domingo, 31 de julho de 2011

O lobby do BRT em Cuiabá (MT)

O governador Silval Barbosa (Mato Grosso) já fez a opção, a Agência Executiva de Projetos da Copa do Pantanal considera viável e melhor, mais de 80% da  população abraçou o projeto, porém, a definição do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) como principal projeto de mobilidade urbana para Cuiabá para o Mundial da Fifa de 2014 enfrenta um lobby poderoso do BRT. Foi o que admitiu o presidente da Agecopa, Eder Moraes, que estará em Brasília nesta quarta-feira, 27, para discutir a substituição da matriz de responsabilidade do Governo brasileiro, substituindo o BRT pelo VLT.

Esta havendo grandes pressões por parte de alguns empresários, do segmento de combustível, e do biodisel para que seja mantido o BRT” – revelou o executivo. “Mas não vejo como abortar esse sonho. Há um desejo de todos pelo VLT”.

O executivo lembrou que o BRT apresenta uma variação de menor custo, porém, o sistema tem um gasto maior em desapropriações. Cálculos apontam que seriam em torno de 300 intervenções. Entre elas, edifícios e até prédios históricos. O Governo Federal disponibilizou uma linha de crédito perto de R$ 500 milhões. Moraes disse que o Governo têm alternativas viáveis caso o Governo Federal recuse a aceitar os argumentos financeiros.

Moraes disse que a decisão pelo VLT está muito bem fundamentada, e com estudos de viabilidade técnica que apontam para o transporte”.

O sistema deve ter capacidade para atender 6 mil pessoas nos horários de pico. O trajeto do VLT, que deve ficar pronto até a Copa do Mundo de 2014, já foi definido: será o mesmo que onde seria implantado o BRT. No primeiro eixo, o metrô sairá do Novo Paraíso, nas proximidades do Comando Geral da Polícia Militar e seguir pela avenida do CPA, passando pela Prainha, Avenida 15 de Novembro e pela ponte Julio Muller, sobre o Rio Cuiabá. Em Várzea Grande, cidade vizinha da capital, o VLT seguirá pela Avenida da FEB rumo ao terminal rodoviário André Maggi e Aeroporto Internacional Marechal Rondon.

Os passageiros da região do Coxipó terão acesso ao VLT numa estação do Trevo do Tijucal, passando pelas Avenidas Fernando Corrêa da Costa, coronel Escolástico e pela conexão na Prainha, centro da cidade. O projeto do VLT prevê 30 estações para embarque e desembarque. Nos horários de pico, ao menos 36 vagões poderão funcionar. Isso seria suficiente para atender a demanda das duas cidades.

24 Horas News – Rubens de Souza – 26/07/2011

Mais um acidente ferroviário com vítimas, na Índia

Uma pessoa morreu, dezenas ficaram feridas e vários passageiros se encontram presos nos destroços de dois trens que bateram de frente neste domingo no leste da Índia.

Um trem que viajava entre Guwahati e Bangalore descarrilou e colidiu com outro trem de passageiros, no no distrito de Malda, no estado de Bengala Ocidental, 350 km ao norte da capital, Calcutá.

O juiz Rajesh Sinha informou à AFP que as locomotivas de ambos os trens pegaram fogo após a colisão e que alguns carros caíram sobre os campos de arroz nas proximidades.

"Alguns carros ficaram muito destruídos e muitos passageiros estão presos", afirmou Sinha.

O acidente acontece três semanas depois que um trem expresso lotado que fazia a rota entre Calcutá e Nova Dhéli descarrilou no estado de Uttar Pradesh (norte), matando 63 pessoas.

A rede ferroviária da Índia continua sendo a principal forma de viagem de longa distância em todo o país, apesar das ofertas de novas companhias aéreas, e transporta 18,5 milhões de passageiros por dia.

O pior acidente no país ocorreu em 1981, quando um trem caiu em um rio no Estado de Bihar (nordeste), matando 800 pessoas.

O setor ferroviário tem mais de 1,4 milhão de trabalhadores, e 11 mil trens circulam diariamente.

Vários especialistas afirmam que o sistema, a segunda maior do mundo, tem uma necessidade urgente de investimentos para melhorar as medidas de segurança.

AFP – 31/07/2011

Os teleféricos suíços

O governo suíço acaba de publicar o primeiro inventário de teleféricos e um grande número de imagens. Para Jean-Frédéric Jauslin, responsável pelo Departamento Federal de Cultura, a Suíça é o país dos teleféricos.

 

O inventário oferece um panorama completo não apenas dos teleféricos, mas também dos funiculares, trens que operam através de cabos subterrâneos.


Jauslin ressalta que, por razões técnicas, os funiculares nem sempre foram considerados ideais para levar turistas aos Alpes. "O primeiro funicular turístico no mundo foi inaugurado em 1879 para levar os turistas do lago de Brienz ao hotel Giessbach Hotel", explica.

O diretor do Departamento Federal de Cultura ainda lembra que esse tipo de transporte foi negligenciado e que agora chegou a hora de corrigir a falha.

Oliver Martin, vice-chefe da seção de patrimônio cultural e monumentos históricos no mesmo órgão concorda: "Com a ascensão do turismo no século 19, os turistas passaram a chegar à Suíça cada vez mais por trem. Depois o objetivo era levá-los às montanhas sem esforço."

Para isso tentou-se primeiramente utilizar cremalheiras, mas como os trajetos eram muito íngremes para esse tipo de trem, os funiculares foram desenvolvidos e, posteriormente, os teleféricos. "O desenvolvimento do turismo na Suíça teve uma grande influência no desenvolvimento tecnológico dos teleféricos nas montanhas", acrescenta.

