sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Extensão da linha 9 da CPTM atrasa e fica para 2018


Prometida para o início deste ano, a extensão da Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) até Varginha, na zona sul de São Paulo, sofreu novo atraso e só deve ser concluída no segundo semestre de 2018. O projeto prevê o prolongamento do ramal em 4,5 km e duas novas estações, ao custo de R$ 790 milhões.

Alegando necessidade de se adequar às exigências feitas pelo Ministério das Cidades, que vai financiar 60% da obra (R$ 500 milhões) com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a CPTM decidiu encerrar no fim deste ano os contratos assinados em setembro de 2013 com os dois consórcios responsáveis pela construção e fazer uma nova licitação para concluir a extensão da Linha 9.

Agora, segundo a estatal controlada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), o novo prazo de entrega do prolongamento da linha, que deve beneficiar 110 mil pessoas, é de 18 meses, contados a partir da ordem de serviço a ser emitida após o fim do processo licitatório, que não deve ser concluído em menos de três meses.

Considerada a “linha nobre” da CPTM porque tem os trens e as estações mais modernos da rede ferroviária, a Linha 9-Esmeralda é o segundo ramal de trens mais usado pelos paulistas, com média de 601 mil passageiros por dia. Ela tem 32,8 km de extensão e 18 estações, ligando a zona sul à cidade de Osasco, na Grande São Paulo.

Atraso. Os contratos antigos com os dois consórcios responsáveis pela obra haviam sido assinados em setembro de 2013, no valor de R$ 273,9 milhões e prazo de conclusão de 27 meses, ou seja, fim de 2015. O início da operação estava previsto para janeiro. Em junho do ano passado, contudo, a CPTM publicou dois aditivos prorrogando o prazo de entrega da extensão da linha em 18 meses e elevando o valor dos dois contratos em 23,7%, para R$ 338,9 milhões.

Em janeiro deste ano, o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que essas alterações de 2015 aconteceram porque a gestão Alckmin não havia conseguido “destravar” a liberação dos recursos do PAC porque o Ministério das Cidades exigia que a modalidade de licitação não fosse pelo “menor preço global”, em que as empreiteiras fazem uma proposta de custo total da obra, mas por “preço unitário”, que prevê valores para cada item da construção.

Na ocasião, o governo paulista informou que aumentaria a sua participação no financiamento da obra em mais de R$ 100 milhões e que usaria os recursos federais do PAC para os serviços complementares, como instalação de equipamentos de via, sinalização de trens e fornecimento de energia.

Agora, contudo, a CPTM decidiu interromper os contratos e as obras físicas para fazer nova licitação na modalidade preço unitário, e poder usar os recursos do Ministério das Cidades também na construção. Com a antecipação do fim dos dois contratos, o valor dos negócios foi reduzido em 36,7%, para R$ 214,4 milhões, e a extensão ficará incompleta até que novas empreiteiras sejam contratadas.

Em nota, a CPTM informou que a ampliação da Linha 9 foi incluída no PAC da Mobilidade em 2014 e que, até agora, as obras estão sendo feitas com recursos do governo do Estado. Segundo a estatal, o encerramento dos contratos foi necessário para “readequar o cronograma físico-financeiro às exigências do PAC”.

“O Ministério das Cidades informou que nos próximos dias emitirá autorização para que a CPTM inicie os processos licitatórios necessários, de acordo com as regras do PAC, para dar continuidade às obras e posterior liberação de recursos da União”, afirma a companhia.

O Estado de São Paulo – 30/09/2016
Comentário do SINFERP
Ah, agora é 2018? Kkkkkkkkkkkk

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Trem colide contra estação de Nova Jersey e deixa 100 feridos


"Devido ao descarrilamento de um trem na estação de Hoboken, todos os serviços partindo e chegando a esta estação estão suspensos", informou a polícia no Twitter.

