quinta-feira, 31 de março de 2011

Seminário sobre Transporte Público de Pessoas sobre Trilhos

Nosso sindicato esteve presente na manhã desta quarta-feira (30/03) em reunião do Conselho Intersindical de Osasco e Região, na sede do Sindicato dos Comerciários de Osasco (SP), onde nos foi dada a oportunidade de apresentar aos presentes nosso projeto, que consiste em disponibilizar aos associados dos sindicatos um breve seminário sobre o transporte público de pessoas sobre trilhos em grandes centros urbanos, como solução para a caótica situação do trânsito, redução dos níveis de poluição (sonora e do ar) gerada pelo excesso de veículos, e como condição de melhoria de qualidade de vida aos cidadãos metropolitanos.

Alguns sindicatos manifestaram, de pronto, interesse no projeto, uma vez que a imensa maioria de seus representados é usuária de transportes coletivos..

A mesma proposta está aberta, graciosamente, a qualquer entidade (sindical, religiosa, estudantil, etc.) interessada em promover essa discussão com seus membros.

Finalmente, as idéias do presidente da Frente Parlamentar Mista das Ferrovias

O deputado federal Pedro Uczai, do PT de Santa Catarina, que assumiu recentemente a presidência da Frente Parlamentar das Ferrovias, em entrevista ao Portogente defende a revisão das regras das concessões das ferrovias no País e garante que a Frente trabalhará para colocar na agenda da sociedade brasileira a importância estratégica das ferrovias.

Portogente – O que levou a Câmara Federal a criar a Frente Parlamentar das Ferrovias?

A Câmara tem várias frentes, das rodovias, de logística e de transporte, mas a prioridade é o transporte rodoviário, no máximo o portuário e fica como prima pobre a discussão das ferrovias. Criamos a Frente Parlamentar das Ferrovias para colocar na agenda política do Congresso, do governo e da sociedade que a ferrovia é estratégica para o desenvolvimento do Brasil.

Portogente – A Câmara dispõe de estudos sobre os gargalos do sistema ferroviário no Brasil? 

Hoje há um consenso sobre isso, e a própria desativação de milhares de quilômetros de ferrovias demonstra que temos problemas. O trânsito cada vez mais pesado nas rodovias, tem ainda a deterioração das rodovias, a insustentabilidade econômica de longas distâncias transportarem produtos de baixo valor agregado, como milho do Mato Grosso para o oeste de Santa Catarina, minérios, combustíveis, petróleo, fertilizantes e materiais de construção civil. Precisa ser construída uma nova modalidade, novo intermodal, paralela e complementar as rodovias, que são as ferrovias. As ferrovias são mais baratas, seguras e ambientalmente sustentáveis.

Portogente – O sistema ferroviário do País está melhor ou depois das privatizações?

O que se percebe é que foram desativados mais de 15 mil quilômetros de ferrovias com o processo de concessões. A forma como foi processada foi equivocada, permitindo às empresas manterem trechos que têm alta rentabilidade e não investindo em novos trechos. Precisa ser rediscutido o papel das concessões das ferrovias no Brasil. Ninguém quer dizer que tem que ser tudo estatal, mas a forma como se processou não modernizou. Na próxima década a demanda é para 35 mil, 40 mil quilômetros [de ferrovias] e isso só será possível com novos trechos e reativando e modernizando os trechos antigos.

Portogente – Dentro desse processo existem muitas denúncias sobre a ALL. 

Essas denúncias já foram investigadas no estado de São Paulo, que demonstraram claramente as irregularidades e irresponsabilidades desse setor e dessa empresa. Fizemos levantamentos em Santa Catarina e no Paraná e várias ofensivas no sentido de que a empresa (a ALL) modernize e reative os trechos desativados, ou devolva a concessão para o Governo Federal.

Portogente – A Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) tem cumprido o seu papel de fiscalizar a execução dos contratos das concessionárias? 

Ela tem construído o diálogo com a sociedade e com o governo, mas precisa avançar cada vez mais para pensar de forma democrática um novo projeto para o Brasil na área de ferrovia, que passa pela integração com rodovias, portos e aeroportos, mas que tenha uma malha integrada entre si nos vários estados do País.

Portogente - Vera Gasparetto  - 30 de Março de 2011

O deputado descobriu o que nosso sindicato já gritava no passado, quando fomos para as ruas com a campanha O BRASIL TREM JEITO. Bem, antes tarde do que nunca. Só uma pergunta: desde quando a ANTT tem construído diálogo com “a sociedade”? 

Leilão de concessão do TAV deverá ser adiado para julho

O leilão de concessão do Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, deverá ser adiado pelo governo para julho, de acordo com reportagem publicada pela agência de notícias internacional Reuters, na noite desta quarta-feira (30).
Segundo a fonte consultada pela agência, a decisão final sobre os pedidos de empresas para o adiamento será tomada em reunião da presidente Dilma Rousseff com representantes do Ministério dos Transportes, da Casa Civil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Inicialmente, a licitação ocorreria no dia 16 de dezembro de 2010, mas foi remarcado para 29 de abril, sendo que a entrega dos envelopes com as propostas para o dia 11 de abril. 
 
