quinta-feira, 7 de abril de 2011

São Paulo: uma cidade no limite

Metrô de São Paulo
Encontrar o metrô de São Paulo todos os dias lotado não é surpresa para a população. Mas essa lotação do metrô nos horários de pico está tornando mais frequente uma prática utilizada quando há superlotação nas plataformas.

Para suprir estações superlotadas com trens vazios, os usuários precisam esvaziar estações cheias, onde são obrigados a descer em algumas paradas. O trem vazio é levado para onde existe mais demanda. Esses usuários que ficam no meio do caminho são obrigados a aguardar a próxima composição.

Em entrevista para a BandNews FM, o diretor de operação do metrô, Mário Fioratti, afirma que o metrô está transportando uma quantidade muito elevada de usuários. “Atualmente estamos com uma média de 3,7 milhões pessoas sendo transportadas todos os dias em nossas quatro linhas”.

Mário diz ainda que por conta dessa grande demanda foram desenvolvidas algumas estratégias para atender os trechos mais carregados. “No caso da Linha1-Azul , o trecho mais carregado no pico da manhã é aquele que segue da estação Luz em direção a Jabaquara. Por conta disso fazemos uma estratégia de retorno de trens vazios a partir da estação Luz. Esses usuários que partem do Jabaquara, na zona sul, em direção ao Tucuruvi, na zona norte, podem ter de descer na Estação São Bento e aguardar o vagão seguinte”, diz.

Ao ser questionado se a solução seria colocar mais transportes em andamento, Fioratti diz que já estão no limite técnico de quantidade de trens. “Não conseguimos colocar mais trens em circulação, porque o sistema de sinalização, que controla a movimentação do trem, já chegou ao seu limite técnico. Em função disso estamos inclusive trocando o sistema de sinalização, investindo nas linhas 1, 2 e 3, consequentemente para aumentar o número de trens.” 

“O segredo é inaugurar novas linhas, criar novas conexões para que os passageiros possam se distribuir melhor. A intenção é facilitar a mobilidade dos passageiros. A lotação não vai acabar, não teremos trens vazios nos horários de picos, mas certamente haverá uma lotação menor”, conclui.  

eBand -  6 de abril de 2011

Desembarcar passageiros e levar a composição vazia para atender a outras demandas? Nossa... Realmente a coisa passou dos limites. Não há como criar novas linhas subterrâneas, em especial nas mesmas direções. Isso é loucura. Não dá mais para deixar de reconhecer que o transporte na superfície está saturado, e que esse é o problema que se recusam a ver e aceitar. Tivessem investido em um FERROANEL e não apenas em um rodoanel, e parte desse problema estaria em boa medida solucionado. O usuário não está interessado em ônibus, mas ainda falam em faixa segregada para eles. Continua a monomania rodoviarista. Ninguém fala em faixa segregada para VLTs, na remoção dos carros das ruas de sempre, em diferentes horários de trabalhos para diferentes categorias profissionais, etc. Esse é o segredo. O restante é balela. Não é metrô que chegou no limite – a cidade chegou no limite. E o governador Alckmin ainda pensa na privatização do metrô e da CPTM como solução para alguma coisa. 

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