Patrimônio 

 

"Esse inventário é, definitivamente, um dos nossos maiores patrimônios", comenta Urs Eberhard, diretor na Suíça Turismo, órgão oficial do país.


"A Suíça é o berço do turismo de aventura. As regiões remotas, as belezas naturais da Suíça se tornaram acessíveis através de centenas de teleféricos. Alguns dizem que o país é como um grande parque de diversões repleto de passeios, sendo que uma boa parte deles deve-se aos vários teleféricos."

E a utilidade deles? "Quando decidimos declarar 2010 como o ano das caminhadas ecológicas, muitas das nossas sugestões e trilhas propostas utilizavam os teleféricos para facilitar a subida e o acesso aos destinos", diz e acrescenta. "Nós escolhemos e damos sugestões para facilitar a vida dos turistas. Se possível, sempre escolhemos conexões de teleféricos. Também temos pacotes especiais como o 'Bähnlisafari' na Suíça central."

Meio de transporte 

 

Oliver Martin lembra ainda que os teleféricos são, ao mesmo tempo, importantes para manter o acesso às montanhas. "Não devemos esquecer que muitos deles existem para permitir o acesso a áreas remotas de agricultura ou facilitar o acesso às usinas elétricas nos Alpes. Desse ponto de vista, os teleféricos eram e são uma forma muito importante de transporte público na Suíça."


O vice-chefe da seção de patrimônio cultural e monumentos ainda lembra que a Suíça pode orgulhar-se de ter sido responsável por grande parte dos desenvolvimentos técnicos e culturais realizados no transporte teleférico.

"Por exemplo, o primeiro teleférico turístico em 1879 no Hotel Giessbach e, um pouco mais tarde, Grindelwald construiu o primeiro teleférico exclusivo para transporte de pessoas em 1908. Em 1934, foi a vez do primeiro teleférico de esqui em Davos", lembra. "Em 1945 foi desenvolvida a primeira cadeira que podia ser desacoplada do cabo e também diminuir a velocidade, para facilitar o embarque e desembarque."

O inventário também lista uma série de inovações recentes que são consideradas excepcional ou particularmente inovadoras do ponto de vista tecnológico. "Existem muitas invenções inovadoras da indústria helvética, sendo que elas continuam a ocorrer", afirma Martin.

Swissinfo – Robert Brooks - 29. Julho 2011

Metrô de SP precisa de R$ 38 bilhões para equiparar-se ao da Cidade do México

O Metrô de São Paulo precisa de um investimento de R$ 38 bilhões para ser equiparado ao da Cidade do México, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em pesquisa divulgada nesta quinta-feira (28). Elas foram comparadas por terem uma população na região metropolitana equiparada e cerca de 200 km de metrô, tomando como referência a linha 4 – Amarela. 
Além disso, segundo o estudo, se as 39 metrópoles brasileiras fossem seguir o padrão da Cidade do México, de 10 km de metrô para cada milhão de habitantes, seriam necessários mais 600 km na rede metroviária brasileira, o que demandaria R% 85 bilhões. Isso, levando-se em consideração um custo médio de R$ 130 milhões/km.
Tarifas intermunicipais
O estudo divulgado nesta quinta-feira também mostrou que as tarifas do transporte intermunicipal metropolitano subiram 32% acima da inflação medida pelo IPCA, entre junho de 1999 e outubro de 2010. Segundo análise do Ipea, um dos motivos que levaram a esse incremento expressivo foi o aumento no tempo de deslocamento da população, reflexo da degradação das condições de trânsito.
O estudo também mostrou que a população das cidades periféricas tem crescido mais do que a das cidades-sede, mas os empregos ainda continuam concentrados nas capitais. O resultado disso é a necessidade de uma melhora no transporte intermunicipal. 
No entanto, segundo o estudo, é preciso melhorar não só a malha entre as cidades periféricas e a sede, mas também entre as próprias cidades periféricas, pois nelas estão se formando pequenos núcleos que atraem trabalhadores. De acordo com o Ipea, “cria-se a necessidade de um sistema metropolitano de transporte de alta capacidade que, pela sua escala, se torna incompatível com a capacidade de financiamento dos municípios, isoladamente”. 

O Ipea também mostrou na pesquisa divulgada que as tarifas de transportes intermunicipais das metrópoles subiram 32% na última década. O principal motivo para o aumento é o crescimento no tempo dos deslocamentos, causado pela degradação das condições de trânsito. 
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizada nos anos de 1992 e 2008, houve um incremento médio de 7% nos tempos de viagem das populações que vivem nas maiores metrópoles brasileiras, sendo que o percentual médio de trabalhadores que gastam mais de uma hora no deslocamento de casa para o trabalho subiu de 15,7% para 19%.

R7 - 28/07/2011

sábado, 30 de julho de 2011

Ciclismo chic e ciclismo do desespero

O tráfego pesado nas ruas da capital da capital paulista, o estresse e o custo do transporte são alguns dos motivos que estão fazendo com que os paulistanos deixem os carros na garagem para usar a bicicleta como meio de transporte. De acordo com estimativas da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), entre 1997 e 2007 a média diária de viagens de bicicletas aumentou 88% (de 162 mil para 305 mil). Em 2010 esse número subiu para 350 mil e chega a 500 mil nos finais de semana, por conta do lazer.