EP Campinas - 30/03/2011

Como são óbvios, não é? E tudo continua na surdina, sem nenhuma transparência.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Projeto para ampliar o trecho do VLT da Baixada Santista

O Secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse hoje (24/01/2011) que o governo de São Paulo decidiu ampliar o projeto do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista, na tentativa de atrair mais empresas para a concorrência pública. Em 1º de fevereiro, a licitação da primeira fase do projeto que integra o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Baixada Santista não atraiu nenhuma empresa e foi declarada deserta. O novo edital ainda não tem data para sair, mas segundo Fernandes, a secretaria vai trabalhar para lançá-lo ainda esse ano. 

A intenção é revisar o projeto ampliando o trecho santista (Norte) em até 4 quilômetros, além de estendê-lo na ponta Sul, de modo que chegue até a Praia Grande. No primeiro edital, o projeto tinha 11 quilômetros de extensão interligando o Porto de Santos (Estuário) a Esplanada dos Barreiros, em São Vicente. 

Em Santos, a extensão do VLT vai chegar até o bairro do Valongo, área do centro histórico que passa por um processo de revitalização e onde a Petrobras está construindo um prédio com três torres, onde vão trabalhar aproximadamente sete mil pessoas. "Existe um interesse bastante grande da Petrobras de participar conosco das negociações junto ao PAC da Mobilidade, junto à área federal, e isso pode alavancar também recursos federais. A situação de crescimento daquela região é inevitável", disse o secretário. 

Fernandes afirma que o projeto do VLT será todo executado em fases e a secretaria pretende realizar uma nova pesquisa de Origem-Destino na Baixada no próximo ano, para atualizar as informações colhidas em 2005. Segundo ele, o VLT será uma "ponte metropolitana". "A ideia é já deixar isso claro aos municípios, tanto em Mongaguá, quanto Peruíbe e Itanhaém, é avançar com o VLT em característica regional", disse. 

Segundo o secretário, estão sendo estudadas maneiras de preservar a malha ferroviária dos antigos trens que seguiam até o litoral sul de São Paulo, mesmo local onde deverão passar os novos trens leves. "Nós queremos fazer um plano imediato para dizer: essa faixa é uma faixa de trilho e será para trilho, e como nós estávamos já pensando no caso do VLT em fazer uma ciclovia junto, em paralelo, quem sabe a gente já vai ocupando essa faixa com a ciclovia", completou. 

Fernandes esclareceu também que o fato do projeto do VLT ter sido transferido da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) não significa que o trem não será do tipo leve. "Através de um decreto de 2008, a CPTM foi encarregada de tratar de todo o sistema sob trilhos, seja leve ou pesado". Porém, ele não descarta a possibilidade do projeto voltar para a EMTU, já que diversas aprovações e convênios já foram assinados com a empresa. "Se for para fazer tudo isso de novo, assinar todos os convênios, a gente volta para a EMTU agora, não tem problema", completou. 

Agência Estado – 24/03/2011

Boa nova para os usuários da Baixada Santista.

Governo em rumo de colisão com concessionárias?

Ações atribuídas à Vale no setor de ferrovias irritaram o governo federal, que decidiu endurecer o jogo contra a empresa, acusada de atrasar o desenvolvimento do transporte de carga no país.

A Vale tem a concessão (com subsidiárias) de 11,5 mil quilômetros da malha ferroviária do país, que é de 28 mil quilômetros, controlando os trechos que levam aos principais portos do Brasil.

Desde 2010, o governo tenta tirar Roger Agnelli do comando da empresa, que tem BNDES e Previ, fundo de pensão dos funcionários do BB, entre os maiores acionistas.

Em dezembro, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que regula o setor, publicou para discussão novo regulamento para ferrovias, que na prática tira o direito dos atuais donos de concessões de impedir que empresas que precisam do transporte usem os trilhos.

Quase toda a malha do país é controlada por três grupos: Vale, CSN e ALL. Para o governo, os dois primeiros, que têm 55% da malha, usam as linhas para beneficiar seus próprios negócios em mineração e siderurgia: cobram caro pelo frete e criam dificuldades para o uso das linhas.

"Não vou admitir que o serviço público seja usado para o interesse de uma empresa", disse Bernardo Figueiredo, diretor da ANTT.

A ANTF, associação que representa as empresas de ferrovias, posicionou-se contra a legislação em discussão por considerar que ela quebra o contrato de concessão.

Alega que as empresas já permitem que outros clientes usem a via e que a nova legislação criará dificuldades para operar a malha. Informada da reportagem, a Vale disse que a ANTF falaria por ela.

"Esse modelo não funciona em lugar nenhum", disse Rodrigo Vilaça, diretor-executivo da ANTF, lembrando que propôs ao Ministério dos Transportes que as empresas invistam mais em troca de aumento dos prazos de concessão, de 30 anos.

O Ministério Público pediu que fosse feita audiência pública para debater a mudança, o que atrasou o início da vigência do regulamento.

