terça-feira, 26 de abril de 2011

VLT de Brasília (DF) entra em operação antes da Copa

O veículo leve sobre trilhos (VLT) de Brasília tem como entrar em operação antes da Copa do Mundo de 2014 - desde que a sua construção seja liberada em no máximo três meses. O primeiro trecho, que ligará o Aeroporto Internacional de Brasília ao setor Norte da cidade, pode ser terminado 2 anos depois da liberação das obras. Seriam necessários mais 3 meses de testes para o início da operação comercial. Somando ambos os prazos, o VLT local estaria apto a circular no final de 2013, a tempo de atender aos turistas que virão a Brasília para a edição nacional da Copa do Mundo de Futebol.

Respeitado este cronograma, o custo da obra - R$ 1,55 bilhão - não teria de ser revisto, pois assim não seria preciso que os canteiros operassem de noite, quando a hora extra é 50% mais cara. Como o VLT é uma obra "linear", diversos trechos podem ser construídos ao mesmo tempo, o que reduz o tempo de execução do empreendimento, mesmo com o trabalho sendo feito só durante o dia. Deste R$ 1,55 bilhão previsto, R$ 1 bilhão será usado para custear o trecho entre o aeroporto e o início do setor Norte. O restante será investido nos trilhos até o fim da Asa Norte.

A obra do VLT candango começou em dezembro de 2009, mas só 2% do cronograma foram executados até o momento. A empreitada está suspensa por decisão da 7ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal. Não há previsão de prazo para sua retomada.

26/04/2011 - DCI

2 comentários:

Vieira disse...

Seja VLT, VLP ou corredores com onibus biarticulado importante é que não será em elevado para provocar uma feiura na urbanização planejada de Brasilia. Espero que a cidade consiga implantar realmente um transporte de massa e de qualidade é isso que o povo precisa.

Sindicato dos Ferroviários da Sorocabana - São Paulo TREM Jeito disse...

Gratos pela visita e pelo comentário, Vieira. De fato, a questão visual de uma cidade é de fundamental importância. Transporte tem que ser, dentre outras coisas, bonito e harmônico com a cidade. VLTs, se elétricos, têm, além do apelo visual, o apelo não-poluente do ar.