quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pesquisador da USP (SP) questiona monotrilho

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, na noite de quarta-feira (29), o Projeto de Lei nº 624/2011, do Executivo, que autoriza o governo a solicitar crédito para a realização de obras de construção e melhoria no setor de transportes sobre trilhos. Entre elas, destacam-se a extensão da Linha 2-Verde do Metrô até o Hospital Cidade Tiradentes, por sistema de monotrilho, e a construção do metrô-leve (Linha 18), que deve ligar a estação Tamanduateí ao bairro de Alvarenga, em São Bernardo do Campo, no ABC. As operações de crédito autorizadas pelos deputados para os dois projetos somam R$ 1,4 bilhão, valor que corresponde a 16% do total dos orçamentos, que é de R$ 8,7 bilhões.

Para Adalberto Maluf Filho, pesquisador do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI), o sistema de monotrilho ainda não é adequado para o transporte de massa, por ser muito caro e ter capacidade limitada. “Em função da beleza e da alta confiabilidade, os monotrilhos foram desenvolvidos para aplicações em aeroportos ou parques de diversão, mas têm pouca capacidade para uso como meio de transporte urbano”, explica.

Como alternativa, o pesquisador defende a priorização de investimentos em corredores de ônibus de alta velocidade BRT (Bus Rapid Transport), ciclovias e mesmo passeios para pedestres, por serem mais eficientes e baratos. “Com R$ 1,5 bilhão seria possível melhorar a vida de 15 milhões de paulistas que usam ônibus na região metropolitana toda, com um benefício econômico e social muito maior do que investindo mais de R$ 8,5 bilhões em dois projetos controversos de monotrilhos”, calcula.

De acordo com uma pesquisa feita pelo especialista, os poucos monotrilhos com aplicação urbana que deram certo no mundo custaram mais do que o previsto inicialmente e foram projetados para serem erguidos sobre largas avenidas, que não tinham muitos obstáculos para a construção. “É uma realidade não compatível com a situação da Grande São Paulo. Quem vai pagar a conta se esses projetos se somarem à enorme lista de obras abandonadas e falidas pelo mundo?”, questiona o especialista, citando exemplos como Bankok, Jakarta, Seattle, Las Vegas e Johanesburgo, entre tantos outros, que abandonaram seus projetos depois de inúmeros processos de falências e escaladas de preço.

Maluf Filho cita ainda exemplos como Grécia e Dubai, que têm dificuldades para pagar os investimentos feitos em projetos megalomaníacos – segundo ele – de monotrilho e metrô-leve. Lembra também que os projetos feitos para a Copa do Mundo de 2010 da África do Sul foram substituídos quase de última hora por corredores de ônibus, depois de melhor avaliados. “Por que São Paulo pretende seguir na contramão do mundo e apostar em uma tecnologia que ainda carece de confiabilidade técnica e de um histórico convincente de realizações?”, questiona.

O especialista lamenta que outras cidades brasileiras, como Manaus, Florianópolis, Cuiabá, Campo Grande e Vitória, tenham sido influenciadas por São Paulo a estudar a viabilidade dos monotrilhos. “Em Manaus, felizmente, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União conseguiram barrar o projeto de monotrilho aprovado para a Copa, salvando bilhões de reais do contribuinte brasileiro. Mas em Salvador, que tem um projeto de metrô aéreo se arrastando por 10 anos sem conclusão e um custo três vezes maior que o inicialmente planejado, os governantes parecem ter acreditado nas premissas extremamente otimistas oferecidas pelas grandes construtoras brasileiras. Tenho dúvida de que algum desses projetos saia do papel sem causar um rombo gigantesco nos orçamentos públicos. O pior é que enquanto se estuda nada é feito para melhorar a mobilidade urbana”, conclui.

Barangai - 30 de junho de 2011

Comentário do sindicato:

Que o “especialista” questione o monotrilho parece aceitável, mas defender corredores de BRT não é adequado. Nem mesmo pensou em corredor de VLT. Nem mesmo ponderou a questão da poluição. Trilho, na avaliação dele, nem em pensamento. Posição excessivamente conservadora.

China planeja expandir ferrovia para o oeste do país

A China planeja expandir nos próximos cinco anos a rede ferroviária para o oeste daquele país, baseada no trem que liga Qinghai ao Tibete. O objetivo é promover o desenvolvimento de ambas as regiões.

A intenção é que, nos próximos cinco anos, o trem Qinghai-Tibete se estenda às cidades de Xigazê, Golmud e Dunhuang, fazendo do Tibete o centro logístico naquela região do país.

O trem Qinghai-Tibete é ecologicamente correto e tem emissão zero de poluentes.


CRI online – 30/06/2011

Comentário do sindicato:

A estrada de ferro mais alta do mundo - Qinghai-Tibet da China Railway - alcançou emissões de lixo zero, desde o seu início de operação em 1 de julho de 2006. De acordo com a empresa, em quatro anos seus passageiros geraram algo em torno de 180 mil toneladas de lixo, mas todo esse material foi separado e tratado, por intermédio de estações de coleta localizadas ao longo da ferrovia.

Cancelamento de projeto do TAV português afeta interesses de empreiteiras brasileiras

O novo governo de Portugal anunciou ontem a suspensão do projeto do trem-bala entre Lisboa e Madri. A decisão faz parte do pacote de austeridade que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, apresentou ao Parlamento, uma exigência da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a liberação de 78 bilhões.

