segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A cultura do trem no Rio de Janeiro é muito rica e essencial


Em 1984, a escola de samba Em Cima da Hora desfilou no grupo de acesso com o enredo '33 - Destino Dom Pedro II', que falava sobre a estrada de ferro Dom Pedro II, que passou a ser a rede de trens do Rio.

O interessante do desfile é que ele não contava a história do trem, mas a cultura do trem. O enredo falava de personagens que enfrentavam o perrengue da lotação de um lado a outro da cidade.

CBN – 24/02/2017

Comentário do SINFERP

Interessante a diferenciação entre história e cultura. Só em uma coisa o articulista deixou a desejar: por que e em que é essencial?

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Prazeres 28: Bonde de Portugal chega a São José do Rio Preto em SP


Após passar por Campinas e Ribeirão Preto, o tradicional bonde lisboeta “Prazeres 28”, um dos ícones culturais e turísticos de Portugal e da cidade de Lisboa, estará em São José do Rio Preto, entre os dias 21 e 23 de fevereiro, em uma iniciativa conjunta entre o Turismo de Portugal e a TAP para promover o país mais ocidental da Europa como destino.
O clássico bondinho amarelo vai estar no Shopping Iguatemi, localizado na Av. Pres. Juscelino K. de Oliveira, 5000 (Piso Térreo).
Conhecido em várias cidades do país e referência em Lisboa, o bondinho realiza um passeio pelo país moderno e diversificado, mas que mantém as suas raízes. Quem tomar assento estará embarcando em uma viagem histórico-cultural, gastronômica e de natureza.
A experiência proporcionará um mergulho na vasta riqueza cultural, passando por cidades e localidades referenciadas como patrimônio cultural mundial pela Unesco, bem como conhecendo o que o país tem a oferecer em termos de arte, literatura e música.
A viagem segue pelas regiões vinícolas, já adentrando o universo gastronômico genuíno de Portugal, com os pratos mais sofisticados da culinária lusa, preparados por chefs conceituados no Velho Continente, e refinados vinhos e castas, que já são marcas registradas da terra de Camões em todo o planeta.
A valorização da natureza é outro ponto a ser visitado. Portugal oferece uma diversidade de lugares, como as belas praias, falésias, parques naturais, montanhas e vales únicos, mas também vários roteiros ligados ao surf, golf, bike e mesmo passeios de balão.
O bondinho faz também uma viagem pelas ruas históricas e pontos importantes de Lisboa no clássico trajeto do “Prazeres 28”, mas vai além e faz conhecer outras localidades e elementos culturais: a decoração inclui referências à Biblioteca de Coimbra, à Casa da Música no Porto, à guitarra portuguesa e à visão de Lisboa sobre o Tejo, além de azulejos tipicamente lusos e os vinhos.
Todo o percurso é feito na companhia do poeta Fernando Pessoa, que terá um replica da sua estátua num espaço espacialmente dedicado a quem quiser tirar uma foto.
Programação variada
No primeiro dia (21), agentes de viagem participarão de uma ação de capacitação sobre Portugal, em uma viagem pelo país e pelas suas 7 regiões turísticas. Ao fim do treinamento, os participantes receberão um certificado timbrado atestando a aptidão para comercializar pacotes para o destino.
Nos dois dias seguintes (22 e 23), o bondinho estará aberto para o público, que poderá ter uma verdadeira experiência de Portugal, conhecer melhor a terra de Fernando Pessoa e acompanhar uma exposição.
Portugal está, definitivamente, no mapa dos brasileiros quando o assunto é turismo. Nos últimos anos, o país luso tem registrado uma crescente demanda de visitantes do Brasil, o que é comprovado por uma série de indicativos numéricos.
A terra de Camões recebe mais de 600 mil turistas brasileiros por ano, o que faz do Brasil o sexto maior mercado de procura externa para Portugal. Para algumas regiões específicas, como o Norte e o Alentejo, o Brasil aparece na terceira colocação, além de estar entre os quatro países que mais visitam Lisboa e o Centro.
Em 2016, no período compreendido entre janeiro e novembro, foram 1 milhão e 370 mil pernoites, recorde histórico. Atualmente, a companhia TAP faz mais de 65 voos semanais para Lisboa ou Porto partindo de dez cidades brasileiras: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Mundo Lusíada – 20/02/2017

Empresa apresenta projeto de aeromóvel em Campo Grande (MS)


Proposta visa desafogar o trânsito.

