quinta-feira, 14 de abril de 2011

Espírito Santo e Paraná lideram o ranking de pedestres mortos no trânsito

Espírito Santo está na frente em uma estatística que nenhum Estado gostaria de comemorar: divide com o Paraná a liderança no número de pedestres mortos em acidentes de trânsito. O índice é de 9,4 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes. A média nacional é de 6,4 casos.

Para complicar ainda mais, o Estado está em oitavo lugar no cálculo de mortes em acidentes envolvendo motos; e em quinto, nas estatísticas de mortes em colisões automobilísticas. Em geral, somando todos os números, fica em terceiro, com 31 mortes por 100 mil habitantes - atrás de Mato Grosso, com 35,5; e Tocantins, com 35,6.

Os dados são de 2008, mas foram estudados recentemente e divulgados na manhã de ontem pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, dentro do Mapa da Violência, organizado pelo Instituto Sangari. Todos os dados são computados e analisados com a intenção de chamar atenção sobre o alto índice de mortes no trânsito do país.

Susto

O resultado foi recebido como um alarme para quem atua diretamente com o trânsito no Estado. "É um número que serve para nos chamar a atenção. Apesar do equívoco no total de mortes consideradas na pesquisa - seriam 978 casos, em 2008, e não 1.069 -, isso só mudaria nossa colocação no ranking, mas não evitaria o susto", pondera a diretora técnica do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES), Rosane Giuberti.

Segundo ela, o Estado vem investindo em campanhas educativas sobre pedestres desde 2005, mas com mais ênfase a partir de 2008. "Sabemos que tanto o pedestre quanto o condutor precisam ser educados para respeitar uma lei nacional que já privilegia quem está a pé. Há abuso nos dois lados", frisa a diretora.

Na Capital

Além de o Estado liderar o índice no país, Vitória é a capital com o maior índice de mortes por atropelamento e a sexta cidade do país no mesmo critério, com 22,6 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

"Esse é um número alarmante, que nos influencia a intensificar os trabalhos de conscientização no trânsito. Sempre investimos em medidas que ajudem a moderar o tráfego de veículos, como as rotatórias e as faixas elevadas. E estamos intensificando nossa fiscalização", frisa o secretário municipal de Trânsito, Domingos Sávio Gava.

A Gazeta (Espírito Santo) - Maurílio Mendonça - 13/04/2011

Interessante como a palavra “educação” tenta ganhar um poder milagroso, que não tem. Na disputa entre carros e pedestres, não precisa ser “especialista” para saber quem leva a vantagem. Pedestres, de forma geral, não “bobeiam” no trânsito pela simples consciência da própria inferioridade de força. O que realmente faz a diferença, nas estatísticas, é a consequência do atropelamento. É assim em todo lugar. Onde graça a tolerância e a impunidade, os números aumentam.  Espírito Santo e Paraná: dois estados marcados pelo rodoviarismo urbano.

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