PROPAGANDA

Enquanto alterações na proposta de nova regra eram debatidas, a ANTF - cujo presidente, Marcelo Spinelli, dirige a Ferrovia Centro-Atlântica, subsidiária da Vale - pôs anúncio na TV mostrando feitos dos transportadores desde a privatização.

A ação foi considerada no governo uma afronta, o que Vilaça nega.

Após a propaganda, a ANTT decidiu não aceitar mudanças na proposta e pretende implementá-la até maio. Além disso, a agência vai cobrar das empresas o cumprimento de itens não realizados dos contratos, e não 
permitirá que sejam feitas alterações de capital antes do cumprimento desses itens.

Folha Uol – Dimmi Amora – 29/03/2011

Faz tempo que o sindicato vem batendo nessa tecla: meia dúzia de empresas privadas detém a concessão da quase totalidade da malha ferroviária nacional, e que pertence a nós todos – os nacionais. Agora, para “flexibilizar”, esses concessionários “conversam” com o governo, mas com faca no peito – trocam algumas “liberalidades” por maior tempo de controle monopolista no uso das vias. Em resumo: esses poucos concessionários decidem qual o preço do transporte das riquezas nacionais. Quem permitiu que isso acontecesse? O governo privatista do PSDB, mas também 8 anos de governo do PT que assistiu a tudo isso, e só agora acordou, quando descobriu, finalmente, que somos todos reféns dessa situação lamentável. A movimentação de nossa economia está nas mãos de meia dúzia de empresas privadas. A ANTT vai cobrar das empresas, agora, o cumprimento de itens não realizados do contrato? Por que?  Não cobrava?

Agora é a Siemens que quer adiamento do leilão do TAV

O presidente da Siemens, Adilson Primo, afirmou nesta segunda-feira que a empresa não tem condições de entregar uma proposta para a concorrência do Trem de Alta Velocidade (TAV), que pretende ligar a cidade de Campinas ao Rio de Janeiro. O executivo defendeu o adiamento do prazo de entrega, que vence no próximo dia 11 de abril.

“Esperamos que a entrega das propostas seja postergada. Não seria possível entregar a proposta no dia 11 de abril”, afirmou a jornalistas, depois da participação em um almoço organizado pela Câmara Brasil Alemanha, em São Paulo.

Segundo Primo, ainda há incertezas sobre o projeto com relação à transferência de tecnologia e à demanda. “É um projeto que poderá ser viável, mas ainda há questões pendentes”, completou.

Primo disse que há conversações sobre parcerias com construtoras para a apresentação de propostas em conjunto para a construção do TAV. "A expectativa, tanto por parte das empresas quanto do governo, é que surjam vários consórcios para que a concorrência seja acirrada."

29/03/2011 – IG

Claro, claro... Agora todos querem participar, mas, sabe como é: precisam de tempo, é claro. O governo é claro, concede, é claro. Pouco tempo para que deem o melhor de si, é claro. Nem passar pela cabeça que estejam fazendo composições e recomposições, é claro. 

Discussão da ETAV adiada na Câmara dos Deputados

Hoje iria ferver, nas sessões ordinárias da Câmara dos Deputados, a MP 511/10. Ela tranca os trabalhos e autoriza a União a oferecer garantia para um empréstimo de até R$ 20 bilhões do BNDES ao consórcio construtor do Trem de Alta Velocidade (TAV), conhecido popularmente como trem-bala.

A oposição não concorda com o parecer de Carlos Zarattini (PT-SP), que inclui na MP a criação da Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A. (Etav). Uma das funções da Etav será planejar e promover o desenvolvimento desse tipo de trem de forma integrada com os outros transportes. A criação já estava prevista no Projeto de Lei 7673/10, do Executivo.

O argumento da oposição é que a criação da ETAV S/A se sobrepõe a existência da VALEC S/A.

Saiba o que é VALEC.

A VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias S/A é uma empresa pública, sob a forma de sociedade por ações, vinculada ao Ministério dos Transportes, nos termos previstos na Lei n° 11.772, de 17 de setembro de 2008.
A função social da VALEC é a construção e exploração de infraestrutura ferroviária. E, de acordo com o Art. 8° da Lei em referência, compete à VALEC, em conformidade com as diretrizes do Ministério dos Transportes:
  • administrar os programas de operação da infraestrutura ferroviária, nas ferrovias a ela outorgadas;
  • coordenar, executar, controlar, revisar, fiscalizar e administrar obras de infraestrutura ferroviária, que lhes forem outorgadas;
  • desenvolver estudos e projetos de obras de infraestrutura ferroviária;
  • construir, operar e explorar estradas de ferro, sistemas acessórios de armazenagem, transferência e manuseio de produtos e bens a serem transportados e, ainda, instalações e sistemas de interligação de estradas de ferro com outras modalidades de transportes;
  • promover os estudos para implantação de Trens de Alta Velocidade, sob a coordenação do Ministério dos Transportes;
  • promover o desenvolvimento dos sistemas de transportes de cargas sobre trilhos, objetivando seu aprimoramento e a absorção de novas tecnologias
  • celebrar contratos e convênios com órgãos nacionais da administração direta ou indireta, empresas privadas e com órgãos internacionais para prestação de serviços técnicos especializados; e 
  • exercer outras atividades inerentes às suas finalidades, conforme previsão em seu estatuto social.
A VALEC tem concessão para a construção e operação da Ferrovia Norte-Sul, cujo traçado, com extensão de 3.100 km, é iniciado em Belém, no Pará, e segue até o município de Panorama, em São Paulo. 

