sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Justiça de SP suspende aumento de velocidade nas Marginais Pinheiros e Tietê


A Justiça aceitou nesta sexta (20) uma ação contra a Prefeitura que exige o veto ao aumento dos limites de velocidade nas Marginais Pinheiros e Tietê, uma das principais promessas eleitorais de João Doria (PSDB). O governo municipal tem até 30 dias para apresentar defesa.
A proposta da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) argumenta que Doria não apresentou garantias de que a mudança não coloca em risco a vida de pedestres que transitam por essas vias.
O projeto inicial de Doria era elevar os limites das pistas locais de 50 km/h para 60km/h, das centrais de 60 km/h para 70 km/h e das expressas de 70 km/h para 90 km/h. Após pressão feita pela Ciclocidade e por outras entidades de ciclistas, o prefeito havia feito pequeno recuo, e mantido o limite de 50 km/h nas faixas da direita das pistas locais.
Em sua decisão, o juiz Luis Manuel Fonseca Pires afirma que “resultados estatísticos, apurados pelo próprio Poder Público, concluíram, após pouco mais de um ano de experiência, pelo acerto da medida (da redução de velocidades proposta pelo ex-prefeito Fernando Haddad)”.
O juiz deferiu o pedido alegando que “a redução das velocidades nas marginais integra-se a uma sequência de outros atos dentro de um programa de prevenção a acidentes” e, por isso, não podem ser suspensas subitamente. O texto alega ainda que a liminar não causa “qualquer prejuízo à Administração Pública ao suspender a alteração drástica da política pública existente”.
A previsão é que o aumento entrasse e vigor na próxima quarta (25), aniversário da cidade, mas fica suspenso até que a Prefeitura se apresente. Segundo a assessoria de imprensa do TJ-SP, o gabinete será notificado no início semana que vem.
Veja – 20/01/2017
Comentário do SINFERP
O prefeito engomadinho “talvez” comece a perceber que não tem poder imperial sobre a capital dos paulistas. Doria I estava convencido de que poderia fazer e desfazer o que bem entendesse, e sem subordinar seus mandos e desmandos a quem quer que fosse.

Manifestantes protestam contra aumento da tarifa da integração em SP


Jornal GGN - Na tarde de ontem (19), cerca de 200 manifestantes protestaram em frente à prefeitura de São Paulo contra o aumento da tarifa de integração dos ônibus com trens e Metrô


O reajuste foi proposto pelo governador Geraldo Alckmin e pelo prefeito João Doria, e suspenso em decisão da Justiça no último dia 10. Na prefeitura, os manifestantes fizeram a entrega simbólica do prêmio Aumento Inovador para Doria, e também queimaram catracas de papelão.


Na quarta (18), o desembargador Spoladore Dominguez, da 13ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), negou novo pedido de Alckmin para suspender a liminar que impede o reajuste.


Participantes do Movimento Passe Livre entregaram simbolicamente a Doria o prêmio 'Aumento Inovador', caracterizado por uma catraca dourada


Pelo menos 200 manifestantes marcharam na tarde de hoje (19), sob chuva, da estação da Luz até a prefeitura de São Paulo, ambas na região central da cidade. O Movimento Passe Livre (MPL) exige que a Justiça mantenha a decisão de não aumentar a tarifa de integração dos ônibus com trens e Metrô, proposta pelo governador Geraldo Alckmin e pelo prefeito João Doria – e suspensa pela Justiça no último dia 10. 


Na prefeitura, os participantes do protesto entregaram simbolicamente para Doria o prêmio Aumento Inovador, caracterizado por uma catraca dourada, em uma sátira por ele ter inovado na forma de aumentar a tarifa, depois de prometer em campanha eleitoral mantê-la congelada, o que foi feito somente para a passagem unitária. Na frente do prédio, um grupo queimou catracas de papelão, uma ação tradicional do movimento, contra as tarifas do transporte público.


