sábado, 16 de abril de 2011

Como ficou a história do descarrilamento do trem de Teresina (PI)

Um dos quatro vagões do metrô descarrilou na manhã de ontem (quinta-feira), próximo à ponte Wall Ferraz, na zona Sul de Teresina. Dentro do trem havia 180 passageiros, mas ninguém saiu ferido. O fato aconteceu por volta das 9h45 e meia hora depois uma equipe técnica foi enviada ao local. Os passageiros foram retirados do local com o auxílio do Corpo de Bombeiros. Ambulâncias do Samu estavam de prontidão para atender caso houvesse vítimas. 

Um dos técnicos da Companhia Metropolitana de Transportes Públicos Antonio Freitas afirmou que a linha do trem "abriu", o que causou o problema. Em entrevista ao portal cidadeverde.com, ele afirmou que o fato nunca tinha ocorrido nessa localidade. Uma locomotiva da empresa Transnordestina foi acionada para retirar o trem e levá-lo à oficina do pátio de manobra da rede ferroviária.
 
A Companhia Metropolitana de Transporte Público - CMTP, através de sua assessoria, divulgou uma nota confirmando que o incidente não deixou nenhum passageiro ferido. "O transporte descarrilou próximo à ponte Wall Ferraz, na zona Sul da Capital. Imediatamente, membros do Corpo de Bombeiros e da equipe técnica da Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP) se deslocaram para o local. Todos os passageiros foram retirados do metrô com o apoio da equipe do Corpo de Bombeiros. Dois passageiros foram atendidos porque ficaram abalados com o incidente, mas não estavam machucados. Uma locomotiva-socorro foi acionada para colocar o trem de volta nos trilhos", diz a nota.

Ainda de acordo com a companhia, a circulação do metrô teria sido retomada na tarde de ontem. "A equipe técnica da CMTP está avaliando as causas do problema", conclui. O incidente provocou um longo congestionamento na região. 
 
Diário do Povo do Piauí - 15 de abril de 2011
 

Interessante observar a tranquilidade com que um fato como esse - que poderia ter se tornado uma tragédia – é tratado. Ah, a linha abriu, isto é, os trilhos se afastaram um do outro, e isso nunca aconteceu nessa localidade? Bem fixados esses trilhos, hein? Se for isso mesmo, é bom os usuários ficarem espertos, pois a via permanente (leito, cascalhamento, compactação, dormentes e trilhos) deve ser UMA DROGA. A saber, se essa situação deve-se a construção/manutenção “meia boca” da via, pela passagem dos trens de carga, ou pelas duas coisas.

2 comentários:

Luiz Carlos Leoni disse...

Prezados, estes acontecimentos repetitivos, demonstram que os governantes entendem que transporte público regional, não é prioridade, principalmente se o problema for em locais de pouca visibilidade política como parte de algumas cidades do Brasil, onde a falta de recursos para a manutenção concorre para isto.
Tivemos em agosto uma disponibilidade de 12 unidades (36 carros) por parte da CPTM-SP de trens em melhor estado, em bitola de 1,6 m do que os apresentados em muitas cidades do Brasil que deveriam entrar em um programa de substituição e uniformização de carros ferroviários no Brasil.

SINFERP disse...

Boa noite,Leoni. No caso da notícia, é o de praxe: transporte que serve ao "povão" é sempre desleixo. Isso é verdadeiro até mesmo para linhas de ônibus. Quando novos no centro, e empurrados para a periferia quando desgastados. Em São Paulo, note a diferença entre Metrô e CPTM. Água e vinho, mesmo sendo duas empresas de um mesmo governo,e pelo valor de uma mesma tarifa.