quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Em 11 dias, tiroteios no Jacarezinho (RJ) paralisaram trens por mais de 34 horas


Em apenas onze dias de agosto, os trens da Supervia do Ramal Belford Roxo, que cortam o Complexo do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, tiveram o serviço suspenso por 34 horas e 5 minutos. Foram seis interrupções, motivadas pela guerra promovida por traficantes contra policiais. O conflito começou em 11 de agosto, dia da morte do policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) Bruno Guimarães. Desde então, a polícia promove uma caçada aos responsáveis pelo assassinato.
De 1º de janeiro a 10 de agosto, os trens do ramal pararam outras 11 vezes, nove delas na região do Jacarezinho. Quando se compara o tempo de serviço suspenso, as interrupções atuais equivalem a mais do que triplo das horas sem circulação de trens do restante do ano. No total, desde o início de 2017, o ramal sofreu 22 suspensões de serviço por causa de tiroteios. Dessas, 15 foram somente nas proximidades do Jacarezinho.
Na última quarta-feira, criminosos mandaram que os portões da estação do Jacarezinho fossem fechados e, com medo, funcionários deixaram o local. Nesse dia, porém, o serviço não chegou a ser suspenso. No entanto, na estação, quem embarcava no trem não pagava passagem por falta de gente nas bilheterias.
De acordo com o diretor de operações da Supervia, João Gouveia, a necessidade de interromper o serviço tantas vezes e por longos períodos é algo nunca antes visto no Ramal.
— Nunca vimos uma situação dessa como estamos vendo no Ramal de Belford Roxo. É uma situação em que todos nós perdemos. Toda vez que tem tiroteio a gente tem que parar o trem para não colocar em risco a integridade de nossos passageiros e funcionários. Quando essas interrupções acontecem, acaba causando um distúrbio e um impacto muito grande na operação — disse.
Ainda de acordo com a Supervia, os tiroteios provocaram uma queda de 35 mil embarques no ramal, que costuma ter uma média de 20 mil passageiros diariamente. Por causa disso, o prejuízo já chega a R$ 140 mil. Usuários que já estavam nas estações ou haviam comprado o bilhete antes das suspensões puderam solicitar a restituição da passagem. Cerca de 2 mil pessoas fizeram o pedido nas bilheterias das estações próximas nos últimos 11 dias.
Com as interrupções, na maioria dos casos, o ramal passa a circular somente das estações de Belford Roxo até a Pilares. Quem sairia da Central do Brasil e passaria pelo Jacarezinho precisou pegar outra condução ou fazer baldeação em outras estações. O alerta para que o serviço seja interrompido é feito diretamente pelos funcionários nas estações.
— Nós temos agentes de controle que ficam na plataforma e os bilheteiros. Tem uma comunicação direta com nosso sistema de controle. Eles ligam e avisam que está havendo tiroteio e nos passam a gravidade da situação. A gente, então, dá um auxílio para que as pessoas peguem um ônibus. São medidas necessárias para garantir a segurança das pessoas. Por exemplo: Antes de recomeçar a circulação, toda a malha férrea precisa ser analisada para saber se há algum dano. É um custo adicional que você tem que ter toda vez que acontece isso. Mas é um problema de segurança pública. O sistema é impactado por isso — disse João Gouveia.
Operação no Jacarezinho já tem seis mortos
Os recentes confrontos no Jacarezinho já fizeram, ao menos, seis vítimas fatais. Entre elas há dois suspeitos. A primeira delas foi o policial civil da CORE, Bruno Guimarães, de 36 anos, que morreu ao ser atingido por um tiro no pescoço. O tiroteio havia começado após uma operação da Polícia Civil na comunidade. Criminosos haviam atacado à UPP Jacarezinho e a Core retornou para dar apoio no local. Bruno, então, foi baleado e morreu no Hospital Federal de Bonsucesso horas depois.
No mesmo dia, o mototaxista André Luis Medeiros foi baleado no Jacarezinho. André morreu seis dias depois, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, onde estava internado. Ele havia sido baleado na perna e foi socorrido por moradores da comunidade.
Na quarta-feira, os tiroteios fizeram mais uma vítima. O feirnte Sebastião Sabino da Silva, de 46, foi atingido por um disparo na comunidade. Tião, como era conhecido na comunidade, morreu a caminho da UPA enquanto era socorrido por moradores. A família acusa a polícia de atirar no homem.
Na tarde deste sábado, cinco moradores foram baleados durante a troca de tiros. Georgina de Maria Ferreira, de 60 anos, foi atingia na cabeça e morreu antes de chegar na UPA de Manguinhos, também na Zona Norte. Outras três pessoas chegaram a ser atingidas. Uma delas, Adriane Silva, de 22 anos, levou um tiro na cabeça e permanece em estado grave no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier.
Na última quinta-feira, a Polícia Civil informou que agentes da Delegacia de Combate à Droga (DCOD) identificaram quatro homens suspeitos de participarem da troca de tiros que causou a morte de Bruno. Nesta segunda-feira, um outro suspeito foi preso em um motel em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.
Extra – 22/08/2017