Além disso, a VALEC, que vinha tendo como função principal a construção da EF 151 – A Ferrovia Norte-Sul, que vai de Belém (PA) até Panorama (SP), detém, agora também, pela Lei 11.772, a concessão das Ferrovias: EF 267, de Panorama, em São Paulo, a Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, com 750 km; EF 334 – Ferrovia da Integração Bahia-Oeste, que, partindo de Ilhéus, na Bahia, chega a Figueirópolis, no Tocantins, onde se liga à Ferrovia Norte-Sul, num total de 1.490 km; e a EF 354 – Ferrovia Transcontinental, que partirá do Litoral Norte Fluminense e passará por Muriaé, Ipatinga e Paracatu, em Minas Gerais; por Brasília, no Distrito Federal, por Uruaçu, em Goiás; por Cocalinho, Ribeirão Castanheira e Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso; Vilhena e Porto Velho, em Rondônia; e Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, até chegar à localidade de Boqueirão da Esperança, na fronteira Brasil-Peru. A Transcontinental terá, após concluída, um percurso de 4.400 km.

Coisa estranha. A oposição parece pretender que a Valec, criada pelo PT no governo Lula, administre o TAV. O deputado Zarattini do PT, ex-dirigente do sindicato dos metroviários de São Paulo, deseja criar uma nova empresa para a mesma finalidade, embora prevista em 2010. A Valec - que repassou uma concessão para a Vale - tem sede em Brasília, e é formada por quadros da ex-RFFSA. Afinal? O que está acontecendo?

terça-feira, 29 de março de 2011

Qualidade de vida sobre trilhos

Ontem, 28 de março, nosso sindicato  se reuniu com os representantes das principais entidades sindicais de Osasco e região, em nossa sede social de Presidente Altino.

Participaram da reunião: o Conselho Intersindical , Sindicato dos  Metalúrgicos, Sindicato da Construção Civil, Sindicato dos Condutores, Sindicato dos Frentistas, Sindicato dos Servidores Públicos, dentre outros.


O objetivo do encontro foi  discutir a  privatização do transporte público estatal e alinhar estratégias que beneficiem a população, entre elas, a implantação do bilhete único na cidade de Osasco.


Também foi colocado em pauta, o transporte sobre os trilhos como uma das principais formas de desafogar o caótico trânsito de São Paulo, Osasco e região oeste, e o como as entidades sindicais poderão interferir de maneira significativa junto aos governos, para a transformação de um  transporte coletivo estruturado.


De acordo com a matéria publicada na Revista Ferroviária, em setembro de 2010, não é de hoje que estudos estão sendo direcionados para a  ferrovia , já que isso provocaria um deslocamento da população para áreas com melhor qualidade de vida, evitando os atuais problemas de mobilidade urbana, além de apresentar uma enorme vantagem para o meio ambiente.


A comissão defende que este investimento deve ser aplicado de forma correta, resultando em qualidade de vida para todos.


Durante a reunião, foram estabelecidas algumas ações especificas e um novo encontro foi agendado para o dia 30/03/2011, às 9:00hs, no Sindicato dos Comerciários – Rua Antonio B.Coutinho, 118 – Osasco/ SP, na reunião do Conselho Intersindical.

Governos estudam 16 linhas de trens regionais (passageiros)

No embalo do trem-bala, governos pelo Brasil estudam implantar outras 16 linhas de transporte de trens de passageiro em média velocidade - os trens regionais.

Esses trens andam a até 250 km/h (velocidade máxima) e fazem trajetos entre 100 e 400 quilômetros, em média. Hoje, o país tem 28 mil quilômetros de ferrovias - a maior parte subutilizada pelo transporte de carga.

E só duas linhas de passageiros funcionam: Vitória (ES) e Belo Horizonte (MG); e São Luís (MA) e Paraopebas (PA). Elas transportam poucas pessoas, são lentas (a média entre MG e ES é de 50 km/h) e dão prejuízo.

Segundo o responsável pelos estudos no Ministério dos Transportes, Afonso Carneiro Filho, sete empresas estrangeiras, todas potenciais concorrentes do trem-bala, estarão em Brasília na próxima semana para apresentar tecnologias que possam se adaptar ao uso dessas linhas.

A ideia é aproveitar os trilhos existentes e fazer pequenos reparos para colocar os trens novos operando com passageiros. Muitos desses trens têm tecnologia para andar a mais de 200 km/h mesmo em trilhos antigos.

A operação das linhas seria concedida ou seriam criadas sociedades em parceria com governos estaduais e municipais para a operação.

Não há, por enquanto, estimativas de custo, já que cada trecho terá um projeto próprio. Uma dificuldade para essa implementação é que hoje as principais linhas são usadas pelo transporte de carga e as concessionárias podem impor restrições ao uso por passageiros.