“Nesse ato vamos denunciar o acordo entre João Doria e Alckmin, que permitiu o aumento da integração entre ônibus e Metrô”, disse um dos organizadores, em um vídeo postado na página do movimento no Facebook. “É a segunda tentativa de entregar troféu catraca de ouro para Doria. Agora vamos entregar uma catraca ainda maior, do tamanho do aumento que quer entregar contra o povo."


A concentração começou às 17h em frente ao prédio da Pinacoteca do Estado. Por volta das 18h30, os manifestantes saíram em marcha pelas ruas do centro, segurando cartazes e entoando palavras de ordem contra o aumento. Durante o trajeto, eles foram acompanhados por grande efetivo policial, mas o ato seguiu pacífico do princípio ao fim.


Diferentemente do primeiro ato, realizado no dia 12, os manifestantes não foram impedidos pela polícia de chegar ao destino. Na quinta-feira passada, os participantes do protesto saíram da Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, rumo à casa do prefeito João Doria, no Jardim Europa, na zona oeste, onde entregariam para ele o prêmio Aumento Inovador, porém, a Tropa de Choque os impediu de prosseguir "por motivo de segurança", segundo entrevista de um oficial ao coletivo Jornalistas Livres. Os participantes entregaram o prêmio para o comandante da operação.


Nova derrota para Alckmin e Doria


Na noite de ontem (18), o desembargador Spoladore Dominguez, da 13ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), negou novo pedido de Alckmin para suspender a liminar que impede o reajuste das tarifas de integração e das linhas intermunicipais da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), além da taxa que seria cobrada para acessar plataformas de terminais. O mérito do agravo de instrumento ainda será julgado.


Na decisão, o desembargador argumenta que não há risco irreparável ou prejuízo que justifique a elevação das tarifas e considerou que a medida traria impacto negativo para o usuário. (“...) o alegado prejuízo ao estado (R$ 404 milhões, apenas no exercício de 2017) não se consolidará, de forma imediata, a curto prazo”, afirmou em despacho. No Metrô, o aumento afetaria 23,86% dos usuários e na CPTM, 19,68%.

GGN – 20/01/2017

Usuários aguardam fim de obra estação da CPTM em Suzano


Moradores e passageiros da CPTM, em Suzano, esperam a entrega de parte da estação de trem. É que, há quase um ano, só metade dela foi inaugurada. E são obras que não têm fim. Esse trabalho todo começou em 2011. E uma outra expectativa é com a passarela que está prevista para ser liberada ainda nesse primeiro semestre. Uma alternativa para pedestres que vão se livrar do trânsito de uma das avenidas mais movimentadas do centro.

Ela promete facilitar a vida dos pedestres e trazer mais segurança. “Prá gente que anda mais devagar vai ser mais seguro” disse a pensionista Sônia Maria. Já tem quase uma semana que a passarela da nova estação de Suzano começou a ser preparada. Ela passa por cima da rua Prudente de Moraes e as pessoas poderão atravessar de um lado para o outro, sem precisar esperar o farol.  “Ficamos as vezes esperando 10 ou 15 minutos. E o ônibus para em cima da faixa, você não vê se o semáforo está aberto, se dá prá atravessar. É bem difícil, a passarela vai ajudar bastante” disse a cozinheira Naudina Silva.

Uma ponta fica ao lado da estação, mas todo mundo pode acessar sem pagar a tarifa do trem. A outra ponta fica no lado oposto, em um terreno.  Segundo a CPTM, para inauguração faltam algumas etapas como as instalações do acesso e do bicicletário, além do elevador e da escada rolante. “Acho importante para os pedestres, com dificuldade de andar” disse o aposentado José Pedro Pereira.

No local, além de máquinas, funcionários trabalham nos serviços de alvenaria e concretagem na escada fixa da passarela. O prazo para o término da obra é o primeiro semestre desde ano. A obra da passarela custa mais de R$ 9 milhões. A estação de Suzano, custou cerca de R$ 46 milhões.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou que está verificando a entrega da outra parte da estação e assim que tiver uma posição, vão se posicionar sobre o assunto.

