sábado, 23 de abril de 2011

Shinkansen será o nosso TAV?

Durante o Seminário TAV Brasil, realizado na última segunda-feira, 18, na FIESP, o diretor da japonesa Mitsui Kazuhisa Ota afirmou que o trem de alta velocidade mais antigo do mundo, Shinkansen, não teria dificuldades de trafegar em rampas acentuadas, como a Serra das Ararás, no Rio de Janeiro, ponto crítico do traçado e motivo de dúvidas dos concorrentes. A afirmação ganha destaque, já que se discute uma possível mudança no traçado original do projeto para contornar áreas montanhosas, o que implicaria em um aumento de investimento.

Segundo o consultor Legislativo do Senado Marcos Mendes, o projeto do TAV pode custar até R$ 50 bilhões, se houver a necessidade do consórcio vencedor alterar o traçado original. O edital prevê o investimento de R$ 33 bilhões, mas mudanças poderão ser feitas se os empreendedores constatarem que parte do trajeto é instável ou se houver problemas com as escavações de túneis.

Revista Ferroviária - 20/04/2011

É óbvio que o ponto crítico do projeto do TAV é a Serra das Araras. Isso é verdadeiro para a obra civil, mas também para o material rodante. Curvas e rampas, certamente, de onde já termos afirmado, diferentemente do presidente da FIESP (Federação da Indústria de São Paulo), que o custo do projeto sofre grandes mudanças quando se fala de trem de alta e de trem de média velocidade. Shinkansen? Veja nossa tabela com a história dos trens de alta velocidade e respectivas velocidades. De qualquer forma, fica claro que o governo ainda não tem a menor ideia de como, onde e qual será nosso TAV. 

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