O desafio de andar de bicicleta nas grandes cidades
No entanto, a pesquisa O Uso de Bicicletas na Região Metropolitana de SP, feita pelo Metrô, no ano passado, aponta que apenas 4% das pessoas usam a bicicleta para o lazer. Os outros 96% são para deslocamentos de casa ao trabalho, hospitais, compras, escolas e etc. Para o diretor geral da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Thiago Benicchio, isso desmistifica o mito de que as pessoas usam a bicicleta exclusivamente para o lazer. "Ou seja, os números são o oposto do que a gente tende a acreditar".
O levantamento mais completo sobre mobilidade urbana é a pesquisa Origem Destino também realizada pelo Metrô a cada 10 anos. Benicchio afirma que a versão mais recente, de 2007, apontou 214 mil deslocamentos em bicicletas na capital, mas diz que os números não correspondem a realidade. Para ele, o número de bicicletas em circulação nas ruas da capital paulista é de 500 mil, sem contar finais de semana.
Um terceiro levantamento, a Pesquisa dia Mundial Sem Carro, realizada pelo Ibope Inteligência a pedido da Rede Nossa São Paulo, em agosto de 2010, aponta que 227 mil pessoas se locomovem em bicicletas, 3% do total. Esse número é quase três vezes maior que as 80 mil viagens feitas em táxi, segundo a pesquisa do Metrô de 2007.
Benicchio discorda da metodologia usada pelo Metrô na pesquisa Origem Destino. "A pesquisa tem uma hierarquia de meio de transporte. Então, se a pessoa pegou a bicicleta e um ônibus, o ônibus possui uma hierarquia superior à da bicicleta, que é descartada (...) Na periferia, os jovens usam a bicicleta na região em que vivem e isso não é contabilizado, assim como as pessoas usam o carro para trabalhar e a bicicleta para outros trajetos". Segundo ele, o levantamento do Metrô não registrou nenhuma circulação de bicicleta em alguns bairros da capital, algo que ele considera muito improvável.

Motivos

Para Carlos Aranha, integrante do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo, o aumento das bicicletas nas ruas é uma tendência há alguns anos, mas descarta que os motivos sejam a queda nos preços ou o aumento de ciclovias. "Eu descartaria de cara que seja por causa de preço de bicicletas mais baratas, mas sim de interesse das pessoas (...) o que as pessoas têm feito é desistir do automóvel pelo estresse, pelo dinheiro, pelo engarrafamento, por não saber que horas vai chegar em casa, e estão optando pela bicicleta como meio de transporte, principalmente para o trajeto casa-trabalho".
Aranha diz que iniciativas como as ciclo-rotas, que sinalizam os motoristas sobre a presença de ciclistas, e a diminuição do limite de velocidade em algumas vias são alternativas que incentivam o uso da bicicleta como meio de transporte.
"É uma forma eficiente de sinalização, muito comum nos EUA e na Europa, que lembram o motorista que aqui passa bicicleta (...) É uma iniciativa que acabou de ser inaugurada na Granja Julieta, no Brooklin, mas precisamos disso na cidade inteira porque é uma forma de conscientizar o motorista", afirma.
No entanto, todos os especialistas consultados pela reportagem do Terra ressaltam que os novos ciclistas devem buscar ajuda de grupos como o Bike Anjo, composto por voluntários experientes que dão dicas de como circular com segurança pelas ruas, ou em sites como Escola de Bicicleta, que ensinam como usar a bicicleta de forma mais efetiva no trânsito.

Mortalidade no trânsito paulista 

De acordo com um levantamento da Rede Nossa São Paulo, compilado pelo instituto Kairós, a taxa de mortalidade de ciclistas na capital paulista é de 0,41 por 100 mil habitantes, segundo dados de 2009. As regiões mais problemáticas estão localizadas em diversos distritos espalhados pelas zonas norte, sul e sudeste da cidade.
Na Vila Maria e Vila Guilherme a taxa de mortalidade é de 1,40 morte para cada 100 mil habitantes, seguido por Palheiros, com 1,32, e Casa Verde e Cachoeirinha, com 0,96. Em 2009, 45 ciclistas (3%) morreram no trânsito, índice que se manteve desde 2007. Os números representam uma queda em relação a 2006, quando morreram 83 pessoas.

Terra – Daniel Fávero - 30 de julho de 2011 

Comentário do sindicato:

Bicicleta sempre foi veículo “operacional” de pobres, veículo clássico de crianças, depois instrumento de malhação, e apenas ultimamente uma “moda” dos que “curtem” malhação e “militam” em bandeiras dos apelos politicamente corretos. Para os que fazem da “magrela” um meio de transporte por falta de opção, não há ciclovias e nem outro recurso que não seja a sorte.

Grande Vitória (ES) com os mesmos problemas de mobilidade de outros conglomerados urbanos

Vitória (ES)
Apesar de figurar em 13º lugar no ranking das Regiões Metropolitanas brasileiras, de acordo com o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2010, a Grande Vitória (ES) enfrenta praticamente os mesmos problemas de mobilidade se comparada a outros conglomerados urbanos. Na última quinta-feira (28), foram anunciadas novas linhas de transporte coletivo, para atender 21 bairros da GV. Os problemas, no entanto, continuam nas vias de acesso e no preço das tarifas.

Coincidência ou não, no mesmo dia em que a Ceturb (Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória) anunciou 12 novas linhas de ônibus, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), realizou o comunicado (n.º 102) sobre “Dinâmica populacional e sistema de mobilidade nas metrópoles brasileiras”, constatando que há transtornos nas cidades, não somente em relação à quantidade de transportes, mas à quantidade de vias que recebem o tráfego.