Nova York, Estados Unidos - Um trem repleto de passageiros colidiu nesta quinta-feira (29/9) contra a plataforma de uma estação em Hoboken, no estado de Nova Jersey, informou a polícia, em um incidente que, segundo a imprensa local, deixou mais de uma centena de feridos.
"Devido ao descarrilamento de um trem na estação de Hoboken, todos os serviços partindo e chegando a esta estação estão suspensos", informou a polícia no Twitter. As rede de televisão ABC e CNN informaram que havia mais de 100 feridos no acidente, ocorrido na periferia de Nova York.

Um fotógrafo da AFP no local do acidente constatou a presença de muitas equipes de bombeiros e policiais. As primeiras imagens sugerem que o trem não conseguiu reduzir a velocidade ao entrar na estação e acabou subindo na plataforma, destruindo parte do teto. As mesmas imagens mostram o trem descarrilado e parcialmente coberto com escombros do teto que desabou.

Correio Brasiliense – 28/09/2016

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Mobilidade enfrenta resistências


A qualidade do transporte público e o tempo gasto nos deslocamentos diários incomodam o paulistano, que tem aprovado cada vez mais medidas como a criação de corredores de ônibus e as ciclovias. No entanto, deixar o carro na garagem ainda é mais uma aspiração do que realidade para a maior parte das pessoas que utilizam o transporte individual como principal forma de locomoção na cidade: 34% dos paulistanos afirmam utilizar o carro como meio de transporte todos os dias, mesmo que de carona ou táxi. Há um ano, esse percentual era de 32%, o que sugere que a adesão não se alterou de forma significativa.
Os dados fazem parte da 10ª edição da pesquisa sobre percepções do paulistano, realizada pelo Ibope Inteligência e a Rede Nossa São Paulo. Foram entrevistados 602 moradores da cidade de São Paulo com 16 anos ou mais, entre os dias 23 de agosto e 1 de setembro. O levantamento, apresentado na semana passada em São Paulo, foi tema de dois debates na Conferência Ethos 360.
Entre os usuários de automóvel, 49% afirmaram que utilizaram o carro com menor frequência nos últimos 12 meses, 27% afirmaram que usam com frequência igual e 22% com maior frequência. E ainda 51% dos entrevistados afirmaram que com certeza deixariam de utilizar o carro se tivessem melhor alternativa de transporte. No ano passado, esse percentual era de 52%. Quando o paulistano diz que está deixando mais o carro em casa, na verdade isso reflete mais um desejo de fazê-lo do que a realidade. Estamos dopados por essa cultura, diz Carlos Aranha, consultor da Rede Nossa São Paulo. Segundo a pesquisa, 60% dos moradores da cidade afirmam ter carro em casa.
Entre os moradores da cidade, romper com a cultura do transporte individual motorizado ainda é uma barreira difícil de ser transposta, embora o estudo mostre que aumenta a aprovação da população a medidas como o aumento da malha cicloviária e dos corredores de ônibus. Se em 2015, 59% apoiavam a construção de mais ciclovias e ciclofaixas, em 2016 o número subiu para 68% dos entrevistados. E 92% dos paulistanos (ante 90% em 2015) apoiam a construção de mais corredores ou faixas de ônibus. Entre os usuários frequentes de carros, a aprovação é de 90%.
No entanto, o nível de satisfação do paulistano com os aspectos ligados à locomoção na cidade é mediano. A satisfação com o transporte público (ônibus, metrô, trem) de maneira geral é de 5,1 pontos, em uma escala que vai de 1 a 10 - quanto menor o número, maior a insatisfação. O item de maior pontuação na pesquisa foi a quantidade de faixas de pedestres, com 5,5 pontos, e os menores índices de contentamento foram com a situação geral do trânsito (3,2 pontos) e controle da poluição do ar (3,5 pontos). A qualidade do ar, aliás, é apontada como o tipo de problema mais grave na cidade por 64% dos paulistanos, afirma Márcia Cavallari, CEO do Ibope Inteligência. O mesmo percentual de pessoas, 64%, afirmou que já teve problemas de saúde no domicílio relacionados a isso.
De carro ou transporte público, gasta-se muito tempo nos deslocamentos diários em São Paulo, o que alimenta a insatisfação da população. Segundo a pesquisa, 33% dos paulistanos gastam entre uma hora e duas horas no trânsito para realizar suas atividades principais (trabalho ou estudo); e 17% dos moradores da cidade gastam entre duas e três horas em seus deslocamentos. Interconectar diferentes modais é um dos caminhos para reduzir o tempo médio dos deslocamentos e para que um maior número de pessoas passe a utilizar o transporte coletivo, na avaliação de Diego Conti, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA) e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Na prática, já existem opções conectando metrôs a trens, ônibus e bicicletas, mas é preciso desenhar mais alternativas. O rio Tietê, por exemplo, poderia ter balsas transportando pessoas, diz o professor. Conti aponta soluções que podem ser viáveis: o adensamento dos bairros, aproximando moradia dos locais de trabalho e o uso de carros compartilhados (o Rio de Janeiro será a primeira cidade a ter um projeto do tipo).
Valor Econômico – 28/09/2016
Comentário do Sinferp
Bem, ai está mais do mesmo, e com o me-engana-que-eu-gosto de costume, isto é, que as pessoas deixam o carro em casa SE o transporte coletivo melhorar.  Não deixa, e nada tem a ver com a qualidade do transporte coletivo, mas com a valorização do individualismo que o carro promove. Aliás, foi feito para isso: “vá onde quer, como quer, do jeito que quer e quando quer”.  Gente assim não irá ajustar o poderoso ego aos caprichos das determinações do coletivo.  Não se muda isso com “consciência”, mas com limitações cada vez maiores. Mesmo assim, antes de migrar para o coletivo, e individualista passará pela bicicleta, pois continua sendo transporte individual e sobre pneus. Ele quer o meio de transporte "dele". Que seja... Ah, em tempo: mobilidade não é sinônimo de transporte, mas de inclusão. Transporte é um recurso importante para incluir, mas apenas isso.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