Campo Grande (MS) pode ter um novo meio de transporte: o aeromóvel. A implantação deste tipo de 'trem' que anda em via elevada ainda é uma ideia. Hoje, o prefeito Marcos Trad (PSD) recebeu o representante de uma empresa interessada em instalar esta tecnologia já existente em cidades como Jacarta, na Indonésia e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.


O projeto leva em consideração, principalmente, a ocupação mínima do espaço e, ainda, por se tratar de uma via elevada, libera a área do nível do solo para outras funções e atividade.


O Aeromóvel é movido por propulsão pneumática – o ar é pressurizado por ventiladores, por isso é considerado sustentável.


O prefeito afirmou que é hora de começar a elaborar um planejamento para desafogar o trânsito: “É necessário que comecemos a pensar em abrir as discussões no sentido de pensar em alternativas viáveis para resolver essa questão, principalmente pela mobilidade urbana”, declarou.


Correio do Estado – 20/02/2017

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Desconto de 50% na tarifa do VLT da Baixada Santista (SP) não vale para todos os estudantes da região


Em pleno funcionamento desde o dia 31 de janeiro, quando foi inaugurado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) não é uma opção para estudantes da Baixada Santista. Pelo menos não para quem quer fazer valer o direito ao desconto de 50% na tarifa. 

Um impasse tira o direito de quem estuda na mesma cidade que mora. A EMTU não reconhece o VLT como opção de transporte municipal e sustenta que passageiros matriculados em instituições de ensino no mesmo município em que residem não têm direito ao benefício previsto nas resoluções da Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos.

A Tribuna, entretanto, confirmou no texto das resoluções STM-10, de janeiro de 2003, e STM-43, de julho de 2006, a inexistência deste critério. Em ambas, o Estado reconhece o direito aos “estudantes regularmente matriculados (...) no trajeto compreendido entre a residência e a instituição de ensino por eles regularmente frequentada”.

Impedimento

Márcia Monteiro, moradora da Rua Gaspar Ricardo, no Marapé, acompanhou da janela de casa a obra da Estação José Menino do VLT. Com a inauguração da Estação Conselheiro Nébias no último dia 13, ela começou o procedimento para que a filha pudesse usar o modal para frequentar as aulas na Universidade Santa Cecília, próxima à nova estação.

No entanto, deparou-se com o impedimento: o passe estudantil, que garante o desconto de 50% nas passagens, não pode ser usado pela filha no VLT, já que ela mora e estuda em Santos. A BR Mobilidade, gestora do serviço, informou que, neste caso, a estudante deve retirar o passe escolar para os ônibus municipais. 

“Desde 2014 aturamos barulho nesta obra ‘faraônica’ das 6 horas da manhã até, por vezes, meia-noite ou mais. De segunda a segunda. E quando pensamos que nos serviria para alguma coisa, eles vêm com essa novidade absurda”, reclama Márcia.

Resposta

Procurada por A Tribuna, a EMTU informou que o benefício do passe escolar nas Regiões Metropolitanas do Estado é destinado aos deslocamentos intermunicipais e diz que as regras estão disponíveis no Manual da Carteira Escolar, no site da empresa. 

Conforme este regulamento, as resoluções STM-10 e STM-43 perdem o efeito. O referido manual diz que não têm direito ao benefício estudantes que residam no mesmo município em que se localiza a instituição de ensino e a menos de um 1 km do local em que estudam.

Restrições se sobrepõe ao direito pelo benefício 

O coordenador do Movimento Nacional Pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos (MDT), Nazareno Stanislau Affonso, disse a A Tribuna que os obstáculos criados pelas empresas eliminam o direito de ir e vir dos estudantes. 

“A restrição para quem mora e estuda no mesmo município é o mesmo que estivessem proibindo o estudante de usar o transporte”, avalia.