Apresentador da TV Globo se emociona com problema de idoso, na CPTM, e se exalta.


O apresentador Rodrigo Bocardi quebrou o protocolo no “Bom Dia São Paulo” desta sexta-feira (18/8). Após ver um idoso identificado como “seu João” reclamar que se sente abandonado pelo governo, o âncora se exaltou e criticou a forma como os políticos tratam os cidadãos.

A repórter Jacqueline Brazil estava ao vivo da estação Francisco Morato (SP), ouvindo o depoimento do idoso, que queria pegar o trem para Jundiaí, mas não conseguia. “Eu acho que esses administradores do nosso país…”, começou seu João a falar quando foi interrompido pela repórter, afirmando que o tempo era curto.

Nesse momento, Bocardi interveio. “Jacque, deixa ele. Eu quero ouvir a palavra do seu João.” O trabalhador aproveitou e desabafou. “Tudo de ruim acontece nessa linha de trem. Está faltando um pouco de respeito com a gente, é revoltante o que fazem com a população de Francisco Morato. Um pessoal digno, mas carente de tudo. De respeito, de saúde, de educação, de condução. Estamos largados, abandonados, só servimos na época da eleição. Minha vida só vale um título [de eleitor]”, disse.

No estúdio, Bocardi, inconformado, se manifestou. “O que o seu João disse é a mais pura verdade. Quando é furto de cabos, que a culpa é da população, a CPTM manda foto na hora, querendo se exibir, para se eximir. Aí tem um descarrilamento desses e os ônibus do Paese [Plano de Atendimento de Empresas de Transporte em Situação de Emergência] não chegam, porque as empresas não se falam”, criticou. “Elas são incapazes de botar um serviço de emergência para monitorar, para resolver aquilo na hora. E tratam o descarrilamento como se fosse um problema de ar-condicionado quebrado. Até quando?”, finalizou o âncora.

Nas redes sociais, a postura de Bocardi virou assunto. “Parabéns pela iniciativa em deixá-lo desabafar”, disse um internauta. ”Rodrigo Bocardi, duro nas críticas aos prefeitos das regionais. Gostei”, escreveu outro.

Metrópoles – 19/08/2017

SP registra cinco descarrilamentos de trens em 2017


Levantamento aponta 136 falhas neste ano, principalmente nas linhas 10-Turquesa e 7-Rubi.
Um levantamento feito pelo SP1 aponta que, em 2017, pelo menos cinco trens descarrilaram em São Paulo. O balanço aponta 136 falhas nos trens, principalmente nas linhas 10-Turquesa e 7-Rubi da CPTM.
  • Com falhas em trilhos, CPTM reduz velocidade de trens em SP em até 77%.
Veja os descarrilamentos registrados
Fevereiro: Itaim Paulista, na linha 12-Safira;

Março: Entre as estações Jandira e Itapevi, na linha 8-Diamante e na estação Barueri;