A suspensão do trem-bala afeta interesses de empresas brasileiras. As construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez estão entre as companhias que ganharam a licitação para trechos da obra. O trem-bala já havia sido alvo de um debate durante a campanha eleitoral, com a então oposição prometendo que adiaria de forma indefinida as obras se vencesse as eleições. Agora, cumpre sua palavra.

O governo garante que a medida "levará em conta o estatuto jurídico dos contratos já fechados". Os dois grupos brasileiros fazem parte de um consórcio que inclui empresas espanholas e portuguesas e que, em 2009, saiu vencedora da licitação. O primeiro trecho do trem-bala teria a extensão de 170 km de linha de alta velocidade e de 90 km de linha convencional e deveria ficar pronto no final de 2013. Ontem, o governo espanhol "lamentou" a decisão de Portugal de suspender o projeto, que apenas no território português teria um orçamento superior a 3,3 bilhões.

Além do trem-bala, um novo aeroporto em Lisboa foi descartado. A lista de medidas ainda inclui a privatização da TAP, da empresa elétrica EDP, de um canal público de tevê. Até mesmo as "golden shares" que o governo mantinha em empresas estratégicas, como a Portugal Telecom, serão desfeitas. O governo também promete fazer uma reavaliação de todas as fundações, institutos e entidades públicas ainda mantidas pelo Estado.

O pacote avalia ainda uma revisão da legislação trabalhista para mudar o calendário de feriados e "diminuir as pontes demasiadas longas".

Com o plano de austeridade, o governo português quer reduzir o déficit público em até 5,9% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Esse déficit estava em 9,1%.

O Estado de São Paulo - 29/06/2011

Prefeitura de Salvador (BA) pretende substituir trens metropolitanos por Vlts?

A proposta de mobilidade urbana que a prefeitura de Salvador tenta negociar com o governo do estado inclui transformar os 13 quilômetros do trem do Subúrbio Ferroviário em VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).  “Vamos investir na climatização, velocidade e segurança porque a infraestrutura já existe”, planeja o secretário municipal dos Transportes, José Mattos.
Pelo projeto, que custaria os R$ 570 milhões já liberados pelo Ministério das Cidades para o BRT, os trens seriam integrados ao trecho do metrô que está em construção, na Estação da Lapa. O sistema continuaria com 22 quilômetros de BRT (ônibus de trânsito rápido) da Rótula do Abacaxi ao aeroporto, que depois da Copa evoluiriam para metrô.
“Quando terminar (o metrô), pega os ônibus e coloca nas vias alimentadoras. Ao final do processo, teremos o metrô integrado ao BRT, como o governo do estado quer. Quando Zezéu entender isso, vai me apoiar”, disse o chefe da Casa Civil municipal, João Leão, referindo-se ao secretário estadual de Planejamento, Zezéu Ribeiro, que não abre mão do projeto - que prevê o metrô na Paralela com o BRT nas alimentadoras - aprovado na semana passada.
Os dois projetos serão analisados na segunda-feira por uma comissão criada pelo prefeito João Henrique. Ontem à noite, Leão foi a Brasília buscar o orçamento feito pelo Exército para o primeiro trecho do metrô. Ele só pretende divulgar a cifra na segunda-feira.
Correio - 30.06.2011

Comentários do sindicato:

Estranho. Embora muito bons, trens metropolitanos e Vlts atendem a diferentes demandas. 

Trens do metrô e da CPTM (SP) registram, em média, nove casos de furtos por dia

Superlotados, as estações e os trens do Metrô e da CPTM têm facilitado a vida dos criminosos. São registrados, em média, a cada dia, nove casos de furto.

De acordo com o texto, a polícia aponta que os ladrões se aproveitam do tumulto nos horários de pico para agir e levam principalmente carteiras e celulares. A superlotação também é apontada como responsável pela quase uma ocorrência por dia de agressão entre usuários. De janeiro a maio deste ano, foram 118 casos.

O metrô chega a ter mais de oito usuários por metro quadrado na hora do rush. As estações campeãs de ocorrências de furto são as estações Sé, Barra Funda e Brás. Elas são as mais movimentadas, com conexões com ônibus e CPTM.



Jornal Floripa - 30/06/2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Trem da SuperVia (RJ) descarrila

Um trem que seguia de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, para a Central da Brasil descarrilou no início da noite desta quarta-feira (29). As informações foram confirmadas pela SuperVia, concessionária que administra o serviço. Segundo a empresa, por causa do problema, os passageiros tiveram que desembarcar na linha férrea.

De acordo com a SuperVia, a composição apresentou um problema operacional nas rodas, provocando o descarrilamento. Os passageiros desembarcaram com auxílio de agentes da concessionária e seguiram em direção à estação do Mercadão de Madureira, no subúrbio, onde embarcaram em outras composições.
Por causa da pane, a circulação de trens no ramal de Belford Roxo, sentido Central do Brasil, apresentou atraso de 20 minutos. Técnicos ainda tentam solucionar o problema. Até as 21h, o trem ainda estava parado sobre a via. A SuperVia informou que o descarrilamento foi pequeno e não deixou ninguém ferido.

G1 - 29/06/2011

Comentário do sindicato:

Pois é: concessionária privada, que o governador de São Paulo tem apontado como modelo para os transportes metropolitanos desta capital.

Fumaça em composição do metrô de São Paulo assusta passageiros

Uma falha em uma composição do Metrô de São Paulo causou correria entre passageiros da Linha 2-Verde por volta das 10h desta quarta-feira (29). Um trem que seguia para a Vila Madalena apresentou problemas nos freios entre as estações Tamanduateí e Sacomã.

