, explica que a Estação Pari poderá atender moradores de bairros do setor nordeste da cidade, como Vila Maria e o Parque Novo Mundo, que hoje dependem principalmente da Linha 1-Azul. "Será uma alternativa importante." A outra ponta da Linha 4, que originalmente acabaria na Estação Vila Sônia, também deverá ser expandida. O estudo para a ampliação até Taboão da Serra, na Grande São Paulo, já se tornou promessa de governo, apesar de as cinco estações da segunda fase do ramal sequer terem sido entregues.

Terra – 22 de agosto de 2011

Mineiros querem de volta seus trechos ferroviários, e os paulistas ainda mais

Dezenas de cidades mineiras cresceram e se desenvolveram ao longo dos trilhos. Mas a forte ligação histórico-cultural de Minas Gerais com locomotivas, estações e marias-fumaça não foi capaz de evitar o abandono de tradicionais trechos ferroviários do Estado. A Linha Mineira, uma das ligações férreas entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro, é um exemplo do descaso e omissão das autoridades responsáveis pelo setor. As informações são do Hoje em Dia.

Invasões na faixa de domínio da ferrovia, furtos de trilhos e dormentes e construções irregulares sobre a linha férrea são observados em vários pontos do trajeto que, em Minas, atravessa cidades como Itabirito, na região central, Ponte Nova, Viçosa, Visconde do Rio Branco, Ubá, Cataguases e Além Paraíba, na Zona da Mata.

Com a privatização da malha ferroviária brasileira, em 1996, a Linha Mineira foi concedida à FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), subsidiária da Vale. A companhia, no entanto, utiliza pouco mais de um quinto dos quase 500 km do trecho outorgado pela União. A empresa faz o transporte de bauxita, entre Cataguases e Paraíba do Sul (RJ). Entre Mariana e Ouro Preto, num trajeto de 12 km, a FCA disponibiliza um trem turístico e socioeducativo.

O restante caiu no esquecimento da concessionária e do poder público que deveria fiscalizar o contrato de concessão. O documento determina que a empresa zele pelos bens vinculados à concessão, mantendo o patrimônio em perfeitas condições de funcionamento e conservação até a transferência à concedente ou à nova concessionária, o que inclui os trechos que não estão sendo utilizados, como ressalta Paulo Henrique Nascimento, presidente da ONG Amigos do Trem que, desde o final dos anos de 1990, denuncia o sucateamento dos bens ferroviários do país.

Pressões de entidades como a Amigos do Trem e Ministério Público Federal levaram a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) a baixar uma resolução, no início do mês passado, que pode mudar o quadro de abandono em 33 trechos ferroviários brasileiros.

Três deles estão em território mineiro, sendo que dois estão na Linha Mineira. O primeiro na Linha Mineira é entre as estações de Barão Camargos (Cataguases) e Lafaiete Bandeira (Itabirito). O segundo entre General Carneiro (Sabará) a Miguel Burnier (Ouro Preto). Os dois totalizam 418 km. O terceiro trecho fica no Sul de Minas, entre os municípios de Itaú de Minas e Serrana (SP), perfazendo 165 km.

Até o dia 6 de setembro as concessionárias, incluindo a FCA, deverão apresentar cronogramas físicos para execução de obras de recuperação dos trechos e ramais ferroviários determinados pela ANTT. A medida visa adequar as ferrovias para o transporte de cargas, no mínimo, nas mesmas condições previstas à época das assinaturas dos contratos de concessão e arrendamento.

O coordenador do Grupo de Trabalho e Transportes da Procuradoria Geral da República, Thiago Nobre, entende que as empresas deveriam operar os trens em todo o trecho concedido pela União, o que evitaria o abandono de percursos de menor interesse econômico.

- A omissão da ANTT é evidente em relação à fiscalização das concessionárias e ferrovias.

A malha ferroviária brasileira está distribuída entre 13 companhias. A ALL (América Latina Logística) detém 60% das concessões. De acordo com Nobre, fiscais da ANTT não tinham sequer talões de multa.

Além de pressionar a agência que regula o setor, os procuradores do GT Transportes ingressaram com uma representação junto ao TCU (Tribunal de Contas da União). Uma das solicitações é que sejam iniciados, ainda no segundo semestre deste ano, levantamentos técnicos para constatar e quantificar os prejuízos provocados pelo descaso, estabelecendo valores e responsabilidades.

