sábado, 23 de abril de 2011

A trágica situação das ferrovias na Argentina

Se você pensa que o desprezo pelas ferrovias é uma mazela exclusiva do Brasil, engana-se. O mesmo problema ocorre com a Argentina. Um editorial publicado esta semana pelo principal jornal do país, o Clarín, mostra que a situação está beirando o caos em termos de segurança e logística. E reforça a necessidade das autoridades abrirem os olhos e cuidarem melhor deste modal.

Na Argentina, segundo o editorial, a privatização da malha ferroviária não resultou na melhoria do sistema e os acidentes se tornam comuns. No município portenho de São Miguel, por exemplo, uma tragédia ocorrida em 16 de fevereiro tirou a vida de quatro pessoas e deixou outras 70 feridas.

O Clarín aponta que os problemas se arrastam pelas últimas administrações de Nestor Kirchner e sua esposa, Cristina, a atual presidente do país. Sindicalistas são acusados pela publicação de comandar as ferrovias e não dar o devido valor a elas, tratando-as como meros instrumentos de barganha política.

Aqui no Brasil, os acidentes envolvendo composições das empresas concessionárias da rede ferroviária também são rotineiros. O processo de privatização conduzido nos anos 90 – mesmo período que o da Argentina – foi criticado no ano passado pelo presidente Lula.

Porto Gente - 18/04/2011

Na Argentina a situação está muito pior do que o Brasil. Ainda por conta da tradição peronista, sindicatos de ferroviários, naquele país (embora não exclusivamente eles) têm uma forte presença junto aos governos. Já divulgamos dois acidentes com trens na Argentina (1 e 2) apenas neste ano. 

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