segunda-feira, 16 de outubro de 2017

“O Metrô de SP perdeu o caráter de projeto desenvolvimentista”


No fim de novembro, o governo de São Paulo sofreu derrota após a tentativa de conceder à iniciativa privada as linhas 5-Lilás e 17-Ouro do metrô paulistano. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) suspendeu o leilão após o envio de uma representação que relatava irregularidades no edital.
O caso levantou um debate sobre a situação do metrô paulistano. O atraso nas obras, os escândalos de corrupção, as tentativas de privatização e o sucateamento de algumas estações do metrô de São Paulo têm gerado decepção para os usuários.
Esse transporte, um dos mais rápidos para os trabalhadores, vive impasse no tocante às relação entre o poder público e a iniciativa privada. Atualmente, o Metrô de São Paulo tem uma linha (a 4-Amarela) concedida a empresas e outra, a linha 6-Laranja, com obras paradas há mais de um ano e sem previsão de entrega sob o controle do consórcio Move São Paulo.
Na dissertação de mestrado “Relações público-privadas no Metrô de São Paulo, defendida na Universidade de São Paulo (2017), Daniela Costanzo de Assis Pereira, pesquisadora do Núcleo de Desenvolvimento do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), analisou o financiamento do metrô de São Paulo e sua influência no desenvolvimento do transporte público. Nesta entrevista a CartaCapital, Pereira afirma que modelo de Parceria Público-Privada, o preferido do PSDB, que governa São Paulo há 20 anos, deve ser tratado com muito cuidado, pois a chance de o estado, e o contribuinte, terem prejuízo, é muito grande.
CartaCapital: A partir da perspectiva histórica abordada em seu estudo, quais foram as principais mudanças observadas desde a formação do Metrô nos anos 1960 até os dias atuais?
Daniela Costanzo de Assis Pereira: Nos anos 1960, o financiamento estava dentro de um plano de desenvolvimento para o País e ao mesmo tempo o Metrô era centralizado no governo federal, principalmente na tomada de decisão da linha 3 – Vermelha. A empresa (Metrô) também era muito capacitada. O governo federal decidia para onde iria a linha, mas todas as outras decisões de desapropriação eram acordadas dentro do Metrô. Além disso, não havia nenhum movimento ligado ao Metrô, era um contexto de ditadura militar. A transformação ocorreu com a queda do II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento). Com a crise econômica pós-milagre, no fim dos anos 1970 as fontes do Metrô secaram, fazendo com que a companhia ficasse dependente do orçamento estadual.
CC: Quando se deu o início da participação privada no Metrô de São Paulo?
DCAP: A partir do começo dos anos 1990 começou a surgir dentro do Metrô a ideia de se conseguir um financiamento de um parceiro privado, tanto para construir as linhas, quanto para operar, e isso se consolidou com o início da negociação com o Banco Mundial.
Nesse momento o Metrô já tinha perdido boa parte de seus funcionários do corpo técnico, que era muito capacitado, com o Programa de Demissão Voluntária (PDV) durante o governo Collor. Com algumas mudanças na administração da Companhia do Metrô, que tiraram o poder do gerente e dos técnicos e deram mais poder aos diretores, muita gente saiu e foi abrir suas consultorias privadas que até hoje prestam serviço para o Metrô. Nota-se que o Metrô de São Paulo, ao longo do tempo, perdeu o caráter de projeto desenvolvimentista.
CC: como as diferentes gestões influenciaram na ampliação do Metrô?
