terça-feira, 31 de maio de 2011

CPTM abre edital para estudos do trem regional São Paulo-Santos (SP)

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) lançou novamente, na última quinta-feira, 26, edital para estudos técnicos de traçado, viabilidade, operacional e ambiental para a implantação do serviço de trem regional entre São Paulo e Santos. A licitação para estudo do traçado São Paulo-Santos foi aberta em 31 de dezembro de 2010, mas no dia 5 de janeiro foi publicado seu adiamento por tempo indeterminado. A mudança no calendário se deu devido à necessidade de adequação ao decreto estadual 56.565, que alterou as regras para a aprovação e contratação de projetos básicos de obras e serviços de engenharia e arquitetura.

Em dezembro de 2010, a Secretária dos Transportes Metropolitanos lançou o estudo preliminar para restabelecimento de ligações ferroviárias regionais. Dois projetos foram avaliados para melhor atender a demanda entre São Paulo e Santos, estimada em 10 a 15 milhões de passageiros/ano. Estudou-se um projeto para a construção de um novo traçado, que implicaria na perfuração de túneis. Outro projeto prevê a utilização do antigo funicular da Serra do Mar com um novo sistema de cremalheira.  O modelo do trem para o percurso não está definido, mas estão sendo avaliadas tecnologias que permitam subir rampas de 7% e 8%  e circular no trecho de planalto e no litoral. A ideia é aproveitar ao máximo o que restou da antiga linha (sem utilização há mais de 50 anos), melhorando e reconstruindo trechos deteriorados.

Revista Ferroviária – 31/05/2011

Comentário do sindicato:

Finalmente uma boa notícia. 

Usuário define SuperVia (RJ) como uma piada

A Supervia é uma piada, estava eu Hoje, dia 30-05-2011, no trem com destino à Bangu, que sai no horário 18h10min, da estação Central. Superlotado como sempre, com ar que não dava vazão, pois aparentemente com problemas, sujeira como sempre.

Mas a razão do ódio veio por conta do que ocorreu quando chegou na estação Riachuelo, o trem pára de funcionar, simples assim, sem aviso nem nada, ficamos trancados, sem ar condicionado e o que é pior sem informação.

Alguns poucos começaram a arrombar as portas para conseguir respirar.

Depois disso veio um aviso no terminal, que vinha um trem para Campo Grande na linha "B", visto que o Bangu travou a linha "A".

Quando muitos desceram perceberam o descaso, o trem não era socorro e sim o habitual do horário posterior, conclusão o que estava sempre ruim estava para piorar, Lotadaço...

Mas por opção não embarquei como muitos. Logo em seguida veio outra mensagem, "o Trem com destino a Bangu, na linha A passará por manutenção em Riachuelo..."

Conclusão 80% dos passageiros desceram, inclusive eu, decidi ir de ônibus... com muita raiva (doido para jogar um fiscal da Supervia nos trilhos, mas sabia que a culpa não era dele).

Quando cheguei no ponto de ônibus já mais calmo por ter conversado com a esposa, lembrei da seguinte situação:

1º Coloquei o resto do dinheiro em Mult Pass (só para trens da Supervia).

2º Meu Bilhete único só tinha 2 reais.

3º No bolso só tinha R$2,05.

4º Não achei nenhuma agencia do Banco do Brasil perto da estação visto que tenho dinheiro na poupança.

Conclusão fatídica: tive que ir andando, isso mesmo, viação canela, a pé, até o Méier, doido para cometer uma tragédia, com muito ódio, fique tramando como prejudicá-los de alguma forma, mas como sempre impotente sou... como todo o cidadão que age sozinho... pois muitos daqueles que passaram pelo mesmo que eu Hoje, vão descontar em seus filhos, mulher ou qualquer uma quando chegar em casa, eu estou aqui com ódio e tentando alguma coisa como ultimo suspiro antes de fazer uma tragédia...

Só para constar, quem me conhece sabe que sou um dos caras mais pacientes que existe, mas está se esgotando... Como toda a sociedade... E se por acaso pensam em dizer compre carro, é porque não trabalham no centro do Rio no horário de rush, sem estacionamento e engarrafamento diário...