Segundo Nobre, cada quilômetro de ferrovia custa, em média, R$ 2 milhões, levando-se em conta as despesas com pontes, viadutos, estações, oficinas e desapropriações.

Hoje em Dia – 28/08/2011

Comentário do sindicato:

Nosso sindicato vem “gritando” contra esse desmonte, e faz tempo. Não é diferente com a Malha Paulista, depois de “entregue” para o governo federal e em seguida à exploração das concessionárias privadas. Boa parte da Malha Paulista está simplesmente abandonada. Foram-se os trilhos, os dormentes, a rede aérea (onde existia) e o leito está ocupado por fazendas ou por construções irregulares.

Esses ramais ficaram sob a responsabilidade das concessionárias, que têm a obrigação contratual de manutenção e conservação. Não fazem uma coisa e nem a outra. Ficam também sob a responsabilidade da ANTT, que tem a obrigação de fazer com que as concessionárias cumpram seus contratos. Ela também não faz a sua parte. Jogo de cena daqui, ameaça dali, mas as concessionárias fazem o que bem entendem, e os paulistas ficam sem os seus ramais, que poderiam estar a serviço das populações por onde passam, prestando serviços para transporte de carga e de pessoas. São Paulo cresceu ao longo dos trilhos, mas, onde estão eles hoje?

São Paulo tem linhas ferroviárias até mesmo em excesso, mas desativadas, perdidas no meio do mato, e ocupadas de forma escandalosa por interesses privados e particulares. O governo federal do PSDB entregou, e o governo federal do PT apenas assiste.

Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (RJ) vai discutir conduta de agentes de segurança das concessionárias de transporte

Rio de Janeiro (RJ)

Na terça-feira (23) a Comissão de Transportes da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) vai promover uma audiência pública, a partir das 10h, no Palácio Tiradentes, centro. O objetivo é discutir a conduta dos agentes de segurança das concessionárias de transporte da região metropolitana.

De acordo com o presidente da comissão, deputado Marcelo Simão, o encontro vai servir para ajustar os procedimentos adotados por esses profissionais.

 - A audiência será uma oportunidade para colocarmos em debate a atuação dos seguranças nas concessionárias de transporte público. Não podemos mais aceitar casos em que usuários de trens, metrô e barcas não sejam tratados com a devida atenção e cordialidade pelos funcionários da área de segurança. 

Durante a audiência pública estarão presentes o presidente da SuperVia (que administra os trens), Carlos José Cunha, o diretor de recursos humanos do MetrôRio, Jolbert Flores e o superintendente da Barcas S/A, Flávio Medrano Almada. Além do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte.

Metrô Rio envolvido em tumulto 

Em abril deste ano, um caso de negligência envolvendo agentes de segurança do metrô veio a público. Um tumulto na estação de Botafogo, zona sul carioca, revelou o despreparo desses profissionais ao lidar com a população.
Segundo os seguranças, um homem teria tentado pular a roleta de acesso à estação e foi impedido. Testemunhas no local contaram que o rapaz foi agredido.
R7 – 22/08/2011

Vagões sucatados da ALL são abandonados em região de mananciais (SP)

Pelo menos 32 vagões de trens sucateados da concessionária América Latina Logística (ALL) estão abandonados ao lado da Ferrovia Mairinque-Santos e da antiga Estação Evangelista de Souza, em Engenheiro Marsilac, zona sul de São Paulo. A região é de mananciais e pertence à área de Proteção Ambiental Municipal (APA) Capivari-Monos.

O cenário é de abandono e descaso. Os vagões totalmente deteriorados estão em um recuo da mata, na frente do prédio da antiga estação, e alguns ao longo da via. Pelas condições das composições e por relatos de funcionários, o cemitério de trens existe, em plena área verde, há pelo menos um ano. Há muita ferrugem nas composições e a vegetação já cobre o aço de muitos vagões.

De acordo com a empresa, esses vagões sofreram avarias e foram concentrados no local por ser considerado "estratégico" para a operação - há acesso por estrada, ao contrário da estação seguinte no sentido Santos. A ALL, entretanto, não tem licença ambiental para usar o espaço como pátio de sucata.