Segundo a assessoria da companhia, o veículo saiu com o sistema de frenagem acionado, o que causou atrito e gerou fumaça. Assustados, os passageiros saíram rapidamente dos vagões quando o trem parou na plataforma da estação Sacomã.

Um funcionário chegou a informar que havia princípio de incêndio na parte inferior do último vagão, o que foi negado pela assessoria. Alguns passageiros chegaram a ir aos andares superiores para aguardar a fumaça se dissipar.

Quando a situação foi normalizada, o trem foi recolhido para ser consertado. Ainda de acordo com o Metrô, as viagens entre as estações Vila Prudente e Sacomã ficaram com restrição de velocidade entre as 10h08 e as 10h14, o que gerou filas nas plataformas. Às 11h40, a situação era normal na linha.

G1 - Glauco Araújo - 29/06/2011

Trem metropolitano de Teresina (PI) volta a funcionar no começo de julho

O diretor técnico da Companhia Metropolitana, Antonio Sobral, confirmou hoje (28) que o metrô volta a funcionar em uma semana, no dia 05/07. Em mais de um mês de paralisação ordenada pelo governador Wilson Martins, a Companhia fez a troca de cerca de 3 mil dormentes.

Além da troca, foram tomadas medidas para facilitar a drenagem ao longo da linha. Em entrevista ao vivo no Jornal do Piauí, Antonio Sobral declarou que, inicialmente, serão feitas 12 viagens por dia, metade do que era feito antes.

Antes da retomada das viagens, a Companhia fará dois testes na linha: um sábado e outro na segunda. Esses testes dinâmicos serão para dar segurança aos usuários.

"Foram feitos diversos serviços complementares como drenagem da linha para melhorar a condição de tráfego. São feitos levantamentos periódicos na linha e estava precisando de reposição. Não que o trem não pudesse circular. Foi uma decisão do governo para questão de segurança. Optou-se pela paralisação para que o serviço fosse agilizado", explicou.
O diretor garante também que o preço da passagem não será alterado, continua R$ 0,80.

Cidade Verde – Leilane Nunes - 28/06/11

SuperVia e Metrô Rio com problemas no mesmo dia

As linhas que servem às composições diretas do ramal Santa Cruz e Japeri estão obstruídas em decorrência de um problema em um trem da SuperVia, na manhã desta quarta-feira. A concessionária informou que a circulação ocorre com atrasos.
Este não foi o primeiro problema enfrentado pela SuperVia na manhã desta quarta-feira. Por volta de 7h, um defeito operacional em uma locomotiva provocou a suspensão da circulação de trens no Ramal de Saracuna, trecho entre a estação e a Vila Inhomirim, durante uma hora.
O problema afetou sete estações da Baixada Fluminense. Em outros ramais, o intervalo chegou a 30 minutos.

Problema também no Metrô (Rio)

Um trem do metro, da linha 1, apresentou defeito, pouco depois das 9h desta quarta-feira, quando parou na estação do Catete. Passageiros que seguiam para Ipanema foram retirados do trem e embarcados em outro. Os intervalos entre as viagens estão irregulares. O trem defeituoso foi levado para a manutenção.

O Dia – 29/06/2011

Comentários do sindicato:

Eis duas experiências de PPPs.

terça-feira, 28 de junho de 2011

China inaugura TAV que liga Pequim a Xangai

A China inaugura na sexta-feira o trem de alta velocidade que ligará a capital do país, Pequim, até o seu centro financeiro, Xangai. Essa é a obra mais cara realizada desde a chegada do Partido Comunista ao poder, em 1949. Com 1.318 km de extensão e custo de US$ 33 bilhões, a linha foi construída em 39 meses e concluída um ano antes da previsão inicial.

A abertura ao público do novo trem-bala coincidirá com o aniversário de 90 anos do Partido Comunista, celebrado com uma ofensiva propagandística que envolve filmes, séries de TV, espetáculos de canções revolucionárias e publicação de livros "vermelhos".

O trecho Pequim e Xangai é o mais extenso para trens rápidos construído de uma só vez em todo o mundo e é o principal símbolo da ambição chinesa nesse setor. Até o próximo ano, o país terá 13 mil quilômetros de linhas de alta velocidade, o que vai superar a soma das existentes no restante do planeta - no Brasil, a planejada ligação entre Campinas, São Paulo e Rio teria 518 km.

"Foram necessários apenas 39 meses para construir um trem de alta velocidade de alto padrão e reconhecido mundialmente, o que é um presente para o aniversário do partido", disse ontem o engenheiro-chefe do Ministério das Ferrovias, He Huawu.

Como todas as composições de alta velocidade, as que farão o trecho Pequim-Xangai estampam os caracteres chineses da palavra "harmonia", que o presidente Hu Jintao transformou na marca de seu governo com a proposta de criação de uma "sociedade harmônica". A intenção original era que o trem andasse a 350 km/h, mas o limite foi reduzido em abril para 300 km/h por razões econômicas, ambientais e de segurança. Também haverá trens com velocidade máxima de 250 km/h, para os quais as passagens serão mais baratas.
Na versão mais rápida, o percurso será feito em quatro horas e 48 minutos, metade do tempo atual - o mesmo trajeto de avião é feito em cerca de duas horas. Dependendo da classe e da velocidade do trem, a passagem custará de 410 yuans (R$ 101,20) a 1.750 yuans (R$ 431,90).