G1 – 19/01/2017

Comentários do SINFERP

CPTM: a empresa do “quase”: quase-qualidade, quase-segurança, quase-conclusão de obras...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Em 4ª derrota de Alckmin, aumento da tarifa continua suspenso


São Paulo – O desembargador Spoladore Dominguez, da 13ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ), negou o último recurso do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e manteve suspenso o aumento da tarifa integrada de ônibus com trem e metrô.

Esta é a quarta derrota de Alckmin na Justiça para tentar reajustar parcialmente os preços das passagens e manter a tarifa básica congelada em R$ 3,80, conforme promessa de campanha do prefeito da capital, João Doria (PSDB), seu afilhado político.

O agravo de instrumento do governo Alckmin foi apresentado ao TJ na semana passada para tentar reverter duas decisões, uma liminar e outra monocrática do presidente da Corte, Paulo Dimas, que suspendeu o aumento de 14,8% na tarifa integrada entre ônibus e trilhos e de até 35,7% nos preços dos bilhetes temporais.

No recurso, o governo Alckmin afirmava que as integrações de ônibus com trem e metrô não precisam mais de estímulo financeiro aos passageiros e que o veto aos aumentos propostos iria causar um prejuízo de R$ 1,9 bilhão ao sistema de transporte metropolitano em 2017.

Além das tarifas de integração e dos bilhetes temporais, também seguem suspensos os reajustes de 7,1%, em média, aplicados nos ônibus intermunicipais da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).

No recurso, o governo paulista negou que a decisão de encampar a promessa de campanha de Doria e manter a tarifa básica congelada em R$ 3,80 tenha sido política e argumentou que tanto o Metrô quanto a CPTM perderiam passageiros e receita se a gestão estadual tivesse aplicado um reajuste linear pela inflação e elevado o bilhete unitário para R$ 4,05.

Exame – 18/01/2017
Comentário do SINFERP
E o engomadinho começou o ano ferrando o governador. Bem, são do mesmo ninho, né?

Primeiro trem que liga China ao Reino Unido chega a Londres


Viagem passou por nove países.
LONDRES - O primeiro trem de carga que liga a China ao Reino Unido chegou nesta quarta-feira a Londres. O trem chegou a Barking, no leste de Londres, após deixar Yiwu, na província de Zhejiang, em menos de 18 dias.
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lônia, Alemanha, Bélgica e França. Do solo francês, atravessou o Canal da Mancha para chegar à Inglaterra. A carga continha roupas, tecidos, bolsas e malas.
— Este momento é importante para mostrar que podemos ter um trem que faça o trajeto entre a China e o Reino Unido em menos de 18 dias. Também depende de quanta carga podemos transportar do Reino Unido para a China — afirmou Carsten Pottharst, diretor gerente do Grupo InterRail, operador do trem.
Segundo o gerente da OTT Logistics, Oscar Lin, houve interesse no serviço:
— Este é um primeiro trem para teste, para perceber a reação no Reino Unido. E já tivemos muita demanda, entre 50 e 60 consultas.
A premier Theresa May afirmou que a relação com a China permanece “dourada”, em busca de investimentos chineses especialmente no momento de saída da União Europeia.
O Globo – 18/01/2017

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Passagens de ônibus e metrô voltam ao preço antigo nesta quarta-feira, em Brasília


Os preços mais baixos devem vigorar por, no mínimo, uma semana, já que o Tribunal de Justiça do DF marcou para a terça-feira (24/1) o julgamento da ação do GDF para continuar cobrando mais caro pelo serviço.

O decreto da Câmara Legislativa, que revogou o aumento nas tarifas do transporte público do Distrito Federal, foi publicado na edição desta quarta-feira (18/1) do Diário Oficial do DF. Com isso, os preços das passagens de ônibus e de metrô voltam aos valores de 2015. A previsão era de que a correção já passasse a valer nas primeiras horas do dia.