DCAP: Nas entrevistas que eu fiz, mostra-se a ideia de que o PSDB e sobretudo, o Mario Covas trouxe essa ideia da iniciativa privada e de uma administração mais fechada na diretoria, mas algumas características continuaram, o serviço prestado pelo Metrô ainda é muito bom, isso não mudou, apesar de ele ser muito pequeno e insuficiente.
CC: O Metrô vive uma relação de dependência com as fontes privadas?
DCAP: Acabou ficando dependente politicamente, eu acho que nesse momento antes da crise mais recente, o Metrô não dependeria de fontes privadas, o que temos agora é a linha amarela tendo um problema claro de desenho da PPP (Parceria Público-Privada) o que colaborou para essa situação de atrasos.
CC: O que a situação da linha 4 – Amarela revela sobre as PPPs?
DCAP: As PPPs permitem que se negocie quase tudo do contrato e permitem também que se remunere a linha. Na hora de construir a PPP, é preciso muito cuidado, porque as chances de o governo perder são muito grandes. O governo não atrelou a obra à operação, mas fez as duas coisas separadamente. E a obra picotou em quatro lotes – os três primeiros eram necessários para iniciar a operação e a Via Quatro começar a receber pelo empreendimento, o lote 4 era das estações que dão menos lucro e ainda estão em construção.
Os lotes de interesse da Via Quatro foram construídos pelas mesmas empresas que constituem a Via Quatro. O resultado foi que os consórcios Via Amarela e Camargo Corrêa/Siemens/Andrade Gutierrez entregaram no prazo as obras dos lotes 1, 2, 3, enquanto o consórcio Isolux Consar Corviam não entregou e o Metrô teve de pagar as multas.
CC: Alguns afirmam que o estado não tem capacidade de gerir o Metrô e, por isso, surge a necessidade de privatizá-lo. A senhora concorda com isso?
DCAP: Discordo totalmente, o Metrô sempre foi uma empresa exemplar, era uma empresa altamente tecnológica. Hoje, o problema é que não cresce por casa dos investimentos. Não dá para negar que o Metrô tem capacidade. O que o Metrô faz hoje é passar essa capacidade para as empresas que vão operar, tanto no caso da linha 4 quanto no caso das linhas 5 e 17. Ou seja, é uma burrice completa.
É bom ter em mente que é um modelo que não vai se reproduzir por muito tempo, porque ele é esgotável: o Metrô recebe menos e paga mais para a iniciativa privada, então cada passageiro é um prejuízo para o Metrô, enquanto podia ser um lucro e esse dinheiro só aumenta. Nós pagamos para a linha 4, e além de pagar todas as tarifas cheias, ainda pagamos essa multa (pelas obras não construídas).
A tarifa que a linha 4 recebe é maior do que a recebida pelo Metrô, atualmente em 4 reais, e a mesma coisa vale para essa possível concorrência internacional das linhas 5 e 17. No edital é proposto que o Metrô pague 1,73 real por usuário, e se ele não entregar as estações, pagará 2,75 reais, ou seja, e isso levando em conta ainda que 33% do financiamento da linha 17 ainda não foi realizado pelo Metrô.
CC: Como a senhora analisa a situação do Metrô de São Paulo atualmente?
DCAP: O que eu vejo atualmente é a tendência de passar a operação para a iniciativa privada, mas apenas os trechos que são interessantes, como a Linha 4. O Metrô ainda é uma empresa forte, os funcionários resistem com as tentativas de privatização do governo, o cenário é de um sindicato muito forte.
E o caso dos cartéis do Metrô eu vejo mais como um problema de obras e de infraestrutura do Brasil em geral. O que acontece é que é um mercado muito pequeno, são poucas empresas com capital fechado e administração familiar normalmente, o que torna uma negociação muito restrita, e isso faz com que elas se unam e ofereçam o preço e negociem com o Metrô.
Carta Capital – 16/10/2017