PF suspeita de propina em obras do Metrô de SP


foto Adriano Vizoni
Com base em 32 conjuntos de mensagens trocadas por e-mail entre executivos da empreiteira Odebrecht, a Polícia Federal organizou uma lista dos casos em que a empresa é suspeita de ter pago propina a políticos para obter vantagens indevidas em contratos com o poder público. Entre elas estão mensagens com pedidos de pagamentos de porcentagens referentes a obras das linhas 2-Verde e 4-Amarela do Metrô de São Paulo.

Os e-mails revelam ainda um pedido de pagamento de R$ 500 mil, em 2004, relacionado a uma "ajuda de campanha com vistas a nossos interesses locais". Na mensagem, assinada pelo diretor da Odebrecht responsável pelo contrato da Linha 4, Marcio Pellegrini, ao Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, conhecido como "departamento de propinas" da empreiteira, há uma referência ao codinome "Santo".

A PF, contudo, afirma não ter identificado a quem se referem os codinomes destas planilhas e, por isso, os possíveis destinatários destes pagamentos não foram alvo da Operação Omertà, deflagrada na segunda-feira (26).

"Verificou-se que alguns pagamentos eram solicitados explicitamente a título de contribuição para campanhas eleitorais, mas, ao contrário de qualquer alegação de que se tratariam apenas de contribuição popularmente conhecida como caixa 2, encontravam-se diretamente atrelados ao favorecimento futuro da Odebrecht em obras públicas da área de interferência dos agentes políticos", afirmou o delegado da PF Filipe Hile Pace.

Ao todo, a PF lista mais de 20 e-mails referentes às obras do metrô paulista, sempre partindo dos diretores e executivos ligados à obra para executivos do "departamento de propinas" e para o então presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Barbosa Júnior, que na maioria dos casos repassava o pedido de pagamento para Marcelo Odebrecht aprovar.