Já a arquiteta urbanista e professora da Universidade Santa Cecília, Roseli Feijó, questiona a proposta do serviço. “Quando você implanta qualquer tipo de modal, o objetivo dele sempre é a integração. Até para você poder atingir uma distância maior e mudar (de transporte), se necessário.

Constroem uma obra cara, que pretende se estender depois e atender toda a Região Metropolitana da Baixada Santista e inibem o estudante de usar o transporte?".

Roseli discorre sobre o termo metropolitano que, segundo ela, remete à integração. “Qual é a diferença para quem mora no Canal 1, em Santos, e quem mora no Itararé, em São Vicente? Então quer dizer que é vantagem o estudante se mudar para São Vicente? É a mesma ilha. O conceito da região metropolitana pressupõe que você não sinta a diferença entre estar em um município e outro”.

Passo a passo

De acordo coma BR Mobilidade, o procedimento para conseguir o passe escolar, tanto para ônibus como VLT, acontece da seguinte forma:

1. O estudante deve solicitar na instituição de ensino o cadastro no Portal Parceiros, dentro do site da EMTU. É necessário nome completo, RG, CPF e comprovante de residência. 

2. O aluno deve entrar no sitewww.emtu.sp.gov.br/passe e preencher o formulário de requisição, digitalizando os documentos cadastrados. 

3. Em seguida, é necessário imprimir e pagar o boleto.

4. É preciso aguardar a confirmação do benefício no site da empresa, intervalo que leva até 15 dias úteis.

5. Realizar a impressão da carteira.

6. O interessado deve fazer um novo cadastramento, desta vez no site www.brmobilidadebs.com.br.

7. É necessário levar a carteira para carimbar na instituição de ensino. 

8. O estudante deve seguir ao posto de venda da BR Mobilidade previamente escolhido e retirar seu BR

A Tribuna – 21/02/2017

Alckmin afirma que IPT vai ajudar a investigar causa de descarrilamento de trem


Após terceiro descarrilamento em um mês, governador solicitou participação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas na apuração.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta sexta-feira que o Instituto de Pesquisa Tecnológicas (IPT), um dos principais órgãos do país na área de tecnologia, vai ajudar a investigar o descarrilamento de um trem da Linha 12-Safira ocorrido na quinta-feira (23). O descarrilamento prejudicou o funcionamento da linha até a manhã desta sexta-feira (24). Foi o terceiro caso de trens saindo dos trilhos no transporte público de São Paulo em fevereiro. A Linha 3-Vermelha do Metrô e a 5-Lilás já tinham sido afetadas.
“A Secretaria de Transportes Metropolitanos, eu a recomendei que contrate o IPT para ajudar também nas investigações e fazer também uma apuração bastante rigorosa”.
O IPT é um instituto vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo.
A CPTM também investiga as causas do acidente, mas ainda não divulgou nenhuma hipótese oficial para o descarrilamento da Linha 12-Safira.
Normalização
Os trens voltaram a circular nas duas vias da linha mais de 24 horas depois do descarrilamento na altura da estação Itaim Paulista, na Zona Leste da capital. O trem saiu dos trilhos por volta das 1h30 de quinta-feira na via no sentido Brás, quando a composição seguia vazia para a garagem. A rede aérea de energia da linha foi afetada, e a circulação dos trens ficou interrompida durante todo o dia.
Os trens funcionaram com velocidade reduzida, já que apenas a via sentido Calmon Viana estava disponível. Ela foi usada alternadamente para atender também os trens no sentido Brás.
Na manhã de quinta, a operação Paese foi acionada para transportar os passageiros no trecho afetado. De acordo com a EMTU foram disponibilizados 80 ônibus, sendo 60 entre as estações Itaim Paulista e Calmon Viana, e 20 entre Calmon Viana a Manoel Feio.
A volta para casa foi desgastante para os passageiros, que tiveram que enfrentar estações cheias, filas e baldeações. No fim da tarde de quinta, a CPTM conseguiu remover o trem dos trilhos, mas a via continuou bloqueada, já que a rede elétrica foi danificada com o acidente.
Às 5h20 desta sexta, a Linha 12-Safira ainda apresentava problemas, e os trens circulavam com intervalos maiores entre as estações Calmon Viana e Itaim Paulista. As estações ficaram cheias. Neste horário, as equipes técnicas haviam liberado uma das duas vias e inspecionavam o sistema para religar as chaves de energia.
Às 5h50, a CPTM informou que o trabalho foi concluído, que a via que faltava liberar estava funcionando e que a operação havia sido normalizada.
A Linha 12-Safira liga o Brás, no Centro de São Paulo, a Calmon Viana, em Poá, na Grande São Paulo. A linha atende 250 mil passageiros por dia.
3º descarrilamento
Esse foi o terceiro descarrilamento no sistema de transporte público neste mês. Apesar de informar que descarrilamentos de trens são raros, o Metrô de São Paulo registrou dois casos de composições que saíram dos trilhos no período de 15 dias. Não há informações sobre passageiros feridos nesses acidentes.
O primeiro descarrilamento ocorreu no dia 7 de fevereiro, na Linha 3-Vermelha do Metrô, a mais movimentada, na Zona Leste da capital paulista. O segundo caso foi na terça-feira (21), na Linha Lilás, a menor do sistema, na Zona Sul.
"O Metrô de São Paulo é o mais seguro do mundo. Casos de descarrilamentos são raros. Tivemos dois casos em 20 dias; é raro. Os nossos processos são regulados por normas internas e obedecem aos mesmos patamares, os mesmos requisitos de outros metros do mundo", declarou Gioia Júnior, diretor do Metrô.
G1 – 24/02/2017
Comentário do SINFERP