sábado, 14 de outubro de 2017

Trabalhadores informais transformam trens de São Paulo em "shopping"


Queixas sobre o comércio ilegal nos trens e no metrô de São Paulo cresceram 28% desde 2016. A venda de produtos nos vagões é proibida.
Por causa do desemprego, o número de trabalhadores sem carteira assinada aumentou no Brasil. O comércio de ambulante nos trens e metrôs de São Paulo - que é proibido -  atraiu muita gente. O Jornal Nacional foi conhecer esse polêmico tipo de "shopping".
Para entrar, é uma disputa. Logo, o barulho dos trilhos é abafado por outros sons. Trem vazio ou lotado, as ofertas se multiplicam. Tem muito mais do que comida. O comércio a bordo ganhou até nome: shopping trem.
“Por dia dá prá tirar na média de R$ 150, R$ 200”, conta o ambulante Anderson Felipe.
As histórias ilustram os números do IBGE: 13 milhões de brasileiros estão desempregados e quase 23 milhões trabalham por conta própria.
“Trabalhava como auxiliar de limpeza. Fui demitido de lá e vim para o trem. Aí estou na luta”, diz o ambulante Carlos Eduardo.
“Se eu tiver a oportunidade de arrumar outro serviço, registrado, com certeza eu largo isso aqui e vou prá lá”, diz outro ambulante.
Karina Cardoso, de 19 anos, vende doces há dois meses. “Eu entro às 8 e às vezes saio 18h, meia-noite. Depende do dinheiro que eu faço”, conta.
A concorrência entre eles é cada vez maior. Só em uma viagem, o Jornal Nacional encontrou mais de 20 vendedores ambulantes. Eles disputam um mercado expressivo: 7,3 milhões de passageiros que circulam por dia no metrô e nos trens da Grande São Paulo.
“Eu sou a favor, é melhor do que eles estarem roubando”, opina uma senhora.
“Eu não concordo porque eles atrapalham a gente, ficam passando prá lá e pra cá, gritando”, reclama uma passageira.
De 2016 para cá, as queixas sobre o comércio ilegal nos trens e no metrô de São Paulo cresceram 28%. A venda de produtos nos vagões é proibida.
Em um momento da reportagem, os ambulantes se concentraram em um lado do trem. Eles estavam fugindo de dois homens que estavam do outro lado do vagão e que, segundo eles, eram fiscais à paisana. Os ambulantes se queixam da violência dos fiscais.
“Nada justifica a violência. O que vale mais é a orientação. O uso da energia é o último recurso, porque se a pessoa não cumpre a norma da empresa ela precisa ser conduzida para fora do sistema”, diz Sergio de Carvalho, gerente de relacionamento da CPTM.
Este ano, mais de 800 mil produtos foram apreendidos nos vagões, a maioria sem nota fiscal. A companhia de trens e o metrô lançaram uma campanha e passaram a receber denúncias pelo celular.
“O metrô, ele procura orientar o nosso usuário a não consumir esse tipo de produto até porque não se sabe a origem, a procedência, o tipo de armazenamento que é feito. Segundo porque nós necessitamos dos trens e das estações para fluxo dos passageiros”, afirma Rubens Menezes, chefe de segurança do Metrô.
G1 – 13/10/2017