Nas trocas de e-mails aparecem o total de nove apelidos, sendo seis ligados às obras da Linha 2 e a porcentagens de pagamentos que variam de 0,5% a 4%, e dois ligados às obras da Linha 4. A Odebrecht participou do consórcio que fez os lotes 1 e 2 da Linha 4 e também atuou na expansão da Linha 2, ligando as estações Ana Rosa e Imigrantes.

Em 4 janeiro de 2006, por exemplo, Fábio Gandolfo, diretor de contrato da Linha 2, encaminha a Ubiraci Santos, apontado como um dos responsáveis por fazer as solicitações de pagamentos ilícitos do Setor de Operações Estruturadas, uma planilha com pagamentos para "Corintiano", "Estrela", "Bragança" e "Brasileiro", previstos para 11 de janeiro.

Em outro e-mail, de maio, com o assunto "Metro SP", Gandolfo informa que foi assinado um aditivo contratual referente ao lote 3 da obra, no valor de R$ 37,7 milhões, e pede que seja adicionado as propinas referentes a este aditivo à "Planilha DGI". Segundo a Lava Jato, a sigla DGI era utilizada com frequência pelos executivos da Odebrecht para se referir aos pagamentos ilícitos e aos acertos do "departamento de propina".

Neste aditivo, o maior porcentual ficaria, segundo a planilha, com "Estrela", o equivalente a 4% do valor do contrato, totalizando R$ 1,5 milhão.
Rio
Na lista de obras citadas nas mensagens reveladas pela PF, 14 se referem a obras no Rio de Janeiro - 11 na capital, duas em Rio das Ostras (Região dos Lagos) e uma em Campos (norte fluminense).

Esses e-mails permitem concluir que 16 pessoas ou grupos de pessoas se beneficiaram da propina. Elas são identificadas por codinomes como "Bolinha", "Pavão", "Rasputim", "Barba Negra" e "Casa de Doido".

Defesa
Por meio de nota, o governo de São Paulo afirmou que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não mantém relações com empresários "que não sejam pautadas estritamente pelo interesse público".

"O Governo de São Paulo está à disposição para colaborar com a força tarefa e já determinou que a Corregedoria-Geral da Administração (CGA) solicite compartilhamento de informações."

Também em nota, a Secretaria de Transportes de São Paulo afirma desconhecer irregularidades em suas obras. "As empresas, contudo, estão à disposição para colaborar com a Força Tarefa da Lava Jato e esclarecer toda e qualquer informação."

Consultada pela reportagem, a Odebrecht não quis se manifestar. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Folha de São Paulo – 27/09/2016
Comentário do SINFERP
Polícia Federal? Comandada pelo careca que é Ministro da Justiça do governo Temer? Que foi o chefe de blindagem do governo Alckmin? Pode esquecer... Vai dar gaveta, como de costume.

Por que o delegado não autuou suspeito de estupro no metrô do Recife (PE)?


Uma sequência de dúvidas cerca a conduta de um delegado da Polícia Civil em relação à apuração de uma denúncia de abuso sexual dentro do metrô do Recife. Acompanhada da mãe, uma estudante de 21 anos prestou depoimento à Central de Plantões da Capital e afirmou que foi apalpada por um homem de 39 anos dentro de um dos vagões. Segundo a vítima, isso já vinha acontecendo nos últimos dias e se repetiu nesta quarta-feira (21). Mas nesta última vez, não aguentou e, chorando, pediu ajuda de segurança da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para deter o suspeito.

Para a surpresa da estudante, porém, o homem não foi autuado em flagrante. O delegado de plantão decidiu abrir um inquérito e liberou o suspeito, que estava acompanhado de um advogado. Aos jornalistas, o delegado afirmou que o abuso foi praticado na terça-feira, e que, por isso, não caberia mais o flagrante. Na frente dele e de jornalistas, a estudante reforçou que nesta quarta-feira ela também foi apalpada nas partes íntimas pelo mesmo suspeito. Mesmo assim, o delegado não levou em consideração o relato dela e expulsou, aos gritos, dois jornalistas da sala porque os mesmos questionaram a decisão de liberar o suspeito.