Quando a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo esteve no local, funcionários da ALL procuravam no entulho peças que pudessem ser reaproveitadas. Além dos trens retorcidos, há dezenas de eixos de rodas, parafusos, pedaços de trilhos e outros componentes de aço amontoados no chão. Havia ainda tambores com óleo escorrendo para o solo e sacos de lixo e de alimentos.

A estação fica cerca de 3 km depois do centro de Marsilac, o último bairro a sul da capital paulista. A reportagem percorreu um trecho da linha, que chega a Santos e faz parte do corredor ferroviário de exportação, ainda em atividade. Apesar de cruzar área de proteção ambiental, dormentes de concreto e pedaços de aço que se soltaram dos trens estão jogados na beira da mata. Em um braço do Rio Capivari, atravessado por uma ponte, trilhos enferrujados foram jogados no curso da água.

A bióloga Claudia Mascagni Prudente, da ONG Capivari-Monos, condena o uso que a empresa faz da área sem licença ambiental adequada. "O trecho está na área de manancial, onde há produção de água. Há possibilidade de contaminação do solo, por causa de vazamento de materiais lubrificantes ou algum tipo de óleo", diz ela. "Ainda existe o aspecto de saúde pública, por acumular resíduos."

A estação fica no limite do Parque Estadual da Serra do Mar. A área tem espécies vegetais endêmicas e ameaçadas de extinção. Ainda abriga animais silvestres.

Outro lado

Em nota, a ALL afirmou que os vagões serão removidos "nas próximas semanas", mas não deu uma data com precisão. A empresa afirmou que aguardava autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para retirá-los - o que só teria ocorrido na última semana. Sobre os trilhos e dormentes que estão na área, a empresa alega que a via passa por manutenção e o material é removido continuadamente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Último Segundo – 22/08/2011

domingo, 21 de agosto de 2011

"Bike Anjo" no Recife (PE)

Na Região Metropolitana do Recife, 970 mil veículos disputam atualmente espaço nas ruas e avenidas. A necessidade de rotas alternativas impõe-se como o grande desafio para a mobilidade urbana. Motoristas, passageiros e pedestres, na busca por menos tempo presos nos congestionamentos, têm na bicicleta uma opção de transporte.
 
Esta tendência global está sendo incentivada no Recife por um grupo de ciclistas voluntários, o Bike Anjo. Dispostos a ajudar gratuitamente a população a abandonar o hábito de andar de carro, eles encontram brechas na agenda profissional para ensinar noções básicas de condução em vias urbanas, regras de sinalização, legislação de trânsito e dão dicas de segurança.

A ideia surgiu a partir da inquietação do gestor ambiental João Paulo Amaral, 24 anos, cansado de perder minutos nos engarrafamentos de São Paulo. “Percebi que poderia influenciar uma mudança na sociedade ao criar novos ciclistas. O Bike Anjo tem a proposta de ajudar quem não tem habilidade e de conscientizá-las sobre os direitos e deveres no trânsito”, explica.

Na cidade de origem, já são 180 voluntários. No Recife, a proposta chegou há quatro meses, por intermédio do estudante Enio Magalhães, um ativista da mobilidade urbana que conseguiu reunir 11 “anjos” para colaborar. “Utilizo a bicicleta como transporte e já incentivava amigos próximos. O Bike Anjo me possibilitou expandir a iniciativa para a toda RMR. Não temos horário nem impedimentos. Tudo depende da necessidade de cada pessoa”, conta Magalhães. O serviço costuma ser personalizado. O solicitante pode pedir indicativos de rota ou ser acompanhado em determinados trajetos, como a ida ao trabalho.

Um dos professores é o biólogo Lúcio Flausino, 25, que também já abandonou o carro. “A violência no trânsito assusta os futuros ciclistas. Mas, a partir do momento que você se desloca de bicicleta, passa a observar a cidade e o trânsito de um jeito diferente. A bike é uma forma de as pessoas voltarem a viver a cidade, com respeito e gentileza ao outro”, afirma. Isso sem contar no benefício ao meio ambiente, com menos poluentes que saem dos escapes.