Esta melhorando o nível. Em passado não muito distante o mesmo governador estaria falando em sabotagem.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Fabricante de bondes do VLT carioca suspende contrato com concessionária


Às vésperas do carnaval, um sinal amarelo acendeu para o VLT, o bonde que corta o centro da cidade. A multinacional francesa Alstom, responsável pela fabricação e assistência técnica das 20 composições em operação, decidiu, nesta quinta-feira, suspender por tempo indeterminado seu contrato com a concessionária VLT Carioca. A empresa alega que há oito meses a concessionária não paga pelos serviços contratados. Segundo a Alstom, a dívida chega a cerca de R$ 100 milhões.

Além de fornecer os trens, a Alstom é responsável pelos serviços de manutenção e pela eletrificação dos trilhos, e também cuida dos sistemas de sinalização e telecomunicações. Questionado pelo GLOBO se a decisão da fornecedora poderia levar a uma eventual interrupção na operação do VLT, a concessionária não deu uma resposta. Em nota, o VLT Carioca informou apenas que “para garantir a qualidade e eficiência da operação, poderá buscar outros fornecedores no mercado”. No mesmo comunicado, a concessionária afirma que renegocia pagamentos de dívidas, mas não divulgou valores.

Notificação entregue

A Alstom destacou que já notificou o VLT Carioca sobre sua decisão. A concessionária, no entanto, não confirmou essa informação. O VLT Carioca respondeu que a Alstom não poderia tomar a iniciativa de romper o contrato com negociações para reescalonar as dívidas ainda em andamento.

Com a suspensão do contrato, a Alstom também decidiu interromper a fabricação, em Taubaté (SP), das 12 últimas composições que ainda não foram entregues ao VLT Carioca. Esse último lote de veículos é essencial para o início da operação com cobrança de passagens na Linha 2, que vai da Rodoviária à Praça Quinze. Desde o início do mês, a Linha 2 opera em esquema de testes, sem cobrança, e apenas entre a Praça da República e a Praça Quinze. A cobrança pelas viagens estava prevista para começar no último dia 13.

Também procurada para comentar o assunto, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp) informou que a prefeitura monitora a operação do VLT Carioca. A Cdurp disse ainda que exige o cumprimento de todas as regras de concessão estabelecidas em contrato.

O Globo – 24/02/2017

Comentário do SINFERP

É........ Privatizações, terceirizações...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

GRU Airport descarta monotrilho e fará ligação por ônibus até a linha 13-Jade


A ligação entre a futura linha 13-Jade da CPTM, prevista para o primeiro semestre de 2018, e o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, deve ser feita por meio de ônibus.

É a terceira mudança no acesso da futura linha de trem para o aeroporto.