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

CPTM atrasa prazo para arrumar vãos na Luz



Com investimento de mais de meio milhão de reais, a CPTM começará a resolver o problema dos enormes vãos entre o trem e a plataforma. A companhia assinou contrato de R$ 539 mil para que uma empresa instale borrachões nas plataformas da estação da Luz.
No entanto, a Luz ainda levará alguns meses para ficar mais segura: a instalação das borrachas, que na prática encurtam o vão, deve ser feita até o fim do ano. O uso delas é comum nas estações do metrô.
A mudança foi anunciada após a Agência Mural revelar, em agosto, que os passageiros precisavam vencer vãos de até 46 cm para entrar e sair do trem, e que quase mil pessoas caíram nesses espaços em 2016. Em média, foram três acidentes por dia.
Na ocasião, Clodoaldo Pelissioni, secretário estadual de Transportes Metropolitanos, disse que apontaria uma solução em 30 dias. Após o dobro do prazo dado por ele, ainda não há mudanças na Luz.
A estatal diz que a demora se deve a “questões administrativas e em atendimento à lei, que rege as contratações feitas por empresas públicas, o cronograma está sendo readequado”. Sobre o novo prazo de realização das obras, a CPTM diz que estão sendo feitas reuniões para criar um plano de trabalho e de interdições.
Enquanto isso, nas plataformas, os passageiros reclamam do tamanho dos vãos. “Esse precipício entre o trem e a plataforma é encontrado mais nas linhas de trem, pois existe menos infraestrutura na CPTM. O ideal seria incluir um suporte fixo entre o trem e a plataforma ou até mesmo um suporte fixo na porta do trem, como existe na linha 4-amarela do metrô”, analisa Joyce Nunes, produtora de conteúdo.
“Os vãos entre trens e plataformas são muito grandes. Comigo nunca aconteceu nada, mas já vi uma amiga caindo. Ela ficou com um hematoma horrível na perna”, conta a vendedora Yara Xavier, 23, moradora de Guaianases, na zona leste.
“Mais complicado que a Luz, está Brás Cubas”, alerta Alan Alves, 46, operador técnico.
Na linha 11-coral (Luz-Estudantes), a estação Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, está com um degrau de madeira para facilitar o acesso aos trens.
Esse degrau dificulta o acesso de cadeirantes e de idosos. No entanto, antes eles também tinham dificuldade. Pessoas em cadeiras de rodas só conseguiam entrar nos trens se fossem carregadas.
Além do desnível, as plataformas locais têm 19 cm de vão até o trem. Pela linha 11-coral, passam 724 mil pessoas por dia.
A CPTM disse que os degraus de madeira são uma estrutura provisória feita para que a estação toda não precisasse ser interditada durante as obras para elevar o piso e resolver o desnível de vez. Os trabalhos devem terminar em dezembro.
A estatal também promete ter condições de acessibilidade para cadeirantes em todas as estações até 2020.
Folha de São Paulo – 13/10/2017
Comentário do SINFERP
Mais de meio milhão de reais para reduzir o vão entre plataformas e portas APENAS na estação LUZ? Rsrsrsrs Essa é a CPTM Negócios que todos conhecemos.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Trem do Corcovado (RJ) reinaugura estação Paineiras


Após 33 anos, turistas poderão embarcar no local em direção ao Cristo Redentor.
RIO— Nesta segunda-feira, dia em que o Trem do Corcovado completou 133 anos, a concessionária responsável pela linha férrea abriu ao público a estação Paineiras, fechada há mais de três décadas. A nova parada fica ao lado do Centro de Visitantes, inaugurado em 2016. A revitalização estava prevista no contrato de licitação vencido em 2014 pela Esfeco, empresa que opera o sistema há 38 anos. Com alguns atrasos, a concessionária promete ainda a revitalização da estação Cosme velho e a circulação de novos trens em direção ao Cristo Redentor no primeiro semestre de 2019.
A abertura ocorre poucas semanas após a Floresta da Tijuca ser apontadas como rota de fuga de traficantes, principalmente nos confrontos entre facções rivais na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Sobre a segurança, o diretor do Trem do Corcovado, Sávio Neves, afirma que a nova estação reforça as parcerias já firmadas entre o consórcio e as forças de segurança pública do Rio.
— Desde a inauguração do Complexo Paineiras no ano passado, com a instalação de comércio e restaurantes na área, firmamos uma estrutura de segurança nesse espaço. Acreditamos que a nova estação vai reforçar essa atuação — afirmou.
A próxima promessa é de que no segundo semestre de 2018, um novo trem comece a circular em direção ao Corcovado. Em 2019, outros dois chegam ao Rio para fazer o transporte de turistas. O investimento de R$130 milhões estava previsto no contrato de licitação vencido em outubro de 2014 pela Esfeco e inicialmente seria colocado em prática ainda em 2017. Outro projeto que ainda precisa sair do papel é a reforma da estação Cosme Velho. Segundo Neves, essa obra deve ficar pronta juntamente com a chegada dos novos vagões.
— Mesmo que aos poucos, estamos conseguindo fazer as mudanças prometidas. A revitalização das Paineiras já foi uma conquista e nos comprometemos a entregar o restante dentro dos prazos estabelecidos — confirmou Neves.
A estação das Paineiras serve apenas para embarque de passageiros que pretendem seguir em direção ao Cristo Redentor. Os visitantes podem vir do Cosme Velho, parar no local, e embarcar novamente em direção ao Santuário com o mesmo bilhete, sem pagar nenhum preço adicional pela viagem. O Centro de Visitantes Paineiras oferece bilheteria e totens de auto atendimento com venda de ingressos para o Cristo Redentor com hora marcada. A estação estará aberta diariamente de 8h às 19h e a composição fará paradas no local a cada 20 minutos.
O Globo – 05/10/2017