Durante o começo da manhã, no entanto, restavam dúvidas aos passageiros, que afirmaram que alguns ônibus continuavam a cobrar o preço mais caro. A vendedora Cláudia dos Santos, que mora no Riacho Fundo 2 e trabalha no Plano Piloto, afirma que pagou com o cartão e foram debitados R$ 5 pela passagem na linha 871. "Na verdade eu nem sabia que o preço havia voltado ao normal. Vou ficar atenta na volta para não pagar mais caro", afirmou.

Passageiros do metrô também reclamaram de terem sido cobrados pela tarifa mais cara. Em nota, o Metrô-DF afirmou que o valor foi cobrado em alguns cartões flex que continham créditos carregados antes da meia-noite de hoje. O órgão também explicou que está verificando o problema ocorrido e tomando as providências necessárias para efetuar a correção no sistema. Os usuários que tiveram o valor mais caro debitado no cartão devem entrar em contato com a Ouvidoria do Metrô-DF para solicitarem o ressarcimento, pelo telefone 3353-7373.

As passagens mais baratas (linhas circulares e alimentadoras), que haviam sido reajustadas para R$ 2,50, voltam aos R$ 2,25. As linhas curtas voltam a custar R$ 3, e não R$ 3,50. As de longas distâncias, caem de R$ 5 para R$ 4. A Casa Civil informou que os ajustes nas catracas dos veículos e na bilheteria do metrô já foram concluídos.

Os preços mais baixos devem vigorar por, no mínimo, uma semana, já que o Tribunal de Justiça do DF, conforme determinado pelo relator da matéria, desembargador Getúlio Moraes Oliveira, marcou para a terça-feira (24/1) o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade do Governo do Distrito Federal (GDF) para continuar cobrando o preço atual.

Na última quinta-feira (12/1), deputados distritais votaram por 18 votos a 0 pela revogação dos novos preços. A principal justificativa da Câmara Legislativa foi a de que o governo deveria ter consultado o Conselho de Transporte Público Coletivo (CTPC) antes de reajustar as tarifas. Rollemberg classificou a medida do Legislativo local como “ilegal, abusiva e completamente desconectada com a realidade financeira do Distrito Federal e do Brasil”. “A Câmara Legislativa tem se destacado por tomar medidas que criam despesas, sem apontar a origem da receita, contribuindo para o desequilíbrio econômico de Brasília”.

O Palácio do Buriti pretendia obter liminar, cujo conteúdo suspendesse a resolução da Câmara Legislativa, antes mesmo da publicação do ato no Diário Oficial do DF — medida necessária para a efetiva queda dos preços. O pedido de anulação da medida, aprovado por 18 votos a 0, embasa-se em uma suposta interferência entre poderes. Além disso, a Procuradoria-Geral do DF argumenta que o Legislativo local pode sustar determinações do Executivo apenas nos casos em que o chefe do governo extrapole as atribuições. Segundo o órgão, as alterações tarifárias encontram-se entre as responsabilidades do governador.

Tarifa pesa no bolso

As passagens de ônibus eram as mesmas desde 2006 e as do metrô, desde 2009. Na gestão de Rollemberg este foi o segundo reajuste, desde que assumiu o Buriti em 2015. O anterior ocorreu em setembro do ano passado. As duas medidas causaram revolta na população e diversos protestos foram feitos na capital onde 1,2 milhão de passageiros usam o sistema diariamente.

Ao anunciar os novos preços das passagens, no último dia útil de 2016, o governo afirmou que era a única saída do Executivo local para manter o sistema de transporte público funcionando. O reajuste, segundo Rollemberg, deveria cobrir as gratuidades oferecidas a estudantes, idosos e deficientes.