Leo Mattos- RJ

Comentário do sindicato:

Comprar carro nada, Leo. Paga pelo serviço da SuperVia, e merece atendimento adequado.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Estações do ABC (SP) serão reformadas, mas dá para imaginar o mau gosto funcional

Estação ferroviária de Joinville (SC)

Ainda este ano serão licitados os projetos executivos para reconstrução ou reforma de 11 estações da Linha 10-Turquesa da CPTM, que atende o ABC. As obras fazem parte de projeto de modernização das cinco linhas da empresa, um investimento de R$ 244,4 milhões. Além de readequação às normas de acessibilidade, em atendimento ao decreto 5296/04, estão previstas trocas dos sistemas de sinalização, telecomunicações, rede aérea e via permanente (trilhos), e melhoria no suprimento de energia.
A Linha 10-Turquesa recebe média 365 mil passageiros em dias úteis. As estações Mooca, Ipiranga, São Caetano, Utinga, Prefeito Saladino, Santo André, Capuava, Mauá, Guapituba, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra serão beneficiadas com as melhorias. A previsão é oferecer estações modernas e confortáveis, com banheiros para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, escadas rolantes e todos os itens de acessibilidade (elevadores, piso e rota táteis, comunicação em Braille, corrimãos e rampas adequadas), viagens mais rápidas e mais oferta de lugares aos usuários.
Segundo a CPTM, está em andamento a reforma de subestações e cabines seccionadoras, construção de nova subestação em Santo André (localizada na Cidade Pirelli, que antigamente contava com uma estação) e a implantação de sistema de telecomando de energia. Também estão sendo remodelados os dois pátios de trens nas proximidades da estação Mauá.
Passageiros dão sugestões

Para quem utiliza o sistema de transporte coletivo oferecido pela CPTM diariamente, as melhorias anunciadas são boa notícia. É o caso de Daniela Santos, estudante de Santo André, que utiliza o trem todos os dias para ir até o curso, em Utinga. “A reforma é muito bem-vinda, porque as estações estão velhas”, comenta.
Daniel Denk, técnico de laboratório, vai todos os dias da estação Prefeito Celso Daniel, em Santo André, até o Brás para estudar. “O grande problema é com banheiros e falta de acessibilidade”, considera. Para Denk, precisa haver investimento em mais composições para evitar a superlotação observada nos horários de pico.

Nadia dos Santos, desempregada, realiza tratamento contra um tumor em Santo André e, por isso, utiliza o trem de Ribeirão Pires até a estação Prefeito Celso Daniel todos os dias. Para Nadia, falta maior conscientização por parte dos passageiros sobre o uso do trem. “As pessoas precisam se comportar melhor, esperar o desembarque para então embarcar”, destaca.

Repórter Diário - Natália Fernandes - 30 de maio de 2011

Comentário do sindicato:

Está dada a oportunidade de rever o conceito de estação, e de transformá-las em verdadeiros centros de convivência e integração em torno de arte e cultura. Dependendo, entretanto, da visão dos administradores da CPTM, serão apenas grandes caixotes que atenderão as exigências técnicas. Uma pena.

CPTM considera normal, em emergência, passageiro saltar 60 cm de distância

Um problema no sistema de energia da linha 8-diamante da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) fez com que usuários que viajavam no sentido Júlio Prestes tivessem que trocar de trem no meio do trecho, pulando um vão de cerca de 60 cm. A CPTM diz que o procedimento está previsto em casos de emergência.
O problema aconteceu anteontem à noite, após a composição deixar a estação Lapa. Segundo um passageiro, que não quis ter seu nome divulgado, o trem parou logo depois de sair da estação. Após cerca de 15 minutos, outro trem estacionou ao lado do veículo parado, para que os usuários migrassem.
De acordo com o passageiro, que filmou parte da ação, os próprios usuários acionaram uma trave de segurança para abrir as portas e embarcaram no outro trem, pulando o vão entre eles. "Não veio nenhum funcionário orientar o embarque. Os próprios passageiros ajudavam quem tinha mais dificuldade. Tive que auxiliar uma idosa", diz ele.
São Paulo Agora - Fabiana Cambricoli - 30/05/2011

Comentário do sindicato:

Ah, passageiro pular vão de 60 cm é “procedimento previsto em caso de emergência”? Só mesmo na cabeça de dirigentes da CPTM. Se alguém sair ferido dessa operação irresponsável, pode e deve acionar a CPTM por danos.

domingo, 29 de maio de 2011

Projetos dos trens turísticos da CPTM

O mais novo passeio turístico de trem de São Paulo terá 207 km, quase sete horas de duração (só de ida) e irá ligar a estação da Luz, na capital, a Campos do Jordão, na serra da Mantiqueira.


Se implantado, o Trem da Montanha será a mais longa linha ferroviária de passageiros do Estado de São Paulo.



A linha é uma das três que o governo paulista quer implantar no projeto Expresso Turístico, coordenado pela CPTM, estatal que gerencia os trens metropolitanos.



As outras são o Trem dos Romeiros, para Aparecida (180 km de São Paulo), e o Trem do Vinho, para São Roque (66 km da capital).