Julho: entre as estações Engenheiro Cardoso e Itapevi, na linha 8-Diamante
Na quinta-feira (17), um comboio com cinco locomotivas de carga da empresa MRS descarrilou entre as estações Baltazar Fidelis e Francisco Morato, na Grande São Paulo. O trecho entre as estações Luz e Franco da Rocha ficou interditado até o início da tarde, quando foi liberada uma via dos trilhos.
Segundo a CPTM, mais de 360 metros de cabos foram furtados na madrugada de quinta. Isso, aliado ao descarrilamento, contribui para que a circulação da Linha 7-Rubi fosse comprometida.
Falhas
Em março, o SP1 informou que os tens da CPTM fazem trajeto com velocidade máxima reduzida em até 77% na Grande São Paulo. A lentidão se deve a falhas nos trilhos, serviço de manutenção e obras. A redução mais brusca ocorre em trechos da linha 7 e da linha 10- Rubi, entre Perus e Caieiras, onde a velocidade máxima cai de 90 para 20 quilômetros por hora.
A linha 12-Safira é a campeã de lentidão. Ao todo, em 18 quilômetros de trilhos os trens rodam mais devagar, o que corresponde a quase 24% da linha. Entre as estações Tatuapé e USP Leste, por exemplo, a travessia do córrego Tiquatira está danificada, o que provoca o desnivelamento das vias na curva. A falha persiste desde março de 2015 e não tem data para mudar.
O que mais atrapalha a viagem de quem pega essa linha é a construção da linha 13-Jade, que vai para o Aeroporto de Guarulhos. A nova linha vai ter integração com a 12 e, por causa disso, desde julho de 2013, a Safira sofre com interferências das obras, que estão atrasadas há três anos.
Na linha 7-Rubi, parte do trecho entre Perus e Caieiras está com a via desnivelada desde 2001 e continua sem previsão de conserto. O desgaste dos trilhos faz os trens reduzirem a velocidade de 90 km/h para 20 km/h.
Na mesma linha, tem infiltração de água que desnivelou a pista entre a Vila Aurora e Perus, problema de 2013 ainda sem data de solução. Há velocidade reduzida também por causa da obra de construção da estação de Francisco Morato, que está atrasada, e trilho gasto que precisa ser trocado desde novembro do ano passado.

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G1 – 19/08/2017

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Colisão de trens na Filadélfia deixa 42 feridos


Autoridades iniciaram uma investigação para determinar as causas do acidente.
WASHINGTON - Ao menos 42 pessoas ficaram feridas na madrugada desta terça-feira, 22, em uma colisão entre dois trens na Filadélfia, leste dos EUA.
O choque aconteceu às 0h15 (1h15 em Brasília) entre um trem de grande velocidade e outro que estava parado e sem passageiros no Terminal da Rua 69, explicou Heather Redfern, porta-voz da Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia.
Choque aconteceu às 0h15 (1h15 em Brasília) entre um trem de grande velocidade e outro que estava parado e sem passageiros no Terminal da Rua 69.
"As 42 pessoas que estavam a bordo do trem em circulação ficaram feridas, mas suas vidas não correm perigo", disse.
 O Estado de São Paulo – 22/08/2017