A redução da velocidade foi anunciada dois meses após o afastamento por suspeita de corrupção do ex-ministro das Ferrovias, Liu Zhijun, que ocupou o cargo de 2003 a fevereiro de 2011 e foi o responsável pelo projeto.

A rapidez na construção das linhas foi acompanhada da explosão do débito do Ministério da Ferrovias e a suspeita de que a preocupação com a segurança foi negligenciada pela gestão de Liu. Dados oficiais mostram que a dívida do ministério está em US$ 300 bilhões, patamar considerado insustentável por muitos especialistas.

A queda de Liu deu origem à especulação de que o Ministério das Ferrovias reduziria o ritmo de expansão dos trens rápidos, mas as autoridades de Pequim sustentam que nada mudou em seus planos, pelos quais a malha de alta velocidade alcançará 16 mil quilômetros em 2020.

O Plano Quinquenal para o período 2011-2015 prevê investimento de US$ 432 bilhões em todo o setor ferroviário chinês, com a construção de 30 mil quilômetros de novas linhas, extensão 87,5% superior à que foi concluída entre 2006 e 2010.

Se o planejamento for integralmente executado, o país asiático chegará a 2015 com 120 mil quilômetros de trilhos, quatro vezes mais que os 30 mil quilômetros existentes no Brasil.

A China desenvolveu grande parte de sua tecnologia de trens rápidos com a ajuda de empresas estrangeiras, que aceitaram realizar joint ventures com estatais controladas por Pequim na esperança de ter acesso ao imenso mercado local.

O Estado de São Paulo - 28/06/2011


Frio provoca fissura em um trilho da CPTM

A baixa temperatura provocou, na manhã desta terça-feira (28), uma fissura no trilho da Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O problema ocorreu pouco antes da Estação Perus, entre as estações Jaraguá e Pirituba. Por volta das 6h, o trecho foi avaliado e durante 15 minutos apenas uma via estava sendo utilizada.

Segundo a CPTM, após a avaliação, os trens passaram a circular no trecho com velocidade reduzida a 40 km/h por volta das 9h. A velocidade normal é de 80 km/h. Após o horário de maior movimento, a companhia pretende interditar o trecho para realizar uma solda na fissura.

A assessoria explica que o frio pode provocar fissura no trilho, que é de aço, apesar de não ser comum a ocorrência desse fato. A CPTM afirma que não é a primeira que isso acontece em trilhos de trens de São Paulo. Apesar do intervalo de tempo maior entre as composições, não há repercussões nas estações, ainda de acordo com a CPTM.

G1 - 28/06/2011

Governo Federal e de São Paulo assinarão ordem de serviço para estudo de ferroanel

Será assinada nesta terça-feira, 28, a ordem de serviço para o Estudo Funcional e de Demanda do Ferroanel e Acesso a Santos. O levantamento será feito pelo Consórcio Ferroanel Paulista, composto pela Logit Consultoria, líder do grupo, com 32% de participação, Setec (21%), Maia Melo Engenharia (15%), Machado Meyer (14%), JGP (10%) e LCA (8%). O grupo venceu a licitação internacional no início deste ano. O projeto é uma parceria entre a União, através da ANTT, responsável pela licitação, e o Governo do Estado de São Paulo, responsável pelo termo de referência.  O consórcio terá um ano para concluir os estudos.

O presidente da Logit Consultoria, Wagner Colombini Martins, informou que o grupo está reunindo os dados existentes, como o estudo básico do tramo Norte, para iniciar o levantamento.

O estudo definirá o modelo operacional do Ferroanel (tramo Norte e Sul), com as diretrizes para transpor a Região Metropolitana de São Paulo, os acessos às plataformas logísticas, as segregações das linhas de carga e passageiro, e o acesso a Santos. O projeto inclui ainda o estudo de demanda de cargas para a região metropolitana, que definirá o modelo de financiamento e o tipo de concessão (privada ou público-privada).

Paralelamente, os governos federal e paulista avaliam uma maneira para adiantar o projeto. Segundo o assessor de Planejamento de Transportes de São Paulo, Milton Xavier, estão sendo analisadas alternativas de construção e formas de financiamento que não interfiram no resultado final do estudo. “A proposta é adiantar para não ficar dependendo somente do estudo”.

Os estudos do Ferroanel estão avaliados em R$ 4 milhões. Segundo o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), entre 2007 e 2010 foram utilizados R$ 400 mil do montante.

O levantamento das obras e projetos para o transporte ferroviário de cargas e passageiros fazem parte do Anuário RF, que a Revista Ferroviária lançará neste semestre.

Estrutura do Consórcio Ferroanel Paulista:

Logit Consultoria: líder do grupo;
Maia Melo Engenharia: será responsável pelo projeto de engenharia e orçamentos;
Machado Meyer: cuidará do modelo de concessão;
LCA: será responsável pelo modelo de negócio;
JGP: ficará a cargo das questões ambientais;
Setec: colaborará com a modelagem operacional.
Revista Ferroviária - 27/06/2011

O movimento "Trem até César Já" (SP)

Distrito César de Sousa (SP)
O movimento popular "Trem até César Já" iniciou, nesta semana, uma nova estratégia na luta pela extensão da Linha 11-Coral. A intenção do grupo é provar ao Governo do Estado que existe demanda suficiente para ampliar a circulação das composições da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) até o Distrito (de Mogi das Cruzes, SP). As previsões são de que, nos próximos dois anos, a população local cresça cerca de 30%, impulsionada pelos empreendimentos imobiliários em andamento e que haja uma demanda de aproximadamente 10 mil passageiros por dia para o transporte público ferroviário no local.