Segundo o técnico do Ipea Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, o preço das tarifas cobradas no período de 1999 a 2010 aumentou 33%, acima da inflação. O aumento é impactante para as populações de baixa renda, que dependem do transporte. O instituto propõe maior discussão por parte da sociedade e envolvimento das administrações públicas para executar novos sistemas de mobilidade. Atualmente, a tarifa para veículos do Sistema Transcol, que circula na Região Metropolitana de Vitória, é de R$ 2,30. Na Capital, o preço é R$ 2,20 para as linhas comuns e R$ 2,30 para as linhas seletivas. O reajuste, firmado no final de 2010, foi de 6,98%.

Atualmente, as linhas da Ceturb atendem 670 mil usuários por dia. A perspectiva é atender mais 25 mil pessoas com as novas linhas. Mas, mesmo com aumento de ofertas de emprego em Vila Velha, Cariacica e Serra, a concentração maior continua em Vitória. O tempo de espera e a superlotação nos horários de pico, porém, dependem de novas alternativas de mobilidade. Para Carlos Henrique, o problema para proporcionar essas alternativas é de gestão, planejamento e financiamento.

Em todas as regiões, segundo o Ipea, houve um crescimento de 50% para deslocamentos a pé e de bicicleta, uma tentativa que parte do próprio cidadão para justamente resolver seu problema com a congestão nas vias públicas. “O sistema de transporte coletivo é planejado para poucas horas do dia”, afirmou o técnico, lembrando que, em certas horas, há ausência, como madrugada, feriados e finais de semana.

Alternativas à espera de execução

A saturação das vias urbanas é um problema discutido, mas ainda não totalmente solucionado. A Grande Vitória, segundo o IBGE, conta com 1.685.384 habitantes. Em Vitória, os mesmos locais nos horários de pico refletem os mesmos problemas há anos.

Algumas propostas do atual governo do Estado já foram ventiladas, mas ainda não executadas. A implantação de um sistema para o metrô de superfície (Veículo Leve sobre Trilhos), o retorno do Terminal Aquaviário, a construção de túneis e uma quarta ponte são algumas opções. Na Serra, empresários sugerem quatro mergulhões, com acesso a Laranjeiras, Eurico Salles, Fátima e Grande Carapina.

Século Diário – Cristina Moura - 29/07/2011

Obras da Valec e Dnit são investigadas por 79 inquéritos

Obras de duas estatais vinculadas ao Ministério dos Transportes são investigadas por 79 inquéritos da Polícia Federal. Desses, segundo o diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra, 74 são referentes a obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em 20 Estados. Os demais foram instaurados para investigar contratos da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
"Os inquéritos apuram crimes contra a administração pública", disse Daiello. As investigações buscam provas de desvios de dinheiro público, licitações dirigidas e corrupção. O diretor-geral rebateu as críticas de que a PF estaria inerte diante dos escândalos que culminaram com a saída do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento e a diretoria do Dnit. Segundo ele, os fatos que provocaram a crise no ministério já era objeto de inquéritos, mas só agora foram divulgados.

A crise no Ministério dos Transportes

Uma reportagem da revista Veja do início de julho afirmou que integrantes do Partido da República haviam montado um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina por meio de empreiteiras dentro do Ministério dos Transportes. O negócio renderia à sigla até 5% do valor dos contratos firmados pelo ministério sob a gestão da Valec (estatal do setor ferroviário) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
O esquema seria comandado pelo secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto. Mesmo sem cargo na estrutura federal, ele lideraria reuniões com empreiteiros e consultorias que participavam de licitações do governo no ramo.
O PR emitiu nota negando a participação no suposto esquema e prometendo ingressar com uma medida judicial contra a revista. Nascimento, que também negou as denúncias de conivência com as irregularidades, abriu uma sindicância interna no ministério e pediu que a Controladoria-Geral da República (CGU) fizesse uma auditoria nos contratos em questão. Assim, a CGU iniciou "um trabalho de análise aprofundada e específica em todas as licitações, contratos e execução de obras que deram origem às denúncias".
Apesar do apoio inicial da presidente Dilma Rousseff, que lhe garantiu o cargo desde que ele desse explicações, a pressão sobre Nascimento aumentou após novas denúncias: o Ministério Público investigava o crescimento patrimonial de 86.500% em seis anos de um filho do ministro. Diante de mais acusações e da ameaça de instalação de uma CPI, o ministro não resistiu e encaminhou, no dia 6 de julho, seu pedido de demissão à presidente. Em seu lugar, assumiu Paulo Sérgio Passos, que era secretário-executivo da pasta e havia sido ministro interino em 2010.
Além de Nascimento, outros integrantes da pasta foram afastados ou demitidos, entre eles o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Hideraldo Caron - único indicado pelo PT na direção do órgão -, o diretor-executivo do Dnit, José Henrique Sadok de Sá, o diretor-presidente da Valec, José Francisco das Neves, e assessores de Nascimento.

Terra – 30/07/2011

Areia "federal" no Vlt de Cuiabá (MT)

O Ministério das Cidades informou oficialmente que vai vetar qualquer mudança pretendida por cidades nas obras para transporte visando a Copa de 2014. Ou seja: o sonho de Cuiabá ter o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para a Copa do Mundo está virando um triste pesadelo. O governador Silval Barbosa e o presidente da Agecopa, Eder Moraes, ainda tentam encontrar alternativas para implantar o VLT no lugar do BRT (ônibus articulado) que já tem recursos liberados pelo Governo Federal.

Mas a tentativa está sendo infrutífera e nos próximos dias a pá de cal deverá ser jogada pelo Governo Federal. A presidenta Dilma Rousseff já avisou que vai vetar qualquer tipo de mudanças pretendidas por cidades nas obras de transporte visando a Copa de 2014, como deseja o governo mato-grossense.