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

‘Vejo muita gente desequilibrada no Metrô’, diz testemunha


Nesta terça-feira (15), um adolescente de 15 anos foi esfaqueado por um homem dentro de um vagão, quando a composição passava pela Estação da Sé.
Usuários do Metrô em São Paulo relatam medo e insegurança no transporte público e dizem que é preciso ficar alerta. Nesta terça-feira (15), um adolescente de 15 anos foi esfaqueado por um homem dentro de um vagão, quando a composição passava pela Estação da Sé, no centro da cidade. Everton Lima dos Santos, de 34 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia nesta quarta (16).
“Foi um susto muito grande, um caos, um desespero. Tinha uma moça do meu lado chorando bastante e um rapaz desmaiou. Fica o alerta porque já vi muita gente desequilibrada. Não reajam mesmo sendo empurrados. Todos nós que usamos transporte público corremos perigo”, diz o publicitário Bruno da Cruz, de 29 anos, que testemunhou o esfaqueamento desta terça.
Segundo ele, tudo ocorreu muito rápido. “O trem estava saindo da Estação Anhangabaú rumo à Sé. Estava em uma porta e ouvi um tumulto na porta ao lado, a uns cinco metros de mim, um barulho de gente gritando desesperada, muito alto e acima do que costuma acontecer por lá. Percebi que tinha coisa errada”, disse.
De acordo com Cruz, alguns segundos depois, o rapaz ferido foi retirado “às pressas” do Metrô e a gritaria se intensificou. “Todos viram o que estava acontecendo, perceberam o rapaz esfaqueado e viram sangue no chão. Rapidamente, seguranças do metrô conseguiram agir, retiraram o rapaz e pelo que percebi foram atrás do suspeito e evacuaram o vagão”, disse.
O jovem foi levado à Santa Casa, onde passou por cirurgia. Segundo o hospital, o estado de saúde dele é estável e o adolescente está em observação médica. De acordo com o delegado Marcos Vinícius da Silva Reis, o esfaqueamento ocorreu após uma briga, que teria começado quando Santos furou a fila para embarcar ainda no terminal Barra Funda.
Mesmo antes do episódio, passageiros que utilizam a estação Sé do Metrô já sentiam insegurança e recomendam estado de alerta com os pertences. “Se a pessoa quiser entrar com uma faca ou um revólver, ninguém vai impedir. É um lugar muito inseguro, diz o gerente comercial Douglas Luís Miranda, de 35 anos. “Em aeroporto tem raio-x e aqui também deveria ter”, sugere.
“Os seguranças do metrô só servem para espantar camelôs que ficam vendendo coisas nas estações, mas a insegurança se mantém” reclama o pintor João Lúcio da Silva, de 44 anos. “Qualquer um pode entrar”. O mesmo pensa a cozinheira Maria Aparecida Menezes de 50 anos. “Sempre pego metrô e aqui (Sé) é uma estação muito lotada. Tem de ficar com a bolsa grudada no corpo, ficar alerta sempre”.
Em nota, o Metrô de São Paulo informou que conta com mais de 1 100 agentes “treinados para atuar em benefício de todos os passageiros, realizando estratégias operacionais e rondas constantes, uniformizados e à paisana, nos trens e estações do sistema, além de uma infraestrutura com 3 500 câmeras de monitoramento”.
Segundo o Metrô, na ocorrência desta terça, “os agentes de segurança agiram prontamente socorrendo a vítima – levada ao PS da Santa Casa – e detendo o agressor, que foi encaminhado para a Delpom (Delegacia do Metropolitano)”.
O Metrô diz que as estratégias e as ações do efetivo de segurança mantém estáveis os índices de ocorrências de segurança pública no sistema, que é de 0,35 ocorrência (como furto, roubo e briga) por milhão de passageiros transportados.
Veja SP – 17/08/2017

domingo, 20 de agosto de 2017

CBTU de João Pessoa (PB) leva 20,83% a mais em julho


A CBTU João Pessoa transportou no mês de julho 20,83% a mais do que no mesmo período de 2016. Ao todo, em julho, a Companhia contabilizou 162.702 pagantes contra 128.806 passageiros conduzidos no mesmo mês do ano passado. Em relação a junho deste ano, onde foram transportados 151.174 usuários, a CBTU também obteve crescimento de 7,09%.

De acordo com a Coordenadoria de Operações (Coope), as férias foram um dos fatores que atraíram novos usuários ao sistema, atrelada a regularidade e pontualidade dos VLT’s no sistema de trens urbanos da capital paraibana. A expectativa é que essa onda de crescimento siga, embora em patamares menores, até o final deste ano.

De janeiro a julho deste ano, a CBTU João Pessoa já transportou cerca de 1,15 milhão de passageiros, isto é, 13,21% a mais que os sete primeiros meses do ano passado, quando foram conduzidas 965 mil pessoas. A Coope aponta que apesar da melhoria no sistema, em 2016 foram registradas interdições no trecho entre João Pessoa e Mandacaru, o que causou baixa demanda nos meses de recuperação da via.