A volta da cordialidade no trânsito motivou a funcionária pública Eugênia Rafael a procurar o Bike Anjo. Aos 36 anos, ela dá as primeiras pedaladas e já considera a possibilidade de utilizar a bicicleta como veículo alternativo. “A experiência da primeira aula foi única. Um misto de medo e excitação com um pequeno sabor de conquista. Eles me deram dicas para me adequar ao novo meio de transporte”, conta.

Eugênia faz parte de uma fatia que só cresce no Brasil. De acordo com uma pesquisa divulgada na última semana pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a bicicleta é o quarto meio de locomoção no Brasil. Cerca de 8% da população já tornou-se adepta do meio, deixando para trás a motocicleta, utilizada por 7% dos brasileiros. O fator tempo de locomoção é o que mais conta nessa escolha, segundo 37% dos entrevistados.

Para a fotógrafa Roberta Soares, do grupo de ciclismo para lazer Amigos Para Sempre, é interessante estimular a permuta pelas bikes. “O carro há muito tempo deixou de ser o veículo mais rápido. Hoje é muito mais interessante explorar o potencial da cidade”, garante.O potencial do Recife para o ciclismo está atrelado à geografia plana da cidade. Segundo a CTTU, existem 22,5 quilômetros de rotas para o deslocamento de bicicletas no município, entre ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Nos próximos 20 anos, o Plano de Mobilidade Urbana prevê a construção de mais 360 quilômetros de rotas. Segundo os especialistas e os entusiastas desse meio de transporte, entretanto, o horizonte das políticas públicas que contemplam os ciclistas é distante e as necessidades urgentes.

Segundo o professor de estradas e transportes da UFPE, Maurício Pina, o sistema cicloviário é deficiente. “A última pesquisa domiciliar de origem e destino, que mapeia todo o deslocamento da população, foi feita em 1997. Por isso, muitas ciclovias foram implantas sem estudos técnicos adequados e acabaram não contemplando à real necessidade”, diz. Um novo estudo ainda não tem data para ficar pronto. “Qualquer modal de transporte precisa ter uma matriz de origem e destino. Estamos em busca de financiamento para fazer uma nova matriz em parceria com o Grande Recife Consórcio de Transportes”, afirmou a presidente da CTTU, Maria de Pompéia Pessoa.

Atualmente, o sistema cicloviário recifense passa por manutenção, orçada em cerca de R$ 1,6 milhão pelo Plano de Ações para o Trânsito do Recife, da CTTU. A primeira a sofrer intervenção foi a ciclofaixa da Avenida do Forte, no bairro do Cordeiro, em junho. O trabalho deverá ser retomado após o período chuvoso. De acordo com o coordenador de mobilidade do Instituto Pelópidas Silveira, Antônio Machado, no próximo dia 26 deverá sair a aprovação do plano de navegabilidade, que contemplará também a construção de uma ciclovia. “Hoje, até as ciclovias com propósito de lazer são utilizadas em fluxo contínuo nos horários de pico. Há uma demanda e vamos associar a recuperação ambiental dos rios à mobilidade não motorizada”.

Diário de Pernambuco – 21/08/2011

Comentário do sindicato:

Ainda que simpática a iniciativa e o movimento dos ciclistas, certamente não resolve a questão do trânsito e da poluição. A bicicleta é um veículo perfeito para conviver com pedestres e com VLTs urbanos, mas não com automóveis, ônibus, caminhões e nem mesmo motos. 

VLT de Cuiabá (MT): parece que vai


O governo Silval Barbosa vem recebendo sinais de que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pode ser aceito como o modal de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande para a Copa do Mundo de 2014. O anúncio oficial só acontecerá na próxima semana, porém uma ligação telefônica entre o governador e a presidente da República, Dilma Rousseff (PT) deixou o Palácio Paiaguás convicto de que fez a escolha certa do modal.

Outro sinal partiu do deputado federal Wellington Fagundes (PR), que se reuniu com os ministros dos Esportes e da Casa Civil, Orlando Silva e Gleisi Hoffman, e recebeu o aval do ministro dos Esportes para a instalação do VLT. Antes, o Estado havia optado pelo Bus Rapid Transit (BRT). 

“O Orlando Silva me repassou que o Ministério dos Esportes já tem um conhecimento técnico de que o VLT é o modal mais apropriado para Cuiabá. Agora a ministra Gleisi Hoffmann vai se reunir com a presidente Dilma para anunciarem a decisão na próxima semana”, declarou o parlamentar. 