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Novela sobre metrô de Fortaleza (CE) vai parar no STJ


Chegou às mãos do ministro Gurgel de Faria, do STJ, o imbróglio em torno da ampliação do metrô de Fortaleza. A Cetenco, construtora paulista que deixou a obra depois de 6 meses sem receber, cobra na Justiça os R$ 40 milhões que gastou no empreendimento.
O governo do Ceará criou um novo consórcio para tocar a obra e não quer pagar os atrasados. A construtora pede que seja respeitada a ordem cronológica dos pagamentos - primeiro deve-se quitar o passivo atrasado antes de pagar qualquer coisa ao novo consórcio.
O caso foi distribuído para Gurgel de Faria na quinta-feira e ele já solicitou parecer do Ministério Público Federal sobre o caso. A obra, orçada em R$ 2,3 bilhões, está parada desde fevereiro de 2015 e avançou apenas 1%. É a maior licitação pública em andamento no país.
O Globo – 10/10/2017

Integração retira gratuidade para idosos entre 60 e 65 anos no metrô de Salvador (BA)


Idosos com menos de 65 anos irão perder o direito à gratuidade no metrô a partir da próxima segunda-feira (16) por conta do decreto estadual realizado no último sábado (7), que equiparou a legislação estadual à municipal. Quem tinha mais de 60 anos andava gratuitamente nas linhas de metrô de Salvador. Por conta dessa mudança, o sistema metroviário passará a adotar a mesma idade de gratuidade aplicada pelos ônibus urbanos da capital: 65.
“Eu tenho 64 anos e 7 meses e fui informado por funcionários do metrô diversas vezes que, a partir de segunda, teria que pagar a passagem porque não tinha completado 65. Achei um absurdo, já que o Estatuto do Idoso considera idosas as pessoas maiores de 60 anos”, afirmou o aposentado Djalma do Carmo.
A CCR Metrô Bahia informou que a orientação está sendo feita por conta do decreto do governo. O governo, através da Secretaria de Comunicação (Secom), afirmou que a medida foi realizada para “garantir a integração tarifária aos estudantes da Região Metropolitana de Salvador (RMS)”.

Integração para estudantes

Apesar do decreto ter sido realizado no último sábado (7), na prática, os estudantes ainda não conseguem fazer a integração entre a Região Metropolitana e Salvador, ou vice-versa. Os órgãos dão uma lista de procedimentos que faltam ser tomados, mas não preveem quando, de fato, a integração dos estudantes ocorrerá.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) afirmou que aguarda a lista com os nomes dos estudantes da RMS que utilizavam as linhas que foram seccionadas nas Estações Mussurunga e Pirajá. Com os nomes, a pasta afirma que irá conseguir “agilizar a integração desse benefício”.
A Casa Civil do estado afirmou que irá enviar a lista nesta quarta-feira (11). A pasta ainda afirmou que o decreto é “o ponto de partida para que a Prefeitura faça a adequação e ajustes técnicos nas máquinas nos ônibus da capital, para funcionamento da integração”.