Segundo informações  vindas de Brasília neste sábado a justificativa do governo Dilma para o veto será que Cuiabá precisa do aval dos ministérios, já que a obra teria de ser financiada pela Caixa Econômica Federal. Outro problema é que o próprio Silval Barbosa, em reunião com a presidenta ouviu dela que as obras devem ser contratadas até dezembro e prontas no final de 2013, seguindo os modais estabelecidos na chamada Matriz de Responsabilidade de planejamento das obras para a Copa.

A diretora de Mobilidade Urbana do ministério da Fazenda, Luiza Vianna, defendeu nos encontros que manteve com a cúpula mato-grossense a manutenção dos que está projetado, ou seja, o BRT, que já tem verba assegurada.

Em Cuiabá, a obra de BRT de R$ 500 milhões passaria para R$ 1,1 bilhão se fosse adotado o VLT previsto. Um dos estudos recebidos por Cuiabá falando que o VLT a diesel era melhor que os outros modais foi feito pela T´Trans, empresa que vende esse tipo de equipamento.

O governo do Mato Grosso disse que apresentou informações técnicas ao governo indicando que o VLT reduzirá as desapropriações. Ainda nesta semana deverá ter novos encontros. Mato Grosso vai insistir que tem condições de bancar boa parte dos gastos da obra. Dilma deve insistir que o que já foi planejado deve ser mantido.

 24 Horas – Jonas Jozino – 30/07/2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Usuários do metrô privatizado de São Paulo reclamam de desorganização

As estações da linha 4-amarela do metrô de São Paulo completam nesta sexta-feira (29) um mês de funcionamento até as 21h com mais que o dobro do volume de passageiros registrado no horário antigo – até as 15h – e uma desorganização de fluxo visivelmente proporcional ao incremento da demanda.

A reportagem do UOL Notícias acompanhou esta semana a saga do paulistano que, na volta do trabalho ou dos estudos, ainda não se acostumou com o desconforto gerado pelo encontro de fluxos nas estações Paulista, da nova linha, com a Consolação, na linha 2-verde.

Além de esteiras e escadas rolantes abarrotadas, o encontro de fluxos de quem segue no sentido Butantã com o de quem vai para as estações Faria Lima, Pinheiros e Butantã é agravado até as plataformas de embarque na Consolação, nos horários de pico.

De acordo com a ViaQuatro, que opera a linha amarela, desde a abertura do serviço até as 21h o fluxo diário de 70 mil passageiros/dia, em média, saltou para 160 mil neste mês. A demanda informa a assessoria, “está de acordo com os estudos preliminares”.

Reclamações

 

Para os usuários, porém, falta organização. “A gente fica um pouco assustado, pois esse metrô foi projetado e organizado para ser um dos melhores, e agora virou uma loucura. Às 18h, 18h30, por exemplo, você não consegue andar, simplesmente para – não sei como não conseguiram pensar no fluxo, era óbvio que isso aconteceria”, reclama a recepcionista Lilian Sales dos Santos, 21. “Está pior que a [estação] Sé [a mais movimentada do Metrô]", compara.

A arquiteta Vanessa Silveira Parreira, 24, diz que gostou da ampliação de horário – ela faz diariamente o percurso Consolação/Faria Lima. “O fluxo está muito grande, mas acho que está meio desorganizado na [estação] Paulista com a [estação] Consolação”, aponta.

Para o estudante de teatro Pier Francesco, 22, a linha deveria funcionar até mais tarde. “Às 21h ainda tem muita gente, o pessoal ainda precisa do metrô nesse horário. Só tranquiliza mesmo lá pelas 22h, 23h."

Demanda superaquecida

 

Conforme a assessoria da ViaQuatro, o maior aporte de passageiros foi verificado, com o novo horário, na estação Pinheiros – demanda 185% maior comparado a junho. A estação com maior volume, no entanto, ainda é a Paulista, graças à integração com a linha verde. Nessa estação, o número de usuários subiu 150% desde o mês passado.

Sobre os problemas de fluxo nos horários de pico, a concessionária ressaltou que a situação “não é complemente caótica porque há barras de separação (nem sempre respeitadas) e agentes da linha 4 orientando os passageiros”. Indagada sobre intervenções mais efetivas, a ViaQuatro admite que o problema consiste sobretudo do cruzamento de fluxo do trem que chega proveniente de Pinheiros com o fluxo da Paulista, mas não estabeleceu prazos para uma solução definitiva.

Folha Uol – 29/07/2011

Governador de São Paulo assina, neste sábado, contrato de construção de monotrilho

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, vai assinar, neste sábado (30), o contrato da Linha 17-Ouro (monotrilho) do Metrô. Ele estará acompanhado do secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e do presidente da Companhia do Metrô, Sérgio Avelleda. 
A Companhia do Metrô vão assinar o contrato com o Consórcio Monotrilho Integração, que será responsável pelas obras da via elevada que ligará o aeroporto de Congonhas com a rede metroferroviária. 
A previsão é que a Linha 17-Ouro tenha aproximadamente 18 km de extensão e 18 estações: Jabaquara, Hospital Sabóia, Cidade Leonor, Vila Babilônia, Vila Paulista, Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan, Morumbi, Panamby, Paraisópolis, Américo Mourano, Estádio do Morumbi e São Paulo-Morumbi.
O primeiro trecho a ser entregue à população, com 7,7 km de extensão, será entre o aeroporto de Congonhas e a estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda da CPTM (Osasco-Grajaú).
Na sequência, a linha será conectada à Linha 5-Lilás do Metrô, na estação Água Espraiada, em meados de 2014. O trecho entre a estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda (CPTM) até a estação São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela, passando pelo bairro de Paraisópolis, tem previsão para operar a partir de 2015.
R7 - 29/07/2011