SÃO PAULO

Parte dos projetos é com novas linhas de trem, como no caso de São Paulo. Segundo a STM (Secretaria de Transportes Metropolitanos), a intenção é ter quatro ligações entre a capital e Campinas, São José dos Campos, Sorocaba e Santos.

Caso o projeto do trem-bala se concretize, Campinas e São José estariam atendidas por uma ligação ferroviária. E o governo paulista começará imediatamente a investir nas linhas para Sorocaba e Santos, com previsão para início de obras em dois anos.

Neste mês, o governo terminará o estudo de viabilidade de dois projetos: Caxias do Sul a Bento Gonçalves (RS) e Londrina a Maringá (PR).

A ideia no RS é usar um trecho que hoje tem apenas um trem turístico para fazer uma ligação de passageiros entre as cidades mais importantes da região da Serra Gaúcha.

Folha apurou que há interesse dos grandes fabricantes mundiais em vender no país trens desse tipo. A espanhola Talgo, que está se apresentando para o leilão trem-bala mas não tem parceiros, está interessada em vender seus trens regionais.

No Brasil, o ônibus está sozinho nesse mercado. Nas linhas dentro de Estados, a estimativa do setor é que os ônibus transportem mais de 1,6 bilhão de passageiros ano, a maior parte em viagens intermunicipais muito curtas, como São Paulo a Guarulhos, que não seriam atingidas por trens regionais.

Folha de São Paulo - Dimmi Amora - 26 de março de 2011 

Quem diria: a possibilidade do uso da malha ferroviária para trens de passageiros está, agora, nas mãos das concessionárias, isto é, das empresas privadas que operam com transporte de carga sobre leitos de vias que pertencem a nós, pois são de propriedade pública. É óbvio que vão cobrar pedágio. Bem, é o preço das privatizações equivocadas do PSDB, no passado.

Ao que parece, leilão do TAV será mesmo adiado.

O governo brasileiro tende a adiar, pela segunda vez, a data do leilão de concessão do projeto do trem-bala que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, diante de pressões de empresas interessadas que pedem mais prazo para analisar a viabilidade econômico-financeira do projeto.

Segundo uma fonte do governo a par do assunto, o adiamento é, hoje, uma "tendência forte". Se confirmada, a decisão deve ser tomada até quarta ou quinta-feira da próxima semana, disse a fonte, que pediu anonimato.

Inicialmente, o leilão do projeto estava previsto para acontecer em 16 de dezembro passado, mas foi remarcado para 29 de abril. Com a provável mudança, também deverá ser marcada outra data para a entrega das propostas dos grupos interessados, agora programada para 11 de abril.

O investimento no trem-bala é estimado em 33 bilhões de reais e a linha terá mais de 500 quilômetros de extensão. A presidente Dilma Rousseff é entusiasta do projeto, prioritário dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A fonte ouvida pela Reuters não informou qual seria a nova data para a entrega de envelopes e realização do leilão, caso a postergação ocorra.

O governo está analisando o pedido de diversos investidores para que as datas sejam revistas, entre ele o da espanhola Talgo, que nesta semana fez apresentações em São Paulo e Brasília sobre seu projeto para o trem-bala brasileiro, mas pediu mais tempo ao governo.

Procurada, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pelo leilão, disse que ainda não tem uma posição sobre os pedidos de adiamento da licitação.
 
Estadão.com -  Reuters - Leonardo Goy -  25 de março de 2011

Metrô pré-qualifica empresas para implantação do monotrilho Jabaquara-Morumbi.

O Metrô de São Paulo pré-qualificou as empresas Bombardier e Scomi Engenharia para disputarem a elaboração do projeto, fabricação e implantação do monotrilho da Linha 17-Ouro, que ligará a Estação Jabaquara (Linha 1-Azul) ao Estádio do Morumbi. A abertura das propostas ocorre no dia 29 de março, na sede do Metrô, em São Paulo.

Mesmo ganhando a disputa, a empresa vencedora não poderá assinar o contrato, pois ainda vigora na justiça uma liminar movida pela Sociedade dos Amigos de Vila Inah, que reclama que monotrilho não dará conta da demanda da região.

Revista Ferroviária - 28/03/2011

Se o monotrilho dará ou não conta da demanda, apenas números da Secretaria dos Transportes Metropolitanos podem demonstrar. Isso, entretanto, foi objeto de movimentação política em passado próximo.

Dependência de trilhos

A retomada dos investimentos em ferrovias nos últimos anos ainda não convenceu os antigos fabricantes nacionais de trilhos a religar as máquinas. Nem animou fabricantes estrangeiros a produzir no Brasil, apesar dos esforços para atraí-los feitos pela estatal Valec, braço do governo para a construção de infraestrutura ferroviária. Para evitar o colapso no suprimento, o governo teve de isentar de impostos os trilhos fabricados no exterior.

As empresas brasileiras alegam que só poderiam produzir trilhos se a demanda alcançasse, de forma estável, 500 mil toneladas por ano. Em 2010 o país importou 496,4 mil toneladas de trilhos ferroviários, pelo quais pagou US$ 429 milhões. E tudo indica que este ano a demanda será ainda maior.