O anúncio poderia ser feito nessa semana, mas por conta da agenda do chefe do Executivo fora da capital, em Cáceres ontem e em Rondonópolis hoje, a decisão deverá ser anunciada após a reunião do governador com a presidente, marcada inicialmente para a próxima segunda-feira. Apesar do telefonema da petista, Silval não quer anunciar antes de o governo federal fazer o anúncio oficial. 

Com o aval da presidente, o governo do Estado não vai precisar aumentar a capacidade de endividamento para construir o VLT. Ao menos uma parte do custo do modal de transporte deverá ser financiada pela União. 

Na semana passada, tentando convencer o governo federal a optar pelo VLT, Silval peregrinou pelos ministérios dos Transportes, Cidades e Casa Civil. Quando criada a Agência Executora das Obras da Copa do Mundo (Agecopa) pelo então governador Blairo Maggi (PR), o BRT foi o escolhido pelos governos do Estado e Federal como modal de transporte ideal para Cuiabá. 

O governador esteve também na Secretaria do Tesouro Nacional (STN) pedindo a validação da capacidade de endividamento do Estado, que é de R$ 2,5 bilhões. Com isso o governo poderá fazer empréstimo e completar a diferença entre o projeto do BRT para o VLT. Enquanto o BRT foi orçado em cerca de R$ 500 milhões, o valor estimado para o VLT é de R$ 1,1 bilhão. 

O argumento principal para a implantação do VLT é o de ser mais moderno e que ficará como legado para os cuiabanos. O veículo é mais rápido e tem capacidade parra transportar um maior número de pessoas por hora do que o BRT, que é uma espécie de corredor para ônibus.

Segundo fontes, Dilma já teria informado ao peemedebista, por telefone, sobre sua decisão. 

Diário de Cuiabá – Humberto Frederico – 20/08/2011

Metrô de São Paulo (SP) é oportunidade para negócios

Em São Paulo, a nova linha do metrô (Linha Amarela) abre espaços comerciais. Hoje, ter uma loja instalada numa estação significa ter ponto estratégico para um público alvo definido. Os passageiros, na maioria das vezes, compram por impulso.

São 3,7 milhões de usuários por dia no metrô de São Paulo. Montar um pequeno negócio no local é a chance de começar pensando grande. Afinal, esse é ou não o sonho de qualquer empresário: um exército de consumidores em frente da loja, fazendo fila para comprar?

O metrô de São Paulo tem hoje 62 estações. Nelas, há negócios de todos os tamanhos e tipos. Vendem roupas, livros, bijuterias, relógios, sapatos e lanches rápidos. “Essas lojinhas estão em um ponto estratégico. A gente chega de metrô, vai pegar o ônibus, para para um lanchinho rápido, né?”, diz Cinthia Bettoi Pais, professora.

Mas nem sempre consumidor passando na frente é igual a venda. É preciso dar um empurrãozinho para ele entrar. A dica de uma loja de bolsas e sapatos é pendurar produtos bem na frente e caprichar na iluminação da vitrine.

Quem quiser ter um negócio no metrô precisa participar de uma licitação pública. Os editais são publicados pelos jornais de grande circulação, no Diário Oficial Empresarial e no site www.metro.sp.gov.br.

A proposta a ser encaminhada deve partir dos preços mínimos estabelecidos pelo metrô. Os aluguéis variam, conforme o tamanho do espaço e a estação. Uma pequena máquina de autoatendimento paga a partir de R$ 800 por mês. Uma loja de quatro metros quadrados custa a partir de R$ 2.100.

O metrô recebe as propostas lacradas e faz a abertura em data marcada, na presença dos interessados. É como um leilão: ganha quem oferece o maior valor. “E esse aluguel é versátil. A pessoa pode participar de uma licitação, e assinar um contrato de dois anos, renováveis por mais dois anos. Mas ela também pode obter uma carta de autorização de uso para ficar um mês, às vezes até 24 horas para fazer algum evento numa estação”, afirma Sérgio Avelleda, presidente do Metrô.