Com a repercussão na imprensa, a Polícia Civil agiu rápido e convocou a estudante para prestar novo depoimento na Delegacia da Mulher. Ainda abalada pela situação, a garota teve que relembrar à polícia novamente detalhes do que aconteceu e das perseguições que, segundo ela, vinha sofrendo há duas semanas. A delegada Ana Elisa Sobreira estranhou a conduta do colega de profissão, mas preferiu não opinar. Prometeu, no entanto, que iria apurar as circunstâncias da liberação do suspeito e afirmou que ele poderá, sim, ser indiciado por estupro.

O Departamento de Polícia da Mulher vem realizando um trabalho intenso para combater identificar e prender criminosos responsáveis por abusos sexuais. As delegadas Ana Elisa Sobreira, Marta Virgínia e Inalva Regina são algumas das mais experientes profissionais da área e estão trabalhando incansavelmente para acabar com a onda de estupros que preocupa toda a sociedade. Mas, diante de centenas de casos, é preciso, de fato, que todos os profissionais da área de segurança, seja em qual delegacia for, estejam aptos a receber as vítimas com o respeito que elas merecem.

É preciso que a Chefia da Polícia Civil de Pernambuco oriente melhor delegados, comissários e agentes para que tratem bem as mulheres que procuram ajuda policial, principalmente aquelas vítimas de crimes sexuais, e para que evitem falhas como a que parece ter ocorrido nesta quarta-feira na Central de Plantões da Capital.

E mais: a Secretaria de Defesa Social (SDS) precisa vir a público dar explicações sobre o episódio. É de estranhar a atitude do delegado ao liberar o suspeito com o argumento de que a estudante teria sido abusada no dia anterior e que não havia mais um flagrante. A vítima foi categórica ao dizer que o abuso também aconteceu minutos antes do homem ser detido.

E o mais grave: a jovem denuncia que parte do relato dela sobre o abuso sofrido nesta quarta-feira (21) teria sido retirado do boletim de ocorrência feito na Central de Plantões. É no mínimo necessário que seja aberto um processo administrativo na Corregedoria da SDS para que o caso seja investigado a fundo, afinal são muitas questões sob suspeita.

Jornal do Commercio – 21/09/2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Governo de SP anuncia venda das linhas 5 e 17 do Metrô para grandes empresários


Governo de SP e Metrô avançam em projeto de privatização em audiência pública. Metroviários realizam manifestação para dizer não à privatização.

O Governo do Estado de São Paulo e o Metrô de São Paulo apresentaram na última sexta-feira, dia 23, em audiência pública, parte do projeto de privatização das linhas 5 -Lilás e 17 - Ouro da rede metroviária de São Paulo. A atividade contou com uma manifestação dos metroviários e do Sindicato que foram para dizer que não aceitarão o projeto de privatização do Estado e do governo golpista de Temer.
Paulo Menezes de Figueiredo, diretor-presidente do Metrô, foi quem apresentou o projeto e comunicou que a iniciativa privada ficará responsável pela operação (venda de bilhetes e atendimento ao usuário) e manutenção das Linhas, e sua construção será de responsabilidade do Estado. As linhas serão entregues à iniciativa privada prontas, com novos trens e sistema implementado. Ou seja, o Estado garantiria as linhas e os empresários e a iniciativa privada lucraria em cima dela.
José Carlos Nascimento, diretor financeiro do Metrô, afirma que as empresas receberão R$ 1,69 por passageiro transportado, em uma expectativa de 855 mil passageiros por dia na linha 5-Lilás e 185 mil na Linha-17. Tal contrato teria, a princípio, 30 anos de duração.
A concorrência está prevista para ser aberta em dezembro deste ano, e poderão concorrer empresas estrangeiras e nacionais, podendo as mesmas que hoje estão envolvidas nos escândalos de corrupção concorrer, por exemplo as que estão sendo hoje denunciadas no Propinoduto e na Lava Jato.
Os metroviários que marcaram presença na consulta pública se manifestaram contrários ao projeto de privatização, com faixas, cartazes e falas no plenário.
Entre as perguntas feitas à direção da empresa, foi questionada a expansão da Linha 5-Lilás, inicialmente prometida pelo governo para chegar até o bairro do Jardim Ângela, Zona Sul de SP. Os representantes do Metrô e do Governo afirmaram que a extensão será apenas até a estação Brooklin, cancelando o projeto original e provando ser uma grande propaganda enganosa do golpista Geraldo Alckmin acerca da expansão da malha metroviária na cidade de SP.
Questionados sobre o que acontecerá com os funcionários que hoje trabalham na Linha 5-Lilás após a venda desta linha para os grandes empresários privatizantes, a empresa respondeu que "aqueles que estiverem trabalhando na linha serão realocados e reaproveitados nas demais Linhas", não se manifestando acerca da possibilidade de terceirização. A categoria segue preocupada com a situação dos trabalhadores, pois alguns já foram deslocados e há até mesmo demissões.
Esquerda Diário – 25/09/2016