A Valec já fez uma licitação internacional no valor de R$ 807,2 milhões para comprar 1.711 quilômetros de trilhos, que equivalem a 244 mil toneladas (142 toneladas por quilômetro). E deve lançar outra, de cerca de R$ 400 milhões, até meados de abril, para adquirir no exterior mais 1.040 quilômetros, equivalentes a 140 mil toneladas (134 toneladas por quilômetro).

Até abril, portanto, estará garantida uma demanda de 384 mil toneladas de trilhos em 2011. Para cumprir a meta do Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT) de construir 20 mil quilômetros de ferrovias até 2025, o país demandaria ainda 2.680.000 ou 2.840.000 de toneladas de trilhos, de acordo com os dados de cada uma das licitações da Valec.

A Companhia Siderúrgica Nacional, que fabricou trilhos ferroviários até 1996, quando desativou a produção por falta de demanda, reafirma, por meio de sua assessoria de imprensa, assim como o Instituto Aço Brasil, que a produção só será viável a partir de consumo estável de 500 mil toneladas anuais. A Gerdau, que possui um laminador de trilhos desde 2002, voltou a dizer, também por meio de sua assessoria, que estuda a possibilidade de acioná-lo. A assessoria de imprensa da Valec diz que a empresa não tem como interpretar a situação.

David Kupfer, professor do Instituto de Economia da UFRJ, em artigo publicado no dia 2 de fevereiro no Valor, levanta a hipótese de que está faltando tecnologia, uma vez que o país não produz trilhos há 15 anos e pode ser complicado superar a defasagem tecnológica, apesar de o produto estar "tão somente a meio caminho na escala de agregação de valor ao aço".

28/03/2011 - Valor Econômico

Comentário do sindicato:

A Valec não tem como interpretar o “recado” da CSN e da Gerdau? Puxa... Que difícil... Elas querem saber se os projetos de ferrovias são sérios, e vão consumir algo em torno de 500 mil toneladas/ano. Falta tecnologia, diz o professor da UFRJ.  Não, professor: CSN e Gerdau querem saber se haverá demanda. Já tratamos disso anteriormente.

Brasil importa gasolina

A Petrobras vai importar 1,5 milhão de barris de gasolina em abril deste ano, informou o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa. Esse volume é a metade do total importado no ano passado. O primeiro carregamento está previsto para chegar ao país no dia 15 de abril.

Segundo Costa, a medida visa evitar a falta do produto no mercado doméstico, que está muito aquecido, devido a alta nos preços do etanol. Com os preços elevados, o consumidor tem migrado do biocombustível para a gasolina.

Ele informou que a gasolina importada será armazenada e só será utilizada em caso de necessidade. "Não sabemos ainda por quanto tempo os preços do etanol vão se manter altos e até mesmo quanto tempo vai levar para o etanol da nova safra chegar ao mercado”, disse o executivo.

Costa  informou que as refinarias da Petrobras estão trabalhando à plena capacidade e produzindo o máximo de gasolina em todas as unidade, cerca de 380 mil barris diários, que estão sendo totalmente absorvidos pela demanda interna. O diretor não descartou a possibilidade de a empresa importar mais gasolina, se for necessário para garantir o abastecimento nacional.

Preços

Os preços do etanol aumentaram devido ao fato de as usinas terem elevado a produção de açúcar em detrimento do biocombustível, motivadas pela alta do preço do açúcar no mercado internacional.

No período da entressafra, a oferta do combustível da cana fica reduzida e os preços são pressionados para cima, para que haja uma retração no consumo do produto. Como consequência dessa dinâmica, o consumidor deixa de comprar etanol para consumir a gasolina, que fica mais vantajosa.

Um levantamento feito pala Fundação Getúlio Vargas (FGV), usando como base informações apuradas para o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) do mês, mostrou que o preço do etanol em março deste ano junto ao consumidor subiu 4,05%, maior alta para o mês num período de quatro anos.

Segundo a FGV, a variação de preço do combustível renovável em março de 2010 foi de 1,53%;  no mesmo mês de 2009 foi de 1,58%;  no ano anterior, de -1,86%; e em 2007, de -0,9%.

Jornal do Comércio – 25/03/2001

Nada como ser autosuficiente em petróleo, mas não em refino. Nada como deixar a produção de biocombustível nas mãos dos usineiros. Vamos ver no que vai dar quando os esperados apagões criarem mais problemas do que as enchentes. Nessa hipótese, nem trens metropolitanos, e nem metrô

segunda-feira, 28 de março de 2011

Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte unidas em torno de um metrô

Em 11/03/2011, a CBTU divulgou a notícia que as cidades de Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte se uniram a fim de tornar possível o projeto de metrô para atender suas populações. As três cidades contam com os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade.

A inscrição para definir as ações conjuntas deverá ser outorgada até o dia 3 de abril, no Ministério das Cidades, com aprovação prevista pelo governo federal para o dia 12 de junho.

Entre as obras a serem realizadas estão mais 15 quilômetros do metrô de Porto Alegre, avaliada em R$ 2,2 bilhões. Em Belo Horizonte, as obras estão orçadas em R$ 3,5 bilhões e a primeira fase da Linha Azul, em Curitiba, está estimada em R$ 2,25 bilhões.