Dúvidas

Além da data de implantação da meia passagem, muitas dúvidas ainda pairam na cabeça de muitos estudantes após o decreto: o limite máximo de passagens mensais mudará? E o limite diário? Estudantes de pós-graduação terão direito à meia-passagem? A integração poderá ser realizada sem passar pelo metrô? O CORREIO buscou respostas a essas perguntas.
Confira:
1 - Limite de meias passagens
Os estudantes de ensinos fundamental e médio têm o limite de 85 meias passagens por mês, limitadas ao uso de quatro passagens diárias. Os estudantes universitários, alunos do Instituto Federal da Bahia (Ifba), estudantes de curso de suplência, de mestrado e doutorado têm 110 unidades mensais e seis passagens máximas diárias.
2 - Pós-graduação
Cursos que não exigem frequência diária não irão receber o benefício da meia passagem e, portanto, da integração. Além de pós-graduação, supletivos, cursos de suplências e de pós-médio não estão inclusos.
3 - Limite de uso da meia passagem no metrô
Os estudantes terão o máximo de duas meias passagens diárias para utilizar no Sistema Metroviário Intermunicipal de Passageiros (SMSL), independente do uso integrado do ônibus.
4 - Uso do SalvadorCard e Metropasse
O benefício da meia passagem apenas será exercido através dos cartões de cada cidade. Assim como antes, os estudantes devem optar por um dos dois benefícios e, independentemente da escolha, terão a segurança de realizar a integração nos termos descritos.
5 - Obrigatoriedade da integração através do metrô
A integração entre a Região Metropolitana e Salvador, e vice-versa, será realizada através do metrô. Ou seja, não dá para pegar um metropolitano e, logo depois, pegar um ônibus urbano, pagando a mesma passagem. Tem que entrar no metrô, no meio do caminho. “Atualmente, não é possível fazer integração direta entre os ônibus metropolitanos e urbanos diretamente, sem passar pelo metrô, de acordo com TAC assinado entre o Governo Estadual, Prefeitura de Salvador e Ministério Público. Por conta da falta da integração direta entre os sistemas de ônibus, o passageiro metropolitano que entrar no ônibus urbano sem passar pelo metrô, sendo ele estudante ou não, pagará uma nova tarifa”, explicou a Casa Civil. A Semob não se pronunciou sobre este assunto.
Correio 24 horas – 11/10/2017

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Homem com bíblia espalha pânico em trem de Londres


Em um trem urbano de Londres, que estava indo a Waterloo, ocorreu um incidente peculiar: um homem causou pânico lendo fragmentos da Bíblia em voz alta.
Os passageiros do trem começaram pulando do vagão diretamente aos trilhos, depois de um homem ter começado a ler fragmentos da Bíblia sobre pecados em voz alta, informa o jornal britânico The Gardian.
De acordo com uma testemunha que estava no trem naquele momento, no vagão apareceu um homem com mochila, que começou a ler fragmentos do Antigo Testamento.
"Ele [o homem] estava falando bem e estava tranquilo. Ele disse: 'Senhoras e senhores, eu queria falar com vocês sobre uma coisa e essa coisa é a palavra do Senhor, Jesus Cristo."
​De acordo com a testemunha, ela não viu nenhuma ameaça por parte do homem, contudo, outras pessoas começaram "se acotovelando e empurrando", e um dos passageiros afirmou que o homem estava assustando as pessoas. Alguns passageiros até conseguiram abrir portas e sair aos trilhos.
A testemunha frisou também que, quando o maquinista do trem perguntou aos passageiros via alto-falante o que se estava passando, uma mulher disse que no trem estava um homem que prometeu matar todo mundo, embora isto não correspondesse à realidade.
As agentes de segurança que chegaram ao vagão, buscaram a bolsa do pregador confuso, mas encontraram apenas uma garrafa de água e livros.
Posteriormente, o passageiro foi entregue à polícia na estação da cidade de Wimbledon. O incidente afetou o horário habitual dos trens urbanos de Londres.
Mundo Insólito – 04/10/2017