O líder comunitário Adalberto Andrade afirma que, atualmente, César de Souza tem 30 mil habitantes e sua expectativa é de que já nos dois próximos anos, este número seja ampliado em um terço, chegando a 40 mil. As previsões do ferroviário são apoiadas por um levantamento, feito pelo movimento junto a construtoras, em que se constatou que pelo menos 1,8 mil novas moradias deverão ser instaladas no local até o fim de 2013. Estes dados se referem especialmente a um condomínio da Helbor, localizado nas proximidades da cancela da Avenida Ricieri José Marcatto, que terá 1.140 unidades, entre casas e apartamentos. Outro grande empreendimento é um loteamento da Vila Aparecida, também próximo à linha, que tem 640 lotes e está com 85% das áreas vendidas.

A partir destas informações, o movimento projeta um crescimento populacional de pelo menos 30% para o Distrito já nos próximos dois anos, quando as unidades serão entregues aos compradores e o loteamento já deverá estar parcialmente ocupado. E são justamente estes dados que o movimento popular deverá apresentar ao Governo do Estado para comprovar a demanda de passageiros para extensão da linha. "A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social considera a região Leste como o principal vetor de crescimento de Mogi das Cruzes. Não há dúvidas de que, nos próximos dois anos, teremos uma demanda de pelo menos 10 mil passageiros no Distrito, podendo chegar a até 15 mil", disse Andrade.

As projeções do movimento popular são, portanto, de que a futura estação de César de Souza receba mensalmente pelo menos 300 mil passageiros, entre moradores, operários das indústrias locais e trabalhadores em geral. De acordo com Andrade, o número está bastante acima da previsão apresentada pela CPTM em maio deste ano, durante reunião na Câmara Municipal. O ferroviário afirma que, na ocasião, os técnicos estaduais teriam apresentado um levantamento antigo, de 2004, indicando que César contaria com apenas quatro mil passageiros em potencial e que tal demanda não compensaria o investimento. "Este levantamento não corresponde à realidade atual e tem de ser refeito. Quando fizer uma nova pesquisa, a CPTM vai constatar que temos um número de passageiros suficiente para justificar a extensão da linha".
O presidente da Comissão de Transportes da Câmara de Mogi, vereador Expedito Ubiratan Tobias (PR), informou que solicitou à CPTM a elaboração de um novo estudo a respeito da demanda de passageiros para o transporte ferroviário em César de Souza. Até o momento, no entanto, o Legislativo não recebeu um posicionamento. "Existe demanda. Por isso é tão importante fazermos este novo estudo, para que possamos apresentar os números ao governador Geraldo Alckmin", afirmou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Marcos Damásio (PR), afirmou que a Pasta deverá colaborar com o fornecimento de informações à Câmara para embasamento do pedido de extensão da Linha 11 da CPTM. Ele destacou que César de Souza possui número expressivo de empresas e pelo menos oito mil operários que poderão ser beneficiados pelo projeto. "Para os trabalhadores, a ida do trem até César será muito favorável. A nossa Pasta tem condições de fazer um levantamento desta demanda junto às empresas e poderemos fazê-lo para auxiliar o vereador Tobias no que for preciso. Estaremos sempre à disposição, até porque temos um forte compromisso com a classe trabalhadora, que tem no transporte uma de suas principais preocupações".

O Diário – Júlia Guimarães - 28.jun.2011     

O Expresso ABC

São Caetano do Sul (SP)