Com isso, Brasília ocupava a 11 posição em relação à cobrança média de tarifa na comparação com outras capitais, segundo levantamento feito pela Transporte Integrados do DF – associação das empresas de ônibus – e Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal. Antes do reajuste, Brasília ocupava o 20º lugar entre as 27 capitais brasileiras. Em relação às tarifas metropolitanas, Brasília tem a 3ª mais cara, no valor de R$ 5.

Correio Brasiliense – 18/01/2017

Linhas do Metrô e da CPTM que devem ser concedidas à iniciativa privada em 2018


Depois de conceder as linhas 5-Lilás e 17-Ouro à iniciativa privada, o governo do estado já terá definido o próximo passo no programa de desestatização da malha metroferroviária da Grande São Paulo. Será a Linha 15-Prata, operada por monotrilho, que deve passar para as mãos de um ente privado no início de 2018, segundo divulgado na mais recente reunião do Conselho de Desestatização, realizada em dezembro do ano passado, mas cuja ata foi publicada no Diário Oficial apenas nesta semana.

A apresentação do secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, detalhou parte do projeto, que prevê a operação, conservação e manutenção pelo vencedor do certame, por meio do maior valor de outorga. O consórcio receberá como pagamento parte da tarifa dos usuários do ramal cuja previsão de movimento diário beira os 500 mil passageiros quando completa.

A novidade revelada pelo secretário é a fase II das atuais que acrescenta a estação Iguatemi às dez paradas hoje em operação ou construção. Com ela, o ramal terá 15,3 km de extensão, faltando então cerca de 10 km até a futura estação terminal Hospital Cidade Tiradentes. Esse novo trecho não faz parte do escopo do concessionário que tem apenas a obrigação de operá-lo caso o governo decida seguir com sua expansão.

O presidente do Metrô Paulo, Menezes Figueiredo, também presente, acrescentou a possibilidade de incluir alguns terrenos ao lado das estações para que o concessionário possa explorá-lo comercialmente como forma extra de receita.

De acordo com o cronograma apresentado, a assinatura do contrato ocorrerá dentro de um ano, ou seja, no início do ano que vem, quando parte das novas estações deverá estar perto de ser entregue.

Metade da rede privada

Caso as licitações de concessão sejam concluídas, é possível que a rede de metrô e trens metropolitanos esteja dividida da seguinte forma no início da próxima década:

Linhas 1, 2 e 3 – Metrô

Linha 4 – ViaQuatro

Linha 6 – MoveSP (caso o consórcio retome as obras)

Linha 5 e 17 – Vencedor da concessão

Linha 15 – Vencedor da concessão

Linhas 7, 10, 11, 12 e 13 – CPTM

Linhas 8 e 9 – Vencedor de possível concessão (ainda em análise)

Revista Ferroviária – 18/01/2017

Comentário do SINFERP

No caso da CPTM, vão conceder à iniciativa privada as melhores linhas da empresa (8 e 9), e que já eram melhores quando passaram da Fepasa para CPTM. Bem, para os “parceiros” privados “deles” sempre o filé. Jamais o osso.

Torcedor santista é agredido por torcedores do Palmeiras dentro de estação da CPTM


No último sábado (14), um torcedor do Santos foi agredido por membros de uma organizada do Palmeiras na estação Corinthians-Itaquera, em São Paulo.
O momento da agressão foi flagrado por uma pessoa que estava dentro de um vagão do trem próximo aos torcedores que estavam dando socos e chutes no santista, que já aparentava estar sem forças para reação, deitado no chão.
Felizmente, o santista, que possui 37 anos, conseguiu sair da situação e prestou depoimento na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), na última segunda-feira (16). A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) repassou as imagens à Polícia Federal que investigará o caso.
No vídeo, pode-se perceber a voz de uma mulher revoltada com a situação, indignada que ninguém ali próximo fazia nada para evitar as agressões. Entretanto, um funcionário da estação chega ao lado do santista agredido, porém, não consegue controlar os torcedores do Palmeiras.
Como medida para evitar esse tipo de situação novamente, o Ministério Público, juntamente com a Federação Paulista de Futebol definiram que em clássicos entre os times paulistas seriam com torcida única, ou seja, apenas o time da casa poderia ter o apoio da torcida na arquibancada. A decisão se manteve para 2017.
No fim de 2016, mais precisamente em dezembro, membros de torcidas organizadas de São Paulo se reuniram para firmar um pacto de paz, com a ideia de “Mais festa, nenhuma violência”. O encontro foi em frente ao estádio do Pacaembu, e juntos também prestaram homenagem à Chapecoense.
Torcedor.com – 15/01/2017
Comentário do SINFERP
Usuários inseguros dentro dos trens, das plataformas e das estações... Que coisa....