Hoje, o projeto já leva turistas ao entorno da Grande São Paulo em três linhas, com destino à vila de Paranapiacaba (Santo André), a Jundiaí e a Mogi das Cruzes, todas partindo da Luz.



Os três novos passeios, segundo o governo, devem ser implantados ainda este ano, mas o de Campos do Jordão deve ser o mais complexo.



Para viabilizá-lo, o governo precisa de um acordo com a MRS, concessionária privada que opera a malha ferroviária no vale do Paraíba, só com transporte de cargas.



Isso porque a linha da CPTM vai pouco além da Grande São Paulo e seria usada pelo Trem da Montanha até Itaquaquecetuba, de onde passaria à malha da MRS.



Dali, o trajeto seguiria pelo vale do Paraíba, alternando cenários urbanos (como São José dos Campos) e bucólicos --antigas fazendas e várzeas do rio Paraíba do Sul.



Em Pindamonhangaba, uma troca de veículos: em um pequeno trem elétrico semelhante a um bonde, é feita a subida da serra da Mantiqueira até o Capivari, centro da badalação da estância.



A subida da serra --que já existe hoje-- é operada pela Estrada de Ferro Campos do Jordão, ex-empresa federal encampada pela Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos este ano.



APARECIDA

O governo não sabe quanto vão custar as novas linhas. Porém, já sabe que os passeios a Campos do Jordão e Aparecida serão em semanas alternadas e sairão às sextas e o retornarão aos domingos.



Hoje, as três linhas do Expresso Turístico saem de manhã e voltam a São Paulo no fim do dia.
Em 165 viagens feitas desde 2009, transportaram 25 mil passageiros.



O expresso é formado por uma locomotiva a diesel e dois carros de passageiros, fabricados nos anos 1950.
O projeto Trens Regionais também ensaia levar a CPTM além dos limites da Grande São Paulo.



A ideia é reativar o transporte regular de passageiros da capital para Sorocaba, Santos, Campinas, Jundiaí e São José dos Campos.



Folha de São Paulo - JOSÉ BENEDITO DA SILVA - 29/05/2011 

Uma viagem pela Trensurb (RS)

Da estação do Mercado Público em Porto Alegre, até a estação Canoas, foi minha breve viagem de ida e volta pelo trem metropolitano da Trensurb, a CPTM dos gaúchos.

Coincidentemente ou não, trens de aço inox, sem ar condicionado, mas muito bons. Bem conservados, assim como a via, asseguram uma viagem tranquila e confortável, embora eu não tenha encarado horários de “pico”, que me disseram complicado, ao exemplo de todos os transportes nos grandes aglomerados urbanos.

De qualquer forma, sem o trem e estaria eu encarando a BR 116, seguramente menos animadora.

Canoas está para Porto Alegre como Santo André para São Paulo. Cidade grande, tornada polo industrial, mas que, pela proximidade com a capital, não adquire uma “cara própria”, e preserva o feitio básico de todas as comunidades satélites. Grande demais para ter um comércio doméstico, mas próxima demais (13 km) da capital para ter um comércio capaz de atender a todos os públicos. Como toda cidade satélite, pautada pela essencialidade, mas incapaz de definir-se por alguma coisa que a torne peculiar.

Nela, como também em nossas, e nas de outros estados com a mesma configuração, o trem é o elemento de ligação. Mantém o espírito do subúrbio, do que margeia o núcleo, na condição de periférico.

Também em Canoas, o muro da ferrovia tem certo “que” divisório, uma vez que em cidades como essa – e por mero acaso – o comércio nasceu e cresceu de um lado da via, deixando ao outro, ao menos na concepção das pessoas, o lado da “menor valia”, de onde, talvez, o interesse do prefeito local em rebaixar o leito. Ela é algo bom, mas que precisa ser escondido para preservar o real valor. Como em todos os demais lugares, o muro da ferrovia ganha um caráter simbólico da evidência dos desníveis econômicos e sociais, e, nessa medida, alvo fácil da ideia de erradicação, como se crime pudesse desaparecer pela implosão da penitenciária, ou loucura pela demolição do manicômio.

Interessante observar que, ao mesmo tempo em que a ferrovia integra, ela tem certa fatalidade – a de dividir, como se fosse uma espécie de muro de Berlim.

Em Canoas, como nos municípios satélites da Grande São Paulo, a estação é tímida, feia para ser mais exato, e lá, como aqui, a ninguém ocorre dela fazer a única possibilidade de criar um centro de convivência, um espaço para que expressões artísticas e culturais do município tenham onde manifestar seu diferencial em meio a um ambiente aparentemente regrado a trabalho e comércio e serviços de atendimentos meramente padronizados.