Ayrton Senna será nome de uma estação do metrô (SP)

O piloto Ayrton Senna está prestes a ganhar mais uma homenagem em São Paulo. Após batizar uma rodovia entre a capital e Guararema, no interior paulista, e um túnel sob o Parque do Ibirapuera, o tricampeão mundial dará nome, agora, a uma estação de metrô.
O decreto para que a parada Jardim São Paulo, na zona norte, se chame Jardim São Paulo - Ayrton Senna foi publicado em dezembro de 2009. Mas só em outubro deste ano o Metrô deve oficializar a mudança. A companhia informou na quinta-feira (28) que o nome vai aparecer nos mapas da rede que ficam dentro de todas as estações de metrô.
Os cartazes deverão ser trocados nos próximos três meses, pois estão desatualizados. A companhia disse, ainda, que não há prazo para alterar a "comunicação visual da estação", o que significa que o totem da entrada não deve mostrar o nome do piloto tão cedo.
Se depender de moradores do Jardim São Paulo, o nome não será a única mudança na estação. Idealizadores da homenagem, o empresário Luiz Carlos Kechichian, de 51 anos, e o designer e artista plástico Paulo Soláriz, de 59, planejam instalar uma escultura de Senna no local.
"É uma homenagem mais do que justa", afirma Kechichian. "Senna nasceu e cresceu aqui no bairro, na Rua Condessa Siciliano. É um grande orgulho para a zona norte", conta o empresário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Última Notícia – 29/07/2011

Novos confrontos entre policiais e manifestantes contra construção de via de trem-bala no norte da Itália

Pelo menos seis pessoas ficaram feridas hoje no norte da Itália durante outro confronto entre policiais e manifestantes que recusam a construção de uma via de trem-bala entre este país e a França.

Ao redor de 200 pessoas concentraram-se na pedreira do Chiomonte para protestar contra a escavação de um túnel que -segundo denunciaram- afetaria o meio ambiente pela liberação de substâncias nocivas.

Esta é a segunda manifestação registrada na região este mês, depois que no passado dia 3 resultassem lesionadas ao menos 40 pessoas, entre manifestantes e policiais.

Vários prefeitos do norte do país opõem-se também ao projeto acordado entre Itália e França em 2001 para a construção da linha de trem de alta velocidade que ligaria as cidades de Turim e Lyon.

Prensa Latina – 29/07/2011

Trecho da ferrovia da Estrada Real (RJ) poderá ser reativada

Um trecho da ferrovia da Estrada Real poderá ser reativado com a restauração da locomotiva a vapor, em Paraíba do Sul, na região Sul do Estado do Rio. O projeto, que foi apresentado à Secretaria de Estado de Turismo, prevê a reforma da locomotiva à vapor Baldwin, fabricada em 1910, e o volta dela para os trilhos.
A maria-fumaça tem capacidade para 16 pessoas sentadas e está parada em um galpão. Este vai ser o primeiro trem a vapor restaurado a funcionar no Estado do Rio de Janeiro.
O trecho recuperado vai ser de 14 km, ligando a estação no centro de Paraíba do Sul até o 4º distrito do município, Estação Cavaru.
O chefe de Gabinete da Secretaria de Turismo e coordenador geral de Convênios, Marcos Pereira, disse que este projeto vai incrementar o turismo ferroviário do estado e desenvolver a atividade turística do interior.
- As ferrovias desempenharam um papel de extrema importância no desenvolvimento do nosso estado. Está na hora de recuperarmos este patrimônio, dando aos nossos visitantes a oportunidade de conhecer um pouco da história e do trajeto dos trens fluminenses.
Segundo Pereira, além da recuperação da ferrovia, o Estado deve apoiar o turismo do município com a produção de material publicitário sobre os atrativos turísticos da região, capacitação de mão de obra e sinalização turística.
A concessão desse trecho do trem da Estrada Real ficará sob a responsabilidade da Tocaia Turismo. O representante da empresa,  Talis Lelis, disse que está em busca de parcerias para o desenvolvimento do turismo de Paraíba do Sul.
- O apoio da Secretaria de Turismo é essencial para a consolidação do projeto. Já temos a parceria com a ABOTTC (Associação Brasileira de Operadores de Trens Turísticos e Culturais) e do Sebrae Nacional, que estão colaborando na capacitação das 20 microempresas que ficam no entorno do percurso do trem. A maria fumaça voltará a pleno vapor!

R7 - 29/07/2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Trens do metrô de São Paulo ficam parados dentro do túnel por conta de um "apagão"

Três trens ficaram parados dentro do túnel da linha 4 do Metrô em São Paulo, administrada pelo grupo CCR na noite de hoje, por conta de um apagão. A linha finaliza as operações às 21 horas.
A companhia informou que já começou a retirar as pessoas do trem. A Linha 4 liga a Estação Paulista à Estação Butantã.
A Companhia de Transmissão de Energia de São Paulo (Cteep) informou que a energia já foi restabelecida na região de Pinheiros há cerca de 30 minutos.
Exame - 28/07/2011

Estudo do IPEA indica que 20% dos trabalhadores gastam mais de uma hora para chegar ao trabalho