Estações da CPTM ficam com reforma somente no papel


Quase três anos se passaram desde a promessa do início das obras de reforma e modernização das estações da Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) – em março de 2014 –, e a proposta ainda se limita à teoria, sequer com previsão de sair do papel. A maior parte do recurso para a ação viria do governo federal, por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade, porém, portaria nº 633/2016 de 29 de dezembro, publicada no Diário Oficial da União, declarou “insubsistente seleção de propostas de Mobilidade Urbana, com recursos do OGU (Orçamento Geral da União), ocorridas em caráter de excepcionalidade, no âmbito do PAC”, entre as quais, a de reconstrução das estações da companhia estadual.
Segundo o Ministério das Cidades, diante do atual cenário econômico e das dificuldades que os Estados e as Prefeituras têm enfrentado, foi necessária revisão da carteira de projetos de Mobilidade Urbana. A Pasta afirma que tem articulado com entidades, buscando tratativas que permitam melhorar a gestão dos recursos no setor e que a portaria publicada no mês passado “foi uma das soluções encontradas, pois permite focar os esforços nos empreendimentos que já estão em estágios mais avançados de execução”.
A Linha 10-Turquesa, que liga municípios do Grande ABC à Capital, transporta média de 340 mil usuários por dia útil. Ao todo, os investimentos para modernização de 18 estações, incluindo nove localizadas na região, seriam da ordem de R$ 760 milhões, sendo R$ 590 milhões solicitados à OGU e R$ 170 milhões de contrapartida do Estado.
Com arquitetura moderna, o projeto previa instalação de plataformas totalmente cobertas, escadas rolantes e de todos os itens de acessibilidade (elevadores, rampas, pisos podotáteis e mapas em braille), além de assentos, banheiros públicos comuns e sanitários exclusivos para pessoas portadoras de deficiência.
Hoje, o que se vê são equipamentos que parecem ter parado no tempo, com problemas estruturais e que, em sua maioria, afrontam o direito de ir e vir de quem tem mobilidade reduzida (leia mais ao lado).
De acordo com o órgão federal, os Estados e municípios que tenham avançado no desenvolvimento de seus projetos e que tiveram sua seleção tornada insubsistente poderão ingressar com projetos em estágio mais avançado nas futuras seleções do Ministério das Cidades, que serão necessariamente analisadas”, explica, em nota, acrescentando que, “até o momento, não há previsão de lançamento de novo processo seletivo para empreendimentos de Mobilidade Urbana”.
A CPTM afirma que continuará buscando outras fontes de verba para modernizar as estações, situação que ocorreu para a execução da obra, em andamento, da Linha 13-Jade, que ligará a Capital a Guarulhos. A empresa aguardava do PAC Mobilidade o repasse de R$ 250 milhões para o empreendimento, mas na ausência do recebimento, o trabalho está sendo feito com recursos obtidos junto à AFD (Agência Francesa de Desenvolvimento) e ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A conclusão da obra está prevista para 2018.
Usuários relatam dificuldades para acessar serviço na região
Pisos quebrados, paredes rachadas, pichações, acessibilidade praticamente nula. Esses são alguns dos principais problemas encontrados nas estações ferroviárias localizadas no Grande ABC.
Na Estação Prefeito Celso Daniel, em Santo André, o piso rachado e um trecho quebrado da plataforma sentido Brás, na Capital, chama a atenção da aposentada Isaltina de Jesus, 75 anos. “Deveria mesmo fazer algo mais moderno, tem muita coisa que precisa arrumar”, afirma.
Na estação Utinga, ainda no município andreense, o teto da área coberta da plataforma apresenta rachaduras, assim como o solo. Na passarela, pichações e grades enferrujadas.
Em São Caetano, infiltrações nas partes cobertas resultam em poça que se forma no chão.
Na histórica estação de Ribeirão Pires, os banheiros necessitam de reforma urgente. No masculino, o vaso sanitário mais parece uma latrina. No feminino, nos dois espaços existentes, as portas estão gastas e, uma delas, sem tranca. Ainda na linha ferroviária da cidade, onde o mora o aposentado Gestal Silva, 54, que se locomove sobre cadeira de rodas, não há escadas, ainda assim, ele consegue adentrar ou sair do espaço sozinho. Mas o mesmo não acontece quando ele utiliza o serviço em outras estações, como a Prefeito Celso Daniel, em Santo André, Mauá e Guapituba, em território mauaense. As escadarias obrigam a ele e outras pessoas com deficiência, a terem de ser carregados por funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). “É frustrante precisar de uma pessoa para lhe carregar, me incomoda. A gente batalha tanto pela independência e esbarra nesses obstáculos, porque não investem”, reclama Silva, que perdeu os movimentos das pernas há duas décadas, após queda de altura. “Se você não convive (com a deficiência), não percebe a necessidade”, lamenta.
A CPTM afirma que faz manutenção periódica de todas as estações “para que continuem abertas atendendo aos usuários”.