PA Agora – 18/08/2017

sábado, 19 de agosto de 2017

Justiça nega suspensão de investigação do cartel do Metrô em São Paulo


Mário Manuel Bandeira
A 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou o pedido de dois ex-dirigentes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para suspender as investigações sobre crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à formação de cartel para fraudar licitações destinadas à instalação da linha 5 (lilás) do Metrô de São Paulo.
As informações são da Procuradoria da República em São Paulo.
Mário Manuel Seabra Rodrigues Bandeira, ex-presidente da CPTM, e José Luiz Lavorente, ex-diretor de operação e manutenção da empresa, foram investigados no inquérito policial que apurou eventual fraude no aditamento ao contrato firmado entre o Consórcio Ferroviário Espanhol-Brasileiro (Cofesbra), integrado pelas empresas Alstom, Bombardier Transportation Brasil Ltda e CAF. O aditivo - um complemento ao contrato - foi firmado em 2005 e destinou-se à aquisição de 12 trens pelo valor total de
R$ 223,5 milhões.
Como houve prescrição em relação ao crime previsto na Lei de Licitações (art 92), o Ministério Público Federal (MPF) requereu e obteve na justiça o desmembramento do inquérito policial para instaurar um outro destinado à apuração de eventuais crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Em habeas corpus para suspender esse inquérito, os investigados sustentaram que não há qualquer indício de que tenham cometido esses crimes.
Eles também negam proximidade com Arthur Gomes Teixeira, identificado pelo como possível controlador da conta bancária titularizada pela offshore uruguaia que teria recebido transferências financeiras da filial britânica da Alstom.
Em sua manifestação, o MPF na 3ª Região (PRR3) contestou a alegação da defesa dos investigados. Há indícios fortes da prática do delito de lavagem de capitais e corrupção, disse a procuradora regional da República da 3ª Região Geisa de Assis Rodrigues.
Segundo a Procuradoria, a partir de pedidos de cooperação internacional endereçados ao Reino Unido e ao Uruguai, foram identificadas transferências financeiras da filial britânica da empresa Alstom para a conta bancária de offshore uruguaia (GHT), que seria controlada por Arthur Gomes Teixeira, vinculadas ao aditivo firmado entre a CPTM e o consórcio Cofesbra.
Para o MPF, tais transferências podem constituir pagamento de vantagens indevidas aos servidores da CPTM envolvidos na celebração do termo aditivo.
A decisão que acolheu o pedido de desmembramento do inquérito afirma que essas operações financeiras internacionais podem referir-se a eventual pagamento de "vantagens indevidas" a funcionários CPTM, dentre eles Mário Manuel Seabra Rodrigues Bandeira, ex-presidente da CPTM, e José Luiz Lavorente, o que, segundo o Ministério Público Federal, caracterizaria crimes de corrupção e lavagem de capitais, para os quais não houve reconhecimento da prescrição.
Geisa Rodrigues ressaltou que na instauração de um procedimento investigatório não se exige certeza quanto ao envolvimento ou não das pessoas nos fatos que, em tese, são criminosos. O inquérito, como procedimento administrativo preliminar de natureza investigatória, tem por finalidade justamente a obtenção de dados e informações que possibilitem a formação de um juízo, ainda que provisório, por parte do Ministério Público, acerca da comprovação da efetiva ocorrência do crime e dos indícios de sua autoria, esclareceu.
A procuradora sustentou que para a configuração do crime de lavagem de capitais exige-se "o delineamento dos indícios de cometimento de uma infração penal antecedente". No caso, não foi realizada a licitação obrigatória, o que poderia configurar, em tese, a prática de fraude descrita na Lei de Licitações, no artigo 92.
Contudo, em razão da prescrição com relação a este crime, o MPF que atua na primeira instância não teve outra alternativa que não a de requerer o desmembramento do inquérito para instauração de novo procedimento a fim de prosseguir nas investigações para apurar a existência de eventuais delitos de corrupção ativa/passiva e lavagem de dinheiro relacionados ao aditivo.
Defesa
COM A PALAVRA, CPTM:
"A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) colabora com as investigações e confia nas decisões tomadas pela Justiça. A empresa é a maior interessada no esclarecimento dos fatos e defende que responsáveis por atos ilícitos comprovados sejam punidos na forma da lei."
Diário do Grande ABC – 10/08/2017
Comentário do SINFERP
Gozado: a CPTM se diz a maior interessada no esclarecimento, mas seus ex-dirigentes querem que as investigações sejam suspensas. Muito gozado.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Estações de trem da SuperVia (RJ) podem ficar sem segurança