Inicialmente, os trens chegariam perto da área de check-in, permitindo com que os passageiros chegassem a pé, mas a concessionária GRU Airport decidiu construir um shopping no local que deveria ser ocupado pela estação, o que fez com que o Estado revisse o projeto. A contrapartida da concessionária foi se comprometer em transportar gratuitamente os passageiros.

A empresa então propôs a construção de um monotrilho para ligar a linha 13-Jade ao Aeroporto. No entanto, o custo e o tempo para obra são considerados entraves.  O monotrilho ficaria pronto em 2020, ou seja, dois anos depois da previsão de inauguração da linha de trem, com um custo aproximado de US$ 40 milhões.

Em diversos sistemas mundiais, os monotrilhos não são mais usados no transporte urbano em linhas superiores a seis quilômetros e com maior demanda, mas são aplicados nestas ligações menores, como entre o transporte de alta capacidade e aeroportos ou parques.

Agora, o percurso de 2 quilômetros até o Terminal 2 e de 3 quilômetros até o Terminal 3 deve ser feito de ônibus.

Há um temor em relação ao descompasso da demanda atendida pelo trem, pelo monotrilho e pelo ônibus, que é menor.  Mas a quantidade de coletivos seria ampliada, com a opção de modelos articulados que transportam mais que os 80 passageiros dos ônibus padrões e convencionais.

Para evitar transtornos há uma proposta do Governo do Estado que é de permitir que os passageiros dos voos façam check-in antecipado e despacho de bagagens na estação Brás do Metrô e da CPTM. De lá o passageiro, seguirá para linha 12-Safira até Estação Engenheiro Goulart, de onde embarcaria para a linha 13-Jade, por mais 12 km.

Entre o Brás e o Aeroporto, a previsão é de 50 minutos de viagem.

Vagões dos trens seriam disponibilizados para o transporte das bagagens.

A ligação entre o centro de São Paulo e o Aeroporto de Guarulhos por trilhos é uma promessa antiga.

Em 2002, na campanha para reeleição, o governador Geraldo Alckmin prometia um Expresso Aeroporto para 2005, ligando a Luz à Cumbica em 22 minutos, com tarifa estimada, à época, em R$ 20. O plano não teve prosseguimento.

Em 2007, já na gestão de José Serra, houve a promessa para entregar a linha em 2010. No entanto, em 2009, houve nova previsão e o trem seria incluído no pacote de obras para a Copa de 2014. Não houve, entretanto, empresas interessadas no trem Expresso.

Em 2011, já no comando de Geraldo Alckmin novamente, a ideia do trem Expresso foi abandonada e planejada a expansão da malha da CPTM até a Guarulhos, com a linha 13-Jade.

A primeira data de inauguração prometida foi para 2014, depois 2015 e 2016.

A linha 13 Jade deve transportar 130 mil pessoas por dia e o custo da obra hoje está em R$ 1,8 bilhão. O intervalo entre os trens seria em torno de 8 minutos.

Diário do Transporte – Adamo Bazani - 23/02/2017

Comentário do SINFERP

E tem gente que ainda acredita em promessas dos tucanos paulistas.

Tarifa do metrô no Rio terá reajuste e vai a R$ 4,30 em abril


A passagem do metrô no Rio de Janeiro vai subir de R$ 4,10 para R$ 4,30 a partir do dia 2 de abril. O reajuste foi aprovado nesta quinta-feira (23) pela Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro) e leva em conta o contrato de concessão, que prevê revisões anuais da tarifa.

Ao todo, o valor será reajustado em 6,5%, referente à variação do IGP-M (índice de inflação calculado pela Fundação Getúlio Vargas), entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

No dia 12, as barcas também tiveram sua tarifa reajustada, passando de R$ 5,60 para R$ 5,90. Já o valor da passagem de trem subiu de R$ 3,70 para R$ 4,20 no dia 2.

Por enquanto, a prefeitura não prevê nenhum reajuste da tarifa de ônibus municipal, hoje em R$ 3,80.

Crise no Estado

O aumento do valor da passagem de barcas e trens no Rio de Janeiro acontece em meio a uma crise do governo do Estado. Nesta semana a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) aprovou a venda de ações da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos), condição do governo federal para conceder ao Rio um empréstimo de R$ 3,5 bilhões que será usado para quitar os salários dos servidores.