Mas para a nova linha Amarela, que está sendo inaugurada, não há necessidade de licitação. A negociação é direta com a concessionária do percurso, a Via Quatro. A preferência é por produtos práticos e baratos.

“Então é um negócio que seja de rápido acesso, semi-pronto. Então um pão de queijo, um café. Também pode ser uma revista, um livro ou algo que permita ele deixar de manhã e pegar de tarde, exemplo de lava roupa, fazer ajuste em uma determinada roupa, concertar um sapato, coisa dessa natureza”, afirma Luis Valença, diretor da Via Quatro.

Quem já montou um negócio no metrô, nem pensa em sair. Uma loja de noivas, por exemplo, apostou com tudo no espaço. De um lado, a loja fica em frente a uma rua. Dentro, continua por toda a estação. Na verdade, a empresa alugou e uniu cinco lojas numa só, e fez uma das maiores vitrines que já se viu no metro. São 30 metros quadrados de extensão, até chegar ao outro lado da estação, que dá para outra rua. É visibilidade para todos os lados, e a empresa não precisa nem fazer muita propaganda do negócio, é só caprichar na vitrine, que consumidor passando e olhando, tem o dia inteiro.

O empresário Caio Capelletti montou a loja de noivas em 2005. Ele mostra que o campo de visão é estratégico. “Nove a cada dez pessoas que sobem as escadas viram à direita, e aí elas tem a visão da minha vitrine. Um ponto totalmente estratégico”, diz.

Com a loja no metrô, o empresário fez um golaço nos concorrentes que ficam numa famosa rua de noivas a três quarteirões do local. “Com essa loja, nós somos os primeiros a poder mostrar nossa qualidade e nosso produto para as noivas”, diz. A loja fatura R$ 90 mil por mês.

“A gente já desce do metrô e já tem acesso à loja, não precisa procurar estacionamento nem precisa vir de carro porque o metrô facilita”, diz a consumidora Rosana Pereira da Silva.
Também é possível alugar espaços inteiros na rua, que ficam do lado da estação e pertencem ao metrô. É o caso da estação República, no centro, onde a empresária Cinthia Capela montou uma loja de bijuteria. Cyntia paga aluguel alto, de R$ 8.530 por mês, mas garante que vale a pena. “Você tem uma garantia muito alta de retorno de investimento, porque gente passando na frente da sua loja você vai ter sempre”, diz.

Segundo a empresária, o publico de metrô tem pressa. Por isso, ela investe em atendimento. A loja tem cinco funcionárias treinadas para atender com rapidez. “Você tem que investir muito em qualidade de atendimento, em rapidez de atendimento, porque senão a pessoa desiste da compra, mesmo porque ela vai comprar ou indo para o trabalho, ou voltando, ou na hora de almoço”, diz.

Hoje, o metrô de São Paulo tem 81 lojas abertas. Até 2014, serão inaugurados mais 200 pontos comerciais em novas estações. Oportunidade para bons negócios com público certo.

Pequenas Empresas Grandes Negócios – 21/08/2011

sábado, 20 de agosto de 2011

Agência Francesa de Desenvolvimento poderá investir na linha 4 do metrô do Rio de Janeiro (RJ)

Rio de Janeiro (RJ)

O Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) deram mais um passo em direção a uma parceria que irá gerar investimentos na ordem de 500 milhões de euros em projetos de mobilidade pública no Rio. Nesta sexta-feira, representantes da entidade francesa estiveram reunidos com o secretário Estadual de Transportes, Julio Lopes, e o secretário Estadual da Fazenda, Renato Villela, para acertarem os detalhes da parceria, e conhecer com mais detalhadamente os projetos de mobilidade desenvolvidos pelo Governo do Estado.

As negociações entre o Estado e a AFD começaram em julho, com uma reunião com o governador Sérgio Cabral e o chefe da Casa Civil em Paris. No encontro desta sexta-feira foi confirmada a intenção do investimento. Os investimentos devem priorizar a construção da Linha 4 do metrô (General Osório ↔ Jardim Oceânico), que beneficiará 240 mil pessoas diariamente.

O próximo passo será uma missão de técnicos franceses ao Brasil, que estarão no país já no mês de setembro para fazer uma análise macroeconômica do cenário brasileiro. Na ocasião, os técnicos aproveitarão para conhecer de perto os avanços desenvolvidos pelo Governo do Rio no setor de mobilidade pública.