Tem-se dado mais atenção a obras de infraestrutura destinadas especificamente a atender às necessidades do fluxo de turistas nacionais e estrangeiros por ocasião da realização da Copa do Mundo de 2014. Existem, porém, projetos que privilegiam o transporte de massa, que, independentemente daquele evento, são também urgentes e se destinam a atender a uma demanda já existente e que podem contribuir muito para servir melhor à população, com benefícios para a qualidade de vida e o meio ambiente. É o caso do Expresso ABC, uma nova ligação ferroviária mais rápida entre São Paulo e a região metropolitana, que, como anunciou o governador Geraldo Alckmin, começará a ser executado no segundo semestre deste ano, com a contratação dos serviços básicos. A obra terá dois anos para conclusão e será relativamente barata, estando orçada em R$ 1,2 bilhão.
O ramal projetado sairá da Estação da Luz, correndo paralelo à Linha Turquesa da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) até Mauá, com 25,2 km de extensão e apenas seis estações, trecho em que se concentram de 75% a 80% da demanda. A Linha Turquesa, com 35 km, que se estende até Rio Grande da Serra, com 14 estações, poderá ser assim desafogada. A obra é ainda mais oportuna porque é prevista uma grande expansão de casas populares na região. Somente o governo paulista pretende investir R$ 766,1 milhões em projetos habitacionais em municípios do ABC.
O Expresso ABC foi planejado há cinco anos. Nos últimos quatro anos, foram realizados os estudos técnicos e projetos de engenharia necessários, bem como as desapropriações para o trem rápido, que contará com dez composições. Está praticamente tudo pronto para começar e o único obstáculo que permanece é uma área de propriedade da União, que se encontra em negociação.
Segundo previsão da Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, 600 mil passageiros deverão utilizar diariamente o Expresso ABC, contribuindo para o desafogo da Linha Turquesa. Os ganhos serão significativos para os usuários. O trajeto poderá ser feito em 25 minutos, enquanto pelo ramal em operação se gastam 40 minutos, a partir de Mauá. Os residentes no ABC que usam o automóvel para trabalhar em São Paulo levam uma hora e meia para fazer o percurso em horários de pico.
Com mais facilidade de transporte no entorno de São Paulo, o uso do carro tenderá a ser muito menor. Proprietários de automóveis serão induzidos a tomar o Expresso, utilizando depois linhas complementares de ônibus. Seus carros ficarão nas garagens ou estacionamentos.
O Trem Expresso para o ABC funcionará praticamente como um metrô de superfície, fixando um padrão que pode estender-se no futuro a grande parte dos 253 km do sistema ferroviário metropolitano. Com a interligação com as linhas de metrô na cidade de São Paulo já em funcionamento ou próximas da conclusão, já se vislumbra essa possibilidade. "Precisamos entregar (o Expresso) até 2014 porque é quando vai começar a operar o monotrilho de Cidade Tiradentes", informou o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. O monotrilho é parte da ligação metroviária com a Estação Tamanduateí, onde convergem as linhas do metrô e da CPTM. Desta estação, partirá outro monotrilho até São Bernardo do Campo, passando por São Caetano do Sul, cujo projeto será contratado.
A construção e operação do Expresso do ABC serão feitas por meio de Parceria Público-Privada (PPP), já aprovada. Só recentemente, o governo federal passou a adotar esse modelo, mas ele tem sido utilizado intensamente pelos Estados, com bons resultados. As vantagens da parceria são óbvias sob o ponto de vista de escassez de recursos públicos para tocar obras de maior vulto. As PPPs, em geral, também asseguram melhor qualidade dos serviços prestados. O único problema que pode surgir, a depender das condições da licitação, é a fixação da tarifa, que deve ser condizente com o poder aquisitivo dos usuários.

O Estado de São Paulo - 28 de junho de 2011

Comentário do Sindicato:

Não vemos onde as PPPs têm se mostrado melhor na qualidade dos serviços prestados, e nem mesmo onde sejam tão óbvias as vantagens. Este blog tem inúmeros posts demonstrando justamente o contrário.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A China e as patentes de trens de alta velocidade

A China domina completamente a propriedade intelectual do trem de alta velocidade, inclusive as tecnologias-chave. A afirmação foi feita hoje por He Huawu, engenheiro chefe do Ministério das Ferrovias e membro da Academia de Engenharia da China.

Segundo ele, muitas tecnologias essenciais do trem de 350 km/h são exclusivas da China, sendo que o país possui mais de 1.400 patentes relativas a ferrovias de alta velocidade. He ainda revelou que um dos principais fabricantes de trens na China, a China Southern Railways, já assinou um pacote de cooperação com a General Electric, dos Estados Unidos.

O porta-voz do Ministério, Wang Yongping, afirmou que o país está negociando com vários países a exportação dessa tecnologia e a cooperação em trens comuns e de alta velocidade.

CRI online - Dong Jue – 27/06/2011

Governador de São Paulo pretende antecipar entrega das estações Luz e República do metrô

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou hoje que o governo pretende antecipar a entrega das Estações Luz e República da Linha 4 - Amarela do metrô. Segundo Alckmin, a entrega deve ser antecipada de outubro para setembro. "A Linha 4 é importantíssima pela integração", comentou.

Alckmin lembrou que a Estação Luz fará a integração com o eixo norte-sul do metrô, enquanto a Estação República, com a linha leste-oeste. Além disso, a Estação Paulista fará integração com a Linha 2 - Verde e a Estação Pinheiros liga o metrô à rede da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). "No futuro, a Estação Morumbi fará a integração com o monotrilho, até o Aeroporto de Congonhas", na zona sul da capital paulista, acrescentou o governador.

Ele também anunciou hoje a ampliação do funcionamento da Linha 4 a partir de quarta-feira, mas não detalhou quais serão os horários. "O metrô vai detalhar os horários", se limitou a dizer. A concessionária Via Quatro, que administra a linha, confirmou que o funcionamento deve ser estendido na quarta-feira, mas disse a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) ainda não definiu o horário exato. Atualmente a linha funciona das 4h40 às 15h.

Diário do Grande ABC - 27 de junho de 2011

Uma breve história dos trilhos na cidade do Rio de Janeiro (artigo)