No início de dezembro, empresas de ônibus e do metrô suspenderam o desconto do Bilhete Único Intermunicipal devido a atrases nos repasses do governo estadual. Poucos dias depois, a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) aprovou o aumento do valor do bilhete de R$ 6,50 para R$ 8.

Os parlamentares também aprovaram a instituição de um limite de renda para a concessão do benefício, de R$ 3 mil mensais. A decisão foi motivo de protestos de servidores públicos e está sendo questionada na Justiça.

UOL – 23/01/2017

Trem da CPTM descarrila e interrompe circulação na Linha 12-Safira


Descarrilamento de um trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na linha 12- Safira interrompe a operação em seis estações, entre Calmon Viana e Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo; trem que descarrilou às 4h estava sem passageiros; ninguém ficou ferido.

O descarrilamento de um trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na linha 12- Safira interrompe a operação em seis estações, entre Calmon Viana e Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo. O trem que descarrilou às 4h estava sem passageiros. Ninguém ficou ferido.

Equipes de manutenção estão no local trabalhando na remoção do trem e no reestabelecimento do sistema de energia. Não há previsão de quando o serviço será normalizado.

Para atender aos usuários, foram disponibilizados ônibus do Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese).

Este foi o terceiro descarrilamento registrado neste mês na capital paulista. Há dois dias, um trem da Linha 5 – Lilás do metrô descarrilou na zona sul da capital. No último dia 7, um trem descarrilou na Linha 3 – Vermelha, nas proximidades da Estação Corinthians-Itaquera, zona leste.

Brasil 247 – 23/02/2017

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Metrô SP decide recolher trens da Frota K para troca de rolamentos


O Metrô de São Paulo divulgou em nota que o resultado da apuração sobre as causas do descarrilamento de um trem da Linha 3 -Vermelha no dia 7 de fevereiro será apresentado na próxima sexta-feira (24). A investigação é realizada pela COPESE, a Comissão Permanente de Segurança, mas um laudo do IPT também será feito – a companhia diz que enviará nesta semana as peças danificadas para o instituto.

Enquanto não chega a um resultado, o Metrô decidiu recolher seis composições da Frota K, da qual faz parte o trem acidentado (K15). Eles receberão um novo conjunto de rolamentos fabricado por outra empresa. A companhia já havia substituído 166 de 186 rolamentos em 28 trens da frota e agora completará a troca – requisitada pela comissão de segurança após outro descarrilamento, ocorrido em 2013. Segundo o Metrô, essas peças não foram incluídas na modernização dos trens, ou seja, permanecem como na época da frota original.
Em outra frente, a empresa explicou porque o sensor de descarrilamento não estava presente no trem em questão. De acordo com ela, eles foram retirados porque estavam se soltando do trem. Foi requisitado ao fornecedor uma solução para o problema. Mesmo assim, o Metrô enfatizou que eles não impedem que haja descarrilamento, apenas minimizam prejuízos materiais.
Frota “problema”
A modernização dos trens das frotas originais do Metrô foi decidida há quase uma década. A justificativa é que seria mais barato atualizar as composições com novos sistemas, layout interno e com a adição de ar-condicionado, não previsto nos primeiros trens. A licitação acabou dividida em quatro lotes que originaram as novas Frotas I, J, K e L. É justamente a Frota K, modernizada pelo consórcio MTTrens (formado pelas empresas T’Trans, MPE e Termoinsa) que tem dado mais dores de cabeça para o Metrô.
Ela acumula falhas graves como abertura de portas em ambos os lados, por princípios de incêndio e superaquecimento nos truques – além, é claro, do primeiro descarrilamento, em 2013.
Novo descarrilamento
Os detalhes sobre o acidente surgirão dias depois de um novo descarrilamento. Na madrugada da terça-feira (21) um trem da Frota F, da Linha 5-Lilás, saiu dos trilhos quando manobrava para chegar à estação Adolfo Pinheiro. Apenas nove passageiros estavam a bordo, mas nenhum deles no vagão que descarrilou.
Metrô/CPTM – 21/02/2017