No total, o PAC da Mobilidade investirá R$7,95 bilhões, somente nessas três cidades, para beneficiar as populações dessas grandes cidades e reduzir os congestionamentos diários que tanto prejudicam milhões de curitibanos, portoalegrenses e belohorizontinos.

Jornal do Brasil - 17/03/2011

Boi na linha do VLT de Cuiabá (MT)

A viabilidade de implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), em vez do BRT (Bus Rapid Transit ou ônibus de via rápida), no contexto da infraestrutura viária para a Copa do Mundo de 2014, em Cuiabá, é contestada pelo presidente da Agência Estadual de Projetos da Copa (Agecopa), Yênes Magalhães.

Em entrevista ao MidiaNews, o executivo observou que, por mais que as desapropriações diminuam, já que o espaço que o VLT ocupa é menor que o BRT, ou ainda que o custo da construção seja menor, o foco é no valor da passagem que a população irá pagar. Em termos comparativos o VLT é como se fosse um "metrô" de superfície, diferentemente do BRT, uma espécie de ônibus "sanfonado", com capacidade maior que os atuais.

"Vários aspectos têm de ser analisados, mas o BRT é mais viável. O VLT é inviável pelo custo da tarifa para a população. Você pode até ter empresário que faça o VLT, mas qual será a diferença de preço na hora da passagem?", questionou Yênes Magalhães.

Outro ponto, conforme o presidente da Agecopa, é que, desde o início da escolha de Cuiabá como uma das cidades-sede do Mundial de 2014, o BRT foi o modelo de transporte público estudado para a reestruturação do sistema de transporte público da capital mato-grossense.

Além disso, o próprio empréstimo que o Governo do Estado conseguiu, no valor de R$ 454 milhões, junto à Caixa Econômica Federal, foi para a implantação do BRT, não para o VLT.

"Voltaríamos à estaca zero. Podemos ter problemas com a Caixa e, se for mudar tudo, o cronograma das obras também pode ser prejudicado. A empresa que o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, convidou para fazer os estudos de viabilidade do VLT afirmou que cobriria os gastos excedentes. Mas, volto a reforçar: de nada adianta, se isso refletir em uma tarifa alta", analisou.

Viabilidade

O presidente da Assembleia é um dos grandes defensores do projeto do VLT para Cuiabá. No início deste mês, a convite de Riva, um grupo português, que atuará em três estados do país na construção do VLT para a Copa do Mundo, fez uma segunda visita técnica, atestando a viabilidade do transporte.

De acordo com o grupo, até o final deste mês de março, deve ser entregue à Agecopa o primeiro relatório conclusivo sobre o VLT, que, caso aprovado, continuará sendo nos dois eixos em que o BRT foi estudado.

O primeiro, do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até a Avenida do CPA, que passará pela área central de Cuiabá e finalizará no Centro Político Administrativo (CPA).

O segundo trecho será do Coxipó até o Centro da Capital, e que passará pela Avenida Fernando Corrêa, em direção ao Centro. A obra também inclui terminais e estações de transbordo pela avenida, que diminuiriam com a implantação do VLT.
Apesar de atestar que a troca nas formas de transporte seria inviável, o presidente da Agecopa informou que a decisão final é um consenso das Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, bem como do Governo do Estado.
Mídia News – Isa Souza – 15/03/2011

Torcer, agora, para que os prefeitos de Cuiabá e Várzea Grande, bem como o governador de Mato Grosso, tomem a decisão certa, e atendam as necessidades presentes e futuras dos contribuintes, e não do “executivo” da Agecopa. Por falar em Agecopa, eis notícia abaixo sobre a “entidade”.

A Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal (Agecopa) decidiu revogar a dispensa de licitação que contratou uma empresa de assessoria e regularização imobiliária para fazer os estudos desapropriações para implantação do plano de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande. A empresa foi contratada por R$ 2,4 milhões sem processo de concorrência com justificativa de agilizar os serviços.

A decisão foi publicada no Diário Oficial que circula hoje e a justificativa para a medida foi a "inabilitação" do empreendimento ora contratado, conforme os pareceres técnico da Auditoria Geral do Estado (AGE) e jurídico da própria Agecopa. Desta forma, o que era para ser um processo ágil, vai se tornar mais um desgaste para a agência, que vem sendo muito criticada pelos deputados estaduais.

Inclusive, há um projeto proposto pelo deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) que propõe a alteração na estrutura da Agecopa. A intenção inicial era mudar a forma com a Agecopa foi criada, saindo de uma autarquia para se tornar uma secretaria. No entanto, esta ideia foi refeita e com a nova alteração o presidente da Agência teria maior poder de decisão. 

Os parlamentares apontam que, além da suposta ineficiência nas obras, as mudanças estão acontecendo à revelia da Assembleia Legislativa.