É incrível a história do desenvolvimento das linhas ferroviárias urbanas da cidade do Rio de Janeiro. Ainda no século 19 foram iniciadas as atividades dos atuais trens urbanos que na época eram de madeira e puxados por locomotivas a vapor, popularmente chamadas de "Maria Fumaça". Aos poucos foram sendo criadas diversas empresas operadoras do sistema através da iniciativa privada de pioneiros que estabeleceram vários trechos ligando a "linha do centro" ao grande Rio e outras cidades que já existiam na época.
Com o intuito de melhorar os lucros e aumentar a capacidade no transporte de passageiros, trechos dessas "estradas de ferro" foram se fundindo não só em seus itinerários como também nas bitolas que antes eram operadas em duplicidade ou mesmo trocadas possibilitando assim o surgimento de novos caminhos de ferro. Foi ainda nessa época áurea que a cidade do Rio uniu-se a de São Paulo através da viagem por trem.
A antiga Estrada de Ferro Central do Brasil (Supervia) operava com trens de madeira que iam até Cascadura. Neste ponto, as locomotivas através de um dispositivo chamado de girador de trens ou girador de locomotivas eram manobradas para que a viagem de volta até o centro da cidade pudesse ser efetivada com a locomotiva na posição certa (de frente). Com a expansão constante das linhas, em pouquíssimo tempo o trem chegou até Madureira (1890) e mais uma vez, para poupar o tempo de manobra das locomotivas foi criado um ramal circular que atravessava a Rua João Vicente em direção ao centro da cidade, cujos vestígios podem ser observados ainda hoje do lado esquerdo da linha por quem passa de trem por Madureira em direção a Osvaldo Cruz.
Através desse ramal da Rua João Vicente, os trens tomavam um caminho (Rua Agostinho Barbalho) com o trajeto sempre em curva (hoje transformado em ruas residenciais) e chegavam na atual Praça do Patriarca. Neste local foi construída uma estação denominada Dona Clara em homenagem à Clara Simões, herdeira da maior parte daquelas terras. Ao sair desta estação os trens continuavam em trajeto curvo até a atual Rua Natalino José do Nascimento, Rua Alcina e atravessando novamente a Rua João Vicente retomava os trilhos para o centro no local da Estação Madureira onde existe uma plataforma mais recuada que as outras.
Com a veloz expansão do ramal e implantação do trem elétrico em 1937 essa manobra e o pequeno ramal foram esquecidos porque os trens elétricos possuem cabines para maquinista em ambas as extremidades do trem, não necessitando fazer a volta. Em crescimento constante, os trens chegaram até Deodoro e daí por diante, onde se definiram ramais para Mangaratiba/Santa Cruz e Japeri-Paracambi-São Paulo. Em Japeri já existia uma estação instalada pertencente à outra estrada de ferro que também procedia do Rio.
Anos se passaram e dos anos 70 para cá, além da infeliz unificação das estradas de ferro, houve a extinção criminosa e impensada de vários trechos, inclusive com potencial turístico. Com o controle da união foram denominadas de Rede Ferroviária Federal (REFESA) e uma das últimas novidades foi a inauguração em 1987 da Estação Tancredo Neves, entre as estações de Santa Cruz e Paciência. Essa necessidade deu-se devido à construção naquele local de grandes conjuntos residenciais que receberam população desabrigada de várias favelas do Rio e também de casas populares.
Hoje, como quase tudo o que se refere ao transporte de passageiros, não consegue sair do estágio de ficção ou especulação já que a maioria dos projetos não sai do papel. Não nos cabe julgar a falta de expansão nos ramais ferroviários em nossa cidade, porém com a atual crise nos transportes e sendo o trem um dos meios mais rápidos, econômico e ideal para o tráfego de grandes massas acreditamos que os dirigentes ou responsáveis por esse benefício não conseguem concretizar esses projetos por descaso ou incompetência.
Às vésperas da realização de grandes eventos no Rio de Janeiro, temos a oportunidade de assistir através de veiculações diárias nos meios de comunicação, a liberação de quantias faraônicas para a construção de outras obras, também importantes, mas o que nos entristece é constatar que as obras necessárias ao transporte da população, sempre esbarram em burocracia e falta de empenho dos administradores. Nem o famoso Trem Bala cogitado para a Copa do Mundo em 2014 talvez consiga fugir dessa situação. Vale lembrar que para a realização das últimas Olimpíadas, na China, foi implantada uma linha de trens bala maior do que a o trecho entre Rio até São Paulo em apenas 18 meses.
Mesmo com pouquíssima divulgação, surgiram nos últimos anos duas alternativas que melhorariam a vida e as condições dos passageiros da Supervia. Uma seria um ramal para a Ilha do Governador que teria início logo após a Estação Bonsucesso com desvio a direita na direção da Av. Brasil e a outra que nas atuais condições seria a mais viável e necessária, a reativação do ramal para Itaguaí.
Para a reativação do ramal para Itaguaí, as desapropriações seriam em número reduzidíssimo e seria necessária a construção em primeira fase de um trilho paralelo ao que já existe e no momento cedido a uma empresa particular para o transporte de minério ao Porto de Itaguaí.
No Blog da Deputada Lucinha (www.deputadalucinha.com.br) foram postadas informações de que esse ramal que desativado chegou a funcionar na década de 90, percorreria onze quilômetros entre Itaguaí e Santa Cruz. A operação do percurso seria efetuada com carros puxados por máquina diesel; no passado esse trem era chamado de "macaquinho". Em uma segunda fase o trecho seria eletrificado, duplicado e pelo menos mais quatro estações seriam construídas para que o caminho de ida e volta funcione independente facilitando o aumento da quantidade de trens em operação e facilitando a interligação ao restante do sistema, inclusive com saídas diretas do Centro.
Além dos moradores da populosa região de Itaguaí, o beneficio seria abençoado também pelos milhares de trabalhadores das diversas indústrias instaladas na região. Houve especulação também relativa à extensão desse serviço até Sepetiba, através do antigo ramal do Matadouro de Santa Cruz, entretanto o projeto perdeu-se no tempo e hoje nada do mesmo se conhece.
O ramal da Ilha do Governador aparentemente perdeu toda a possibilidade de realização dado que existem investimentos municipais que estão levando o corredor de ônibus expresso Transcarioca até o Aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador. Neste corredor haverá por sobre a Av. Brasil, uma estação com conexão com o outro corredor de ônibus expressos, o Transbrasil que ligará a Zona Portuária até Santa Cruz, aproveitando o eixo da Av. Brasil. Vale lembrar que a concretização do Transcarioca também substitui a linha metroviária que ligaria a Barra da Tijuca até Duque de Caxias, passando através do Aeroporto Internacional do Galeão.
Portal Guaratiba – Ronaldo Andrade Inácio – 26/06/2011

domingo, 26 de junho de 2011

O conservadorismo da política de transportes de São Paulo (artigo)

Interessante notar, em tempo da monomania dos especialistas, como o drama das grandes cidades é tratado. Exceto para quem nasceu hoje, pode ficar a impressão de que os problemas surgiram de uma hora para outra, e recentemente.