Passageiros no VLT de Sobral (CE) triplicam após tarifa a R$ 1


O fluxo de passageiros no VLT de Sobral aumentou quase 300% a partir do último dia 19 de setembro, quando a tarifa para acesso aos trens foi reduzida para R$ 1. Da data de implantação do novo preço até o fim de setembro, um total de 32.468 pessoas utilizaram o serviço – média de 2.951 pessoas por dia. No mesmo período de 11 dias antes do aumento, a média de passageiros por dia foi de 769 passageiros. O crescimento foi de 283,74%.
Convênio assinado pela direção da Cia Cearense de Transportes Metropolitanos e a Prefeitura de Sobral no dia 18 de setembro permitiu a redução da passagem de R$ 3 para R$ 1 a partir do dia seguinte. O convênio foi assinado durante visita do prefeito Ivo Gomes à sede do Metrofor, em Fortaleza. O presidente da empresa, Eduardo Hotz, explicou que o convênio com o governo municipal faz parte de esforços que já estavam acontecendo para facilitar o acesso da população.
“O serviço foi ampliado no fim do ano passado e com isso a tarifa ficou num patamar compreendido pela população como elevado, em relação ao padrão anterior, que era um serviço gratuito. Por isso, criamos um programa de descontos em passagens por compra antecipada e isso evoluiu para esse entendimento com a Prefeitura”, explicou o gestor. Através do convênio, Prefeitura de Sobral subsidia parte da passagem do VLT.
Diversas melhorias no serviço ferroviário de Sobral aconteceram nos últimos meses. Em dezembro do ano passado, a Cia Cearense de Transportes Metropolitanos ampliou o horário de funcionamento e estabeleceu a operação de 5h30 até 23h, de segunda a sábado. Em abril deste ano, os passageiros passaram a contar com os benefícios do sistema de bilhetagem eletrônica. E no mesmo mês foram implementados os pacotes de passagens com descontos – que não são comercializados após tarifa a R$ 1.
Distribuídos em duas linhas (Norte e Sul), o VLT passa pelos principais bairros e regiões da cidade, cobrindo um percurso de 13,9 quilômetros. Com 12 estações, o Veículo Leve sobre Trilho atende mais adequadamente às necessidades de trabalhadores, empresas e estudantes, no horário matutino e no horário noturno. Os horários das viagens nas duas linhas do VLT de Sobral podem ser consultados no site do Metrofor.

Serviço
VLT de SOBRAL
R$ 1 (inteira) | R$ 0,50 (meia)
Horário de funcionamento: 5h30 às 23h

Governo do Estado do Ceará – 09/10/2017
Comentário do SINFERP
Demoraram para entender que o povo é pobre, hein?

ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) discute sobre venda de produtos em trens e metrôs


Decisão foi anunciada durante audiência pública.

A Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, vai elaborar uma legislação para regulamentar o comércio de produtos dentro dos trens e metrôs da cidade.

A decisão foi anunciada durante audiência pública realizada nesta terça-feira (03).

Segundo o presidente da Comissão, deputado Marcelo Simão, do PMDB, a ideia é que a atuação desses trabalhadores seja permitida, mas com fiscalização para garantir a origem legal dos produtos.
Band – 03/10/2017
Comentário do SINFERP
Sem comentários.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Linhas 10 e 11 da CPTM têm falhas nesta segunda-feira


Problemas voltam a atrasar passageiros que saem da Região Metropolitana no horário de pico.
SÃO PAULO - Problemas técnicos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) provocam atrasos nas linhas 10-Turquesa e 11-Coral no começo desta segunda-feira, 9. A CPTM informou que a circulação entrou em normalização por volta das 7 horas, mas os passageiros ainda relatavam transtornos nas redes sociais.
As duas linhas estão entre as que registram maior número de problemas para os passageiros nas últimas semanas.
A Linha 11-Coral teve todo o trajeto - entre as estações Luz e Guaianases - com velocidade reduzida devido a um problema nos equipamentos de via, segundo a CPTM. Os usuários começaram a relatar atrasos e a publicar fotos de estações lotadas pouco depois das 5h30 da manhã. 
Já na Linha 10-Turquesa, a CPTM informou que houve intervalos maiores somente no trecho entre as estações Brás e São Caetano. Os passageiros já relatavam, às 6h40, que havia reflexos em toda a extensão da linha.
Não há previsão de normalização dos trens até o momento.

O Estado de São Paulo – 09/10/2017