Rogério Centofanti

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Chefe da Casa Civil de Salvador (BA) tem posição fechada em favor do BRT

A discussão sobre qual dos modelos de transporte público (BRT e VLT) para saber qual irá atender a população de Salvador a partir da Copa do Mundo de 2014 se estende por meses, mas se depender da prefeitura, a decisão não terá polêmica.
Quem garante é o chefe da Casa Civil de Salvador, João Leão. “Estou superenvolvido nisso (decisão entre BRT e VLT) tanto é que nós já demos entrada no trecho que vai do Acesso Norte ao Aeroporto com o BRT. Se o Estado definir por outra coisa aí nós vamos acompanhar o Estado.
Nós não queremos briga, não queremos absolutamente nada, se eles disserem que vai ser metrô, nós vamos fazer metrô. Agora, o nosso problema é o tempo. Iremos perder R$560 milhões que já estão definidos e contratados e assinados para o BRT então eu não vejo solução. Na minha ótica, se fosse governador, colocaria o BRT”, garantiu Leão.
Consulado Social - 27 de maio de 2011
Comentário do sindicato:
Resta torcer para que o governador tenha mais visão de futuro do que o chefe da Casa  Civil de Salvador.

Governos da Coréia, França e Japão podem "ajudar" TAV SE a tecnologia de seus países for a vencedora da licitação

O diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, disse que as empresas que aparentemente estão mais envolvidas na concorrência do Trem de Alta Velocidade (TAV) são a coreana, a francesa e a japonesa. O consórcio coreano inclui inúmeras empresas, entre elas braços da Samsung e da LG. Já o grupo japonês é liderado pela Mitsui. Na França, a Alstom é a empresa detentora da tecnologia para trens de alta velocidade.
Segundo Figueiredo, os governos desses países já anunciaram também que ajudarão no financiamento da obra caso a tecnologia local seja a vencedora. "O Japão já disponibilizou financiamento de US$ 10 bilhões. A Coreia tem um mecanismo parecido. Tive a possibilidade também de discutir com o governo francês e eles estão dispostos a ajudar no financiamento caso a tecnologia francesa for a escolhida", disse.
Bernardo destacou que o projeto brasileiro é atraente para essas empresas porque há planos de estender o TAV para outras regiões do Brasil. "Há ligações previstas entre São Paulo e Curitiba, São Paulo e o Triângulo Mineiro e São Paulo e Belo Horizonte", disse. Segundo ele, a tecnologia vencedora do leilão provavelmente será também a usada em outros projetos de trem de velocidade na América Latina.
O leilão do TAV, que ligará as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, está marcado para 29 de julho, sendo 11 de julho a data limite para a entrega das propostas. Inicialmente, o leilão seria 16 de dezembro do ano passado, mas foi adiado pela ANTT para 29 de abril, sendo que no inicio de abril a data foi novamente postergada.
O projeto é estimado pelo governo em cerca de R$ 35 bilhões, mas alguns integrantes do setor privado calculam que o valor deve superar R$ 50 bilhões.
Figueiredo participou hoje, em São Paulo, do seminário "Infraestrutura de Transporte no Brasil".
O Estado de São Paulo - Silvana Mautone – 27/05/2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Serviço do trem metropolitano de Teresina (PI) suspenso para obras na via

A Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP) suspendeu os serviços do Metrô de Teresina até que todos os serviços de aprimoramento e reforma da malha sejam realizados. Nesta quarta-feira (25), técnicos da CMTP estiveram no trecho da Avenida Miguel Rosa, próximo ao Cemitério São José. Eles substituíram 40 dormentes. O trecho está interditado até para a passagem de veículos, mas deve ser liberado no início da tarde.
Em uma reunião em Brasília, com técnicos do Ministério dos Transportes, o governador Wilson Martins falou da necessidade de ampliação, construção e aquisição de novos trens. “Estamos com um projeto junto com o Ministério das Cidades, estive com o ministro Mário Negromonte e reafirmei a importância do pacto de mobilidade para a construção de uma nova linha, a linha amarela do metrô”.
O governador disse ainda que o Metrô de Teresina só volta a operar quando oferecer total segurança para os passageiros. “Conversei com o diretor da CMTP e pedi para que o metrô só retornasse depois de feitos todos os reparos, o problema é que a linha que nós usamos é a mesma linha do trem de carga, aí passa um trem pesado que provoca um desnível, o nosso por ser um trem leve corre o risco de descarrilar por isso”, disse Wilson Martins.

Uma vistoria feita pela companhia também diagnosticou que dois mil dormentes devem ser trocados em um trecho de aproximadamente 10 quilômetros. O diretor da CMTP, Marcos Silva, explica que esta será uma das primeiras medidas a ser adotada. “Sabemos desse problema, é importante a recuperação, o governador pediu a troca dos dormentes dos pontos críticos, assim vamos transportar os nossos passageiros sem maiores problemas”.