RIO - As estações de trem da SuperVia poderão ficar, a partir de hoje, sem segurança particular. A concessionária rescindiu o contrato com a Ponto Forte Segurança e Vigilância, que não terá mais seus 120 profissionais prestando serviço nas plataformas. O motivo do fim do contrato foi uma briga judicial que envolve uma dívida milionária.
Este ano, o Sindicato dos Vigilantes e Empregados de Empresas de Segurança entrou com uma ação civil pública para exigir que a Ponto Forte pague os valores de verba rescisória de 103 profissionais que trabalhavam nas estações do Teleférico do Alemão e acabaram demitidos com o fim do contrato com a SuperVia. A concessionária, que tem dívida de R$ 2 milhões com a empresa, também foi acionada como ré no processo.
A Ponto Forte alega que não tem verba para as rescisões por causa da dívida da SuperVia. A Justiça do Trabalho determinou a penhora dos bens da concessionária no último dia 9, para que seja paga sua dívida com a empresa. Um dia depois, a SuperVia comunicou a empresa de vigilância sobre a rescisão do contrato para fazer segurança das plataformas de trem, alegando que a Ponto Forte não cumpriu com a obrigação de retirar a concessionária do polo passivo da ação civil pública.
— Foi uma retaliação, mas nós, da empresa, não temos poder para retirar a SuperVia do polo passivo da ação. Só a Justiça pode fazer isso — alegou o advogado Charles Moreira, que representa a empresa.
De acordo com Moreira, a empresa foi notificada sobre o fim do contrato na tarde de anteontem e, a partir de hoje, já não haverá mais funcionários seus fazendo a segurança das plataformas.
— Pelo que temos notícia, a SuperVia não contratou outra empresa para fazer esse serviço de segurança. Parece que tomaram uma decisão sem se preocupar com a realidade que vivemos no Rio. Deixar as estações sem nenhuma vigilância é, no mínimo, inadequado — acrescentou o advogado.
Ao longo dos anos, estações da SuperVia têm sido invadidas por traficantes, que vendem drogas nas plataformas. Assaltos a usuários também são constantes, assim como a interrupção do serviço por conta de tiroteios nas imediações das estações. Procurada, a SuperVia disse que não iria se pronunciar.
A concessionária informou que, a partir de segunda-feira, os banheiros das estações Central do Brasil, São Cristóvão, Maracanã, Engenho de Dentro, Madureira, Deodoro e Nilópolis não estarão mais sob sua responsabilidade. A concessionária firmou contrato de locação com a empresa Lavaggio, que vai cobrar R$ 2 pelo uso do sanitário. O acesso só será gratuito para deficientes e idosos. Com exceção da Central do Brasil, onde os sanitários abrem todo dia, as outras estações ficarão com os banheiros fechados aos domingos.
Extra – 18/08/2017
Comentário do SINFERP
Não vai mudar muita coisa na vida dos usuários.

Descarrilamento de trem paralisa circulação da Linha 7-Rubi da CPTM em São Paulo


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Os usuários dos trens da Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que liga a Estação da Luz, na região central da cidade de São Paulo a Jundiaí - no interior paulista - enfrentam dificuldades para se locomover nesta sexta-feira (18).

As composições deixaram de circular entre as estações de Franco da Rocha e Francisco Morato, em consequência de um descarrilamento de cinco locomotivas de carga, no final da noite de ontem (17), no trecho entre as estações Baltazar Fidelis e Francisco Morato, a oeste da Grande São Paulo.