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quinta-feira aponta que atualmente 20% dos trabalhadores brasileiros gastam em média, nas nove principais cidades do País, mais de uma hora para cumprirem o trajeto entre onde moram e o local de trabalho. Esse cenário, que computava 15% no ano de 1992, envolve as regiões metropolitanas ligadas às cidades de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.
Excetuando-se os picos superiores acima de 60 minutos no trajeto casa-trabalho, os trabalhadores dessas mesmas regiões gastam, em média, 40 minutos de deslocamento na parte da manhã.
"Para se resolver o problema de aumento nos tempos de viagem dos deslocamentos por transporte coletivo deve haver investimentos maciços em infraestrutura, principalmente nos corredores de ônibus, que se constitui no principal modal metropolitano, segregando o espaço de operação dos veículos em vias exclusivas. Aumento de tempos de viagem do transporte público implica aumento de custos, que, aliado a outros fatores, provocam o aumento das tarifas", diz o documento divulgado pelo Ipea.
No estudo Dinâmica populacional e sistema de mobilidade nas metrópoles brasileiras feito pela entidade, o diretor-adjunto da Diretoria de Estudos Regionais e Urbanos (Dirur), Miguel Matteo, ressaltou que, com o passar dos anos, a população residente no colar metropolitano tem ampliado sua dependência em relação aos sistemas intermunicipais de transportes. Diante dos altos preços dos imóveis e da concentração da oferta de empregos nas capitais, a taxa de crescimento das regiões metropolitanas têm sido, via de regra, mais alta que a das capitais, e o transporte entre esses municípios, muitas vezes público, passa a ser fundamental para a jornada de trabalho.
"Isso dá uma característica de dormitório a muitos desses municípios, especialmente os municípios com maior concentração de população de baixa renda, gerando um enorme fluxo pendular entre os municípios da periferia metropolitana e as cidades-sede, sobretudo pelo transporte coletivo", diz o estudo.
"O transporte tem caráter social muito grande porque a população de mais baixa renda mora na periferia. A maioria das viagens é realizada pelo transporte coletivo", afirmou Miguel Matteo.
Para o pesquisador, que registrou aumento real - descontado a inflação - de 32% nas tarifas de transporte público entre 1999 e 2010 (excluído o metrô), a União precisa ampliar seus investimentos em projetos de mobilidade urbana, e não só considerando a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Atualmente, a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos de cerca de R$ 10 bilhões para este tipo de obra, mas para que a malha do sistema metroviário brasileiro pudesse se desenvolver em padrões melhores, novos investimentos - e não apenas empréstimos a Estados ou municípios - precisariam ser consolidados.
Conforme o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, a Cidade do México, por exemplo, tem malha de metrô quatro vezes maior que a de São Paulo. No caso dos países da Europa, diz Carvalho, o Brasil precisaria de investimento imediato de R$ 80 bilhões para que tivesse a atual rede metroviária dos países europeus.
"Uma recomendação é que a União volte a fazer investimento, e não só empréstimos, no sistema metropolitano de transporte brasileiro", disse o técnico.
"No Brasil, estamos com dois deadlines, a Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio em 2016. Poderia se pensar pelo menos para a Copa investimentos superiores ao que se tem planejamento. Poderia se pensar em elevar um pouco isso, sem ser empréstimo", afirmou Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho.
Terra - 28 de Julho de 2011

Ministério Público do Rio de Janeiro (RJ) irá propor Termo de Ajuste de Conduta com Supervia

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) está atento ao repetidos problemas no transporte ferroviário do Rio de Janeiro, segundo o promotor Carlos Andresano. Em entrevista ao programa Balanço Geral, da Rede Record, ele anunciou que o MP-RJ se reuniu com representantes da Supervia (concessionária responsável pelos trens) na semana passada e irá propor um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) no dia 9 de agosto, com previsão de multa caso o combinado não seja cumprido.
- A situação é caótica neste modo de transporte tão importante para a cidade e para o Estado do Rio de Janeiro. Os problemas com os trens oferecem risco à integridade física da população do Rio, até mesmo de morte.
Os problemas com a Supervia são antigos. O MP-RJ tem uma ação civil desde 2009, que ainda não foi encerrada. No entanto, já foi obtida uma liminar para multar a Supervia em R$ 100  mil por dia em caso de descumprimento do combinado, como resolver panes elétricas em até 48 horas.
De acordo com o promotor, a população precisa colaborar para fazer denúncias. O telefone da ouvidoria do MP é 127.
R7 - 28/07/2011

Comentário do sindicato:

A Supervia é superstar nos noticiários de problemas com trens, inclusive neste blog.

Acidente com trem-bala chinês foi causado por falha na sinalização

O acidente envolvendo dois trens que deixou 39 mortos e 192 feridos em 23 de julho na Província de Zhejiang, no leste da China, deve ter sido provocado por defeitos na sinalização ferroviária após ela ser atingida por um raio, disse nesta quinta-feira o Bureau Ferroviário de Xangai, citado pela agência oficial Xinhua (Nova China). Anteriormente, havia informações de que acidente deixou 43 mortos.