O Dia – 19/08/2011

Programação de Proteção ao Pedestre funciona... no centro de São Paulo (SP)


Depois de dez dias do início da fiscalização aos motoristas e motociclistas que deixam de dar preferência aos pedestres, agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) aplicaram mais de 4 mil multas em São Paulo. O balanço se refere ao período entre os dias 8 e 17 de agosto, na região do centro e da Avenida Paulista.
A fiscalização foca três enquadramentos do Código de Trânsito Brasileiro: deixar de dar preferência aos pedestres sobre a faixa de segurança, não dar preferência quando os pedestres não terminaram de atravessar uma rua (mesmo que o semáforo já esteja aberto) e não dar a preferência aos pedestres quando o motorista virar em uma rua transversal.
Os dois primeiros casos são considerados infrações gravíssimas com multa de 191,53 reais e perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A terceira situação é considerada infração grave, sujeita a multa de 127,69 reais e cinco pontos na CNH.
Na tarde desta terça-feira, 19, o prefeito Gilberto Kassab acompanhou a fiscalização do Programa de Proteção ao Pedestre no cruzamento entre as avenidas Paulista e Brigadeiro Luis Antônio. O programa foi implantado no dia 11 de maio. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Transportes, houve uma redução de 61% nos atropelamentos em 35 cruzamentos da região central e da Avenida Paulista que registraram esse tipo de ocorrência em 2010.
Veja – 19/08/2011

Comentário do sindicato:

Medida interessante, sem dúvida, mas, para variar, com apelo de marketing político. Não é diferente com o ciclismo. Tantos os “mãozinhas” como as ciclovias existem onde há visibilidade das medidas, isto é, nas regiões centrais da capital, ou nos trechos nobres. 

Prefeito Luiz Marinho fala do VLT do ABC (SP)

A chegada do VLT (Veículo Leve sobre Trilho) ao ABC, prevista para 2014, impactará de forma positiva no trânsito. Em São Bernardo, o prefeito Luiz Marinho afirma que o novo meio de transporte irá reorganizar os modais e, consequentemente, eliminará o trajeto dos ônibus na rua Jurubatuba e na Faria Lima, vias da região central que apresentam altos índices de congestionamento, pois os sistemas se “abastecerão”.
“O nosso modelo de transporte está ultrapassado. Vamos fazer corredores de ônibus e o metrô poderá ser essa linha que fará a ligação dos lados da cidade sem precisar ter todas as linhas passando pela Faria Lima e pela Jurubatuba”, disse Luiz Marinho nesta sexta-feira (19/08) durante sessão solene do aniversário de 468 anos da cidade realizada na Câmara.
Marinho não deu detalhes, mas revelou estudar um projeto também para equacionar o gargalo constatado no trânsito na saída da via Anchieta que dá acesso ä avenida Dr. Rudge Ramos, na região da Faculdade de Engenharia Mauá.
VLT
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que passará por São Caetano, Santo André e São Bernardo transportará percorrerá 12 estações no ABC na mesma velocidade do metrô, ou seja, 90 KM/h.
O traçado de 28 quilômetros de extensão deverá ter início no primeiro semestre de 2012 e partirá da estação Tamanduateí, em São Paulo. Ao todo, serão construídas 12 estações até o Paço de São Bernardo: Carioca, Goiás, Espaço Cerâmica, Estrada das Lágrimas, Rudge Ramos, Instituto Mauá, Afonsina, Fundação Santo André, Winston Churchill, Senador Vergueiro, Baeta Neves e Paço. a segunda parte do projeto, a ser realizada no segundo momento, ligará o centro de São Bernardo ao Alvarenga.

2012
Durante a sessão, o prefeito ouviu discursos que, mesmo sendo de integrantes de partidos opositores, mais pareciam afagos. Entre os oradores, estavam Hiroyuki Minami (PSDB) e Miranda da Fé (PPS). “Faz parte do que a cidade respira. É a unidade ancorada nas obras e na qualidade do governo. Isso facilita a interação”, disse Luiz Marinho. “Porém não significa que eu não espero ter oposição (na eleição de 2012)”, completou.
RD Online – Leandro Amaral - 20 de agosto de 2011