180 Graus.com - 25/05/2011

Chineses estudam instalações de montagem e manutenção de trens Três Rios (RJ)

Dois executivos das empresas China Machinery Corp e China Northern Railwails - fabricantes de trens - visitaram nesta terça-feira a cidade de Três Rios, no Sul Fluminense, onde planejam instalar base para montagem e manutenção das novas composições compradas pelo Governo do Estado do Rio. Zhao Jun e Sun Kai foram recebidos pelo secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, e pelo prefeito Vinicius Farah, que disponibilizará uma área de 12.600 m².

Os chineses assinaram uma parceria de cooperação técnica com a empresa TTrans, sediada em Três Rios, e que produz tecnologia ferroviária para diversas regiões do Brasil.

As empresas chinesas são lideres do consórcio responsável pela fabricação de 30 trens urbanos encomendados pelo Estado para o sistema operado pela SuperVia, que começam a ser entregues já nos próximos meses. A fixação de uma base do consórcio no Rio deverá desonerar o custo da manutenção dos novos trens, além de abrir nova janela de oportunidade para novos negócios para a indústria metroferroviária.

Segundo o secretário Julio Lopes, o acordo é fruto da política pública desenvolvida no estado do Rio, responsável por ampliar a abertura de mercado para empresas estrangeiras.
- Estamos vivendo um momento de franca expansão do sistema ferroviário urbano, e essa aliança comprova isso.  Na próxima semana estaremos novamente reunidos na China para conferir o primeiro dos 30 trens que serão entregues. A partir dessa parceria  teremos garantia e assistência técnica para as nossas composições sem tempo limite - explicou Julio Lopes.

Segundo o prefeito de Três Rios, Vinicius Farah, a chegada dos chineses representa novas vagas no mercado de trabalho.
- Hoje a TTrans já emprega cerca de 700 pessoas. Com os chineses, esperamos que esse número venha a quadruplicar - comemora.
O presidente da TTrans, Massimo Giavina, elogiou a iniciativa do Governo, e se disse esperançoso com a produtividade gerada pela parceria.
- A perspectiva de crescimento para o setor é gigantesca. A previsão é de que em 2012 deveremos fabricar e distribuir para diversas cidades do Brasil, até 400 carros de trens e mais 200 para sistemas metroviários. Para os próximos anos, teremos uma demanda de produção de 10 mil vagões de carga por ano. Com a fixação da unidade chinesa em Três Rios, a nossa relação com o cliente será de maior confiabilidade, já que teremos uma assistência técnica especializada para atender em qualquer situação e garantia integral no fornecimento de equipamentos - garantiu Giavina.
Jornal do Brasil – 25/05/2011

Estação da CPTM em Santo André (SP) recebe painel artístico

A estação Prefeito Celso Daniel-Santo André recebe este mês um painel de latão produzido  pelo artista Kleber Facchin. A obra exibe a imagem de uma velha locomotiva com turistas ao redor, fazendo referência à história da ferrovia e da Vila de Paranapiacaba, que faz parte do município.

O painel é exemplo da técnica do metal repuxado que integra a série ''Óxidos de Passagem'' e ficará permanentemente na estação. 

Segundo Kleber, a ideia de levar o trabalho para a CPTM surgiu naturalmente, uma vez que o trabalho presta homenagem a história da ferrovia. "Como via obras de arte nas estações, eu me interessei. Paranapiacaba é o início da ferrovia e os meus trabalhos falam justamente sobre isso", diz o artista.


O usuário poderá observar o cenário que permeou a construção da ferrovia em Paranapiacaba em meados de 1860. As ações dos trens foram determinantes para a expansão do café no Oeste Paulista e o escoamento da produção para o porto de Santos, com a inauguração da linha Santos-Jundiaí. A vila foi criada inicialmente para abrigar operários responsáveis pela construção da então empresa São Paulo Railway. 

É por isso que o material escolhido por Facchin se mostra pertinente, já que os metais são símbolos da antiguidade, do ambiente ferroviário e da riqueza que o local representou para a economia do local.

Diário do Grande ABC - Luciane Mediato - 24 de maio de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A confusa matemática do TAV apresentada pela ANTT


Quem disse que custará 50 bilhões? Os empreiteiros e alguns fabricantes de trens que irão participar da licitação. Quer dizer que o TAV custará ao contribuinte 5 bilhões? O setor privado entrará com mais 10 bilhões? "Eventualmente" mais 5 bilhões do contribuinte? No máximo, portanto, 20 bilhões será o custo total do projeto? Bem, vamos ver. Quem critica desconhece o projeto? Qual projeto? Não sabem ainda qual será o traçado, quantas estações, onde serão, a tecnologia a ser adotada (trens regionais?), etc. FALTA TRANSPARÊNCIA.


video


Por mais trilhos e menos avenidas

Ao menos nos grandes centros urbanos, o rodoviarismo esgotou-se como modelo de transporte. Ruas demais, avenidas demais, viadutos demais, túneis demais, estacionamentos demais, carros demais, caminhões demais, ônibus demais, motos demais, e trilhos e calçadas de menos. O preço disso são os congestionamentos, os acidentes e a poluição sonora e do ar.