O termo da moda é mobilidade. Especialistas em mobilidade surgem de todos os cantos com suas soluções, na maioria das vezes meramente conservadoras.

Fala-se também em adensamento e em outras expressões que, ao fim e ao cabo, dizem o que todo mundo sabe - embora sem emprego dos jargões pós-modernos -, ou seja, que está a cada dia mais complicado resolver, ao mesmo tempo, a equação trabalho, moradia e locomoção em São Paulo e na Grande São Paulo, além do binômio trânsito e poluição.

Essa complicação não é nova. Apenas tornou-se mais gritante depois que as facilidades de crédito permitiram a realização do sonho do carro próprio. Antes dessa novidade, entretanto, o transporte coletivo nunca atendeu adequadamente as necessidades das pessoas.

Propostas surreais despontam de vários pontos, em especial na onda do politicamente correto: substituir automóveis por bicicletas, carona solidária, residência próxima ao local de trabalho, etc. Como se tais ações dependessem apenas da vontade individual, e fossem cabíveis na maioria dos casos.

A tendência é, como de costume, transferir ao indivíduo as falhas de uma administração que vão além de sua governabilidade.

- Se cada um fizer a sua parte...

Com base nesse tipo de pensamento o estado transferiu ao setor privado as responsabilidades para com a educação, saúde e transporte. O estado “provê”, mas por meio de concessões, e fica sendo essa medida “a parte” do próprio estado.

A grande metrópole, agora ampliada, tem problemas compatíveis com seu próprio gigantismo. Tudo nela é diversificado, e nenhuma fórmula - sob a tutela “mágica” do planejamento -, é capaz de solucionar. Talvez mais do que em qualquer outro canto do país, se existe lugar onde as pessoas literalmente “fazem a sua parte”, esse lugar chama-se São Paulo. Fosse diferente e teríamos um verdadeiro caos nos relacionamentos, e que inexiste.

Cada um vive como sabe, quer e pode. Iguais por opção ou por necessidade formam “tribos” ou mesmo “guetos”, mas nem por isso a teia das relações torna-se cenário de conflitos. Nessa medida, pouco há o que cobrar das pessoas.

No caso dos transportes, há uma consciência em favor do modal sobre trilhos, mas ele é o único que não pode ser individualizado e, nessa medida, incapaz de ser repassado para a bacia das almas “da parte” das pessoas. Também não é simples, no caso dos transportes sobre trilhos, falar em concessão, pois os próprios trilhos geram uma condição monopolista de tráfego.

Investimento caro? Sem dúvida, principalmente depois de décadas e décadas sem investimentos capazes de valorizar o modal ferroviário, mas com total facilitação do modal rodoviário individual (carros, motos, caminhões) e coletivo (ônibus).

Temos excesso de avenidas e falta de trilhos. Temos excesso de veículos sobre pneus e falta de veículos sobre trilhos.

Circundar a grande metrópole por trilhos (ferroanel metropolitano) e cruza-la por trilhos, parece ser a única forma de resolver a questão do transporte, do trânsito e da poluição. Nessa medida, há espaço para trens metropolitanos, metrô, vlts, monotrilhos e aeromoveis, uma vez que todos atendem e bem, ainda que dentro de suas vocações específicas.

O que se observa neste blog, entretanto, é que vlts, monotrilhos e aeromoveis surgem em estados da federação onde os problemas da denominada mobilidade urbana são menos críticos, mas são desprezados justamente onde poderiam ser mais e melhor utilizados – em São Paulo e na Grande São Paulo. Esta rica região trata a eles com uma timidez que não condiz com a fama revolucionária de “locomotiva” do país.

É chegada a hora de o estado fazer a parte dele.

Rogério Centofanti

Quer viajar de ICE? Vá a Alemanha

Os trens ICE representam a Inter City Express – trens de alta velocidade operados pela Deutsche Bahn (DB), a companhia ferroviária estatal da Alemanha.

Com velocidades de até 300 km/h e serviços a cada hora, o Inter City Express é o trem mais rápido e a maneira mais confortável de viajar pela rede alemã.

O ICE une todas as 32 cidades alemãs mais importantes entre si e também destinos internacionais na Suíça, Bélgica, Holanda e França.

Melhores durações de viagem:

Zurique-Stuttgart: 2h42
Frankfurt-Munique: 3h10
Frankfurt-Hamburgo: 3h36
Frankfurt-Paris: 3h59
Colônia-Berlin: 4h16



Além disso, os trens ICE conectam a Alemanha à França, à Suíça, à Áustria, à Bélgica e à Holanda, entre outros.

A bordo dos trens ICE é possível guardar a bagagem com chave, realizando um pequeno e reembolsável depósito. Você pode solicitar um táxi ou um carregador de mala para ajudá-lo na chegada.

Fonte Trem Europa