domingo, 25 de setembro de 2016

Santos (SP) inaugura bonde que será usado para atividades artísticas


foto Anderson Bianchi
Veículo foi doado em 2009 pela cidade de Turim, na Itália. Ao todo, R$ 500 mil foram investidos para a reforma do bonde.
A Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, inaugurou nesta segunda-feira (23) mais um veículo da linha turística de bondes. O novo equipamento é uma espécie de Bonde Arte e será utilizado para atividades culturais e artísticas.
De acordo com informações da Prefeitura de Santos, o veículo foi doado em 2009 pela cidade de Turim, na Itália.
O equipamento foi restaurado neste ano com a verba do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade) e da administração municipal. Ao todo, R$ 500 mil foram investidos para a reforma do bonde.
A junção dos antigos vagões servirá como palco para as apresentações musicais ou teatrais. Além disso, poderão ser realizadas exposições de quadros e fotos, saraus, lançamentos de livros e outros eventos.
G1 – 23/09/2016

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Metrô SP negocia mais R$ 108 milhões em dívidas


Em crise financeira, governo tenta de todas as maneiras renegociar dívida milionária do Metrô com credores.

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) reconheceu mais duas dívidas milionárias com consórcios contratados em 2009 para reformar 98 trens das linhas 1-Azul e 3-Vermelha. Os débitos somam R$ 108 milhões e o pagamento em parcelas até abril de 2017 foi negociado com a Alstom Brasil Energia e Transporte, empresa acusada pelo Ministério Público Estadual (MPE) de integrar um cartel para fraudar licitações de metrô e trens durante os governos José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Com isso, as dívidas do Metrô acumuladas com fornecedores já chegam a R$ 150 milhões.
O maior débito, no valor de R$ 70,8 milhões, é com o Consórcio Reformas Metrô (Alstom e Iesa), para "modernização" de 22 trens e fornecimento de equipamentos na Linha 3. Outra dívida, de R$ 37,5 milhões, é com o Consórcio Modertrem (Alstom e Siemens), para reforma de 25 trens da Linha 1.
Na segunda-feira, 12, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que o Metrô já havia negociado pagamento de R$ 41 milhões de dívidas com o Consórcio BTT (Bombardier, Temoinsa e Tejofran), contratado para reformar 26 trens da Linha 1.

O Metrô afirmou, em nota, que "o procedimento é totalmente legal e previsto nas relações com fornecedores de serviços e obras" e que "não há qualquer prejuízo" à empresa e "nos serviços prestados aos usuários com os parcelamentos".

Ao todo, o Metrô assinou quatro contratos em abril de 2009 para reforma de 98 trens no valor de R$ 1,7 bilhão. Até agora, 80 trens já foram reformados. Segundo denúncia feita pelo MPE à Justiça em 2015, houve conluio entre as empresas para dividir as contratações e os valores apresentados na licitação tiveram sobrepreço de R$ 122 milhões. Seis executivos das empresas viraram réus. O Metrô afirmou à época que a denúncia não envolvia nenhum funcionário da estatal, que não compactua com irregularidades e colabora com a Justiça. 