Diário do Grande ABC – Vanessa de Oliveira - 15/01/2016

Que boazinha a CPTM: faz  manutenção periódica nas estações para que continuem abertas. Que boazinha. E o povo ainda reclama? Puxa.... Povo ingrato, né?

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Trens do Rio já pararam 6 vezes nesse ano por causa de tiroteios


A circulação de trens no Rio de Janeiro já parou seis vezes neste ano por causa de tiroteios em diferentes regiões da cidade, informou nesta segunda-feira (16) a Supervia --concessionária responsável pela gestão do sistema ferroviário. O número é quase um terço do total de interrupções que ocorreram nos 365 dias de 2016. Foram 17 em todo o ano passado.
As paralisações representam, de acordo com a empresa, quatro horas e 30 minutos de interrupção de embarque nas estações afetadas, prejudicando "milhares de passageiros". A Supervia atende diariamente, no total, 700 mil pessoas.
Os problemas foram mais constantes na estação situada nos arredores da favela do Jacarezinho, na zona norte carioca.
Em 6 de janeiro, por conta de um confronto armado na região, o sistema ficou parado parcialmente por quase 40 minutos. O mesmo viria a ocorrer quatro dias depois, durante a manhã, entre 7h03 e 7h20 e de 9h22 às 10h45.
Já na última quinta-feira (12), a operação foi interrompida por uma hora e 40 minutos, e as plataformas foram fechadas para embarque de passageiros entre Del Castilho e Belford Roxo. Foram afetadas as estações Jacarezinho, Triagem, Maracanã, São Cristóvão e Central do Brasil.
Em 2 de janeiro, as composições pararam duas vezes por conta de tiroteios nas proximidades da estação Manguinhos: de 19h03 às 19h22, e de 19h37 às 19h59. Os trens precisaram aguardar ordem de circulação por cerca de 40 minutos, no total.
O UOL procurou a Secretaria de Estado de Segurança Pública, que não comentou o assunto. Já a Polícia Militar informou que "atua preventivamente de forma planejada para impactar o menos possível no cotidiano das pessoas", mas que "nem sempre que há um confronto armado no Rio significa que a PM esteja diretamente envolvida".
UOL – 16/01/2016