De acordo com a CPTM, técnicos estão trabalhando no local, mas ainda sem previsão de retomada da operação. Esta linha é a maior da rede da CPTM e, recebe, diariamente, em torno de 425 mil passageiros.

Para diminuir os transtornos aos usuários, foi acionado o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência, com a colocação de ônibus para suprir os trens.

Um outro problema nesta mesma linha é o maior tempo gasto na viagem devido a redução de velocidade entre Francisco Morato e Jundiaí. Segundo a CPTM, houve um roubo de fios que afetou o sistema de sinalização e por medida de cautela, os trens estão circulando mais devagar nesse trecho.

Por meio de nota, a CPTM esclareceu que “o compartilhamento das linhas da CPTM entre trens de passageiros e de carga é determinado pela legislação federal (Decreto nº 1832, de 1996) devido à inexistência de uma via exclusiva para transporte de ferroviário de carga, de responsabilidade da União”. Mais da metade das viagens (60%) ocorrem á noite ou na madrugada dos dias úteis aos sábados e domingos, quando, normalmente, cai a demanda de passageiros.

Agência Brasil – 18/08/2017

Comentário do SINFERP

E porque descarrilaram? Pelas excelentes condições da via?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Comércio irregular nos trens e metrô de São Paulo dispara em 2017


Aumento de mercadorias confiscadas foi de 52,6% no Metrô no 1º semestre.
Chocolate, fone de ouvido, porta-documentos, spinners, amendoim... basta entrar em um vagão do metrô ou da CPTM de São Paulo e eles aparecem: os ambulantes.
Esse tipo de comércio irregular nos vagões cresceu nos primeiros seis meses de 2017, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Dados do Metrô mostram que as apreensões aumentaram 52,6%. No primeiro semestre de 2016 foram 5.063 ante 7.727 em 2017.
A média é de 43 ocorrências todos os dias — ou quase duas por hora.
A linha mais procurada pelos ambulantes é a 3-Vermelha, a mais movimentada, por onde passam, em média, 1,4 milhão de passageiros diariamente.
“Quando flagrados, os vendedores têm suas mercadorias recolhidas e são convidados a se retirar do sistema. O Metrô faz o registro dos produtos recolhidos e os encaminha para a Subprefeitura mais próxima da estação onde ocorreu a ação. O vendedor poderá retirar a mercadoria de acordo com os critérios estipulados pela Prefeitura”, diz a companhia em nota.
Usuários incomodados com o comércio ambulante têm a opção de denunciar pelos canais disponibilizados pelo Metrô.
É preciso passar algumas informações, como a linha, número do carro, sentido e a próxima estação.
O levantamento também mostra que o número de denúncias cresceu 37,2% no semestre.
CPTM
Já na CPTM, a alta foi de 20,5% no mesmo período. A companhia de trens diz que as ocorrências pularam de 6.355 em 2016 para 7.659 neste ano.
Por outro lado, o número de itens apreendidos nos trens caiu de 169 mil para 118,5 mil. A empresa atribui isso a uma mudança de estratégia dos ambulantes.
"Os vendedores irregulares têm carregado pequena quantidade de mercadorias, suficiente apenas para a venda em um vagão, e o restante fica com comparsas que não se identificam como vendedores", diz a CPTM em nota.
A CPTM ainda alerta sobre os produtos vendidos nos trens. 
"A prática é combatida, principalmente, pelo fato dos produtos comercializados não terem origem de procedência. Entretanto, a solução para a questão também passa pela conscientização dos usuários no sentido de que não comprem produtos no interior dos trens, uma vez que correm riscos ao adquirir produtos de origem duvidosa e que, em muitos casos, podem estar com prazo de validade vencido ou adulterado, por exemplo".
R7 – 09/08/2017
Comentário do SINFERP
Ah, o denunciante deve informar linha, número do carro, sentido e a próxima estação. Por que não, também, nome completo e número de identidade do ambulante? É o usuário trabalhando para CPTM e Metrô, e correndo risco se for flagrado na delação.