- Ah, mas com energia limpa os carros, ônibus, caminhões e motos deixam de poluir.

Verdade. Essa migração resolve o problema da poluição do ar, mas continuam os problemas dos congestionamentos e dos acidentes.

Resolver os três problemas, de uma única vez, apenas com adoção do ferroviarismo, isto é, com transporte coletivo de pessoas sobre trilhos, por meio de trem metropolitano, metrô, monotrilho, aeromóvel e Vlt.

- Isso é muito radical.

Que seja, mas não há outra solução capaz de “resolver pela raiz”. Posições conciliatórias são políticas, ou seja, servem para minimizar conflito de interesses, mas não resolvem.

Vamos aos números, apenas na cidade de São Paulo: 893.613 motos, 723.048 utilitários, 5.136.237 automóveis, 42.437 ônibus e 157.974 caminhões.

Para atender a esses números somam-se as intermináveis obras de alargamento de ruas e avenidas, construção de viadutos e túneis, ampliação de estacionamentos, sem contar investimentos em sistemas de sinalização e a manutenção de inúmeros órgãos públicos e respectivos funcionários. Toda essa imensa estrutura para servir aos interesses privados, sendo boa parte destinada ao emprego individual, mas paga com o dinheiro coletivo, inclusive de quem não usufrui disso tudo.

Contra eles, algumas dezenas de trens metropolitanos e de trens de metrô, nenhum vlt, nenhum monotrilho, nenhum aeromóvel e nem mesmo um único bonde. O único que tinha, e inativo, foi doado pelo prefeito Kassab para a cidade de Santos.

Como, diante de um quadro tão desigual, imaginar que os trens da CPTM e do Metrô possam ficar de fora do pior tipo de congestionamento possível, isso é, do congestionamento de pessoas nas estações, nas plataformas e no interior dos trens?

A solução não passa apenas pela abertura de novas linhas, mas pela ampliação das existentes – em especial as da CPTM, pela facilidade de alargamento da via – para instalação de mais trilhos, sobre os quais possam circular mais trens. Afinal, mesmo reduzindo intervalos entre os trens, uma hora isso não mais será possível.

Ninguém pensa nisso?

Nós pensamos, pois absolutamente convencidos de que São Paulo TREM Jeito.

Éverson Paulo dos Santos Craveiro – vice-presidente do Sindicato dos Ferroviários da Sorocabana

O ar de São Paulo (SP)

Ficou mais difícil respirar nesta segunda-feira (23/05) em várias regiões da cidade de São Paulo. A umidade do ar caiu e a inversão térmica prejudicou a dispersão dos poluentes.

A camada de poluição sobre as cabeças dos paulistanos é um sinal de alerta. Quem tem doença respiratória pode apresentar tosse seca e cansaço.

Nesta segunda, a inversão térmica, quando o ar perto do solo é mais frio do que na atmosfera, dificultou a formação de nuvens e a dispersão dos poluentes. A umidade do ar foi baixa e chegou a 33% no Mirante de Santana. No inverno, o clima complicará ainda mais a poluição do ar.

 “É normal nesta época do ano a gente ter umidade relativa do ar mais baixa, principalmente durante as tardes, quando se verificam as horas mais quentes do dia”, diz o técnico em meteorologia do Thomaz Garcia.

Outros fatores, como o fogo em áreas de mato, agravaram a poluição. No fim da tarde, cinco estações da Cetesb registravam qualidade do ar apenas regular: Santana, Ibirapuera, Osasco, Mauá e USP. E essa medição é considerada defasada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

As fontes dos poluentes também estão nas ruas. Os mais nocivos vêm do diesel usado nos caminhões e ônibus.

Para poluir menos, a Prefeitura criou a ecofrota. No tanque de 1,2 mil ônibus, 20% é biodiesel. O combustível é feito de soja, milho ou mamona.

“Até o final de 2018 nós devemos ter toda a frota de São Paulo utilizando combustível renovável”, afirma Marcelo Cardinale Branco, secretário municipal dos Transportes.