O sistema de sinalização "não pôde passar do sinal verde ao vermelho", o que provocou a catástrofe ferroviária que quebrou a confiança na rede de trens chineses de alta velocidade, disse An Lusheng, chefe do Bureau Ferroviário. Também houve falhas das equipes da linha para verificar que algo estava errado, relatou a Xinhua.
O choque ocorreu entre dois trens, um parado por falta de corrente elétrica por causa de um apagão causado por um raio, e outro que seguia pela mesma linha. O acidente aconteceu nas proximidades da cidade de Wenzhou, na Província de Zhejiang, no leste do país.
Após a declaração, o Instituto de Pesquisa Nacional Ferroviária de Pequim e de Projeção de Sinalização e Comunicação assumiu a responsabilidade pela falha no equipamento de sinalização. Em um raro reconhecimento de responsabilidade pelo desastre, o instituto emitiu um comunicado de desculpas.
O instituto "levanta a cabeça para assumir a responsabilidade e aceitar qualquer punição devida, e estritamente se encarregará de buscar a culpabilidade dos responsáveis", afirmou o comunicado, segundo a Xinhua.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, ordenou nesta quinta-feira uma investigação "aberta e transparente" sobre a causa do choque frontal entre os dois trens de alta velocidade quando circulavam sobre um viaduto, o que levou à queda da locomotiva e de dois vagões de um deles. Fotos postadas em sites chineses e em microblogs mostram vagões pendurados a uma altura de 20 metros.
Wen visitou o local do acidente e prometeu uma investigação ampla e transparente. Ele disse que uma doença o havia impedido de visitar o local mais cedo. O premiê, que tem 68 anos e se aposentará no próximo ano, afirmou que não havia ido ao local antes por motivos de doença, sem dar detalhes.
Segundo o premiê, as exportações chinesas vinculadas à alta tecnologia ferroviária devem ser mais eficazes e seguras. "A construção de ferrovias de alta velocidade na China devem levar em conta a velocidade, a qualidade, a eficácia e a segurança. E a segurança deve ser prioritária", afirmou Wen. "Temos de conseguir progressos tecnológicos e trabalhar muito para transferir tecnologia com maior segurança", acrescentou.
Companhias chinesas atuam na construção de linhas de alta velocidade na Venezuela, Turquia e Arábia Saudita. Além disso, a companhia chinesa CSR assinou um acordo em dezembro com a General Electric para fabricar trens-bala nos Estados Unidos.
Ampliação da rede ferroviária

A catástrofe de Wenzhou alimenta as dúvidas sobre a segurança dos trens de alta velocidade na China, que nos últimos anos se desenvolveram rapidamente. A China está investindo bilhões de dólares na construção de malha ferroviária.
Recentemente, em 30 de junho, Wen inaugurou oficialmente uma linha de alta velocidade com custo avaliado em US$ 33 bilhões entre Pequim e Xangai, que reduziu o tempo de viagem entre as duas cidades para menos de cinco horas.
Temendo perder clientes, algumas companhias aéreas diminuíram os preços em até 65%, o que faz com que viajar de avião agora seja mais barato que viajar de trem, segundo a imprensa chinesa. O novo percurso foi inaugurado em 1º de julho para celebrar o 90º aniversário do Partido Comunista da China, e esperava-se que 80 milhões de passageiros passassem a utilizar por ano a nova linha ferroviária.
Contudo, a nova linha Pequim-Xangai tem sofrido problemas causados por falta de energia e tem sido criticada pela imprensa chinesa. Além disso, os grandes investimentos transformaram o setor em foco de corrupção. Segundo uma auditoria estatal, pessoas ligadas à direção das construtoras desviaram no ano passado 187 milhões de iuanes (US$ 29 milhões) na linha projetada entre Pequim e Xangai.
Em abril de 2008, 72 pessoas foram mortas e mais de 400 ficaram feridas quando um trem descarrilou e foi atingido por um segundo trem na Província de Shandong.
Último Segundo – 28/07/2011

Governo diz que trem da CPTM ligará São Paulo ao Aeroporto de Guarulhos

O trem popular prometido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ligar a capital paulista a Guarulhos será estendido ao aeroporto de Cumbica até 2014.

A decisão foi comunicada nos últimos dias a políticos da região e confirmada ontem pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

A pasta diz que a linha, a cargo da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), permitirá a viagem do Brás, no centro de São Paulo, até Cumbica em 23 minutos.

Mas o padrão do trem será comum, com tarifa hoje em R$ 2,90, intervalos de seis minutos e características semelhantes às dos demais que atendem as periferias -- e que chegam a ter acima de seis pessoas por m2 nos picos.

Ou seja, não será igual à antiga proposta do Expresso Aeroporto, que foi engavetada e que previa um serviço diferenciado, mais caro, sem paradas, voltado para quem quisesse pegar um vôo.

JADE

O novo trem, batizado de linha 13-jade, segue a rota já existente da linha 12-safira da CPTM entre Brás e Engenheiro Goulart, na zona leste. A nova ligação sobre trilhos começa a partir desse ponto.

Alckmin já havia prometido que faria pelo menos um trecho de 8 km da zona leste até a região do Cecap Zezinho Magalhães, em Guarulhos. Um eventual prolongamento até Cumbica, porém, era considerado incerto -- por se tratar de um trem comum e desconfortável para quem tem muita bagagem.

Por ordem de Alckmin, segundo a secretaria, foi decidido fazer essa extensão de mais 3 km para que haja conexão da linha ao aeroporto.

O Estado diz que ela será atrativa, por exemplo, para 28 mil pessoas que trabalham em Cumbica -- e que também deverá ser uma opção inclusive para uma parte dos passageiros dos aviões.

HORÁRIO NÃO INTEGRAL

O horário de funcionamento da CPTM, porém, não é integral - vai das 4h à 0h. Hoje há ônibus executivos de São Paulo ao aeroporto, mas com tarifa de R$ 33.

A gestão prevê licitar a linha 13-jade no ano que vem para que as obras comecem até 2013 e terminem em 2014.

O Estado não comentou a possibilidade de ela ficar pronta antes da Copa. Pela previsão original, a nova ligação só entraria em operação no segundo semestre, depois do evento, às vésperas do fim do mandato do governador.

TREM-BALA

O recente fracasso na licitação do TAV (trem-bala federal) foi um dos estímulos para a decisão de prolongar a linha popular até Cumbica.

A linha 13-jade chegou a ser estimada em R$ 947 milhões, e a gestão Alckmin já manifestou a intenção de implantá-la por meio de PPP (parceria público-privada).

Jornal Floripa – 28/07/2011