Na segunda-feira, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que, por causa de uma crise financeira, com quedas de repasses do governo Alckmin e no número de passageiros, além dos atrasos nas obras, o Metrô tem alterado a ordem de pagamentos a fornecedores para evitar despejos dos canteiros.

Jovem Pan – 13/09/2016

Comentário do SINFERP

O leitor notou que é SEMPRE algum “consórcio”? Interessante que, além de SEMPRE ser um “consórcio”, SEMPRE consórcio entre os de SEMPRE.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Vandalismo interdita banheiros da estação de trem de Deodoro (RJ)



estação São Cristovão
RIO - Os banheiros masculino e feminino da estação de trem de Deodoro, na Zona Oeste do Rio, estão interditados devido a atos de vandalismo durante os Jogos Olímpicos. Segundo a SuperVia, concessionária que administra o transporte, foram furtados acionadores de descarga, registros e parte de uma torneira dos banheiros para deficientes. O crime aconteceu no último domingo, quando aconteceu a festa de encerramento da Paralimpíada no estádio do Maracanã.

De acordo com a empresa, técnicos estão fazendo os reparos e a reposição das peças dos banheiros. Ainda não há previsão de reabertura.

Na madrugada desta quarta-feira, foi arrombada a porta de uma caixa localizada embaixo da plataforma 2 da estação São Cristóvão, onde ficam as instalações de cabos e tubulações de água e esgoto da estação.

FURTO EM SÃO CRISTÓVÃO

Na Paralimpíada, o terminal de São Cristóvão também foi alvo de furto de um poste de iluminação de LED, localizado na nova rampa de acesso pela Rua General Herculano Gomes, em frente à Quinta da Boa Vista. Também foram levadas três luminárias que tinham sido instaladas na rampa e na passarela, construídas recentemente sobre a Avenida Radial Oeste.

Além disso, vândalos picharam a rampa da estação Olímpica de Engenho de Dentro, que passa sobre a Rua Amaro Cavalcanti. Na ocasião, houve danos às portas de elevadores das plataformas 1 e 2 nos primeiros dias da Olimpíada.

A SuperVia informou que repudia essas ações, que têm danificado o patrimônio público e o investimento que a concessionária tem feito para a reforma de estações.

O Globo – 21/09/2016

Comentário do Sinferp

Gozado: a SuperVia lamenta, etc., mas não fiscaliza.

Incêndio em bueiro interrompe operação em quatro estações do VLT do Rio


RIO - Um trecho do Veículo leve sobre trilhos (VLT), no Centro do Rio, teve a circulação interrompida temporariamente, na manhã desta quinta-feira, pós um bueiro pegar fogo na esquina da Avenida Buenos Ares com Rio Branco. Por volta das 9h30m, o Corpo de Bombeiros entrou em contato com o consórcio VLT e solicitou a interrupção de parte do serviço.
Por medida de segurança, a empresa que opera o transporte informou que o trecho, entre as estações da Cinelândia e da Carioca, não está operando.
Com isso, estão fechadas as estações São Bento, Candelária, Sete de Setembro e Carioca. O serviço só está feito entre a Cinelândia e o Santos Dumont, e da Parada dos Museus até a rodoviária. O consórcio informou ainda que não há previsão da volta do serviço.
Na estação Candelária, os passageiros foram surpreendidos com a interdição de parte do trecho da Avenida Rio Branco, por onde passa o bonde.
— E agora como faço para chegar ao Santos Dumont? Nem sei que ônibus posso pegar — se perguntava a aposentada Maria das Graças Moura, de 66 anos.
Alguns agentes do VLT estão nas estações ao longo da Rio Branco para informar e orientar os usuários.
Equipes da CEG estão no local e tentam resolver o problema. A companhia informou que está apurando as causas do incidente e que todas as medidas de segurança já foram tomadas.
O Globo – 22/09/2016