G1 - 23/05/2011

Comentário do sindicato:

Biodiesel é menos poluente do que o diesel, mas continua sendo poluente. Incrível: eles fazem o que podem para deixar as coisas do jeito que são. Que tal trens movidos a energia elétrica. Que tal aumentar a frota de trólebus, ao menos? 

VLT de Maceió (AL) recebe novos carros

Maceió recebeu nesta segunda-feira (23) mais três vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Os vagões fazem parte da segunda composição do VLT e devem entrar em fase de testes na próxima semana. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou, no entanto, que ainda não está definida a data em que o veículo entrará em funcionamento.

Conforme a assessoria de comunicação da CBTU, ao contrário do que aconteceu com a primeira composição do VLT, os novos vagões passarão apenas por testes de frenagem, estabilidade e carga. “A primeira composição precisou passar por testes mais complexos e exigiu mais atenção da equipe da CBTU, o que não acontece nesta fase”, informou a assessoria.

A CBTU explicou que, embora ainda não exista uma data definida, as composições devem entrar em funcionamento no primeiro semestre. A assessoria afirmou que cada composição funcionará de forma independente, com três vagões. A perspectiva do órgão é colocar em funcionamento oito composições do VLT até 2012, finalizando o projeto na Grande Maceió.

Sobre problemas para a retirada dos comerciantes da Feira do Rato, a CBTU se limitou a afirmar que cabe à prefeitura fazer a remoção. “É importante que os feirantes sejam removidos, mas isso cabe ao município e não à CBTU. Nós estamos cumprindo o cronograma”.

Para a chegada da nova composição do VLT, esteve presente em Alagoas o novo presidente da CBTU, Francisco Colombo, além de diretores do órgão no Rio de Janeiro.

Gazeta - 23.05.2011

A partir desta semana, ciclistas de BH podem embarcar em metrô com bike

A partir desta semana, ciclistas de Belo Horizonte e da Região Metropolitana já podem embarcar no metrô da capital com a bicicleta. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), de segunda a sexta-feira, o horário permitido é a partir de 20h30.

Aos sábados, as bicicletas ficam liberadas nos trens às 14h. Nos domingos e feriados a permissão vale para todo o horário de operação do metrô, de 5h15 às 23h.

Para o especialista de trânsito, Ricardo de Souza, o horário permitido é um erro. “Serve só para o lazer, porque ninguém vai trabalhar depois das 20h de bicicleta, nem vai para a escola. E a bicicleta seria um meio de transporte útil para essas pessoas”, afirma.

Segundo a coordenadora da CBTU, Cláudia Haddad, o serviço está em fase de teste e talvez pode ser ampliado. “Esse regulamento que implantamos vai durar seis meses e, a partir desse tempo, vamos verificar se há possibilidade de ampliar um pouco o horário”, explicou.

Ciclovias

Atualmente Belo Horizonte possui 22km de pistas exclusivas para bicicletas, metade delas na orla da Lagoa da Pampulha. A prefeitura planeja a construção de mais ciclovias em várias partes da cidade, que irão totalizar 365 km.

G1 - 24/05/2011

Alckmin vai mudar modelo de licitação para construção de novas linhas do metrô

Governador Geraldo Alckmin
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que vai mudar o modelo de licitação que será adotado na construção das próximas linhas do metrô. A decisão foi tomada para evitar que se repitam os transtornos verificados no prolongamento da Linha 5-Lilás - que vai da região do Largo 13 de Maio até a Chácara Klabin, na zona sul.

Além das suspeitas de irregularidades na licitação - uma vez que os vencedores seriam conhecidos antes da abertura dos envelopes -, o prolongamento da Linha 5-Lilás enfrenta ações judiciais que questionam o modelo. Uma delas tramita na 9.ª Vara da Fazenda Pública e pode nos próximos dias novamente travar o contrato, que foi retomado anteontem pelo governo estadual, após sete meses de paralisação.

O principal ponto questionado é a cláusula que impede que o consórcio vencedor de um dos oito lotes também seja responsável por outro. Esse modelo foi adotado, segundo informou na ocasião a gestão passada, para evitar que uma empresa com problemas financeiros, por exemplo, paralise o restante da obra.

Por outro lado, esse modelo permite que propostas mais caras vençam os lotes. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de ontem mostrou que o modelo da Linha 5-Lilás encareceu em R$ 304 milhões a obra. Isso porque a empresa que venceu o lote 1 foi excluída das demais seleções, mesmo apresentando uma proposta de menor valor. A mesma situação se repetiu em outros cinco lotes.

"Eu pretendo nas novas licitações, e estamos aqui falando da Linha 6-Laranja, que, quando você tem vários lotes, quem ganhe um deles possa ganhar dois, para você ter disputa no processo licitatório", disse o governador, durante inauguração de obras da Sabesp pela manhã. Esse modelo poderia fazer as propostas mais baratas ganharem os lotes da obra. "Agora, essa licitação (Linha 5-Lilás) já estava contratada. Então, você não pode romper o contrato se não tem fato jurídico", completou.