Só Notícias - Alex Fama - 23 de Março de 2011

"Causos" do TAV - Ribeirão Preto (SP)

Em março de 2010, falava-se em trem-bala de Campinas (SP) a Uberlândia (MG), com estação em Ribeirão Preto (SP). Em nota, a prefeita de Ribeirão Preto falava até mesmo em confirmação do Ministério da Casa Civil (Erenice Guerra, a época?). TAV rendeu hein? Ribeirão Preto não consta nem mesmo nos planos dos trens regionais do governo do Estado de São Paulo, infelizmente.

“O trem de alta velocidade (TAV), apelidado de trem-bala, terá estações em Ribeirão Preto, em São Paulo, Uberaba e Uberlândia, em Minas Gerais, com ponto de partida de Campinas. A informação é da prefeita Dárcy Vera (DEM). Segundo a Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) da Prefeitura (de Ribeirão Preto), Dárcy obteve a confirmação no final da tarde de ontem no Ministério da Casa Civil.

O anúncio de estudo de viabilidade para a construção de três novas linhas do TAV foi feita ontem, em Brasília, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no lançamento da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2”.

Abril.com - 30.03.2010

A mentalidade rodoviarista no interior paulista, mesmo onde havia trens de passageiros

Autoridades de várias cidades do Estado (SP) estiveram participando da 48ª Reunião do Fórum Paulista de Transporte e Trânsito, que começou na quinta-feira (17/02/2011) e seguiu até sexta (18/02/2011), no Centro Cultural “Leny de Oliveira Zurita”, no Jardim dos Ypês, Araras (SP).

Cerca de 150 pessoas compareceram ao evento na manhã da quinta-feira. Às 10h30, teve início a primeira sessão técnica do evento, com a apresentação do Sistema de Transporte Coletivo de Araras, pelo presidente do TCA (Serviço Municipal de Transporte Coletivo de Araras), Luiz Carlos Scarcella.

À tarde, os principais tópicos de discussão serão “Uso de Tecnologia para Gerenciamento da Mobilidade em Caso de Enchentes”, com início previsto para as 14h, e “Políticas Públicas para Táxi”, às 16h15, além de uma reunião exclusiva dos secretários.

Esta edição do Fórum é realizada pela ANTP, em parceria com a Prefeitura Municipal.

A abertura do Fórum Paulista de Transporte e Trânsito contou com a participação do prefeito Nelson Dimas Brambilla; do presidente do TCA, Luiz Carlos Scarcella; do secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Civil de Araras, Milton José Triano; do presidente da ANTP, Ailton Brasiliense Pires; e do presidente do Fórum Paulista de Secretários e Dirigentes Públicos de Transporte e Trânsito e da CET/Santos (Companhia de Engenharia de Tráfego), Rogério Crantschaninov.

Durante a cerimônia, Brambilla falou sobre a implantação de radares para controle da velocidade e alertou sobre os índices de acidentes de trânsito no município – cerca de sete por dia –, que já ultrapassam os números de homicídios.

Em 20 anos, Araras terá cerca de 200 mil habitantes e 160 mil veículos, o que irá interferir no desenvolvimento do trânsito da cidade. Por isso, temos que tomar providências desde já”, disse. 

Uma das sugestões do prefeito é a implantação de educação no trânsito em cursos pré-escolares. “É necessário investir na formação adequada dos futuros condutores”, afirmou.

O presidente do Fórum enumerou os maiores desafios do setor, que incluem a diminuição do número de veículos e o incentivo ao uso do transporte público. “Precisamos atrair novos usuários para o transporte público, investindo em mais conforto e informação”, disse.

Já o presidente do TCA ressaltou alguns dos assuntos que serão discutidos durante o Fórum, como a fiscalização no trânsito, um dos tripés da manutenção do trânsito.

O presidente da ANTP destacou a influência do crescimento das cidades no fluxo do tráfego. “As administrações devem investir no crescimento equilibrado das cidades, em locais de fácil acesso ao transporte público para aquela parcela da população que faz uso mais frequente”, comentou.

O secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Civil discursou sobre as vantagens de morar no município e homenageou os convidados, dando boas-vindas às pessoas que vieram de outras cidades.

O evento também apresenta estandes, como o da Hora Park (concessionária que administra o sistema de zona azul no município de Araras), da Mercedes Benz, da Digicon (empresa que desenvolve linha de equipamentos de controle de acesso para veículos) e da Auttran (empresa de bilhetagem eletrônica).

Alguns municípios de fora do Estado também estão participando do evento. Da capital carioca (RJ), irão participar integrantes da Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro, como o gerente de Sistemas Inteligentes, Lauro Silvestre, e o gerente de Operações da CET/RJ, Rubens Borborema, que serão expositores durante a primeira palestra técnica, prevista para começar às 14h.

Clara Montagnoli - Secom – Prefeitura Municipal de Araras (SP) - 17/02/2011

Fórum tipicamente rodoviarista, como se pode notar. O interior paulista, um dia atendido por trens de passageiros, parece convencido que trem é coisa do passado. Bem, quer ser moderno, e imita a capital – muitos carros, muitos ônibus, muitos congestionamentos, muito barulho e muita poluição. Investe até mesmo nos futuros condutores, mas não nos futuros usuários de transportes coletivos. Que fazer?