O Estado de São Paulo - 23/05/2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

Dados da Macrometrópole de São Paulo (SP) e os trens metropolitanos


Alguns dados (de 2010) das 39 cidades que compõem a Macrometrópole de São Paulo e a presença (ou ausência) de trens metropolitanos em cada uma delas. Trens metropolitanos estão presentes em 19 dos 39 municípios. Prolongamento de algumas linhas existentes, recuperação de linhas desativadas e a abertura de novas, permitiria a criação de um FERROANEL, atendendo e integrando todas as 39 cidades.

NORTE

1.      Arujá – 74.818 habitantes – área 96 km2
Trem metropolitano? Não
2.      Caieiras – 240.656 habitantes – área 97 km2
Trem metropolitano? SIM
3.      Cajamar – 64.113 habitantes – área 131 km2
Trem metropolitano? Não
4.      Francisco Morato – 154.535 habitantes – área 49 km2
Trem metropolitano? SIM
5.      Franco da Rocha – 131.603 habitantes – área 134 km2
Trem metropolitano? SIM
6.      Guarulhos – 1.222.357 habitantes – área 319 km2
Trem metropolitano? Não
7.      Mairiporã – 80.920 habitantes – 321 km2
Trem metropolitano? Não
8.      Santa Izabel – 50.464 habitantes – 363 km2
Trem metropolitano? Não

LESTE

9.      Biritiba-Mirim – 28.573 habitantes – 66 km2
Trem metropolitano? Não
10.  Ferraz de Vasconcelos – 168.290 habitantes – 30 km2
Trem metropolitano? SIM
11.  Guararema – 25.861 habitantes – 271 km2
Trem metropolitano? Não
12.  Itaquaquecetuba – 321.854 habitantes – 83 km2
Trem metropolitano? SIM
13.  Mogi das Cruzes – 387.241 habitantes – 713 km2
Trem metropolitano? SIM
14.  Poá – 106.033 habitantes – 17 km2
Trem metropolitano? SIM
15.  Salesópolis – 15.639 habitantes – 425 km2
Trem metropolitano? Não
16.  Suzano – 262.568 habitantes – 207 km2
Trem metropolitano? SIM

SUL

17.  Diadema – 386.039 habitantes – 31 km2
Trem metropolitano? Não
18.  Mauá – 417.281 habitantes – 61 km2
Trem metropolitano? SIM
19.  Ribeirão Pires – 113.043 habitantes – 99 km2
Trem metropolitano? SIM
20.  Rio Grande da Serra – 44.084 habitantes – 37 km2
Trem metropolitano? SIM
21.  Santo André – 673.914 habitantes – 175 km2
Trem metropolitano? SIM
22.  São Bernardo do Campo – 765.203 habitantes – 409 km2
Trem metropolitano? Não
23.  São Caetano do Sul – 149.571 habitantes – 15 km2
Trem metropolitano? SIM
OESTE

24.  Barueri – 240.656 habitantes – 66 km2
Trem metropolitano? SIM
25.  Carapicuiba – 369.908 habitantes – 35 km2
Trem metropolitano? SIM
26.  Embu das Artes – 240.007 habitantes – 70 km2
Trem metropolitano? Não
27.  Embu-Guaçu – 62.846 habitantes – 155 km2
Trem metropolitano? Não
28.  Itapecerica da Serra – 153.380 habitantes – 150 km2
Trem metropolitano? Não
29.  Itapevi – 200.874 habitantes – 83 km2
Trem metropolitano – SIM
30.  Jandira – 108.436 habitantes – 18 km2
Trem metropolitano? SIM
31.  Juquitiba – 28.732 habitantes – 522 km2
Trem metropolitano? Não
32.  Osasco – 666.469 habitantes – 64 km2
Trem metropolitano? SIM
33.  Pirapora do Bom Jesus – 15.727 – 109 km2
Trem metropolitano? Não
34.  Santana do Parnaiba – 108.875 habitantes – 180 km2
Trem metropolitano? Não
35.  Taboão da Serra – 244.719 habitantes – 20 km2
Trem metropolitano? Não
36.  Vargem Grande Paulista – 42.946 habitantes – 42 km2
Trem metropolitano? Não
37.  São Lourenço da Serra – 13.985 habitantes – 186 km2
Trem metropolitano? Não
38.  Cotia – 201.023 habitantes – 323 km2
Trem metropolitano? Não

CAPITAL

39.  São Paulo – 11.244.369 habitantes – 1.523 km2
Trem metropolitano? SIM